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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Mai20

Moro, o grande inimigo da democracia

Talis Andrade

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Moro, tendo tido uma educação normal que costumamos dar aos nossos filhos, ele ESCOLHEU ser esse ser prepotente, perverso, frio, traidor, calculista em suas maldades e objetivos de poder até a medula.

28
Abr20

Que seja nomeado um delegado da PF que defenda a imprensa livre

Talis Andrade

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Quem nomeia inimigo para o fisco, a polícia, a justiça é o PT. Os generais, os marechais jamais nomearam um esquerdista, um comunista para qualquer cargo no governo. Que o lugar dos adversários é na cadeia ou no cemitério clandestino. Onde já se viu um adversário nomeado para a polícia de Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Temer, Bolsonaro?

Sergio Moro levou para o governo de Bolsonaro o amigo de sempre, companheiro no assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, o adido policial em Washington, que serviu de ponte para o FBI, a CIA atuarem na lava jato, o cara que prendeu Lula, o delegado que peita a justiça, que rasgou o habeas corpus que soltava Lula, o habeas corpus do desembargador Rogério Favreto, o delegado sempre pronto para servir a Moro, quando Moro esteve a serviço de Bolsonaro, desde a campanha eleitoral, quando aprovou como peça de propaganda política a delação fajuta, mentirosa de Antonio Palocci - delação mais do que premiada, delação que Dallagnol recusou, mas que Valeixo, interesseira e subserviente, aceitou. 

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Que delegado policial, com ou sem agentes da CIA, com ou sem agentes do FBI, gravou Dilma Roussef, quando presidenta do Brasil, e gravou Lula e espionou a Petrobras, o Pré-Sal?

Depois de Moro, jamais Bolsonaro irá nomear um ministro sabotador, traidor, inseguro, suspeito, e sim pessoas de sua máxima confiança. Vale para a polícia federal. Não existe autonomia da PF. 

Mais polícia, menos democracia. A PF é um departamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O presidente responde perante o Congresso, a Suprema Justiça, a HIstória, pelos crimes praticados pela Polícia Federal, notadamente contra os Direitos Humanos, contra a Liberdade de Imprensa, como fez Moro ameaçando, investigando, perseguindo jornalistas.

Transcrevo da Wikipédia: "O primeiro passo para um movimento em direção à renovação da matriz tecnológica da PF foi dado no ano 2000. Até ali, a PF era vista como uma organização repleta de policiais 'chuta-portas' e apodrecida pela corrupção. Chamavam-na de 'apêndice' das agências policiais dos Estados Unidos. Ao final dos anos 1990, os carros e até a gasolina da estrutura da PF brasileira eram doações da Agência Central de Inteligência (CIA). 'O dinheiro é o nosso, as regras são nossas', chegou a declarar, em maio de 1999, o segundo da embaixada americana em Brasília, James Derham. Com a volta de Derham para os EUA, o orçamento saiu de R$ 100 milhões em 1999 para R$ 200 milhões no ano seguinte. As promoções passaram a privilegiar competência em lugar da antiguidade. Em 2006, o orçamento da PF era de R$ 600 milhões e tinha 11 mil policiais federais se revezando em missões pelo País com o apoio de cinco helicópteros, nove aviões, duas dezenas de embarcações e 2.327 viaturas". Com Moro, as promoções dos amigos de Moro, dos policiais sediados em Curitiba.  

 

28
Abr20

Ala militar do governo considera que Moro foi traiçoeiro

Talis Andrade

 

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A ala militar se considerava perplexa e chateada no dia da demissão do ex-juiz da Lava Jato, mas muitos dos ministros fardados agora dizem que Moro os decepcionou. 

Os militares do Palácio do Planalto consideram como gesto traiçoeiro a divulgação pelo ex-ministro da Justiça de mensagens privadas trocadas por ele com Bolsonaro e com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

Esses militares se mostram inconformados com o fato de que Moro tenha saído disparando contra o governo.

coluna acrescenta que alguns militares lembram que Bolsonaro já queria se livrar de Moro no ano passado, e que foi contido por eles —para agora virar os canhões contra o presidente.
 

 

 

 

18
Mar20

A Lava Jato trabalha para o governo dos Estados Unidos. A entrega de presos e das provas obtidas no Brasil

Talis Andrade

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VI - Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

por Luis Nassif

 

Em 30 de novembro de 2015, às 21:09:52, Dallagnol avisa a Aras que os americanos já “estão ouvindo colaboradores”. Aras reage com surpresa e Deltan responde: “Não temos controle sobre as oitivas porque são uns 10 colaboradores que já estão em tratativas de acordos, ou acordos feitos. EUA estão com faca e queijo na mão para ouvirem”.

Aras pergunta se os colaboradores estão sendo ouvidos nos Estados Unidos. “Onde estão ouvindo? Informaram ao DRCI?” Dallagnol responde que, por serem nos EUA, as oitivas ocorreriam “à revelia do DRCI”. E prossegue, referindo-se à visita dos americanos no mês anterior: “Nós estamos com pressa, porque o DOJ já veio e teve encontro formal com os advogados dos colaboradores, e a partir daí os advogados vão resolver a situação dos clientes lá… Isso atende o que os americanos precisam e não dependerão mais de nós. A partir daí, perderemos força para negociar divisão do dinheiro que recuperarem. Daí nossa pressa”.

“Mas eles só conseguirão isso se colaborarmos, não? Eles não têm provas. Ou têm?”, retruca Vladimir.

(…) “Eles podem pegar e usar tudo que está na web”, argumenta Dallagnol. Aras pergunta: “Quando eles farão pedido formal de oitivas?”.

“Não precisam fazer. Ouvirão nos EUA os que estão soltos e podem viajar.”

A resposta surpreende Aras: “Os advogados concordaram? Eles vão viajar sem salvo-conduto????? Loucura”.

(…) Dallagnol admite, então, que a força-tarefa pode ter errado ao não avaliar as consequências da parceria com os americanos durante a visita secreta a Curitiba. “Quando estavam aqui, e não tínhamos ainda restrições, mas estávamos operando no automático, sem conhecimento da dimensão das consequências e pensando em aplicar o tratado diretamente (o que ainda não está fora de cogitação, estamos todos refletindo, creio), dissemos que não haveria problema em os colaboradores, que pudessem, ir aos EUA para prestar as declarações.” (Continua) 

 
13
Mar20

A cadeia é o único lugar adequado para Dallagnol

Talis Andrade

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247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou o procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol, após a revelação de que pelo menos 17 americanos estiveram em Curitiba (PR) no ano de 2015 para conversar com membros do Ministério Público Federal e advogados de empresários sob investigação no Brasil. O encontro só poderia acontecer com autorização do Ministério da Justiça, que não tinha conhecimento da reunião e na época comandado por José Eduardo Cardozo.

"Tudo que eu e @wadih_damous denunciamos desde 2016 se confirma de maneira cristalina: Deltan Dallagnol e sua turma são traidores que ajudaram especuladores dos Estados Unidos a arrancar bilhões de dólares do Brasil. Só há um lugar adequado para essa quadrilha e é a cadeia!", escreveu o parlamentar no Twitter.

A revelação feita pelo site Intercept Brasil em parceria com a Agência Pública reforça a tese de que os Estados Unidos estão por trás da maneira como da Lava Jato foi conduzida por procuradores e pelo ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça. O interesse americano pelo petróleo brasileiro é uma das causas da seletividade judicial na operação, para facilitar a chegada da direita ao poder e facilitar a exploração do pré-sal por empresas estrangeiras. 

 
12
Mar20

As conversas secretas dos procuradores da Lava Jato com os espiões dos Estados Unidos

Talis Andrade

 
 
 
Natalia Viana
 
@VianaNatalia
 
A reportagem da #VazaJato é resultado de uma pesquisa que tenho feito há um ano sobre a colaboração entre a Lava-Jato e o governo dos EUA, que levou diversas empresas brasileiras a pagar multas milionárias ao tesouro americano por atos de corrupção ocorridos aqui no Brasil. (+)
 
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A apuração incluiu conversas com dezenas de advogados e especialistas brasileiros e americanos, participação e monitoramento de eventos, leitura de leis, relatórios e documentos e acompanhamento de sites especializados. (+)
 
Há muito que não se sabe sobre os detalhes dessa colaboração tão controversa e que toca em temas sensíveis como a soberania nacional. Mas eis alguns fatos reveladores (+)
Como a Lava Jato escondeu do governo federal visita do FBI e procuradores americanos - Agência...
Deltan Dallagnol e Vladimir Aras não entregaram nomes de pelo menos 17 americanos que estiveram em Curitiba em 2015 sem conhecimento do Ministério da Justiça
apublica.org
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1) Segundo a lei, investigações no Brasil feitas por agentes americanos têm que ser autorizadas pelo Ministério da Justiça
 
2) Porem uma delegação de 17 americanos, incluindo procuradores americanos e agentes do FBI, foram a Curitiba a convite da Lava-Jato em 2015 sem autorização do governo federal
 
3) O Ministro da Justiça Eduardo Cardozo foi tomado de surpresa e alertado pela PF que a situação era “nebulosa” e merecia atenção
4) Na visita, procuradores foram apresentados para advogados de delatores da Petrobras e começaram a negociar acordos para investigar a petroleira nos EUA. A visita foi feita para "levantar evidências"
 
5) O procurador Deltan Dallagnol escondeu nome de americanos do Ministério da Justiça e também escondeu detalhes da imprensa: “Americanos não querem que divulguemos as coisas”, escreveu 
 
6) Depois da visita, procuradores da Lava-Jato sugeriram aos americanos maneiras de driblar entendimento do STF para ouvir delatores da Petrobras no Brasil e nos EUA com maior liberdade 
 
7) Após apresentar os procuradores americanos para os delatores da Petrobras, Deltan Dallagnol reconheceu que os americanos estavam “com a faca e o queijo na mão”.
 
8) Em 2016, americanos questionaram Nestor Cerveró, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa no Brasil. Depoimentos duraram até 9 horas 
 
9) Tratado bilateral com EUA permite que Brasil negue cooperação judicial se ela “prejudicar a segurança ou interesses essenciais semelhantes do Estado Requerido”. Ou seja, Brasil poderia ter negado ajuda à investigação dos EUA sobre a Petrobras.
 
 
12
Mar20

Lava Jato o nefando crime antipatriota de espionagem e traição

Talis Andrade
 
Agência Pública
 
@agenciapublica
 
EXCLUSIVO Investigação da Pública + revela que Deltan Dallagnol escondeu visita de procuradores americanos e do FBI, pondo em risco soberania nacional. Interessados na Petrobras, EUA queria interrogar delatores. agen.pub/DeltaFBI #VazaJato
Como a Lava Jato escondeu do governo federal visita do FBI e procuradores americanos.
Deltan Dallagnol e Vladimir Aras não entregaram nomes de pelo menos 17 espiões que estiveram em Curitiba em 2015 secretamente.
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Leandro Demori
 
@demori
 
Novo #VazaJato: procuradoria trabalhou pelos interesses dos EUA. Isso é só o que está nos arquivos da Vaza Jato. Imaginem o que rolou em ligações, e-mails e encontros presenciais. A matéria está muito forte.
 
"Eu tenho certeza que inclusive nos meus processos tem o braço do Departamento de Justiça dos Estados Unidos fomentando e incentivando o que aconteceu no Brasil" - o presidente sobre a interferência dos EUA na política brasileira.

Alexandre Padilha
 
@padilhando
 
Novas revelações da #Vazajato mostram que o bando liderado por Deltan Dallagnol fez de tudo para facilitar a investigação dos americanos – a tal ponto que pode ter violado tratados legais internacionais e a lei brasileira.
 
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Se isso não é crime contra a pátria esse país tá morto e podemos desistir...
 
Deputado? Elabora aí a Lei Tiradente. Forca para os traidores do Brasil.
 
Esse Dallagnol e Moro são entreguistas
 
 
Luizianne Lins #LulaLivre
 
@Luizianne13PT
 
A farsa judicial liderada por Moro e Dallagnol para prender e cassar os direitos políticos de Lula está a cada dia mais clara. Como já desconfiávamos, EUA interferiram diretamente na Lava Jato, enviando agentes para Curitiba, escondidos do governo. Gravíssimo! #VazaJato 
 
 
 
Natalia Viana
 
@VianaNatalia
 
A reportagem da #VazaJato é resultado de uma pesquisa que tenho feito há um ano sobre a colaboração entre a Lava-Jato e o governo dos EUA, que levou diversas empresas brasileiras a pagar multas milionárias ao tesouro americano por atos de corrupção ocorridos aqui no Brasil. (+)
 
28
Dez19

Uma mulher, sem ‘bom mocismo’, define muito bem o marreco de Maringá, o cafona e analfabeto Sérgio Moro

Talis Andrade

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por Dom Orvandil

Sérgio Moro é o típico covarde que se esconde por detrás de instituições poderosas, da mídia, de parlamentares, de apoiadores ignorantes como ele para destruir o Brasil e perseguir pessoas usando um discurso tosco, raso, analfabeto, moralista e calunioso ao invés de enfrentar o debate democrático, honrado e honesto, de peito aberto.

Como sempre afirmo,  é enojante a postura da maioria dos/as jornalistas puxa sacos e covardes ao tratarem os piores seres humanos que invadiram o Estado brasileiro em busca de bajulações e de dinheiro, quando aludem ao miliciano Jair Bolsonaro como presidente e Sério Moro, o boçal canalha da republiqueta cloacal de Curitiba,  de ministro,  em afronta ao significado político desses títulos de servidores públicos, totalmente desonrados por estes e por todos os que ocupam cargos no sistema laranjal e miliciano,  corrupto e golpista que destrói o Brasil.

Felizmente há pessoas livres e corajosas que colocam o lixo nos containeres certos. Este é o caso de uma mulher. Tinha que ser.

Uma mulher com o olhar feminino para quem não é homem sedutor porque é agente do ódio, da ignorância, do fascismo e da traição à pátria. Sim, Sérgio Moro é o típico covarde que se esconde por detrás de instituições poderosas, da mídia, de parlamentares, de apoiadores ignorantes como ele para destruir o Brasil e perseguir pessoas usando um discurso tosco, raso, analfabeto, moralista e calunioso ao invés de enfrentar o debate democrático, honrado e honesto, de peito aberto. Claro que isso o canalha não o faz porque estes valores não compõem a ideologia dele nem o caráter deformado do traidor.

Mas a jornalista Bárbara Gancia sim, honrada, honesta e feminina, definiu em poucas palavras o perfil rígido de moribundo mau caráter, sem o uso ensaboado do bom mocismo,  conivente e covarde. Nesta sexta feira Bárbara publicou análise crítica do canalha de Maringá,  Sergio Moro, após o caipira tosco posar sozinho ao lado de uma estátua de Winston Churchill, em Toronto, no Canadá. Com olhar clinico, Gancia, que desmontaria o fujão de debates e ladrão da verdade , Moro é inimigo da democracia e também a antítese do sexo.

“Esse rapaz me deprime. Feio por dentro e por fora, ignorante, analfabeto, cafona, megalomaníaco e mau-caráter. E esganiçado. Antítese do sexo. Desgraçado (sem graça) e enfezado (entupido de fezes). E ainda por cima inimigo da democracia”, escreveu a jornalista Bárbara Gancia em sua conta no twitter.

O moribundo  analfabeto e despreparado, no entanto, é o ídolo dos coxinhas, instrumento útil do fascismo e sabotador do Brasil a mando das corporações do petróleo, das empresas de infra estrutura internacionais e da democracia. Sério Moro é ser humano infinitamente mais degradado e degradante do que a estátua enferrujada de Winston Churchill.

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04
Dez19

Pressão dos EUA sobre o TRF4 é intervenção inaceitável contra Lula e a democracia brasileira

Talis Andrade

 

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Por José Reinaldo Carvalho  

Jornalistas pela Democracia 

A visita nesta terça-feira (3) do conselheiro para Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília, Willard Smith, ao Tribunal da Lava Jato, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Algre, onde foi recebido pelo presidente da corte, o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, é um inadmissível ato intervencionista nos assuntos inernos do Brasil.  

E da parte dos torquemadas que na usina de sentenças forjadas fabricaram as condenações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - uma das quais resultou no seu encarceramento durante 580 longos dias - é ato de lesa-pátria, uma vergonhosa demonstração de subserviência, uma ata de acusação a si próprios de que procuradores e juízes da Lava Jato estão ao serviço da estratégia de guerra jurídica de Washington contra a democracia na América Latina, que no caso do Brasil tem por alvo principal o ex-presidente Lula.  

Causa repugnância a uma nação estarrecida, sob um golpe político e jurídico que resultou na instalação de um governo neofascista, que os torquemadas de Curitiba e Porto Alegre e os imperialsitas estadunidenses não tenham tido sequer a preocupação de guardar as aparências. 

É como se o pudor nas condutas políticas e diplomáticas tenha mesmo ido embora nesta época em que se abre nova etapa do golpe continuado no Brasil e da estratégia intervencionista estadunidense na região que o império considera seu quintal.   

Tudo já acontece sob a luz dos holofotes e o esplendor das imagens de televisão. Na época dos golpes de antanho, certas ações eram feitas às escondidas e só vinham à tona décadas depois quando arquivos eram desclassificados.   

Hoje, não. O golpismo doméstico, em contubérnio com o intervencionismo imperialista, atua de forma explícita. Têm a sensação da impunidade, tomados pela embriaguez da vitória, mesmo que conquistada no tapetão do "Parquet".  

Foi o que deixaram evidente o juiz e o diplomata no encontro desta terça-feira em Porto Alegre. O conselheiro representante de Trump no Brasil ressaltou que está se atualizando no acompanhamento da Operação Lava Jato, os julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e debates sobre temas como o compartilhamento de dados sigilosos de órgãos de controle financeiro sem prévia autorização judicial.  

Por seu turno, o desembargador-chefe da corte da Lava Jato, que já atuou por duas vezes como algoz do ex-presidente Lula, destacou a importância de órgãos como a Embaixada norte-americana se aproximarem da Justiça e dos tribunais, pois isso a seu ver,  possibilita uma maior integração e articulação entre as instituições.    

A nova geração dos golpes de Estado na América Latina tem congtado com o componente da chamada lawfare. Engendrada nos Departamentos de Estado, Justiça, Tesouro e órgãos de espionagem dos Estados Unidos, a estratégia foi e continua sendo aplicada com toda a intensidade no continente. Foi planificada durante mais de uma década para atacar, desestabilizar e derrubar os governos democráticos, populares e progressistas, que iniciaram uma experiência de integração regional, desenvolvimento autônomo e exercício de uma política externa anti-hegemônica.  

Esta ofensiva, que integra a política de mudanças de regime, derrubou governos e condenou - em alguns casos, como o de Lula, prendeu - importantes líderes populares: Dilma Rousseff, Fernando Lugo, Cristina Kirchner, Jesús Santrich, Rafael Correa, Jorge Glas, Maurício Funes, que foram alvo de golpes de Estado ou processos judiciais.   

A guerra jurídica, como instrumento de intervenção imperialista aparece às claras - como a visita desta terça-feira do diplomata de Trump ao tribunal da Lava Jato deixa transparecer.  

Em momentos como este e diante de tamanhas evidências de intervencionismo, convém refletir sobre as palavras do experiente diplomata Rubens Ricupero, que advertiu, em entrevista à revista Isto E, em maio deste ano: “É um equívoco ver os EUA como o país que deve nos liderar”. 

Ou sobre a sentença do saudoso acadêmico Moniz Bandeira, um dos mais lúcidos estudiosos que tivemos sobre as ligações do Brasil com os Estados Unidos, que ele classificava como "relações perigosas".

pintorzinho entreguismo colonialismo estados unido

 

17
Out19

Lava Jato operou para abrir mercado a empresas estrangeiras

Talis Andrade
“Obviamente, os americanos não queriam o êxito da Lava Jato porque eram bonzinhos, mas porque tinha interesse em abrir o mercado da América Latina para suas empresas”, confessa Rodrigo Janot
 

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O que era uma desconfiança para políticos e empresários está deixando de parecer “teoria da conspiração” para adquirir contornos reais. A Lava Jato operou secretamente contra os interesses da economia nacional em ações no exterior, como aponta o site Consultor Jurídico. De acordo com a denúncia, em encontro bancado pela XP Investimentos, o procurador Deltan Dallagnol reuniu-se com bancos que são réus em processo movido por acionistas dos Estados Unidos contra a Petrobras.

Entre os bancos que participaram do encontro estão Citigroup, J.P. Morgan, Itaú BBA, Morgan Stanley, Merrill Lynch e Bradesco BBI – todos arrolados no processo. As mensagens trocadas entre Deltan e uma consultora da XP, marcando o encontro, foram divulgadas recentemente pelo The Intercept Brasil.

O que o ex-procurador-geral Rodrigo Janot chama de “discurso míope e tosco”, no capítulo 14 do seu livro de memórias “Nada menos que tudo”, contrasta com a realidade, como demonstram em artigo no jornal Valor Econômico, os professores Luiz Fernando de Paula, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Rafael Moura, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ambos apontam que, entre 2014 e 2017, a construção civil registrou saldo negativo entre contratações e demissões de 991.734 vagas formais, a maioria no Sudeste.

Desmonte da infraestrutura

Os dois economistas ressaltam que a maior construtora brasileira, a empreiteira Odebrecht, tinha em 2014 faturamento bruto de R$ 107 bilhões, com 168 mil funcionários e operações em 27 países. Em 2017, em consequência da Lava Jato, o faturamento recuou para R$ 82 bilhões, com 58 mil funcionários e atividades apenas em 14 países. O número de postos de trabalho fechados pela empreiteira foi de 110 mil. A empresa entrou com um pedido de recuperação judicial, mas a Caixa Econômica Federal, sob orientação do Palácio do Planalto, defendeu perante a Justiça Federal que seja decretada a falência do grupo.

De acordo com os dois professores, a crise provocada pela Lava Jato também fez a Petrobras reduzir seu volume de investimentos de US$ 48,1 bilhões em 2013 para US$ 15,1 bilhões em 2017. Uma retração de quase 70%. As inversões da estatal caíram de 1,97% do PIB em 2013 para 0,73%, quatro anos depois, em 2017. Em consequência, a estatal se desfez de 90% de seus ativos da rede de gasodutos do Sudeste – a Nova Transportadora Sudeste (NTS) – para o grupo canadense Brookfield e da rede de gasodutos e transportes nas regiões Norte e Nordeste – a Transportadora Associada de Gás (TAG) – para o grupo francês Engie. A retração da atuação da empresa provocou a demissão, num intervalo de quatro anos, de quase 260 mil postos de empregos formais e informais no mercado de trabalho brasileiro.

"LJ está esfacelando a indústria nacional"

A gravidade da situação econômica do país levou o ex-juiz Sérgio Moro a reagir publicamente à cobrança sobre a responsabilidade da operação sob seu comando. “Às vezes eu vejo alguns analistas dizendo que a Lava Jato foi culpada pelos problemas econômicos que o Brasil teve”, disse ante de plateia de empresários no Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo. “O que nós tínhamos era uma economia que já vinha numa descendente, um setor público quebrado”, disse. A verdade, contudo, é que, em 2014, quando a Lava Jato começou a operação, o Brasil detinha a menor taxa de desemprego da história: 4,3%.

Em 2017, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, alertou: “A Lava Jato está esfacelando a indústria nacional”. Recentemente, em entrevista à TV 247, reiterou a denúncia: “A Operação Lava Jato tem como fundamento aparente a apuração de corrupção, mas o resultado disso é o esfacelamento da indústria aqui instalada”. Ele lembrou que a Volkswagen, acusada de prejudicar 10 milhões de clientes no mundo inteiro, perdeu presidente, diretores processados, mas não deixou de produzir nenhum veículo. “A liquidação da engenharia nacional está no âmago da Lava Jato, sob a capa do combate à corrupção”, critica Celestino.

A advertência do presidente do Clube de Engenharia, no entanto, não foi levada em consideração pela força-tarefa da Lava Jato, como mostraram mensagens divulgadas pelo Intercept. “O Odebrecht não deve quebrar. Se quebrar, vamos nos deslegitimar”, alertou o procurador Marcelo Miller em umas das mensagens do Telegram divulgadas pelo site na esteira da Vaza Jato. “O acordo – é assim no mundo – deve salvar empregos”, disse.

Na mensagem aos colegas do MPF, Miller lembrou que a abordagem do combate à corrupção mudou nos Estados Unidos após a quebra de empresas como Enron e Arthur Hendersen – a dosagem das penas pecuniárias aumentou, mas sem quebrar as empresas. Ao que outro procurador reagiu ironicamente: “Tá com peninha do Marcelo Odebrecht, leva pra casa”.

A Lava Jato, no entanto, criou suas próprias “leis”, operou como um “Estado paralelo”, a ponto do Tribunal Federal da 4ª Região considerar que a operação “não precisava seguir as regras processuais comuns, para enfrentar fatos novos ao Direito”. “O atropelo que o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol realizaram sobre a Constituição Federal e todas as normas vigentes no país com objetivos políticos é o maior escândalo jurídico brasileiro da história – e um dos maiores do mundo”, adverte o líder da bancada do PT no Senado Federal, Humberto Costa (PT-PE). Para ele, o desvio funcional e constitucional “deveria ser devidamente punido pelos órgãos competentes”.

"LJ matou as empresas brasileiras"

“A Lava Jato matou o CNPJ, matou as empresas brasileiras, quando deveriam atacar os corruptos pessoa física”, denunciou o senador Jaques Wagner (PT-BA), em entrevista ao programa Diálogos, com Mário Sérgio Conti, na GloboNews. “O crime maior da Lava Jato, além de ter perseguido, demolido pessoas sem provas, foi o fato de ter acabado com o emprego”, disse Wagner, lembrando a perda da inteligência acumulada pelas empresas.

Como exemplo, a empresa Bardella, com 108 anos de história, pediu recuperação judicial em maio deste ano responsabilizando a Lava Jato pela medida. Em julho, o empresário do setor de gás, Sadi Gitz, cometeu suicídio em evento público, em Aracaju, em frente ao ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque.

O ataque da Lava Jato à economia e ao patrimônio nacional ganhou reforço com a vitória da agenda ultraliberal de Jair Bolsonaro nas últimas eleições. “O atual governo tem aceitado colocar o nosso país de joelhos perante o capital internacional e está entregando o nosso patrimônio”, advertiu o senador Jean Paul Prates (PT-RN). “O resultado de décadas de luta, trabalho e dedicação do povo brasileiro está evaporando, graças a um projeto político que tem como um dos seus alicerces a entrega das riquezas nacionais ao capital internacional”, criticou. Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, Jean Paul alerta a sociedade para o agravamento da situação. “Temos que nos unir e dar um basta nesta situação”, apelou.

O método adotado pela Lava Jato também já é questionado até mesmo por porta-vozes de setores liberais dos Estados Unidos, como o site Americas Quarterly. Em artigo publicado recentemente, os articulistas Roberto Simon e Emilie Sweigart questionam se deixar a Odebrecht quebrar seria bom para o Brasil. “Dada a trilha de corrupção e caos político de US$ 788 milhões que deixou em 12 países, alguns observadores não se importariam em ver a empresa queimar no chão”, apontam.

Os articulistas, contudo, fazem ressalvas e alertam: “A menos que se acredite que toda a empresa era uma empresa criminosa sem nenhum impacto econômico ou social positivo, a resposta é não”. Segundo Simon e Sweingart, nos três primeiros anos de Lava Jato, a empresa eliminou quase 90 mil postos de trabalho em tempo integral no mundo inteiro.

Janot: Recibo da entrega

Além das consequências para a economia nacional, revelações e fatos divulgados nos últimos meses confirmam a existência de objetivos alheios aos interesses nacionais nas ações patrocinadas pela Lava Jato. “Obviamente, os americanos não queriam o êxito da Lava Jato porque eram bonzinhos, mas porque tinham interesse em abrir o mercado da América Latina para suas empresas”, admite Rodrigo Janot, ao final do capítulo 14 de suas memórias. E vai mais longe. Ele diz que “para que eles pudessem competir aqui, seria necessário diminuir o nível de corrupção e cartelização do mercado de obras públicas”.

As confissões de Janot são aterradoras. Ele admite que chegou a ser advertido por autoridades americanas. “Vocês têm noção da extensão do trabalho de vocês no Brasil”, perguntou um alto funcionário do Departamento de Estado (dos EUA), segundo Janot. Ao que ele própria confessa ter respondido: “Ainda não”.

A colaboração com organismos externos, em especial com o Departamento de Justiça dos EUA, como revelam as sucessivas denúncias da Vaza Jato, envolvendo os procuradores da força-tarefa, insistem em confirmar o favorecimento às empresas estrangeiras.

Em 1º de agosto, há menos de dois meses, o governo do presidente Jair Bolsonaro e o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, assinaram um protocolo de intenções na área de infraestrutura. O resultado foi estampado pela Folha de S.Paulo, no mesmo dia: “EUA assinam memorando para estimular projetos de infraestrutura no Brasil”.

Isso explicita a resposta à pergunta ouvida por Janot, no livro: “Porque a Odebrecht pode construir o aeroporto de Miami e a gente não pode construir um aeroporto ou uma estrada no Brasil?”.

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