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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

16
Mar21

“Bolsonaro Genocida” explode no Twitter após intimação a Felipe Neto

Talis Andrade

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A hashtag #BolsonaroGenocida ficou no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter

Internautas se revoltaram contra a intimação recebida pelo youtuber Felipe Neto nesta segunda-feira (15), para prestar depoimento por crime contra a Lei de Segurança Nacional, por ter chamado Jair Bolsonaro de genocida. 

A hashtag #BolsonaroGenocida ficou no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter. Segundo Felipe Neto,  policiais estiveram presentes em sua residência portando a intimação, fruto de uma queixa-crime noticiada à polícia pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

Felipe Neto
@felipeneto
1) Um carro da polícia acaba de vir na minha casa. Trouxeram intimação p/ q eu compareça e responda por CRIME CONTRA SEGURANÇA NACIONAL Pq chamei Jair Bolsonaro de genocida. Carlos Bolsonaro foi no mesmo delegado q me indiciou por "corrupção de menores". Sim, é isso mesmo.
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Deputada Isa Penna #VacinaJá
E o Julio que tá marcando o perfil da Polícia Federal nos tweets do #BolsonaroGenocida! Vai passar uns 3 dias sem sair do twitter
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𝐁𝐨𝐥𝐬𝐨𝐧𝐚𝐫𝐨 𝐆𝐞𝐧𝐨𝐜𝐢𝐝𝐚
#BolsonaroGenocida não pode? Porque vcs não abrem processo por calúnia e difamação de chamar genocida de genocida ?
União Nacional dos Estudantes - UNE
Entende-se por genocídio a promoção de dano grave físico ou mental com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional; e ainda a submissão intencional do grupo a condições de existência que lhe ocasionem a destruição física. Alguma dúvida? #BolsonaroGenocida
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Ghiri
Ficou famoso nacionalmente falando em fuzilar o Fernando Henrique e agora vai ficar famoso internacionalmente por ser o responsável pela morte de 250 mil pessoas. #BolsonaroGenocida Incoerência total, falava contra privatizações e se elegeu falando em liberalismo.
Fábio Yabu
O #BolsonaroGenocida quer de novo interditar o debate e pautar a mídia. Ele está cagando em ser chamado de genocida, o que ele não quer é que você leia isso aqui:
Anatomia da rachadinha : Quebra de sigilos do Caso Flávio revela indícios do esquema ilegal nos...
Quebra de sigilos do Caso Flávio revela indícios do esquema ilegal nos gabinetes de Jair e...
noticias.uol.com.br
Sonia Meneghetti
Bolsonaro não quer ser chamado de genocida. Vamos obedecer, não é? #BolsonaroGenocida.Image
Juliana Brizola 
Felipe Neto sendo denunciado pela família Bolsonaro por “crime contra a segurança nacional” é a melhor piada do dia. Quem representa a verdadeira ameaça? Um youtuber ou um presidente negligente responsável por milhares de mortes? #BolsonaroGenocida
Lindbergh Farias
Parece que Bolsonaro não gosta de ser chamado de GENOCIDA, mas nenhuma palavra cabe tão bem para classificar esse ser tosco, desumano, boçal e abjeto do que GENOCIDA.
Gilmar
@CartDasCavernas
Não pode chamar o bolsonaro genocida de #BolsonaroGenocida NÃO PODE!!!!
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Alexandre Aguiar PFF2 
Efeito Streisand. Carluxo não deseja que o papai seja chamado de genocida e foi até a polícia. #BolsonaroGenocida lidera o Trending Topics.
 
 
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Emanuel Arêbolo
Se intimaram uma pessoa a depor, por chamar o Genocida de genocida, quero ver intimarem esses 14,9 mil pessoas que estão subindo a hastag #BolsonaroGenocida, em ?
26
Jun20

Semeando vento, colhendo tempestades

Talis Andrade

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II - Brasil derruba Weintraub 

por Luciano Wexell Severo/ Le Monde
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Os catorze meses seguintes foram marcados pela ausência de políticas educacionais e pela ignorância sem precedentes do MEC. O debut de Weintraub como gestor público de alto-escalão foi marcado pelo anúncio do “corte de 30%” nos recursos destinados a despesas discricionárias, como água, luz, limpeza e segurança, das instituições federais de ensino superior. O novo ministro denunciava a dominação da academia por “comunistas”, reclamava dos elevados dispêndios governamentais e protestava contra o uso de drogas pelos universitários. Ao mesmo tempo, anunciou o “bloqueio preventivo” de recursos, sustentado no argumento de que algumas universidades estavam promovendo “balbúrdia” ou “eventos ridículos” nos seus campi. Inicialmente, seriam os casos da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao longo do mês de maio de 2019, sobretudo nos dias 15 e 30, o país inteiro foi tomado por multitudinárias manifestações contra as arbitrariedades do MEC. Em um movimento nacional, centenas de milhares de brasileiros ocuparam as ruas para protestar. Houve amplo apoio de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores. Recorda-se que a OAB também questionou o contingenciamento de verbas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa furiosa difamação das instituições públicas pelo próprio MEC estava claramente associada com o programa “Future-se”, que havia sido anunciado em meados de 2019. Tratava-se de um plano de promoção da privatização das universidades, via participação de fundações e fundos de investimento, que terminariam por anular a autonomia tanto administrativa como didático-científica. Ficou evidente a falta de compromisso do Estado com o financiamento da Educação, do ensino, da pesquisa, da extensão e do desenvolvimento. As instituições passariam a operar de acordo com contratos de resultados e alcance de metas, que condicionariam o acesso a bolsas da Capes, por exemplo. As Ciências Humanas foram abertamente consideradas como não prioritárias. Recorda-se que quatro dias antes de deixar o cargo, Weintraub retomou a mesma ideia: “Como brasileiro, eu quero ter mais médico, mais enfermeiro, mais engenheiro, mais dentistas. Eu não quero mais sociólogo, antropólogo, não quero mais filósofo com o meu dinheiro”.

Em novembro de 2019, o então ministro disse “você tem plantações de maconha, mas não são três pés de maconha, são plantações extensivas de algumas universidades, a ponto de ter borrifador de agrotóxico”. Os alvos eram a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a UnB, já atacada por promover “balbúrdia”. Depois das graves acusações, Weintraub foi chamado para prestar esclarecimentos na Comissão de Educação da Câmara de Deputados. Na ocasião, disse que “as universidades estão doentes, pedindo nosso socorro. Sou a favor da autonomia em pesquisa, pode falar do que quiser, até de Karl Marx, não tem problema, mas a PM tem que entrar nos campi”. Não recuou um milímetro. Pelo contrário, foi além: “Você pega laboratórios de química – uma faculdade de química não era um centro de doutrinação – desenvolvendo drogas sintéticas, metanfetamina, e a polícia não pode entrar nos campi”. As propagandas falsas e negativas do MEC visavam desqualificar as instituições. Recorda-se que apenas 1% de todos os brasileiros está matriculado em uma universidade pública.

Em fevereiro de 2020, pela nona vez, Weintraub foi chamado a comparecer ao Congresso Nacional. No caso, devia prestar esclarecimentos sobre as falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado em novembro de 2019. Os problemas foram os erros nas correções de mais de 5 mil provas, a suspensão da divulgação dos resultados por parte do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e a grande dificuldade para realizar as inscrições. Mantendo a sua linguagem peculiar, o chefe da pasta afirmou que “Eu não prometi que seria, mas foi o melhor Enem de todos os tempos”. No bojo desses acontecimentos, claramente ampliou-se uma grande onda de indignação.

Com uma portaria matreira, no dia do Natal de 2019, Bolsonaro tentou alterar o rito para a nomeação de reitores de universidades e institutos técnicos federais, descartando a histórica consideração da chamada lista tríplice de candidatos. A proposta sequer foi votada por deputados e senadores, perdendo validade. Já em um cenário de Covid-19, diante de números assustadores e crescentes de contaminados (mais de 1 milhão) e de falecidos (mais de 50 mil), o MEC chegou a sentenciar, de maneira arbitrária, que manteria a data de realização do ENEM em 2020. O anúncio foi recebido com espanto, gerou protestos e forçou o Ministério a recuar.

Como se não bastasse, na famosa reunião ministerial de 22 de abril, que teve o conteúdo divulgado ao público por decisão da Suprema Corte, o então ministro da Educação afirmou: “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”. Assim, terminou incluído no inquérito que apura fake news contra o Supremo. Weintraub considerou a operação da Polícia Federal (PF), ordenada pelo STF, como a “Noite dos Cristais brasileira”, sendo duramente repreendido por entidades judaicas e pela própria embaixada de Israel no Brasil.

No início de junho de 2020, uma nova medida provisória do presidente previa autorizar o ministro da Educação a “nomear reitores e vice-reitores de universidades federais sem consulta à comunidade acadêmica” nos casos de mandatos que terminassem durante a quarentena. Houve grande revolta nas universidades, no Congresso e em diversas instituições. O texto dizia que “não haverá processo de consulta à comunidade, escolar ou acadêmica, ou formação de lista tríplice para a escolha de dirigentes das instituições federais de ensino durante o período da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da Covid-19”. Os presidentes do Senado e da Câmara de Deputados se manifestaram veementemente contra a proposta inconstitucional, que foi devolvida ao Poder Executivo.

Fora do Brasil, Weintraub também causou conflitos. Quis associar a forma de falar do personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, com a pronúncia praticada pelos chineses. A sua postagem não é digna de um alto-funcionário do governo do Brasil. Escreve: “Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”. A situação é completamente vexatória. Falou em “comunavírus” e “vírus chinês”. O governo de Pequim respondeu de maneira contundente e a Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF a abertura de inquérito para investigar Weintraub pelo crime de racismo.

No seu último dia como ministro, ainda foi anunciada uma portaria que desobriga as instituições públicas de ensino superior a apresentarem planos de inclusão para negros, indígenas e deficientes em programas de pós-graduação (mestrado, especialização e doutorado). A medida gerou forte reação e, se mantida, será mais uma derrota do governo, já anunciada por entidades, movimentos sociais, parlamentares e juristas. Um bom resumo dos acontecimentos foi apresentado pela UNE, a Ubes e a ANPG, em carta conjunta, na qual consideram que o ex-ministro “retirou recursos da educação, ofendeu as universidades públicas, ignorou os debates sobre o Fundeb, atacou a autonomia universitária e transformou o MEC numa verdadeira ferramenta ideológica bolsonarista, por isso ganhou a ira e o repúdio de toda a comunidade da educação” (Continua )

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25
Jun20

Brasil derruba Weintraub

Talis Andrade

 

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A queda de Abraham Weintraub é uma expressiva vitória dos brasileiros, conquistada com muita luta, nas ruas, pelos movimentos sociais, pelas entidades acadêmicas, sindicais e profissionais

por Luciano Wexell Severo
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Quem derrubou o “pior ministro da Educação da história do Brasil” foi a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), as entidades estudantis estaduais e municipais, a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e as centenas de milhares de pessoas que saíram às ruas para manifestar-se, principalmente antes do início da quarentena. Mas há um conjunto de acontecimentos que levaram à saída do ministro; é fundamental identificá-los e relacioná-los.

Jogando pedras na cruz

O primeiro a ocupar o Ministério da Educação de Bolsonaro foi Ricardo Vélez Rodríguez, ilustre desconhecido, militante de extrema-direita, nascido na cidade de Bogotá. Indicação do coaching Olavo de Carvalho, ficou só três meses no cargo, tempo mais do que suficiente para empilhar confusões. Desde então, tanta água rolou que parece haver passado muito mais de dezessete meses. Em uma entrevista à revista Veja, no início de 2019, o ministro disse que o cidadão brasileiro é um “canibal”, que “rouba coisas dos hotéis e rouba o assento salva-vidas do avião”. Na mesma ocasião, ao defender maior restrição no acesso às universidades, argumentou que a educação superior não era para todos: “nem todo mundo está preparado ou nem todo mundo tem disposição ou capacidade”. As declarações, que atentam contra direitos elementares garantidos pela Constituição de 1988, geraram amplo mal-estar na sociedade. O Congresso Nacional convocou o ministro para prestar explicações.

Vélez Rodríguez chegou a namorar com o programa “Escola Sem Partido”, repudiado pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos, pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Advocacia-Geral da União (AGU) e até pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O plano terminou abandonado pelos seus próprios criadores, em julho de 2019. Em outra ação, o Ministério da Educação (MEC) enviou, por e-mail, uma carta às escolas solicitando que seus alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional. A comunicação ministerial terminava com os dizeres “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, usados como slogan por Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Tal iniciativa gerou grandes constrangimentos com prefeitos, governadores, profissionais da educação e, inclusive, com a Associação Brasileira de Escolas Particulares. Em quatro dias, a autoridade do MEC foi forçada a lembrar que o Estado é laico. Desculpou-se e desistiu dos vídeos e do hino. Para completar, o ministro anunciou a alteração de livros didáticos, já que não teria existido golpe de 1964 nem ditadura militar. Com menos de cem dias na função, em abril de 2019, foi mandado embora e substituído por Abraham Weintraub. Até então, não passava pela cabeça de quase ninguém que tudo poderia ficar muito pior (Continua)

 

08
Set19

Primeiro 7 de Setembro de Bolsonaro tem quebra de protocolo e protestos

Talis Andrade

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DW - Com a faixa presidencial no peito, Bolsonaro chegou à Esplanada dos Ministérios em carro aberto antes das 9h da manhã (hora local), com o filho Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) sentado na parte de trás do Rolls Royce do Palácio do Planalto, numa cena que repete a posse em 1º de janeiro.

No caminho até a tribuna de honra, ele convidou um menino vestido com uma camisa da seleção brasileira de futebol para se sentar ao lado dele no carro presidencial.

De vestido amarelo, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o esperava no palanque ao lado da filha Laura, de 8 anos. Outros filhos de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo (PSL-SP) e o senador Flávio (PSL-RJ), também o aguardavam.

Além de seus familiares, o presidente esteve cercado de empresários e religiosos que o apoiam, como Silvio Santos, do SBT, Luciano Hang, da Havan, e o bispo da Igreja Universal Edir Macedo, dono da Record. Também estiveram presentes políticos, ministros e embaixadores.

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro
 

- Em todo o Brasil, com o povo, hoje comemoramos essa data.

- Em Brasília, às 09h, com muita honra assistirei ao desfile cívico-militar.

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Com capacidade para 200 pessoas, o palanque presidencial ainda contou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e a líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que foi vestida nas cores da bandeira. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), viajou ao Catar e não esteve presente.

Em determinado momento, Bolsonaro desfilou abraçado ao ministro da Justiça, Sergio Moro, em uma demonstração pública de apoio ao ex-juiz, após situações de constrangimento entre os dois nas últimas semanas envolvendo a troca no comando da Polícia Federal.

O presidente ainda surpreendeu sua equipe de segurança ao quebrar o protocolo e sair da tribuna de honra para saudar o público presente na Esplanada, que gritava chamando-o de "mito".

"Os seguranças ficam um pouco preocupados aqui, mas é um pequeno risco que a gente corre. E a gente acredita que isso aí, esse pequeno risco, ajuda a despertar o sentimento patriótico do povo brasileiro", disse Bolsonaro.

Segundo o Palácio do Planalto, a cerimônia contou com 2 mil militares fazendo a segurança, num esquema semelhante aos de anos anteriores. Neste ano, contudo, havia atiradores de elite no alto dos prédios dos ministérios nas proximidades da tribuna.

Em outro momento, Bolsonaro vestiu um boné da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e aplaudiu a passagem de membros da Polícia Federal. Ele também foi até a banda dos Dragões da Independência, pegou uma batuta e se fez de maestro.

"Parabéns para o povo brasileiro por essa data. É a nossa independência, mas devemos também preservar a nossa liberdade. Parabéns ao povo brasileiro que parece que renasceu e voltou a comemorar essa data tão importante para todos nós", afirmou Bolsonaro após o evento.

O slogan do desfile de 7 de Setembro foi "Vamos valorizar o que é nosso", uma frase que foi espalhada em cartazes ao longo do local do evento. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, uma cartilha distribuída na Esplanada trazia um texto sobre a valorização do patriotismo, o Hino Nacional e a programação do desfile.

A mensagem vem num momento em que o governo brasileiro tem vivido tensões com líderes estrangeiros por conta das queimadas na Amazônia. Em troca de farpas com Emmanuel Macron, Bolsonaro chegou a acusar o presidente francês de se intrometer em assuntos do Brasil.

Segundo a Agência Brasil, a estimativa preliminar da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e do Comando Militar do Exército é de que entre 25 mil e 30 mil pessoas assistiram ao desfile em Brasília neste sábado.

Protestos antigoverno

O 7 de Setembro também foi marcado por manifestações contrárias ao governo em algumas cidades do país. Em São Paulo, manifestantes saíram às ruas vestidos de preto para criticar políticas de Bolsonaro, bem como pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e medidas de proteção à Floresta Amazônica.

Organizada por grupos de esquerda e movimentos estudantis, a marcha do Grito dos Excluídos ocorre tradicionalmente todos os anos no Dia da Independência. [Transcrevi trechos]

UNE@uneoficial
 

Concentração do Ato em SP. Os caras pintadas voltaram! #dia7depretonarua #lutopelobrasil
Fotos: @kboughoff / CUCA DA UNE

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Neste ano, a cor preta foi encorajada como símbolo de luto, em protesto ao pedido de Bolsonaro para que as pessoas saíssem às ruas de verde e amarelo neste sábado. Na avenida Paulista, uma faixa preta com a frase "Luto pelo Brasil" ocupava duas faixas da via. "Fora Bolsonaro" e "Lula livre" estavam entre os gritos entoados.

A Polícia Militar estimou a participação de 2 mil pessoas, enquanto os organizadores da marcha falam em "mais de 10 mil" manifestantes.

Em Recife, as manifestações condenaram ainda os cortes de verbas recentes na educação, bem como a morosidade do governo em agir contra as queimadas na Amazônia.

Também houve atos em Belo Horizonte, Brasília, Maceió, e Salvador, onde os participantes do Grito dos Excluídos saíram às ruas de preto ou de vermelho, cor tradicional entre movimentos de esquerda.

  1. Verás que um filho teu não foge à luta! ✊🇧🇷

     
  2.  

    Em 1989 eu fiz um adesivo preto escrito e saí às ruas, logo dps da eleição do Collor. Hj é dia de repetir a dose. É luto, pq o Brasil está quase morrendo com este desgoverno, mas é tb o verbo lutar conjugado em 1a pessoa. E temos q lutar.

  3.  
    Em resposta a 

    É sinônimo de LUTO, ôh cegonha!!!

  4.  

    Vamos construir juntos mais um grande ato em defesa da Educação e da Amazônia!

  5.  

    "Pagina infeliz da nossa história (Não há de ser) Passagem desbotada na memória Das nossas novas gerações (Contanto que não durma) A nossa pátria mãe tão distraída (E perceba) Que (está sendo) subtraída Em tenebrosas transações" Vai passar

     

13
Ago19

Estudantes nas ruas hoje sem medo da chibata de Sergio Moro o policial de Bolsonaro

Talis Andrade

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Sputnik - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou a atuação da Força Nacional contra os protestos de estudantes marcados para esta terça-feira (13).

A medida foi publicada na portaria 686, no Diário Oficial da União, e prevê que os agentes vão poder "agir em caráter episódico e planejado”, a pedido do Ministério da Educação (MEC).

"Agir" contra as manifestações marcadas por entidades estudantis que têm como objetivo protestar contra a Reforma da Previdência, aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados, e contra o que chamam de "desmonte na educação".

"Autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio ao Ministério da Educação, nas ações de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, na defesa dos bens e dos próprios da União, diz o texto da portaria feita por Moro.

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“O tsunami estudantil que ocupou as ruas de todo país no último mês de maio, volta agora no dia 13 de agosto para mostrar que a luta não para. A União Nacional dos Estudantes convoca todos os jovens a mostrar sua indignação contra os cortes na educação, a sair em defesa da autonomia universitária e contra o projeto Future-se do MEC, que pretende terceirizar o financiamento da educação pública ao mercado”, diz a convocatória da União Nacional dos Estudantes (UNE).

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12
Ago19

Os estudantes hoje nas ruas

Talis Andrade

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A UNE lutou, por exemplo, pela aprovação do Plano Nacional de Educação no Congresso Nacional, uma batalha pelo investimento de 10% do PIB em educação pública. Quer a regulamentação do ensino superior privado e se posiciona contra a desnacionalização da educação.

Reivindica a desmilitarização da polícia, o respeito à diversidade e o fim do genocídio da juventude negra nas periferias urbanas. Reforça a luta pela reforma política com o fim do financiamento empresarial de campanhas e pela democratização dos meios de comunicação.

A Une está neste 13 de Agosto nas ruas de todo o Brasil. 

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30
Mai19

Principais atos estudantis de hoje contra Bolsonaro começam depois das 15h deste 30 de Maio (fotos e vídeos)

Talis Andrade

Os estudantes amanheceram nas ruas de todo o Brasil

Salvador e Distrito Federal foram as capitais que abriram as manifestações 

A manhã desta quinta-feira , 30 de maio, ou 30M para os que defendem a educação, já começou agitada em diversas cidades do Brasil. s manifestações estão acontecendo em pequenas e médias e grandes cidades. 

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” Nossa mobilização segue contra os cortes no orçamento da educação e os ataques à autonomia das universidades. A resposta dos estudantes à falta do diálogo do governo e a forma como trata a educação e a pesquisa está nesse grande movimento nas ruas”, avalia Marianna Dias, presidenta da UNE.

Pela tarde grandes manifestações acontecerão nas capitais.

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30
Mai19

Estudante na rua? Bolsonaro, a culpa é sua! Música de Chico

Talis Andrade

Os estudantes amanheceram nas ruas do Brasil

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A educação segue sob ataque, e por isso a UNE, universidades, institutos federais, escolas públicas e privadas, estudantes, professores, trabalhadores seguem mobilizados para ir novamente às ruas neste 30 de maio, para demonstrar sua indignação contra os cortes feitos na educação brasileira que ameaçam o funcionamento de todas universidades e institutos federais em todo o país.

“Estive na Câmara dos Deputados em uma audiência pública na última semana para tentar argumentar com o ministro da Educação contra os cortes, mas ele se recusa a nos ouvir. Então será pelas ruas que ele vai ter que entender. No dia 15M levamos mais de dois milhões de pessoas para as ruas, e hoje, o 30M tem tudo para repetir esse público”, destacou a presidenta da UNE, Marianna Dias.

 

08
Fev19

Ciro, o coqueiro-anão, verga-se aos ventos e vira ‘minion’

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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A volta de Ciro Gomes à política que ele abandonou no período decisivo para o país causa tristeza e constrangimento.

O povo brasileiro, derrotado por uma avalanche de histeria criada pela mídia e pela justiça, ameaçado por um governante que a todos inspira medo do autoritarismo, da perseguição política, do obscurantismo das ideias, não merecia ver uma de suas referências políticas reduzir-se ao comportamento de garoto birrento e mimado.

Ciro pode ter todas as divergências do mundo com o PT. É legítimo. Mas o que está fazendo com declarações estúpidas e grosseiras – como gritar, histericamente, que “Lula está preso, babaca”.

Houve e há muita gente presa sem que isso represente vergonha. A história da humanidade está mais cheia de heróis presos, talvez, do que reverenciados pelo poder.

Ciro oscila entre a mesquinhez e a burrice. Mas sempre dentro da sua pequenez, como quem não consegue entender a política como um processo social, muito mais que pessoal.

Ou como a austeridade não se confunde com moralismo barato.

Convivi, por mais de 20 anos, com um homem de práticas austeras como jamais vi na política e que nunca desceu a este udenismo de ocasião.

Ciro diz que o admira mas não tem o sentido da história e, por isso, jamais consegue pensar em ponto grande.

Infelizmente, isso não é tudo o que se pode dizer de suas atitudes.

Bater nos indefesos e perseguidos é coisa de gente mesquinha e deformada.

Comemorar, mesmo que indiretamente, a prisão e a nova condenação de um homem de 73 anos, virtualmente atirado a terminar seus dias numa cela, ainda mais quando este homem foi seu parceiro, seu chefe e que era – ou ao menos pensava ser- seu amigo, é algo que não merece palavra menor que sórdido.

Não à toa veio pretender liderar o PDT após a morte de Brizola, não antes.

Tal como Cristovam Buarque tentou fazer, para tornar-se, hoje, uma figura melancólica.

Nenhum dos dois estava disposto a resistir à Síndrome de Estocolmo e sestrosos, apaixonarem-se pelos que nos sequestram a mente.

Ciro Gomes é também um homem condenado ao limbo da microscopia. Jamais será aceito pela direita, avança a passos para ser desprezado pela esquerda.

Mas o que é fatal é mesmo sua capacidade adquirida de ser entre as palmeiras que se vergam ao vento dominante, um coqueiro-anão.

Ou como a austeridade não se confunde com moralismo barato.

Convivi, por mais de 20 anos, com um homem de práticas austeras como jamais vi na política e que nunca desceu a este udenismo de ocasião.

Ciro diz que o admira mas não tem o sentido da história e, por isso, jamais consegue pensar em ponto grande.

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23
Out18

Ditadura de Bolsonaro amordaça os estudantes e fecha UNE

Talis Andrade

 

FUNDAÇÃO DA UNE E PRIMEIRAS LUTAS

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No dia 11 de agosto de 1937, na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, o então Conselho Nacional de Estudantes conseguiu consolidar o grande projeto, almejado anteriormente algumas vezes, de criar a entidade máxima do estudantes. Reunidos durante o encontro, os jovens batizaram a entidade como União Nacional dos Estudantes. Desde então, a UNE passou a se organizar em congressos anuais e a buscar articulação com outras forças progressistas da sociedade. O primeiro presidente oficial da entidade foi o gaúcho Valdir Borges, eleito em 1939.

 

Os primeiros anos da UNE acompanharam a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Os estudantes brasileiros opuseram-se desde início ao nazi-fascismo de Adolf Hitler, pressionando o governo do presidente Getúlio Vargas, e chegaram a entrar em confronto direto com os apoiadores do fascismo, os integralistas, que buscavam maior espaço para a ideologia no país.

 

No calor do conflito, em 1942, os jovens ocupam a sede do Clube Germânia, na Praia do Flamengo, 132, Rio de Janeiro, tradicional reduto de militantes nazi-fascistas. No mesmo período, o Brasil entrava oficialmente na guerra contra o Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão. Naquele mesmo ano, o presidente Vargas concedeu o prédio ocupado do Clube Germânia para ser sede da União Nacional dos Estudantes. Além disso, pelo decreto-lei n. 4080, o presidente oficializou a UNE como entidade representativa de todos os universitários brasileiros.

A DITADURA MILITAR (1964-1985)

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A primeira ação da ditadura civil-militar brasileira ao tomar o poder em 1964 e depor o presidente João Goulart foi metralhar e incendiar a sede da UNE, na Praia do Flamengo, 132, na fatídica noite de 31 de março para 1º de abril. Ficava clara a dimensão do incômodo que os militares e conservadores sentiam em relação à entidade. A ditadura perseguiu, prendeu, torturou e executou centenas de brasileiros, muitos deles estudantes.

 

O regime militar retirou legalmente a representatividade da UNE por meio da Lei Suplicy de Lacerda e a entidade passou a atuar na ilegalidade. As universidades eram vigiadas, intelectuais e artistas reprimidos, o Brasil escurecia. Em 1966, um protesto na Faculdade de Direito, em Belo Horizonte, foi brutalmente reprimido. No mesmo ano, também na capital mineira, a UNE realizou um congresso clandestino no porão de uma igreja. Já no Rio de Janeiro, na Faculdade de Medicina da UFRJ, a ditadura reprimiu com violência os estudantes no episódio conhecido como Massacre da Praia Vermelha.

 

Apesar da repressão, a UNE continuou a existir nas sombras da ditadura, em firme oposição ao regime, Em 1968, ano marcado por revoluções culturais e sociais em todo o mundo, estudantes e artistas engrossaram a Passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro, pedindo democracia, liberdade e justiça. No entanto, os militares endureciam a repressão. Foram marcantes os episódios do assassinato do estudante secundarista Édson Luis e a invasão do Congresso da UNE em Ibiúna (SP), com a prisão de cerca de mil estudantes. No fim do mesmo ano, a proclamação do Ato Institucional número 5 (AI-5) anunciava uma escalada da violência ainda maior.

 

Nos anos seguintes, a ditadura torturou e assassinou estudantes, como a militante Helenira Rezende e o presidente da UNE Honestino Guimarães, perseguido e executado durante o período de clandestinidade da entidade. Mesmo assim, o movimento estudantil continuou nas ruas, como nos atos e na missa de sétimo dia da morte do estudante da USP Alexandre Vannucchi Leme, em 1973.

 

Ao final dos anos 70, com os primeiros sinais de enfraquecimento do regime militar, a UNE começou a se reestruturar. O congresso de reconstrução da entidade aconteceu em Salvador, em 1979, reivindicando mais recursos para a universidade, defesa do ensino público e gratuito, assim como pedindo a libertação de estudantes presos do Brasil. No início dos anos 80, os estudantes tentaram recuperar sua sede na Praia do Flamengo, mas foram duramente reprimidos e os militares demoliram o prédio. Leia mais 

 

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