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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Ago21

Os “facilitadores” no governo Bolsonaro

Talis Andrade

 

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por Cristina Serra

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A maior concentração de vigaristas por metro quadrado da Esplanada gravitou (gravita?) em volta do ministério da Saúde no momento em que mais precisávamos de gente séria e especializada para salvar as nossas vidas e as de nossos parentes e amigos. 

Os holofotes da CPI da Covid no Senado jogaram luz sobre novos personagens, mostrando como se conectam as engrenagens de um submundo de crimes e trambiques em torno das grandes compras e aquisições do governo Bolsonaro. Constata-se que havia um ministério subterrâneo, operado por “facilitadores”, autodefinição de Airton Soligo, assessor do então ministro Eduardo Pazuello. 

Soligo – que tem o sugestivo apelido de Cascavel – atuou durante dois meses sem nomeação oficial, sem agenda pública, sem assinatura de atos. Uma atuação clandestina e muito conveniente para quem não quer deixar rastro nem prestar contas a ninguém, a não ser ao chefe.

Outro “facilitador” é o reverendo Amilton Gomes de Paula, que abria portas com impressionante facilidade e rapidez para negociar vacinas de vento. O repórter Lúcio de Castro, da agência de jornalismo SportLight, mostrou que Amilton tem conexões com uma complexa rede de entidades fantasmas. 

Uma delas, aberta na Flórida, nos EUA, registrou como diretores Bolsonaro, seu vice, Hamilton Mourão, o ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva e um certo tenente coronel capelão Roberto Cohen. Tem todo jeito de ser picaretagem. A presidência deve explicações, mas até agora não se manifestou.

O enredo de terror tem ainda mais um militar, o coronel Marcelo Blanco, que deixou o ministério, criou uma empresa de representação na área médica e também facilitou um atalho para o notório cabo Dominguetti. Tais personagens ajudam a explicar como chegamos a ter quatro mil brasileiros mortos por dia de Covid. Hoje, ainda choramos mil mortes diárias. É como se quatro aviões caíssem todos os dias. Sem nenhum sobrevivente. 

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13
Jun21

Bolsonaro e o gabinete da morte

Talis Andrade

Vídeo reforça a tese da CPI da Covid sobre a existência de gabinete  paralelo no Planalto para tratar de pandemia | Jornal Nacional | G1Decidiam e mandavam Pazuello fazer', diz Omar sobre gabinete paraleloMédica que atua em CG participou de reunião do "gabinete paralelo" com  Bolsonaro | Paraíba JáGOVERNO GENOCIDA COLOCA EM RISCO A VIDA DA CLASSE TRABALHADORA - Sintsprev  MG

por Cristina Serra

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Desde o começo da pandemia, Bolsonaro fez o que pôde para que os brasileiros acreditassem na cilada da cloroquina e continuassem saindo às ruas, como gado a caminho do matadouro. A aposta foi na imunidade de rebanho. Nada de parar a economia ou planejar a compra de vacinas. Novas provas desse crime surgiram nos últimos dias em vídeos de conteúdo estarrecedor.

Para que o intento criminoso fosse bem sucedido, seria preciso arregimentar um bando de vigaristas que desse credibilidade à fraude do “tratamento precoce”. É exatamente isso que o vídeo publicado pelo site Metrópoles comprova, ao mostrar uma reunião do tal “gabinete paralelo”, que, mais apropriadamente, deveria se chamar “gabinete da morte”.

Na reunião, o virologista Paolo Zanotto fez ressalvas às vacinas, recomendando que Bolsonaro tivesse “cuidado enorme” com elas. Foi dele também a sugestão para que os membros do grupo não fossem expostos à “popularidade”. Deveriam agir à “sombra”. Nessa ocasião, ofertas de vacinas da Pfizer jaziam sem resposta em computadores da Esplanada. 

Em outro vídeo que circula em redes sociais, Arthur Weintraub, ex-assessor de Bolsonaro, se vangloria de ter recebido do presidente a missão de formar o gabinete paralelo. Foi assim: “Magrelo, você que é porra louca (…) vai lá e estuda isso daí [ a pandemia]”. Ele conta, ainda, como informava o chefe: “Mando [artigos] no zap”. Outro médico que prestou serviços ao covil do Planalto foi Luciano Azevedo que, segundo Weintraub, tem uma “networking” da hidroxicloroquina, conforme vídeo divulgado nesta Folha.

Arthur Weintraub é um tipo tão reles quanto o irmão mais famoso, Abraham, ex-ministro da Educação. Delirante, disse em rede social que não gosta de usar máscara porque é um “broche do partido comunista”. O “gabinete da morte” reuniu o que há de pior na medicina para conspirar contra o povo brasileiro. Sua atuação configura formação de quadrilha e permite caracterizar com clareza o comando desse genocídio.

 

 

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