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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Jun21

VÍDEO: INTERCEPT BATEU NA PORTA DA EMPRESA DE SINGAPURA QUE PEDIU US$ 45 MILHÕES ADIANTADOS PELA COVAXIN

Talis Andrade

Site mostra a sede da Madison Biotech – Angelo RigonBatemos na porta da empresa que pediu adiantamento pela CovaxinCoronavírus - Empresa que cobrou US$ 45 mi adiantados do governo por  Covaxin funciona em prédio sem identificação de Singapura - 25/06/2021

Uma mulher disse que ali, num prédio sem qualquer sinalização da empresa, a Madison Biotech está registrada

17
Fev21

Grampo da Lava Jato revela propina na Lava Jato

Talis Andrade

por Fernando Brito

- - -

A história já estava aparecendo em 2018 e em agosto a Agência Pública revelou que:

“Desde janeiro do ano passado, quando ouviram os relatos de dois delatores, procuradores do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro investigam uma suspeita de corrupção em que doleiros acusam procuradores e policiais – hoje na Lava Jato – de receber propina em troca de proteção.”

Agora, Vinicius Konchinski, do UOL, conta que numa das escutas policiais sobre o telefone de Dario Messer, o chamado “doleiro dos doleiros”, este diz que o procurador Januário Paludo, figura de proa na Força Tarefa do MP de Curitiba, era destinatário de pelo menos uma parte do dinheiro pago “aos meninos”.

Operando os repasses, como nas primeiras denúncias, estaria o advogado Antonio Figueiredo Basto, que também é chamado, há muito tempo, de “o homem das delações e cuja origem foi contada pela Piauí, em 2017:

Classificado como “polêmico” por colegas e pouco dado às mesuras habituais da profissão – “Não entrei na advocacia para ficar amigo de advogados”, disse, recentemente, à Folha de S.Paulo –, Basto é pioneiro, no país, no uso das delações premiadas. Firmou a primeira de que se tem notícia, em 2004, para o doleiro Alberto Youssef, investigado por uma força-tarefa do Ministério Público Federal que tinha entre seus membros o procurador Deltan Dallagnol. O caso é considerado um embrião filosófico da operação Lava Jato, investigava a milionária evasão de divisas do Banestado, banco público do Paraná. O juiz que homologou a delação era Sergio Moro.

Basto se diz inocente, claro, e já depôs ao MP do Rio de Janeiro.

Paludo continua intocável e, para isso, a Força Tarefa ameaça jogar tudo nas costas do velho parceiro Figueiredo Basto, dizendo que “há investigação sobre possível exploração de prestígio por parte de advogado do investigado, fato que acontece quando o nome de uma autoridade é utilizado sem o seu conhecimento.”

Desta vez, não há hacker, não há Intercept, não há desculpas para “não reconhecer a autenticidade”.

Todos os personagens são da “Era pré-Lava Jato” e estavam envolvidos na primeira negociação de uma delação premiada, sobre o que nem lei havia.

Tudo sob a batuta do paladino da moralidade, que devolveu Alberto Youssef à rua e rico, flutuando como uma isca para o que lhe daria, depois, projeção nacional.

- - -

Nota deste correspondente: Alberto Youssef assumiu o lugar de Janene, como chefe da máfia libanesa, que trafica moedas, pedras preciosas, drogas etc. 

É uma lindeza! Dallagnol pediu para Moro a absolvição de Youssef, acusado de ser o tesoureiro de traficantes internacionais de cocaína. 

02
Jan20

Carta de Lisboa: O pouco que sei sobre delação premiada

Talis Andrade

Se pode haver sempre declarações falsas, o que não pode existir é um sistema que as estimule. A justiça passaria a ser um braço de uma milícia política

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Por Francisco Louçã


O debate sobre a eventual introdução do princípio da “delação premiada” no direito português estava bem enterrado, desde que a ministra da Justiça, numa conferência em que participou o articulador do golpe judiciário no Brasil, Sérgio Moro, recusou essa escolha e explicou porque é que ela é contraditória com os princípios da justiça democrática. Ressurge agora na onda de uma notícia sensacional acerca dos estudos preparatórios de um grupo de trabalho para a proposta de uma estratégia anticorrupção.


E as declarações falsas?

No caso brasileiro, sabemos bem como funcionou esta norma da delação premiada. Moro, juiz e atual ministro bolsonarista, em articulação ilegal com o Ministério Público, consoante foi revelado pela imprensa, negociou, convidou e orquestrou delações, terá ocultado provas relevantes sobre agentes políticos que queria proteger, divulgou frases escolhidas de escutas telefónicas para afetar os resultados eleitorais e concluiu com uma condenação alegando a sua presunção sobre a responsabilidade do crime, mesmo aceitando que este não tivesse sido demonstrado em tribunal. Entretanto, alguns dos delatores já negaram as suas declarações iniciais, afirmando que foram pressionados e instrumentalizados pelas autoridades. Aqui está o risco do expediente: pode permitir tanto o apuramento da verdade como a manipulação, pois só depende da escolha pessoal do guarda da lei investigar com rigor ou, pelo contrário, criar uma narrativa falsa e trocar a confirmação por um prémio. No segundo caso tornam-se possíveis a distorção política ou económica, o ajuste de contas, até a conspiração (no Brasil deu-se até o caso de o procurador-geral ter confessado ter pensado em assassinar um dos juízes do Supremo Tribunal para melhor conseguir o seu intento nestes casos de delação premiada).

Pode-se alegar que declarações falsas podem sempre ocorrer em tribunal. Sim. Mas o que se pode evitar é que sejam instigadas pelos guardas da lei para falsificar a justiça. Num dos processos mais mediáticos da vida portuguesa, o caso Casa Pia, os investigadores da polícia mostraram às vítimas ou testemunhas um dossiê com fotos de várias pessoas escolhidas com algum critério desconhecido, como o cardeal patriarca ou o presidente do Parlamento, para ver se algum deles era apontado. Tratando-se de quem era, a confusão entre a memória de eventuais abusos e o mero reconhecimento da imagem de uma figura pública conhecida na televisão era um risco, porventura calculado. Em todo o caso, também neste processo algumas das vítimas ou testemunhas vieram mais tarde a renegar as suas declarações.

Uma justiça com regras justas

Tratando-se de um contexto judicial e socialmente incomparável, o que o caso nos lembra é que, se pode haver sempre declarações falsas, o que não pode existir é um sistema que as estimule. A partir daí, como se verifica no Brasil, a justiça passaria a ser um braço de uma milícia política. Percebo por isso que para a direita, que se rendeu ao bolsonarismo, esta promoção da “delação premiada” seja a promessa entusiasmante de uma nova forma de violência, com o amesquinhamento das regras da justiça democrática, e que para a esquerda ela cheire demasiado a Moro. Nessa regra arbitrária a justiça morre: alguns notarão como, no Brasil, é impossível investigar o enriquecimento do Presidente ou as acusações sobre a eventual relação dos seus filhos com gangues criminosos do Rio de Janeiro. Mesmo assim, e talvez por receio desta imagem de impunidade, o Parlamento e o Senado brasileiros recusaram esta semana duas medidas propostas pelo ministro Moro, o plea bargain, a troca de uma confissão por uma condenação leve sem julgamento, e a “exclusão de ilicitude”, quando um polícia assassina alguém (no Rio de Janeiro a conta, até outubro deste ano, vai em 1546 mortos), e ainda impuseram um “juiz de garantias”, que orienta a investigação mas não é quem julga o caso (ao contrário do que aconteceu com Moro julgando Lula).

Medidas fortes contra a corrupção

O problema que nos resta, no entanto, é maior do que este jogo político. É saber se e como se combate a corrupção em Portugal sem ser pela via, sempre perigosa, da violação da justiça. Pode-se e devem-se promover vários canais de informação sobre crimes que sejam meios de obtenção de prova segundo regras bem definidas, que não permitam o abuso da falsificação, mas o cerne da questão é, como é evidente, o dinheiro. Se queres combater a corrupção, vigia o dinheiro, as contas bancárias, as compras de bens de luxo, as transferências para o estrangeiro, não há outra via mais consistente e, aliás, protetora dos direitos democráticos. Hão de me dizer se há alguma forma de um corrupto receber a sua maquia que não seja detetável por um acesso dos investigadores ao rasto do dinheiro.

Por isso perdoem-me a franqueza, mas já não tenho pachorra para declarações enfatuadas sobre o combate à corrupção vindas de quem protege o segredo dos tráficos do dinheiro, incluindo o da corrupção, e chama “devassa” ao princípio da transparência.

12
Jul19

Blogueiros de Sergio Moro anunciam censura e prisão de jornalistas

Talis Andrade

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Três blogueiros da extrema direita anunciam a prisão da fonte (que eles chamam de hacker, repetindo Sergio Moro e procuradores) das reportagens do Intercepet. Isso é terrorismo mais justificativa antecipada da censura de imprensa pelo governo de ex-fardados e ex-togados de Jair Bolsonaro, o malogrado e complexado capitão. 

Três 'espalhafatos', que dependem de verbas oficiais, avisam, ordenados por Sergio Moro, via Polícia Federal: "O hacker que roubou as mensagens de Deltan Dallagnol vai ser preso". Sacanagem. Esse "vai" pode ser hoje, amanhã, ou dia de são nunca, como Moro fazia nos corredores dos porões da lava jato com os delatores que decoravam os depoimentos, os torturados e depenados "papagaios".

Delações que sempre começavam com o chefe da máfia libanesa Alberto Youssef, que financiava e financia impune, e numa boa, os tráficos internacionais de cocaína e pedras preciosas e moedas. 

Agora mesmo estão armando mais uma arapuca com Youssef, o faz tudo das sujeiras do BanEstado e da lava jato para Sergio Moro e Carlos Fernando dos Santos Lima. Que a Polícia Federal colocou escuta na cela do bandido, que pegou mais tempo de cadeia que "seu" Cabral, e já está leve e solto e podre de rico com amigos advogados da indústria de delações premiadas, com as participações nas multas milionárias e bilionárias, sendo que a vida de crimes não oficiais ficam por conta da adrenalina. Isso tem coisa. Transcrevo do GGN:

No dia que anuncia a prisão do hacker, cinco anos depois de ter sido revelado pela defesa de Alberto Youssef, a existência de um grampo ilegal na antiga cela do doleiro, na Superintendência em Curitiba, foi admitida em relatório produzido por um perito da Polícia Federal. A informação foi confirmada pela Folha de S. Paulo nesta sexta (12).

Segundo o jornal, uma análise feita pela PF mostrou que a escuta instalada sem autorização judicial captou falas de ao menos 3 presos da Lava Jato em 2014. São 260 horas (11 dias) de conversas entre Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a doleira Nelma Kodama, amante de Youssef, reponsável pela entrega da grana para financiar o tráfico de cocaína.

A apuração começou a ser feita entre 2015 e 2016, mas “até hoje as circunstâncias da instalação da escuta ainda não foram esclarecidas”, frisou o jornal. Recentemente, a PF voltou a colher, em São Paulo, depoimentos de Youssef para “um processo administrativo disciplinar sobre o agente responsável pela instalação do equipamento de escuta, Dalmey Werlang.” Outro hacker famoso no Brasil ninguém conhece o nome. Foi preso pelo então secretário de Segurança de Alckmin Alexandre de Morais, e tal como aconteceu com Moro, recebeu o ministério da Justiça como prêmio. O sujeito invadiu o celular de Marcela Temer, esposa de Michel Temer. O hacker foi preso com nome falso, e assim julgado. Pegou seis anos de cadeia. Parece Fabrício Queiroz, que depositou dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro. Ninguém sabe se está vivo ou morto. Ainda como prêmio, o Sergio Moro espera o mesmo. Ser nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça. 

 

“O advogado de Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse que não sabia da existência da análise e que a polícia negou o acesso da defesa às sindicâncias.”

Segundo a Veja, numa audiência de julho passado, o doleiro afirmou que Sergio Moro disse a seus advogados que não deu autorização para o grampo na cela. E mais: Os delegados apontados como mandantes da escuta ilegal, agora, ocupam postos de comando na Polícia Federal de Moro. O agente, segundo as perguntas da PF a Youssef, apontou os delegados Igor Romário, Márcio Anselmo e Rosalvo Franco, que atuavam na Lava-Jato naquele período, como os mandantes da ação clandestina.

Inventa o Antagonista super favorável a Bolsonaro e Moro: "Desde que supostas conversas entre os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro começaram a ser publicadas no site The Intercept e em veículos parceiros do site, comparações com os hackers Julian Assange, Edward Snowden e Chelsea Manning foram ventiladas para tentar legitimar ou dignificar os atos criminosos cometidos no Brasil. A ideia subjacente é a de que, ao roubar mensagens privadas e publicá-las, os envolvidos na ação brasileira estariam seguindo a trilha dos que revelaram dados secretos do governo americano em nome da transparência e do combate ao abuso de autoridade. Se este é o caso, então o destino dos hackers estrangeiros deveria servir de aviso. Após desafiar o sistema de Justiça dos Estados Unidos e da Inglaterra, Assange, Chelsea e Snowden levaram a pior. Os dois primeiros estão presos. Snowden só não teve a mesma sorte porque se exilou na Rússia. É um aviso". Também já aterrorizaram com a ditadura da censura, o assédio judicial e degola de jornalistas (Caso mais recente: Paulo Henrique Amorim) 

O Antagonista acredita que só Delta ou D.D. foi invadido, penetrado. Juízes e procuradores outros, que denunciaram que também foram hackeados, mentiram, falsearam. E ameaça o Antagonista, em nome do ministro da Segurança Pública, que a notícia da prisão do "hacker" é "um aviso".

Ora, ora, que os jornalistas podem esperar de um governo que sonha uma ditadura, de um ministro quando juiz fez mais do que campanha eleitoral, prendeu o único adversário que podia derrotar o candidato Jair Bolsonaro? 

247 informa: Na tentativa de tirar a credibilidade das reportagens do Intercept Brasil que revelaram um conluio entre Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, agentes policiais devem prender nas próximas horas o que o ministro da Justiça chama de "hacker", após o vazamento de conversas dele com membros do Ministério Público Federal (MPF-PR). A informação é do site O Antagonista, porta-voz da direita e de Moro.

O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept, revelou que Moro interferiu no trabalho de procuradores quando era juiz da Lava Jato. Chegou, por exemplo, a pedir acréscimo de informações na elaboração de uma denúncia e recomendou a inversão da ordem das operações.

 

 

 

 

20
Mar19

Alberto Youssef, chefe do tráfico internacional de drogas

Talis Andrade

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A Lava Jato lava mais branco o dinheiro dos delatores.

Legaliza os bens adquiridos. 

Quem delatar Lula pega, no máximo, uma passageira prisão domiciliar. Com direito a viajar para o exterior.

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Tem casos que a condenação limpa o nome dos mais hediondos crimes. Alberto Youssef, financiador do tráfico de cocaína, foi inocentado e solto. Pegou uma cadeia de faz de conta por ser doleiro. 

Tem perdão dos impostos e mais:

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16
Ago18

Moro nunca pergunta sobre dinheiro lavado do amigo Serra

Talis Andrade

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FESTA Senador José Serra e o casal Sérgio Moro 

 

Sérgio Moro perguntou para Gilberto Gil sobre recebimento de propinas do caixa da Odebrecht. Esqueceu de perguntar sobre as propinas pagas para tucanos. Ou por outras empresas como a Lide. 

 

Ofereço para Moro, um farto material para os futuros interrogatórios. 

 

Transcrevo do Blog Cidadania, com informações da Folha de S. Paulo: 

 

 

Suíça envia ao Brasil provas da corrupção de Serra, que sumiu

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Comenta Marcos Simões: Serra, assim como todos os tucanos (Aécio, Alckmin, FHC, o ex-tucano Álvaro Dias, Aloysio Nunes, Beto Richa, entre outros), tem os bundões do $TF (com quem dividiam a propina das estatais?), e a mídia (comprada com dinheiro do povo de SP, PR e de MG do Anastasia) no bolso.

 

 

Não vai haver investigação, e muito menos os jornalistas canalhas da grande mídia vão fazer caras e bocas ao noticiar, se é que vai ser noticiado.

 

Formou-se uma enorme quadrilha de ladrões e corruptos. PSDB, banda podre do MDB de Cunha/Temer, o $TF, $TJ, PGR e a mídia. Eis a quadrilha. Estão destruindo o país e a vida de milhões de brasileiros sem emprego e sem renda. O Brasil está na lama. 

 

José Serra saiu dos holofotes. Deixou de ser um dos ministros do governo golpista e anda desaparecido dos noticiários. Mas sair de cena não tem adiantado muito.

 

Documentos enviados ao Brasil pelo governo da Suíça reforçam suspeitas de caixa dois na campanha do senador José Serra (PSDB) ao governo de São Paulo, em 2006.

 

A investigação sobre Serra está no STF (Supremo Tribunal Federal), mas a PGR (Procuradoria-Geral da República) pede que o inquérito seja remetido à Justiça Federal de São Paulo, já que os fatos não se referem ao mandato de senador.

 

Um dos documentos enviados pela suíça é um e-mail de novembro de 2007, no qual a filha de Serra, Verônica Allende Serra, autoriza a substituição do administrador de uma conta do banco suíço Arner.

 

A conta, chamada de Firenze 3026, pertencia à empresa offshore Dormunt International Inc, do Panamá. Verônica recebeu uma procuração para gerenciar os recursos.

 

Para Sérgio Moro não esquecer: Os documentos se somam às denúncias de delatores da Odebrecht sobre suspeita de caixa dois na campanha de 2006. Em depoimento à Polícia Federal, o executivo Pedro Novis, que presidiu a Odebrecht de 2002 a 2008, afirmou em janeiro que Serra pediu e recebeu, para si e para o partido, R$ 52,4 milhões de 2002 a 2012.

 

Segundo Novis, entre 2006 e 2007 o grupo deu a Serra R$ 4,5 milhões (ou 1,6 milhão de euros ) que foram depositados numa conta no exterior indicada por José Amaro Ramos, ligado ao tucano.

 

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07
Jun18

Como Sérgio Moro avalizou um centro internacional de lavagem de dinheiro

Talis Andrade

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por Luis Nassif


A homenagem prestada a Sérgio Moro, no Principado de Mônaco, não foi apenas um espetáculo deprimente de deslumbramento mundano. A exemplo dos eventos com Moro, bancados na LIDE pela Gocil - a suspeitíssima empresa de serviços terceirizados de São Paulo -, a intenção do Principado foi valer-se do juiz para se precaver contra eventuais operações identificadas pela Lava Jato, a exemplo da conta de Jorge Zelada, ex-executivo da Petrobras.

 

Desde antes da Primeira Guerra. a reputação de Monaco é a de um centro de traficância, de negócios escusos, de evasão fiscal, de transações mal explicadas no campo dos esportes, do entretenimento, do comércio de armas, e outros tráficos.

 

Os eventos em Mônaco são todos a serviço desses interesses. Nada é altruístico, filantrópico, tudo é falso e viscoso, destinam-se a plataformas de negócios, que são a única razão da existência do Principado, algo que interessa à França exatamente como um guichê de transações que ela quer esconder.

 

Justamente por interessar aos círculos de poder de Paris, a França tolera o Principado de Mônaco, uma ficção territorial.

 

Nos bastidores desse enclave está a Societé des Bains de Mer, a verdadeira dona do Principado, proprietária do Casino, maior fonte de renda do Principado, do Hotel de Paris, o mais luxuoso, do Hotel Hermitage, o segundo mais caro, dos clubes de praia por onde se tem acesso ao mar, e também da maior parte dos imóveis de Mônaco.

 

Logo depois da Primeira Guerra, a SBM-Societé des Bains de Mer foi comprada pelo homem mais rico da Europa e o mais sinistro, Sir Basil Zaharoff, um grego russificado, nascido em Constantinopla que começou a vida preso por furto. Depois, se tornou o rei dos armamentos, fomentador de guerras, maior acionista da Vickers Armstrong , maior empresa bélica da Inglaterra, da Maxim Nordenfeldt, empresa que inventou a metralhadora, da Societé des Torpilles Whiehead, a empresa que inventou o torpedo, da fabrica de armamentos Putiloff, a maior do ramo na Rússia Imperial.

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Zaharoff é uma lenda. Sua biografia por Richard Lewinsohn, um francês que fundou a revista Conjuntura Econômica na Fundação Getulio Vargas, "Zaharoff O Mercador da Morte", é um clássico, editado pela Civilização Brasileira.

 

Esse personagem sinistro mandou em Mônaco. O Principe era seu serviçal. Zaharoff morreu em 1937 sem deixar herdeiros e, em 1953, as ações da SBM caíram nas mãos do armador grego Aristoteles Onassis, um dos reis dos petroleiros gregos, figura de ficha tão pesada que não podia entrar nos EUA onde tinha processo criminal por fraude até se casar com a ex-primeira dama do Pais, Jacqueline ex-Kennedy.

 

Onassis sediou sua firma Olympique Maritime em Mônaco. As ações da SBM novamente rodaram após a morte de Onassis e hoje estão em mãos do Emir do Qatar e outra parte com o atual Principe. Há também ações com bilionários árabes residentes na África Ocidental.

 

Por toda essa história a reputação de Mônaco, no mundo politico europeu sempre foi a de um paraíso fiscal da pior espécie, centro mundial de lavagem de dinheiro e evasão de impostos, centro europeu do tráfico de armas. As principais empresas de comércio de armas pesadas estão sediadas em Mônaco, como a INTERARMS e outras geralmente comandadas por russos, europeus orientais e israelenses, que fornecem para terroristas e rebeldes na África e Oriente Médio.

 

Mônaco é um dos pousos mais apreciados por oligarcas russos e potentados do petróleo do Oriente Médio. O Casino, onde Moro desfilou, continua sendo um grande negócio do Principado, com a vantagem de lá se poder legalizar qualquer dinheiro.

 

Até alguns anos atrás, era um dos sete países que integravam a lista negra de paraísos fiscais da OCDE: Andorra, Ilhes Marshall, Libéria, Liechtenstein, Mônaco, Nauru e Vanuatu. As pressões levaram o país a se enquadrar em alguns tratados. Mas apenas este ano decidiu integrar a rede de troca automática de informações financeiras, com seus potentados devidamente reciclados para outros centros.

 

Diz-se que Mônaco ajudou a repatriar o dinheiro de Jorge Zelada. Perfeitamente normal, é preciso sacrificar algum pé de chinelo que não mais vai trazer dinheiro ao Principado para dar uma demonstração de colaboração com a "justiça" internacional e com isso proteger as contas de oligarcas russos, que jamais serão entregues. Está ai o exemplo trágico do banqueiro Edmond Safra, que morreu queimado em Mônaco, depois que denunciou um russo, seu cliente.

 

14
Mai18

A Lava Jato longe de Fisher Island, o bairro mais rico dos EUA, onde 10% dos moradores são brasileiros

Talis Andrade

* Ilha de Miami Beach é o código postal norte-americano com maior renda per capita do país

 

*Justiça faz que não sabe da vida de luxo dos corruptos que venderam e compraram estatais

 

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Fisher Island e Miami Beach (à direita). PALAZZO DEL SOL&DELLA LUNA

 

 

Fisher Island, uma ilha particular ao lado de Miami Beach que só pode ser acessada de balsa, é o código postal mais rico do país mais rico do mundo, os Estados Unidos. A renda média dos seus 1.300 residentes é de cerca de 2,5 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de reais) por ano, de acordo com uma análise de dados fiscais nacional realizada pela publicação financeira Bloomberg. Os abastados moradores de Fisher Island, um enclave paradisíaco com sua própria praia de areia branca trazida das Bahamas, ganham em média meio milhão de dólares a mais do que o segundo código postal mais rico, a cidade de Atherton, epicentro de Silicon Valley e sede de grandes empesas tecnológicas como o Facebook. No local, convivem moradores de 37 nacionalidades, mais da metade norte-americanos e em segundo e terceiro lugar brasileiros (10%) e russos (7%).

 

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Hotel do clube de Fisher Island. FISHER ISLAND CLUB

 

“Esta ilha já é uma marca que significa máximo luxo, como um iate ou um relógio. É o [relógio] Patek Philippe dos condomínios. Em qualquer lugar de nível do mundo você diz que mora em Fisher Island e não tem de dizer mais nada”, diz a agente imobiliária Dora Puig na cozinha de “puro mobiliário italiano”, que mostra em um apartamento à venda no último edifício construído, o Palazzo Del Sol. Um apartamento de 700 metros quadrados com vista para o mar e design minimalista –“com um toque de vida praiana”, qualifica– cujo preço inicial é de 19 milhões de dólares. Uma cobertura no mesmo edifício acaba de ser vendida por 32 milhões, o máximo que se pagou na ilha –embora o recorde certamente será superado em 2019 por outra do Palazzo Della Luna, um condomínio em construção, pelo qual pedirão 40. O recorde até hoje em Miami é de 60 milhões para uma cobertura duplex. Esta reportagem de PABLO DE LLANO, correspondente do jornal El País, em MIami, continua. Também para causar mais emoções patrióticas, foram alterados os títulos. Galeria de fotos aqui

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Um lago do campo de golfe da ilha. FISHER ISLAND CLUB

31
Ago17

Brasileiros presos por lavar R$ 315 milhões nos EUA

Talis Andrade

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UOL - Renato Maia da Silva, 51 anos, Wesley dos Santos, 31, e Lucas Alves, 34, são suspeitos de integrar um esquema que movimentou US$ 100 milhões (equivalente a R$ 315,9 milhões).

Segundo o jornal "Burlington County Times", as autoridades de Cinnaminson, cidade do estado de Nova Jersey, informaram que os três foram pegos com US$ 450 mil (R$ 1,4 milhão) em dinheiro, veículos e outros produtos relacionados com o esquema de lavagem de dinheiro montado na cidade.

O site NJ.com informou que, de acordo com o Escritório do Procurador do Condado de Burlington, a polícia começou a investigar o Maia Consulting, empresa que os três trabalhavam, depois de suspeitar que os operadores pudessem estar envolvidos em uma operação ilegal de coleta de cheques.

 

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