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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

08
Jan19

MENTIROSO CONTUMAZ, BARRIGONA, LAVAGEM CEREBRAL

Talis Andrade

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por Mirson  Murad

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O prefeito ausente, Marcelo Crivella, mentiroso contumaz, que já assassinou muita gente por desprezo e abandonada dentro e às portas dos hospitais municipais. Que não paga os salários devidos aos funcionários da prefeitura, que não dá colégio para as criancinhas que ousam morar na ex-Cidade Maravilhosa, agora em campanha para sua reeleição... ha!ha!ha, declarou que vai fazer 25 operações ortopédicas diariamente e finaliza a declaração afirmando ter acabado de receber a informação de terem sido feitas nesse dia 45 operações dessas.

Mentiroso contumaz, o "bispo" não pode aprovar nenhuma dessas ditas cirurgias. Aí fica a pergunta: - Será que existe,ainda, algum imbecil que pretenda dar seu voto para essa ignóbil criatura? Quem viver,verá!

A TV Bandeirante insiste em sua barriga que, pelo tempo de gestação, já virou barrigona, com "anúncio cultural" onde afirma que quase 200 milhões de pessoas falam o idioma português tendo entre mais outros 8 países o Brasil e Portugal. Ora bem, senhores da BAND, só no território brasileiro somos 206 milhões de pessoas portanto, provavelmente somos 250 milhões e não apenas 200 milhões.

A TV Globo faz lavagem cerebral do povo brasileiro com as vinhetas "agro e pop tá na Globo" iludindo a população de que o Brasil não precisa, não depende de um vigoroso parque industrial. Que a vocação, o futuro do nosso Brasil continental está nos agronegócios apenas. Isso fica bem claro, subliminarmente. Ou não? Me engana que gosto. Como gosto!

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27
Dez18

LAVA JATO ACABOU COM A DEMOCRACIA, DIZ O JURISTA AFRÂNIO JARDIM

Talis Andrade

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"O Poder Judiciário não foi feito para combater nada. Ele foi feito para, distanciado do fato, preservar a sua imparcialidade e julgar de acordo com o Direito. Resolver os conflitos de forma imparcial, distante. Agora, quando o Poder Judiciário se irmana com a Polícia e com o MP você não tem a quem recorrer. O Poder Judiciário hoje tem lado. Ideologicamente ele assumiu um lado. É o caso do presidente Lula. Ele recorre a quem? O caminho está minado", ensina o jurista Afrânio Silva Jardim, considerado um dos maiores processualistas do Brasil, destacando que o método utilizado pela Operação Lava Jato para o combate à corrupção acabou com o Estado Democrático de Direito. 

Lia Bianchini, Brasil de Fato - Na última semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tofolli, derrubou a liminar expedida pelo outro ministro da Corte Marco Aurélio Mello. A medida de Tofolli evitou que presos condenados em segunda instância, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pudessem responder em liberdade até o fim de todos os recursos judiciais.

Por conta disso, no dia seguinte à decisão de Tofolli, o jurista Afrânio Silva Jardim, considerado um dos maiores processualistas do Brasil, anunciou que estava se retirando da atividade jurídica. "A minha decepção e desgosto é muito grande. Como lecionar direito com um Supremo Tribunal Federal como este??? Estou me retirando deste 'mundo' falso e hipócrita", afirmou em sua conta no Facebook.

Afrânio atuou por quase 39 anos lecionando direito processual penal e 31 anos no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O professor associado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) conversou com o Brasil de Fato uma semana após sua decisão. Na entrevista, o jurista demonstra sua total decepção e descrença em relação ao Poder Judiciário brasileiro e afirma que o método utilizado pela Operação Lava Jato para o combate à corrupção acabou com o Estado Democrático de Direito. "O Poder Judiciário hoje tem lado. Ideologicamente ele assumiu um lado", acredita.

 

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Lia Bianchini - Em que momento você decidiu sair do Direito?

Afrânio Silva Jardim - Eu estava planejando me aposentar, até porque estou com 68 anos, no final de 2020. Mas, eu resolvi antecipar para agora. A gota d'água foi as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). No meu entendidmento, o STF está julgando muito mal. Está se deixando levar por um ativismo absurdo judicial, com uma visão punitivista incompatível com o que se esperava dos ministros [da Suprema Corte].

Estou decepcionado, desencantado com a importação de aspectos do Direito norte-americano para o Direito brasileiro. Deram ao acordo de delação premiada uma amplitude que não era a prevista em lei. Permitindo que o negociado predomine sobre o legislado, no processo penal também. E isso a Lava Jato fez de forma absurda, com regime de penas não previstas na Lei de Execução Penal. Virou um processo penal negociado, violando nosso sistema tradicional. Virou um monstro. E a palavra-chave em um Estado Democrático é: controle. Controle interno e controle externo. Essas coisas criam um certo desencanto.

Isso é uma subversão do nosso sistema, uma coisa impensável. Perdeu-se o limite da coisa. E eu também verifiquei que talvez dois terços do Ministério Público (MP) e dois terços da magistratura são punitivistas à direita, e isso é decepcionante também. Eu vou ficar em outras trincheiras, sempre participando. Mas aula, corrigir prova e ficar falando em sala de aula coisas que na prática não acontecem .... É até enganar o aluno.

 

Lia Bianchini - Um artigo seu, em fevereiro deste ano, você afirma que o MP, a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário se uniram para combater a corrupção. Quais as consequências disso?

Afrânio Silva Jardim - Exagerando um pouco eu poderia dizer que a consequência é acabar com o Estado Democrático de Direito. Porque o Poder Judiciário não foi feito para combater nada. Ele foi feito para, distanciado do fato, preservar a sua imparcialidade e julgar de acordo com o Direito. Resolver os conflitos de forma imparcial, distante. Agora, quando o Poder Judiciário se irmana com a Polícia e com o MP você não tem a quem recorrer. O Poder Judiciário hoje tem lado. Ideologicamente ele assumiu um lado. É o caso do presidente Lula. Ele recorre a quem? O caminho está minado.

 

  Lia Bianchini - Você diria que não tem saída jurídica para o caso do ex-presidente Lula?

Afrânio Silva Jardim - Tem que haver. O Lula só vai sair com alvará judicial. Ninguém pensa em tomar de assalto a PF, resgatar o presidente Lula, isso não tem sentido. Mas é uma situação inusitada o que está acontecendo ali. Eu acho que o [presidente do STF, Dias] Toffoli não tinha competência para fazer isso. Ele não é um revisor das decisões monocráticas dos ministros do Supremo. Ele extrapolou e as pessoas sabem disso.

Estamos politicamente segurando o Lula preso por pressão não sei se da mídia tradicional, da classe empresarial, das Forças Armadas ou de todos juntos. O fato é que a situação é absurda. O Direito já não me interessa mais. Tem que haver o Direito, já que uma sociedade sem normas não existe, mas não me interessa mais reproduzi-lo, ensiná-lo, porque a gente acaba legitimando a ordem absolutamente injusta que está aí.

 

Lia Bianchini - Você diria que o que vivemos hoje é um cenário que vem sendo projetado desde o chamado Caso do Mensalão?

Afrânio Silva Jardim - Eu acho que muito começou com aquelas passeatas de 2013. Com a Lava Jato fechando com a Rede Globo e aquela campanha sistemática contra a corrupção, como se descobrissem isso de um dia para o outro, como se isso não fosse uma coisa histórica, endêmica e muito própria das sociedades capitalistas, da ganância, do lucro. Porque os corruptores e empresários estão todos em casa, nas suas mansões, com tornozeleiras, essa é que a verdade.

A Lava Jato poderia combater a corrupção, dentro da lei, sem estardalhaço. Mas o esquema que o [ex-juiz da Lava Jato Sérgio] Moro fez com a TV Globo e com a mídia empresarial, no geral, foi um espetáculo. Isso criou nas passeatas um antagonismo à corrupção, como se a corrupção fosse uma coisa da esquerda. Existia também, mas é uma coisa disseminada, está em todos os partidos. Começa com patrocínio de campanha pelas empresas. Aí começou tudo, em termos de corrupção. A população ficou raivosa, manipulada pela visão punitivista.

 

Lia Bianchini - A previsão para 2019 é que se agrave o autoritarismo?

Afrânio Silva Jardim - Não tenho dúvidas. Seja no plano normativo, na legislação, seja na aplicação com juízes e promotores vinculados à direita, que é aquela visão punitivista, simplista. Eu sempre digo que se o endurecimento da lei penal resolvesse o problema da violência seria fácil. É uma visão ingênua. Ingênua ou de má-fé, não sei.

 

Lia Bianchini - Como você avalia que este tipo de questionamento, em relação ao autoritarismo judiciário, pode ajudar a mudar as práticas jurídicas brasileiras?

Afrânio Silva Jardim - O homem do povo não tem conhecimento em relação a este tipo de denúncia e as vezes até repele isso. A grande mídia fez um trabalho muito competente. Se você fizer hoje uma pesquisa as pessoas são à favor do sistema normativo, são à favor da pena de morte e até de linchamento. A direita ressuscitou o comunismo. Quem mais fala de comunismo hoje é a direita. A verdade é essa. O povo brasileiro não tem instrução.

Você anda na rua, pergunta às pessoas e elas não sabem de nada do que está acontecendo. Presa fácil para essa mídia empresarial. Por isso votaram nele [Jair Bolsonaro], o capitão truculento. A gente tem mania de pensar que todo mundo pensa como a gente, tem as mesmas informações, tem os mesmos interesses em política, na questão social. As pessoas não estão nem aí. As pessoas no Brasil são ignorantes no sentido puro da palavra, ignoram as coisas.

 

Lia Bianchini - Você disse que vai procurar novas trincheiras. Já tem alguma ideia de quais?

Afrânio Silva Jardim - Eu tenho uma ideia de me aproximar mais dos movimentos sociais. Teoricamente, através de textos, eu posso abordar menos a teoria do Direito e mais as questões sociais, mas especificamente o simpático MST [Movimento dos Trabalhadores Sem Terra].

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12
Dez18

Quem atirou a 'laranja' em Bolsonaro?

Talis Andrade

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por Ricardo Cappelli

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Presidente fraco é uma iguaria muito apreciada por políticos e empresários. Brasília não perdoa. Redes sociais podem ajudar a chegar ao poder. Mantê-lo é para profissionais.

Bolsonaro montou um governo “autoral”. Entregou até aqui o que prometeu. Recebeu dos que o circundam apoios e tapinhas nas costas. Nas ruas da capital federal sorrisos e elogios costumam ser mais letais que tiros.

Quem vazou o motorista milionário e seus saques volumosos? Quem ganhou e quem perdeu com o tiro desferido? Nem as seriemas acreditam que relatórios do COAF “vazam sozinhos”. Atenção aos jogadores:

1 – O Núcleo Familiar – Os “bob filhos” são uma fonte permanente de risco e instabilidade. Já atropelaram o futuro chanceler e brigaram com a bancada do PSL. A beligerância desagregadora do clã precisava de um freio. O recado foi duro e pode custar a cabeça de um senador.

2 – O Grupo Financista – Paulo Guedes possui dois contrapesos. Os militares dão sinais de que podem resistir à privatização desmedida. Moro é outro que pode criar dificuldades, principalmente para a turma que gosta de atuar em fundos de pensão. O mercado está faminto. Fará pressão por entregas fortes no primeiro ano. Pode ter decidido “refrescar” a memória do eleito, alertando sobre os compromissos assumidos.

3 – Os Generais - Acompanham com preocupação o Capitão-Presidente. Temem que um eventual naufrágio arraste junto a imagem da instituição. Vêm ampliando a influência no governo. Vão disputar poder com Guedes e podem travar uma guerra surda com Moro. Abin e PF sempre se “estranharam”. Para os militares Bolsonaro é um “abacaxi-oportunidade”. Não fazem o estilo precipitados. De qualquer forma, Mourão não está ali para brincadeira.

4 – O Núcleo Palaciano Onyx e Bebiano não possuem força própria. O primeiro parece estar sendo fritado em banho-maria pelas demais alas do governo. Seu temperamento explosivo não tem ajudado. O segundo foi quem ajeitou o PSL para a campanha. Luciano Bivar emprestou seu partido por altruísmo? Que argumentos convenceram Bivar? O potencial de choque dos interesses do grupo de Bebiano com Guedes é razoável. Certamente daqui não veio o tiro. Só existem como extensão do poder do Capitão. Seria suicídio.

5 – A Aliança do Coliseu – O bloco composto pela burocracia estatal antinacional e antipovo em aliança com a Globo chegou ao poder pelas mãos de sua ala mais radical. A família Marinho acabou atropelada pela ala curitibana. A emissora fez de Moro seu “representante-interlocutor”. O ex-juiz está numa sinuca de bico. Assiste calado sua fama de “justiceiro implacável” ser corroída pelo motorista milionário. A Aliança sonha com Moro na cadeira de Bolsonaro após um “pit stop” no STF. Detentor de luz própria, o ex-juiz pode até romper com o Capitão. Não fará isto antes da hora. Pelo aparato que está montando seu destino está traçado. Terá o governo nas mãos e passará a dar as cartas ou se isolará e cairá.

6 – MC Centrão – numa sessão do Congresso, enquanto um senador discursava, um dos deputados esbravejava. Um moderado foi pedir ao colega que respeitasse a fala do senador e ouviu o seguinte: “não vou parar não, ta pensando o quê? O Senado é música clássica, aqui é baile funk!” A turma do Centrão está dançando ao som do “pancadão do Queiroz’. Publicamente declaram apoio desinteressado ao Capitão. Nos bastidores, contam com a desgraça do eleito. Como alimentar suas bases sem ocupar posições na Esplanada? Ansiam pela crise que obrigará o Planalto a retomar o “famigerado” presidencialismo de coalizão. São os mordomos do jogo. Sempre os principais suspeitos de tudo.

7 – A oposição – está como cachorro caído do caminhão de mudança que foi atropelado pelo carro que vinha atrás. Tonta e dividida, resolveu morder o próprio rabo. É pouco provável que consiga ter acesso a alguma informação importante. Está mais para caça do que para caçador.

8 – Os Tucanos – dizem que as aves de bico avantajado têm controle sobre uma banda da PF. O principal interessado no desgaste de Bolsonaro é Dória. O governador eleito de São Paulo quer o Planalto. E já provou que é capaz de pisar no pescoço de qualquer um. Aspira ser um “Bolsonaro empresário, etiquetado e quatrocentão”. Tomou uma taça de champanhe em homenagem a Fabrício Queiroz, sem sombra de dúvida.

9 – Renan e Rodrigo Maia – são os principais beneficiados no curto prazo. Favoritos nas disputas pelas presidências da Câmara e do Senado, enfrentam resistências da família Bolsonaro. O Planalto pode até não ganhar sozinho as presidências das Casas, mas perder pode virar um problemão. Um eventual pedido de impeachment passa por lá. O carioca e o alagoano deram mais um passo em suas pretensões.

O novo presidente gozará do seu período de lua de mel com a população. É improvável que o caso tenha potencial para derrubá-lo. Se virar hemorragia, a cabeça de seu filho Flávio pode ser suficiente para estancar a sangria.

O jogo está começando na mesma voltagem da campanha. Os profissionais estão ávidos pela partida. Quem aitrou a(o) laranja? Emoção não vai faltar.

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23
Nov18

Vamos ajudar o novo ministro da Agu a reaver R$ 25 bi de corrupção

Talis Andrade

por Emanuel Cancella

 

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Novo ministro quer reaver R$ 25 BI de corrupção, segundo O Globo, de 22/11/18.
 
 
O ministro chefe da AGU, André Luiz de Almeida Mendonça, disse que tem como meta recuperar, em dois anos, R$ 25 bilhões por meio de acordos de leniência com empresas que cometeram irregularidades em contratos com a administração pública (1).
 
 
Pois é, o Brasil, dizendo combater à corrupção, paralisou suas grandes obras, desempregou quase 13 milhões de brasileiros e detonou nosso PIB.
 
 
Se usasse a Lei de leniência, como fez EUA na última crise, teríamos assim a prisão dos empresários corruptos e suas substituições, mas com a continuidade das obras.
 
 
Muito estranhamente,  Moro, chefe da Lava Jato, e o PGR, Rodrigo Janot, não permitiram que isso fosse implementado no Brasil, mesmo eles tendo estudado nos EUA.
 
 
Veja o que diz o saudoso, Moniz Bandeira: “Moro e Janot atuaram e atuam com instituições dos Estados Unidos contra o Brasil e as empresas brasileiras” (7)
 
 
A Lava Jato passou mais de 3 anos, diariamente, na mídia, principalmente na Globo, falando mal da Petrobrás, da Odebrecht e da OAS. Veja a lista completa das empresas investigadas pela Lava Jato (4).
 
 
Veja também o vídeo de como a Lava Jato destruiu a economia nacional (5).
 
 
Já os EUA, em 2008, numa de suas maiores crises financeiras (A chamada crise do Subprime, ou Hipotecas de Risco), o banco Central americano  injetou centenas de bilhões de dólares em sua economia, tudo para não manchar a imagem de suas empresas, não demitir em massa e preservar o PIB do país (2,3).
 
 
Nos EUA, se não fosse o socorro estatal, empresas privadas como as gigantes GM, City Bank, Chrysler etc estariam falidas, teriam desempregado em massa e o PIB dos EUA estaria negativado.

 

Além do acordo de leniência, vamos ajudar o chefe da AGU a recuperar muito mais de R$ 25 BI da corrupção:

 

- Primeiro cancelando a lei articulada e sancionada pelo golpista MiShell Temer que deu isenção em impostos em um trilhão de reais às petroleiras estrangeiras, sendo a mais beneficiada a Shell (8).

 

- Depois a AGU poderia cobrar da Globo o Imposto de Renda da transmissão da Copa do Mundo de 2002.  A Globo diz ter pago “Embaixo de Vara”, com multa, só que nunca mostrou à sociedade o DARF (9).

 

- A AGU poderia recuperar os R$ 10 Bi que Pedro lalau Parente pagou aos acionistas americanos, mesmo sem a Petrobrás ter sido condenada (10).

 

- No mesmo CPF de Pedro Parente cobrar o rombo de R$ 5 BI que ele deu à Petrobrás, em 2001, na venda de ativos inclusive sendo réu nessa ação (11).

 

- E também com Pedro Parente pegar de volta R$ 2 BI que a Petrobrás, em sua gestão na presidência da Companhia, relativos a um empréstimo pago ao banco JP Morgan que só venceria em 2022. Detalhe Pedro Parente é sócio do banco (12).

 

Espero ter colaborado com o ministro na sua meta de recuperar R$ 25 BI!

 

Fonte:

1https://anexo6.com/manchetes-dos-jornais-se-dividem-entre-politica-e-economia/

2https://jlcoreiro.wordpress.com/2011/09/13/origem-causas-e-impacto-da-crise-valor-economico-13092011/

3https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/atualidades/a_crise_dos_eua_e_as_licoes_da_historia

4https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_empresas_envolvidas_na_Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato

5https://www.youtube.com/watch?v=PxYhddTYTAM

6https://www.viomundo.com.br/politica/moniz-bandeira-moro-e-janot-atuaram-e-atuam-com-instituicoes-dos-estados-unidos-contra-o-brasil-e-as-empresas-brasileiras.html

7https://www.viomundo.com.br/politica/moniz-bandeira-moro-e-janot-atuaram-e-atuam-com-instituicoes-dos-estados-unidos-contra-o-brasil-e-as-empresas-brasileiras.html

8https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/11/camara-aprova-texto-base-da-mp-que-beneficia-petroliferas-estrangeiras-com-r-1-tri-em-isencoes-1

9https://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/07/04/pig-descobre-sonegacao-da-globo

10https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/parlamentares-vao-a-justica-contra-entrega-de-r-10-bi-por-presidente-da-petrobras

11https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

12https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356221/Banco-presidido-por-s%C3%B3cio-de-Pedro-Parente-recebeu-R$-2-bi-da-Petrobras.htm

 

18
Set18

A “LIBERDADE” DE EXPRESSÃO DOS JORNALISTAS E A FALSA ISENÇÃO DE UMA MÍDIA EMPRESARIAL EM UMA SOCIEDADE DIVIDIDA EM CLASSES

Talis Andrade

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por Afrânio Silva Jardim

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O que vamos tratar abaixo deve servir de explicação para a sórdida tentativa de “massacrar” um determinado candidato ao cago de Presidente da República pelos jornalistas da TV GLOBO NEWS, na noite de ontem. Isto não é jornalismo e sim campanha ideológica para agradar o patrão. Aliás, talvez eles estivessem expressando, indiretamente, as suas próprias ideologias. Não foi por outro motivo que foram escolhidos para trabalhar nesta emissora “golpista”.

 

Por sorte, o candidato, mestre em economia e doutor em filosofia, sendo professor de Ciência Política e com a experiência de Ministro da Educação em governos anteriores, soube responder a todas as maldosas perguntas dos entrevistadores, de forma serena e respeitosa, logrando tornar evidente a parcialidade eleitoral de todos eles e elas.

 

Vamos então a mais uma reflexão sobre a inexistente liberdade e isenção da imprensa. A autocensura é uma realidade em um país de alto índice de desempregados...

 

Em vários textos, publicados na minha “coluna” do site Empório do Direito, venho sustentando, com base nas lições de Caio Prado Junior, que a liberdade abstrata, que é uma das características das sociedades de mercado, é uma liberdade muito relativa, pois poucos podem realmente dela usufruir. A situação econômica neste tipo de sociedade é que dirá sobre a “extensão” desta liberdade burguesa.

 

Por outro lado, venho sustentando, ainda na esteira do magistério do grande filósofo acima mencionado, que não é o Estado, no mais das vezes, que suprime esta liberdade em nosso cotidiano.

 

Na verdade, durante a nossa vida, somos tolhidos no exercício desta liberdade abstrata por uma hierarquização das classes sociais decorrentes do sistema capitalista. Não dá para negar que, em razão dos contratos de trabalho, umas pessoas se submetem ao mando de outras pessoas. O patrão manda no empregado, restringindo a sua liberdade e fazendo-o submisso à sua vontade.

 

Na medida em que as pessoas têm “chefes”, são elas dependentes economicamente de seus patrões e ficam “condenadas” a serem submissas aos patrões, donos de sua vida financeira. Muitos, para não perderem o emprego, se tornam até bajuladores ou subservientes. Outros já foram contratados porque têm predisposição para fazer o “jogo” da empresa jornalística ...

 

Recentemente, o Sistema Globo de Comunicação nos mostrou claramente como se suprime a liberdade de seus empregados, proibindo que eles se manifestem sobre questões políticas e ideológicas em suas redes sociais particulares. Tal proibição está sendo chamada de "lei Chico Pinheiro", por ser este bravo jornalista o primeiro a ser "silenciado".

 

Assim, constatamos que eu e minha empregada doméstica podemos criticar ou elogiar o ex-presidente Lula pela internet, podemos criticar ou elogiar o senhor Temer. Entretanto, os jornalistas, atores e demais empregados (as) da Rede Globo estão silenciados pelo “patrão imperial”. Vale dizer, eles tiveram sua liberdade de expressão castrada, não pelo Estado, mas sim pela Rede Globo. Na iniciativa privada, é permitida a censura prévia ??? Já não basta a subserviente autocensura dos jornalistas destas grandes empresas???.

 

O estranho e insólito é constatar que aqueles, que defendem radicalmente a liberdade de imprensa, castram a liberdade de seus empregados de exteriorizarem os seus pensamentos, ainda que fora do local de trabalho. Pura hipocrisia. Puro autoritarismo.

 

Importante salientar que, através do texto supra, meu escopo principal não é criticar a Rede Globo, mas sim a falácia da plena liberdade na sociedade capitalista. Meu escopo é criticar a falácia da imparcialidade ideológica e política destes jornalistas.

 

Aliás, basta um mínimo de consciência crítica para constatar a hipocrisia e cinismo que campeia em nossa grande imprensa.

 

Na verdade, a Rede Globo somente tornou explícito o que está implícito nas relações de trabalho neste tipo de sociedade, onde o poder econômico não gosta de limites...

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16
Set18

Entrevista no Jornal Nacional revela a verdadeira face da Globo

Talis Andrade

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por Mário Augusto Jakobskind

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William Bonner e Renata Vasconcellos, demonstraram, ao conduzirem a entrevista com o candidato Fernando Haddad no Jornal Nacional, que estão longe de praticar jornalismo na verdadeira acepção da palavra. Fica evidente que cumprem uma missão, provavelmente determinada pela família Marinho.

 

O casal de âncoras interrompeu inúmeras vezes o entrevistado, em uma forma clara de tentar impedir o seguimento de seu raciocínio. Com isso, também impediram que Haddad apresentasse suas propostas, que é do preso político Luís Inácio Lula da Silva, que a família Marinho se esforça em combater.

 

Em um determinado momento Bonner não escondeu sua contrariedade quando o candidato lembrou que a Globo estava sendo investigada na Justiça, o que não quer dizer que ela pode ser acusada de antemão. Haddad desarmou a Globo, que é useira e vezeira de apresentar em seu noticiário políticos também investigados, sobretudo os do PT, como se fossem de antemão culpados.

 

A entrevista no JN remete a um tema que dificilmente aparecerá nos debates, qual seja, a da democratização dos meios de comunicação, um quesito importante para a verdadeira democracia. É que as poucas famílias controladoras dos meios de comunicação evitam o aparecimento do tema nos debates. E quando a questão entra em cena, se voltam, de forma raivosa, com mentiras do tipo que os defensores da democratização querem censurar, quando acontece exatamente o contrário.

 

Para o avanço da democracia no Brasil é necessário que o tema democratização dos meios de comunicação seja debatido, para que a opinião pública seja informada, sem subterfúgios. Se isso não acontecer, o panorama seguirá como o atual e nas próximas eleições ocorrerão as mesmas aberrações com a acontecida no Jornal Nacional com Haddad e mesmo outros candidatos que não rezam pela cartilha da família Marinho.

 

Em suma, está na hora de o Brasil conhecer verdadeiramente o que é democracia, porque do jeito como caminham as entrevistas da campanha eleitoral de 2018 na mídia comercial estamos longe desse ideal.

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15
Set18

NÃO FOI ENTREVISTA, FOI INQUISIÇÃO

Talis Andrade

 

 

Hildegard Angel: Não foi feita uma única pergunta sobre programa de governo. Não é com o fim jornalístico a série com os candidatos? Não foi para ouvi-los que as TVs conseguiram diminuir o tempo do horário eleitoral e aumentar o de entrevistas com candidatos?

 

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Mauro Lopes: Haddad abriu a entrevista no Jornal Nacional lavando a alma do país e enfrentando o império em sua sede: "Boa noite, presidente Lula". Mais ainda, afirmou que quem deveria esta sentado na bancada de entrevistas não era ele, mas Lula. Coragem, fidelidade, firmeza.

A partir da saudação a Lula, dominou a cena e inverteu a lógica que presidiu as demais entrevistas conduzidas por William Bonner e Renata Vasconcelos: foi ele quem conduziu a entrevista, e não os executivos da Globo. Defendeu seu partido, defendeu seu programa e foi incisivo na crítica à Rede Globo, deixando claro ao país que a moleza acabou para a família Marinho.

Terminamos assim a semana: Haddad sobe como um foguete nas pesquisas e foi soberano na temida sabatina do Jornal Nacional, com uma performance consagradora.

Em apenas quatro dias como candidato, Haddad mostrou que é um digno representante de Lula no pleito e é muito mais que o tal "poste" com o qual propaganda da direita, de Ciro e da mídia conservadora tentou iludir o país.

O Brasil acorda sábado com um grande líder à frente do processo eleitoral: Fernando Haddad.

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Arcírio Gouvêa Neto: Como jornalista, diretor da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e secretário de uma comissão de defesa da liberdade de expressão, me sinto envergonhado vendo o jornalismo brasileiro acabar de ser vilipendiado e ultrajado por Willian Bonner e Renata Vasconcellos nesta sessão de inquisição aos melhores moldes dos inquisidores da Idade Média. Isso não foi e jamais será jornalismo.

Trabalhei em duas oportunidades no jornal O Globo, desfrutei da companhia de mestres do jornalismo da empresa e tenho certeza absoluta que mesmo os jornalistas do passado que lá trabalharam se vissem o que vi hoje estariam tão revoltados quanto eu. Uma coisa é você ter sua ideologia política na vida pessoal, outra coisa é você transportar essa ideologia à vida profissional, para seguir servilmente à determinação do patrão. Já vi muita gente boa se recusar a fazer um papel asqueroso como o dessa dupla essa noite e eu sou uma delas.

Sinto pelo trabalho correto e ilibado de velhos companheiros que deram a vida pelo engrandecimento da imprensa em nosso país e não mereciam o que aconteceu hoje. Acho que o mínimo que poderia ocorrer em um estado democrático de direito é sua população se indignar com o que houve essa noite.

Quem perde não é o PT e nem Lula ou Haddad é a liberdade do pensamento e da expressão de uma nação inteira.

Uma noite pra ser esquecida, diria Carlos Heitor Cony.

Infelizmente, o que estava em jogo ontem não era se Haddad sobreviveria, mas o bom jornalismo, imparcial e sério. É muito triste para uma nação assistir a um esquartejamento em cadeia nacional tendo o rótulo de jornalismo, de uma entrevista. A imprensa é um dos pilares de um estado democrático de direito e, em nosso país, está com seus alicerces completamente destruídos. Ela segue apenas a interesses ideológicos de seus donos.



 

15
Set18

Haddad enfrenta o jornal inimigo

Talis Andrade

Bonner-nao-deixa-Haddad-Falar-Meme .png

 Meme Diogo Ramalho

 

Mauro Lopes: Haddad briu a entrevista no Jornal Nacional lavando a alma do país e enfrentando o império em sua sede: "Boa noite, presidente Lula". Mais ainda, afirmou que quem deveria esta sentado na bancada de entrevistas não era ele, mas Lula. Coragem, fidelidade, firmeza.

A partir da saudação a Lula, dominou a cena e inverteu a lógica que presidiu as demais entrevistas conduzidas por William Bonner e Renata Vasconcelos: foi ele quem conduziu a entrevista, e não os executivos da Globo. Defendeu seu partido, defendeu seu programa e foi incisivo na crítica à Rede Globo, deixando claro ao país que a moleza acabou para a família Marinho.

 

Fabianna Freire Pepeu: Trabalhei na Globo Nordeste. Gostava muito de fazer entrevistas. Mas, na qualidade de entrevistadora, era assim: eu perguntava e o entrevistado respondia. Quando eu julgava que o entrevistado tinha, digamos, driblado minha pergunta, eu insistia. Mas eu nunca disse ao meu entrevistado ou entrevistada que a sua resposta não servia aos meus propósitos, desclassificando sua fala. Eu não tinha propósitos. Também não fazia uma pergunta e, imediatamente, começava a falar por cima da fala da outra pessoa. Minha ideia era fazer uma entrevista. Entrevistar é deixar o outro se expressar, contar uma história ou mesmo uma mentira. Nem precisava ter trabalhado numa televisão pra saber disso, não é, minha gente? Apertar um entrevistado, ser crítico e ousado é algo bem diferente do que se viu hoje no Jornal Nacional com o presidenciável Fernando Haddad. Desconfio que William Bonner e Renata Vasconcellos não são jornalistas. Nunca foram. Em especial, nesse episódio, eles encarnaram uma versão arrumada e engomada de uma coisa muito feia chamada torturadores psicológicos. A gente usa essa expressão ‘tortura psicológica’ em algumas situações ou quando pessoas amigas, de maneira informal, nos aperreiam, mas isso é coisa séria, muito séria. Isso é extremamente violento. E é crime.

Vamos fechar o seguinte: não é Bozo o inimigo do Brasil, mas sim esse abjeto monstro chamado Globo. Enquanto isso não for mexido, nunca avançaremos. Mente; distorce; não permite que se fale, roubando a fala do outro; tripudia da verdade; nos lembra que chafurdamos numa estrada enlameada que parece não ter fim.

 

Ricardo Miranda: Não sei qual é o Brasil que William Bonner quer ver, mas certamente não é um em que Fernando Haddad possa responder às suas perguntas.

Teve jeito de interrogatório. Pior. Dos 27 minutos de entrevista – assisti diversas vezes para cronometrar -, 16 minutos foram com perguntas e interrupções de William e Renata Vasconcellos, sua parceira de palco. 16 minutos! Ou seja, Haddad teve 11 minutos. Em outras palavras, as perguntas e interrupções tomaram 60% do tempo. William Bonner fez 53 interrupções. Renata outras 19. Em diversos momentos falaram ao mesmo tempo que o candidato, impedindo seu raciocínio.

Mas não eram só perguntas. Bonner e sua coadjuvante de bancada no JN fizeram ilações, deram opiniões, citaram números contestáveis, ocuparam o tempo que podiam. Sempre com ar de deboche e colocando-se como porta-voz da verdade, Bonner indignou-se quando, quase perdendo a paciência, Haddad tentou diferenciar denunciado de réu, citando as Organizações Globo e, por exemplo, seus problemas com a Receita Federal.

 

 

 

 

13
Set18

A Globo, as eleições e a história como farsa

Talis Andrade

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 Globo perseguiu Dom Helder Câmara e fez campanha para que o brasileiro não recebesse o Prêmio Nobel da Paz

 

 

por Ayrton Centeno

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Todo mundo conhece a velha máxima de Marx, aquela que “a história só se repete como farsa”. No caso do Grupo Globo, a história desde o berço é uma farsa.  Em 1964, tratou como “democracia” a ditadura que despontava. Em 2016, tratou comoimpeachment, o golpe parlamentar/judicial/midiático de que foi parte faceira. Em 1984, tratou ato monumental pelas Diretas Já como se fosse a comemoração do aniversário de São Paulo. Em 2018, trata a candidatura deLula como se não existisse.

 

Líder disparado em todas as pesquisas, presente nas intenções de voto da maioria dos brasileiros e brasileiras, o ex-presidente não tem voz nem vez no Jornal Nacional. Mesma agenda de silêncio e apagamento conferida pela emissora a Fernando Haddad, seu vice. Não importa que a chapa Lula/Haddad/Manuela seja a única a juntar povo em qualquer lugar do país nesta campanha estranha e paradoxal.

 

É uma longa, elaborada e metódica dedicação à farsa que uma consulta à testemunha insuspeita – o próprio jornal O Globo – comprova sem maiores dificuldades. Não é a farsa pela farsa.  Ela se exaspera em tempos de campanha eleitoral mas está, a cada dia da história, a serviço dos interesses da família Marinho.

 

Pouca gente sabe mas, na trincheira da ditadura, O Globo trombou até com os Beatles. Em 1969, quando o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, fez uma conferência em Manchester, na Inglaterra e sugeriu aos jovens seguir o exemplo dos quatro de Liverpool e questionar “a forma monstruosa em que vivemos hoje com nossos falsos valores, contra a ridícula mecanização de tudo, inclusive do dinheiro”, o jornal partiu ao ataque.

 

Ilustrou matéria de 11 de abril daquele ano com uma foto do casal George Harrison e Patty Boyd saindo de um tribunal. E a legenda: “O beatle Harrison e sua loura: entorpecentes”. No editorial, deplorava-se que o arcebispo indicasse tais modelos. Harrison fora multado por posse de maconha, enquanto John Lennon e Yoko Ono eram criticados por posarem numa “experiência de amor público” em Amsterdam. Para o diário, os Beatles, os Rolling Stones e outros faziam “propaganda aberta da depravação”. Eram “fantásticas agências a serviço da corrupção de menores”, escandalizou-se.

 

Acontece que os Beatles e os Stones haviam ficado na linha de tiro contra Dom Hélder. Em 1969, o arcebispo era fortíssimo candidato ao Prêmio Nobel da Paz. E a figura mais odiada pela tirania. Justamente pela denúncia corajosa da censura, tortura e assassinatos no país. No ano anterior, sua casa fora metralhada por homens que gritavam “morte ao arcebispo vermelho!” Seria o primeiro Nobel brasileiro. Quatro vezes candidato, Dom Hélder, porém, nunca ganhou. Foi vítima de uma campanha difamatória, no Brasil e na Europa, movida por O Globo, o Estadão, o regime dos generais e parte do empresariado.

 

Carlos Marighella, o número 1 da ALN, foi emboscado e assassinado – recebeu 28 tiros e não portava nenhuma arma – em  4 de novembro de 1969. Dois dias depois, O Globo publicou o editorial O Beijo de Judas. Era um texto abjeto. Nele, jogava perseguidos contra perseguidos, ao dizer que os padres franciscanos Fernando e Ivo, sem “resistência moral”, haviam entregue Marighella . Omitia as condições em que as informações haviam sido obtidas. Fernando, por exemplo, tivera um arame enfiado na uretra…

 

Dez anos após o golpe, a família Marinho ainda não havia convenientemente percebido onde estava metida.  Fiel ao culto da farsa, no editorial “Fidelidade ao Regime”, O Globo celebrou a “medicina democrática” imposta pelos eventos de 1964. Não por acaso, em 1972, o então ditador, Garrastazu Médici, confessou que se sentia relaxado e feliz após ver o Jornal Nacional porque enquanto “o mundo está um caos, o Brasil está em paz”. Uma década depois, em 1984, veio outra exaltação: a democracia fora derrubada para “preservar as instituições democráticas”.

 

Tamanha luta braçal contra os fatos em nenhum momento pode ser chamada de “tragédia”—embora trágica para a reputação do conglomerado. Aos olhos do leitor/telespectador/ouvinte mais atento desde sempre foi farsesca.

 

Vinte e oito anos após o retorno da democracia, as Organizações Globo expuseram seu mea culpa pelo relacionamento carnal com a ditadura. O editorial veio na véspera do cinquentenário do regime militar. Sim, timing não é o forte dos Marinho. Dado seu comportamento em 2016, teremos novidades em 2066…

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30
Ago18

Lula venceu os indignos

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

____

A estas alturas do calendário eleitoral, um prognóstico parece inapelável: Lula, mesmo isolado e incomunicável no cárcere político, venceu a Globo e a Lava Jato, e criou um impasse monumental para a ditadura jurídico-midiática.

 

Roubar a eleição do Lula, tida como certa de ocorrer já no primeiro turno, agrava a ilegitimidade do regime de exceção e aumenta sobremaneira o custo político e social de manutenção da ditadura.

 

A posição da ONU endereçada ao Estado brasileiro, que exige respeito ao direito do Lula votar e ser votado, estreita muito a margem de manobra do bloco golpista.

 

A Lava Jato preparou à feição da Globo o álibi judicial para banir Lula e suas propostas eleitorais das entrevistas eleitorais e do noticiário da emissora e de toda a mídia cúmplice do regime. Este abuso, claramente discriminatório, evidencia a dimensão da brutal fraude que é a cobertura jornalística da eleição de 2018 no Brasil.

 

Essa violência contra Lula está sendo, porém, inócua e contraproducente. Apesar de banido do noticiário político e da crônica eleitoral e somente ser citado pejorativamente na imprensa como “preso por corrupção”, Lula é, contudo, onipresente na memória e na consciência de milhões e milhões de brasileiros e brasileiras que querem elegê-lo outra vez presidente do país.

 

O arbítrio fascista contra Lula produziu o efeito contrário ao planejado – tanto no Brasil como no estrangeiro. O establishment não só fracassou na tentativa de assassinar política e simbolicamente o Lula, como acabou por provocar a consumação da trajetória épica que o converteu, em plena vida, no maior mito heróico do povo brasileiro.

 

Lula resiste à dor imposta na masmorra de Curitiba porque “já não é um humano”, mas uma ideia de igualdade, esperança e justiça que se dissemina nas vozes e nos corações da maioria do povo.

 

A Globo e a Lava Jato conseguiram o feito extraordinário de recuperar a influência do Lula e do PT na sociedade brasileira aos patamares historicamente mais elevados – Lula com aprovação popular superior a 60%, e o PT voltando a ser, de longe, o Partido preferido por mais de 25% da população.

 

Lula derrotou a vilania e o fascismo da ditadura Globo-Lava Jato. Com sua dignidade, Lula venceu os indignos.

 

 

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