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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

19
Out21

Quem matou Leuvis Manuel Olivero que escreveu a "Memória Viva" de Marielle Franco

Talis Andrade

No livro o "Ódio Governava, a Rua Falava", a constatação: “Jair Bolsonaro é uma das figuras mais conhecidas e desprezadas do Brasil"

 

por Brian Mier / Brasil Wire

Em 2011, Leuvis Manuel Olivero, um imigrante dominicano nos Estados Unidos formado em Estudos Internacionais pelo Trinity College em Connecticut, fez uma viagem ao Rio de Janeiro. Nas suas próprias palavras, Lu, como se referia a si próprio, “mergulhou nas emergentes cenas de vandalismo da cidade. No processo de pesquisa de uma das culturas de arte de rua mais vibrantes da América do Sul, ele explorou vários elementos da vida cotidiana no Rio. ”

Ele decidiu ficar, apaixonou-se e teve uma filha. Em 2014 publicou seu primeiro livro, Graffiti City . Ele o descreveu como:

“Um mergulho no coração da cultura carioca através de seu prisma mais polêmico: as ruas. Percorrendo a linha entre arte e vandalismo, Graffiti City explora a relação entre Pixação e Graffiti (arte do graffiti), e como essas duas culturas distintamente carioca refletem o que significa ser carioca. Graffiti City examina as inúmeras formas de expressão visual que também lutam por espaço nas paredes do Rio e como as ruas se tornaram um verdadeiro espaço de diálogo. Graffiti City é o primeiro livro a apresentar uma linha do tempo histórica detalhada das artes urbanas do Rio e das culturas de vandalismo, e analisa as pressões sociais e políticas que ajudaram a moldar a arte e o vandalismo nas ruas do Rio. ”

Olivero continuou sua vida na Zona Norte do Rio, lutando para sobreviver em uma cidade que não é fácil para os estrangeiros. Ele se envolveu cada vez mais com o movimento da Capoeira. Então, em uma explosão de criatividade, ele publicou 8 livros por conta própria em 2021. Na contracapa de seu livro de 420 páginas em outubro de 2020, Black Spaces White Faces: Um Ensaio sobre o Branqueamento da Capoeira no Rio de Janeiro , diz:

“Neste ensaio, foco a arte da capoeira, na cidade do Rio de Janeiro, como uma análise de caso de como ocorre o processo de branqueamento, dividindo o ensaio em três partes. A primeira parte apresenta o projeto teórico de como o contexto para o branqueamento foi criado; apontando sua gênese para o tráfico atlântico de africanos, enquanto a segunda parte do ensaio explora o processo de branqueamento. Por fim, a terceira parte deste ensaio explora as manifestações do branqueamento no mundo da capoeira. ”

Pouco depois do aniversário de 2 anos do assassinato da vereadora carioca afro-brasileira socialista Marielle Franco, Olivero publicou Memoria Viva . Sua sinopse da contracapa diz:

“Era 14 de março de 2018. Tiros foram disparados naquela noite quente de verão. Só mais uma noite no Rio, se não fosse pela vítima, a vereadora Marielle Franco, baleada com violência, quando voltava para casa de um evento a apenas alguns quilômetros de distância. O perpetrador? Essa é a pergunta que ainda não tem resposta.

“Memória Viva” explora o legado da vereadora Franco através do prisma das ruas. Ele examina o vandalismo e a arte do graffiti que mantêm sua memória viva. À medida que as investigações continuam e mais um aniversário de sua morte se aproxima, as perguntas permanecem, mas as ruas não esquecem, e essa demonstração de amor e apoio reflete o impacto de Marielle nesta cidade ”.

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Em novembro de 2020, publicou o livro em língua portuguesa, Enquanto o Ódio Governava, a Rua Falava, que descreveu da seguinte forma:

“Jair Bolsonaro é uma das figuras mais conhecidas e desprezadas do Brasil. Sua ascensão à presidência, na onda trumpiana iniciada em 2016, inaugurou uma retórica política nunca ouvida publicamente no Brasil. Mas as ruas do Rio de Janeiro responderam com uma onda de pichações anti-Bolsonaro, representando a resistência anônima dos cariocas contra a ascensão do fascismo brasileiro. Este livro é uma extensão da exploração contínua do projeto Aerosol Carioca sobre o graffiti e o vandalismo no Rio de Janeiro. Seu objetivo é claro: servir como uma voz de resistência visual à violência e ao ódio que o Brasil sofre hoje. ”Em abril de 2021, ele escreveu seu último livro, uma homenagem a sua filha chamada 3085 Dias e Contagem .

“Nos primeiros 3.085 dias de minha filha”, disse ele, “escrevi centenas de anotações no diário sobre como era ser pai. Conforme os dias passavam, eu anotava as entradas em pedaços de papel soltos, páginas de cadernos, em conversas do WhatsApp e onde mais eu pudesse, para não perdê-los. À medida que as notas se acumulavam, percebi que, se não escrevesse este livro agora, as memórias que tanto desejava que Sophia carregasse com ela seriam esquecidas. Perdido no tempo. Durante uma sessão de escrita de duas semanas, sentei-me e tentei condensar aqueles oito anos de memórias nas entradas encontradas neste livro. ”

No dia 10 de outubro, Olivero saiu de um restaurante de classe média, bairro da Zona Norte da Tijuca. Segundo testemunhas oculares, enquanto ele caminhava pela rua Baltazar Lisboa , vários homens armados dentro de um Hyundai HB20 abriram fogo, atingindo-o na cabeça e no abdômen. Quando o corpo de bombeiros chegou ao local, ele já estava morto. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação de homicídio.

No dia 17 de outubro, um grupo de amigos protestou no local do crime, reiterando o mesmo que se fala em todo o mundo do assassinato ainda não resolvido de Marielle Franco: Quem mandou matar Leuvis Manuel Olivero?

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07
Set21

Bolsonaristas furam barreira e Dino alerta: Congresso e STF podem ser depredados

Talis Andrade

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), alertou na noite desta segunda-feira (6) para o risco de depredação dos prédios do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, depois que bolsonaristas conseguiram entrar - no empurrão e na gritaria - na região da Esplada dos Ministérios

"Inaceitável baderna. Prédios do Supremo e do Congresso correm grave risco de invasão e depredação", disse Dino. 

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Segundo o site Metrópoles, os grupos se reuniram em frente à barreira da polícia, na Esplanada dos Ministérios, e pressionaram até conseguir a liberação da via, que estava bloqueada desde domingo (5).

Acampados em ao menos três pontos na capital, caminhoneiros de empresas e motociclistas das motociatas de Bolsonaro gritam ameaças de morte contra ministros do poder judiciários, e pedem o fechamento do STF e do Congresso Nacional. E urram: - Mito, mito, mito. É a máxima baixaria. O império da barbárie. O terror nazi-fascista. Ninguém usa máscara nas aglomerações. Seria coisa de afeminado, de mulherzinha. 

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30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

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247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

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24
Nov20

Entidades defendem boicote ao Carrefour

Talis Andrade

 

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Rede Brasil Atual - Entidades que representam a sociedade civil, como o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Coalização Negra de Direitos, defendem que o caso de racismo contra João Alberto Silveira Freitas, o Beto, agredido até a morte por dois seguranças de unidade do Carrefour no bairro de Passo D’Areia, na capital gaúcha, seja investigado. Em nota, o Idec também conclama os consumidores a promoverem um boicote ao Carrefour “até que sejam apresentadas e implementadas medidas estruturais para eliminar práticas de racismo”.

Para o Instituto, o Carrefour deve responder, nas esferas competentes, pelos atos racistas e de violência que ocorreram no estabelecimento e os órgãos de defesa do consumidor também devem aplicar as sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. Já a Coalizão Negra por Direitos entrou com representação no Ministério Público Federal (MPF) e no Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) cobrando a investigação da morte de João Alberto.

Esta sexta-feira foi marcada por protestos e pela revolta que culminou com ataque a uma unidade da rede na região da Avenida Paulista, em São Paulo, no início da noite desta sexta-feira (20).

O crime contra João Alberto também dominou as redes sociais durante todo o dia de ontem, em que se celebrou a Consciência Negra e a luta antirracista no país.

A loja paulistana do Carrefour foi atacada após a 17ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo, que se concentrou no vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo). Centenas de manifestantes se dirigiram àquela unidade do supermercado, na rua Pamplona.

Segundo relatos, o hipermercado, que funciona no térreo de um shopping, estava fechando as portas quando o protesto se aproximava. Vidros foram quebrados, os bloqueios foram derrubados, e algumas prateleiras tiveram seus produtos derrubados ao chão. Houve ainda um princípio de incêndio, rapidamente debelado. Não há relato de feridos

 
O caso

Segundo a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, as agressões que mataram Beto, 40 anos, cometidas por um policial militar e um segurança, teriam começado após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do local. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no local. 

Os dois agressores foram presos em flagrante e foram denunciados por homicídio qualificado. O policial envolvido na agressão é “temporário” e estava fora do horário de trabalho. Em nota, o Carrefour prometeu romper contrato com a empresa de segurança terceirizada do local e afirmou que adotará medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos e definiu o ato como criminoso.

Histórico de violações

Apesar de anunciar “rigorosa apuração interna” do caso e que “nenhum tipo de violência e intolerância é admissível”, o Carrefour carrega um histórico de violência e descaso envolvendo clientes e os próprios funcionários.

O mais recente noticiado pela imprensa havia ocorrido em agosto deste ano. Um promotor de vendas de uma unidade do supermercado no Recife morreu durante o trabalho. Moisés Santos, de 53 anos, foi coberto com guarda-sóis e cercado por caixas, para que a loja seguisse em funcionamento e seu corpo permaneceu no local por cerca de quatro horas, até ser retirado pelo Instituto Médico Legal (IML).
 

CNN chama manifestantes de vândalos

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A hipocrisia racista da mídia

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por Fernando Brito

- - -

Uma vergonha a manchete do site da Folha, outra vergonha a manchete de sua edição de papel.

Na primeira diz que “Beto Freitas foi pai precoce, filho presente e marido errático“, como se alguma das três características tivessem relação com o fato de que ele foi bárbara e prolongadamente espancado e asfixiado até à morte”. A nós, mais velhos, lembra a época em que se discutia o comportamento de Ângela Diniz, quando só importava que ela tinha sido assassinada a tiros por Doca Street, no caso que ficou conhecido pela esdrúxula “teoria da legítima defesa da honra".

Não tem a menor importância se Beto era bom ou mau pai, marido fiel ou infiel, bom filho ou desatento aos pais: simplesmente não podia ser morto, e discutir como ele se portava em sua vida familiar é, além de cruel, desviar o foco para um tenebroso desvio, o de que, por seu comportamento, “merecia” morrer espancado e sem ar.

No jornal impresso, a Folha, um aproveitamento perverso do fato de que 2 de cada 3 policiais mortos são pretos ou pardos, como se a violência de que policiais são vítimas fosse de natureza racista, e não de que os atinge especialmente por serem o que, sem altas patentes, são quem se atira para a política de confrontos que seus comandantes aceitam e apoiam.

Não é preciso, para haver racismo, que o agressor – físico ou moral – seja branco. Achar que alguém é inferior – ou até bandido – pela cor de sua pele é racismo mesmo que venha de alguém com pele igual e não falta quem absorva a mentalidade dominante e agrida pessoas por isso.

PMs com certeza irão dar uma “dura” em um rapaz negro com muito mais frequência que num garoto branco e, entre estes, mais nos que estiverem pobremente vestidos.

É muito mais importante fazer o que fez, no mesmo jornal, Vinícius Torres Freire, que toca naquilo que se destacou ontem aqui: a responsabilidade das empresas sobre o verdadeiro exército de seguranças que mantêm:

Não é a primeira do Carrefour nem de supermercados e shoppings, onde volta e meia há um capanga da segurança da “sustentabilidade” dando um mata-leão em outro alguém do povaréu, tanto faz se tenha furtado um biscoito ou não. Estão preocupados com vidas à beira de uma represa da morte? Com o imigrante ou o terceirizado escravizado? Com o homem negro que morre na loja ou na “sala de massagem” (de tortura)? “Chupa o sangue” de quem barbariza, talvez o seu próprio, ou para de conversinha. Enfim, é preciso rever também a terceirização irresponsável.​

Só que desta vez doeu e a aparição ontem do presidente local do francês Carrefour , Noel Prioux, tenho certeza, se deu diante dos sinais que tiveram do dano que a morte de Beto causou aos seus negócios.

Dano que vão buscar recuperar em marketing e marketing se faz na mídia, a poder de dinheiro, como faz a Vale nos casos das barragens rompidas em Mariana e Brumadinho.

No final, acabam todos felizes e quase santos, com sua “responsabilidade social” e sua “sustentabilidade”, embora Beto, o “marido errático” da Folha, esteja morto.

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03
Mar20

Moro, o afilhado e a apologia do motim

Talis Andrade

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por Fernando Brito

Sérgio Moro sai às redes sociais para capitalizar o fim do motim policial no Ceará.

Seu afilhado de casamento e diretor da Força Nacional de Segurança , Aginaldo de Oliveira, subiu ontem ao palanque, fardado, numa assembleia de amotinados para pedir calma, porque eles seriam protegidos.

Acreditem: vocês são gigantes, vocês são monstros, vocês são corajosos; demonstraram isso ao longo desses dez, onze, doze dias que estão aqui dentro desse quartel, em busca de melhoria da classe, e vão conseguir. Vão conseguir! Sem palavras para dizer a coragem que vocês estão tendo ao longo desses dias”.

Ao longo destes dias, desfilaram armados e encapuzados fechando o comércio, furaram pneus de viaturas oliciais, ocuparam batalhões e descumpriram o dever de patrulhar as cidades cearenses e permitiram que a taxa de assassinatos se multiplicasse por três ou quatro.

Entre gigantes e monstros, para ficar com as palavras do afilhado de Moro, monstros parece a mais adequada.

Pergunta-se à miriade de generais que estão no Planalto se os praças de algum regimento fizerem um levante assim – e ganham menos que os PMs – eles também irão ao palanque, elogiar a coragem dos amotinados.

Talvez sim.

Afinal, ajudaram a levar ao posto de comandante em chefe das Forças Armadas um sujeito que queria colocar bombas em quartéis.

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26
Dez18

Marielle Franco nome de rua na Alemanha. No Brasil deputados machistas de Bolsonaro quebram placa

Talis Andrade

Ato de vandalismo ajudou a eleger o governador e deputados do PSL

 

placa marielle.jpg

 

 

Transcrevo do jornal O Globo:

Um vídeo gravado ao vivo, no domingo anterior à eleição, mostra Witzel junto com Daniel Silveira, eleito deputado federal pelo PSL, e Rodrigo Amorim, deputado estadual mais votado do Rio, também pelo PSL, durante ato de campanha em Petrópolis, na Região Serrana.

No começo do vídeo, Witzel pede votos para Silveira e depois a câmera mostra o discurso de Amorim em cima do carro de som:

"Marielle foi assassinada. Mais de 60 mil brasileiros morrem todos os anos. Eu vou dar uma notícia para vocês. Esses vagabundos, eles foram na Cinelândia, e à revelia de todo mundo, eles pegaram uma placa da Praça Marechal Floriano, no Rio de Janeiro, e botaram uma placa escrito Rua Marielle Franco. Eu e Daniel essa semana fomos lá e quebramos a placa. Jair Bolsonaro sofreu um atentado contra a democracia e esses canalhas calaram a boca. Por isso, a gente vai varrer esses vagabundos. Acabou Psol, acabou PCdoB, acabou essa porra aqui. Agora é Bolsonaro, p***", gritou Amorim pelo microfone.

marielle .png

 

 
Quero ver se esses covardes apologistas da execução de políticos esquerdistas e defensores do feminicídio vão quebrar as placas de rua com o nome de Marielle Franco mundo afora.
 
A vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março no Rio de Janeiro, foi homenageada com o nome de uma rua na cidade de Colônia na Alemanha. "Aqui no meu bairro na Alemanha uma mulher negra, brasileira, é homenageada. Obrigada, ela merece!" Essas são as palavras de Tamara Soliz em seu perfil nas redes sociais, comemorando. 
 
12 Poemas para Marielle Franco
 

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Ilustração Quinho

DIREITAS
por Líria Porto

 

mulheres
mirem-se no espelho de amélias marcelas
carminhas
respaldem o grande
o rico homem branco
e nem pensem nas marielles nas beneditas
nas jandiras
estas devem ficar nas senzalas
caladas e debaixo de relho

(as que falem por pobres e pretos
silenciamos à bala)

 

Leia mais onze poemas aqui

 

 

 

04
Mai18

Conheça o delegado fascista Gastão Schefer que invadiu o acampamento Lula Livre em Curitiba

Talis Andrade

Veja vídeo do delegado provocador, arruaceiro e vândalo 

 

 

 

dele gado gastão .jpg

 

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Equipamento de som quebrado por um delegado da Polícia Federal e filme. O delegado Gastão Schefer usou policiais como capangas e escudos. Filme e foto de militantes do PT acampados 

 

O candidato foi candidato a deputado federal derrotado, pelo PR, e teve como bandeiras de campanha o fim da menoridade penal, e a liberação do porte e da venda de armas. 

 

O delegado Gastão Schefer usou as seguintes  no seu blog de campanha

 

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 O fascista do Schefer é contra a PEC das domésticas

 

Vejas os argumentos safados do delegado:

 

Não vão ser somente as donas de casa que vão arrancar os cabelos. Estas vão ter que pagar mais 20% sobre o salário da doméstica (...), além de implementação imediata de outros direitos, como  jornada de trabalho de 44 horas semanais e jornada diária máxima de 8 horas de trabalho, o pagamento de hora extra correspondente a 50% da hora trabalhada, a proibição de trabalho noturno, perigoso, insalubre e a admissão de menores de 18 anos.

Ao contrário da jornada de trabalho das domésticas, a jornada dos juízes do trabalho deve aumentar. Em uma relação de trabalho, como de domésticas, é muito difícil controlar a carga horária realizada, descanso para almoço, horários de entrada e de saída, ainda mais porque, em geral as domésticas trabalham sozinhas. Em outras palavras, devem aumentar o número de ações trabalhistas, com resultados incertos.

As próprias domésticas vãos ser afetadas negativamente.

Como se não bastasse, vai virar história aquela empregada que morava na casa do patrão. Como a possibilidade de perder a casa em uma ação trabalhista, por horas extras infindáveis, poucas pessoas vão se arriscar a ceder um quarto. Ou seja, a pessoa que antes tinha direito a uma moradia, agora vai ter que arcá-la com seu próprio salário.

 

Falso moralista Schefer mentir na prestação de contas ao TRE

 

Na prestação de contas de sua campanha para deputado federal, Schefer avaliou sua casa em R$ 80 mil. Em sites de venda de imóveis, as casas no local variam de R$ 200 mil a R$ 3 milhões.

 

O delegado segue páginas da pistola taurus 938, de campanhas do armamento, sendo membro dos grupos “Curitiba contra o PT”, “Pena de morte sim” e “A nossa bandeira não é vermelha”.

 

Questionada por jornalistas, a Polícia Federal disse que o ataque ocorreu fora da PF e que não tem relação com o cargo do delegado. “Problemas decorrentes de morar na vizinhança, nada a ver com PF. Eventual apuração cabe à PC [Polícia Civil].” 

 

A Polícia Militar, no entanto, diz que os envolvidos foram encaminhados à PF, que teria assumido a ocorrência. Gastão atacou o acmpamento Lula LIvre na hora do expediente da Polícia Federal, acompanhado de outros policiais.

 

 

 

04
Mai18

Arruaceiro delegado Gastão Schefer, da Polícia Federal, invadiu acampamento Lula Livre em Curitiba e quebrou equipamento de som

Talis Andrade

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O delegado da Polícia Federal (PF) Gastão Schefer invadiu hoje (4) pela manhã o acampamento Lula Livre, em Curitiba, e quebrou o equipamento de som.

 

O policial fez o mesmo trajeto do pistoleiro, que deu uma rajada de vinte tiros contra o acampamento, acertando o pescoço de Jeferson Lima de Menezes, que foi entubado na UTI do Hopistal do Trabalhador. A arma usada, privativa da Polícia Federal, e as balas roubadas da Polícia Federal de Brasília.  

 

O delegado Gastão Schefer invandiu o acampamento quando os militantes davam o tradicional "Bom Dia presidente Lula",  e quebrou todo o equipamento de som, usado para amplificar o bom dia.

 

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equipamento-de-som-2.jpg

 

 

O vândalo, um admirador de Bolsonaro, filiado ao PR, foi candidato derrotado a deputado federal, e ameaçou: "Qualquer hora eu volto, cambada de comunistas safados".

 

Em nota, o Vigília Lula Livre afirmou que segue "cobrando das autoridades proteção aos nossos espaços e medidas contra provocadores e fascistas"

 

delegado-gastao_ PR.jpg

 

 

A deputada federal Ana Perugini PT/SP e a deputada estadual Ana Lia PT/SP negociaram para falar com a Polícia Militar, a fim de registrar um boletim de ocorrência.  O homem foi levado pela PM, mas ainda conseguiu circular tranquilamente entre os militantes e ainda gravar um vídeo, mesmo com os policiais presentes, como mostra o vídeo.

 

Leia a nota da Vigília Lula Livre e assista ao vídeo:

 

Em que pese o apoio e solidariedade com que contam, em Curitiba, a Vigília #LulaLivre, o acampamento Marisa Leticia e os diferentes espaços em defesa da democracia e da liberdade de Lula, há incidentes e manifestações esporádicos de ódio contra nossos espaços e militantes. Seguimos cobrando das autoridades proteção aos nossos espaços e medidas contra provocadores e fascistas, como é o caso do delegado da Polícia Federal, Gastão Schefer Neto, que na manhã de hoje (4) tentou destruir o equipamento de som da vigília, numa atitude fascista e ensandecida. 
 
 
Nada irrita mais os ignorantes, os que não querem o jogo político baseado na disputa de ideias, os que não têm outra narrativa a não ser o ódio, os que não têm argumentos, os que não aceitam o fato de Lula seguir à frente das pesquisas e se manter sereno e crítico à sua prisão, nada os irrita mais do que ver nossas manifestações organizadas e firmes, a ponto de alcançar 30 dias de luta. 
 
 
Seguimos, coletivamente, aprendendo e caminhando, cantando e denunciando o país que os golpistas querem cada vez mais destruído, como denunciou Lula ontem durante a visita de Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner. 
 
 
E que, como o presidente ressaltou, esse país vamos reerguer. 
 
 
Reafirmamos que a Vigília #LulaLivre segue organizada e nas imediações da Superintendência da Polícia Federal, respeitando nossos acordos coletivos e o combinado com as autoridades. Daqui só sairemos com a liberdade de Lula. 
 
 
Curitiba, Vigília Lula Livre, 4 de maio de 2018.

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