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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

21
Nov19

Usando os subordinados Sergio Moro, Augusto Aras e delegados da PF, Jair Bolsonaro amordaça porteiro

Talis Andrade

Justificado medo do porteiro: testemunha da morte de Marielle foi assassinada

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Fica mais do que provado: em 14 de março de 2018, às 17h10m, Élcio Vieira de Queiroz, dirigindo um carro clonado, passou pela portadoria do Vivendas da Barra, para buscar Ronnie Lessa que, na noite do mesmo dia, metralhou Marielle Franco.

No Vivendas, Ronnie Lessa, Jair Bolsonaro então deputado federal, e o vereador Carlos Bolsonaro eram vizinhos. 

Toda confusão é que Élcio teria dito que ia para casa 58 de Jair Bolsonaro, e foi para a propriedade 65 de Lessa, o pistoleiro de aluguel. O número da residência de Carlos Bolsonaro não aparece no noticiário.

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Mello Franco: por que o porteiro inventaria essa trama?

Sobrou para ele...
 

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O jornalista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo, diz em sua coluna desta publicada no dia 31 de outubro último, que "o porteiro terminou o dia como vilão, mas ninguém explicou por que ele inventaria toda essa trama para atingir o presidente", em referência ao porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, que afirmou que o assassino de Marielle entrou no local mencionando a casa de Jair Bolsonaro no dia do assassinato.

O colunista lembra que o testemunho do porteiro coincidiu com o que apontou o livro do condomínio, ou seja, uma visita à casa 58, a do "seu Jair". O próprio Jornal Nacional, responsável por fazer a denúncia na terça-feira 29/X, ressaltou que o então deputado federal Jair Bolsonaro não poderia estar em casa, já que registrou presença no plenário da Câmara naquela data.

Como ressalta Mello Franco, o ministro da Justiça, Sergio Moro, reforçou a pressão sobre o porteiro e ameaçou enquadrá-lo em três crimes: obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa; o procurador-geral da República, Augusto Aras, também desacreditou o porteiro; e a promotora Simone Sibilio, do Rio, apresentou uma gravação de áudio para sustentar que Élcio Queiroz foi à casa de Ronnie Lessa, e não à de Bolsonaro. (A casa de Carlos Bolsonaro jamais é citada).

Porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle recua em novo depoimento

por Deutsche Welle

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O porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes, depôs nesta terça-feira (19/11) à Polícia Federal e recuou da versão que havia dado em dois depoimentos em outubro à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Agora, o funcionário do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, afirmou ter lançado errado o registro de entrada do ex-policial militar Élcio Queiroz na casa 58, de propriedade do presidente, na planilha de controle do condomínio horas antes do assassinato de Marielle, em 14 de março de 2018.

No final de outubro, o Ministério Público do Rio havia afirmado que uma perícia desmentiuo porteiro e apontou que a ida de Élcio para a casa 66, do policial militar reformado Ronnie Lessa, outro acusado do crime e que morava no mesmo condomínio.

Ele frisou que se sentiu "pressionado" e deu a primeira versão para o episódio, na qual a entrada do suspeito de matar a vereadora foi autorizada pelo "seu Jair" pelo interfone do condomínio. Apesar de afirmar que se sentiu "pressionado", Alberto Mateus disse que ninguém o pressionou a prestar a versão em que menciona o presidente.

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A informações sobre o novo depoimento foram reveladas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmada pelos jornais Folha de S.Paulo e o Estado de S. Paulo.

Registros da Câmara dos Deputados mostram que o então deputado federal Jair Bolsonaro, estava em Brasília no dia do crime.

O porteiro deu seu depoimento no inquérito aberto pela PF para apurar seu próprio testemunho no caso Marielle. A investigação havia sido pedida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para apurar "tentativa de envolvimento indevido" do nome de Bolsonaro nas investigações sobre a morte da vereadora.

O depoimento do porteiro, que chegou por volta das 12 horas de terça-feira acompanhado por defensores públicos, durou cerca de três horas. A Polícia Federal confirmou a oitiva do funcionário do condomínio, mas afirmou que seu teor está sob sigilo. O Ministério Público Federal disse que só se manifestará após o caso ser concluído.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou, a pedido de Moro, que o funcionário fosse investigado por possível prática dos crimes de obstrução de Justiça, denunciação caluniosa, falso testemunho e violação de um artigo da Lei de Segurança Nacional, promulgada na época da ditadura militar.

A investigação começou após uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, noticiar que registros do condomínio Vivendas da Barra, e também o depoimento de um dos porteiros à Polícia Civil, apontaram de que um dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o ex-PM Élcio Queiroz, esteve, horas antes do crime na casa do ex-sargento Ronnie Lessa, suspeito de ser o executor da ação, que mora no local.

Segundo a reportagem, em depoimento, o porteiro informou que Élcio Queiroz anunciou no dia 14 de março de 2018 que iria não à casa de Lessa, mas à de número 58 do Vivendas da Barra, que é a residência de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ainda segundo a reportagem, em seu depoimento, o porteiro afirmou ter interfonado para a casa do então deputado federal e que "seu Jair" havia autorizado a entrada do visitante.

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A versão inicial do porteiro foi dita em duas ocasiões no caso e, como prova, foi levado aos investigadores a planilha de controle de entrada no Vivendas da Barra. O registro apontava a ida de Elcio Queiroz à casa 58. Agora, o porteiro afirma que anotou o número errado na planilha.

No dia seguinte à veiculação da reportagem do JN, o Ministério Público Estadual do Rio organizou uma entrevista coletiva na qual as promotoras do caso Marielle disseram que o porteiro havia prestado informações falsas. As promotoras disseram que se basearam em uma perícia dos áudios que gravaram a comunicação do condomínio naquele dia. Segundo as promotoras, o material apontou que a entrada de Élcio foi autorizada por um homem na casa 65, de Lessa, e não na 58, que pertence a Bolsonaro.

No entanto, a perícia foi realizada em menos de duas horas e meia, no mesmo dia da coletiva. Especialistas questionaram a metodologia das promotoras, apontando que não houve tempo hábil para uma análise aprofundada dos áudios. Os computadores do condomínio também não foram analisados para apurar se houve alguma adulteração do material.

Além disso, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPE-RJ) não soube explicar por que o porteiro teria mentido e em que circunstâncias ocorreu a anotação na planilha do condomínio que apontava que a ligação foi feita para a casa 58, de Bolsonaro. A Promotoria ainda disse que não sabia se a gravação registrada envolvia o porteiro que prestou depoimento ou outro funcionário.

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Porteiro recua em versão que cita Bolsonaro em investigação sobre Marielle

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por El País

O porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro, no Rio, que havia citado o presidente em depoimento na investigação sobre o assassinato de Marielle Franco recuou de sua versão, de acordo com diversos órgãos de imprensa. Em nova declaração à Polícia Federal nesta terça-feira, o funcionário disse que errou ao dizer em setembro, à Polícia Civil do Rio, que, um dos principais acusados de matar a vereadora do PSOL, o ex-PM Elcio Queiroz, buscou a casa de Bolsonaro no próprio dia do crime, em 2018. Na primeira versão do porteiro, Queiroz havia solicitado a entrada no condomínio e sido autorizado a entrar por alguém na casa do então deputado federal que teria se identificado como “Seu Jair”, mas acabou se dirigindo à propriedade de Ronnie Lessa, no mesmo local. Queiroz e Lessa estão presos desde março, acusados pela morte da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes.

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Elcio Queiroz

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Ronnie Lessa

 

A mudança de depoimento do porteiro, que também disse que errou ao anotar o número da casa do presidente no registro de entrada do local, é um novo capítulo de uma apuração repleta de sobressaltos e lacunas ―houve falhas na realização de perícia no condomínio do presidente, por exemplo. A citação de Bolsonaro no caso, revelada pelo Jornal Nacional em setembro, provocou uma crise política e uma forte reação do Planalto. Respondendo a um pedido do ministro da Justiça, Sergio Moro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, instaurou então um inquérito para investigar o funcionário do condomínio, sob suspeita de falso testemunho. Foi dentro deste inquérito que a Polícia Federal ouviu o porteiro nesta terça.

Desde a revelação do envolvimento de um funcionário, havia preocupação com segurança do porteiro. Depois que a revista Veja revelou sua identidade, a Anistia Internacional cobrou que o Estado brasileiro oferecesse a ele entrar no Programa de Proteção à Testemunha para garantir “a proteção da vida e de sua integridade física”.

Enquanto a apuração do caso, que completa mais de 600 dias sem solução, caminha a passos lentos, as investigações dos possíveis mandantes do crime ainda pode mudar de mãos. Há um pedido de federalizaçãodessa parte do caso, ainda tocadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio, que aguarda julgamento no Superior Tribunal de Justiça. O pedido de federalização foi feito pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no seu último dia no cargo, em setembro, e teve como base um inquérito da Polícia Federal que apontou falhas e tentativas de obstrução do inquérito da Polícia Civil. A família de Marielle já se manifestou contra a transferência da investigação dos mandantes para a Polícia Federal.Notícias

Funcionário ligado a testemunha no inquérito de Marielle é morto a tiros no Rio de Janeiro

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[FOTO]Carlos Alexandre Pereira Maria, colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), uma testemunha no inquérito que apura a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, foi encontrado morto na noite do dia 8 de abril de 2018. Relatos de testemunhas à Polícia dão conta de que um dos assassinos teria gritado: "Chega para lá que a gente tem que calar a boca dele!". Informações são do jornal O Globo. Wikipédia

 

Tirem suas própias conclusões

Publicado por Diogo Ramalho

 

 

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