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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

19
Mar22

Impunidade incita violência política contra mulheres

Talis Andrade

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O Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos

 

por Vanessa Grazziotin /Vermelho

Na última segunda-feira, 14 de março, completaram-se quatro anos do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco. Quatro delegados passaram pelo caso, apenas duas pessoas foram presas, mas nada de chegar aos mandantes.

O silêncio das autoridades diante da falta de solução é chocante, mas, infelizmente, faz parte do modus operandi quando se trata da violência contra a mulher, incluindo a violência política de gênero. Vivemos num país com uma taxa de 4,8 assassinatos em 100 mil mulheres. O Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Em 2020 houve um aumento de 22% da ocorrência desse tipo de crime: entre março e agosto, um feminicídio era cometido a cada nove horas. Já no primeiro semestre de 2021, os assassinatos de mulheres atingiram o maior patamar desde 2017, somando pelo menos quatro por dia.

Esses números são cruéis, mas a realidade é ainda pior. O Relatório Mundial sobre a Desigualdade de Gênero de 2020, compilado pelo Fórum Econômico Mundial, avaliou países e territórios segundo a desigualdade de gênero em quatro setores: política, economia, saúde e educação. A conclusão é a de que a política continua a ser a área onde se verificam menos progressos. Sobre o Brasil, especificamente, o estudo afirmou: “A falta da atribuição de poder político às mulheres é o quesito que mais atrapalha o desempenho global do Brasil”.

As violências a que somos submetidas, física, psicológica, econômica e política de gênero mantém as mulheres afastadas da vida pública. E quando elas ousam a romper com esse paradigma enfrentam as situações mais difíceis: desvalorização, assédio e até assassinato, como foi o caso de Marielle Franco.

Em geral, os homens que cometem essa violência não são punidos. No máximo uma nota de repúdio, uma advertência, uma breve suspensão quando se trata de parlamentares e fica por isso mesmo. Entre os muitos exemplos, Manuela D´Ávila continua, há anos, sendo vítima da violência política de gênero, diariamente. A ex-presidente Dilma Rousseff é outra vítima, sem que os agressores sejam punidos.

O caso da deputada Isa Penna (SP), assediada pelo deputado Fernando Cury durante uma sessão da Assembleia Legislativa (Alesp) é outro exemplo. Ele foi afastado por 180 dias, mas não perdeu o mandato. Recentemente, outro deputado de São Paulo publicou áudios dizendo que as mulheres ucranianas eram fáceis porque são pobres. Vários pedidos de cassação foram feitos na Alesp, mas será uma surpresa se ele for cassado.

As violências a que somos submetidas, física, psicológica, econômica e política de gênero mantém as mulheres afastadas da vida pública.

A impunidade é a regra e contribui para a continuidade das agressões. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados foi criado há 21 anos e nunca puniu um único caso de violência contra parlamentares mulheres, segundo levantamento feito pela pesquisadora Tássia Rabelo, doutora em Ciência política e professora da Universidade Federal da Paraíba. O Conselho de Ética analisou nesse período, nove casos, e todos foram arquivados. Nas câmaras de vereadores, inúmeros casos são noticiados e muitos mais sequer são denunciados.

Nas eleições temos a cota obrigatória de 30% nas chapas parlamentares, mas a maioria das candidatas não recebem o mesmo tratamento que os candidatos homens, em estrutura de campanha, recursos financeiros e prioridade na eleição. Em campanha ou eleitas, sofrem ameaças, xingamentos e são desmerecidas, submetidas a questionamentos sobre a vida privada, aparência física, forma de se vestir e assédio sexual.

Precisamos urgentemente alterar essa realidade para garantir a maior presença das mulheres na política. A Lei 14.192, já em vigor, define e pune a violência política contra a mulher. Fazer cumprir a lei é um grande desafio, ela precisa ser divulgada e sair do papel. Determina que “estão proibidas a discriminação e a desigualdade de tratamento por gênero ou raça em todas as instâncias de representação política e no exercício de funções públicas”. Assediar, humilhar, perseguir ou ameaçar mulheres para dificultar sua campanha ou o exercício do mandato agora é crime, com pena de um a quatro anos de reclusão e multa.

É uma ótima lei, representa o reconhecimento e a tipificação da violência política de gênero. As mulheres precisam saber que a lei existe e denunciar. Cabe fazer cumprir e aplicar as penas, não deixando que a impunidade a desmoralize. As autoridades podem começar respondendo à pergunta “Quem mandou matar Marielle Franco” e punindo exemplarmente os culpados.

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14
Fev22

O “capitólio” de Bolsonaro

Talis Andrade

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por Cristina Serra

Bolsonaro apresentou, nos últimos dias, pequena mostra de como será sua campanha à reeleição. Dá para identificar três eixos muito bem coordenados. Um deles é o discurso e a produção de símbolos para arregimentação de suas bases. Nisso, merecem destaque sua imagem em um clube de tiro e os palavrões, emitidos em estudado tom de desabafo, em comício, no Nordeste.Image

Também voltaram os ataques golpistas ao sistema eletrônico de votação e deturpações, como a expressão “ditadura das canetas”, em evidente alusão às decisões de ministros do STF. Misturadas a muitas baboseiras, proliferam ameaças explícitas, como a que foi feita por Eduardo Bolsonaro: “(…) a gente vai dar um golpe que a gente vai acabar com o Lula”. São apitos para mobilizar os cães de guerra.

Um segundo eixo é tentar inundar a sociedade com mais armamento e munição, como se pode notar na proposta de “anistia” para quem tem armas em situação irregular. É o anabolizante que vem apascentando (não apenas) milícias e facções bolsonaristas. Por último, há a engrenagem digital do ódio, operada de dentro do governo.

Essas dimensões convergem para promover a violência em escala individual e coletiva, num ciclo multiplicador e permanente de tensões sociais. Esse é o terreno onde grassaram o nazismo e o fascismo. Não é à toa que a defesa do nazismo surge com aparente naturalidade em um podcast com milhões de seguidores.

Nada é aleatório. É perceptível um método de propagação e reverberação de ondas de fúria, que degradam os valores da civilidade e sedimentam a brutalidade e a estupidez como referências para o convívio social e a resolução de conflitos cotidianos.

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Bolsonaro age com desenvoltura no pântano e é assim que ele imagina enfrentar Lula, chegar ao segundo turno e vencer. Se não der certo, restará o delírio de insuflar algo semelhante ao “capitólio” de Trump, nos EUA. A turbulência está só começando. Apertemos os cintos.

 
06
Jan22

Vacinação das crianças é esperança para 2022

Talis Andrade

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Por Vanessa Grazziotin /Brasil de Fato


O ano se inicia e temos esperanças de que ele seja melhor. A aprovação da vacina para crianças de 5 a 11 anos, após pedido da Pfizer, é uma grande notícia. Tivéssemos um governante sério, as crianças já estariam sendo vacinadas. Mas a irresponsabilidade com a saúde da população continua sendo marca desse governo.

Além de retardar a imunização das crianças, o Ministério da Saúde não tem nenhum controle sobre o número de infectados pela variante ômicron. As plataformas que consolidam as informações dos estados foram hackeadas e o governo não consegue resolver o problema. Com isso, o diagnóstico sobre a circulação da variante no Brasil está prejudicado pela subnotificação de casos.

O que sabemos são as informações da imprensa que identificou aumento expressivo de contaminados nos testes realizados em farmácias, por livre e espontânea procura das pessoas que estão com sintomas. São tantos que os testes já estão faltando.

O governo não faz testagem para isolar os casos positivos, possibilitando a livre e acelerada circulação do vírus. A expectativa, infelizmente, é que o número de casos exploda após as festas de fim de ano, com a possibilidade de um novo colapso no sistema de saúde.

Motivo de comemoração, a vacina para as crianças virou preocupação, pois o negacionismo do presidente da República foi além do imaginável. Expôs os técnicos da Anvisa, ameaçou divulgar os nomes dos que aprovaram, insuflando a orda de bolsonaristas, que passaram a ameaçar de morte os profissionais da Agência de saúde.

Outra medida absurda Ministério da Saúde é a exigência de atestado médico, ainda não descartada, que dificultaria muito o acesso da população mais pobre ao imunizante. E também um termo de responsabilização dos pais. São tantas declarações e medidas inapropriadas que o STF (Supremo Tribunal Federal) exigiu do governo uma explicação.
 
Respaldada pelos cientistas e pelas sociedades de medicina, a Anvisa mantém sua decisão, e Bolsonaro, cada dia mais isolado, sofre derrotas de todos os lados. Governadores e prefeitos, respaldados pelo STF (Supremo Tribuna fl Federal), declararam que vão iniciar a vacinação independente do que faça o Ministério da Saúde.

Com a vacinação das crianças, o reforço para os adultos, a testagem em massa, a manutenção dos cuidados sanitários, já poderíamos ter vencido a pandemia, não fossem as atitudes criminosas desse governo.

Felizmente, teremos eleição nesse ano e, com a mobilização da sociedade, vamos derrotar o negacionismo, elegendo um governo sério, comprometido com o povo, que apoie o desenvolvimento da ciência e a formação dos cientistas. Afinal, se não fossem esses cientistas, não conseguiríamos vencer a pandemia. Graças a eles temos
esperança de um 2022 mais feliz.
 

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12
Ago21

O vexame das Forças Armadas

Talis Andrade

 

por Vanessa Grazziotin /Brasil de Fato

O fato mais grave do vexame que foi nesta terça-feira (10) o tal “comboio” militar de tanques e blindados em frente ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal não foi a postura de Bolsonaro, mas o papel a que se prestaram os Comandantes das Forças Armadas que, mesmo diante de tantos alertas, diante de tantas críticas, mantiveram o evento, aceitando, por ação ou omissão, as decisões inaceitáveis do presidente da República.

A justificativa foi a entrega de um convite ao presidente Jair Bolsonaro, para que ele comparecesse a um treinamento das três forças que ocorrerá a partir do dia 16 no entorno de Brasília, em Formosa, Goiás.

Apesar de inédito, o evento teria passado desapercebido não fosse os contínuos ataques e ameaças do presidente ao Poder Judiciário, ao Poder Legislativo e à própria democracia. Não fosse o fato de que, no mesmo dia a Câmara dos Deputados estava votando a PEC do Voto Impresso, proposta pela qual Bolsonaro tem feito um verdadeiro “cavalo de batalha”. 

Não sem razão, grande parte da sociedade considerou que o desfile foi mais uma tentativa de intimidação, mais uma ameaça à nossa já frágil democracia.

Tendo em vista o clima negativo e de insegurança, as Forças Armadas, e no caso especial a Marinha, de quem, segundo a imprensa, teria sido a iniciativa do tal “desfile de força”, poderiam ter cancelado o evento, seja para jogar terra nas interpretações de que o ato seria uma “provocação”, uma ameaça direta aos membros do Judiciário e do Legislativo ou mesmo para evitar o vexame que tem tomado os noticiários, as redes sociais e os grupos de WhatsApp, que tem ultrapassado as fronteiras nacionais, pois revelou com força, uma força que a nação não tem.

É diante desses elementos que devemos destacar o que de fato está por trás da proposta e da defesa enfática de Bolsonaro a favor do voto impresso para 2022. Ele tem repetido inúmeras vezes: “Ou fazemos eleições limpas no Brasil, ou não teremos eleições”.

Ou seja, o que quer Jair Messias não são eleições limpas, o que ele quer é permanecer no poder, seja de que forma for. Portanto o voto impresso é apenas uma desculpa, um meio para Bolsonaro seguir na sua tentativa de macular as eleições.

O desespero e o desequilíbrio de Bolsonaro crescem conforme cresce a sua desaprovação e rejeição, demonstradas a cada nova pesquisa sobre as intenções de votos da população para 2022.

Bolsonaro vê o poder escorrer de suas mãos. Mais do que isso, diante de tantas denúncias contra si e sua família, o presidente vê a sua própria liberdade e de seus filhos ameaçadas após a conclusão de seu mandato, teme pelo que pode acontecer, pois sabe perfeitamente que muitas provas de seus malfeitos já estão em posse do Poder Judiciário.

O resultado da votação na Câmara nesta terça (10), sobre o voto impresso, que apesar de contar com a maioria dos votos (229 x 218) só não saiu vencedor porque não atingiu 1/3 (308), exigidos para a aprovação de uma Emenda Constitucional é uma clara demonstração de que Bolsonaro ainda tem muita força política no parlamento e que o tal orçamento “paralelo“ está a pleno vapor.

De nossa parte precisamos seguir defendendo a democracia, unir as mais amplas forças em torno da defesa do Estado de Direito, barrando e esvaziando as ameaças que cotidianamente o presidente faz contra nosso país. 

Mas precisamos também seguir lutando e defendendo o Brasil das pautas antipopulares e entreguistas de Bolsonaro, pautas essas que contam, lamentavelmente, com o apoio da maioria dos congressistas, que acabaram de aprovar por exemplo, a privatização dos Correios, que já aprovaram as reformas trabalhista e previdenciária, que tantos direitos retiraram da nossa gente e tanto sofrimento e pobreza vem gerando e espalhando por todo o país. 

O Brasil real que precisamos defender é o Brasil livre das pautas antidemocráticas e antipopulares de Bolsonaro.

 
30
Abr21

As mulheres não aceitam o desrespeito de Bolsonaro

Talis Andrade

 

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Somos nós, as mulheres, que podemos por fim governo genocida de Bolsonaro. Governo incompetente e irresponsável

 

por Vanessa Grazziotin /Brasil de Fato

Na semana em que comemoramos o Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, Jair Bolsonaro volta a dar demonstrações do desprezo e do ódio que nutre pelas mulheres.

O primeiro ataque veio através das manifestações e ações que dizem respeito ao Projeto de Lei 130/2009, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres. O projeto é fundamental, pois garantiria, na prática, a proibição da diferenciação salarial entre homens e mulheres que cumprem uma mesma função.

Ocorre que o projeto foi devolvido à Câmara dos Deputados na última segunda-feira (26). Essa era a data limite para que Bolsonaro se posicionasse, sancionando ou vetando o referido projeto. Mas essa atitude nos mostra uma manobra claramente combinada entre o Presidente da República e o Presidente da Câmara de Deputados, apoiados por uma maioria de parlamentares machistas representantes dos interesses do mercado. 

O próprio Bolsonaro, durante uma live na semana passada, já havia, de forma grosseira e desrespeitosa, se manifestado sobre o assunto. Destacou que, se aprovada, a lei poderá “gerar um custo aos empresários” e insinuou ainda que as mulheres trabalhadoras poderiam exigir pagamento igual em situações em que “supostamente é a mesma atividade”. Ou seja, Bolsonaro sugeriu que mulheres são desonestas. 

Além de defender abertamente os interesses do mercado e do empresariado contra a maioria das trabalhadoras, Bolsonaro, quando insinua que mulheres podem fraudar a lei, nada mais faz do que tentar medir as atitudes das trabalhadoras pela sua própria régua. Não, Bolsonaro! Nós mulheres não aceitamos tamanho desrespeito!

Lembro aqui que o PL 130 nada mais faz do que garantir o cumprimento do que já estabelece a legislação brasileira que, desde 1999 proíbe a diferença salarial entre gêneros, pelo desempenho de uma mesma função. Ocorre que hoje a multa é tão pequena que as empresas preferem não cumprir a lei, o que faz com que persista a trágica realidade no mundo do trabalho brasileiro, onde mulheres recebem em torno de 77% dos salários dos homens.

Com suas atitudes, Bolsonaro não apenas escancara sua misoginia, mas também revela a pessoa covarde que é, pois foi por medo da reação das mulheres que tramou a devolução do PL à Câmara. Ele próprio afirmou que, se vetasse o projeto, poderia virar alvo de uma “campanha das mulheres“ contra ele, e que poderia ser “massacrado”. 

O medo de Bolsonaro não é à toa. Somos nós, as mulheres, que podemos por fim a seu governo genocida. Governo incompetente e irresponsável.

O segundo fato se refere a mais uma manifestação de ódio, a mais uma agressão que o presidente fez diretamente a uma mulher jornalista. 

Na mesma segunda feira (26), durante uma visita na Bahia, quando a repórter Driele Veiga, da TV Aratu, relatou que ele estava sendo muito criticado nas redes sociais pelo fato de ter tirado uma foto em Manaus, ao lado de um apresentador de televisão, onde ambos seguravam um cartaz com os dizeres “CPF Cancelado”, Bolsonaro, visivelmente irritado, respondeu somente chamando-a de “idiota”.

Bolsonaro anda pelo Brasil dando mal exemplo, aproximando-se das pessoas, não usando máscara e afagando o general, ex-ministro da Saúde. Bolsonaro distribui seu ódio e agressões contra os governadores, prefeitos e trabalhadores, sobretudo contra as mulheres.

Enquanto tudo isso acontece, o Brasil segue perdendo vidas, segue com limitações gravíssimas no enfrentamento e no combate à pandemia da covid-19. Seguimos vendo o aumento da carestia, onde a maioria da população passa fome. Vemos a ausência de um auxílio emergencial digno e vemos os direitos sendo jogados pelo ralo enquanto o patrimônio público está sendo dilapidado.

O Brasil de Bolsonaro não é o Brasil das brasileiras e dos brasileiros. O nosso Brasil precisa voltar a ser construído.

Basta, Bolsonaro! Fora Bolsonaro!

Capa do jornal Folha de S.Paulo 30/04/2021

Capa do jornal Estadão 30/04/2021

Capa do jornal O Globo 30/04/2021

Capa do jornal Extra 30/04/2021

11
Fev21

As mensagens da Lava-Jato e o futuro de Lula

Talis Andrade

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Por Vanessa Grazziotin, no jornal Brasil de Fato / Blog do Miro


Na última terça-feira (9), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela manutenção, em poder da defesa do ex-presidente Lula, do conteúdo das mensagens entre os membros da Operação Lava Jato, que foram divulgadas por meio de uma ação conhecida como Vaza Jato.

Por 4 votos a 1, sendo o do ministro Edson Fachin o voto derrotado, o STF decidiu que a defesa do ex-presidente Lula deve, sim, continuar em posse das mensagens trocadas por membros do Ministério Público Federal no Paraná (responsáveis pela Lava Jato), visto que elas dialogam diretamente com a defesa de Lula.

Uma vez que o próprio Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal tiveram amplo acesso a essas gravações, não teria sentido negar à defesa o acesso ao mesmo conteúdo. No entanto, a partir desse julgamento muito importante, nos cabe analisar ou tentar discutir a respeito do futuro do presidente Lula.

Futuro de Lula

Sem dúvida nenhuma, esse é um passo importante para que o julgamento seja revisto, para que o presidente Lula tenha o direito a um julgamento justo, um julgamento sério, porque os conteúdos das mensagens revelam de forma cabal, clara e inequívoca não apenas as inúmeras ilegalidades cometidas por membros da Operação Lava Jato, sobretudo pelo procurador Deltan Dallagnol e pelo ex-juiz Sergio Moro.

Foram ações que se dirigiam diretamente ao presidente Lula e que tinham o objetivo claro de rapidamente condená-lo, mesmo que não houvesse provas para tal, inviabilizando sua candidatura à Presidência da República em 2018.

Ou seja, a revelação desses conteúdos e a possibilidade da defesa do presidente Lula de usar essas mensagens em sua defesa abre um caminho enorme para o julgamento e para que se considere a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, sendo, desse modo, anulados todos os procedimentos determinados até o momento.

Reação dos ministros do STF

As gravações são tão graves que o ministro Ricardo Lewandowski, durante o julgamento na terça-feira, disse o seguinte: "Extremamente grave e impactante o que veio à tona. Deve causar perplexidade em todos aqueles que tenham o mínimo conhecimento sobre o que seja o processo legal e o Estado democrático". 

O ministro Lewandowski disse ainda: "Tratativas internacionais que ensejaram a presença de inúmeras autoridades estrangeiras em solo brasileiro, as quais, segundo consta, intervieram em investigações aparentemente à revelia dos trâmites legais, objeto específico da reclamação com possível prejuízo ao presidente Lula". 

A própria ministra Carmen Lúcia fez observações importantes. Por sua vez, o ministro Gilmar Mendes disse: "Se esses diálogos não existiram, os hackers de Araraquara são uns notáveis ficcionistas, ou nós estamos diante de uma obra ficcional fantástica que merece Prêmio Nobel de Literatura, ou estamos diante do maior escândalo judicial da história da humanidade".

Provas de ilegalidade

Não se tratam de "simples falhas", como tenta sustentar o Ministério Público ou o próprio ex-juiz Sergio Moro. São provas do direcionamento da ilegalidade. O alvo maior foi o presidente Lula, por ser o maior líder desse projeto de país, distante do neoliberalismo. São questões políticas que estiveram em jogo. Tiraram a presidenta Dilma Rousseff do poder em 2016 e inviabilizaram a candidatura de Lula em 2018.

Ampla divulgação das gravações

A ampla divulgação do conteúdo dessas gravações é necessária mais do que nunca, para o Brasil e para o mundo, para que as pessoas percebam que a Lava Jato não foi uma ação de combate à corrupção. A Lava Jato foi uma ação de perseguição ao projeto político de Brasil e a lideranças políticas importantes. Por isso, creio que precisamos divulgar todo o conteúdo das mensagens vazadas para que a população brasileira e para que todo o mundo entenda o que ocorreu no país.

E, para Lula, continuamos defendendo um julgamento justo. 

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14
Jan21

'Manaus é a prioridade nacional neste momento', afirma ministro da Saúde

Talis Andrade

Pazuello fez pronunciamento em Manaus nesta quarta-feira — Foto: Matheus Castro/G1

 

Capital amazonense passa por um aumento dramático no número de casos, internações e mortes.

 

G1 - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello afirmou que "Manaus é a prioridade nacional neste momento, não poderia deixar de ser" em relação à pandemia de Covid-19, durante um pronunciamento na manhã desta quarta-feira (13). A capital amazonense passa por um aumento dramático no número de casos, internações e mortes.

O ministro voltou a falar sobre a vacinação do país e também do envio do imunizante à capital amazonense: "Vamos vacinar em janeiro. E Manaus será também a primeira a ser vacinada, eu fui claro? Ninguém receberá a vacina antes de Manaus. A vacina será distribuída simultaneamente em todos os estados, na sua proporção de população. E Manaus terá a sua prioridade também", disse Pazuello.

Questionada pela Rede Amazônica sobre a afirmação de Manaus ser a primeira a ser vacinada, a assessoria negou qualquer tipo de prioridade. A assessoria esclareceu que o ministro quis dizer que, já que a logística para a capital amazonense é mais difícil, as doses da vacina devem ser enviadas primeiro para a cidade, mas o início da aplicação da vacina será simultâneo em todos os estados.

'Crise do oxigênio'

"Manaus vive a crise do oxigênio", afirmou o ministro. Por conta do surto de Covid-19 que a capital vivencia, o consumo do gás aumentou nos hospitais. O governo montou uma força-tarefa para ampliar o abastecimento de oxigênio na rede estadual de saúde, e conta com apoio das Forças Armadas para trazer os tanques de outros estados.

"É uma luta nós conseguirmos o oxigênio tanto líquido quanto gasoso em qualquer lugar. O que nós estamos fazendo? Uma ponte aérea, para trazer os tubos de oxigênio. Essa ponte aérea são aviões da FAB e aviões civis contratados para trazer tubos de oxigênio para Manaus", disse.

Alexandre Padilha
Bolsonaro e Pazuello não conseguem prestar o mínimo de auxílio à população de Manaus! O povo está sem oxigênio e a cidade está caminhando para uma das maiores crises de saúde pública já vistas em território nacional. O GOVERNO BOLSONARO ESTÁ PATROCINANDO UM GENOCÍDIO EM MANAUS!
Renata Souza
Em hospitais federais de Manaus, alas inteiras estão morrendo asfixiadas. Não só pacientes com covid, mas qualquer um que precise de oxigênio. Vidas perdidas, famílias destruídas. Bolsonaro e Pazuello precisam responder por esse crime.
Rogério Correia
Em só um hospital de Manaus, quase 30 pessoas mortas por asfixia. Tragédia humanitária, muito triste. Pandemia não perdoa, pune quem fala tanto, faz pouco e ainda atrapalha quem tenta fazer algo de bom. Que a carapuça sirva a quem de direito, tá ok?
Benedita da Silva
O "não consigo respirar" acontece sempre no Brasil. Hoje, é na cidade de Manaus. Se uma grande capital sofre com isso, imagina a quantidade de pessoas em situação desesperadora pelo interior do país? O desgoverno Bolsonaro precisa acabar. Isso é muita irresponsabilidade.
Quote Tweet
Mônica Bergamo
OXIGENIO ACABOU EM HOSPITAIS DE MANAUS; LEITOS VIRARAM CAMARA DE ASFIXIA, DIZ PESQUISADOR; PACIENTES ESTAO SENDO TRANSFERIDOS PARA O PIAUÍ: www1.folha.uol.com.br/colunas/monica
Mídia NINJA
Colapso e morte! Só no Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus, 28 pessoas foram mortas por asfixia pela falta de oxigênio conforme informação do ex-prefeito Artur Virgílio.
Marcelo Freixo
NÃO É INCOMPETÊNCIA. O que estamos vendo em Manaus são as consequências de CRIMES PREMEDITADOS por Bolsonaro e seus cúmplices. O horror em Manaus é a materialização do projeto bolsonarista para o Brasil. Obra de um presidente que goza com o sofrimento alheio e promove a morte.
Eliane Brum
Segundo ano de pandemia e Bolsonaro e seu governo seguem matando a população com sua negligência deliberada. E impunemente. Mais de 50 pedidos de impeachment - e nada. É muito simbólico que falte "ar" na maior floresta tropical do mundo.
Gleisi Hoffmann
Pessoas morrendo sufocadas em Manaus por falta de oxigênio nos hospitais e em vez de prestar ajuda federal, Bolsonaro politiza as mortes e critica as autoridades locais por não terem adotado tratamento com cloroquina, que não tem eficácia pra covid. É um ser desprezível!
The Telegraph
There has been a huge rise in cases in Manaus, a city that was believed to be close to herd immunity following the first wave
Brazilian Covid variant may infect people who have recovered from virus
Scientists find new coronavirus strain has mutated to be more infectious and has changes that help it evade immune system
telegraph.co.uk
Laís Lacerda
Impossível não chorar com o que acontece em Manaus. Você precisar dar morfina pra um paciente ficar mais confortável pra morrer no corredor do enquanto implora pelo Estado que ñ vem talvez seja a coisa mais desumana q eu já vi. Não existem palavras pra esse nível de perversidade.
Medo e Delírio em Brasília
Anteontem Pazuello esteve em Manaus e olha o q ele falou sobre a falta de oxigênio. Nas palavra do GENERAL DA ATIVA ñ havia "NADA" a ser feito. E só hj ele resolveu convocar uma reunião de emergência p/ debater a falta de oxigênio, sabe como é, ele foi lá pra desovar cloroquina
Paulo Teixeira
A situação de Manaus deixa as claras as prioridades de Bolsonaro: falta oxigênio nos hospitais enquanto ele oferece cloroquina para o tratamento da Covid. Um crime que está sendo praticado durante o mandato. Impeachment
Brasil 247
Ex-senadora Vanessa Grazziotin critica governador do Amazonas e lamenta colapso em Manaus pela pandemia: "é inacreditável, já vivemos isso ano passado"
Carlos Latuff
Nesse momento em que Manaus luta para respirar, os tweets negacionistas de Bia Kicis não ajudam em nada, peo contrário! É hora do tomar alguma providência
Fábio Felix 
O cenário em Manaus é de guerra diante do colapso no sistema de saúde.
 
31
Ago20

BTG Pactual vira um dos assuntos mais comentados nas redes após censura judicial a Nassif

Talis Andrade

O larápio André Esteves de velhas e novas malandragens com seu parceiro Paulo Guedes

 

247 – Se a intenção do banco BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, era silenciar a imprensa, ao buscar ordem judicial para que 11 reportagens do site GGN, editado por Luis Nassif, fossem retiradas do ar, o resultado foi contraproducente. Isso porque a expressão "BTG Pactual" entrou para os trending topics do twitter e se tornou um dos temas mais comentados nas redes sociais nos últimos dias. Confira abaixo:

Vanessa Grazziotin
@vanessa_grazz
O juiz da 32ª Vara Cível do RJ, Leonardo G. F. Chaves, determinou q o Jornal GGN, editado por Luis Nassif, retire as reportagens sobre a venda, pelo BB, de carteira de crédito de R$ 3 bi por R$300 mi ao BTG Pactual ligado ao ministro Guedes. Isso é CENSURA O “CALA BOCA JÁ
MORREU"
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Lindbergh Farias
@lindberghfarias
Minha solidariedade a @luisnassif e à equipe do @JornalGGN, censurados por um juiz a pedido do banco BTG Pactual pela publicação de reportagens sobre a compra de carteiras de crédito do Banco do Brasil. Uma agressão à liberdade de imprensa e ao direito do cidadão se informar.
 
Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba
Paulo Pimenta
@DeputadoFederal
Justiça do Rio censura matérias do Jornal GGN que denunciam esquema do banco BTG Pactual em licitações | Revista Fórum
Justiça do Rio censura matérias do Jornal GGN que denunciam esquema do banco BTG Pactual em...
As reportagens escritas pelos jornalistas Luís Nassif e Patricia Faermann e revelam desde o favorecimento em uma licitação da Zona Azul da Prefeitura de São Paulo até uma estranha venda de “créditos...
revistaforum.com.br
07
Ago20

Os crimes da Operação Lava Jato

Talis Andrade

moro rasgou constituição para prender lula elege

 

 

O “Livro das Suspeições” revela que o real objetivo da operação não era o combate à corrupção, mas sim mudar os rumos da política brasileira

por Vanessa Grazziotin

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Hoje vamos falar a respeito do lançamento de um livro muito importante, que ocorreu no último sábado (1). O livro é denominado “Livro das Suspeições” e foi escrito por advogados e advogadas que compõem o grupo Prerrogativas. Escrito por 34 juristas, homens e mulheres respeitados no Brasil e no mundo pelo vasto trabalho em defesa do Estado Democrático de Direito e de uma justiça realmente justa, ele é composto por 32 artigos e possui uma forma muito fácil de compreensão.

Este é um livro que deve despertar a atenção e a curiosidade não apenas dos juristas, mas de toda a população brasileira, porque faz um grande esforço em mostrar tecnicamente o nível elevadíssimo e inadmissível de parcialidade que moveu todas as ações da Operação Lava Jato.

Ações estas promovidas pelos procuradores da República e pelo próprio juiz Sério Moro. Ações que, analisadas técnica e juridicamente, deveriam ser de pronto anuladas.

E é assim que o livro mostra o real objetivo da Lava Jato, por essas repetidas ações ilegais que caracterizam a parcialidade da Operação. O real objetivo não era o combate à corrupção, mas sim mudar os rumos da política brasileira. E de fato, a Operação Lava Jato alterou profundamente nossos rumos.

Recentemente eu li uma reportagem que fala que os procuradores da Lava Jato dizem-se arrependidos de terem votado no presidente Jair Bolsonaro. Ora, isso soa como uma piada, porque eles não apenas votaram em Bolsonaro, eles são os verdadeiros responsáveis pela eleição do Bolsonaro.

Portanto eu digo que este livro – escrito por estes juristas que compõem o grupo Prerrogativas, coordenado pelo brilhante advogado Marco Aurélio de Carvalho, a quem eu rendo homenagens a todos os pertencentes ao grupo – é parte de um trabalho muito importante que deve despertar a curiosidade de toda a população pois ele é mais um instrumento poderoso, real e verdadeiro, que mostra a parcialidade da Operação Lava Jato.

E entendendo a percepção no Brasil e no mundo sobre os impactos da Lava Jato, a gente precisa se questionar “o que fazer com isso tudo?”. Apenas tomar conhecimento e deixar tudo como está? Não. Porque está claro e comprovado uma grande injustiça que foi cometida, sobretudo contra o presidente Lula.

Manter estas injustiças significa cometer uma segunda e mais grave injustiça. E devemos recordar que é uma injustiça que se abate sobre toda a nação brasileira. Então eu quero aqui fazer um alerta, sobretudo ao Poder Judiciário que não pode deixar que as coisas permaneçam como estão. 

Existem processos no Supremo Tribunal Federal que devem ser analisados e julgados. Processos que levantam a suspensão do juiz Sergio Moro. Avalio que isso é o mínimo que a nação brasileira e o Estado Democrático de Direito exigem e que o Supremo Tribunal Federal, ou seja, a justiça brasileira deve se debruçar, promovendo este julgamento em nome da justiça e em nome de um Brasil democrático, soberano e em nome do nosso Estado Democrático de Direito.

moro prendeu lula para eleger bolsonaro.jpg

 

20
Abr18

Juíza de Moro ataca Estado de Direito

Talis Andrade

juiza de moro.jpg

 

 

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) acusou nesta quarta-feira (11) a Justiça e a Polícia Federal de cometerem ilegalidades contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso no último fim de semana, após condenação, em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

 

De acordo com a senadora, a forma com que Lula tem sido tratado pela Justiça gera o “aprofundamento da crise”. Vanessa Grazziotin classificou a prisão de Lula de ilegal e mencionou ameaças feitas durante o deslocamento aéreo do ex-presidente de São Paulo para Curitiba, onde permanece na carceragem da Polícia Federal.

 

Ela também repudiou a decisão da juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução penal, de proibir a visita que um grupo de governadores, parlamentares e amigos faria a Lula. Para Vanessa Grazziotin, a decisão contraria a Lei de Execuções Penais, que assegura ao condenado o direito de receber visitas dos advogados, parentes e amigos, em dias determinados.

 

— Mas independente disso, tem algo mais que está sendo atacado, que é o próprio Estado de Direito, que é a própria democracia, que está sendo subtraída. Ou nós nos levantamos contra isso, ou nós não saberemos o que virá amanhã! — afirmou a senadora.

 

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