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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

07
Jul18

Museu da Imagem e do Som elefante branco dos irmãos Marinho e governo do Rio

Talis Andrade

 

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Televisões, rádios, revistas e jornais dos irmãos Marinho escondem o elefante branco do Museu da Imagem e do Som em Copacabana, Rio de Janeiro, ex-Cidade Maravilhosa sob intervenção militar.

 

Transcrevo da imprensa inglesa, que a brasileira, solidária, censura: 

 

O arrojado projeto do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, começou a se erguer em 2010 - para até hoje não terminar.

 

"É um elefante branco na praia mais famosa do Brasil". Da vizinhança a queixande ratos e baratas vindos do canteiro de obras, e de moradores de rua que passaram a dormir ao lado dos tapumes que avançam pela calçada da avenida à beira-mar.


Moradores e comerciantes de Copacabana ouvidos pela BBC News Brasil reagem entre frustração, desconfiança e ironia ao falar sobre o prédio inacabado do MIS, que tinha sua conclusão prevista primeiro para a Copa do Mundo de 2014, depois para a Olimpíada, mas está parada desde fevereiro de 2016 - e ainda não tem data para acabar.
Com tanto atraso, alguns moradores e lojistas até dizem sentir falta da Help, a boate frequentada por turistas e garotas de programa que foi demolida para dar lugar ao museu.

 

"Pelo menos a Help trazia movimento para todo mundo", diz o chaveiro Antonio Leitão. "Fazia o dinheiro circular."
A nova sede do MIS ganhou um projeto arrojado do escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro, autores da famosa High Line em Manhattan, o parque suspenso em uma linha férrea, para abrigar um dos principais acervos de música e cinema brasileiros.

 

"Copacabana merecia ter um museu bacana, com uma grife internacional. O Rio está perdendo uma oportunidade. O dinheiro está em caixa, já carimbado. É uma situação kafkiana", diz a fonte, referindo-se às dificuldades de ter acesso aos recursos existentes para terminar a obra - e confiante de que a nova ofensiva vá fazer o processo andar.


Falta um ano de obras


Questionado pela BBC News Brasil, o Governo do Estado afirma, por meio de nota, que a construção está "70% pronta". Sua conclusão custará R$ 39 milhões e demandará um ano de obras físicas e quatro meses para implantar equipamentos expositivos. Com isso, a previsão é que o novo MIS seja inaugurado em 2020.
Atualmente orçado em R$ 216 milhões - o que inclui compra do terreno, projetos, demolição, fundação, construção e acabamentos - o empreendimento é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio, realizado e concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho (FRM).


A fundação também está à frente de outros dois museus construídos na esteira dos grandes eventos do Rio, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, ambos na Praça Mauá, na região portuária.
Ironicamente, o MIS foi o primeiro que começou a ser tocado. Tem recursos públicos e privados, recebendo recursos do BID, do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) e de empresas.

 

Os sucessivos escândalos da Lava Jato no governo Cabral levam muitos a achar que o obra está parada por causa de desvios de recursos ou corrupção.


O ministro Sérgio Sá Leitão rebate a ideia.


"Não conseguimos identificar irregularidades em todo o processo do MIS, nem nada que pudesse ligar o projeto a esses escândalos (de corrupção) que estamos vendo aí", afirma Sá Leitão. Transcrevi trechos do texto de Júlia Dias Carneiro.

 

Se existe o dinheiro, por que pararam as obras sem um pio da justiça, da Globo e do Governo do Rio? Pergunta pro Mis aqui

 

O dinheiro que era muito sumiu 

 

O projeto conta com investimento direto do Governo do Rio de Janeiro, por meio de recursos próprios e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, além do financiamento dos Programas de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR) e de Apoio ao Investimento dos Estados (PROINVEST). O projeto conta ainda com a TV Globo, o Itaú e a Natura como patronos e com o patrocínio da Vale, da IBM, da AMBEV e da Light, o apoio do Grupo Votorantim, da NHJ do Brasil e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Só empresas da pesada. Empresas que patrocinam golpes em todos os sentidos do termo. Que financiam as campanhas dos candidatos a presidente da República, governador, prefeito e senadores do Rock in Rio.

 

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Para onde foi o dinheiro dessas empresas desviados dos impostos? 

 

 

 

18
Mar18

Brasil figura entre os 10 países mais desiguais do mundo. Para alcançar o nível dos direitos humanos da Argentina levaria 31 anos, 35 do Uruguai, 11 do México

Talis Andrade

 


Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre


Estudo da Oxfam revela que os 5% mais ricos detêm mesma fatia de renda que outros 95%
Mulheres ganharão como homens só em 2047, e os negros como os brancos em 2089

 

Foto da favela de Santa Marta no Rio de Janeiro. A

Foto da favela de Santa Marta no Rio de Janeiro. APU GOMES AFP

 

por Marina Rossi

 


Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) são as seis pessoas mais ricas do Brasil. Eles concentram, juntos, a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país, ou seja, a metade da população brasileira (207,7 milhões). Estes seis bilionários, se gastassem um milhão de reais por dia, juntos, levariam 36 anos para esgotar o equivalente ao seu patrimônio. Foi o que revelou um estudo sobre desigualdade social realizado pela Oxfam.

 

O levantamento também revelou que os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população. Além disso, mostra que os super ricos (0,1% da população brasileira hoje) ganham em um mês o mesmo que uma pessoa que recebe um salário mínimo (937 reais) - cerca de 23% da população brasileira - ganharia trabalhando por 19 anos seguidos. Os dados também apontaram para a desigualdade de gênero e raça: mantida a tendência dos últimos 20 anos, mulheres ganharão o mesmo salário que homens em 2047, enquanto negros terão equiparação de renda com brancos somente em 2089.

 

 

América Latina

Neste ano, o Brasil despencou 19 posições no ranking de desigualdade social da ONU, figurando entre os 10 mais desiguais do mundo. Na América Latina, só fica atrás da Colômbia e de Honduras. Para alcançar o nível de desigualdade da Argentina, por exemplo, o Brasil levaria 31 anos. Onze anos para alcançar o México, 35 o Uruguai e três o Chile. Transcrevi trechos. Leia mais 

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