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O CORRESPONDENTE

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10
Nov22

Gal Costa mostrou apoio a Lula em últimos posts

Talis Andrade

Estado de MinasExtra

Terreiro do Gantois lamenta morte de Gal Costa 'de Omolu'; UFBA divulga nota de pesar: 'foi sempre a maior', diz reitor

Cantora baiana de 77 anos era filha do terreiro e foi iniciada por Mãe Menininha.

Por g1 BA

A cantora Gal Costa, que morreu nesta quarta-feira (9), aos 77 anos, era adepta do candomblé e filha de santo do Terreiro do Gantois, em Salvador. O terreiro e a Associação de São Jorge Ebé Oxossi divulgaram nota, assinada pela yalorixá da casa, Mãe Carmen, onde expressam pesar pela morte da cantora, tratada no texto como Ègbón Gal Costa de Omolu.

"O retorno de Ègbón Gal Costa à essência deixará saudade em nós todos(as) mas temos a certeza de que seu caminhar no plano espiritual será de Luz e nos braços de Ọlọ́run", diz a nota.

O texto lembra ainda que Gal Costa foi iniciada por Mãe Menininha, yalorixá mais famosa da Bahia, que entre 1922 e 1986 comandou o terreiro.

"Iniciada por Mãe Menininha, Ègbón Gal Costa brilhou em sua vida inteira transmitindo amor, alegria, consciência humana e solidariedade através de sua arte, bem como por sua devoção aos Orixás e ensinamentos adquiridos na sua vida religiosa. Seu carinho e admiração pelo Terreiro do Gantois são exemplos a serem seguidos por todo(as) Filhos(as) de Santo da Casa", diz a nota.

No ano passado, em entrevista no programa Conversa com Bial, do jornalista Pedro Bial, Gal lembrou que a música de Dorival Caymmi em homenagem a Mãe Menininha foi o que a levou ao terreiro.

"Minha relação com o candomblé começou quando Caymmi compôs a canção Mãe Menininha. Bethânia gravou, me chamou para cantar no disco dela e foi um sucesso no Brasil todo. E eu queria conhecer Mãe Menininha, fui conhecer, passei a ter uma relação com as pessoas da casa e terminei sendo iniciada por Mãe Menininha".

 

UFBA lamenta morte

 

A Universidade Federal da Bahia também divulgou nota onde lamenta a morte de Gal. "A Universidade Federal da Bahia se solidariza com o povo baiano e brasileiro neste momento de tristeza pela perda de uma das maiores cantoras de todos os tempos, Gal Costa", diz a nota.

No exterior, o reitor da universidade, Paulo Miguez falou sobre a morte da cantora e disse que o momento é desolador.

"Entre tantas, Gal foi sempre a maior. Cantou e nos encantou por muito tempo. Saber que só poderemos ouvi-la agora em tom de saudade é desolador. E justo agora que recuperamos a capacidade de poder seguir em frente com alguma alegria. Obrigado Gal por tudo, obrigado, Gal", disse o professor.

 

 

22
Out19

A degradação lenta das praias do Nordeste, pelo óleo derramado

Talis Andrade

O perigo da contaminação química 

 

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Com Farol de Itapuã ao fundo, voluntários trabalham na limpeza do óleo em Salvador

 

Victor Uchôa
De Salvador para a BBC News Brasil


O petróleo cru, ainda que seja altamente tóxico, é uma substância orgânica. Dessa forma, ele pode ser degradado através de fatores naturais, como a rebentação das ondas (que dispersam o material), a irradiação solar (que evapora determinados componentes) e até mesmo bactérias que se alimentam do carbono contido no material. O problema, nesse caso, é o tempo.


"A degradação natural é extremamente lenta. A depender do ambiente, leva décadas. Em áreas onde já ocorreram derrames, temos análises feitas anos depois do episódio e ainda assim é detectada a toxicidade. Por isso seria importante evitar que esse óleo chegasse na costa", diz Carine Santana Silva, que é oceanógrafa, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em petróleo e meio ambiente. 

 

Além do risco na cadeia alimentar, as pessoas também estão sujeitas a entrar em contato direto com os contaminantes que permanecerem no ambiente.


Isso pode acontecer em uma simples caminhada pela areia da praia ou no banho de mar, tocando involuntariamente em resíduos de óleo ou inalando os gases liberados por eles.


"O monitoramento das regiões atingidas precisa ser feito por anos, com análises constantes, para garantir que as pessoas não estão frequentando zonas intoxicadas", adverte Carine Silva.
A Bahia Pesca, órgão governamental responsável pelo fomento da atividade no Estado, produziu um relatório preliminar após monitoramento em áreas pesqueiras já atingidas pelo óleo.


"Neste ambiente vivem animais que estarão em contato direto com o poluente e têm grande importância econômica, como caranguejos, aratus, sururu, lambretas. A mariscagem será afetada diretamente nesses locais, visto que, com a presença de óleo, a recomendação é a paralisação da pesca. O comércio de organismos aquáticos dessas áreas ficará comprometido. A pesca como um todo deverá ser impactada, tendo em vista que os consumidores foram alertados para não adquirirem produtos pesqueiros", indica o documento.


De acordo com a estatal, o monitoramento seguirá sendo feito durante e após a crise, inclusive com análise química de potenciais contaminantes em peixes e mariscos a serem coletados. [continua]

 

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