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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Jul21

Defesa e Forças Armadas adotam método bolsonarista de ataque político contra CPI

Talis Andrade

Charge do Zé Dassilva: mais um depoente na CPI | NSC Total

 

por Janio de Freitas

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Surpreendente, na investida do ministro da Defesa e dos três comandantes das Forças Armadas contra a CPI, é a adoção do mais característico no método bolsonarista de ataque político

 

Janio de Freitas /Folha

senador Omar Aziz e, por extensão, os senadores sob sua presidência, são postos como culpados de agressões verbais que não fizeram às Forças Armadas, tratamentos indignos que não dirigiram a militares depoentes, e ainda atitudes “vis e levianas” que não tiveram no intuito de desvendar a criminalidade associada às mortes da pandemia.

Não é crível que os militares do Exército envolvidos na ação mortífera do Ministério da Saúde, e citados nas falcatruas com vacinas, sejam representativos das Forças Armadas a ponto de merecerem defesa tão desmedida do ministro e comandantes.

É, no entanto, o que a nota dá a entender. Em particular quanto a “Pazuello, um general da ativa”, como reiterou à repórter Tânia Monteiro (O Globo) o brigadeiro Batista Jr., um dos signatários da nota. Até agora não constava que estar na ativa significasse, em comparação de dignidades, mais do que isto mesmo: estar na ativa.

Se admissível ter dúvida absurda, oito procuradores do Ministério Público Federal em Brasília respondem: explicitam o que, de fato, distingue o general da ativa Eduardo Pazuello.

Do alto de suas estrelas, ele “retardou conscientemente” a contratação de vacinas, deixando sem resposta mais de 80 ofertas de fornecimento da Pfizer.

“Nenhuma das objeções” à aceitação “se justifica”, inclusive porque as mesmas cláusulas recusadas à Pfizer foram antes aceitas com a AstraZeneca.

O general da ativa fez “gestão gravemente ineficiente e dolosamente desleal (imoral e antiética)” na Saúde sob situação crítica, diz o parecer dos procuradores em ação por improbidade.

A confusão entre a instituição Forças Armadas e militares suspeitos, investigados ou criminosos provados (como o tenente terrorista, perdoado e promovido Jair Bolsonaro) está na raiz de males insuperáveis no percurso brasileiro.

A mentalidade militar não consegue perceber sua própria natureza na sociedade e no Estado, nem o da instituição. Ou das instituições do Estado Democrático de Direito.

Além da completa impropriedade da nota “dura, como nós achamos que devia ser” —informa o comandante da Aeronáutica— ficou a impressão de que seu propósito de fundo foi defender Bolsonaro.

No dia mesmo em que Omar Aziz fazia a reflexão histórica e formalmente correta sobre militares implicados, o UOL e a repórter Juliana Dal Piva divulgavam o relato de Andréa Siqueira do Valle sobre a engrenagem, da qual fez parte, pela qual Jair Bolsonaro se apropriou de dinheiro público por anos seguidos —via salários de funcionários fantasmas.

Em referência à pandemia, o nome Bolsonaro não se liga só à morte de centenas de milhares de brasileiros, já aparecendo nas primeiras descobertas da CPI sobre armação de tramoias mi e bilionárias com vacinas. E com mortes, como facilitadoras de outros assaltos ao dinheiro público.

É a esse personagem que uma corrente de militares se associa, integrando o governo ou assentindo com a exploração política da instituição Forças Armadas. Enfim, como disse o brigadeiro Batista Jr., em complemento à nota que chamou de “alerta às instituições”, sobre a atual e demais advertências: “Homem armado não ameaça”. Age —é isso? Age com a arma.Gilmar Fraga: pegando fogo | GZH

Muito democrático, muito civilizado. Tanto que o entrevistado “sente”, lamenta, ser a “disputa política normal”, mas “em tão baixo nível, em nível muito raso”. E, é preciso dizer, trata-se de um militar articulado acima da média conhecida, com capacidade verbal e facilidade expositiva.

 

Pacheco precisou ser chamado de covarde para defender o Senado

 

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, precisou ser chamado até de covarde, inclusive na imprensa, para dizer uma palavrinha muito atrasada em defesa do Senado e do senador Omar de Aziz, que não relegou a altivez. Rodrigo Pacheco está sendo chamado, ora de vaselina, ora de farsante. Ou pior.

Bolsonaro: “Ou temos eleições limpas ou não temos eleições”. De todo limpas talvez seja difícil. Há um gatuno de dinheiro público e, sendo pouco, dado ainda como genocida, com planos de ser candidato.

A “rachadinha” de Jair Bolsonaro era comentada ao seu tempo de parlamentar no Rio. E continuou no seu tempo de Câmara Federal. Mas houve dificuldade de provar. Provada com a senhora do Açaí de Angra dos Reis, faltou brio para algum dos tantos habilitados cumprir seu papel no Ministério Público e no Judiciário.

A flexibilização do veto do Ministério da Saúde à cloroquina, contra a Covid, é uma esperteza para dar a Bolsonaro uma porta de fuga. A partir de pretensa consulta pública, desprovida de qualificação científica, a cloroquina passaria a ser uma dúvida, não uma certeza de ineficácia e efeitos colaterais graves. Com isso, Bolsonaro, seu patrocinador, escaparia da situação de futuro réu judicial pela pregação ilusionista em favor daquela droga.

 

Eleição na Fiesp significa retorno da decência perdida sob Paulo Skaf

 

eleição de Josué Gomes da Silva para a presidência da Fiesp significa, até onde se pode esperar, o retorno da decência e da importância a essa entidade. Experimentadas, por exemplo, ao tempo de Horácio Lafer Piva e perdidas por inteiro com Paulo Skaf —em 17 anos que falam mais do empresariado eleitor de então que desse oportunista. Uma política industrial está entre as maiores necessidades para a tentativa de salvar o Brasil, no pós-Bolsonaro.

16
Nov20

Candidata de Bolsonaro em Angra, Wal do Açaí não é eleita vereadora

Talis Andrade

Bolsonaro não consegue eleger candidatos a vereador e vê votação de Carluxo  cair - Diário do Rio de Janeiro

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A candidata, alvo de investigação do Ministério Público, teve apenas 248 votos (0,30%)

 
candidata Wal Bolsonaro (Republicanos), mais conhecida como Wal do Açaí, não foi eleita vereadora em Angra dos Reis (RJ). A política, apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), teve 248 votos (0,30%).
 
Wal é alvo de uma investigação do Ministério Público depois que o jornal Folha de S. Paulo revelou que a funcionária continuava vendendo açaí numa praia de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, no horário do expediente que teria que cumprir como funcionária de Bolsonaro, à época em que era deputado federal. Ela estava na condição de secretária parlamentar do gabinete do parlamentar.
 

Durante uma live em suas redes sociais, Bolsonaro comentou: “Agora a Wal resolveu vir como vereadora em Angra dos Reis [RJ]. Então é obrigação minha, pelos excelentes serviços que ela prestou na região… O deputado pode ter servidor comissionado em qualquer lugar do estado, não apenas na capital ou onde o parlamentar mora. Então você que não decidiu ainda, se possível, [vote na] Wal, Wal Bolsonaro, né? Botou Bolsonaro. Valeu, Wal!”.

Segundo a Folha, Walderice trabalhava no Rio mesmo aparecendo desde 2003 como um dos 14 funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro, com salário de pouco mais de R$ 1.300. Após a repercussão, a funcionária pediu demissão do cargo.

As regras da Câmara dos Deputados determinam que uma pessoa que ocupa o cargo de secretário parlamentar precisa trabalhar 40 horas semanais no gabinete em Brasília ou no escritório no estado do parlamentar – o que não ocorria com Wal. Esses funcionários são pagos com a verba de gabinete, ou seja, dinheiro público.

 

16
Nov20

Como foi o desempenho dos candidatos apoiados por Bolsonaro

Talis Andrade

Como foi o desempenho dos candidatos apoiados por Bolsonaro nas eleições de 2020

Wal do Açaí, entre Bolsonaro e Carlos: ex-assessora do presidente e um dos nomes do bolsonarismo em 2020 não se elegeu vereadora em Angra dos Reis (RJ).| Foto: Reprodução/Facebook

 

por Rodolfo Costa /Gazeta do Povo

O presidente Jair Bolsonaro tem pouco o que celebrar neste primeiro turno das eleições municipais de 2020. A maior parte dos candidatos apoiados por ele e por sua família – o que inclui os três filhos e a mulher, a primeira-dama Michelle – não obtiveram bons resultados, seja para prefeituras ou câmaras municipais.

O que se observou na disputa das prefeituras é que, de 13 candidatos apoiados por Bolsonaro, mais da metade (oito) perdeu a eleição. E apenas cinco foram eleitos em primeiro turno ou continuam na disputa do segundo turno.

Os casos mais expressivos são os de Capitão Wagner (Pros), candidato à prefeitura de Fortaleza, Marcelo Crivella (Republicanos), candidato à reeleição no Rio de Janeiro, e do Delegado Federal Eguchi (Patriota), candidato em Belém. Ambos foram os segundos mais votados nas respectivas cidades. Wagner teve 33,3% dos votos válidos, Crivella fez 21,9% e Eguchi ficou com 23,1%.

Dois candidatos com o apoio da família Bolsonaro se elegeram para prefeituras de municípios de porte médio. O prefeito de Parnaíba (PI), Mão Santa (DEM), apoiado por Bolsonaro, foi reeleito em primeiro turno com 52,1 mil votos, 68,3% dos votos válidos. Outro que recebeu o apoio da família e faturou a eleição também em primeiro turno foi Gustavo Nunes (PSL), eleito em Ipatinga (MG).

Entre os candidatos a prefeito apoiados por Bolsonaro que ficaram no caminho, o caso mais simbólico é o de Celso Russomanno (Republicanos), que disputou o pleito na capital paulista. Não apenas foi preterido pelos paulistanos, como obteve apenas 10,5% dos votos válidos, tendo sido o quarto mais votado.

Em Belo Horizonte, Bruno Engler foi o segundo mais votado. Mas também fez apenas 10% dos votos válidos. Alexandre Kalil (PSD), o atual prefeito, reeleito com 63,4%.

Outros casos de insucessos entre candidatos apoiados por Bolsonaro em capitais está o da Delegada Patrícia (Podemos), postulante em Recife; e o de Coronel Menezes (Patriota), de Manaus. Enquanto Patrícia obteve 14,1% dos votos, a quarta mais votada, Menezes conseguiu 11,3% e foi o quinto mais votado.

Fora das capitais, Allan Lyra (PTC), candidato em Niterói (RJ), e Julia Zanatta (PL), em Criciúma (SC), são outros candidatos do bolsonarismo que sofreram derrotas.

17
Mar19

O POVO ACORDOU O sinal vem das ruas

Talis Andrade

O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), afirmou em artigo que o comportamento de Jair Bolsonaro nas redes sociais tem deixado o Brasil perplexo e que as críticas observadas contra o presidente durante o carnaval demonstram que a população começou a reagir aos desmandos, à incompetência e aos retrocessos propostos pelo governo Bolsonaro.

“O sinal vem das ruas. O povo brasileiro percebe de forma crescente o desmonte da Constituição, o ataque a direitos históricos e começa a reagir. Antes que tudo desmorone a mando de um governo irresponsável, antinacional e antipopular, é preciso reagir”.

Brasil reage aos desmandos de Bolsonaro

por Paulo Pimenta

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O Brasil está perplexo com o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que em vez de governar e anunciar medidas para gerar empregos e renda, prefere ficar nas redes sociais atacando as pessoas e até postando vídeo obsceno.

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O quadro piora com novas denúncias sobre o envolvimento da família Bolsonaro com milicianos do Rio de Janeiro, inclusive com os matadores da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

O carnaval que passou deixou claras a irreverência e a crítica do povo aos esquemas do Queiroz, ao laranjal do PSL e aos desmandos e à incompetência de Bolsonaro. O tom laranja prevaleceu entre as fantasias.

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A Estação Primeira de Mangueira foi a grande campeã do Carnaval 2019 do Rio de Janeiro, conquistando seu 20º título contando a história do Brasil pela ótica dos heróis negros e indígenas. Um dos grandes destaques do desfile foi a homenagem a Marielle.

Ao condomínio de luxo onde Bolsonaro tem casa no Rio (vizinho de um PM acusado de assassinar Marielle), o bloco Eu Avisei foi e, certeiro e premonitório, cantou a marchinha de protesto: “Doutor/ Eu não me engano/ O Bolsonaro é miliciano”.

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Em Olinda (PE), bonecos gigantes do presidente e sua esposa, a primeira dama Michelle Bolsonaro, foram vaiados e alvos de uma chuva de latas jogadas pelos foliões.

O povo mostrou também em todas as regiões do País que quer a libertação de Lula, condenado de forma arbitrária e injusta por um ex-juiz que virou político.

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Nunca se viu um carnaval tão politizado, com os foliões clamando contra Bolsonaro e seu governo que, em dois meses, não conseguiu dar uma única notícia boa para o povo brasileiro.

Logo após o Carnaval, veio o 8 de Março, o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Milhares delas foram às ruas se manifestar em defesa de seus direitos, contra o retrocesso civilizatório patrocinado por Bolsonaro. Defenderam a libertação de Lula, punição aos assassinatos de Marielle e condenaram a reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso Nacional.

O sinal vem das ruas. O povo brasileiro percebe de forma crescente o desmonte da Constituição, o ataque a direitos históricos e começa a reagir. Antes que tudo desmorone a mando de um governo irresponsável, antinacional e antipopular, é preciso reagir.

Umas das principais ameaças é a Reforma da Previdência (PEC 6/2019), cruel contra o povo e covarde com os privilegiados.

As ruas no carnaval e no 8 de março deram um recado: vamos resistir, defender as conquistas históricas e derrubar a reforma da Previdência.

 

14
Mar19

Morte de Marielle pode derrubar Bolsonaro

Talis Andrade

por Eduardo Guimarães

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Há uma avalanche de indícios ligando o clã Bolsonaro ao crime organizado do Rio de Janeiro (milícias). Acaba de surgir fato que pode ligar Bolsonaro aos assassinos de Marielle Franco: ele tem uma casa no condomínio em que mora um dos assassinos dela, que acaba de ser  preso. Mas não é só. Tem muito mais. Morte de Marielle pode derrubar Bolsonaro.

Vamos rever alguns fatos que ligam Bolsonaro ao crime organizado.

1) 2003: Jair Bolsonaro, no Congresso, defende milícias e grupos de extermínio;

2) 2007: Flávio Bolsonaro defende legalização das milícias;

3) 2011: A juíza Patrícia Acioli é assassinada com 21 tiros no Rio por milicianos. Flávio Bolsonaro, após a morte, vai ao twitter e difama a magistrada;

4) 2015: A juíza Daniela Barbosa é agredida por milicianos durante uma inspeção no Batalhão Especial Prisional durante uma inspeção no Rio. Flávio Bolsonaro sai em defesa dos agressores;

5) 2018: Flávio Bolsonaro faz campanha com família ligada ao jogo do bicho, organização que se fortificou justamente durante a Ditadura (especula-se que bicheiros do segundo escalão se tornaram milicianos);

6) 2018: Policiais que integravam a campanha de Bolsonaro são presos na Operação Quarto Elemento, que investiga a atuação de milicianos que praticavam extorsões. Os dois PMs presos são irmãos de Valdenice de Oliveira, a Val do Açaí, assessora de Bolsonaro e tesoureira do PSL;

7) Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete, suspeitos de assassinarem Marielle.

Acham pouco? Então, tem mais. A jornalista Eliane Brum denunciou em seu perfil no Facebook que a Jornalista Constança Rezende, do Estadão, atacada recentemente por Bolsonaro é filha de repórter da Globo que investiga milícias no RJ.

Mas se você ainda não está contente com as provas apresentadas, tem mais uma que chega a ser engraçada de tanto que compromete o clã nazifascista que desgoverna o Brasil. Vamos assistir o vídeo.

 

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