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O CORRESPONDENTE

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14
Nov23

Israelenses não confiam nas falas de Netanyahu sobre o conflito com o Hamas, mostra pesquisa

Talis Andrade
 
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"Netanyahu merece ser condenado à morte por enforcamento", diz Breno Altman

 

247 – "O governo de Israel é formado por bandidos. Seu final deveria ser em um tribunal como o de Nuremberg, que condenou chefes nazistas. Benjamin Netanyahu merece ser processado, julgado e condenado à morte por enforcamento, como corresponde aos mais pérfidos criminosos de guerra", postou o jornalista Breno Altman, em seu X.

Pesquisa da Universidade Bar Ilan, divulgada pelo jornal Haaretz, aponta que apenas 4% dos israelenses confiam nas declarações do primeiro-ministro

SPUTNIK - A credibilidade do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, está em baixa, apontou uma pesquisa da Universidade Bar Ilan. Apenas 4% dos israelenses confiam nas declarações do primeiro-ministro sobre o conflito com o movimento palestino Hamas.

A pesquisa foi divulgada pelo jornal israelense Haaretz nesta terça-feira (14).

Esse é o menor grau de credibilidade já atingido pelo político, que nos últimos anos já vinha batalhando contra uma onda de impopularidade causada pelo desejo de passar reformas judiciais que lhe dariam maior controle sobre o Judiciário israelense. Há anos o primeiro-ministro enfrenta acusações de corrupção.

Por outro lado, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), brigadeiro-general Daniel Hagari, goza de maior credibilidade do público, com 73,7% dos entrevistados afirmando que o militar é a figura "mais confiável" para se obter informações do conflito.

Benjamin Netanyahu, além de ter passado por uma série de protestos e manifestações internas nos últimos anos, também é visto como um dos culpados pela recente escalada no conflito com o Hamas.

Cerca de 86% dos israelenses veem uma falha na conduta do premiê em impedir o ataque do grupo militante, e mais da metade (56%) acredita que ele deva renunciar após o fim dos confrontos, apontou outra pesquisa, do Dialog Center, conforme noticiado pelo The Jerusalem Post. Yoav Gallant, ministro da Defesa, também é visto com maus olhos pelo público, com 52% dos israelenses acreditando que ele também deva renunciar.

 
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Vídeo: Como parar a mão assassina de Israel? Veja a análise do jornalista e fundador de Opera Mundi, Breno Altman, no 20 MINUTOS ANÁLISE desta terça-feira (14/11): 
 

Vídeo: A ADUFO - Seção Sindica, gestão Florescer nas Lutas, realiza Aula Pública intitulada: “Palestina – consequências nefastas do sionismo e imperialismo”, ministrada pelo jornalista Breno Altman. Breno Altman é um comunicador progressista, jornalista, fundador do portal Opera Mundi e tem realizado debates sobre a temática, assim como contribuído com inúmeros textos e conteúdos analíticos acerca da resistência do povo palestino:

 

29
Out23

QUO VADIS, PALESTINA? Israel diz que moradores do norte de Gaza devem deixar região imediatamente

Talis Andrade

Gaza atacada por terra, mar e ar... e mídia!

 

Desde ontem (27) Israel mantém forte bombardeio sobre a Faixa de Gaza. As tropas israelenses seguem dentro do território palestino neste sábado. Desde o início da guerra em 7 de outubro, é a mais longa incursão terrestre. O número de mortos no conflito ultrapassa os 7.700 em Gaza, incluindo mais de 3.200 crianças, de acordo com o ministério da saúde palestino. Em Israel são 1.400 vítimas fatais.

Até as primeiras horas deste sábado, pelo menos 150 alvos foram bombardeados. A área norte da Faixa de Gaza está sendo bombardeada maciçamente por mísseis de Israel. Repórteres informam que foi uma das noites mais sangrenta das últimas semanas. Nenhum jornalista conseguiu adentrar à Faixa de Gaza desde ontem.

Israel vem comunicando os moradores de Gaza que abandonem imediatamente o norte da região, principalmente da Cidade de Gaza. É esperado o aumento da incursão terrestre no local. “O chão tremeu em Gaza”, afirmou Yoav Gallant, ministro da Defesa de Israel. Gallant disse que a guerra entrou em uma nova fase.

Os jornalistas que estão na fronteira de Gaza também informam através das agências internacionais de notícias que há enorme dificuldade para se obter informações e imagens desta etapa da guerra. O sinal de internet praticamente inexiste, o que também dificulta o ocorro às vítimas, pois não há como solicitar serviços de ambulância e médico. As equipes da Organização Mundial da Saúde (OMS) que atuam na Faixa de Gaza não têm mais contato com a coordenação da organização, de acordo com o chefe da OMS Tedros Adhanom.

Já o exército de Israel afirma que conseguiu matar o chefe da divisão aérea do Hamas, Asem Abu Rakaba. O Hamas informou hoje, segundo notícia da BBC, que veículos das forças israelenses que estavam na zona noroeste de Gaza foram bombardeados.

 

Trégua humanitária

A ONU aprovou ontem uma resolução que pede uma trégua humanitária imediata entre Israel e Hamas. Também exige livre acesso de ajuda a Gaza e proteção de civis.

Mais de 2 milhões de pessoas que vivem na zona de guerra tiveram o fornecimento de energia elétrica e alimentos cortados. A região toda está cercada por tropas de Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a reação desproporcional de Israel aos ataques do Hamas no início do mês. Lula afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer “acabar” com a Faixa de Gaza. Disse que a posição do Brasil em relação à guerra é “a mais clara possível”.

Ele classificou como “loucura” o direito de veto dos cinco países – Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra – que ocupam assento permanente no Conselho de Segurança do ONU.

“Dissemos que o ato do Hamas foi terrorista. Dissemos em alto e bom som que não é possível fazer um ataque, matar inocentes, sequestrar gente da forma que fizeram, sem medir as consequências”, disse. “Agora temos a insanidade também do primeiro-ministro de Israel, querendo acabar com a Faixa de Gaza, se esquecendo de que lá não tem só soldado do Hamas. Tem mulheres, crianças, que são as grandes vítimas dessa guerra”, disse Lula.

Leia também:

Israel corta comunicações de Gaza, enquanto intensifica ações militares

Exército de Israel provoca apagão de comunicações na Faixa de Gaza, enquanto ONU aprova resolução de paz. Antes disso, Lula conseguiu falar com brasileiros

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