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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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03
Mai20

Xadrez de Moro e a mídia no país dos arrivistas

Talis Andrade

 

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É cristalino como água que Moro prevaricou, foi cúmplice de Bolsonaro em abusos cometidos, é da necropolítica, impôs genocídio nos presídios. Sua personalidade manipuladora já foi exposta

por Luis Nassif
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Peça 1 – o país dos arrivistas

Não é a pandemia nem Bolsonaro os que revelam o país dos arrivistas que sempre o Brasil foi nesse universo rocambolesco cinzelado pelos chamados formadores de opinião, com seus deuses e semideuses, políticos, celebridades, intelectuais.

O personagem central da alma nacional sempre foi o arrivista, o sujeito capaz de cavalgar todas as ondas e jamais ser cobrado pela incoerência porque a métrica de julgamento público é o sucesso. A coerência que conta é a de saber performar – termo de mercado para definir o bom desempenho do investidor -, mudar de posição na hora certa para não morrer com o mico preto. A métrica é o sucesso, não a coerência.

Os personagens centrais desses tempos de libação política ilustrariam qualquer obra de Lima Barreto, Machado de Assis.

É o Ministro do STF dono de uma banca humilde, que atendia principalmente sindicatos, e que de repente, à medida que mudava o discurso e a prática jurídica, passou a atender grandes clientes. E nada lhe foi cobrado.

É o jornalista que inaugurou o discurso de ódio e que se tornou, depois, campeão da democracia. É a família inteira que surfou na onda da Lava Jato e que se tornou, depois, baluarte dos direitos individuais. E nada lhes foi cobrado.

É o constitucionalista que passou a defender a ideia de que a Constituição é uma instituição movediça, que deve ser alterada de acordo com o clamor das ruas.

Não importa a falta de coerência, o desapego a valores. Desde que a nova postura atenda aos interesses de grupos, toda incoerência anterior será perdoada. Vale para a esquerda, vale para a direita. (Continua)

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