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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

04
Jan22

Bolsonaro e sua “vitimização”

Talis Andrade

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por Fernando Brito

- - -

Bem, ficamos de novo de “alarme falso” de uma complicação séria de saúde do sr. Jair Bolsonaro e de mais um caso de Lactopurga mais caro do planeta.

A essa altura, já pouco importa se há problemas reais – e certamente há, com o histórico de cirurgias e a vida loca das farras praiana do ex-capitão, regadas a pão com leite Moça e frituras de toda espécie – o mais importante é observar a saída pela via hospitalar nos maus momentos políticos em que Bolsonaro se mete.

Vai para um leito, posa de pijama e sonda nasogástrica e alivia a pressão política.

E sobra a brasa da facada – fake ou faca mesmo – e retoma a cantilena de que a esquerda “quer sua morte”, ajudada pela irritação de alguns que vão para as redes dizer isto.

É bom lembrar que tudo – inclusive o que possa parecer ser mais desmiolado – é planejado, quando se trata de Jair Bolsonaro. Até as bombas nas latrinas do quartel com que pensou iniciar sua carreira política tinham croquis para serem colocadas.

Não acha que exista contradição em dançar um animado funk ou desfilar com um jet ski e, em seguida, ficar gemebundo em um leito hospitalar.

O papel de vítima, porém, tem duração limitada e efeitos cada vez menores.

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25
Nov21

Moro juiz golpista criminalizou a política e prendeu Lula para eleger Bolsonaro candidato de Temer

Talis Andrade

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O general Carlos Alberto dos Santos Cruz se filiou nesta quinta-feira (25) ao Phodemos, mesmo partido do ex-juiz Sérgio Moro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por parcialidade contra o ex-presidente Lula.Image

Durante o ato de filiação, que ocorreu em Brasília, o ex-juiz incompetente saudou a chegada do ex-colega de governo Jair Bolsonaro. “O ato de hoje representa o projeto que queremos para o Brasil. Um projeto com ideias, mas acima de tudo com pessoas de credibilidade. Aqui temos uma síntese da nossa proposta. O Podemos ganha muito”, afirmou Moro. 

Ao se filiar, Santos Cruz se colocou à disposição para ajudar o Brasil. O general de pijama definiu um candidato ideal que o ex-juiz incompetente jamais será. “O respeito tem que ser restaurado no Brasil. Respeito às pessoas, às instituições, aos demais partidos. Diálogo e respeito devem ser mantidos. Não podemos descer para uma campanha de fake news em que o Brasil não vai ganhar nada. Esse extremismo entre direita e esquerda leva à violência. O Brasil tem que repudiar todo esse fanatismo político”, advertiu. 

Ao lado de Sérgio Moro, o juiz suspeito, que durante a operação Lava Jato dirigiu uma operação de perseguição da atividade política e partidária contra Lula e o PT, Santos Cruz disse rejeitar a criminalização da política e destacou que as soluções devem ser construídas dentro da democracia. “A política não pode ser criminalizada. A política é a única forma de mudar a realidade. As soluções devem aparecer dentro do processo político”, reforçou.

Moro é a antítese do candidato idealizado por Santos Cruz. O general Vilas Boas, nas Forças Armadas, e Moro, no Judiciário, promoveram o golpe eleitoral de 2018, para eleger Jair Bolsonaro presidente.

A sinergia do STF, a passividade medrosa do STF, diante do autoritarismo, do golpismo do general Vilas Boas, permitiu a criação do tribunal de exceção de Sergio  Moro, que possibilitou a prisão ilegal, coercitiva, arbitrária, injusta, facciosa, partidária, pressuposta, bacoreja de Lula da Silva, o candidato vitorioso nas pesquisas, o líder máximo do maior partido da oposição, o PT, que teve de improvisar, lançar, de última hora, a candidatura de Fernando Haddad, que não teve tempo nem meios de comunicação para contatar o povo em geral. 

O candidato ex-militar, capitão da reserva, deputado 28 anos do Centrão, da velha política, que fugiu dos debates, depois de uma possível suposta canivetada, ou fakeada do pastor errante e insano e fanático religioso Adelio Bispo de Oliveira, anestesiou o eleitorado com o vitimismo, a mortificação, o flagício, a cruciação, a santificação, a venerável, bem-aventurada candidatura messiânica de Jair  [o Messias] Bolsonaro. 

O golpista Bolsonaro substituiu na presidência o golpista Michel Temer, que derrubou a presidenta eleita com o famoso grito "Dilma vai tomar no c.", dos adoradores do touro de ouro, recentemente colocado na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. Entre os gritadores, os candidatos da chamada Terceira Via, na época, Aécio, Luciano Huck, um apresentador de televisão, a voz mais famosa.                                                

   Moro eleito seria mais um golpista traidor que substituirá o golpista Bolsonaro, que substituiu o golpista Michel Temer traidor. 

19
Jul21

Bolsonaro e a "facada" de Adélio Bispo

Talis Andrade

Autocracia do ego | Humor Político – Rir pra não chorar

 

por DW

O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta na manhã deste domingo (18/07), após apresentar passar quatro dias internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar uma obstrução intestinal.

Segundo boletim divulgado pelo hospital, Bolsonaro vai seguir recebendo acompanhamento ambulatorial após receber alta. A nota, porém, não informa se o presidente está completamente recuperado da moléstia.

"O senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, teve alta hoje do Hospital Vila Nova Star, da Rede D'Or. Ele estava internado desde a quarta-feira, 14 de julho, para tratar um quadro de suboclusão intestinal. Ele seguirá com acompanhamento ambulatorial pela equipe médica assistente", diz a nota divulgada pelo hospital.

Bolsonaro deixou o hospital por volta de 9h40. Na saída, falou com jornalistas - sem usar máscara. Ele aproveitou a ocasião para defender as medidas tomadas pelo seu governo na gestão da pandemia, incluindo a promoção de drogas ineficazes contra a covid-19. O presidente disse que "tratam como criminoso quem fala em cloroquina e ivermectina" - duas drogas já desacreditadas no uso contra a covid-19. "Tudo que eu falo se volta contra mim como se eu fosse um genocida", disse Bolsonaro.

Contrário a medidas de isolamento e costumaz crítico de vacinas, Bolsonaro ainda citou a proxalutamida, que se tornou a nova ideia fixa do presidente nos últimos meses, afirmando que vai instruir o Ministério da Saúde a elaborar um estudo sobre a ação do fármaco contra covid-19.

A Proxalutamida foi desenvolvida na China para o tratamento de câncer de próstata e de mama, e também não tem eficácia comprovada contra o coronavírus. Um estudo citado pelo presidente para defender o remédio também já levantou suspeitas de fraude, segundo o jornal O Globo.

Bolsonaro ainda atacou a CPI da Pandemia, que tem investigado a gestão governamental da crise sanitária e suspeitas de corrupção na compra de vacinas envolvendo militares bolsonaristas e aliados do presidente.

"Querem derrubar o governo? Já disse, só Deus me tira daquela cadeira. Será que não entenderam que só deus me tira daquela cadeira", disse Bolsonaro.

Logo depois de falar com jornalistas, Bolsonaro foi para o aeroporto de Congonhas e seguiu num voo para Brasília. A agenda do presidente não mostra compromissos para este domingo e segunda-feira.

Internação

O presidente foi levado inicialmente para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, na madrugada da última quarta-feira, após sentir dores abdominais. Bolsonaro ainda vinha sofrendo há mais de uma semana com um quadro de soluço persistente. No mesmo dia, foi transferido para São Paulo.

Seu cirurgião, Antonio Luiz Macedo, disse que a obstrução está relacionada ao histórico de saúde do presidente, que inclui a facada que ele levou durante a campanha eleitoral de 2018 e as cirurgias subsequentes.

Esses procedimentos afetaram o intestino, que se tornou mais sensível a aderências, o que pode gerar obstruções com a ingestão de alimentos mais espessos e mal mastigados, disse o médico. Bolsonaro já passou por quatro cirurgias após o atentado de 2018.

Com a popularidade em queda vertiginosa, Bolsonaro explorou a internação de maneira midiática. As redes sociais de Bolsonaro mostraram fotografias do presidente prostrado no leito do hospital. Outras imagens divulgadas mostraram Bolsonaro caminhando sem máscara pelo hospital e cumprimentando outros pacientes.

Nas redes sociais, influencers bolsonaristas tentaram pintar o presidente de extrema direita como uma espécie de mártir e ainda espalharam mirabolantes teorias conspiratórias sobre o estado de saúde de Bolsonaro, sugerindo até que ele havia sido envenenado. As contas de Bolsonaro, controladas pelo seu filho, o vereador Carlos, também publicaram no período ataques à CPI da Pandemia e chegaram a ligar falsamente o PT ao ataque a faca que o presidente sofreu em 2018.

AtentadoÚltimas Notícias – Página: 1557 – Badalo

Bolsonaro foi alvo de um ataque com faca em 6 de setembro de 2018, quando participava de um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Após o atentado, ele fez uma cirurgia inicial na Santa Casa de Juiz de Fora e depois uma segunda, em São Paulo. Ele permaneceu três semanas internado e recebeu alta no final de setembro.

Em janeiro de 2019, já ocupando a presidência, ele foi novamente submetido a uma cirurgia para a retirada de uma bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal. Em setembro daquele ano, o presidente passou pela quarta cirurgia, desta vez para tratar uma hérnia que apareceu no local das intervenções anteriores.

O agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso logo depois do atentado. A investigação da Polícia Federal concluiu que Adélio agiu sozinho. Uma juíza também ordenou a quebra do sigilo de dados de celulares de Adélio.

Em maio de 2019, um juiz da 3ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora decidiu que Adélio Bispo não poderia ser punido criminalmente em razão de sofrer transtorno mental.

A decisão foi tomada com base em avaliações psiquiátricas, inclusive com uma entrevista feita por um médico indicado pela defesa de Bolsonaro.

O juiz do caso ainda aplicou em Adélio o mecanismo da "absolvição imprópria", previsto quando uma pessoa não pode ser condenada por ser inimputável, e determinou a internação do agressor por tempo indeterminado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS).

Bolsonaro, que desde o atentado alimenta dúvidas sobre as conclusões do inquérito da PF e costuma sugerir que Adélio fazia parte de uma conspiração, não apresentou nenhum recurso dentro do prazo contra a decisão.

A Gazeta Digital: Uma sucessão de facadas

27
Mai21

Bolsonaro teme crise, ele só vive nela

Talis Andrade

por Fernando Brito

- - -

Como os vírus oportunistas, Jair Bolsonaro só é capaz de fazer mal em situações onde a sociedade, por alguma crise que atravesse, baixe sua “resistência imunológica” e reduza sua capacidade de reação à sua ação maligna.

Já disse aqui, e faz tempo, que Bolsonaro é um elemento desagregador.

“À falta de ideias, programas e ações de governo, Bolsonaro tenta mover a sociedade a ódios, acusações e xingamentos”, algo dito antes da pandemia, desde que ela surgiu tornou-se uma evidência com a Covid-19.

Mais: ficou claro que essa é a estratégia com que conta para permanecer no poder, dentro ou mesmo fora da ordem democrática.

Bolsonaro quer ser herói como vítima: da quase expulsão do exército, do parlamento onde era um clown agressivo, dos ateus, dos comunistas, dos “abortistas”, dos gays, da facada em Juiz de Fora, de tudo o que imagina existir como conspiração de seus inimigos.

Isto é, de quase todo o mundo.

Sua valentia se expressa em ameaças contínuas, ainda que irrealizadas (e queira Deus, irrealizáveis), como um profeta louco, que acena tanto com o inferno – a “volta da esquerda” quanto com o Céu, lá onde o Brasil está acima de tudo e Deus acima de todos.

Todos os que sejam a favor deste Messias tosco que classifica todos os que não o seguem como servos de Satã.

Por isso, odeia todas as instituições de estado e as leis, que só devem ser invocadas e ter validade quando beneficiam o seu estranho conceito de “liberdade”: a do dinheiro, a do indivíduo e a da propriedade.

Onde toca, destrói o equilíbrio e as regras de convívio.

Agora, chegou a hora de “esticar a corda” com as Forças Armadas: espremer seus comandantes entre o comando paralelo de seus “comandantes informais”, os generais da reserva que reuniu em torno de si e a pressão do apoio que tem na baixa oficialidade e na infantaria policial-militar.

Bolsonaro não tem, nem mesmo nas Forças Armadas, apoio para um golpe de Estado. Mas tem – e ontem mostrou isso – condições de manter o país em “estado de golpe”, ansioso por saber que, além de permitirem a própria desmoralização, os militares brasileiros vão, como "seu" exército, ajudá-lo a extinguir a nossa democracia.

 

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