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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Out21

Sargento PMDF Osiel Alves da Silva espanca, enforca e aponta arma para assaltar empresária

Talis Andrade

homem ameaçando mulher

 

 
Uma empresária do Distrito Federal viveu momentos de terror após ser espancada, enforcada e permanecer sob a mira de uma pistola. O autor das agressões e ameaças é um sargento da Polícia Militar (PMDF), lotado no 17º Batalhão de Águas Claras. O episódio ocorreu dentro do escritório da vítima, no Riacho Fundo, na tarde dessa quarta-feira (13/10).
 

O PM, identificado como Osiel Alves da Silva, entrou no local para cobrar uma suposta dívida, estimada em R$ 40 mil. A vítima, que estava no escritório, afirmou não poder quitar o valor integral e sugeriu o parcelamento do passivo. Contrariado, o sargento discutiu com a mulher, exigindo a quantia em sua totalidade.

A discussão acalorada se transformou em agressão quando o militar disse que, então, levaria todos os objetos da sala comercial. Havia grande quantidade de moeda estrangeira, pedras preciosas e cheques de altos valores, além de aparelhos eletrônicos.

Enforcamento

Quando a empresária do ramo têxtil impediu a ação e tentou retirar o militar do escritório, teve início uma luta corporal. Com intuito de evitar que o dinheiro fosse levado, a mulher segurou a blusa do sargento, que reagiu torcendo os braços dela, jogando-a no chão e, depois, arrastando-a pelos cabelos.

Toda a violência foi registrada por câmeras do circuito interno de segurança instaladas nos vários ambientes do escritório. Já em uma antessala, o policial aplica um mata-leão na mulher, além de virá-la de costas e torcer os braços dela, dando a impressão de que a algemaria. Irritado, ele levanta a vítima pelos cabelos e chega a sacar a pistola, apontando a arma para a cabeça da empresária quando ela esboça uma reação de defesa.

Em seguida, o praça da PMDF recolhe dólares, euros, folhas de cheque preenchidos com altos valores, computador, celular e a bolsa da vítima, da marca Louis Vuitton. Antes de deixar o local, o policial trancou a empresária dentro da sala e levou a chave. Ela só conseguiu ser libertada alguns minutos depois, após chamar a atenção de funcionários que estavam em outro andar.

 

14
Out21

Subtenente da PMDF é investigado por participação em estupro coletivo

Talis Andrade

bombeiros socorrendo vítima

 

por Darcianne Diogo /Correio Braziliense
 
Uma jovem, 25 anos, foi vítima de estupro coletivo no sábado (9/10), no Setor 1 de Águas Lindas de Goiás (GO) — distante cerca de 50km de Brasília — durante uma festa que ocorria em uma casa. A mulher, que relatou ter sido ameaçada e violentada por seis homens, conseguiu fugir e pedir ajuda. Três tarados foram presos em flagrante. Um dos detidos é um subtenente do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) do Distrito Federal.
 

A vítima narrou aos populares que a socorreram que estava em uma festa em uma casa no município goiano quando foi ameaçada com uma arma de fogo e obrigada a entrar em um dos quartos da residência. Durante toda a madrugada, a jovem foi abusada sexualmente. Na manhã de sábado (9/10), ela teria aproveitado um momento de descuido dos agressores, vestido a camiseta de um dos suspeitos, que era do policial militar e conseguido fugir para pedir ajuda.

Os policiais militares do Estado de Goiás foram acionados e se deslocaram até o endereço onde ocorreu o crime. Os seis homens foram identificados e conduzidos até a 17ª Delegacia Regional de Águas Lindas. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO) atendeu a jovem e a encaminhou até o Hospital Municipal Bom Jesus. Como consta na ocorrência policial da Polícia Militar (PMGO), os policiais conversaram com a vítima na unidade de saúde após ela ter sido atendida e medicada. Depois, os policiais a levaram até à DP para reconhecimento.

Reconhecimento

Na unidade policial, a vítima reconheceu três dos seis violentadores, incluindo o subtenente da PMDF. O Correio apurou que a arma utilizada para ameaçar a vítima era do policial militar. O armamento foi recolhido pela autoridade de polícia judiciária, pois o mesmo não apresentou o registro e nem o porte de arma. A jovem foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização de exames.Prefeitura do Recife lança campanha contra machismo nas redes sociais |  Pernambuco | G1

 

O subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Irineu Marques Dias e mais cinco homens se revezaram para estuprar uma jovem de 25 anos, em Águas Lindas de Goiás, Entorno do DF. A violência sexual teria ocorrido no último sábado (9/10). As informações são do depoimento prestado pela jovem à polícia.

Além do militar, a moça identificou outros dois acusados de cometer os abusos: Thiago de Castro Muniz e Daniel Marques Dias. Ainda de acordo com o apurado pela polícia, Irineu estava em horário de serviço no momento em que a mulher foi violentada.

09
Out21

"Nada está tão ruim que não possa piorar", Bolsonaro

Talis Andrade

Image

Juliana Dal Piva no Twitter
 
 
Hoje foi um grande dia para 2 ministros brasileiros. Damares ( "DH"): "A gente tem que decidir, a prioridade é a vacina ou é o absorvente?" Queiroga (Saúde): “Eu vou fazer uma lei obrigando as pessoas a usar preservativo? Imagina.”Image
O senador Marcos Rogério faz longa defesa de que foi o gov federal que comprou as vacinas. Só esqueceu, por ex, que o governo pediu SÓ 10% das doses ao consórcio Covax. Eles pretendiam vacinar apenas a pop do grupo de risco. Nem vou falar da Pfizer...
Sobrinho de Bolsonaro falou que ia matar, diz homem que evitou feminicídio. Em entrevista para a coluna, ele falou das agressões. Nos processos, as mulheres relatam intimidação com armas, tiro, agressões, afogamento e vítimas arrastadas pelos cabelos.
O empresário Orestes Bolsonaro Campos, 39 anos, responde a dois processos na Justiça de São Paulo por episódios violentos contra mulheres com quem ele se relacionou e um companheiro de uma delas. Sobrinho do presidente Jair Bolsonaro, ele é conhecido como "Orestinho" e se tornou réu em um caso de lesão corporal e em outro por "homicídio qualificado tentado - feminicídio".Image
"Nada está tão ruim que não possa piorar". Bolsonaro, Jair.
Preciso concordar.
Este ano, depois de muito falar das investigações dela, decidi fazer um perfil da Ana Cristina. Vida e obra. 
A advogada Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro - Marcel Lisboa/UOL
A advogada Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro
 
Image
Gravações inéditas apontam o envolvimento direto de Jair Bolsonaro
em esquema ilegal de entrega de salários de assessores quando era deputado federal. É a 1ª vez que um ex-funcionário aponta a relação direta dele.

rachadinha _jbosco.jpg

 

 
 
 
07
Ago21

Justiça para Daiane Kaingáng

Talis Andrade

 

Daiane Griá Sales. Foto: reprodução

Manuela
@ManuelaDavila
Basta de violência contra as mulheres! Na última quarta-feira, a adolescente de 14 anos, Daiane Kaingáng (foto), foi vítima de um crime bárbaro na Terra Indígena do Guarita, em Redendora, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Exigimos justiça! #vidasindigenasimportam

feminicídio mulher feminismo.jpg

Levantamento do Instituto Sou da Paz aponta q, nos últimos 20 anos, 51% das mulheres vítimas de violência letal foram mortas por armas de fogo. 70,5% eram negras, 51,8% tinham até 29 anos e 43% moravam no nordeste. O aumento de armas em circulação no país é um risco às brasileiras

Maria do Rosário
@mariadorosario
A violência política de gênero agora é crime. Uma Lei fundamental, principalmente em um parlamento marcado por esta violência. É simbólico q se produza uma Lei que responsabilize agressores, em qualquer âmbito. Nenhuma violência será tolerada! #EquipeMR

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06
Ago21

Manifesto das Mulheres Indígenas do Brasil contra a barbárie cometida à jovem Daiane Kaingang, de 14 anos

Talis Andrade

Daiane Griá Sales. Foto: reprodução

Na Apib

A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), viemos por meio deste manifesto repudiar e denunciar o crime de barbárie cometida na tarde desta quarta-feira (04), no Setor Estiva, da Terra Indígena do Guarita, no município de Redentora, contra a jovem de apenas 14 anos, Daiane Griá Sales, indígena Kaingáng, moradora do Setor Bananeiras da Terra Indígena do Guarita. A jovem Daiane foi encontrada em uma lavoura próxima a um mato, nua e com as partes inferiores (da cintura para baixo) arrancadas e dilaceradas, com pedaços ao lado do corpo.

Temos visto dia após dia o assassinato de indígenas. Mas, parece que não é suficiente matar. O requinte de crueldade é o que dilacera nossa alma, assim como literalmente dilaceraram o jovem corpo de Daiane, de apenas 14 anos. Esquartejam corpos jovens, de mulheres, de povos. Entendemos que os conjuntos de violência cometida a nós, mulheres indígenas, desde a invasão do Brasil é uma fria tentativa de nos exterminar, com crimes hediondos que sangram nossa alma. A desumanidade exposta em corpos femininos indígenas, precisa parar!

Estamos aqui, reivindicando justiça! Não deixaremos passar impune e nem nos silenciarão. Lutamos pela dignidade humana, combatendo a violência de gênero e tantas outras violações de direitos. As violências praticadas por uma sociedade doente não podem continuar sendo banalizadas, naturalizadas, repleta de homens sem respeito e compostura humana, selvageria, repugnância e macabrismo. Quem comete uma atrocidade desta com mulheres filhas da terra, mata igualmente a si mesmo, mata também o Brasil.

Mas saibam que o ÓDIO não passará! Afinal, a violência praticada não pode passar impune, nossos corpos já não suportam mais ser dilacerados, tombado há 521 anos. Que o projeto esquartejador empunhado pela colonização, violenta todas nós, mulheres indígenas há mais de cinco séculos.

Somos 448 mil Mulheres Indígenas no Brasil que o estrupo da colonização não conseguiu matar e não permitiremos que a pandemia da violência do ódio passe por cima de nós.
Parem de nos matar! A cada mulher indígena assassinada, morre um pouco de nós.

Vidas indígenas importam. Gritaremos todos os dias, a cada momento, vidas indígenas importam. E a vida de Daiane importa. Importa para sua família, para seu povo. Importa para nós mulheres indígenas.

Somos todas Daiane Griá Kaingang!
Exigimos justiça!

06
Ago21

Jovem Kaingang é assassinada e tem corpo mutilado em reserva indígena no Noroeste do RS

Talis Andrade

A adolescente kaingang Daiane Sales, de 14 anos, assassinada dentro da reserva ndígena em Redentora

A adolescente kaingang Daiane Sales, de 14 anos, assassinada dentro da reserva ndígena em Redentora RS

 
Daiane Griá Sales, de 14 anos, foi encontrada em meio a uma lavoura na maior reserva do estado, a Terra Indígena do Guarita, em Redentora
 
 
por Gilson Camargo /Extra Classe
- - -
O assassinato da adolescente Kaingang Daiane Griá Sales, de 14 anos, provocou revolta e apreensão nas comunidades da Terra Indígena do Guarita, no município de Redentora.
 
A reserva de 24 mil hectares que ocupa parte dos territórios de Redentora, Tenente Portela, Erval Seco e Miraguaí, no Noroeste gaúcho, foi redemarcada em 1997 e abriga mais de 7 mil indígenas em 16 setores Kaingang e dois da etnia Guarani.
 
Maior terra indígena do estado, a reserva é alvo constante de violências e ameaças externas ao aldeados devido à disputa por terras e de violência sexual contra crianças e adolescentes.Reserva é alvo constante de violências e ameaças externas ao aldeados devido à disputa por terras e de violência sexual contra crianças e adolescentes
Reserva é alvo constante de violências e ameaças externas ao aldeados devido à disputa por terras e de violência sexual contra crianças e adolescentes

 

 

Não há informações sobre a autoria ou a motivação para o assassinato da adolescente.

Seu corpo foi encontrado na tarde de quarta-feira, 4, em meio a uma lavoura, parcialmente dilacerado e teve órgãos retirados.

Ela foi identificada nesta quinta-feira, 5.

A polícia civil do município instaurou inquérito e está interrogando testemunhas e familiares.

O delegado Vilmar Schaefer, da delegacia de polícia local informou apenas que está investigando crime como homicídio com ocultação de cadáver.

Ela morava com a família no setor Bananeiras da reserva do Guarita. A suspeita é que a jovem tenha sido assassinada em outro local e seu corpo levado até a terra lavrada onde foi encontrado por moradores, próximo a um matagal, no Setor Estiva.

“O caso é complexo. Autoria e motivação ainda desconhecidos. Todos os esforços estão sendo envidados para a elucidação do fato. Estamos diante de um homicídio. Apuramos ainda se, no contexto, houve eventual crime de natureza sexual e/ou ocultação de cadáver”, disse Schaefer.

Violência contra povos indígenas

“A violência que se pratica contra indígenas se intensifica na medida em que se proliferam os discursos de ódio e intolerância contra os povos em âmbito nacional.

Lamentavelmente os jovens, especialmente meninas, têm sido vítimas preferências de homens perversos, assassinos e estupradores. Exige-se justiça e medidas de proteção aos territórios e aos direitos dos povos  indígenas”, protestou Roberto Liebgott, coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi Sul).

Em comunicado, o Cimi Sul diz esperar que a Funai e os órgãos de investigação federais “promovam ações no sentido de coibir as violências e responsabilizem os agressores e criminosos, bem como averiguem e identifiquem se os crimes estão vinculados com a intolerância e o racismo contra os povos indígenas”.

A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) qualifica o massacre praticado contra a jovem de “crime bárbaro” e alerta que “a desumanidade exposta em corpos femininos indígenas precisa parar”.

Levante Feminista Contra o Feminicídio no RS, que implementa a campanha Nem Pense em Me Matar, denunciou que o 50º feminicídio do ano no estado foi praticado “com os priores requintes de crueldade” e lembrou que “a impunidade e a normalização das mortes das mulheres está transformando tragédias em fatos comuns de nossas vidas”.

A Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) se manifestaram sobre o crime que qualificaram como “bárbaro”.

“A violência contra os povos indígenas tem se intensificado a cada dia. Assassinam nossos jovens, nossas mulheres, nossas lideranças; roubam nossas terras e querem tirar nossos direitos. A violência contra as mulheres indígenas é intensa desde a invasão portuguesa. Mulheres que são a vida do nosso povo, mulheres que curam, mulheres guerreiras”, diz o comunicado.

A Apib informa que em conjunto com todas as organizações regionais de base, repudiou a violência contra mulheres indígenas e exige justiça. “Não podemos aceitar que nossas vidas continuem sendo ceifadas, e que nossos direitos sejam retirados, ainda mais quando falamos do nosso direito maior, o direito à vida”.

 

 
06
Ago21

Operação Margarida é deflagrada pela Polícia Civil para combater violência contra mulher. Que seja elucidado o bárbaro assassinato da adolescente Daiane Kaiangáng

Talis Andrade

A adolescente kaingang Daiane Sales, de 14 anos, assassinada dentro da reserva ndígena em Redentora

Adolescente Daiane Griá Sales, 14 anos, estuprada e eviscerada

 

Mais de 130 ordens judiciais são cumpridas em 163 cidades gaúchas.  E Daiane Griá Sales, de 14 anos, esquecida em meio a uma lavoura na maior reserva do estado, nua e com as partes inferiores (da cintura para baixo) arrancadas e dilaceradas, com pedaços ao lado do corpo na Terra Indígena do Guarita, em Redentora

 

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira a segunda fase da operação Margarida, alusiva ao mês de agosto no qual se celebra o advento de 15 anos de publicação da Lei Maria da Penha. Estão sendo cumpridos 82 mandados judiciais de busca e apreensão e outros 51 mandados de prisão por 186 agentes em 163 cidades gaúchas. O objetivo é combater a violência doméstica e familiar contra a mulher em várias regiões do Rio Grande do Sul.

A coordenação é da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam) da Polícia Civil. A ação tem a participação de 23 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) e de outras 140 delegacias. Na ação, os policiais civis estão verificando também 273 disque-denúncias de violência doméstica.

Segundo a diretora da Dipam, delegada Jeiselaure Rocha de Souza, a operação Margaridas demonstra “o compromisso da Polícia Civil no enfrentamento da violência contra a mulher, com esse olhar voltado para a importância do atendimento acolhedor e humanizado para a vítima, mas também com a repressão qualificada dos crimes, com a certeza de que não haverá impunidade aos agressores”.

Já a diretora do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis, delegada Caroline Bamberg Machado, destacou o aumento significativo das operações policiais no âmbito da violência doméstica, bem como as ações de prevenção. Na avaliação dela, as ações “são fundamentais para que as vítimas sintam confiança em denunciar seus agressores e romper o ciclo de violência”.

Para a Chefe de Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, a operação Margarida marca uma realidade diferente de 15 anos atrás. “Amanhã completamos mais um aniversário da Lei Maria da Penha e sem ela não seria possível ações que propiciassem efetivamente a proteção integral da vítima e a criminalização do autor", ressaltou.

"Apesar da lei e suas inovações constantes, continuamos contabilizando diariamente mortes de mulheres simplesmente pela questão de gênero”, acrescentou a delegada Nadine Anflor. "A cultura sexista precisa ser enfrentada, não só com a punição dos autores dos crimes, mas também com uma mudança de olhar sobre a violência doméstica”, complementou.

A delegada Nadine Anflor defendeu que “nosso dever é seguir trabalhando na identificação dos autores para que a punição efetivamente ocorra e paralelamente a isso, com ações de repressão como as de hoje, impedir que novas mulheres sejam agredidas". Para ela, é "primordial a atuação operacional efetiva no enfrentamento à violência doméstica, aliando a qualidade das investigações criminais com ações policiais planejadas e bem executadas”. 

A primeira fase da Operação Margaridas ocorreu em 1º de julho deste ano com a ação de 521 agentes na apuração de 588 disque-denúncias, sendo instaurados 3.876 inquéritos e remetidos 4.357 procedimentos ao Poder Judiciário. Na ocasião, os policiais civis executaram 164 cumprimentos de mandados de busca e apreensão e 129 prisões preventivas, efetuando 104 prisões flagrante e realizando 4.629 atendimentos às vítimas como forma de prevenção e informação.

Violência sexual contra crianças e adolescentes

O assassinato da adolescente Kaingang Daiane Griá Sales, de 14 anos, provocou revolta e apreensão nas comunidades da Terra Indígena do Guarita, no município de Redentora. A reserva de 24 mil hectares que ocupa parte dos territórios de Redentora, Tenente Portela, Erval Seco e Miraguaí, no Noroeste gaúcho, foi redemarcada em 1997 e abriga mais de 7 mil indígenas em 16 setores Kaingang e dois da etnia Guarani. Maior terra indígena do estado, a reserva é alvo constante de violências e ameaças externas ao aldeados devido à disputa por terras e de violência sexual contra crianças e adolescentes.

30
Jul21

Empresário agressor da esposa, ameçou Lula de morte e tem o segundo perdão de promotora

Talis Andrade

Capitão, você não está sozinho": quem é o bolsonarista que ameaçou Lula em  tiro ao alvo

 

por Benildes Rodrigues

Parlamentares da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara reagiram com veemência, nesta quinta-feira (29), à decisão da promotora Maria Paula Machado de Campos, da comarca de Artur Nogueira, no interior de São Paulo, que pede arquivamento da ação impetrada pelos advogados do ex-presidente Lula contra o empresário José Sabatini. Na decisão, a promotora classificou a ameaça de morte feita pelo empresário contra o presidente Lula de “livre manifestação do pensamento”.

“Promotora de SP alega “polarização política” para tentar justificar calúnia e ameaças que homem armado fez a Lula em redes sociais. Não é só absurdo, é apologia ao crime o que ela faz. Como pode o Ministério Público defender ódio e violência? O Brasil quer mudar, quer paz e democracia”, afirmou a presidenta Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) pelas redes sociais.

Fascismo judicial

Em suas alegações, a promotora Maria Paula diz que a ameaça do empresário se deu no contexto brasileiro de “intensa polarização política da sociedade, com a multiplicação de notícias veiculadas pela mídia diariamente, sobre todo tipo de tema”, e que não é de se estranhar que Sabatini tenha “se deixado comover pelo atual momento político do país”, o que, segundo ela, não faz dele um criminoso.

Ao comentar o fato, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que a promotora agiu com dois pesos e duas medidas, e ainda ironizou: “Ameaça de morte virou ‘liberdade de expressão’ para uma promotora de Justiça”.

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), setores do Judiciário seguem perseguindo Lula. “Em manifestação na ação de Lula contra o empresário José Sabatini, que gravou vídeo ameaçando-o com um revólver, a promotora Maria Paula Machado de Campos requereu a rejeição da queixa-crime, afirmando que o acusado agiu por comoção”, criticou o parlamentar gaúcho.

Bolsonarista e agressor de mulheres

No vídeo divulgado em março deste ano, o empresário, apoiador radical de Jair Bolsonaro, usa camisa e bandeira do Brasil e uma arma em punho. Sabatini usa uma mentira difundida pela internet sobre suposto “roubo de R$ 84 milhões” do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) para ameaçar Lula.

Ele xinga o ex-presidente e diz: “Não tenta transformar o meu país numa Venezuela. Eu vou derramar meu sangue, mas vou lutar por meu país. Está entendendo o recado? A minha parte eu vou fazer. […] Você vai ter problema, hein cara”, diz Sabatini, mostrando a arma em sua mão.

Advogados de Lula entraram com ação pedindo o pagamento de R$ 50 mil referentes a danos morais para efeitos pedagógicos.

Sabatini já havia sido investigado em 2010 pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no âmbito da Lei Maria da Penha, após a agredir a ex-esposa.
A promotoria, no entanto, arquivou o inquérito seis meses depois alegando “versões contraditórias entre as partes”, mesmo com um laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovando que a mulher foi agredida.

Covarde agressor da esposa

Por Ivan Longo

Em dezembro de 2010, José Sabatini e sua ex-esposa, Antonieta Sabatini, entraram em uma discussão sobre a venda de um imóvel e o bate-boca teria resultado na agressão física. No boletim de ocorrência, a mulher relatou que o empresário a desferiu golpes no braço, no pescoço e na cabeça. O filho do casal, Amilcar Sabatini, teria tentado, inclusive, intervir para defender a mãe.Empresário que ameaçou Lula foi alvo de intimação no âmbito da Lei Maria da Penha

Laudo do IML comprovou que Antonieta sofreu agressões leves

 

À polícia, o empresário afirma que ele, na verdade, teria sido agredido pela esposa e pelo filho. Antonieta foi atendida no Pronto-Socorro Municipal de Artur Nogueira e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), que comprovaram lesões motivadas por agressão. O empresário, apesar de recomendado a fazê-lo, entretanto, não fez o exame de corpo de delito para comprovar sua versão.

À época das investigações, Santini ficou proibido de se aproximar a ex-esposa, de seus familiares de sua residência.Empresário que ameaçou Lula foi alvo de intimação no âmbito da Lei Maria da Penha

Ao arquivar o processo, o MP informou que “há nos autos apenas as versões contraditórias das partes envolvidas, não se podendo aferir quem está retratando fielmente a verdade do ocorrido e qual delas visa apenas deturpar a dinâmica dos fatos, não se logrando esclarecer qual dos envolvidos iniciou as agressões e quais deles apenas se defendeu dos ataques perpetrados”.

24
Jul21

Senador sobre mulher que apanhou de policial: “eu sei lá o que ela tava fazendo para merecer dois tapa” (vídeo)

Talis Andrade

benett.jpg

 

 

Agência Saiba Mais - Em vídeo que está sendo compartilhado em grupos de WhatsApp, o capitão da PM Styvenson Valentim (Podemos-RN), que foi eleito senador na onde direita volver de Bolsonaro, diz que a mulher agredida por um policial militar no Rio Grande do Norte, neste mês de julho, pode ter merecido a agressão. Os policiais que participaram da operação já foram afastados por determinação da governadora Fátima Bezerra, e a Polícia Militar, que existe para servir e proteger o povo, abriu inquérito administrativo para apurar a conduta dos agentes odientos.

A frase completa do capitão está transcrita a seguir, com todos os erros (linguísticos, morais, éticos e humanos):

“Me pegaram em uma entrevista e disseram: capitão o caba deu na mulher com uma criança… e não sei nem o que, não sei nem o que…. e eu disse: amigo, eu num tava na ocorrência. Eu num tava. Eu não sei como foi. Como eu vou dar uma explicação de uma coisa que eu… Pelo vídeo aí, eu tô vendo que ele está dando dois tapa na mulher… uns tapa aí bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer os tapa, porra. Será se ela estava calada, rezando… o Pai Nosso para levar dois tapa? Eu num sei, porra… eu num sei!”

Vivi Reis deputada federal
NOJO! O senador Styvenson Valentim (PODEMOS/RN), saiu em defesa do agressor Dj Ivys e afirmou que não pode julgar um homem que agride uma mulher se não souber o que a mulher fez pra “merecer uns BONS TAPAS”. O machismo, a misoginia e a violência são regras do bolsonarismo!
 
 
11
Jul21

Wassef, advogado dos Bolsonaro, manteve a jornalista Luísa Martins presa em um carro, "para reclamar de uma matéria"

Talis Andrade

Image

O todo poderoso advogado de porta de palácio Frederick Wassef forçou a jornalista Luísa Martins ir até um luxuoso carro. 

Espero que não seja a Land Rover preta modelo 2009/2010, que o presidente comprou por 50 mil, "embora o veículo, na época, fosse avaliado em cerca de R$ 77 mil".  

Luísa Martins solidária com a jornalista Juliana Dal Piva, ameaçada de morte por Wassef, relembra:

“Embora assustador, o comportamento de Wassef infelizmente não surpreende: em 1º de outubro de 2019, ele foi até a porta do STF e me coagiu a entrar no carro dele para reclamar de uma matéria. Não é fato isolado. Minha solidariedade à incrível repórter @julianadalpiva”, escreveu a jornalista do Valor Econômico.

Em sua conta no Twitter, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que Wassef deveria ser preso. Segundo o senador, que foi delegado por 17 anos, “ameaçar uma jornalista (Juliana Dal Piva) que está fazendo seu trabalho é coisa de marginal. E lugar de marginal é na cadeia”.

Felipe Santa Cruz
@felipeoabrj
Minha solidariedade à jornalista . Vou determinar que a corregedoria da OAB apure o fato ocorrido e tome as medidas necessárias.
 
Cárcere privado
Anjo' Wassef vira homem bomba no laranjal – Correio do Brasil

Frederick Wassef sequestrou e manteve Luísa Martins em cárcere privado.

Tribunal de Justiça do Distrito Federal define: "Trata-se de crime contra a liberdade pessoal, previsto no artigo 148 do Código Penal, cujo objetivo é garantir a livre locomoção das pessoas. 

O mencionado artigo descreve a conduta criminosa como o ato de privar alguém de sua liberdade através de sequestro ou cárcere privado.

A expressão cárcere privado decorre do verbo encarcerar, que significa deter, ou prender alguém indevidamente e contra sua vontade.

No crime de cárcere privado, a vítima quase não tem como se locomover, sua liberdade fica restrita a um pequeno espaço físico".

Leia sobre crimes contra a liberdade pessoal, e de constrangimento ilegal aqui 

José Nabuco Filho adverte: "O sequestro e cárcere privado é crime permanente".Anjo" Wassef vira 'homem bomba' no laranjal - Vermelho

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