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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

20
Nov20

Lula lamenta o assassinato de negro no Carrefour e diz que o racismo é a origem de todos os abismos brasileiros

Talis Andrade

racismo fertas carrefour.jpg

 

“Amanhecemos transtornados com as cenas brutais de agressão contra João Alberto Freitas, um homem negro, espancado até a morte no Carrefour. O racismo é a origem de todos os abismos desse país. É urgente interrompermos esse ciclo”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar o assassinato de João Alberto Freitas, numa loja do Carrefour em Porto Alegre.

Movimentos negros de Porto Alegre convocaram protesto para final da tarde diante do Carrefour do Passo d'Areia contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas.

 

Deputados petistas repudiam assassinato de homem negro no Carrefour em Porto AlegreCelebração da Consciência Negra lembra história de Zumbi dos Palmares –  MAIS Santos

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara manifestaram repúdio e indignação com o assassinato – a socos e pontapés – de João Alberto Silveira Freitas, ocorrido na noite desta quinta (19), dentro das instalações do supermercado Carrefour – em Porto Alegre – e praticado por seguranças do estabelecimento.

Os petistas afirmaram que o ato covarde contra o homem negro simboliza o racismo ainda existente no País. Ao lembrarem que o crime ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra, os parlamentares exigiram ainda punição severa para os autores do assassinato.

O líder do PT na Câmara, deputado Enio Verri, classificou o ato como uma barbaridade. Além de punição para os autores do crime ele também pediu a responsabilização das empresas envolvidas. “A bárbara cena dos seguranças do Carrefour é o fiel reflexo da desumanidade com que são contratadas essas pessoas. O modus operandi se alinha à ideologia de quem contrata e a atitude não é outra senão aquilo para o que foi contratada. É responsabilidade da empresa”, apontou.

Ao também lamentar o assassinato, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, destacou que é necessário combater o racismo no País e defender as vidas dos brasileiros e brasileiras negros e negras. “Muito triste no Dia da Consciência Negra acordarmos c/ a notícia de mais um homem assassinado por racismo. Combater o racismo é condição p/ construir uma sociedade justa e igualitária. Vidas negras importam sim. Não pode ser só discurso. Quantas vidas mais serão perdidas?”, indagou.

O crime ocorrido no Carrefour em Porto Alegre repercutiu entre os parlamentares petistas gaúchos. A deputada Maria do Rosário disse que as cenas da agressão que circulam pela internet são um “horror” e confirmam que o “racismo mata”. “O assassinato ocorrido ontem em Porto Alegre mostra que o racismo é uma das marcas deixadas pela escravidão num país que foi o último a colocar fim a esta forma de discriminação e intolerância. Alertas para a persistência desta luta necessária. Exigimos justiça! Vidas Negras Importam”, afirmou.

Sobre o assassinato, o deputado Marcon indagou “até quando?” notícias sobre mortes de pessoas negras por espancamento irão ocorrer no País. “Exigimos a apuração do caso e justiça!”, disse. Ele lembrou ainda que nesta sexta-feira (20), às 18h, haverá uma manifestação em frente ao Carrefour Passo D’Areia exigindo justiça em relação ao assassinato.

Já o deputado Paulo Pimenta postou que “é revoltante que na véspera do Dia da Consciência Negra, um homem negro tenha sido agredido até a morte por seguranças de uma loja do Carrefour”. Na mesma linha, o deputado Henrique Fontana declarou que “a violência racista é inaceitável”.

“Os responsáveis pelo crime da noite passada que tirou a vida de João Alberto Silveira Freitas em um Carrefour de Porto Alegre precisam ser exemplarmente punidos. Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, afirmou.

O deputado Bohn Gass escreveu que, diante desse assassinato, hoje é um dia de revolta. “No Dia da Consciência Negra, a revolta no lugar de celebração. No RS, João Alberto Freitas (“Beto”) é espancado até a morte por seguranças de um mercado. Repudiar já não basta! É preciso política afirmativa, educação antirracista, reparar a segregação histórica. Quantos Betos?”, indagou.

Parlamentares negras e negros do PT também repudiaram o crime cometido no Carrefour em Porto Alegre. A deputada Benedita da Silva lamentou mais esse ato de violência contra negros no País e também lembrou os casos de violência contra as mulheres, que nesta quinta-feira (19) também vitimou a candidata do PT à prefeitura de Curralinho (Pará), Leila Arruda.

“Todos os dias, o racismo e o machismo assassinam centenas de João e centenas de Leila em nosso país. Esses dois brutais assassinatos são retratos de um Brasil governado à luz do fascismo. Não podemos mais conviver com estas realidades. Precisamos ir à luta! Vidas Negras Importam”, disse.

Ao também repudiar o assassinato de João Alberto, o deputado Valmir Assunção fez um apelo: “Chega de nos matar!”. “Jamais podemos normalizar este tipo de violência! É urgente que a sociedade se una em um comportamento antirracista para acabar com situações como essa. Vidas Negras Importam!”, defendeu.

Deputado Jorge Solla: – “Quando o caldo entorna? Mais um negro é assassinado cruel e covardemente no Brasil. A história de George Floyd, aqui, é uma trágica rotina que precisa parar urgentemente. Que cenas assombrosas. Que racistas desgraçados!”

Deputado Alencar Santana Braga: – “João Alberto Silveira Freitas, negro, espancado e assassinado na véspera do Dia da Consciência Negra por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre. Em fevereiro de 2019, no Rio de Janeiro, Pedro Gonzaga, jovem negro de 19 anos, também foi morto por seguranças do Carrefour”.

Deputado José Guimarães, Líder da Minoria na Câmara: – “É revoltante ver as imagens do espancamento de um homem negro pelo segurança do Carrefour, esta não é a primeira vez que o supermercado se envolve em atos cruéis. Queremos punição dos envolvidos. O racismo precisa ser combatido por toda a sociedade! Vidas Negras Importam”.

Deputada Erika Kokay: – “No Dia da Consciência Negra, o Brasil tem mais um caso de um homem negro espancado até a morte, agora, num Carrefour em Porto Alegre. A violência contra os corpos negros não pode ser a regra. Não podemos naturalizar a barbárie! Vidas Negras Importam”.

Deputado Nilto Tatto: – “Até quando alguns seguirão dizendo que no Brasil não há racismo? Ontem, de novo, mais uma vez, novamente, um homem negro foi covardemente espancado e assassinado por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre. Isso será naturalizado por aqui até quando?”

Deputado Alexandre Padilha: – “As imagens só reforçam a importância de termos atitude antirracistas hoje e todos os dias do ano. O racismo brasileiro faz, novamente, mais uma vítima”.

Deputado Carlos Zarattini: – líder da Minoria no Congresso – “Mais um brutal crime de racismo, de preconceito, de discriminação! Além da punição exemplar aos assassinos, o Carrefour precisa ser punido!”

Deputado Paulo Teixeira (PT-SP) – “Dia da Consciência Negra e a notícia é da morte de um negro por seguranças do Carrefour. Vidas negras importam! Carrefour tem que ser punido, pedir desculpas e indenizar a família e a comunidade negra”.

Deputado Pedro Uczai: – “É revoltante ver pessoas negras, serem mortas por nada, sem poder se defender. As imagens do homem negro, morto em Porto Alegre, são cruéis e evidenciam o ódio gratuito e duro, sobre a vida negra. Até quando vamos naturalizar isso?”

Deputado Reginaldo Lopes: – “Ontem, véspera do Dia da Consciência Negra, mais um assassinato da população negra! Esse caso no Carrefour mostra o quanto as vidas negras são banalizadas no Brasil. Toda solidariedade à família e aos amigos de José Alberto Silveira Freitas. Vidas Negras Importam”.

Deputado Joseildo Ramos: – “Soubemos do assassinato de Beto, um homem negro espancado pelos seguranças do Carrefour de Porto Alegre um dia antes do dia da Consciência Negra. Um crime que não configura como uma exceção, mas como um exemplo da violência cotidiana à qual o povo negro está exposto.”

Deputado Carlos Veras: – “81% veem racismo no Brasil. Só 34% admitem preconceito. + de 75% das vítimas de homicídios são negras, entre elas, João Freitas, brutalmente espancado até morte, ontem, em supermercado. É triste e revoltante! Todo dia é dia de combater o racismo estrutural que violenta o país”.

Deputado Odair Cunha: – “Uma pessoa negra é morta no Brasil a cada 23 minutos. João Alberto Freitas, assassinado ontem em um supermercado Carrefour em Porto Alegre, é mais uma vítima do racismo no Brasil. No Dia da Consciência Negra estamos mais uma vez de luto. Vidas Negras Importam”.

Deputada Professora Rosa Neide: – “A violência praticada contra uma vida negra em um supermercado de Porto Alegre demonstra como a estúpida estrutura escravista ainda está presente. Nossa solidariedade à família de João Alberto Silveira. Enquanto tivermos voz vamos dizer não ao preconceito racial.”

Deputado Waldenor Pereira (PT-BA) – “No Dia da Consciência Negra, acordamos com a notícia de que João Alberto Freitas, homem negro, foi espancado e morto covardemente por seguranças do Carrefour. Um crime absurdo, que nos choca profundamente. É preciso pôr um fim ao racismo estrutural do Brasil! Vidas Negras Importam!”.

Deputada Natália Bonavides: – “Começamos 20 de novembro com muita indignação por mais uma brutalidade racista no Brasil. Ontem, João Alberto, homem negro, foi espancado até a morte no Carrefour, em POA. Dia da consciência negra é mais um dia de luta antirracista para mudar essa realidade. Vidas Negras Importam!”.

Deputado Célio Moura: – “Chega de racismo! É preciso punir esses criminosos perigosos. O racismo mata, humilha e destrói vidas! Punição exemplar, aos assassinos do Carrefour!”

Deputado Afonso Florence: – “Mais um assassinato de uma pessoa negra, em que o vídeo gravado prova o caráter doloso da ação dos assassinos. Os assassinos de João Alberto não podem ficar impunes. Vidas negras importam!”

Deputada Margarida Salomão: – “Que horror, que absoluto horror amanhecer o Dia da Consciência Negra com a notícia de um novo homicídio contra um negro, em pleno Carrefour de Porto Alegre”.

Deputado Rogério Correia: – “Inadmissível, revoltante, deplorável. Não dá para aceitar qualquer tipo de discriminação, muito menos uma violência desta. Infelizmente isso parece estar se normalizando cada vez mais no país onde impera o discurso de ódio vindo do próprio presidente”.

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30
Out19

Deputados exigem explicações sobre suspeitas de envolvimento de Bolsonaro na morte de Marielle

Talis Andrade

bolsonaro milicianos arma.jpg

 

 

Parlamentares da Bancada do PT se revezaram na tribuna da Câmara nesta quarta-feira (30) para manifestar perplexidade com o depoimento do porteiro do condomínio onde mora a família Bolsonaro, que menciona o nome do presidente Jair Bolsonaro, no caso Marielle Franco (PSOL), vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018. “Que Bolsonaro tem envolvimento com a milícia, o Brasil já sabe. Que Bolsonaro não tem como explicar de onde tirou dinheiro para pagar aquelas duas mansões que são propriedades dele, todo mundo já sabe. Só que agora estão mostrando o envolvimento dele com a morte da vereadora Marielle”, destacou o deputado Jorge Solla (PT-BA).

O deputado citou trechos da reportagem divulgada ontem (29) na qual revela que o assassino de Marielle esteve no condomínio de Bolsonaro. “Ele identificou-se, está lá o registro do nome dele, disse que ia para a casa 58, que é uma das duas mansões de Bolsonaro. O porteiro confirmou a informação. E agora o porteiro está sendo acusado. A que ponto nós chegamos!”, lamentou.

E o que é mais “escandaloso” nesse caso, segundo Solla, é que o presidente Bolsonaro mandou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, acionar o procurador-geral do Ministério Público Federal, para acusar o porteiro de ter citado o nome do presidente. “Eu espero que isso não prospere. Houve o tempo em que existia o “engavetador-geral” da República. Agora há o responsável por blindar o envolvimento criminoso com a milícia e com o assassinato de Marielle”, criticou.

Jorge Solla afirmou que é preciso exigir que a apuração aconteça. “Nós queremos ouvir a gravação. Há informação de que existe gravação sim na portaria do condomínio. Nós queremos ouvir a gravação que comprova o envolvimento do presidente. E isso tem que gerar apuração, não proteção, não blindagem”, protestou.

Quem não deve não teme

Ao comentar o caso, o deputado Valmir Assunção (PT-BA) disse que não ia acusar o presidente Bolsonaro de envolvimento com o assassinato da vereadora Marielle. “Mas assisti nas redes sociais e nos meios de comunicação o debate ocorrido no dia de ontem, e mesmo achando que a Rede Globo tem que explicar como dá alguns furos de reportagem em matéria sigilosa. E isso não é de agora – foi contra o presidente Lula, contra o PT e contra a esquerda. Jair Bolsonaro não aguentou um Jornal Nacional!”, criticou.

Valmir Assunção disse que viu o vídeo de Jair Bolsonaro no Facebook. “Vi que ele está muito nervoso. Quem não deve não teme. Essa é a máxima”, provocou. O deputado observou ainda que não tem como negar que Élson Queiróz e Ronnie Lessa – acusados do assassinato de Marielle – fazem parte da amizade da Família Bolsonaro. “Quando dizemos isso, não estamos dizendo que o Bolsonaro é responsável pelo assassinato, mas uma coisa é concreta: esses dois suspeitos fazem parte da amizade da Família Bolsonaro, isso é público e notório”, reforçou.

Ameaça à TV

bolsonaro vizinho miliciano assassino marielle .jp

 

O deputado Alencar Santana (PT-SP) relembrou que um outro “eiro”, um caseiro derrubou um ministro. E, agora, nós temos o depoimento de um porteiro, que cita o nome do presidente. “Ele diz que um suspeito foi ao seu condomínio, na casa de um outro suspeito da morte da Vereadora Marielle e diz que é a casa do hoje presidente Bolsonaro. Essa circunstância, por si só, faz com que haja necessidade do inquérito ser transferido para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal, uma vez que se trata do presidente da República”, explicou.

Alencar Santana estranhou ainda a conduta do presidente, que logo após a reportagem ameaçou uma concessionária de TV, dando a entender que pode não renovar a sua concessão no período adequado de pedido. “Ora, ele está insinuando o quê com isso? É uma ameaça? O presidente está usando o seu poder para ameaçar, tentando calar a imprensa como medida de censura?”, protestou.

O deputado do PT paulista criticou ainda a postura do ministro Moro, que determinou uma apuração para ver em que circunstância o depoimento do porteiro foi dado. “Como assim? Ele está suspeitando, sem qualquer evidência, sem qualquer elemento fático, do trabalho de uma instituição? Da polícia do Rio de Janeiro? Também da condução do MP do Rio? Isso é um absurdo! É uma interferência indevida, é um abuso de poder, é crime de responsabilidade”, afirmou.

Casa 58

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O deputado Paulo Guedes (PT-MG) enfatizou que a pergunta que o Brasil todo faz hoje é: quem estava na casa nº 58?. “Nós ficamos perplexos porque, ao invés de o presidente Jair Bolsonaro dar explicações, ele faz justamente o contrário, ele pede ao seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, para investigar o porteiro. Quando age dessa forma, o presidente se comporta como se fosse o Barão de Araruna, e se submete o ministro da Justiça à condição de capitão-do-mato. Nós não podemos admitir isso. O Brasil exige explicação”.

Os deputados Assis Carvalho (PI), Frei Anastácio (PT-PB), Airton Faleiro (PT-PA) e Reginaldo Lopes (PT-MG) também se manifestaram em plenário sobre o depoimento do porteiro.

Vânia Rodrigues

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09
Jun19

Visão da PGR Raquel Dodge de que a Petrobras foi ‘vítima de esquema’ aumenta estranheza sobre o fundo secreto da Lava Jato

Talis Andrade

 

09
Jun19

Por desvios bilionários, investigação conjunta do judiciário e legislativo pode levar procuradores da Lava Jato para a cadeia

Talis Andrade

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Em nome do combate à corrupção eles podiam tudo, inclusive ser corruptos. Assim começaram a levar vantagem em tudo. Criaram a indústria da delação premiada que enriqueceu bancas de advogados, lavou mais branco o dinheiro de traficantes de moedas, de drogas, de pedras preciosas, do mercado negro, do contrabando. Legalizou bens adquiridos com o dinheiro da corrupção. Limpou os nomes sujos de criminosos como Alberto Youssef, chefe da máfia libanesa. Bandidos condenados foram soltos. Youssef pegou mais de cem anos de cadeia, está livre, podre de rico, e leve e solto na buraqueira para uma vida de luxo e luxúria.

Os procuradores podiam muito mais: eleger deputados, senadores, governadores, até o presidente da República.

Não pararam aí. Inventaram verdadeiras máquinas de fabricar dinheiro. Tacla Durán denunciou a cobrança, por fora, de uma delação premiada: 5 milhões de dólares. Quantas delações foram concedidas? Mais de mil.

Inventaram as multas bilionárias nos acordos de leniência, que quebraram as grandes empresas nacionais, desempregando milhões de trabalhadores, empurrando o Brasil de volta ao Terceiro Mundo. Para encobrir o dinheiro arrecadado na cruzada santa contra a corrupção, inventaram uma organização secreta, ora chamada de ong, de fundo, de fundação etc. No nome dessa sociedade secreta, a Petrobras depositou, no dia 30 de janeiro último, 2 bilhões e 567 milhões de reais.  Eis a prova:

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Vejam que nem todos procuradores da Lava Jato entraram nessa safadeza (apenas seis assinaram):

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Chegou a hora da verdade. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara (CFFC) aprovou a proposta dos deputados petistas Patrus Ananias, João Daniel, Marcon, Valmir Assunção e Nilto Tatto para que seja fiscalizado, em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU), o acordo firmado entre a Petrobras e o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), denominado Acordo de Assunção de Compromissos.

Por meio desse compromisso, a estatal destinaria US$ 682 milhões (cerca R$ 2,7 bilhões) ao Ministério Público Federal do Paraná. A quantia é resultante de uma condenação aplicada à Petrobras pela Corte Judicial de Nova Iorque, com base em denúncias contra a estatal, informadas pelos procuradores da Lava Jato à Justiça dos Estados Unidos.

O acordo previa que o dinheiro fosse investido em uma fundação particular sob controle dos procuradores de Curitiba (PR). A chamada assunção de compromissos foi repudiada no meio jurídico assim que foi revelada, por estar eivada de ilegalidades.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do acordo em medida cautelar numa Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

Também a mesa diretora da Câmara dos Deputados apresentou Reclamação ao STF que passou a tramitar junto com aquela ADPF, argumentando que houve tentativa de usurpação de poderes por parte do Ministério Público Federal do Paraná.

Em março, o ministro Alexandre Moraes concedeu liminar suspendendo os efeitos do acordo.

Em seu parecer favorável, o relator Ricardo Barros propõe que o TCU encaminhe a regularidade da aplicação dos recursos e prevê a realização de audiências públicas na Comissão.

O pedido de fiscalização na CFFC foi assinado pelos deputados Patrus Ananias (PT-MG), João Daniel (PT-SE), Marcon (PT-RS), Valmir Assunção (PT-BA) e Nilto Tatto (PT-SP).

 

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