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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

27
Jan22

CNMP confirma demissão de Castor de Mattos, mas é preciso investigar também seu chefe, Dallagnol

Talis Andrade

www.brasil247.com - O outdoor, Dallagnol e Castor

 

O caso do outdoor, que envolve também crime de falsidade ideológica, parece ser apenas a ponta do iceberg de uma turma que atuava como se estivesse acima da lei

 

por Joaquim de Carvalho

Em sessão nesta quinta-feira, 27/01, o Conselho Nacional do Ministério Público manteve a demissão do procurador Diogo Castor de Mattos, integrante da extinta Lava Jato e ex-estagiário de Deltan Dallagnol.

Castor de Mattos havia apresentado embargos de declaração e, em um recurso apresentado por seus advogados durante o recesso, conseguiu do plantonista efeito suspensivo da decisão que o afastou em outubro do ano passado.

Na sessão de hoje, o relator do caso, Oswaldo D'Albuquerque, votou pelo improvimento dos embargos de declaração, no que foi acompanhado por todos os conselheiros, exceto Antonio Edílio Magalhães Teixeira, indicado pelo Ministério Público Federal para CNMP e autor da decisão que concedeu o efeito suspensivo.

Com essa decisão, o procurador-geral da República, Augusto Aras, tem por dever de ofício encaminhar a demissão de Castor de Mattos, que precisa ser homologada pelo STF.

Castor de Mattos assumiu ter sido o contratante do outdoor de autopromoção da Lava Jato instalado em Curitiba, depois que rumores sobre o caso chegou até a corregedoria do Ministério Público Federal.

O outdoor dizia: “Bem-vindo à República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a lei se cumpre. 17 de março – 5 anos de Operação Lava Jato — O Brasil Agradece”.

Mensagens acessadas por Walter Delgatti Neto deram conta de que o corregedor da época, Oswaldo Barbosa, perguntou a Dallagnol se a publicidade, vetada pela Constituição, tinha sido iniciativa da força-tarefa ou de algum integrante dela.

Dallagnol negou e, quando veículos de imprensa questionaram o MPF, ele orientou a assessoria de imprensa a também negar que a autorização fosse dele ou de algum procurador da força-tarefa.

“Temos só que dizer que não é nosso e não sabemos de quem é, mas recebemos esse tipo de manifestação como sinal de carinho da sociedade ou algo assim”, escreveu.

Os rumores aumentaram, e Castor de Andrade acabou se afastando da Lava Jato, com um atestado médico assinada por um psiquiatra. Ao comunicar a saída do ex-estagiário de Dallagnol, a Lava Jato omitiu a questão do outdoor.

O corregedor também arquivou a investigação contra Castor de Mattos e a classificou como sigilosa.

O caso teria morrido se o o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu, representado pelo Coletivo de Advogadas e Advogados pela Democracia, não insistisse junto ao MPF e ao CNMP na necessidade de investigação.

A Polícia Federal esbarrou no caso em uma investigação paralela, sobre outro tema, e descobriu que a contratação do outdoor foi feita com o uso fraudulento de dados do músico João Carlos Queiroz Barbosa, o JC Batera.

O uso indevido de dados de outra pessoa caracteriza crime de falsidade ideológica. Castor de Mattos assumiu o pagamento, mas não há no processo disciplinar que acabaria aberto no CNMP nenhuma comprovação de que ele, efetivamente, pagou pela publicidade.

Em quase três anos, por conta do foro privilegiado de Castor de Mattos, nenhuma investigação criminal foi feita.

Tânia Mandarino, do Coletivo de Advogadas e Advogados, diz que exigirá a apuração imediata do crime de falsidade ideológica. Sem o foro, Castor responderá na Justiça estadual do Paraná.

A advogada diz que há razões para suspeitar que Castor de Mattos não agiu sozinho. E é importante registrar que Deltan Dallagnol tinha no procurador uma pessoa da extrema confiança.

Em seu livro “A luta contra a corrupção — a Lava Jato e o futuro de um país marcado pela impunidade”, Dallagnol conta que o ex-estagiário foi um dos primeiros procuradores que ele indicou para compor a força-tarefa.

“Diogo, na época calouro e aprendiz na equipe, foi meu estagiário e é das pessoas mais indignadas com a impunidade dos colarinhos brancos”, escreveu (página 59).

Em outro trecho, ele atribui a uma frase de Castor de Mattos a inspiração para promover a campanha “10 Medidas” contra a corrupção". Segundo seu relato, os dois estavam fazendo compras no supermercado em 18 de setembro de 2014, quando o ex-estagiários teria dito:

“Deltan, nós poderíamos aproveitar a Lava Jato para propor mudanças no sistema.”

O que Deltan omite no livro é que Diogo Castor de Mattos também foi portador de um recado do então presidente do Podemos no Paraná, o milionário Joel Malucelli, para que ele entrasse na política.

Conforme as mensagens acessadas por Delgatti, Malucelli encontrou Castor de Mattos em um clube de elite do Paraná, quando então conversaram sobre a popularidade do então coordenador da Lava Jato e a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Podemos.

Poupado pela Lava Jato, Malucelli foi investigado pelo Ministério Público do Paraná por corrupção e acabaria fazendo acordo de delação.

Dallagnol refletiu sobre o convite e, em gravações registradas para si mesmo no Telegram, avaliou que a candidatura só seria viável se houvesse procuradores candidatos a deputado em outros Estados. Acabou adiando o projeto da própria candidatura para 2022.

A relação de Dallagnol com Castor de Mattos também passou por manobras que garantissem ao irmão do ex-estagiário continuar promovendo acordos de delação premiada na Lava Jato, que renderam cifras milionárias para o escritório da família.

Dallagnol orientou Castor a não atuar no caso da Toshiba e a assinar peças sempre com outros integrantes da força-tarefa.

A relação entre os dois também pode ser vista na evolução patrimonial de Deltan Dallagnol. 

Um dos dois apartamentos de um andar que ele tem no prédio de luxo do Juvevê, em Curitiba, pertencia ao tio de Castor de Mattos, ex-secretário de Estado no Paraná em vários governos, inclusive o de Álvaro Dias.

Com uma relação tão próxima como esta, é razoável mesmo suspeitar que dificilmente Castor de Mattos teria a iniciativa de fazer publicidade da Lava Jato sem o conhecimento daquele que chama de "professor".

Portanto, no caso do outdoor, é preciso investigar também Deltan Dallagnol. Como ele mesmo diz em seu livro, é necessário mudar a história de “um país marcado pela impunidade”.

 

Mil vezes mais fácil deixar milhares de brasileiros inocentes apodrecerem na cadeia do que (não digo prender) demitir um procurador corrupto, um magistrado incompetente, parcial, suspeito. A maior penalidade que um juiz pode sofrer é a anistia antecipada para todos os crimes, e o prêmio de uma aposentadoria precoce

 

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Capa do jornal Folha de S.Paulo 27/01/2022Capa do jornal O Globo 27/01/2022

Capa do jornal Jornal Daqui 27/01/2022

Capa da revista ISTOÉ 21/01/2022

Capa da revista Veja 21/01/2022

23
Jan22

Por que as empresas que a Lava Jato quebrou escolheram a A&M que contratou Moro?

Talis Andrade

 

 

rachadinha rachadona geuvar.jpeg

 
 
 
Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
Fui o 1° a cobrar q relações entre Moro e Alvarez & Marsal fossem investigadas. No vídeo, expliquei tudo. VAMOS LÁ, MILÍCIAS MORISTAS! COMECEM A PASSAR PANO! Reinaldo Azevedo: Contrato de Moro tem de ser investigado, com quebra de sigilo
[É histórico. Reilnaldo foi o primeiro a denunciar que o ex-ministro Sergio Moro irá assumir o cargo de diretor da empresa americana Alvarez & Marsal. "Ele vai atuar na área de 'Disputas e Investigações', que atende à Odebrecht, grupo investigado na Lava Jato". Reinaldo Azevedo pontua que o anúncio mostra o caráter "amoral e antiético" do ex-juiz e propõe um questionamento: será razoável que aquele que beneficiou a empreiteira através do acordo de leniência agora receba somas milionárias dessa mesma empresa?]

Q espetáculo! TCU retirou sigilo das peças relativas à contratação de Moro pela Alvarez & Marsal. Empresas q caíram nas malhas da Lava Jato (Obrebrecht, Galvão, Enseada e OAS) pagaram R$ 42,5 milhões à empresa q contratou Moro em processos de recuperação judicial. Moro e A&M se negam a dizer valores da transação entre eles alegando tratar-se de contrato entre privados. Entre privados? Tudo isso nasce de questões de natureza pública, como pública era a função de Moro. P q empresas q a LJ quebrou escolheram a A&M, q contratou Moro?
 

Reinaldo Azevedo volta com o O É da Coisa, na BandNews FM, amanhã. Volta das férias. Reinaldo disse no Twitter:
Quem conhece a VAZA JATO ñ se surpreende c/ a grana q Detan recebeu. Eis reportagem do The Intercept s/ o modo como ele lucrava c/ palestras. Combinou até de abrir empresa de eventos em nome da mulher. Ainda q ñ o tenha feito, lucrou muito.
Deltan, candidato a deputado e presidente do Podemos-PR, recebeu R$ 191 mil só em férias atrasadas ao se desligar do MPF? O país precisa de uma nova moralidade. Contem com a vanguarda do Podemos — partido de Alvaro Dias, o Alicate da retaguarda — para mudar o Brasil.
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A q abismo chegamos! A piadinha é grotesca, claro! Zambelli achou q precisava ser + explícita. Bolsonaro percebe q ela quebra o tempo da sua comédia e manda q cale a boca. A afilhada de Sergio Moro (ele foi padrinho de seu casamento) cala. Encontro de gigantes.
Patada: Bolsonaro fazia uma piada sobre João Doria quando Zambelli decidiu entrosar junto. O presidente então se dirigiu a ela: "fica quieta, fica quieta aí".

Aguardam-se, ansiosamente, os respectivos pronunciamentos das patriotas Carla Zambelli e Janaína Paschoal sobre o sofrimento de “conservadores” como Ernesto Araújo e Abraham Van Trouble.

Mais rififi na extrema-loucura. Dudu Bananinha apela a Mário Frias para endossar ataque aos Irmãos Weintraub, que já apelidei de Van Trouble. Abraham, um “conservador” à moda Ernesto Araújo, esperava ter apoio do Bozo p/ disputar o gov. de SP. Loucura tem limite até p/ o ogro…Image
21
Jan22

Zero Zero, amigo de Bolsonaro, cola nele a pecha de corrupto

Talis Andrade

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A intenção de Waldir Ferraz, o Zero Zero, era livrar a cara do presidente e dos seus filhos Flávio e Carlos no caso das rachadinhas

 
 
 

Deu errado, e se tudo foi combinado com Bolsonaro, aí é que não dá para entender. Waldir Ferraz, de apelido Jacaré, é amigo do presidente desde que os dois serviam o Exército.

À Veja que começou a circular, Ferraz, assíduo frequentador do Palácio do Planalto, que troca mensagens diárias por celular com Bolsonaro, contou que ele se meteu numa enrascada sem saída.

Segundo Ferraz, Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Bolsonaro, mãe do seu filho Jair Renan, foi quem montou o esquema da rachadinha nos gabinetes de Flávio, Carlos e do próprio Bolsonaro.

À época, Bolsonaro era deputado federal. Diz Ferraz que Bolsonaro escalou Ana Cristina para cuidar dos três gabinetes – o de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, o de Carlos na Câmara Municipal.

Diz que nem Bolsonaro nem os filhos sabiam que Ana Cristina recolhia parte dos salários dos funcionários, ficando com o dinheiro. Só souberam depois que Bolsonaro se elegeu presidente.

Ocorre que Bolsonaro, Flávio e Carlos assinaram as contratações, dispensas e os reajustes salariais dos funcionários. Logo, são responsáveis por desvio de dinheiro público, crime de peculato.

Ferraz com a palavra:Waldir Ferraz e Bolsonaro

“Quem assinava era ele [Bolsonaro]. Ele vai dizer que não sabe? É batom na cueca. Como é que você vai explicar? Ele está administrando. Não tem muito o que fazer.”

“Acho que ele vai ter problema se não for reeleito. Vai tudo cair, vai perder o foro privilegiado e tal.”

Duas vezes condecorado por Bolsonaro, Ferraz acusa Ana Cristina de chantagear o presidente pedindo-lhe dinheiro e outros favores em troca de não revelar o que sabe. Ana nega.

Veja gravou a conversa com Ferraz que, pelo jeito, não sabia que estava sendo gravado. Bolsonaro e os filhos Flávio e Carlos jamais se livrarão da pecha de políticos corruptos.

 

09
Dez19

Entre laranjas, fantasmas e rachadinhas

Talis Andrade

Descubra quem é quem entre os mais de 100 nomes envolvidos nas denúncias que rondam os Bolsonaro e o PSL

bolsonaro funcionário fantasma laranja .jpg

 

Pública

 

Laranjas, fantasmas, rachadinha. Há mais de um ano, esses termos rondam as manchetes sobre a vida política da família Bolsonaro. Acusações de assessores que receberam sem registrar entrada nos órgãos públicos se somam a denúncias de devolução de salários em gabinetes, suspeitas de candidatas que repassaram verba pública para líderes do partido e até mesmo indícios de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. A Pública reuniu os nomes de todos os envolvidos nessas denúncias e descreve quais as acusações sobre cada um.

Separamos os 116 nomes de pessoas e empresas em cinco grandes grupos que podem ser selecionados no menu abaixo: Fantasmas no gabinete de Jair Bolsonaro, Acusações no gabinete de Flávio Bolsonaro, Envolvidos com Flávio Bolsonaro têm sigilo quebrado, Candidatas laranja no PSL e Suspeitas no gabinete de Carlos Bolsonaro.

A lista será atualizada sempre que houver uma nova denúncia ou quando os casos forem julgados.

 

Fantasmas no gabinete de Jair Bolsonaro


As primeiras suspeitas de funcionários fantasmas envolvendo o PSL de Jair Bolsonaro começaram dentro do seu próprio gabinete durante seus mandatos como deputado federal. Em janeiro de 2018, foi revelado que Walderice Santos da Conceição, “a Wal do Açaí”, recebia salário como assessora apesar de trabalhar em uma sorveteria em Angra Dos Reis (RJ).

Em 2019, a Pública revelou uma série de assessores de Jair Bolsonaro que também eram pagos com dinheiro público, mas não registraram entrada na Câmara dos Deputados. Ao todo, 11 funcionários se enquadram nessa situação, sendo que alguns deles trabalharam também como assessores de seus filhos.

 

Nathália Queiroz (Filha de Fabrício Queiroz)
Ex-assessora

Ex-assessora parlamentar de Jair Bolsonaro (PSL), a personal-trainer trabalhava em uma academia enquanto recebia pelo gabinete, isso sem registro de entrada na Câmara dos Deputados para o exercício da função. Nathalia Queiroz é citada em relatório do Coaf (Conselho de Controle de
Atividades Financeiras), que identificou movimentações financeiras atípicas do policial militar Fabrício Queiroz, seu pai e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo de abril deste ano, o caso segue sob sigilo e investigado pela promotoria de Justiça.

 

Alessandra Ramos Cunha
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas foi funcionária de Jair no último mandato, recebendo salários de diversos níveis de assessores — um deles chegando a mais de R$ 10,8 mil mensais líquidos, mais auxílio de R$ 982,29. Teve seu primeiro posto como assessora de Jair em 2014. Trabalha atualmente com Carlos Bolsonaro como oficial de gabinete, recebendo R$ 7,3 mil líquidos. De acordo com reportagem do Metrópoles, ela doou R$ 1,5 mil para a campanha de Carlos a vereador em 2016.

 

Bianca de Almeida Santos
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas foi secretária parlamentar entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018. Ela recebia como nível 4, com um salário líquido de mais de R$ 2,4 mil mais auxílios de R$ 1,6 por mês.

 

Bárbara de Oliveira Ferraz
Suspeita de assessora fantasma

De acordo com a reportagem da Pública, Bárbara de Oliveira Ferraz não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados durante o último mandato de Jair Bolsonaro (PSL) como deputado federal. A ex-assessora é filha de Waldir Ferraz, assessor de imprensa do presidente eleito desde 1980.

 

Denise Marques Felix
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas trabalhou com Bolsonaro por mais de uma década.

 

Dulcineia Pimenta Peixoto
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas foi empregada como assessora por sete anos. De acordo com a apuração da Pública, ela é casada com o subtenente reformado do Exército José de Campos Peixoto. Em outubro de 2016, um mês antes de deixar o cargo, ela recebeu R$ 1.023 pelo cargo de secretária parlamentar de Jair Bolsonaro.

 

Mirian Melo L. G. de Castro
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados. Foi nomeada por Bolsonaro em 2010 e exonerada em 2016. Ela é sócia na empresa Segmir – Consultoria e Gestão em Segurança Privada, registrada em 2008. A empresa tem como endereço um imóvel em Freguesia na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

Helen C. Gomes Vieira
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas foi secretária parlamentar nível 12 entre março e dezembro de 2017. Seu salário líquido era mais de R$ 2,2 mil, além de um auxílio que chegou a R$ 1,8 mil. Helen é uma das assessoras de Jair que fez doações à campanha do próprio chefe, como a Pública revelou.

 

Levy Alves dos Santos Barbosa
Suspeita de assessor fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas foi assessor nível 21 de Jair de outubro de 2017 a janeiro de 2018, recebendo R$ 8 mil líquidos, mais auxílios que chegaram a R$ 1,5 mil em um mês. Hoje ele trabalha com Carlos Bolsonaro na Alerj como assessor especial — segundo o site da Câmara do Rio de Janeiro, um assessor especial tem um salário líquido de R$ 12,3 mil.

 

Nelson Rabello
Suspeita de assessor fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas recebeu R$ 92,2 mil de salário no último período que foi secretário parlamentar de Jair Bolsonaro (junho de 2017 a dezembro de 2018). Teve o sigilo quebrado nas investigações do Caso Queiroz. Seu primeiro vínculo como assessor de Jair Bolsonaro foi em 2005, na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Em maio de 2011, Rabello deixou o gabinete de Jair e trabalhou até agosto daquele ano com o filho Flávio, na Assembleia do Rio. Em seguida, deixou o gabinete de Flávio para trabalhar com Carlos, onde ficou até 2017.

 

Patricia C. Faustino de Paula
Suspeita de assessora fantasma

Não tem registro de entrada na Câmara dos Deputados, mas recebia R$ 4.188 de remuneração bruta. Hoje, ela é assessora de Carlos Bolsonaro na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

 

Walderice Santos da Conceição (Wal Açaí)
Suspeita de assessora fantasma

Suspeita de receber salário sem cumprir atividades compatíveis ao cargo. Conhecida como "Wal do açaí", a servidora teria recebido dinheiro do gabinete parlamentar de Jair Bolsonaro, deputado federal à época, sem exercer a função.

 

[A seguir laranjas, fantasmas e rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro. É uma multidão de zumbis e milicianos]

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