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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Jul21

Entidades repudiam ameaça do advogado de Bolsonaro à jornalista Juliana Dal Piva

Talis Andrade

Juliana Dal Piva on Twitter: "Há pouco Wassef, adv do presidente Bolsonaro,  enviou uma msg para esta colunista: "Faça lá o que você faz aqui no seu  trabalho, para ver o que

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão Nacional de Mulheres da FENAJ repudiam veementemente a ameaça do advogado Frederick Wassef à jornalista do UOL, Juliana Dal Piva.

A jornalista vem desempenhando importante trabalho de investigação e expondo possíveis crimes cometidos por Jair Bolsonaro, com uma série de reportagens e podcast documental, nos quais expôs supostos crimes cometidos pelo presidente da República enquanto Deputado Federal, como a “rachadinha” – apropriação de parte do salário de assessores.

Não aceitaremos que o presidente e seus apoiadores sigam ameaçando jornalistas e colocando suas vidas em risco. Exigimos dos órgãos responsáveis imediata apuração da ameaça e proteção à jornalista.

Cobramos também da Comissão de Ética da OAB instauração de procedimento disciplinar contra o referido advogado.

Basta de ameaças às jornalistas, à imprensa, ao livre exercício do jornalismo e à liberdade de expressão, pilares de qualquer Estado Democrático.

À jornalista Juliana Dal Piva declaramos nosso irrestrito apoio e solidariedade.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Comissão Nacional de Mulheres da FENAJ

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09
Jun21

Grávida morta por bala perdida em comunidade do Rio já tinha escolhido nomes para bebê

Talis Andrade

Jovem negra grávida é morta durante ação da PM no Rio de Janeiro - Ponte  Jornalismo

 

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio

A designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos - que morreu ao ser atingida por uma bala perdida no Rio - já tinha escolhido o nome do bebê, que esperava há 14 semanas. No Instagram, ela já havia anunciado a gestação e a escolha pelos nomes: Maya ou Zyon.

 

Neném, já me sinto pronta para te receber, te amar, cuidar!!! Deus nos abençoe”, disse a mãe na publicação.

 

Ela contou que estava com todos os sintomas de uma gestante. De acordo com a publicação, a jovem sentia azia, enjoos e uma “fome de leão”.

“Acordo as vezes assustada e pensando que não é real, mas aí vem uma fome de leão, uma dor de cabeça, um sono inacabável, uns enjoos incontroláveis e as azias que só Jesus me ajudando! Tem horas que penso que ficarei presa com os meus arrotos! É, tem sido desse jeito e nessa hora que eu lembro: Estou grávida”, diz o post na rede social.

A designer de interiores foi baleada durante uma operação da Polícia Militar enquanto passava na rua com a avó na comunidade do Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio. Ela foi levada para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas foi a óbito.

 

Namorado diz: 'vou vencer por você'

 

O tatuador e designer gráfico, Marcelo Ramos, namorado de Kathlen e pai do filho que ela estava esperando, usou suas redes sociais para prestar uma homenagem à jovem.

Na postagem, ele diz estar sem chão com a morte de Kathlen.

"Nunca será esquecida meu amor, você, a Maya/Zayon sempre irão morar dentro de mim, estou completamente sem chão, as vezes é difícil entender a vontade de Deus, mas sei que você está melhor que nós. Aqui só vai ficar saudades e as lembranças de você, a pessoa mais radiante e animada que eu conheci na minha vida, vou vencer por você. Que Deus me dê força", publicou Marcelo.

 

Kathlen estava no ‘ápice’ da vida, diz amiga

 

Kathlen Romeu morreu vítima de bala perdida na região da Grajaú-Jacarepaguá, na tarde desta terça-feira (8) — Foto: Reprodução redes sociais

Kathlen Romeu morreu vítima de bala perdida na região da Grajaú-Jacarepaguá, na tarde desta terça-feira (8) — Foto: Reprodução redes sociais

Amigos e familiares lamentaram a perda da jovem para a violência do Rio de Janeiro. Nas redes sociais, algumas pessoas afirmaram que ainda não acreditavam na morte.

A atleta e amiga da vítima Isabela Ramona conversou com o G1 e afirmou que Kathlen Romeu estava muito feliz com a gravidez. Segundo Ramona, ela teve a vida interrompida no ápice dos planos com o namorado Marcelo.

 

A Kath estava muito feliz [com a gravidez]. Ela e o Marcelo estavam muito felizes, fazendo vários planos, comprando a casa deles. Ela tinha acabado de se formar na faculdade. Ela estava muito preocupada também com a questão da Covid e por ela estar preocupada. Interromperam a vida dela quando ela estava no ápice da vida dela”, disse Isabela.

Kathlen estava com a avó no momento que foi baleada. Ela fez um desabafo nesta terça enquanto estava no IML.

"A minha rua tá muito perigosa, eu não queria ter perdido minha neta e perdi desse jeito estúpido. Eu perdi minha neta num tiroteio bárbaro".

"A gente estava indo na firma da minha filha. Quando nós passamos a rua estava tranquila. Foi tudo muito de repente. A minha neta caiu, começou muito tiro. Quando eu puxei ela caiu, eu me machuquei ainda, me joguei para proteger ela, que está gravida. Eu só vi um furo no braço dela e gritei para eles me ajudarem a trazer. Perdi minha neta e meu bisneto", acrescentou a avó chorando.

09
Jun21

Kathlen e seu bebê, mais duas vidas negras interrompidas no Brasil

Talis Andrade

Rio de Janeiro: Kathlen e seu bebê, mais duas vidas negras interrompidas no  Brasil | Atualidade | EL PAÍS Brasil

 

As fotos mostram uma jovem feliz com a descoberta da gravidez, mas não deu tempo de ela experimentar seu futuro. Foi baleada em meio à ação policial em Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. Nos últimos cinco anos, 15 grávidas foram baleadas no Grande Rio

 

 

“Bom dia, neném”. Este foi o último post da Kathlen Romeu em seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, 8 de junho. Quem vê as fotos, se depara com uma jovem feliz com a recente descoberta da gravidez, relatando um misto de surpresa, alegria e medo.

Kathlen tinha medo dos desafios da maternidade, das coisas que uma mãe de primeira viagem ia descobrir pelo caminho. Mas não deu tempo. Ela foi morta aos 24 anos em meio a uma ação policial em Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. Curiosamente, o bairro é um dos poucos onde ainda há Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, que foi estrela da política de segurança na última década e faliu.

Famosos lamentam tragédia com Kathlen Romeu, grávida negra morta no Rio -  Quem | QUEM News

16
Mai21

Manifesto da AJD contra política de extermínio de negros(as) e moradores(as) nas favelas e periferia

Talis Andrade

Manifesto da AJD contra política de extermínio de Negros(as) e  Moradores(as) nas Favelas e Periferias | Combate Racismo Ambiental

 

Chacina do Fallet

A Associação Juízes para a Democracia, entidade não governamental sem fins lucrativos ou corporativos que tem por objetivos o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito vem se manifestar publicamente sobre a Chacina do Fallet, na zona norte do Rio de Janeiro, ocorrida em 08 de fevereiro de 2019, com 13 pessoas brutalmente assassinadas.

A Associação Juízes para a Democracia repudia a intensificação da política de extermínio de pessoas em conflito com a lei, a qual, no atual contexto político e social brasileiro, é instigada por discursos de autoridades que têm o dever de exercício da tutela da atividade policial, em decorrência do poder hierárquico.

Ao declarar que pessoas em conflito com a lei devem ser tratadas como terroristas ou combatentes em guerra, quando em favelas ou bairros periféricos, o Governador do Estado do RJ coloca como alvo os setores mais pobres e marginalizados da população, sujeitando à morte violenta pessoas em atividades criminosas e também os próprios policiais, sem contar todos aqueles que habitam ou transitam pelas áreas ditas conflagradas, cujo pânico diário não é mensurado por qualquer estatística.

Não será a agudização de uma política de segurança pública militarizada o que contribuirá para a pacificação social. Propor que atiradores de elite “mirem a cabeça” daqueles que deveriam ser alvo de políticas públicas eficientes e competentes é aviltante ao Estado Democrático de Direito, no qual há devido processo para a condenação dos que infringirem a lei. Jamais execuções.

A criminalidade é fenômeno social que permeia as relações em todas as sociedades e não se trata de exclusividade dos setores pobres e excluídos. O tratamento dispensado aos setores privilegiados, quanto aos quais o Estado não se arvora senhor do direito à vida, mas respeita os limites impostos pela civilização, há de ser estendido a toda a sociedade. A disparidade no tratamento conferido aos crimes praticados nas diferentes classes sociais caracteriza flagrante violação ao princípio da igualdade jurídica esculpido na Constituição da República.

Neste momento, parcela da sociedade e da mídia reforçam a ideologia do extermínio, em afronta ao Estado Democrático e de Direito. Mas, os desejos momentâneos de vingança, decorrentes de insatisfações diversas, não podem justificar sanhas genocidas, tais como as que a história registra e não dão razão aos seus autores e partícipes e aos que se omitiram ou justificaram a barbárie.

A AJD, portanto, repudia e denuncia a política de segurança pública fundada em supostos confrontos, em que dezenas de indivíduos são mortos sem sinal de quem tenham se oposto à prisão, e chama a atenção para o fato de que aqueles que se situam na cadeia de comando, por não impedirem tais mortes, estão nelas implicados como coautores ou partícipes, ao ordenar, instigar, incentivar ou não determinar a cessação imediata dos “abates”.

São Paulo, 18 de fevereiro de 2019.

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09
Mai21

Nota de Repúdio à “Chacina do Jacarezinho”

Talis Andrade

Fotos: Jacarezinho protesta contra chacina: “Parem de nos matar” | | EL PAÍS

 

Hoje, 6/5/2021, significativa parcela da população da cidade do Rio de Janeiro conviveu com situação análoga ao “estado de guerra”, já batizada “Chacina do Jacarezinho”, que resultou na morte de 25 pessoas, tornando-se, assim, a maior chacina da história do estado.

A Comissão de Defesa do Estado Democrático de Direito da OAB-RJ (CDEDD-OAB/RJ), repudiando o massacre perpetrado na carente e honrada comunidade do Jacarezinho, questiona a letalidade e a violência dessa macabra operação policial.

Agentes de segurança pública do Rio de Janeiro promoveram verdadeira carnificina, e desafiaram recente decisão do Supremo Tribunal Federal.

Em Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº. 635 − Favelas Pela Vida – o ministro Edson Fachin decidiu, liminarmente, em 5/6/2020, restringir as operações policiais no Rio de Janeiro a casos “absolutamente excepcionais”, enquanto durar a pandemia da Covid-19; referida decisão foi ratificada, por unanimidade, em 5/8/2021, pelo Pleno do STF.

O comando da Segurança Pública fluminense, já notificado da decisão, afrontou a autoridade do STF, impondo à população carioca, em especial, aos moradores do Jacarezinho, tragédia sem igual, sendo imprescindível a apuração, identificação e responsabilização daqueles que naturalizaram essa barbaridade, tudo em conformidade com as normas que salvaguardam os direitos e as garantias constitucionais.

A Comissão de Defesa do Estado Democrático de Direito da OAB-RJ cerrará fileiras ao lado de entidades da sociedade civil, das famílias enlutadas e da população daquela comunidade, objetivando seja a apuração dos fatos célere e transparente.

Polícia insiste em criminalização de vítimas de massacre do Jacarezinho,  mas recua sobre 29ª morte | Atualidade | EL PAÍS Brasil

08
Dez20

Milícia influencia operações de batalhões da PM contra o tráfico em várias cidades do Rio

Talis Andrade

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Jornal Extra - Em Magé, na Baixada Fluminense, o chefe da milícia local era informante do batalhão. Por trás das dicas sobre paradeiros de traficantes, havia o interesse do miliciano em avançar sobre os domínios dos rivais. Em Itaboraí, na Região Metropolitana, paramilitares e PMs faziam operações conjuntas para matar traficantes. Já em Jacarepaguá, Zona Oeste da capital, a milícia, para garantir que não seria incomodada, avisava a PMs do quartel local, com antecedência, dia e hora em que iriam invadir favelas dominadas pelo tráfico.

Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público escancaram como a milícia exerce uma influência silenciosa nas escolhas da segurança pública do Estado do Rio. Como mostram os inquéritos obtidos pelo EXTRA, a interferência vai desde um direcionamento para que as ações operacionais dos batalhões sigam os interesses dos paramilitares até o fechamento de acordos com agentes para garantir que não interfiram em invasões.

Ligações telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelam que André Cosme da Costa Franco, o André Careca, além de chefiar a milícia que dominava os bairros de Suruí e Praia de Mauá, em Magé, passava informações a policiais do batalhão da cidade, o 34º BPM, sobre a atuação de traficantes na região. Com base nos dados, os agentes faziam operações que culminavam em prisões e apreensões de drogas e armas — e enfraqueciam os rivais de Careca no controle na região.

Na manhã de 30 de junho de 2019, Careca passou as coordenadas de uma boca de fumo a um PM identificado apenas como “Soares” e ainda combinou que iria ajudá-lo, mandando um comparsa comprar drogas, para facilitar o flagrante: “É só ver a hora em que está começando que eu mando o moleque comprar”, diz o miliciano. “A hora em que você falar que está montado, eu vou”, responde o PM.

Já em 6 de setembro de 2019, após Careca passar nomes, características físicas e localização exata de traficantes, o PM o convida para participar da operação: “Vamos no carro à paisana”, diz. Antes de desligarem, o miliciano ainda pergunta se o PM quer um carro emprestado para usar na ação.

Após investigações, André Careca e outros oito integrantes da milícia de Magé foram presos, no último dia 9, numa operação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e do MP. Além do chefe, foi alvo da ação o soldado do 34º BPM André Ribeiro Lopes do Nascimento, filho do vereador do município André Antônio Lopes. Segundo o inquérito, o policial militar vendia à milícia armas apreendidas em operações.

22
Set19

Ágatha, 8, a mais nova vítima da violência armada que já atingiu 16 crianças no Rio neste ano

Talis Andrade
Ágatha Félix, 8 anos

A morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, voltou a despertar a indignação contra a violência que assola as periferias do Rio de Janeiro, onde traficantes, agentes policiais e milícias travam uma guerra que se arrasta há anos.

A menina estava dentro de uma Kombi junto com a avó, e voltava para casa na comunidade da Fazendinha, na sexta-feira à noite, quando foi baleada nas costas. Ágatha chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento.

m vídeo do Jornal Hoje.

Fogo Cruzado RJ@fogocruzadoapp
 

Agatha (8 anos) - foi a 16º criança baleada este ano no Grande Rio - a 5º que não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela estava com o avô numa kombi quando foi atingida nas costas, ontem, no Complexo do Alemão. Estas são todas as crianças que foram vítimas em 2019:

Ver imagem no Twitter
Leia mais no El País

camelo witzel crianca.jpg

 

 
 

 

21
Set19

Ágatha, 8 anos. Nem a primeira nem a última morte de uma guerra perdida

Talis Andrade

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por Fernando Brito

__

Morreu esta madrugada a menina Ágatha Félix, atingida nas costas por um tiro de fuzil, na noite de ontem, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, dentro de uma Kombi de “lotação”.

Haverá comoção, reportagens dramáticas, pais e parentes revoltados, às lágrimas, como é humano frente a algo tão desumano quanto matarem uma criança de 8 anos, como ela.

Mas o sacrifício de Ágatha, infelizmente, durará tanto quanto as antiga e famosa “rosa de Malherbe”. Durará, como duram as rosas, uma breve manhã, escreveu um poeta francês, para consolar um amigo pela morte da filha.

Mas a guerra que a matou, logo, logo, vai se retomar, com o resultado que tem há 30 anos: terror, morte e dor, como a do avô da menina, Aílton Félix:

— Quem tem que dar informações é quem deu o tiro nela. Matou uma inocente, uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro. Cadê os policiais que fizeram isso? A voz deles é a arma. Não é a família do governador ou do prefeito ou dos policiais que estão chorando, é a minha. Amanhã eles vão pedir desculpas, mas isso não vai trazer minha neta de volta.

O Complexo do Alemão já teve milhares de operações policiais, várias ocupações pela PM e até militares das Forças Armadas – desde os anos 90. A maior delas durou anos, a partir de 2010 e nem é preciso dizer o quanto foram, além de brutais, inúteis.

E a razão é simples: armas e drogas, tudo isso dá lucros. Não apenas aos traficantes, mas a policiais e ex-policiais enfiados até o pescoço no tráfico de ambas.

E há outros lucros, os políticos. Desde a gratificação “faroeste” de Marcello Alencar – pagando mais ao PM que matasse mais – ao “mirar na cabecinha” de Wilson Witzel, os dividendos da “guerra” sempre renderam muito aos governantes que se promoviam e se promovem com o combate que sabem cruel e perdido.

Não lhes importa, o que importa é que a estupidez triunfe.

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Witzel indo à posse de Bolsonaro. Levando Bretas de bigu

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Witzel na posse do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, líder da extrema direita

 

15
Ago19

O terrorismo oficial

Talis Andrade
 

A foto aí em cima está na primeira página de O Globo de hoje.

Não é, como parece, a de alguma guerra no Iraque ou de um grupo terrorista que tenha tomado alguma vila remota, noutra parte do Oriente.

É da ação do Bope do Rio de Janeiro na Mangueira, que continua hoje provocando pânico na Comunidade.

Agora imagine na sua calçada, no pátio do seu prédio, no corredor que leva ao seu apartamento.

Passando na frente de seus filhos, assustados. A caveira de bode como medalha no peito do policial dá o toque macabro para pesadelos que são “de verdade”.

É com isso, a toda hora, que convivem os 20 mil moradores da histórica e simbólica comunidade, que deu ao Brasil alguns de seus maiores poetas.

Esta semana é lá, como poucos dias atrás foi na Maré e anteontem na Grota do Surucucu, em Niterói, onde o garoto futebolista Dyogo Xavier Coutinho morreu no colo do avô…

Mas é “a guerra às drogas”…

Tem mais de trinta anos – mais que a Guerra do Vietnã – e nenhuma pessoa lúcida pode dizer que está sendo vencida.

Ao contrário, está sendo perdida a cada dia em que se confunde lei com terror, polícia com “comandos em ação”, repressão ao crime com opressão aos pobres.

Quer maior derrota que termos entregado o comando da máquina pública a energúmenos que fazem “arminha” como o presidente e o o governador brucutu que manda “mirar na cabecinha”?

Ou que possamos ver policiais marchando ao som de “arranca a cabeça e deixa pendurada”, no Pará, ou “Bate na cara e espanca até matar”, no Paraná?

Alguém acha que uma polícia estimulada assim vai tratar as pessoas com respeito e dignidade?

A coisa chegou a um ponto que, mesmo nos jornais populares, a brutalidade está criando limites.

Hoje, O Dia e Extra, jornais populares cariocas, dão capas que mostram que o medo da polícia está chegando a níveis recorde.

Pode ser, quem sabe, que a civilização esteja tentando voltar…

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23
Jun19

Do desejo de Witzel jogar um míssil na Cidade de Deus

Talis Andrade

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que criminosos da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, deveriam ser explodidos por um míssil.

A TV Globo, antes da intervenção militar do presidente Temer, declarou "zona de guerra" na ex-Cidade Maravilhosa Rio de Janeiro, Capital do Samba. Como nada resolveu, ameaça Witzel:

"O vagabundo bandido quer atalho e aí nós cidadãos não vamos aceitar isso. A nossa polícia, ela não quer matar", disse, alegando que "se fosse em outros lugares do mundo, nós tínhamos autorização (da Onu) para mandar um míssil naquele local e explodir aquelas pessoas." E justificou:

"Porque nós estamos vivendo um estado de terrorismo". 

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