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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

28
Nov18

Juiz Sergio Moro e a perseguição criminosa a Dilma

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Dilma, que lutou contra a ditadura militar e foi torturada jovem, aos 19 anos, pelo coronel Carlos Alberto Ustra Brilhante, para que tivéssemos liberdade e democracia, e não imaginava o que estava por vir (12)!
 
Dilma foi eleita e reeleita presidente da República pela vontade popular. Dilma foi deposta da presidência através de um impeachment onde nada foi provado contra ela (11).
 
Em seu lugar, colocaram MiShell Temer  que, de forma inédita na história do país, caminha para terceira denúncia de corrupção e, mesmo assim, Temer governa com tranquilidade (10). Agora então que Temer aprovou o aumento de 16% aos juízes do STF, nada o aborrece (9)! Os juízes chantagearam o governo dizendo que só abririam mão do imoral e ilegal auxílio-moradia com a aprovação do aumento.
 
Já Dilma sofre perseguição implacável do juiz Sergio Moro que é cúmplice do golpista MiShell Temer.
 
Essa cumplicidade fica também evidenciada quando MiShell Temer articulou, aprovou, e sancionou lei que isenta em um trilhão de reais as petroleiras estrangeiras, a mais beneficiada foi a Shell, e a Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro, se omitiu criminosamente.
 
Para quem não sabe, a esposa do juiz Sergio Moro, Rosângela Moro, trabalha para o PSDB e para a Shell (6).  Talvez seja por isto que o PSDB seja blindado pela lava Jato. Nem o recordista em denúncias na Lava Jato, o tucano Aécio Neves, foi incomodado pela Operação (7,8). Como deboche, Aécio cobra arrependimento de Lula. O outro cliente de Rosângela Moro, é a Shell, concorrente direta da Petrobrás que abocanhou maior parte do trilhão de isenção em impostos.

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E na reeleição de Dilma, veio da lava Jato, às vésperas da eleição, a mentira de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. Veja o que disse o advogado Antonio Figueiredo Basto que representa Alberto Youssef, o pseudo-delator:
 
"Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida", afirmou ao Valor Pro. A informação de que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras foi divulgada na sexta-feira passada pela revista "Veja" (2,3). Mas mesmo assim Dilma se reelegeu.
 
Agora, na eleição de 2018, a ex-presidente Dilma, segundo todas as pesquisas de opinião, tinha sua eleição para uma cadeira ao Senado como certa em Minas Gerais. Entretanto, a cinco dias da eleição, o juiz Sergio Moro vaza para toda a imprensa uma delação premiada do ministro Antonio Palocci envolvendo Lula e Dilma, lembrando que essa delação estava proibida por falta de provas pelo MPF.
 
”Delação de Palocci foi recusada pelo Ministério Público por falta de provas Carlos Fernando Lima, procurador da Lava Jato, já deu declarações à imprensa, afirmando que a delação de Antônio Palocci, na opinião do Ministério Público, não é válida, por falta de provas (4)”
 
Dessa vez, o juiz Sergio Moro conseguiu derrotar Dilma. E mais, com o vazamento Moro prejudicou a candidatura de Fernando Haddad, ligada a Lula e Dilma,  favorecendo assim a Bolsonaro. Como retribuição, Bolsonaro chamou Moro para ser super ministro da Justiça.
 
E agora, 27/11/18, novamente a Lava Jato anuncia nova delação contra Dilma:
 
“De acordo com pessoas próximas às negociações entre Palocci e a Justiça, dados novos devem aumentar o cerco a Dilma, já tornada ré em uma ação que corre em Brasília (5).”
 
Lembrando que vazamento de delação premiada é crime e agora a Lava Jato, com a certeza da impunidade, não só faz como anuncia o vazamento, a chamada está na coluna da Folha de Mônica Bergamo (1)!
 

Fonte:

1https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2018/11/dilma-deve-ser-alvo-preferencial-dos-depoimentos-ineditos-da-delacao-de-palocci.shtml

2https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/retificacao-em-depoimento-de-youssef-e-mentira-diz-advogado-6661.html

3https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158823/Advogado-de-Youssef-confirma-arma%C3%A7%C3%A3o-de-Veja.htm

4https://www.revistaforum.com.br/delacao-de-palocci-foi-recusada-pelo-ministerio-publico-por-falta-de-provas/

5https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/376122/PT-teme-uso-de-dela%C3%A7%C3%A3o-de-Palocci-para-a%C3%A7%C3%A3o-violenta-contra-Dilma.htm

6https://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/12/06/mulher-de-moro-trabalha-para-o-psdb

7https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

8https://www.ocafezinho.com/2014/12/05/sergio-moro-e-casado-com-advogada-do-psdb/

9https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/11/26/presidente-michel-temer-sanciona-o-reajuste-para-ministros-do-supremo.ghtml

10https://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2018/04/02/terceira-denuncia-contra-michel-temer-nao-e-iminente-mas-e-provavel.ghtml

11https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/240632/Per%C3%ADcia-comprovou-que-Dilma-%C3%A9-inocente-E-agora.htm

12https://www.brasildefato.com.br/2018/10/17/conheca-a-historia-sombria-do-coronel-ustra-torturador-e-idolo-de-bolsonaro/

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16
Nov18

MORO E YOUSSEF: PERSONAGENS DE UMA LONGA HISTÓRIA ABAFADA PELA MÍDIA CÚMPLICE

Talis Andrade

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por Paulo Muzell, no Sul21

 

Os dois são paranaenses, quarentões. Sérgio Moro de Maringá, Alberto Youssef de Londrina. O primeiro vem de uma família de classe média alta, filho de professor universitário, formou-se cedo em direito, fez pós-graduação, tornou-se juiz federal, estudou no exterior. O segundo, o Youssef não teve a mesma sorte. Filho de imigrantes libaneses pobres, aos nove anos já vendia pastéis nas ruas de Londrina. Muito esperto, ainda guri, pré-adolescente, já era um ativo sacoleiro. Precoce, antes de completar 18 anos já pilotava monoplanos o que lhe possibilitou uma mudança de escala, um considerável avanço nas suas atividades de contrabandista e doleiro. Com menos de trinta anos tornara-se um bem sucedido “homem de negócios”, dono de poderosa casa de câmbio, especialista em lavagem de dinheiro e remessa ilegal de dólares para o exterior. Em meados dos anos noventa operava em grande escala repassando recursos que “engordavam” o caixa 2 das campanhas de políticos importantes do Paraná e de Santa Catarina, dentre eles Álvaro Dias, Jayme Lerner e Jorge Bornhausen.

 

Alberto Youssef foi, também, figura central na transferência ilegal de bilhões de dólares oriundos de atividades criminosas e de recursos desviados na farra das privatizações do governo FHC.

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Em novembro de 2015, o jornalista Henrique Berangê publicou na revista Carta Capital uma instigante matéria com o seguinte parágrafo inicial: “O juiz Sérgio Moro coordena uma operação que investiga sonegação de impostos, lavagem de dinheiro, evasão de divisas intermediadas por doleiros paranaenses. Foram indiciados 631 suspeitos e remetidos para o exterior 134 bilhões de dólares, cerca de 500 bilhões de reais.” Operação Lava Jato, 2014? Não, ele se referia ao escândalo do Banestado ocorrido no final dos anos 90. A privatização desse banco estatal comprado pelo Itaú segundo estimativas trouxe um prejuízo de no mínimo 42 bilhões de reais aos cofres públicos do país. Mas antes do banco ser vendido, sua agência em Nova York foi o porto seguro dos recursos bilionários para lá transferidos pelos fraudadores.

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Na segunda metade dos anos noventa através das contas CC5 o então presidente do Banco Central Gustavo Franco escancarou as portas para uma sangria de recursos que daqui migraram para engordar as polpudas reservas de empresários, políticos, grupos de mídia no exterior. Sem dúvida o maior episódio de corrupção da história do país. Foi aberta uma CPI no Congresso, virou pizza; o Banco Central boicotou as investigações e a imprensa silenciou. Só a Globo enviou 1,6 bilhões de dólares, mais de 5 bilhões de reais. Além das grandes empreiteiras na lista dos fraudadores lá estavam também outros grupos da mídia: a editora Abril, o Correio Brasiliense, a TVA, o SBT, dentre outros. A justiça foi convenientemente lenta, os crimes prescreveram, só foram punidos alguns integrantes da “arraia miúda”. Ironias da história: a corporação Globo, futura “madrinha” de Moro cometeu os mesmos ilícitos que mais tarde seriam por ele denunciados na operação Lava Jato. Desta vez, porém, as diligências policiais e ações judiciais não foram arquivadas e Moro pôde posar de “campeão na luta contra a corrupção, herói nacional.”

 

O silencio da mídia repetiu-se em 2015 quando a operação Zelotes denunciou que membros do Conselho de Administração de Recursos Fiscais, o CARF estavam recebendo propinas para livrar grandes empresas de multas aplicadas por prática de sonegação de impostos. Bilhões de reais de dívidas da Gerdau, da RBS, do Banco Safra, do Banco de Boston, da Ford, do Bradesco, dentre outras empresas e grandes grupos da mídia. As apurações preliminares estimaram que mais de 20 bilhões de dólares foram desviados dos cofres públicos, sendo este montante apenas a “ponta do iceberg”. Certamente a continuidade das investigações chegaria a valores muito maiores.

 

Começou lá nos primeiros anos da década passada, o idílio Moro-Youssef, em 2003 para ser mais preciso. Apesar do protagonismo central do doleiro na prática de ilícitos, ele foi beneficiado pela delação premiada, ficando livre, leve e solto. Prosseguiu, é claro, na sua longa e bem sucedida carreira de crimes bilionários. Observe-se que na delação premiada a redução da pena ou o perdão é concedido ao réu sob expressa condição de promessa de ilibada conduta futura.

 

É claro que a biografia de Youssef não poderia alimentar nenhuma esperança de regeneração, de que ele abandonasse as práticas ilícitas.

 

Onze anos depois, em março de 2014, na fase inicial da operação Lava Jato, Youssef foi novamente preso por Moro. Foi constatado que ele era o principal operador das propinas que alimentaram o caixa das campanhas de inúmeros políticos especialmente do PP e do PT no chamado Mensalão 2, ocorrido em 2005. O primeiro, o Mensalão 1, o da compra dos votos para a reeleição de FHC não teve consequências porque Geraldo Brindeiro, o Procurador Geral da República das 626 denúncias criminais dos seus oito anos no cargo (de 1995 a 2003), arquivou mais de 90% delas, encaminhando para indiciamento pelo Judiciário apenas 60, justamente as de importância menor e que envolviam personagens secundários. Brindeiro ficou por isso nacionalmente conhecido como o “engavetador-geral da República“. A grossa corrupção que marcou os dois períodos do governo Fernando Henrique foi varrida para de baixo do tapete: o Ministério Público Federal e o Poder Judiciário taparam o nariz e fecharam os olhos.

 

A delação premiada de Youssef realizada em 2014 e 2015 foi justificada por Moro pela importância que teve para a obtenção de provas que culminaram em dezenas de indiciamentos e prisões de importantes figuras, possibilitando a comprovação de desvios bilionários. Fala-se que a Lava Jato apurou pagamentos de propinas de valores acima dos 10 bilhões de reais, valor expressivo mas que, pasmem, representa apenas 1,7% dos valores desviados dos cofres públicos nos episódios do Banestado e da operação Zelotes.

 

Segundo o noticiado, Youssef foi indiciado em nove inquéritos. Algumas ações com sentenças já transitadas em julgado resultaram em condenações que totalizaram 43 anos de prisão em regime fechado. Há ainda outras ações que, na hipótese de ocorrer a condenação, poderiam resultar em 121 anos e 11 meses de prisão (Esta reportagem foi publicada em outubro de 2016). Sérgio Moro anunciou este mês que pela contribuição que a delação de Youssef trouxe para a operação Lava Jato, sua pena foi fixada em três anos, dois quais dois anos e oito meses já cumpridos. A partir de novembro ele deixará o regime fechado e vai passar os meses restantes em prisão domiciliar.

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[A primeira vez ninguém esquece. Em 2003 Youssef foi preso e liberado por Moro. Digo perdoado por uma delação premiada que não prendeu nenhum peixe graúdo. Apenas piabas. O tubarão Youssef é freguês de Moro... T.A.]

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A legislação penal tipifica o ilícito e determina a pena de acordo com sua gravidade. Cabe ao juiz na sentença aplicar a sanção que a lei determina. O que pode ser questionado na delação premiada é que não existe na lei a dosimetria que imponha ao magistrado um limite para a redução da pena. O caso de Youssef é um exemplo típico: Sérgio Moro, se considerarmos as graves ilicitudes, os valores envolvidos e as inúmeras reincidências do doleiro foi extremamente indulgente, generoso. Alberto Youssef estaria certamente fadado a morrer na prisão cumprindo as penas a que foi condenado. Em novembro, no entanto, já estará em casa e em março do ano que vem solto. Muito provavelmente preparado e disposto a cometer novos crimes.

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15
Nov18

“Sou um troféu que a Lava Jato precisava entregar”, diz Lula em depoimento

Talis Andrade

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De um mural de Flávio Tavares

 

Depois de 222 dias de prisão política por um triplex que nunca foi dele, Lula deixou a sede da PF curitibana para se defender num processo do sítio que ele frequentou em Atibaia, interior de São Paulo. O inquérito investiga o pagamento de obras de reforma na propriedade.

 

Lula prestou depoimento à juíza substituta da Lava Jato, Gabriela Hardt nesta quarta-feira (14), na sede da Justiça Federal em Curitiba. Ao longo de quase duas horas, o ex-presidente respondeu questionamentos, reafirmou sua inocência e se insurgiu contra a guerra jurídica que se arrasta há anos contra ele.

 

“Eu sou vítima do maior processos de mentiras que esses país já conheceu”, disse.

 

O presidente diz estar cansado da guerra judicial contra ele, cujo histórico e eivado de mentiras, ilegalidade e acusações inconsistentes. “O primeiro processo que participei aqui é uma farsa. Uma mentira do Ministério Público com PowerPoint. O segundo é outra farsa. E eu vou pagar porque eu sou um homem que crê em Deus e crê na Justiça. Um dia a verdade vai prevalecer.”

 

Lula lembrou uma conversa antiga que teve com um advogado, ainda em 2005, sobre as acusações que começavam a surgir. “Ele disse: ‘não se preocupe porque não há como esse processo ir pra frente’. Não só eu fui condenado como inventaram um offshore ligada à Odebrecht para trazer o processo pra cá [Curitiba]'”

 

Lula lembrou que os governos petistas é que criaram os mecanismos efetivos de combate à corrupção. “Só tem jeitos de combater [a corrupção]: um é não combater. O outro é escancarar contra quem quer que seja. Não tem que esconder. O país não é de quem governa, é do povo brasileiro. Só não concordo quando fazem uso político disso”.

 

“No meu caso, a Lava Jato teve um descaminho. Eu era um troféu que a Lava Jato precisava entregar”, completou.

 

Lula denunciou a relação próxima, desde os tempos do BanEstado, entre Sergio Moro e o doleiro Alberto Yousseff.

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02
Out18

Moro pauta a imprensa para beneficiar Bolsonaro

Talis Andrade

Vale tudo da propaganda eleitoral

 

Sergio Moro usou mais uma vez a rejeitada e mentirosa delação de Palocci para esfaquear o presidente Lula e, por tabela, atingir Fernando Haddad, um candidato professor universitário, escritor, de comprovada honradez, mil vezes mais preparado, mais digno que o seu pretenso algoz Savanarola. 

 

Moro não tem nenhum compromisso com a verdade, não apresenta provas, e está se lixando para o que o povo pensa da justiça, a desacreditada justiça dos salários acima do teto permitido por Lei, dos variados auxílios e prendas mil, e filhas solteiras maiores de idade, recebendo nababescas pensões herdadas para o sustento de gigolôs, como acontecia com Maitê Proença que pagava casa, comida e roupa lavada para Paulo Marinho, primeiro suplente de Flávio Bolsonaro, candidato a senador pelo Rio de Janeiro. 

 

Os acordos das colaborações - super premiadas - são assinados nas coxas cabeludas ou lisas, e custam no mínimo, conforme denúncia de Tacla Durán, da quadrilha do primo de Rosangela Moro, cinco milhões de dólares.

 

A delação um bom negócio. Quantos milhões Palocci vai desbloquear? Quantos bens imóveis vai legalizar? Quanto tempo vai ficar preso? Menos dias do que Alberto Youssef? Do que Paulo Roberto Costa?

 

Não foi quebrado nenhum sigilo, que nada de novo foi revelado com a delação ora vazada por Moro. Apenas a imprensa bem orquestrou a reprise de um escândalo antigo, chamado de pão com banha na cozinha das redações. 

 

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10
Set18

O censurado jornalismo investigativo de Marcelo Auler

Talis Andrade

 

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O Diário do Centro do Mundo entrevista o jornalista Marcelo Auler, que está sendo denunciado por revelações feitas em seu blog, onde abre as cartas da lava jato e expõe casos curiosos da operação, como o grampo não revelado da delação do doleiro Alberto Yousseff.

 

O programa traz também uma conversa com o senador Roberto Requião que, apesar de ser do PMDB, foi contra o impeachment de Dilma Rousseff. Na entrevista ele fala sobre os acordos entre políticos da base de Michel Temer e empresários que, com a desculpa de retomar a economia do país, sangram os direitos sociais e ferem as leis trabalhistas.

 

O jornalismo investigativo de Marcelo Auler é exemplar. Faz jornalismo com coragem e sonho. Um jornalismo que a TV Globo, que monopoliza o jornalismo televisivo, não mostra. Que os jornalões dos magnatas da imprensa escondem.

 

Marcelo Auler, no momento, investiga a vida do pregador testemunha de Jeová, Delio Bispo De Oliveira, que esfaqueou o candidato da direita Jair Bolsonaro.

 

O jornalismo de Marcelo Auler vem sendo censurado por forças poderosas que controlam a internet. Confira aqui

 

 

26
Ago18

O processo ioiô de Sergio Moro quase parando de tão cansado, apesar de três meses de férias remuneradas

Talis Andrade

Juiz recua e se declara incompetente para julgar desvios em pedágios em "uma só rodovia" no Paraná de Luiz Fernando Wolff de Carvalho

 

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Esse processo ioiô, que vai e volta para as mãos de Sergio Moro, trata da corrupção das empresas Triunfo e Econorte, propriedades de parentes da esposa de Sergio Moro. O principal acionista, um corrupto envolvido no esquema de PC Farias, que foi chefe do tráfico de cocaína. A coca transportada no famoso avião "Morcego Negro". Esse mando de PC Farias teria sido substituído pelo paranaense Alberto Youssef, capo da máfia libanesa, hoje solto na buraqueira, e podre de rico, bote podre nisso. Youssef aparece na quadrilha "rodoviária". O processo de "uma só rodovia", mas com vários bandidos célebres. O principal sócio majoritário das empresas possui um grau de parentesco não definido com Rosangela Wolff Moro. Se tio ou primo-irmão. Se são duas pessoas ou uma. Se existe um Luiz Fernando Wolff Carvalho. E outro Júnior. Cousa que Moro não está nem aí. E há a convicção de que o sogro de Moro trabalhou para essas empresas como mestre de obras. 

 

Por Felipe Luchete

Depois de declarar que “não faria sentido” dispersar provas envolvendo operadores já investigados na operação “lava jato”, o juiz federal Sergio Moro voltou atrás nesta segunda-feira (11/6) e abriu mão de julgar processos sobre suposto esquema de propinas envolvendo uma rodovia do Paraná. Ele alegou excesso de trabalho e baseou-se em voto derrotado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

 

Assim, a chamada 48ª fase da “lava jato” — que fez buscas na sede do governo estadual e resultou na prisão de seis pessoas em fevereiro deste ano, mesmo sem ligação com denúncias na Petrobras —, deve passar agora para outra vara criminal de Curitiba, ainda indefinida.

 

O caso envolve a suspeita de que uma concessionária tenha superfaturado despesas e simulado contratos para esconder repasses de vantagem indevida, o que teria inclusive aumentado as tarifas de pedágio de forma artificial. A investigação chegou primeiro à Vara Federal de Jacarezinho (PR), mas o juízo preferiu encaminhar os autos a uma das varas especializadas em lavagem de dinheiro.

 

Moro quis assumir os processos em novembro de 2017, pois disse ter encontrado “pontos de conexões probatórias óbvios” no uso de atividades dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. [O Adir Assad assinou delação premiada. Para o Tacla Durán, ninguém ousa investigar, um sócio da esposa de Moro pediu uma propina de cinco milhões de dólares por uma delação. A corriola de Curitiba já fabricou mais de mil colaborações premiadas. Precisamente 1060 delações. Uma indústria. Tem dez vezes mais delatores soltos que presos presos. Se alguém ousar apresentar os nomes dos delatores é um catálogo. Mas nenhum santo roga por transparência. É "uma só rodovia" que atravessa a escuridão ] 

 

O juiz reconheceu na época que atividades em outros estados poderiam ser distribuídas a outros juízos pelo país, porém considerou insensato impedi-lo de analisar os indícios de crimes em Curitiba, com entregas de dinheiro por lá e em benefício de agentes públicos da própria cidade.

 

O advogado José Carlos Cal Garcia Filho, que representa um dos acusados, questionou no TRF-4 a competência de Moro, assim como a defesa de outro envolvido, representado por Rodrigo Muniz Santos. A maioria da 8ª Turma analisou os argumentos em maio deste ano, porém considerou inadequada a via eleita — pedido de Habeas Corpus, em vez de exceção de incompetência.

 

O relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, ficou vencido ao reconhecer que o inquérito originário não apresenta qualquer relação com a Petrobras.

 

Muito trabalho


Quase um mês depois do julgamento, foi Sergio Moro quem reconsiderou o próprio entendimento. Na decisão desta segunda, ele disse que já está sobrecarregado com “as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”. Cansado, mas não pára com as viagens para participar de eventos nacionais e internacionais.

 

Embora esteja desde 2015 sem receber outros processos, o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba disse que cuida de casos com muita complexidade, “gerando natural dificuldades para processamento em tempo razoável”. Afirmou ainda que, conforme “juízos de conveniência e oportunidade”, é mais recomendável acompanhar o voto do relator no TRF-4, apesar de vencido.

 

A medida, afirma, também encerrará qualquer novo questionamento das defesas sobre a prevenção. O julgador determinou a redistribuição de uma ação penal e processos conexos entre as varas criminais de Curitiba, excluindo-se a própria. Moro, entretanto, manteve válidos os atos processuais já praticados.

 

As defesas queriam que fossem derrubadas as decisões anteriores, mas ele disse que cabe ao próximo juízo decidir o que fazer com os atos antigos.

 

Clique aqui para ler a decisão.

 

 

26
Ago18

GOLPE, CORPORATIVISMO E TERRORISMO POLICIAL: MPF encampa perseguições e denuncia novo reitor da UFSC

Talis Andrade

Procura dor Marco Aurélio Dutra Aydos pré-condena o reitor Ubaldo Balthazar e Áureo Moraes por "ferirem a honra da delegada" Érika Marena, responsável pela prisão abusiva de Cancellier

 

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Procurador do MPF denuncia novo reitor e chefe de gabinete da UFSC por não coibirem manifestação contrária aos abusos de poder

 

Não se faz golpe sem terrorismo policial, sem assédio judicial, sem prisões políticas, tortura e mortes. Érica Marena - cria do torturador delegado Tuma, fundador da Polícia Federal, parceiro do assassino Fleury - pré-julgando, abusiva e criminosamente coloca humilhantes apelidos nas operações policialescas, foi promovida para ocupar um cargo da máxima confiança do três vezes secretário de Segurança de São Paulo, o corrupto nazi-fascista Michel Temer. Marena nomeou a inquisição de Cancellier de "ouvidos moucos". Os covardes, acostumados aos abusos de autoridade, suicidaram o íntegro e honrado reitor, e continuam com as perseguições dentro das universidades porque odeiam a inteligência e a cultura. Transcrevo  de Raquel Wandelli:


Apesar das manifestações generalizadas no país condenando a perseguição a professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Ministério Público Federal no estado encampou as intimidações da Superintendência da Polícia Federal. Na tarde desta sexta-feira, o procurador da República, Marco Aurélio Dutra Aydos denunciou o reitor recém-empossado, Ubaldo César Balthazar, 65 anos, e o chefe de gabinete da Reitoria, Áureo Mafra Moraes, 54 anos, por terem permitido manifestação da comunidade universitária com uma faixa que “fere a honra funcional da delegada Érika Mialik Marena”, responsável pela prisão abusiva do reitor que levou o então Luiz Carlos Cancellier ao suicídio.

 

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Reitor Ubaldo Balthazar, recém-empossado, jurista de conduta ilibada, é o novo perseguido pelos agentes federais em Santa Catarina

 

Dizendo-se “amparado nos elementos de convicção colhidos no inquérito” da PF, o procurador extrapola a mera apresentação da denúncia ao propor a condenação dos réus com uma pena de detenção de “40 dias a oito meses” e uma indenização por danos morais de no mínimo R$ 15 mil para cada réu, estipulada pela ofendida que, segundo ele, “se mostra bem razoável”. Na prática, Balthazar e seu chefe de gabinete são incriminados por não terem proibido à força protesto pacífico da comunidade universitária contra a prisão abusiva e a suspensão dos direitos jurídicos que levaram o reitor Luiz Carlos Cancellier à morte. Na denúncia, o procurador afirma que a faixa “As faces do poder”, com a foto da delegada Érika Marena e de outros agentes federais questionados pelos abusos em cerimônia que comemorava os 57 anos de aniversário da UFSC, ofende a “honra funcional” da atual superintendente da PF de Sergipe. Os Jornalistas Livres apuraram que pelo menos dois procuradores do MPF em Santa Catarina estão insatisfeitos com a intervenção indevida do órgão neste e em outros processos contra professores e dirigentes da UFSC, jornalistas e militantes sociais que criticaram os abusos de poder relacionados à prisão e morte do reitor Luiz Carlos Cancellier. Apesar da conduta de procuradores vedar manifestação político-partidária, Marco Aurélio Aydos participou das manifestações pela interrupção do mandato democrático de Dilma Rousseff e fez campanha em sua página do Facebook pelo impeachment.

 

A denúncia do procurador reproduz a acusação da Polícia Federal, que abriu inquérito para investigar o chefe de gabinete e professor do Curso de Jornalismo da UFSC, Áureo Mafra de Moraes, por ter concedido uma entrevista à TV UFSC mantendo a faixa no fundo em que aparecem também os titulares regionais do Ministério Público Federal, o procurador-chefe André Bertuol, a juíza que autorizou o pedido de prisão, Janína Cassol, o superintendente da Controladoria Geral da União, Orlando de Castro e o corregedor geral da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, que intrigou o reitor na PF acusando-o de tentar obstruir as investigações. O órgão não se deteve com as manifestações no país sobre o caráter abusivo e corporativista da Polícia Federal nas intimidações contra o chefe de gabinete da UFSC, endossando a ação contra ele, como ofereceu denúncia também contra o reitor Ubaldo Balthazar, considerado um jurista de conduta irretocável, que nunca foi repreendido ou processado em sua carreira acadêmica.

 

No sábado (17/8), ao nomear a equipe de gestão da UFSC, o reitor disse que seu sonho era que a universidade perdesse o medo e recuperasse sua liberdade e sua harmonia. Em entrevista exclusiva aos Jornalistas Livres, ele e o chefe de gabinete afirmaram que a UFSC não se intimidaria mais, que lutaria contra os novos abusos de poder contra o reitor e os demais professores afastados da universidade sem provas e se mobilizaria para defender a sua autonomia. “Estamos vivendo um momento de total violação do Estado de Direito e das garantias jurídicas do cidadão”, acrescentou Moraes. Balthazar também anunciou que, no seu devido tempo, a universidade entraria com medidas jurídicas para reaver a honra e a justiça para o reitor Luiz Carlos Cancellier, cujo suicídio vai completar um ano no dia 2 de outubro. Na cerimônia de posse, o presidente da Andifes Reinaldo Centoducatte, ofereceu o apoio incondicional de todas as instituições federais contra a violência sofrida pela UFSC.


Manifestação do dia 18 de dezembro na UFSC que deu origem às investidas da PF , agora agasalhadas pelo MPF
Ao vir à tona na grande mídia e na mídia independente, as perseguições da PF contra o reitor Balthazar, que foi obrigado a depor no inquérito contra seu chefe de gabinete, foram condenadas pela OAB, pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, por dirigentes de diversas entidades e instituições democráticas e até pelo ministro do STF Gilmar Mendes, segundo quem o ministro da Justiça Torquato Jardim deveria tirar satisfações da PF sobre esse tipo de intimidação inaceitável, de quem “não tem o menor cuidado com a honra dos outros”. Todavia, ao respaldar a indignação pública de tantos setores jurídicos e instituições democráticas, o ministro Gilmar Mendes não foi processado nem denunciado pelas suas declarações à imprensa. Faltou coragem?

 

Segundo informações na Reitoria, a ofensiva do MPF de Santa Catarina já era aguardada, pois o órgão vinha agindo junto com a Polícia Federal para encobrir os crimes de abuso de poder da desastrosa “Operação Ouvidos Moucos”, tendo inclusive feito intimidações pessoais contra a vice-reitora Alacoque Erdmann Lorenzini para revogar a exoneração do corregedor geral. Sobre o novo capítulo desse pesadelo kafkiano, o chefe de gabinete Áureo Moraes confirmou que a intimidação já era esperada: “Estamos tranquilos porque em nenhum momento ofendemos as instituições, a Polícia Federal, o judiciário ou o Ministério Público. Não há o que temer”. Moraes acrescentou que tanto ele quanto o reitor, que viajou para uma formatura no Campus da UFSC de Araranguá, no Sul do Estado, defendem autonomia constitucional da universidade, o fortalecimento da democracia e o respeito à liberdade e ao direito de expressão da comunidade no ambiente universitário. “Não nos cabe censurar as reações em’ protesto aos abusos que sofremos, nem cercear esse tipo de manifestação que partiu da comunidade, e não da reitoria”.

 

Detido em casa de manhã cedo por 105 policiais, ainda enrolado numa toalha de banho, sem nenhum processo constituído, nem direito à defesa, o também jurista Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que nunca respondeu a um processo administrativo sequer, foi banido do cargo de reitor e proibido de se aproximar da universidade. Ele cometeu suicídio no dia 2 de outubro,18 dias após ser preso acorrentado nos pés e algemado nas mãos e ter sido humilhado nu diante dos outros presos

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Todos os estudantes, todos os professores sabem os nomes dos perseguidores e torturadores que algemaram as mãos e os pés e desnudaram e assassinaram Cancellier

 

 

 

Em entrevista exclusiva aos Jornalistas Livres, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão afirmou qualificou a ação proposta pelo procurador como absolutamente sem substância e incabível. Segundo ele, não se pode considerar uma alegação de injúria pessoal, no caso contra a delegada Érika Marena, como uma questão de interesse público, que mereça a mobilização de um órgão como o MPF. “É CLARAMENTE uma atuação CORPORATIVISTA, ABUSIVA, sem a MÍNIMA CONSIDERAÇÃO PELA DOR DA COMUNIDADE pela perda de Cancellier. É um sinal de DESUMANIDADE e sobretudo de ABUSO DE AUTORIDADE!”

 

Empossado em 27 de julho pelo novo ministro da Educação, Rossieli Soares, Ubaldo César Balthazar foi eleito em fevereiro deste ano para substitui o reitor morto após sua prisão preventiva em presídio de segurança máxima, quando teve sua reputação devassada por um processo calunioso sobre o roubo de R$ 80 milhões alimentado na mídia e nas páginas oficiais da Polícia Federal.

 

Detido em casa de manhã cedo por 105 policiais, ainda enrolado numa toalha de banho, sem nenhum processo constituído, nem direito à defesa, o também jurista Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que nunca respondeu a um processo administrativo sequer, foi banido do cargo de reitor e proibido de se aproximar da universidade.

 

Ele cometeu suicídio no dia 2 de outubro,18 dias após ser preso acorrentado nos pés e algemado nas mãos e ter sido humilhado nu diante dos outros presos.

 

Deixou um bilhete no bolso com os dizeres “Minha morte foi decretada no dia em que fui banido da universidade!!!”.

 

Em outro bilhete destinado somente aos familiares, afirmou que não era mais capaz de suportar a dor pelo processo de perseguição jurídica e midiática a que fora submetido.

 

Continue lendo aqui e veja que o nazi-fascismo avança cada vez mais na rasteira de juízes, delegados e procuradores que fazem "ouvidos moucos" para as denúncias de venda de delações premiadas. Uma indústria. Uma delação custa cinco milhões de dólares revelou o bandido que não quis pagar Tacla Durán. Um mil e 63 colaborações de bandidos registra a Lava Jato da corriola de Curitiba. Erika Marena nomeou a primeira operação da Lava Jato, quando presa uma quadrilha de traficantes de drogas e de diamantes. Quadrilha que tem como capo AlbertoYoussef. Dessa máfia desapareceram toneladas de cocaína. Também desapareceram os diamantes. E todos os mafiosos estão incrivelmente soltos e mais ricos, os bens legalizados, que a Lava Jato lava mais branco.   



16
Ago18

Mistério da Lava Jato: quem acobertou a fuga do doleiro Dario Messer?

Talis Andrade

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por Jeferson Miola
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O “doleiro dos doleiros” do Brasil, como Alberto Youssef – o doleiro-delator íntimo do Moro, dos procuradores e dos policiais da Lava Jato – se refere a Dario Messer, foi o alvo principal da operação “Câmbio, Desligo!”, executada pela Polícia Federal em 3 de maio, depois das delações dos doleiros Vinícius Claret e Cláudio Barbosa.

 

Dario Messer, provavelmente avisado que seria alvo de mandado de prisão preventiva, conseguiu fugir e não foi encontrado nos endereços conhecidos no Brasil naquele dia da operação Câmbio, Desligo!.

 

A prisão do doleiro era tida como líquida e certa, tanto que o jornalista tarimbado e dono de fontes privilegiadíssimas d´O Globo, Lauro Jardim, no dia da operação anunciou que “Dario Messer, alvo principal da operação da Lava-Jato de hoje, e finalmente preso, é um personagem ligado aos escândalos nacionais desde o caso Banestado”.

 

Na coluna d´O Globo de 6 de maio de 2018, o taribado Lauro Jardim publicou a nota “Tudo errado”, com a notícia errada de que Dario Messer tinha sido“preso na quinta-feira passada”. É difícil imaginar tamanha “barrigada” jornalística de profissional bem abastecido de informações e depois de 3 dias do fato consumado! Houve alguma falha na linha direta de comunicação Globo-Lava Jato – só não se conhece o motivo para tal falha.

 

Aventou-se a hipótese de que Dario Messer pudesse estar escondido na sua mansão no Paraguai, porém lá também não foi encontrado.

 

Joaquim Carvalho, em minuciosa reportagem no Diário do Centro do Mundo, cita que “Antigos aliados acreditam que ele esteja em Israel, onde também tem cidadania, por ser judeu. Messer não foi o único a escapar. O doleiro René Maurício Loeb fugiu do Rio de Janeiro para a Europa a bordo de um navio de luxo, semanas antes da operação ser deflagrada”.

 

A fuga e o desaparecimento de Dario Messer adquire ainda maior relevância e valor investigativo depois da denúncia feita por doleiros acerca da existência de esquema mafioso mediante o qual o advogado Antônio Figueiredo Basto recebia US$ 50 mil dólares mensais como “taxa de proteção” para garantir que “eles [doleiros] seriam poupados nas delações decorrentes do caso Banestado, que correu na jurisdição de Sergio Moro” [DCM].

 

Esse mesmo advogado é considerado o especialista em delação premiada no Brasil – ou da indústria da delação, como o GGN e o DCM vêm investigando – cuja experiência inaugural foi a delação premiada de Alberto Youssef no rumoroso caso Banestado, conduzido pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e pelo juiz Sérgio Moro.

 

O ministério público reconhece que a denúncia dos doleiros tem efeito devastador nos meios jurídicos, políticos e empresariais e, pode-se inferir, também sobre a força-tarefa da Lava Jato.

 

Não é a primeira vez que denúncias dessa índole são feitas em relação ao universo que se revela cada vez mais obscuro da chamada “república de Curitiba”, tão incensada pela Rede Globo.

 

Em novembro de 2017, o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, denunciou que Carlos Zucolotto Júnior, amigo íntimo e padrinho de casamento de Sérgio Moro, intermediou acordo de delação premiada com redução de multas e sanções judiciais por US$ 5 milhões. Na ocasião, Zucolotto mencionou que um interlocutor com a sigla DD [na Lava Jato só se conhece Deltan Dallagnol com estas iniciais] seria o avalizador final do acordo.

 

Na sessão de 11 de abril de 2018 do STF, Gilmar Mendes denunciou que “a corrupção já entrou na Lava Jato, na Procuradoria”. Arrolando casos como o de irmão de procurador [Doutor Castor] que promove acordos de delação com a Lava Jato, Gilmar denunciou que “Estamos escolhendo advogados para delação. Ou aqueles que não poderiam sê-lo. Veja como este sistema vai engendrando armadilhas”.

 

É incrível que até hoje nem o STF, nem a PGR, nem a OAB e nem a Lava Jato instauraram investigações sobre denúncias tão comprometedoras e feitas por um juiz da suprema corte.

 

A fuga de Dario Messer, salvo a ocorrência de incríveis coincidências, foi facilitada por aqueles que fogem do “doleiro dos doleiros” como o diabo foge da cruz. É preciso, por isso, esclarecer urgentemente 3 aspectos nebulosos:

 

  1. quem acobertou a fuga de Dario Messer?;
  2. quem se beneficia com a “fuga” de Dario Messer?; e
  3. por que é preciso esconder Dario Messer e evitar seus depoimentos?

 

 

 

 

 

 

10
Ago18

Por que o judiciário tem medo de Tacla Durán?

Talis Andrade

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O advogado Rodrigo Tacla Durán denunciou que uma delação premiada custa cinco milhões de propina. Cinco milhões de dólares.

 

Dinheiro por fora. De caixa dois.

 

Dinheiro não registrado. Direto para uma conta secreta em um paraíso fiscal. 

 

Por que se faz lóbi contra a CPI da indústria das delações premiadas?

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fez bem em engavetar a CPI. É candidato a reeleição, e o pai, César Maia, candidato a senador pelo Rio de Janeiro.

 

Valeu a gaveta, que a justiça permanece na santa paz com os Maia, quando os ex-governadores Sérgio Cabral e Garotinho continuam na mira implacável da lava jato de Bretas.  

 

Uma indústria sim. A lava jato de Curitiba já concedeu mais de mil delações premiadas. Precisamente 1. 063 delações super premiadas. 

 

Duvido a lava jato apresentar os nomes dos que tiraram a sorte grande. Que a liberdade não tem preço... 

 

Um criminoso com uma colaboração premiada ganha a liberdade, legaliza os bens imóveis que adquiriu, lava o dinheiro e limpa o nome. Bem que vale os cinco milhões de dólares.

 

A lava jato lava mais branco! 

 

Alberto Youssef, chefe da máfia libanesa, está leve e solto, em uma vida de luxo e luxúria. Toda a quadrilha de Youssef foi libertada. Youssef acertou ser delator desde o assalto ao Banco do Estado do Paraná. Youssef é freguês.   

 

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou nesta sexta-feira, 10, o acórdão da sentença que negou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ouvir o advogado Rodrigo Tacla Durán, sobre irregularidades nos acordos de delação premiada da operação Lava Jato. O STJ já havia negado pedido semelhante da defesa de Lula para ouvir o ex-advogado da Odebrecht.

 

Ministro Felix Ficher, relator da decisão, voltou a repetir que cabe ao juiz decidir se ouve ou não a testemunha arrolada pela parte. Na decisão o juiz transcreveu trechos da decisão do juiz Sérgio Moro que negou ouvir Duran sob o fundamento de que suas palavras não mereceriam crédito. Mas essa decisão é um dos fundamentos usados pela Interpol para considerar Moro um juiz parcial.

 

Para Moro, 1.063 bandidos merecem crédito. Inclusive o mafioso Youssef que Moro inocentou pelo tráfico internacional de cocaína (vide link).

 

Tacla Durán reside na Espanha e Moro solicitou à Interpol a prisão dele. Não foi atendido. Moro também pediu para a judiciário, para a polícia da Espanha e também recebeu um não.

 

Tacla faz parte de um processo que envolve o Beto Richa por corrupção e mais um parente de Rosangela Moro, esposa do juiz exclusivo de Lula. Um parentesco que não está bem explicado. Porque o corrupto ora aparece como tio, ora como primo irmão. Esse parente de Rosangela Moro surgiu no crime com o empréstimo de quatro bilhões de PC Farias para comprar a TV Corcovado (vide link).  

 

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Talis Andrade estudou na UF-RN, UF-PE, Universidade de Navarra Espanha, Ciespal Quito Unesco, professor de Filosofia da Escola Normal de Natal, de Jornalismo, Publicidade e RP da Unicap, diretor responsável do Jornal do Comércio, Diário da Noite, Jornal da Semana, A República, Correio da Manhã RJ, Diário Oficial do RN, de PE, de Recife, editor e colunista do Diário de Pernambuco, Secretário das Comunicações do RN, de Imprensa do governo de PE, de Educação e Cultura de Jaboatão, delegado sindical na Fenaj  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

09
Ago18

Quem solta mais investigados? Gilmar Mendes ou Moro?

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Se fosse para apostar, votaria no empate com a disputa indo para a prorrogação. Gilmar Mendes se especializou em soltar presos e Moro prende e solta.

 

Gilmar é acompanhado pela mídia, não por acaso, mas porque ele fez parte da turma do STF que soltou um petista, o ex-ministro, José Dirceu(1). Os golpistas morrem de medo de ele soltar Lula.

 

Aliás, Lula já foi solto pelo desembargador Rogério Favreto por algumas horas. Aí o arbitro de vídeo da Lava Jato, que é a Globo, entrou em ação. Acionou Moro de férias em Portugal que, de forma arbitrária, anulou o lance.  Favreto confirmou a validade e, mais uma vez, invalidaram o lance.

 

Já Moro se especializou em blindar tucanos. Não sei quantos, mas no escândalo do Banestado que Moro também chefiou, o senador Roberto Requião PMDB/PR deixou seu relato:

 

“Um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso. O maior escândalo do país não foi o mensalão, Petrolão foi o Banestado, que deu um rombo nos cofres públicos de meio trilhão de reais” (2).

 

Na Lava Jato chefiada por Moro, da mesma forma, nenhum tucano foi preso. E olha que a tucanalha faz força, mas Moro faz que nem os Três Macacos Sábios : “Não vê, não ouve e não fala!”.

 

Exemplo disso é o senador tucano Aécio Neves que, apesar de ser o mais delatado na Lava Jato, continua senador da República. Aécio, apesar das provas cabais contra ele, ainda pode ser candidato e cinicamente cobra arrependimento de Lula que foi preso sem qualquer prova e não pode se candidato (3).

 

Além do Aécio, na lista dos blindados da Lava Jato, temos também o ex-presidente, FHC, e os senadores Jose Serra, Antônio Anastasia  e o falecido Sergio Guerra.

 

E não podemos esquecer que os principais corruptos da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estão inexplicavelmente pagando suas penas em casa, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da corrupção. Entre eles: Paulo Roberto Costa, Fernando Baiano, Sérgio Machado, Alberto Youssef, etc. Este último condenado a mais de 80 anos de cadeia (4).  Moro também liberou a mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz.

 

Já Gilmar Mendes que tem acompanhamento online, pela imprensa, segundo a mídia já liberou 37 investigados no Rio (5).

 

Sabe-se que política assim como na justiça não tem almoço de graça, porém nunca vazou cobrança de pedágio de Gilmar Mendes em suas benevolências.

 

O mesmo não se pode dizer da Lava Jato. Isso porque o advogado Rodrigo Tacla Duran, da Odebrecht, fez acusações contra o também advogado Carlos Zucollotto Junior. Zucollotto é padrinho de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa e foi então acusado por Duran de cobrar, em nome da Lava Jato, da qual faz parte, US$ 5 milhões “Por Fora”   para uma delação premiada que, entre outras benesses, lhe daria a prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões em multas a Odebrecht (8).

 

A advogada da Lava Jato, Beatriz Catta Preta, em 8 delações premiadas arrecadou, segundo a imprensa, R$ 20 milhões. Catta Preta foi para os EUA se dizendo ameaçada de morte (6).

 

Outro caso envolvendo grana para HC foi do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, Aldemir Bendine. Amanda Bendine recebeu e-mail em que um criminoso, se passando por seu pai, pediu depósito de R$ 700.000 para 'garantir' habeas corpus no STF para libertar seu pai, preso pela Lava Jato. O caso é de agosto de 2017 e o juiz Sergio Moro disse que mandou investigar, mas  até hoje não houve resposta (7).

 

Enquanto o negócio de Gilmar Mendes é soltar investigados e presos, o negocio de Moro é prender petistas e blindar tucanos. Os interessados podem entrar em contato com a Lava Jato em Curitiba ou no escritório jurídico de Gilmar Mendes.

 

Pelos números apontados os negócios de ambos vão de vento em popa.

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Fonte:

1https://veja.abril.com.br/politica/stf-decide-soltar-ex-ministro-jose-dirceu/

2https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

3https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

4http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

5https://falandoverdades.com.br/gilmar-mendes-ja-soltou-37-investigados-da-lava-jato-no-rio/

6https://odia.ig.com.br/_conteudo/noticia/brasil/2015-07-31/advogada-se-diz-ameacada-e-deixa-clientes-da-lava-jato.html

7https://veja.abril.com.br/politica/moro-manda-investigar-estelionato-contra-filha-de-bendine/

8http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/11/30/amigo-de-moro-pediu-dinheiro-por-fora-para-reduzir-multa-da-odebrecht-diz-tacla-duran/