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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

12
Jun22

Bolsonaro comete crime de lesa-pátria e diz a Biden que, ao contrário de Lula, trabalha para defender os interesses dos EUA

Talis Andrade

bolsonaro continencia .jpg

Reportagem da Bloomberg informa que Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente Joe Biden e disse que Lula, ao contrário dele, defende os interesses do Brasil. Bolsonaro sonha com os soldados de Biden. A transformação do Brasil numa Ucrânia, as cidades destruídas pela guerra civil

 

247 – Uma reportagem da agência Bloomberg confirma o que muitos brasileiros já sabem: Jair Bolsonaro trabalha contra os interesses nacionais e, portanto, comete o crime de lesa-pátria. "O presidente brasileiro Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente dos EUA, Joe Biden, em sua candidatura à reeleição durante uma reunião privada à margem de uma cúpula regional nesta semana, retratando seu oponente de esquerda como um perigo para os interesses dos EUA, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informa o jornalista Eric Martin, da Bloomberg.

"Durante a reunião desta quinta-feira, Biden destacou a importância de preservar a integridade do processo eleitoral democrático no Brasil e, quando Bolsonaro pediu ajuda, Biden mudou de assunto, disse uma das pessoas. Os comentários de Bolsonaro a Biden sobre seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva, ecoaram suas advertências públicas sobre o ex-presidente de dois mandatos, segundo as pessoas, que pediram anonimato para discutir uma conversa privada. A assessoria de imprensa da presidência do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a assessoria de imprensa da Casa Branca se recusou a comentar imediatamente", acrescentou o jornalista.

Ao contrário de Bolsonaro, que entrega todas as riquezas nacionais, como fez com a Eletrobrás e pretende fazer com o pré-sal, Lula defende boas relações com os Estados Unidos, mas sem abrir mão da soberania nacional.Nos cartazes e charges, a submissão de Bolsonaro aos EUA - Esquerda Online

[Bolsonaro, em 2018, lançou sua campanha eleitoral a presidente nos Estados Unidos, e repete o feito de lesa-pátria ao dizer, ao se proclamar candidato a reeleição fora do Brasil.

Em 2018, bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos e para Trump, transformando o filho 03 Eduardo Bolsonaro, deputado federal, uma espécie de embaixador in pectore para a trama de golpes inclusive a invasão do Capitólio. 

Agora diz que Lula eleito não é bom para os Estados Unidos. Uma deduragem que só um traidor da pátria é capaz. Ele, Bolsonaro, da extrema direita de Trump, fica de quatro para Biden, ele e todos os seus marechais, para receber pomposas aposentadorias, e generais vassalos e golpistas que não pretendem perder as mamatas. Quando democracia é um governo que o povo exerce a soberania. Os militares não representam o povo. Os militares não foram eleitos pelo povo. Como castas pretendem ser fiscais de urnas. Quando Bolsonaro passou quatro anos malandrando, ele e sua corja. Que o povo julgue se devem permanecer mamando nas alturas, e os civis passando fome. 33 milhões de brasileiros civis passam fome, e 116 milhões de civis sofrem de insuficiência alimentar, isto é, não atingem o consumo básico de 2.100 calorias por dia, ou não tem garantida a alimentação]Image 

Forbes e Financial Times detonam Bolsonaro - Patria Latina

 

 

12
Mai22

Rússia promete “retaliações” ao alargamento da NATO e alerta para os riscos de uma guerra nuclear

Talis Andrade

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Medvedev (ao centro) tem referido várias vezes o armamento nuclear russo para comentar a resposta da NATO ao conflito na Ucrânia Reuters/SPUTNIK



Moscovo reagiu esta quinta-feira ao posicionamento favorável à adesão “sem demoras” da Finlândia à NATO, anunciado, num comunicado conjunto do Presidente e da primeira-ministra finlandeses, prometendo “retaliações” e defendendo que essa possibilidade pode levar a um “conflito directo e aberto” entre a Rússia e a Aliança Atlântica que, por sua vez, pode escalar para uma guerra nuclear. Leia mais no Publico Portugal 

12
Abr22

Bebês brasileiros de barriga de aluguel na Ucrânia: o sonho que virou drama

Talis Andrade

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Até agora o governo brasileiro deu auxílio para retirar seis bebês brasileiros gestados nesse modelo e que nasceram no meio do conflito. Foto ilustrativa
Até agora o governo brasileiro deu auxílio para retirar seis bebês brasileiros gestados nesse modelo e que nasceram no meio do conflito. Foto ilustrativa REUTERS - NACHO DOCE
 

O Brasil deve receber, nesta semana, mais um recém nascido que veio ao mundo em meio à guerra. Essa é a sétima criança de pais brasileiros gerada por mulheres ucranianas, que o Itamaraty ajudou a resgatar desde o início dos bombardeios. Na Ucrânia, o recurso à barriga de aluguel é autorizado por lei.

O Ministério das Relações Exteriores, em caráter excepcional por causa da guerra, simplificou o processo para a concessão de registro de nascimento e emissão de documentos de viagem para recém-nascidos brasileiros. O ventre de substituição, também conhecido como barriga de aluguel, é uma atividade remunerada e regulamentada no país. Por este motivo, casais de vários países que enfrentam problemas de fertilidade, procuram a Ucrânia.

Até agora, o governo brasileiro deu auxílio para retirar seis bebês brasileiros gestados nesse modelo e que nasceram no meio do conflito. Alguns estavam em abrigos subterrâneos. Um outro recém-nascido, que está com os pais brasileiros no país, deve chegar ao Brasil nos próximos dias.

A RFI conversou com uma mulher que em dezembro de 2019 virou mãe da Lua, menina nascida de ventre ucraniano bem na fronteira com a Rússia. Deise Klein Leobet disse que já naquela época havia certa tensão militar nas ruas.

“Para eu chegar à porta do apartamento onde ficamos, numa zona muito boa de Kharkiv, no meu andar eu tinha que passar por três portas de ferro. Parecia que eu estava entrando num bunker”, lembra Deise ao relatar que ouvia notícias de sequestros de pessoas, diante da presença de milícias armadas de ambos os lados. Ela também diz que naquele momento já era visível a presença de forças russas na região.

Porém Deise ressalta que nada se compara ao que mães e pais enfrentam hoje, como a falta de informação do filho que nasceu ou do paradeiro da mulher que está gestando a criança. “Eu fico imaginando a situação dessas famílias hoje que estão esperando bebês, que não estão recebendo informação e que não têm ideia de onde está a pessoa que fez o ventre de substituição para a família", diz. "A gente mesmo tentou agora ligar para a clínica onde fizemos nosso procedimento, mandamos mensagem para os médicos, com quem mantínhamos contato, para saber como estavam, e nada", conta.

Mercado na cidade de Tchernihiv, na Ucrânia, atingido por bombardeios russos
Mercado na cidade de Tchernihiv, na Ucrânia, atingido por bombardeios russos AP

 

Situação crítica

Deise é especialista em comércio internacional e já conhecia a Ucrânia, mas os laços se tornaram mais fortes com a chegada da filha. Foi a preocupação com a mulher que gestou a criança e com a família dela que levou Deise a organizar um protesto contra a guerra em Brasília e a criar uma rede que acompanha entidades e órgãos que têm ajudado pessoas no conflito.

"Ela me mandou uma mensagem muito triste, dizendo que a situação era muito pior do que a gente poderia imaginar. Eles ouviam bombas explodindo por todos os lados. No fim,  falou que não sabia se passariam de hoje ou de amanhã, e que tinha sido um prazer trazer minha filha ao mundo e nos conhecer”.

O tom de despedida mexeu com a brasileira. “Recebi essa mensagem na madrugada, acordei meu marido e falei: meu Deus, eu tenho que fazer alguma coisa, porque essa mulher me deu a maior alegria da minha vida." Deise ofereceu ajuda para a família deixar o país, mas a mulher disse que permaneceria ali com os dois filhos para não deixar o marido, impedido pela lei marcial de sair.

 

Ajuda humanitária

A situação dos bebês gerados de ventres de substituição ilustra o drama real de quem está no meio da guerra e dá mostras do desafio de entidades para ajudar quem deixa a Ucrânia e atender quem ficou, além de toda pressão política pelo fim do conflito e pela garantia de corredores humanitários.

"Você imagina que um conflito armado tem consequências que são cumulativas. Há mortos e feridos pelo confronto, mas também tem separação de família, falta de acesso a água, a medicamentos, a comida”, afirmou à RFI o porta-voz no Brasil da Cruz Vermelha Internacional, Diogo Alcântara.

“Temos hoje na Ucrânia 740 funcionários e o relato desses colegas são de que as casas foram reduzidas a escombros, as famílias ficam amontoadas em subsolos horas a fio para buscar segurança. Centenas de milhares de pessoas quase não têm mais comida, não têm água, não têm aquecimento”. A Ucrânia já era alvo de uma grande mobilização da Cruz Vermelha antes do conflito, e por isso contava com estoques de materiais como remédio e kits farmacêuticos para atender feridos.

"Insumos como insulina, por exemplo. Você imagina que durante um conflito, quem já era vulnerável numa sociedade se torna ainda mais vulnerável. Um diabético corre o risco de ficar sem acesso a insulina.”  Com a guerra se arrastando e a demanda crescendo, a Cruz Vermelha remanejou estoques e montou toda uma logística para levar de outros armazéns material para as regiões atingidas. “A gente conseguiu fazer as doações no início, mas por um momento a gente zerou todos esses itens. E aí foi preciso montar uma rede de distribuição."

 

Doações

Mundo afora há campanhas para arrecadar donativos aos ucranianos. "Eu tenho recebido muitas mensagens de brasileiros querendo ajudar. Mas o que mais me perguntam hoje é como se faz para adotar uma criança ucraniana. Eu acho muito lindo o gesto das pessoas de quererem adotar, mas eu acho que hoje, se as pessoas querem ajudar, a maneira mais eficaz, de maior impacto, é com a ajuda financeira”, aponta Deise Klein.

A busca por informações sobre adoção de crianças da Ucrânia cresceu com relatos divulgados na mídia sobre orfanatos e abrigos de menores atingidos por bombardeios ou mesmo de crianças que tiveram os pais ou responsáveis mortos no conflito. Mas até para proteger os mais vulneráveis inclusive do tráfico de pessoas, processos de adoção em geral seguem um processo mais detalhado, mesmo em situações de guerra.

“Uma amiga americana que já ajudava financeiramente orfanatos na Ucrânia foi para o país quando estourou o conflito. Ela e o marido já resgataram 90 crianças órfãs. Mas muitos deles ainda têm parentes ou mesmo pais, porém estão em situação de risco, como a miséria. Por isso o caminho mais eficaz é a doação. Minha amiga criou um fundo para ajudar essas crianças que ela resgatou”, relata Deise. Ela também cita o trabalho da Cruz Vermelha e de agências da ONU, como o Unicef e a Acnur, que atendem respectivamente crianças e refugiados.

“Barriga de aluguel” é legal no Brasil?

Primeiramente, você sabe o que significa o termo “barriga de aluguel”? Leia mais

Veja as regras aqui

24
Mar22

Ciro critica viagem de Moro à Alemanha: “Recebido pelo porteiro”

Talis Andrade

Ciro Gomes

O pré-candidato do PDT questionou que autoridades teriam recebido o ex-juiz no Parlamento alemão. Moro gravou no jardim em frente ao prédio

 
 
O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, usou as redes sociais para criticar o ex-juiz Sergio Moro, nome do Podemos na corrida eleitoral por um vídeo postado em frente ao Parlamento Alemão (Bundestag). Lá, Moro diz ter sido recebido por autoridades do país europeu, sem citar os nomes com quem se reuniu.
 
“A julgar pela imagem que postou, Sergio Moro foi recebido no Bundestag, o Parlamento Alemão, pelo porteiro do prédio ou pelo jardineiro. Ele gravou uma imagem na porta dizendo que tratou de assuntos importantes. Com quem?”, questionou o pedetista.
 

“Não há cenas de reuniões com parlamentares, comissões, muito menos com membros da mesa. Nada, absolutamente nada. Mas ele diz que levou ao Bundestag a posição do Brasil contra a guerra na Ucrânia”, disse Ciro Gomes.

O pré-candidato relacionou o comportamento de Moro na Alemanha com o do presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de Ciro, Bolsonaro alimentou a notícia falsa de que havia acabado com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia ao brincar sobre o assunto, na viagem que fez à Moscou, uma semana antes da deflagração da guerra, por ordem do presidente russo, Vladimir Putin.

“É para rir deste ridículo ou se indignar com tanta farsa? O que dizer de um candidato que mente e trapaceia até em coisas tão ínfimas e ridículas? Nada, além de que é cópia fiel de seu chefe, Bolsonaro. Lembram que ele acabou a guerra Rússia-Ucrânia?”, relacionou o pedetista.

O vídeo, gravado no jardim em frente ao prédio, foi postado na terça-feira (23/3). Moro diz ter sido recebido no Bundestag onde, segundo ele, pode colocar sua posição de repúdio à invasão russa, a proposta política de meio ambiente e ainda a ideia de avançar no tratado entre o Mercosul e a União Europeia.Bolsonaro e Sérgio Moro, ex-juiz e atual pré-candidato a Presidência da República. Eles usam terno escuro e camiseta branca- Metopoles

Confira o post de Moro no Twitter:

Sergio Moro
@SF_Moro
Fomos recebidos hoje no Bundestag, o Parlamento Alemão, e deixamos clara a nossa posição em relação a temas fundamentais no cenário global. 1. Repudiamos a invasão russa. 2. Precisamos cuidar melhor do Meio Ambiente. 3. Vamos avançar no tratado Mercosul-União Europeia.
20
Mar22

Cassação de Mamãe Falei perde força

Talis Andrade

ucranianas arthur do val.jpg

 

Por Guilherme Amado, no Metrópoles - A cassação do mandato do deputado estadual Arthur do Val perdeu força nos corredores da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O ex-integrante do MBL não escapará de uma punição, mas as consequências para ele devem ser mais brandas.

>>>  Em áudios, Arthur 'Mamãe Falei' diz que “ucranianas são fáceis porque são pobres”

Deputados da base governista e da oposição afirmam que Arthur poderá ter o mandato suspenso por um período de seis a oito meses. Apesar de encerrar a atuação legislativa do deputado, a pena preservaria os seus direitos políticos. Já a cassação do mandato tornaria Arthur inelegível por oito anos.

Procurado, o advogado do deputado, Paulo Bueno, disse que “a cassação de Arthur do Val é inviável juridicamente e os precedentes da própria Alesp demonstram isso”.

 

COPROFAGIA

O áudio sobre as ucranianas foi gravado para um grupo de amigos no WhatsApp e o conteúdo foi revelado pela coluna do Lauro Jardim, no O Globo. O deputado diz que contou o número de mulheres bonitas na alfândega e diz que vai voltar ao Leste Europeu quando a guerra acabar.
 
“Mano, eu juro pra você, eu contei: são 12 policiais deusas. Mas deusas que você casa e faz tudo que ela quiser. Assim, eu tô mal. Eu não tenho nem palavras para expressar”, declara no áudio. 
 
O pré-candidato ao governo de São Paulo continua: “Quatro dessas eram minas que você, mano, nem sei te dizer, se ela cagar você limpa o c... dela com a língua”.
 
Em outro trecho, faz uma comparação entre as ucranianas e as brasileiras. “Se você pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila de refugiados aqui”, afirma o deputado.
Arthur do Val - Mamaefalei on Twitter: "Muito feliz com tanto apoio de  gente tão foda! Domingo vamos colocar essa força nas urnas e mostrar a  todos nossa arrancada. São Paulo voltará
18
Mar22

VÍDEO: Mujica critica guerra na Ucrânia

Talis Andrade

 

 

mujica.png

por Bergson Araujo /Diário do Centro do Mundo

Nesta terça-feira (15), o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, criticou o conflito que acontece ente Ucrânia e Rússia. O politico uruguaio é colunista no jornal DW Brasil e nesta semana falou sobre a guerra que vem acontecendo no leste europeu. O também ex-senador disse que é um “colonialismo intelectual” a atual situação dos países envolvidos.

“O que acontece na Europa é muito mais humano do que o que acontece em outros lugares. Por isso segue existindo um colonialismo intelectual que nos subordina”, expressou ele em sua coluna. Há mais de três semanas os dois territórios estão em conflito, tendo a Rússia invadido a Ucrânia em 24 de fevereiro.

“infelizmente, tivemos todos os elementos para encontrar uma solução política. Mas o pior cego é aquele que não quer ver. Mesmo que exista uma montanha de soldados e tanques no horizonte, quando não se quer vê-los, não se quer vê-los. Qualquer negociação teria sido melhor do que esta guerra”, disse ainda o político.

14
Mar22

Mourão diz que tem a chave da porteira dos quartéis

Talis Andrade

 

Minha página do Twitter hoje

 

R$ 1.212 o salário do brasileiro e quase a totalidade das pensões. 14 milhões de trabalhadores estão desempregados. A fome é pior do que a guerra convencional. Idem as pestes do Terceiro Mundo.Image

Por Ana Eduarda Diehl /Jornal Plural: "O GNV vai bater em oito reais, um monte de gente com fome e diz que a guerra é lá na Ucrânia".guerra.jpg

Além da Ucrânia, dezenas de conflitos sangrentos hoje no mundo. Guerras no Iêmen, Etiópia, Mianmar, Síria, Afeganistão, Haiti, Camarões, Mali, Níger, Burquina, Somália, Congo, Moçambique provocam enorme sofrimento humano que a imprensa esconde.

Dinamarca planeja abrigar ucranianos, mas quer saída de sírios."El régimen israelí condena a Rusia" Del artista jordano Emad Hajjaj.Image

Jaqueline Quiroga
Image
Blog do Noblat
Vejam a mesma cena por outro ângulo. Carlos sentado ao lado do pai em reunião com os russos em Moscou. Atrás deles, sentado, o ministro Augusto Heleno. De pé, encostado na parede, o ministro Luís Eduardo Ramos. Os dois ficaram de fora da mesa principal para dar lugar a Carlos.Image
Gerardo Santiago
ImageHQ 'Raízes' conta a história de Marielle Franco para as crianças
Natália Bonavides
Uma vereadora eleita com quase 50 mil votos na segunda maior cidade do país foi executada a sangue frio. Quatro anos depois, o crime ainda não foi elucidado. Até quando seguiremos sem respostas? #4AnosSemRespostasImage
Luciana Thomé feminista antirracista
Quem mandou o vizinho do Bolsonazi matar Marielle Franco ? Quem estava na casa 58 ? Pq o CARLUXO foi na portaria, mexer no computador ?
Suzanne Bernard
 Image
Ivana Emerick
Ajudem a ministra! Compartilhem com seus contatosImage
Rosa de Luxemburgo
"É preciso fazer uma devassa nas contas desse grupo sinistro chamado MBL", diz Cynara Menezes

Manuela d’Ávila relatou algumas das inúmeras agressões que sofreu especialmente dos milicianos ligados ao MBL: "Ando nas ruas de cabeça erguida porque sei quem sou e o que defendo e sei quem são os mentirosos que me atacam".Charge: Reprodução Facebook/Ferrugem CartuneiroImageImage

Denise Balestra
Eu tenho essa sensação... Será só eu?Image
Reinaldo Azevedo
Outra novidade que o humanismo ucraniano introduziu na guerra são os “militares estrangeiros”. Antigamente, o nome era “mercenários”. Não paremos de vituperar contra Putin. Sempre será merecido. Mas ñ está faltando um pouco de rigor técnico? Cresce risco de confronto nuclear.Image
G5
ImageImage
 
14
Mar22

Escandalosamente ordinário

Talis Andrade

Ilustração: Conde Baltazar.

 

“O GNV vai bater em oito reais, um monte de gente com fome e diz que a guerra é lá na Ucrânia”

 
14
Mar22

Além da Ucrânia dezenas de conflitos sangrentos ocorrem hoje no mundo

Talis Andrade

assassinato Boligán exército guerra .jpg

 
12
Mar22

Machismo publicitário: misoginia como tecnologia política na era do macho limítrofe

Talis Andrade

www.brasil247.com -

 

 

por Marcia Tiburi

1. Machismo estrutural é o nome que se dá à ordem dos discursos e atos dos agentes do patriarcado. O caráter estrutural do machismo tem relação com a “naturalização” dogmática da ideologia e da prática dos homens machistas. Como tudo o que é dogmático, o machismo aposta em verdades naturais e trata seus críticos como monstros “desnaturados”. 

2. Machismo publicitário é a forma do machismo na era da política reduzida à publicidade. 

3. Várias manifestações do deputado Arthur do Val recentemente envolvido no caso de assédio de mulheres ucranianas em situação de guerra, remetem à teatralidade para fins publicitários no jogo da eterna campanha política dos agentes da extrema-direita. Em 2018 Arthur do Val invadiu um evento vestindo uma roupa que imitava uma vagina, assediando e intimidando estudantes. Sempre usando de falácias, o texto do personagem, que pode ser visto na internet, prima pelo discurso grotesco, a saber, aquele que produz efeitos de poder por sua desqualificação. 

4. Para se defender da marca de assediador e de predador, o referido deputado teatralizou novamente ao ver a revolta da população e da mídia: diante das câmeras ele usou o argumento de ser um homem “jovem” e não ser “santo” como características naturais que deveriam ser aceitas por todos. O argumento falacioso da natureza masculina surge na tentativa de se defender do indefensável: as falas aporofóbicas e predatórias contra mulheres em situação de fragilização pela guerra. As multidões que criticaram a postura do deputado foram atacadas pelos agentes do MBL como se estivessem na contramão do machismo natural que, segundo o dogma patriarcal, deve ser aceito sem reclamação ou crítica. É o que vem sendo chamado de “construção da narrativa” e ela depende de teatralização e performance. 

5. A importância da teatralidade e da performance dos personagens políticos é cada vez mais evidente quando a publicidade ocupa o lugar da política. Em política sempre houve um cálculo sobre a percepção, as sensações, as emoções, os afetos e os sentimentos das massas. Mas desde que ela foi rebaixada à publicidade, tudo isso se tornou ainda mais intenso.

6. O fascismo instrumentaliza o mau gosto de uma época e o incrementa para fins políticos. Nesse sentido, o fascismo (seja o Ur-Fascismo ou o neonazifascismo contemporâneo), mais que ideologia, é uma tecnologia política que se une a outra tecnologia política; o machismo, tão antiga quanto ele. Em termos simples se pode dizer que ambos se confundem. 

ribis- marielle consciencia negra quebra placa car

7. Dois homens rasgaram uma placa de rua com o nome de Marielle Franco em 2018 em um ritual de ódio durante a campanha política. Certamente esse ritual chamou a atenção para eles que foram eleitos com muitos votos. Daniel Silveira, um desses deputados, continuou sua estratégia publicitaria para aparecer usando da agressão e da ameaça contra tudo e todos, inclusive o STF, e acabou sendo preso. Na prisão ele mudou a cena: começou a chorar para parecer frágil. No contexto do aperto, amenizar a brutalidade natural do macho parecia o melhor na modulação da sua imagem. 

8. A báscula da cena do macho brutal para o homem sensível e fragilizado nos permite lançar a categoria do “macho limítrofe” como figura especifica da teatralidade na política na era do neonazifascismo. 

9. O fascismo é todo uma encenação performática caracterizada pelo enfrentamento à democracia em uma época. 

10. Na política machista habitual os homens precisavam apenas disputar entre si. Quando surgem mulheres que ameaçam seus cargos, ou ameaçam com a imagem de uma outra política, os homens partem para a ação violenta que faz parte da sua história e é essencial à performatividade política do momento. Lembremos da força da misoginia contra Dilma Rousseff e Manuela D’Ávila. O nome de Marielle Franco continua sendo usado por nazifascistas como se fosse um troféu que anuncia do que eles são capazes. 

11. O macho limítrofe é a assinatura de um design político que dá certo: ele fornece a imagem adequada ao poder. Jair Bolsonaro venceu Fernando Haddad com o apoio da mídia corporativa golpista usando uma imagem de violência adequada às massas, às quais não era possível escolher diferentemente diante do excelente trabalho de psicopoder, ou lavagem cerebral, produzida em uma campanha publicitaria midiática que não tem fim desde 2013. O trabalho de lavagem afetiva vem sendo bem produzido no Brasil desde o advento da televisão e recentemente com as redes sociais. A sociedade inteira vive tranquilamente sob o assédio publicitário promovido nesse contexto. 

12. A característica do macho limítrofe é a vociferação misógina que permite que os holofotes se voltem para ele. Foi o que Arthur do Val sempre fez até que deixou cair a máscara. 

3. O macho limítrofe é o ator de uma série de discursos e práticas em si mesmos misóginos: ele vocifera contra mulheres para chamar a atenção sobre si. A histeria é, para ele, uma espécie de método. Em 2018, muitos brutamontes se elegeram fazendo uso da gritaria. Hoje, nas redes sociais, mesmo o mais impopular dos homens, não se contém na hora de se manifestar contra mulheres. A histeria masculina avança como histeria de massa. 

14. A histeria pode ser espontânea, mas para os homens que buscam poder, ela vem sendo instrumentalizada para seus fins. A questão é “como se capitalizar politicamente na era do espetáculo?” ou seja, como aparecer no momento em que as mulheres estão em alta na esfera pública devido à luta feminista. 

15. Feministas são agredidas diariamente com todo tipo de discurso misógino por não se renderem ao dogma machista. Elas são hereges diante do culto do macho patriarcal em todos os ambientes, sejam analógicos sejam virtuais. Mas também são usadas como alavancas por polemistas cheios de ódio. 

16. O macho limítrofe é apavorante e ameaçador. Ele representa a ameaça machista, ela mesma uma estratégia em alta desde que Bolsonaro usou o sinal de “arminha” durante sua campanha de 2018. O sucesso da ameaça já tinha sido provado em 17-04-2016 ao usar o discurso de ódio contra Dilma Roussseff elogiando seu torturador e tocando o pavor no Brasil inteiro.

17. O machismo é a ideologia que estrutura o sistema patriarcal. A ideologia é um véu que acoberta as relações de poder. É o ofuscamento da verdade do poder patriarcal que deve permanecer inquestionado para seguir intacto. Nesse contexto, o feminismo, enquanto filosofia que desmascara a ideologia, está sempre na mira da destruição do patriarcado. 

18. O machismo se renova, avançando como tecnologia política do patriarcado. Na história dos feitos políticos masculinos, os homens sempre eliminaram mulheres, lembremos de Olympe de Gouges que em 1793 desafiou o machismo com sua Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã já que as mulheres, que haviam lutado tremendamente na Revolução Francesa, haviam sido apagadas da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Ela acabou na guilhotina por não se calar. Ora, na democracia burguesa que é, na verdade, a democracia machista, não há democracia real. Hoje falamos em uma democracia radical que possa ultrapassar os limites teóricos e práticos da democracia burguesa machista e, como tal, falsa. 

19. A luta das mulheres é uma luta complexa: luta de classes, luta antirracista, luta ecologista, luta anticapacitista, luta pelo direito de existir, por igualdade, equiparação e reconhecimento. Mulheres são maioria populacional, porém até o momento são minoria política porque a violência politica de gênero é gigantesca e mortal. 

20. O jogo político masculino é um jogo narcísico e seu paradigma é homossexualista masculinista. Os homens se entendem e jogam entre eles. Ou seja, encenam entre eles. Nessa cena, mulheres são vistas como intrusas e indesejáveis. Os gays são aceitos, desde que não manifestem seu orgulho gay, pois essa manifestação tende a prejudicar o velamento, o aspecto de uma homossexualidade que só pode ser exercida se for ocultada. É todo um jogo de cena que fará o macho limítrofe aparecer e calibrar seu capital. A imagem do macho heterossexual é um valor da política e, no contexto dos extremismos, é o macho limítrofe que urra e baba que aparece para garantir a sustentação do poder masculinista.

21. A masculinidade está em crise em diversas esferas. Aos sacerdotes do machismo não basta aparecer como o macho heterossexual. O novo valor do macho limítrofe no mercado da política reduzida à publicidade vai demorar para ser superado. 

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