Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Dez18

Para entender a bem sucedida trama de Moro

Talis Andrade

Geopolítica, o caso Huawei e a Lava-Jato

 
por Luis Nassif
---
 

Peça 1 – a geopolítica moderna

A prisão de Meng Wanzhou, filha do fundador da gigante de tecnologia Huawei, escancarou até para os idiotas da objetividade o contexto das novas disputas geopolíticas globais, tendo como pano de fundo a legislação anticorrupção e o combate ao terrorismo.

Todas as evidências sobre a interferência externa na Lava Jato eram tratadas por esses sábios da objetividade como teoria conspiratória, “coisas da CIA”, como se a CIA fosse apenas uma ficção de Will Eisner.
 
O modelo político brasileiro estava infectado mesmo. O financiamento de partidos passava pela Petrobras, mas também pelo Congresso, sendo utilizados pelas empreiteiras, pelo agronegócio, por bancos de investimento.

Mas o tiro certeiro foi em cima da engenharia nacional, o setor que havia acumulado o maior coeficiente de competitividade internacional e tinha papel relevante do pré-sal – os únicos setores com interesse direto de grupos americanos. E não se abriu nenhuma possibilidade de estratégias que, punindo os corruptores, preservassem as empresas. O Ministério Público Federal e o juiz Sérgio Moro conseguiram o feito extraordinário de, numa só tacada, destruir a engenharia brasileira. E coroar sua grande obra viabilizando a eleição do mais despreparado agrupamento político da história.

Antes de entrar no caso Huawei, um apanhado de análises publicadas no GGN sobre a cooperação internacional e o jogo geopolítico internacional.

O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral do Brasil? Acusar a Petrobras?
Xadrez da teoria conspiratória, para Sergio Fausto e Celso Rocha Barros
PGR encontrou-se nos EUA com ex-sócia de concorrentes da Eletronuclear
PGR explica ida de equipe de procuradores aos Estados Unidos
Os Estados Unidos na Lava Jato, por André Araújo
Peritos anticorrupção apresentam recomendações para avançar a agenda de governança democrática antes da VIII Cúpula das Américas
A revolução da informação e a nova ordem mundial
A cooperação internacional como arma política | GGN
Xadrez do coordenador da cooperação internacional | GGN
A cooperação internacional na visão de Herve Juvin, por Luis Nassif ...
Cooperação internacional: o interesse dos EUA e do Brasil
Xadrez do esperto e do sabido na cooperação internacional
 

Peça 2 – a prisão da filha

Meng Wanzhou foi presa no Canadá, a pedido dos Estados Unidos, dentro do acordo de cooperação internacional. A acusação era a de que a Huawei teria usado uma subsidiária, a Skycom, para burlar as sanções ao Irã. Se for extraditada, Meng será acusada de conspiração e de fraudes contra instituições financeiras, cada crime sujeitando-a a penas de até 30 anos.

Comprovava-se, ali, uma suspeita levantada há tempos no GGN: a de que a cooperação internacional e a Lei Anticorrupção, aprovada no âmbito da OCDE (o grupo dos países mais industrializados) estariam sendo utilizados pelo Departamento de Estado dos EUA para objetivos geopolíticos. Pela lei, qualquer ato de corrupção que se valesse de dólares passaria a ser de jurisdição norte-americana.

No dia 21/08/2017, publicamos artigo sobre ensaio pensador francês Hervé Juvin – “Da luta anticorrupção ao capitalismo do caos, oito temas sobre uma revolução do direito” – analisando o uso geopolítico pelos EUA dos novos instrumentos organizados.

Hoje em dia há sanções extraterritoriais impostas a empresas francesas e europeias em nome das leis norte-americanas, punindo atos de corrupção (FCPA) ou violações de embargos americanos, em particular em operações de fora do território americano, mas usando o dólar como primeiro critério para garantir a jurisdição do juiz americano, explica Juvin.

Há pesados efeitos diretos e indiretos sobre a economia francesa, constatava Juvin. Os diretos são a submissão às decisões unilaterais de embargos ou sanções norte-americana. Hoje em dia há provedores de serviços dos EUA trabalhando o mercado da “conformidade” com regras dos EUA para empresas sancionadas, muitas vezes contra a lei continental europeia, explica ele.

As despesas indiretas são a paralisia estratégica decorrente daí. Que banco francês irá financiar o estabelecimento de uma empresa francesa na Rússia, Irã, Sudão etc? Que banco francês se atreverá a estudar o financiamento de uma operação comercial nesses países?
 

Peça 3 – o significado da operação

No caso Hauwai, o que está em jogo é a disputa de gigantes americanos com chineses pelo mercado de tecnologia.

Fundada em 1987 pelo ex-oficial do Exército Vermelho Ren Zhengfei, a Huawei se tornou a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações, e a segunda maior fabricante de celulares smartphones do mundo. Por número de aparelhos vendidos, superou a Apple este ano e conquistou 15% do mercado mundial de smartphones.

Tem receita anual de US$ 92 bilhões e é líder de mercados em vários países da África, Ásia e Europa.

No início, era considerada uma maquiadora de produtos da Cisco System e da Motorola. Ganhando musculatura, passou a investir pesadamente em desenvolvimento e se tornou líder global em tecnologia de rede de telecomunicações, passando antigos campeões, como a Nokia e a Ericsson.

Nos últimos anos avançou no desenvolvimento de chips, inteligência artificial e computação em nuvem. E montou uma rede de laboratórios por todo o mundo. No Brasil há dois laboratórios, um em Sorocaba, e uma parceria profícua com a Inatel, instalada em Santa Rita do Sapucaí.

Mas seu grande feito foi se lançar à frente das concorrentes na rede móvel de 5ª geração.

A maneira de combate-la foi levantar as teses da guerra híbrida, a versão tecnológica da guerra fria. Procuradores, órgãos de segurança dos EUA – que, ao contrário dos seus pares brasucas, têm o hábito de jogar em favor do país – passaram a difundir reiteradamente suspeitas de que os equipamentos seriam utilizados para espionagem pelo governo chinês. Não havia nenhuma evidência, mas pouco importou.

As autoridades americanas mencionavam uma norma aprovada em 2017 pela Agência Nacional de Inteligência da China, pela qual as empresas do país devem "apoiar, cooperar e colaborar com o trabalho de inteligência nacional”, E, a partir dali lançavam suspeitas de que a tecnologia 5G da Hauwei deixaria os EUA expostos a ciberataques.

O escarcéu deu resultado. Austrália e Nova Zelândia vetaram a tecnologia da Hauwei para redes 5G. O Canadá e o Japão estão reavaliando. Por outro lado, a Hauwai anunciou uma relação de vinte países com acordos já assinados para implementação da tecnologia 5G.
 

Peça 4 – geopolítica e globalização

Aí se entra no reverso da medalha: a importância da China para as gigantes americanas de tecnologia.

Como consequência da prisão de Meng, um tribunal chinês baniu a venda de alguns modelos antigos da Apple, sob o argumento de que violavam patentes da Qualcomm. Lá, como cá, e como nos EUA, a Justiça passou a ser instrumento de jogadas políticas e comerciais.

Especialistas calculam em 350 milhões a quantidade de upgrades dos iPhones, Desse total, cerca de 70 milhões estão na China.

Além de vender na China, a Apple depende da produção chinesa e do custo menor dos salários por lá. Foi o que levou a BBC a constatar que “ao queimar a Apple, a China estaria, até certo ponto, queimando a própria casa."

Na sequência, o ex-diplomata canadense Michael Kovrig foi detido na China.

Ambos os episódios provocaram um curto-circuito na relevante categoria dos CEOs internacionalizados, braços centrais da globalização econômica.

A Bloomberg foi mais dramática ainda: “Os EUA têm Huawei em algemas. China tem os EUA em cadeias”. E imaginou o que poderia ser a retaliação chinesa:

”Sem isso, você não pode viajar. E com maiores preocupações com a segurança e com a repressão às VPNs (que permitem que os usuários ignorem a censura chinesa na internet), sua empresa decretou que todas as discussões sobre produtos sensíveis sejam feitas pessoalmente na sede. Mas a renovação do visto está demorando muito e você está preso em Xangai, com o ciclo do produto sendo ampliado a cada dia.
 
Em Shenzhen, onde seus dispositivos são montados, a fábrica acaba de ser invadida pela terceira vez naquele mês. Os inspetores estão procurando violações de saúde e segurança ocupacional. Você trabalhou duro para manter as coisas das normas, embora as regras pareçam mudar constantemente. A ferrugem menor em um cano na parte de trás do local era de todas as autoridades necessárias para encerrá-lo até uma correção. Seu gerente de site não pode sequer encontrar qualquer menção de ferrugem nos regulamentos, e esse tubo não está em pior condição do que as duas inspeções programadas anteriores. Agora é um problema e a produção está parada”. 
A China monta os aparelhos da Apple, os roteadores da Cisco System, os motores da Ford Motor Co. Só Apple pagou US$ 160 bilhões de bens e serviços da China.
 

Peça 5 – a nova desordem

Não se sabe aonde levará essa nova desordem mundial. Em vez de guerras atômicas, o novo campo da guerra fria são as guerras cibernéticas.

O que fica demonstrado, nesses episódios, é a clareza dos EUA e da China sobre o interesse nacional. Ao contrário de um país que, de sétima economia do mundo, tornou-se alvo de chacota internacional pela extrema incapacidade de suas elites midiáticas, políticas e jurídicas, em entender e defender minimamente os interesses nacionais.
 
04
Nov18

Há duas aberrações nos atos políticos de Sérgio

Talis Andrade

moro agente.jpg

 


Moro no Governo era o óbvio; mas o Ministério dele é outro

 

Ministério das Minas e Energia: esse deveria ser o órgão oferecido pelo presidente a Moro. (Explicaremos isso adiante.)

 

moro agente LuizGE.jpg

 

 

por Marconi Moura de Lima Burum

___

O juiz Sérgio Moro é de longe o membro do Poder Judiciário mais político que já existiu na República. Desde que deflagrou, em 2014, a primeira operação da sequência da Lava-Jato, o magistrado tem posto em xeque a lógica e a técnica do Direito num jogo tão ardiloso que assustaria Maquiavel em seu esforço de teorizar a política, tal como o fez tão brilhantemente. Não há nos dias de hoje alguém que opere mais as artimanhas do jogo do poder quanto o Juiz Moro.

 

Até aí não haveria qualquer tensão: a política é direito de todos. No entanto, há duas aberrações nos atos políticos de Sérgio Moro. A primeira é que, aos membros da magistratura é antiético e ilegal agir politicamente enquanto existir vínculo de trabalho. Para "fazer" política, ele deveria pedir, no mínimo, sua aposentadoria frente ao Judiciário [1].

 

O segundo é bem mais grave: Moro usou de sua independência como órgão da Justiça para servir [2] aos interesses de multinacionais do petróleo a fim de enfraquecer as ações da empresa Petrobrás na Bolsa de Valores, consequentemente, serem vendidas a preço de banana para estas empresas estrangeiras. E, por coincidência (#SQN), a deposição da Presidente da República, Dilma Rousseff, que sempre sinalizou a proteção do Pré-sal [3] como riqueza estratégica à soberania nacional e às futuras gerações, abriu caminho para assumir o governo um "entreguista", o vice, Michel Temer, que sempre foi aliado aos interesses do mercado estrangeiro.

 

(Não me aterei às decisões de Moro neste texto. Isso deverá ser objeto de sua pesquisa, caro Leitor. Todavia, preste atenção que tudo que o magistrado faz em relação à Petrobrás, cada decisum, faz a nossa empresa afundar cada dia mais no Mercado.)

 

Não se trata este texto de uma contra-política a Moro, tampouco de especulação evasiva sobre a geopolítica global. Uma simples pesquisa do cidadão mais curioso, cruzando alguns dados na internet, fará perceber que este magistrado está constantemente viajando para os EUA (e não é para fazer compras em Nova Iorque). Trata-se de um agente indireto de operações de sabotamento das estruturas, do conteúdo e das riquezas nacionais a fim de contemplar os interesses da Shell e de outras grandes empresas sobre o nosso petróleo.

 

Apresento aqui perguntas que teimam em não sair do pensamento deste autor: Moro boicota a Petrobrás para ganhar algum dinheiro a mais destes estrangeiros? O juiz tem muita raiva das instituições e da sociedade brasileira (pois seus atos – o tempo provará – sabotam também a capilaridade das instituições e da civilização brasileira), e luta para fragiliza-las? Este magistrado é algum agente secreto, contratado pela CIA e infiltrado nas instituições brasileiras? Ou é apenas um político egoísta, em cuja ambição ultrapassa todos os limites razoáveis para alimentar sua sede pelo poder (que aliás, ele abusa com deleites de prazer, de sua autoridade, e ninguém, absolutamente nenhuma instituição controla seus abusos)?

 

Estas perguntas serão respondidas apenas nos livros de História do Brasil. O problema são seus atos que farão retroceder a independência e a força do Brasil diante as grandes nações uns 100, ou 200 anos, e as consequências práticas para a sociedade será o aleijamento estrutural das futuras gerações.

 

Pior que, por medo ou outra coisa, estes atos do pseudo herói-juiz são homologados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), destarte, se vestem de oficialidade e terminam por obter a anuência da Grande Mídia a partir da frágil cognição crítico-social de nosso povo. Ou seja: são crimes – de lesa pátria – que cometem(os) hoje para punir nossos filhos, netos e bisnetos.

 

Dito isto, podemos retornar à ironia, todavia, mais ainda: à pragmática da epígrafe deste texto: o Sérgio Moro "oficializar" sua entrada na política não era uma novidade para quem a isto estuda. Trabalhar com o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, também não seria uma [boa] nova, haja vista que é este político que constantemente presta continência para a bandeira dos EUA, o que mostra sua submissão aos "americanos". O que chamou minha atenção é que o Ministério adequado ao Moro seria o das Minas e Energia, assim consolidando sua sequência de ajudar a entregar a preço de fim de feira nosso petróleo e as demais riquezas deste País. E o lamentável disso tudo é que o povo brasileiro comemora sua desgraça como a boiada que, indo para o matadouro, segue a fila na disciplina da mortificação.

 

Como diz minha amiga Edinalva Benício, uma moça simples da roça, e que ampliou ainda mais seus horizontes cognitivos ao se tornar estudante de Pedagogia da Universidade Federal de Tocantins (UFT-Arraias): "Eles nos cozinharão em pouco fogo. E assim farão conosco o que eles quiserem".

 

O "Eles" de minha sábia amiga são os políticos do Sistema: Moro, Bolsonaro, Aécio, Temer etc. O "nos cozinharão em pouco fogo", refere-se a nos iludir com suas palavras de "salvação", cujo entorpecimento atingiu sobremaneira até alguns cidadãos mais atentos à política. Agora, de tudo, o mais grave é: "farão conosco o que eles quiserem", inclusive acabar com a maior parte das riquezas que nos pertencem, porém, que não temos o direito de arrancar das futuras gerações por nossa ignorância civilizatório-coletiva.

ykenga moro agente.jpg

 

..................

[1] Moro, antes de cometer suas metas políticas, deveria ter seguido o exemplo de Flávio Dino, ex-juiz e atual governador do Maranhão; de Marlon Reis (o juiz "da proposta da Lei do Ficha Limpa), que foi candidato a governador pelo Tocantins nessa eleição; e do governador eleito do Rio de Janeiro, que também é juiz. Ambos tiveram de sair do Judiciário para cumprir o que determina a Constituição da República.

 

[2] Mesmo que indiretamente, ajudou sua esposa, em cujo escritório de advocacia de sua sociedade presta serviços à empresa Shell petroleira.

 

[3] Pré-sal: uma das maiores descobertas dos últimos séculos. Trata-se das maiores reservas de petróleo do Brasil e uma das maiores do mundo. Ainda não foi possível estimar a quantidade de óleo encontrada nas costas marítimas brasileiras, entretanto, a potência é tão grande que abriu o horizonte à ganância das empresas estrangeiras, que têm comprado apoios no Congresso Nacional brasileiro para que se aprove leis de abertura destes poços à exploração internacional.

 

[4] Bolsonaro afirmou, com seu slogan de campanha que o Brasil deve estar "acima de todos". Contudo, ao prestar continência o tempo inteiro à bandeira dos EUA, mostra-se mais uma de suas mentiras; ele não é patriota, tampouco, nacionalista, assim como seu novo ministro, Sérgio Moro.

 

moro capacho agente.jpg

 

 

 

23
Out18

Você vota para presidente do Brasil num cara intrigante, mentiroso, traidor, covarde?

Talis Andrade

Transcevo trecho de uma reportagem especial de um dos principais jornais da Europa. Uma equipe do EL PAÍS investigou a trajetória do presidenciável: onde se criou, como entrou [na profissão] e no mundo da política, como começou do nada e foi, pouco a pouco, tecendo apoios dos principais setores.

 

bandido todo .gif

 

 

A INFÂNCIA

Dona Narcisa, de 63 anos, aponta a escola de paredes azuis. “Foi aí”, conta. “Estávamos todos os alunos aí quando de repente: pum, pum, pum.” (...) Carlos Lamarca, um guerrilheiro que lutava contra a ditadura brasileira (1964-1985) [participou de um] tiroteio. Um policial morto. Estradas fechadas pela polícia, revistas generalizadas. Ao final, o guerrilheiro conseguiu fugir e levou sua luta para outro lugar. Mas aquela sexta-feira ficou na memória  (...)  Impressionou (...) sobretudo as crianças. Mais do que a ninguém, a um adolescente teimoso, ambicioso e desengonçado [apelidado de Palmito].

 

Até esse dia, [Palmito], que tinha então 15 anos, destacava-se na cidadezinha por ser turrão e astuto. Também por sua facilidade para se enturmar com os outros meninos. 

 

Para cumprir sua obsessão (...) o jovem Palmito necessitava de duas coisas que não possuía na época: dinheiro e estudos. Para o primeiro, contava com um sócio: seu melhor amigo, Gilmar Alves. “Compramos uma vara e fomos pescar para vender: todo dia a gente ia para o rio, com frio ou calor”, recorda Alves, hoje com o cabelo completamente grisalho, sentado num bar de Registro, onde vive.

 

“E enquanto isso, estudávamos. Precisávamos nos esforçar muito (...). “Mas o Palmito é uma das pessoas mais obstinadas que conheci. Estudava 24 horas por dia. Todo mundo ia aos bailes dos clubes e nós ficávamos estudando. (...)

 

O plano deu certo. Gilmar chegou a estudar Agronomia em Curitiba (...). Durante anos, os dois amigos mantiveram o contato. “Ele me ligava de vez em quando para pedir minha opinião”, lembra. “Escuta Gilmar, o que achamos da prostituição?’ ‘Olha Palmito, é a profissão mais antiga do mundo e é preciso apoiar as trabalhadoras. É preciso repudiar os que exploram a mulher’. ‘Tá, tá. Mas é que eu estou me aproximando dos evangélicos e isso não fica bem”.

 

A amizade acabou se rompendo. Em abril de 2015, cada vez mais convencido de que poderia se tornar presidente, durante uma entrevista televisionada, Palmito falou de seu amigo de infância, de seu companheiro de pesca (...): “Eu tenho um amigo gay, Gilmar, que vive em Registro”. Gilmar ficou atônito ao escutá-lo. “Eu não sou gay”, diz. A suposta revelação teve como consequência uma campanha de assédio: por WhatsApp, nos bares, na rua. “Não importa onde, alguém se aproximava e me dizia com um sorriso: ‘Como você escondeu bem isso, frutinha’, e: ‘Bom, onde tem fumaça, tem fogo”. “Eu telefonei para ele para que me desse explicações”, lembra Alves. “E ele me respondeu: ‘Mas eu não te chamei de gay”. Gilmar sabe muito bem como definir seu antigo amigo: “É um desequilibrado, que não pensa antes de falar. Primeiro faz e depois conserta, se puder. É assim que quer chegar à presidência, mas não de um sindicato e sim de um país. Revelou um caráter que eu não conhecia. O de um mentiroso”.

 

Você votaria para presidente do Brasil nesse amigo de infância, de adolescência, de escola, de estudos, de brincadeiras, de pescaria, capaz de tamanha traição, injúria, calúnia, falsidade, ultraje, maldade? 

 

Leia mais aqui  para votar certo como vai fazer Gilmar Alves.

 

28
Ago18

Armínio Fraga e o terrorismo eleitoral. De novo!

Talis Andrade

armínio aécio.jpg

 

 

 

Antigamente os inimigos do povo e os traidores da Pátria eram denunciados. Parece que o último traidor do Brasil, registrado nos livros de História, atuou na Inconfidência Mineira e delatou Tiradentes. Uma coisa estranha acontece: as pessoas mais amadas pelo povo em geral são sempre perseguidas pela Justiça, pelo Exército. Dou o exemplo de Antonio Conselheiro, depois de morto foi desenterrado, decapitado, e a cabeça colocada em um museu. No meu imaginário, Armínio Fraga, Henrique Meirelles, José Serra, com duas ou três nacionalidades, são exemplares como traidores e inimigos. 

 

Cesar Locatelli escreve sobre Armínio Fraga: 

 

Ele some do mapa. Dedica-se a jogar golfe e aumentar seu já gordo patrimônio. E, às vésperas das eleições, a mídia conservadora sempre resolve ressuscitá-lo. Esquecem-se que o Brasil, quando ele era presidente do Banco Central teve de se ajoelhar duas vezes diante do FMI, em 2001 e 2002. Esquecem-se que a corrida aos fundos de investimento deveu-se a uma medida, no mínimo, equivocada, tomada por ele. Esquecem-se (ou talvez se lembrem muito bem e esta seja a razão de voltar a ouvi-lo) de seu ativismo político-partidário na eleição de 2002. Esquecem-se de que, na dúvida, subia a taxa de juros, aumentando vertiginosamente a concentração de renda no país.

 

Recordemos. 

 

Vamos relembrar o ativismo partidário do presidente do BC, Armínio Fraga, mês a mês, em 2002

12
Ago18

Janio denuncia a submissão do Brasil aos EUA na área militar

Talis Andrade

 

janio mattis.jpg

 

O jornalista Janio de Freitas denuncia neste domingo a submissão do Brasil aos Estados Unidos, também na área militar. "A regressão se dá em mais vias do que vemos na política e em outras paisagens do dia a dia brasileiro. Uma das vias não observadas tem hoje um dia marcante, com a chegada do secretário de Defesa dos Estados Unidos ao Brasil, sua parada inicial na América do Sul. O general James Mattis vem acelerar o empenho americano de restabelecer os acordos 'de cooperação militar' com países da região", diz ele, em sua coluna.

 

"Os americanos querem o controle da base de lançamento de foguetes em Alcântara, Maranhão. As conversas a respeito, entre os dois governos, estão adiantadas. O mesmo a respeito de maior oferta do pré-sal a empresas privadas. Além disso, o governo Temer estuda a derrubada das restrições à venda, pela Petrobras, de parte das suas áreas no pré-sal", denuncia o jornalista. Ele diz ainda que os militares sul-americanos vão aprender nos cursos em bases americanas, como outrora era feito na 'Escola das Américas' no Panamá, e na 'assistência técnica' em seus próprios quartéis, também como outrora.

 

camelo moro nos estados unidos .jpg

 

 

O juiz Sérgio Moro outro recrutado para estudar nos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Moro faz uma campanha de propaganda subliminar de desmoralização da Petrobras que, com a imagem destroçada se torna uma presa fácil de ser dominada pelo capital predador. Antes da Lava Jato, a Petrobras era a quarta maior petroleira do planeta.

 

Outra cartada de Moro foi mandar prender o almirante Othon Pinheiro, uma das maiores autoridades do mundo em energia nuclear. Veja informações da imprensa estrangeira: 

 

O Brasil domina hoje o ciclo do combustível, que fornece material a ser usado nas usinas, através do enriquecimento de urânio no complexo de Resende, também no Rio de Janeiro.

 

O Brasil tem a sexta maior reserva geológica de urânio do mundo (segundo dados de 2001).

 

Com a prisão de Othon Pinheiro, a cartada de Moro era paralisar o programa de construção de sete usinas nucleares.

 

Dizem que era intenção de Moro também torpedear a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro. 

 

O golpe, que veio na esteira da Lava Jato, segue com seu entreguismo na venda da Embraer. 

 

Venda da Embraer e uso de Alcântara ferem soberania nacional

Deputados petistas repudiam perda do controle da companhia e a apropriação da base do Maranhão pelos norte-americanos em mais um ataque dos golpistas

embraer-foto-gerson-fujiki-embraer.jpg

 

 

Os deputados petistas Carlos Zarattini (SP), Henrique Fontana (RS) e Arlindo Chinaglia (SP) afirmaram nesta quarta (4) que as negociações relativas à perda do controle acionário da Embraer para a norte-americana Boeing e sobre o acordo de cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos voltados à exploração da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, são um verdadeiro “atentado à soberania do país e um crime de lesa-pátria”.

 

As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que recebeu o ministro da Defesa, general do Exército Joaquim Silva e Luna. O deputado Carlos Zarattini foi autor de um dos requerimentos à realização da reunião.

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo ilegítimo de Temer já deu sinal verde para a venda do controle acionário da Embraer para a Boeing. O negócio envolveria a criação de empresa exclusivamente comercial, para a fabricação de aviões de porte médio (entre 90 e 144 passageiros) com o controle acionário da Boeing, e outra voltada para a área da defesa e de jatos executivos. Neste caso, a companhia nacional teria participação majoritária.

 

Ao se dirigir ao ministro da Defesa, Zarattini demonstrou preocupação com os efeitos negativos da perda do controle acionário da Embraer para a empresa norte-americana. Ele ressaltou que a empresa nacional, mesmo depois que foi privatizada, mantém importância estratégica, principalmente no âmbito militar.

 

“Se o governo brasileiro aceitar a venda da Embraer para a Boeing será um crime de lesa-pátria, porque estaremos entregando todo conhecimento construído pelo País ao longo de décadas e que transformou a Embraer na terceira maior empresa de fabricação de aeronaves do mundo”, apontou.

 

Entre esses projetos, Zarattini destacou o projeto do cargueiro militar KC 390, desenvolvido com colaboração da engenharia da Aeronáutica.

 

Já o deputado Henrique Fontana observou que a fusão da Embraer vai na contramão da estratégia de fortalecimento de países soberanos na geopolítica militar. Ele afirmou ainda que a medida é temerária principalmente porque é debatida na véspera de uma eleição presidencial.

 

“Na minha avaliação, a Embraer não deve fazer essa associação. Duvido, por exemplo, que o governo norte-americano de Trump aceite que uma empresa chinesa tenha o controle de 51% das ações da Boeing. É indivisível a parte comercial da Embraer da parte militar. O princípio da precaução indica que a 93 dias da eleição presidencial não é prudente qualquer decisão sobre uma fusão”, observou.

 

Base de Alcântara

 

base 2.jpg

base-de-alcantara-maranhao.jpg

Alcântara - Base do CLA.jpg

 


Sobre as atuais tratativas de acordo de exploração da Base de Alcântara com os Estados Unidos, o deputado Arlindo Chinaglia lembrou que durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (2002) um tratado semelhante foi rejeitado pelo Congresso. Ele destacou que, dessa vez, seria interessante que todos os detalhes do novo acordo viessem à tona.

 

“Na outra tentativa de acordo entre Brasil e Estados Unidos (para explorar a Base de Alcântara) decidiu-se anular o acordo porque ele impunha restrições de acesso de brasileiros a áreas da base que seriam controladas pelos americanos. Creio que agora o Congresso Nacional deveria ter informações prévias sobre os detalhes da atual tentativa para assegurarmos a nossa soberania porque, depois de pronto, só cabe ao Congresso aprová-lo ou não”, advertiu.

 

A possibilidade de acordo foi revelada no início de junho pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, durante entrevista a jornalistas em Washington. A Base de Alcântara é cobiçada pela sua localização privilegiada, a mais próxima da linha do Equador.

 

“Caos”, “Cachorro Louco” e “Monge Guerreiro” – porque sempre foi casado apenas com os Fuzileiros Navais – são alguns dos apelidos do general James Mattis que veio apresentar a conta do golpe para Michel Temer e o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, vira-lata submisso. 

Brasil cercado exérciro defesa colonialismo.jpg

 

 

12
Ago18

Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil

Talis Andrade

moro tio sam .jpg

 por Emanuel Cancella

---

A justiça brasileira, o Congresso Nacional e a mídia, principalmente a Globo apoiam e seguem, em voo cego, os ditames da Lava Jato, chefiada por Moro.

 

Sobre Moro e Janot, o saudoso Moniz Bandeira, o maior cientista político brasileiro, conhecido por dissecar o poderio norte-americano na desestabilização de países, disse: "Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil" (1).

 

Também o herói brasileiro, o pai da energia nuclear no Brasil, o almirante Othon Pinheiro falando de sua prisão pela Lava Jato afirmou: “Brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascidos neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos” (2).

 

Os brasileiros que enxergam um palmo além do nariz e analisaram a trajetória da Lava Jato já perceberam que a operação está a serviço dos EUA.

 

Para quem ainda tem dúvidas:

 

- Foi a Lava Jato que convocou os procuradores americanos para investigar a Petrobrás.

 

- Mandou Paulo Roberto Costa, o maior ladrão da Petrobrás, testemunhar contra a Petrobrás em tribunais americanos. Resultado: Petrobrás paga só em uma ação, R$ 10 BI a acionistas americanos, mesmo sem a Petrobrás ter sido condenada na justiça (3,4,5).

 

- A Lava Jato permite que MiShell Temer e seu nomeado na Petrobrás, o tucano Pedro Parente destruam criminosamente a Empresa, tirando da companhia e entrgando aos gringos os setores, estratégicos, lucrativos e empregatícios como o petroquímico, de fertilizantes, de biocombustível e o de gás e ainda o pré-sal (11,12).

 

O que espanta não é a ação da operação Lava Jato, que juridicamente usou um cartel de ferramentas jurídicas ilegais. Embora a condução coercitiva tenha sido derrubada pelo STF, Moro continua usando, à revelia da Justiça, já que não foi desautorizado, além dos grampos ilegais, as várias e diversas prisões preventivas intermináveis.

 

Essas prisões parecem ter o claro intuito de buscar dos presos delações para diminuir suas penas, principalmente se estas delações forem contra o PT, Lula e Dilma.

 

O caso mais espantoso de delação foi do empresário Léo Pinheiro, dono da OAS, que disse, sem nada comprovar, que a reforma do tríplex do Guarujá foi feita a pedido de Lula, que em troca lhe daria vantagens ilícitas na Petrobrás.

 

Primeiro que a Lava Jato nunca provou que Lula é o dono do tríplex, seja através do registro de imóvel, ou qualquer outro documento, que mostre Lula como proprietário do triplex.

 

E o pior, Lula foi condenado e preso pela reforma no tríplex de Guarujá que não é seu e por uma reforma que nunca existiu (10).

 

Muito mais que convicção, vídeos e fotos provam que a reforma aludida por Léo Pinheiro nunca foi feita (7,8,9). Além do mais, há notas fiscais frias que dissipam todas as dúvidas de que a reforma foi uma farsa.

 

Veja (6).Nestes momentos, lembramo-nos da frase do senador americano e pastor protestante Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons!”.

face sergio moro.jpeg

 

 

Fonte:

1http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/12/03/moniz-bandeira-moro-e-janot-atuam-com-os-estados-unidos-contra-o-brasil/

2https://www.conversaafiada.com.br/brasil/alte-othon-os-americanos-me-condenaram

3https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/parlamentares-vao-a-justica-contra-entrega-de-r-10-bi-por-presidente-da-petrobras

4https://www.viomundo.com.br/denuncias/ex-diretor-vai-ajudar-trump-e-o-fbi-a-demolir-a-petrobras-no-mercado-internacional-bem-que-o-oliver-stone-avisou.html

5https://www.bbc.com/portuguese/brasil-38172725

6https://www.plantaobrasil.net/news.asp?nID=100292

7https://jornalggn.com.br/noticia/rovai-video-mostra-que-triplex-nao-tem-nada-que-possa-ser-chamado-de-luxuoso

8https://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2018/04/16/o-video-mtst-dentro-triplex-que-levou-lula-para-cadeia-precisa-rodar-o-mundo/

9https://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-bancario-visitou-o-triplex-atribuido-a-lula-e-tirou-fotos-que-comprovam-a-farsa-por-joaquim-de-carvalho/

10https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/351698/Lula-foi-condenado-por-reforma-que-nunca-existiu.htm

11http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes

12http://www.tijolaco.com.br/blog/venda-de-carcara-petrobras-perdeu-hoje-tanto-quanto-com-lava-jato-inteira/

06
Ago18

Quem espionou Dilma, quando presidenta do Brasil, a polícia de Moro ou a CIA?

Talis Andrade

DELEGADOS DA LAVA JATO SERÃO OUVIDOS POR DIVULGAREM CONVERSAS DE MARISA LETÍCIA

 

espionage__silvano_mello.jpg

 

É hora de saber quem espionou Dilma, quando presidenta do Brasil. Quem grampeou Lula, Marisa Letícia esposa de Lula e filhos, entre outros familiares e amigos. O Brasil todo sabe que Sérgio Moro convocou o FBI para atuar, indevidamente, na Lava Jato.  Jornalistas estrangeiros denunciaram Moro como agente do governo dos Estados Unidos. Moro também foi acusado por jornalistas e juristas brasileiros. Vide links. 

 

Eis a feliz oportunidade para o Brasil desmascarar a traição da Lava Jato, ou seu pretenso patriotismo moralista. A divulgação ilegal de conversas privadas de Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, morta ano passado, levou a família Lula da Silva a mover uma ação contra a União por danos morais. Desencadeado o processo, a União pediu que alguns dos principais delegados da Operação Lava Jato fossem ouvidos e explicassem a divulgação das gravações

 

"A Justiça concordou com o pedido e determinou a intimação de Igor Romário de Paula, Luciano Flores e Márcio Adriano Anselmo.

 

A lei das interceptações diz que diálogos que não interessem às investigações devem não apenas ser mantidos em sigilo, mas destruídos. A família pede que a União pague indenização por danos morais." 

04
Ago18

Perfídia na Justiça

Talis Andrade

judas_kiss__sergii_fedko.jpg

 

 

por Carol Proner

---

 

Perfídia. Vale prestar atenção nessa palavra. Um pérfido não é só um traidor, mas um traidor muito perverso porque conta com a boa fé daquele que será enganado. A ingenuidade do outro é parte fundamental na estratégia de traição.

 

Nas aulas de direito humanitário, eu uso o exemplo de alguém que está vestido com o emblema da Cruz Vermelha e que adentra território de conflito armado com essa veste que lhe dá salvo-conduto. Então, perfidamente, explode uma bomba ou dispara contra os desarmados com o fim de ganhar terreno de combate. A crueldade do ato advém do princípio de confiança depositada no emblema humanitário, na “bona fide” que remonta regras medievais da Cavalaria, de não se atirar pelas costas, por exemplo.

 

O que faz hoje a Suprema Corte do nosso país, quando nega o direito inalienável à presunção de inocência de Lula e de milhares de outros presos, é muito grave, é inconstitucional e danifica projetos de vida de forma irreparável. Isso nós já sabemos, mas quando penso na postura de certos ministros diante do impasse jurídico-político que vive o país, a melhor definição que me ocorre é a da perfídia.

 

Essa sensação vem intuitivamente quando me perguntam o por quê da postura de pessoas que negociaram seus nomes para compor a Corte Suprema jurando compromisso com os direitos humanos e os movimentos sociais. Um deles, que inclusive está no foco do impedimento de liberdade ao Lula, foi escolhido com a bênção do Movimento Sem Terra, ou seja, foi escolhido pela confiança dada pela gente humilde que compõe um dos maiores movimentos populares da América Latina. O que é isso senão perfídia?

 

Nosso país tem inúmeras tarefas de futuro para coser os rasgos e estragos no tecido democrático. Serão anos de trabalho de reconstrução e, entre tantas prioridades, será inevitável uma reforma do judiciário que vede a traição ao povo e às lutas. Uma reforma que crie instrumentos reais de compromisso com a democracia, uma justiça que atue com carinho e prioridade ao povo historicamente discriminado. Sei bem que a palavra é forte, mas quem é do campo jurídico sabe que a justiça nunca foi tão desacreditada como agora. E uma justiça que se afasta tanto assim do povo, que é reconhecidamente injusta por bloquear a democracia, deveria mudar de nome. Bom, não custa lembrar que a perfídia é considerada uma aberração para o direito de guerra: não há proteção de conduta, não há perdão.

 

 

01
Ago18

Sérgio Moro arrasou a Petrobrás a quarta petroleira do mundo

Talis Andrade

 

 

PETROBRÁS É VITIMA DA MAIOR ROUBALHEIRA DA HISTÓRIA!

 

moro mambembe.jpg

 

 
por Emanuel Cancella
---
26
Jul18

Por que a prisão de Lula é importante para o capital estrangeiro?

Talis Andrade

 Lula revogará medidas econômicas de Temer

moro agente.jpg

 

O golpe dos togados e congressistas não se contentou com a derrubada de Dilma Rousseff, e a posse do entreguista Michel Temer. Foi mais além, para garantir seis anos de governo contra o povo, de reforma trabalhista, de salário mínimo do mínimo: era mais do que necessária a prisão de Lula.

 

A garantia da venda das estatais, da desnacionalização das grandes empresas, e entrega das riquezas do Brasil está na prisão de Lula, na fraude de Lula não participar das eleições de outubro próximo, e governar o País a partir do dia 1 de janeiro.

 

 Por que a desconfiança de Sergio Moro seja um agente dos serviços de inteligência dos Estados Unidos? Por que a pressão das maiores fortunas do Brasil para que a justiça não conceda habeas corpus a Lula?

 

Guilherme Mello, assessor econômico da campanha presidencial de Lula responde: caso seja eleito, o ex-presidente terá como uma de suas prioridades rever todas as medidas econômicas do governo Temer. “A emenda constitucional 95 (PEC do teto de gastos) precisa ser revogada. […] O Brasil precisa votar uma nova regra fiscal. Além de outros descalabros, como a reforma trabalhista”, disse Mello durante debate com assessores de pré-candidatos na Unb (Universidade de Brasília). 

 

O novo modelo de desenvolvimento apresentado pelo PT ainda terá entre os eixos prioritários alterações estruturais, como uma reforma tributária que não mude a carga de impostos nem a distribuição entre os estados e municípios, e ações emergenciais, como incentivo aos investimentos públicos para impulsionar o emprego.

 

Mello assegurou também que o governo Lula também vai suspender o processo de privatizações de estatais e reverter as já realizadas.

 

“Quem produziu mais superávit, quem melhorou o perfil da dívida, quem desindexou a dívida? Tudo o governo Lula, tudo os governos do PT”, afirmou o economista.

 

Ele reafirmou a ideia do grupo econômico do PT, do qual também faz parte o economista Márcio Pochmann, de usar reservas cambiais e recursos do BNDES para formar um fundo para financiar obras de infraestrutura. Para Mello, há um “excesso de reservas” no valor de US$ 30 a US$ 40 bilhões, que poderiam ser redirecionados: “Temos um colchão que custa caro. Você pode pegar uma parte pequena dessas reservas e, em vez de devolver para o Tesouro, faz um fundo que será responsável, junto com capital privado, por financiar infraestrutura”.