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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Jul18

Que a juíza Lebbos faz para penalizar a vida prazerosa e luxuosa da ex-bandida Nelma Kodama?

Talis Andrade

 

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Carolina Lebbos 

 

"A doleira Nelma Kodama foi, da turma da Lava-Jato, quem teve mais pedidos rejeitados por Carolina Lebbos. A ex-aman­te de Alberto Youssef solicitou permissão para frequentar uma igreja evangélica, onde distribuiria alimentos, roupas e brinquedos a moradores de rua e pessoas necessitadas no horário em que não lhe era permitido ficar fora de casa, pois Nelma cumpre prisão em regime aberto. 'Não', foi a resposta da juíza, que ainda passou um pito na doleira, que seria dada a fazer 'pedidos impertinentes e despidos de comprovação documental', informou a revista Veja.

 

Assim o Brasil fica sabendo que mais um doleiro de traficantes de drogas foi solto pela corriola de Curitiba. E que a intervenção militar no Rio de Janeiro existe para perseguir traficantes pés-rapados.

 

O capo da máfia libanesa Alberto Youssef está em liberdade, e perdoado, apesar dos inúmeros e variados crimes que praticou. Youssef não mora em nenhuma favela. E sim em um luxuoso condomínio. O mesmo acontece com Nelma Kodama. Enquanto o general de Temer continua a caça a traficantes de drogas nos morros do Rio de Janeiro.

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“Por menor que seja, todo pedido à juíza deve ser minuciosamente detalhado. Senão, ela não aceita', diz a advogada Alessi Brandão, que já defendeu Nelma e hoje trabalha para Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Em janeiro, para poder ir ao velório do pai, Mônica precisou descrever passo a passo no Google Maps o trajeto que faria de sua casa ao enterro, especificando, inclusive, a quilometragem". 

 


Na reportagem que visa enaltecer "A algoz de Lula" que, até recentemente, escondia o rosto, a revista detalha: "é Carolina Lebbos a caçula dos juízes criminais de Curitiba, que cuida com mão de ferro das condições em que o ex-presidente cumpre sua pena de prisão". E mais: "A juíza não tem redes sociais e colegas não sabem nem se é casada", exagera o repórter bajulador Eduardo Gonçalves em uma legenda sensacionalista.

 

"Reservada, não está nas redes sociais e poucos colegas de trabalho têm conhecimento de detalhes de sua vida pessoal. Desconhecem seus assuntos de interesse, nem sabem se é casada. Sim, Carolina é casada com um juiz, só que da Corregedoria-Geral da Justiça, filho de uma desembargadora. Suas tentativas de manter-se longe dos holofotes estão começando a se tornar vãs em razão de seu freguês mais notório. (...) Tudo indica que Lula não terá dificuldades de livrar-se dela. Como a lei garante ao preso o direito de cumprir pena no estado onde mora, o petista pode pedir transferência para São Paulo. Assim, sairá automaticamente das mãos de Carolina. Mas, enquanto isso não for feito, a caneta dura de Carolina Lebbos continuará ditando o destino de Lula."

 

Nenhuma notícia se a juíza e o marido recebem auxílio moradia. Como acontecia com o casal Bretas da Lava Jato do Rio de Janeiro. Se Nelma Kodama é uma das 1. 063 delações premiadas da permissiva Lava-Jato que solta mais do que prende, e que lava mais branco o dinheiro de corruptos e traficantes de drogas, de diamantes e de moedas.  E apenas, e apenas 240 prisões. Presos presos dizem que nem 200. Para cada cinco delações, um preso. Ou menos do que isso. A Lava Jato é uma indústria de delações que enriquece, da noite para o dia, advogados, os amigos novos ricos da república do Paraná. 

 

 

 

21
Jun18

STF autoriza a “xepa” das delações, via Polícia

Talis Andrade

Na Lava Jato, proibido delatar traidores do Brasil

 

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por Fernando Brito

 

A absolvição da Senadora Gleisi Hoffmann, por falta de provas das acusações de corrupção e de lavagem de dinheiro baseadas em delações regiamente premiadas, pôde dar alguma esperança de que o Supremo Tribunal Federal estivesse colocando limites na deformação de processos judiciais baseados essencialmente no “dedurismo” de gente que, para fugir de suas responsabilidade ou por simples medo, acaba incriminando aqueles que a máquina repressiva deseja destruir, seja pela denúncia, seja julgamentos que, por si só, são verdadeiras aberrações.

 

Mas vê-se que essa esperança é fugaz.

 

Hoje, o STF legitimou uma nova aberração, porém, ao permitir que acordos de delação premiada sejam propostos diretamente ao juiz pela Polícia (Federal e estaduais), sem a participação do Ministério Público.

 

O fato de promotores estarem usando abusiva e deformadamente o instituto de delação não quer dizer que estender esta franquia à polícia, que dispõe até de mais meios de coação que o MP, possa entrar nesta verdadeira “farra de delações” que se vive hoje na Justiça Criminal e que se tornou, ao contrário do que pode parecer aos incautos, uma forma de transformar o processo judicial não numa ferramenta de apuração da verdade, mas num instrumento de transações ( e não só penais) e de perseguições políticas.

 

E não se diga que a homologação de um juiz vai proteger o processo deste tipo de deformação, porque mesmo que seja um magistrado de boa-fé – o que anda raro – os simples depoimentos e uma montanha de papéis não vão permitir que, sem ouvir as partes, possa avaliar se o que se tem não é, basicamente, uma acusação que visa a livrar o acusador das consequência de seus crimes e que o dirigismo policial juntou apenas aquilo que pode ajudar a “confirmar” o que se disse.

 

Pior ainda: estabelece-se uma “competição” de deduragem entre policiais e promotores, em lugar da colaboração que deveria existir para apurar a verdade.

 

Além de isso ser absurdo – colocar duas instituições numa disputa – ainda abre espaço para que delatores e advogados abram um verdadeiro leilão entre elas, trocando propostas de penas menores ou de perdão por acusações que sejam mais “rentáveis” para promotores e delegados.

 

E o prejuízo vai além. Como no Brasil os juízos de instrução e o de julgamento não se distinguem, são o mesmo, a aceitação da delação e de seu acordo, previamente, pelo julgador do delatado significa, mais que a aceitação da denúncia a ser processada, um juízo de valor sobre o que diz o delator, que é tomado como verdade sem que, muitas vezes, o acusado sequer possa saber o que disse.

 

Ao contrário das técnicas de investigação técnicas, que deveriam ser o traço de uma Justiça moderna, estamos andando para trás, para o tempo onde se “pendurava” um acusado para ele delatar gregos e troianos e deixar que se “escolha” quem interessa.

 

Agora, quando o MP achar que não vale a pena alguma “deduragem” e deixar o acusado diante de seu processo, sempre será possível oferecer a delação na “xepa” policial.

 

Pode até haver algo de bom, mas o que impera nessa xepa é lixo, apenas.

 

Mas é um passo a mais para o estabelecimento do Estado Policial, patrocinado pelo Judiciário.

 

 

PETROBRAS PERDEU R$ 160 BI EM 4 ANOS DE LAVA JATO

 

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Adendo deste Correspondente: Na Lava Jato ainda não apareceu nenhum delator de doleiro, de traficante de armas, de traficante de drogas, de traficante de diamantes, de traficante de mulheres, de traficante de órgãos, que ninguém é doido suicida.

 

A Lava Jato - criada para investigar os tráficos de drogas e de diamantes, chegou a prender alguns traficantes, a máfia libanesa de Brasília, que tem Alberto Youssef como capo, fornecedor da grana - mas mudou de rumo, com a desculpa de investigar a corrupção na Petrobras.

 

No início, a propaganda orquestrava uma nacionalista defesa da empresa estatal, do Pré-Sal, parecia o reinício da Campanha O Petróleo É Nosso. 

 

Pura ilusão! Na Lava Jato é proibido denunciar os traidores da Pátria, que no governo de Fernando Henrique fatiaram a Petrobras, venderam mais de 30% das ações, e realizaram cinco leilões quermesses do Pré-Sal. 

 

O golpe de 2016 foi dado para queimar as riquezas do Brasil em uma imensa feira. Os traidores da Pátria tramaram e executam a privatização das estatais e desnacionalizam as grandes empresas. 

 

Vide a Petrobras. 

 

Transcrevo do 247:

 

Desde 2014, quando se iniciou a operação Lava Jato, comandada pelo procurador Deltan Dallagnol e pelo juiz Sérgio Moro, até este ano, a Petrobras já registrou uma redução no seu patrimônio de R$ 160 bilhões, como registra o jornal Valor Econômico desta sexta-feira, 16; em 2017, a Petrobras teve seu quarto prejuízo anual consecutivo, quando registrou perdas de R$ 466 milhões, impactada pelo provisionamento de R$ 11,2 bilhões para pagar investidores dos Estados Unidos, sem ter sido condenada; o valor de mercado da companhia hoje é de R$ 292,4 bilhões e seu patrimônio líquido vale R$ 269,6 bilhões; em 2013, antes da Lava-Jato, o patrimônio líquido era de R$ 350 bilhões 

 

Preservados, idolatrados os traidores do Brasil. Dedurar, caluniar, cantar para conseguir uma delação mais do que premiada, tudo bem, desde que seja contra um cidadão com uma história de respeito aos direitos humanos, uma pessoa pacífica, um político ou governante que nunca aprovou atos de tortura - o prende e arrebenta dos golpes, das intervenções militares, os abusos de autoridade, as costumeiras invasões das favelas, da polícia atirando no povo e derrubando portas. 

 

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20
Jun18

Os falsos testemunhos dos bandidos Youssef e Paulo Roberto Costa que vivem no luxo e na luxúria

Talis Andrade

Gleisi Hoffmann livre das calúnias

 

“Não há nos autos elementos externos de corroboração que confirmem, de forma independente e segura, as informações prestadas pelos colaboradores premiados em seus depoimentos”, votou o ministro Lewandowski

 

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Brasil de Fato - O colegiado da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na noite desta terça-feira (19), pela absolvição da presidenta nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro provenientes da força tarefa da Lava Jato.

 

Segundo a denúncia, a campanha eleitoral de Gleisi em 2010 teria recebido R$ 1 milhão desviados de contratos da Petrobras. No entendimento dos ministros, porém, a acusação, baseada apenas em delações premiadas, não apresentou provas que a sustentassem.

 

O ex-ministro Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler também eram acusados.

 

Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski os julgaram inocentes de todas as acusações. O relator da ação, Edson Fachin, e o revisor, Celso de Mello, também votaram pela absolvição dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, mas consideraram que houve crime de Caixa 2 na campanha de Gleisi.

 

Rodrigo Bittencourt Mudrovitsch, advogado de Gleisi, ressaltou em sua defesa que a ação penal foi sustentada por “palavras confusas e contraditórias de delatores”. Ele argumentou que apenas as delações de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa não podem sustentar uma acusação, uma vez que ambos já teriam mentido em delações anteriores.

 

Em seu voto, Lewandowski afirmou que “não há nos autos elementos externos de corroboração que confirmem, de forma independente e segura, as informações prestadas pelos colaboradores premiados em seus depoimentos”. O ministro Gilmar Mendes afirmou que as evidências apresentadas nos autos eram “raquíticas e inconclusivas”.

Edição: Diego Sartorato

 

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P.S. Os colaborados premiados Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa são mentirosos contumazes sempre escalados para os julgamentos que envolvem petistas na Lava Jato de Curitibba.

 

Por Sergio Moro, Youssef e Paulo Roberto Costa estão perdoados de todos os crimes, e libertos gozam hoje uma luxuosa vida em comes & bebes com suas amantes e amigos do crime. Não se sabe com que dinheiro bancam nababescas vivendas, e uma dispendiosa corte de serviçais e serviços de segurança. 

 

Os dois bandidos tiveram suas delações negociadas pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, que está cada vez mais rico com a Lava Jato.

 

As delações lavam dinheiro do crime, e deixam livres bandidos da perniciosidade de Youssef, capo dos tráficos de drogas, de diamantes e moedas. 

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Taiana de Sousa Camargo 

 

14
Jun18

Para proteger bandidos que delataram, Moro atropela órgãos brasileiros usando lei dos EUA

Talis Andrade

A justiça entreguista de Sergio Moro, que faz as empresas brasileiras devedoras de bilionárias dolarizadas multas ao Estados Unidos, chega ao absurdo de usar leis do Tio Sam. 

 

Moro age como se fosse um xerife estadunidense no Brasil vassalo, país que saiu do Primeiro Mundo do BRICS, para voltar ao Terceiro Mundo, dependente do FMI, que dita os cortes nos serviços essenciais, para fazer caixa para pagar os juros sobre juros da dívida estrangeira. 

 

A Pátria Amada está sendo fatiada e entregue aos corsários e piratas. O que sobrou da feira de Fernando Henrique, vende o golpe de Temer, de Cunha, de Renan, de Richa, de Aécio, da corriola de Curitiba.

 

O golpe foi dado para vender o verde da Floresta da Amazônia, das esmeraldas, o Azul dos aquíferos, dos rios represados das usinas de energia, e o amarelo ouro. 

 

Nada se faz para conter o tráfico de nossas riquezas. Dos minérios estratégicos. Do raro nióbio. Do petróleo. De madeira nobre. De diamantes. De plantas medicinais. Rico pobre Brasil importador de gás, de gasolina, de medicamentos, de água, de trigo, de arroz, de feijão... Eta País dominado. País sem lei. Da vergonhosa gozação de Moro de usar a chibata do Tio Sam para punir desafetos. De abusar da Lei de Tio Patinhas para lavar o dinheiro sujo dos seus criminosos de estimação. 

 

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Jornal GGN - O juiz de piso Sérgio Moro decidiu ir além das suas atribuições em Curitiba para proteger empresas e delatores de processos que tramitam nos órgãos de controle federais. Como a decisão que ele tomou não tem precedentes no Brasil, ele precisou apelar para o direito dos Estados Unidos para embasar sua opinião. É o que denúncia a Folha de S. Paulo desta quarta (13).

Moro decidiu que não vai mais emprestar provas da Lava Jato para órgãos como Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Advocacia Geral da União, Cade e Banco Central, que processam empresas que atuaram no esquema de corrupção na Petrobras em busca de ressarcimento aos cofres públicos. Só a AGU cobra R$ 40 bilhões pelos danos provocados pelas empreiteiras.

O juiz argumentou que é preciso “proteger o colaborador ou a empresa leniente contra sanções excessivas de outros órgãos públicos, sob pena de desestimular a própria colaboração de acordos.”

Como não há jurisprudência no Brasil, Moro recorreu ao direito americano, dizendo que nos EUA é “proibido uso da prova colhida através da colaboração premiará contra o colaboradores em processos civis e criminais.”

Mas, segundo a própria Folha, Moro foi além. Ele não só proibiu o uso de delações mas também de informações que foram obtidas pela Lava Jato antes dos acordos. O juiz blindou todo o material que tenha sido enviado aos órgãos de controle pelos procuradores.

O jornal destacou que ainda não há uma avaliação segura sobre o impacto dessa decisão de Moro sobre as investigações em andamento.

 

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10
Jun18

Moro inocentou Youssef preso como traficante de drogas

Talis Andrade

O crime compensa:

Delação premiada lava, bem lavado, dinheiro sujo

 

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 Youssef bancou o tráfico de drogas de Rene Luiz Pereira

 

Na boceta de Pandora da Lava Jato, o segredo do bem querer: se Moro um juiz predileto dos doleiros, ou se os doleiros são criminosos de estimação da "corriola de Curitiba", conforme classificação de Tacla Durán, que denunciou a cobrança de 5 milhões de dólares de proteção, por uma delação mais do que premiada. 

 

Alberto Youssef (“Sou apenas um ex-cambista, nunca lavei dinheiro”, assegurou meses antes de confessar seus crimes para o juiz). Youssef é antes de tudo um reincidente. “É um delinquente profissional [...] Teve sua grande oportunidade para abandonar o mundo do crime, mas a desperdiçou”, argumentou o juiz Sérgio Moro há dois meses (outubro de 2014) ao manter a condenação de [apenas] quatro anos e meio de prisão pelo ‘caso Banestado’ (inicialmente suspensa por conta de sua colaboração).

 

 "Calcula-se que Alberto Youssef chegou a movimentar 2,08 bilhões de reais no ‘caso Banestado". 

 

"Dois meses atrás Youssef voltou assim mesmo a se converter em delator da polícia, transformando o ‘caso Petrobras’ em um barril de pólvora que afeta em cheio o ‘establishment’ empresarial, político e financeiro brasileiro", acrescenta o jornalista Pedro Cifuentes (em 8 dez 2014), em reportagem publicada no jornal espanhol El País: "Alberto Youssef: o doleiro que arrastou todos em sua queda". Que tem como sub-título a frase de Moro: "Ele teve sua grande oportunidade para abandonar o mundo do crime, mas a desperdiçou".

 

Para essa segunda prisão de Youssef são tortos os caminhos da Justiça. Porque Youssef foi novamente preso pela sua ligação com outros dois doleiros condenados por tráfico de drogas, e Youssef, espetacularmente inocentado. 

 

O juiz Sergio Moro considerou que não havia provas que mostrassem a participação de Youssef de "forma revelante" para o tráfico. "O escritório de lavagem de dinheiro de Youssef teria sido usado apenas como entreposto" de US$ 36 mil dólares, escreveu o juiz Moro na sentença.

 

Entreposto do bandido Rene Luiz Pereira que levou à prisão de Carlos Habid Chater que levou à prisão de Youssef. A esperteza ilusionista de citar US$ 36 mil dólares como pagamento de duas cargas de cocaína apreendidas:  No município de Araraqura, SP, 698 quilos de cocaína; no porto de Santos, SP (operação Pollino), 1,3 toneladas de cocaína. 

 

Rene Luiz Pereira traficante alvo de várias operações da Polícia Federal e de outros países, e Habid Chater também preso pelo tráfico de diamantes.

 

A droga a PF incinera, os diamantes talvez o mesmo destino das duas malas de dinheiro do Geddel.

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Youssef, condenado do BanEstado, foi preso na Lava Jato pela sociedade com Carlos Habid Chater, também preso e solto várias vezes pelos tráficos de moedas, drogas e diamantes

 

Escreve Cifuentes: “Todo mundo conhece Alberto Youssef em Londrina. Pode ser que não saibam quem é o prefeito, mas sabem quem ele é'. O policial que fez esse comentário em Curitiba é imediatamente respaldado pelo taxista que leva o correspondente no aeroporto de Londrina. 'Aqui sabemos tudo de Youssef', afirma divertido Roberto. Sua irmã era seu braço direito até morrer', diz. 

 

'Sempre se dedicou ao contrabando', afirma taxativamente um agente da polícia: fundamentalmente bens eletrônicos, mas também drogas e joias ilegais. Mais tarde, dedicou-se “a transportar dinheiro, que é ainda mais lucrativo”. Braço direito do poderoso ex-deputado de Londrina José Janene (PP), acusado no ‘caso Mensalão’, a morte deste em 2010 o alçou para o topo de uma gigantesca trama de desvio e lavagem de dinheiro ilegal. Após alguns anos de experiência em operações menores à frente de sua agência de câmbio, a morte de Janene transformou Youssef em um ‘lobista’ total.

 

A Lava Jato foi criada, precisamente, para investigar os bilionários tráficos de drogas e de diamantes. Tive a oportunidade de documentar que as investigações foram deixadas de lado, e os traficantes soltos. Vide links. 

 

Reportagem de Gil Alessi, no El País (março deste ano), informa: "Delatores da Lava Jato: penas menores do que o previsto e patrimônio mantido.


Executivos e doleiros que colaboram com a Justiça firmam acordos para manter patrimônio obtido de forma ilícita. 

Enquanto presos comuns se amontoam em cubículos, empresários, diretores e doleiros que firmaram acordos de colaboração premiada com a Justiça no âmbito da Operação Lava Jato vivem uma realidade bem diferente.

 

Responsáveis por desvios milionários, pagamentos de propina a agentes públicos, lavagem de dinheiro, formação de cartel entre outros crimes que lesaram os cofres públicos, eles negociaram com o Ministério Público Federal acordos nos quais puderam manter parte do patrimônio obtido muitas vezes de forma ilegal, além de terem as penas reduzidas além do que prevê a lei de colaborações.

 

Hoje muitos estão em coberturas de luxo e condomínios abastados cumprindo suas penas. O juiz Sérgio Moro já condenou, até o momento, 87 pessoas, e no total a Lava Jato firmou mais de 140 acordos de delação.

 

 

Lavagem de dinheiro sujo

e luxuosa vida de Youssef

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O caso do doleiro Alberto Youssef, por exemplo, é emblemático. Ele é um dos principais delatores do esquema de corrupção da Petrobras, e em seu caso a redução de pena foi muito superior aos dois terços previstos em lei. Condenado em vários processos a mais de 121 anos de prisão, conseguiu emplacar em seu acordo uma cláusula que prevê no máximo o cumprimento de três anos em regime fechado. Ele cumpriu dois anos e oito meses de prisão, e migrou para o regime fechado domiciliar, onde permanecerá mais quatro meses. Atualmente mora em um edifício de luxo localizado a cinco quadras do parque do Ibirapuera, em um dos metros quadrados mais caros da capital paulista - com varanda gourmet e equipes de segurança da empresa Haganá rondando o quarteirão. No dia em que a reportagem visitou o local, o doleiro estava se exercitando na academia do prédio, de acordo com funcionários do condomínio."

  

Para além das penas e condições nas quais ela é cumprida, o caso de Youssef tem outra peculiaridade. O contrato firmado por seus advogados com o MPF contém uma cláusula de performance: ele poderá manter 2% de todo o dinheiro que ajudar a recuperar. A quantia pode chegar a até 20 milhões de reais, a metade do patrimônio do doleiro que foi confiscado pela Justiça. Estima-se que ele tenha ajudado a movimentar mais de um bilhão de dólares. Ao jornal O Globo o advogado Antonio Figueiredo Basto, um dos defensores de Youssef, afirmou à época do acordo que “não se trata de privilégio, pelo contrário, tudo foi negociado estritamente dentro da lei”, e que “a delação é premiada, portanto, pressupõe vantagens ao meu cliente”. Soma-se a isso o fato de que, pela letra da lei, Youssef não poderia fazer a delação premiada na Lava Jato: ele já havia feito acordo semelhante em 2003, durante as investigações do escândalo do Banestado, e mentiu em seus depoimentos". 

 

 

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05
Jun18

A primeira sentença e o primeiro preso da Lava Jato o traficante internacional de drogas Rene Luiz Pereira

Talis Andrade

 

 

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O primeiro preso importante da Lava Jato: O traficante de drogas Rene Luiz Pereira, que levou à prisão o doleiro Carlos Habid Chater, que levou à prisão o doleiro Alberto Youssef.

 

Narra a jornalista Lilian Tahan: 

 

Fim de tarde do dia 21 de novembro de 2013. Um caminhão que passa pelo quilômetro 265 da Rodovia Washington Luís, na altura do município de Araraquara (SP), é abordado por policiais militares. Questionado sobre o carregamento, o motorista Ocari Moreira diz que transporta palmitos. Os PMs decidem conferir a história. Nervoso, Moreira muda sua versão e confessa levar uma carga com 698 quilos de cocaína, que saíra de Cuiabá e tinha São Paulo como destino. Acuado, ele ainda revela que um veículo batedor o acompanhava. Fingindo ser o condutor do caminhão, um dos policiais entra em contato com a escolta e consegue prender outros dois envolvidos, um deles o boliviano Ricardo Rodriguez.


Essa bem-sucedida apreensão de drogas se mostrou apenas a camada mais rasa de um mar de ilegalidades. Ela se tornou o ponto de partida para uma série de ações que desaguaram na identificação de um esquema internacional de narcotráfico. Mas não é só isso. A partir daquele flagrante, descobriu-se o personagem-chave que expôs uma máfia instalada no seio da comunidade libanesa de Brasília, (...) o doleiro libanês Carlos Habib Chater, de 45 anos, ainda não teve seu papel devidamente explicado no escândalo que abala a nação desde março do ano passado. Para entender melhor esse protagonismo é necessário voltar no tempo e retomar os acontecimentos daquele 21 de novembro de 2013.

 

Depois da apreensão de quase 700 quilos de cocaína, as investigações policiais alcançaram o traficante Rene Luiz Pereira. Rene morava em um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal. Ele era o dono da carga ilícita. A associação só foi possível porque Rene lamentou por telefone com um comparsa a interceptação da droga. Nessa trama, surge pela primeira vez o nome de Habib Chater. O homem que somava três décadas de operação no câmbio negro em endereços centrais do DF era o responsável por levantar parte do dinheiro que havia viabilizado o carregamento de entorpecentes.

 

Especializado em fazer dólar-cabo, negociação de câmbio que envolve transferências financeiras internacionais sem registro no Banco Central, o proprietário do Posto da Torre, no Setor Hoteleiro Sul, acionou sua rede de parceiros em favor de Rene. O traficante precisava enviar 124 000 dólares ao exterior para comprar a cocaína. É a partir desse networking que Habib Chater, um doleiro do varejo de Brasília, vira isca para a captura de um tubarão do mercado clandestino de moedas no país. Em conversas e mensagens telefônicas interceptadas com autorização judicial, agentes da Justiça descobriram que entre os contatos fortes de Habib Chater — quase todos tratados por codinomes burlescos, como 'Omeprazol', 'Matusalém', 'Black', 'Michelin', 'Salomão' e 'Chavo' — havia um 'Primo'.

'Primo', na verdade, era o apelido do doleiro Alberto Youssef

 

Rene Luiz Pereira continuou atuando no tráfico internacional de drogas. Conta o jornalista Daniel Haidar:

 

Pereira também era investigado na operação Monte Pollino, da Polícia Federal, que desarticulou um esquema de envio de drogas à Europa, armazenadas em contêineres que saíam do Porto de Santos. Os traficantes têm ligações com a máfia calabresa, segundo a PF. Ele recebeu um pagamento pelo envio dos entorpecentes no dia 23 de janeiro de 2014. Nesta data, agentes abordaram o acusado no Hotel Íbis Congonhas (SP), e encontraram 189.000 dólares (cerca de 419.000 reais) escondidos no cofre do quarto onde estava hospedado. Ele alegou que o dinheiro era resultado da venda de imóveis, mas não apresentou comprovantes.

 

O traficante conseguiu responder às acusações em liberdade, quando foi deflagrada a operação Pollino no dia 20 de março de 2014:

 

PF prende dez suspeitos de ligação com a máfia italiana
Operação Monte Pollino apreendeu 1,3 toneladas de cocaína em portos de vários países; a base de operação da quadrilha ficava em Santos (SP)

 

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Contêiner de açúcar carregava malas recheadas de cocaína 

 

 

A investigação foi feita em conjunto com as polícias da Inglaterra, Espanha e Itália - talvez a presença de policiais estrangeiros explique a prisão de Rene -, que detiveram mais duas pessoas na Europa. O grupo é acusado de ter ligações com a máfia calabresa – daí o nome da operação Monte Pollino, situado na região italiana da Calabria.

 

Segundo as investigações, a organização criminosa comprava drogas na América do Sul e as distribuía em vários pontos da Europa. Ao todo, foram apreendidos 1,3 tonelada de cocaína pura – a maior apreensão foi feita num porto de Portugal.

 

Notícia publicada no jornal A Gazeta do Povo de Curitiba: "Saiu nesta segunda-feira (21/outubro/2014) a primeira sentença referente a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investigou a atuação de diversos doleiros no país. Na ação penal que tratava dos crimes de tráfico de drogas e evasão de divisas, o juiz federal Sérgio Moro absolveu o doleiro Alberto Youssef, acusado na ação penal do crime de lavagem de dinheiro, por falta de provas.


Rene Luiz Pereira foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado e multa de R$ 632.574,00 pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. 


"De acordo com a denúncia do MPF, Rene Luiz Pereira, Sleiman Nassim El Kobrossy (foragido), Maria de Fátima Stoker (presa na Espanha), Carlos Habib Chater, André Catão de Miranda e Alberto Youssef faziam parte de uma quadrilha responsável pelo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.


Segundo as investigações, a droga vinha da Bolívia e do Peru através de Rene e Sleiman. Os entorpecentes eram enviados através do Porto de Santos à Europa, onde Maria de Fátima morava (Inglaterra) e negociava o produto com traficantes locais.


O dinheiro, US$ 124 mil no total, foi enviado por Maria ao Brasil com a ajuda de Chater, que realizava as operações de câmbio. Chater também auxiliava Rene e Sleiman nas operações de câmbio para o pagamento dos entorpecentes na Bolívia e Peru.


Caminho do dinheiro

Do total de US$ 124 mil que veio do exterior através de Maria de Fátima, US$ 88 mil foram recebidos em reais por Rene e Habib em contas laranjas. O dinheiro foi usado para pagar fornecedores na Bolívia.


O restante, US$ 36 mil, foi entregue a Rene no escritório de Youssef. Para realizar a operação de dólar desse dinheiro, Chater teria lucrado 1% do valor. [Atente que só aparece o dinheiro enviado do exterior por Maria...]


Pedido do MPF
Em suas alegações finais, o MPF havia pedido as seguintes condenações aos réus: 12 anos e um mês de prisão para Carlos Habib Chater; nove anos e seis meses para André Catão de Miranda; e 28 anos e nove meses para Rene Luiz Pereira. O MPF também pediu a absolvição de Alberto Youssef por falta de provas". 

O juiz Sergio Moro considerou que não havia provas que mostrassem a participação de Youssef de "forma revelante" para o tráfico. "O escritório de lavagem de dinheiro de Youssef teria sido usado apenas como entreposto dos US$ 36 mil dólares", escreveu o juiz Moro na sentença.

 

 Em 16/maio/2017 a imprensa divulga:

 

Renê Luiz Pereira, traficante e doleiro
Julgamento em 1ª instância: 20/10/2014
Sentença: condenado por tráfico de drogas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro
Pena: 14 anos
Julgamento recurso no TRF4: 22/09/2015
Decisão: pena mantida

 

Carlos Habib Chater, doleiro e dono do Posto da Torre (que originou o nome da operação)
Julgamento em 1ª instância: 06/05/2015
Sentença: condenado pelo crime de lavagem de dinheiro
Pena: 4 anos e 9 meses
Julgamento recurso no TRF4: 09/11/2016
Decisão: 4 anos e 4 meses
Julgamento em 1ª instância: 20/10/2014
Sentença: condenado por lavagem de dinheiro
Pena: 5 anos e 6 meses
Julgamento recurso no TRF4: 22/09/2015
Decisão: pena mantida

 

Alberto Youssef, doleiro
Situação: regime aberto com uso de tornozeleira eletrônica
Julgamento em 1ª instância: 05/08/2015
Sentença: condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Pena: 16 anos, 11 meses e 10 dias
Julgamento recurso no TRF4: 23/11/2016
Decisão: pena aumentada para 26 anos e 10 meses
Julgamento em 1ª instância: 22/04/2015
Sentença: condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro
Pena: 9 anos e 2 meses de prisão
Julgamento recurso no TRF4: 23/11/2016
Decisão: a condenação por lavagem de dinheiro foi confirmada e a pena aumentada para 11 anos e 8 meses, mas foi absolvido de uma das acusações de lavagem de dinheiro em relação à compra da Range Rover de Paulo Roberto Costa

 

Nas condenações da Lava Jato ainda não apareceu nenhum condenado por tráfico de diamantes. Não é engraçado? Vide link. 

 

04
Jun18

Lava Jato e a santa proteção para Youssef, Chater, Srour, Kodama, Nasr, Kobrossy, Traboulsi banqueiros dos tráficos de drogas e diamantes

Talis Andrade

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Alberto Youssef, o Rei dos Doleiros, ganhou duas delações premiadas de um único juiz 

 

Existe algum doleiro preso no Brasil?

 

Digo condenado e preso, que não vale o sujeito ser mantido enjaulado, para ficar cantando o repertório ensaiado com algum promotor, para o deleite de algum juiz, e enriquecimento de algum advogado.

 

Quem pagou e assinou a delação premiada é solto na hora. 

 

Relembre como começou a Lava Jato. Veja se alguém pode garantir se existe algum cambista cumprindo alguma sentença...

 

Em 7 de desembro de 2014, no AndradeTalis:   

 

Operação Lava Jato. Dez bilhões de reais desviados. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes

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Interessante! ninguém fala os nomes dos bilionários traficantes de drogas e diamantes. Que a Operação Lava Jato envolve outros doleiros, além de Alberto Youssef, e todos atuando no tráfico de moedas, apesar de velhos conhecidos da Polícia Federal e do juiz Sergio Moro. Porque foram presos na Operação Banestado.

 

O esquema da Operação Lava Jato é o mesmo da Operação Banestado, assim como o Mensalão do PT foi a continuação do Mensalão Mineiro do PSDB.

 

Parece que prevaleceu o interesse de apenas vazar informações eleitoreiras, para beneficiar a campanha presidencial de Aécio Neves-Aloysio Nunes, criar uma opinião favorável ao impeachmente de Dilma Rousseff e aceitação popular do golpe que empossou Michel Temer na presidência do Brasil. 

 

Um duro golpe no establishment empresarial, político (e possivelmente bancário) do Brasil

 

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 Carlos Chater foi preso no posto da Torre, em Brasília...

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posto da torre, no qual Chater operava.jpeg

 

... onde funcionava sua rendosa casa de câmbio que deu nome a Lava Jato 

 

por Pedro Cifuentes/ El País/ Madri

Na sede regional da Polícia Federal em Curitiba, onde trabalham os agentes que deram início à Operação Lava Jato, o ambiente é de prudente satisfação. “Jamais imaginamos um caso tão grande… Nem em sonho”, admite Marcio Adriano Anselmo, o delegado que iniciou a maior investigação por corrupção na história brasileira. Anselmo tampouco imaginaria que uma modesta investigação contra três especialistas em lavagem de dinheiro, em Brasília e São Paulo, acabaria por conduzi-lo a Londrina (sua cidade natal, a 400 quilômetros de Curitiba), feudo do contrabandista Alberto Youssef, um velho conhecido da PF, cujas confissões acabariam detonando um escândalo de ressonância mundial.

 

Há 16 meses, em julho de 2013, Anselmo havia voltado seu foco para cl, um doleiro que havia anos operava em Brasília. Chater havia sido recentemente vinculado a um polêmico ex-deputado de Londrina, José Janene (PP-PR), morto em 2010. Mantinha uma rede de lavagem de dinheiro criada por seu pai (preso, como ele, há dois meses), e a PF sabia que fazia contatos em São Paulo com outro doleiro, Raúl Henrique Srour, que havia sido condenado em 2005 na chamada Operação Banestado, mas já terminara de cumprir pena. A partir de agosto, quando a Justiça autorizou escutas telefônicas, descobriu-se também que Chater trocava continuamente mensagens telefônicas sobre suas atividades com um desconhecido. “Era uma operação de pequena para média”, diz Anselmo. “Não tínhamos nem ideia do que iríamos encontrar.”

 

A equipe de Anselmo era formada por mais dois agentes. A investigação prosseguiu de forma discreta durante várias semanas. Depois de analisar milhares de operações bancárias, os três policiais vislumbraram um esquema com empresas fantasmas e transferências injustificadas. Avançaram lentamente, até que no começo de outubro o caso teve seu primeiro ponto de inflexão: a pessoa que tantas mensagens trocava com Charter via smartphone era Alberto Youssef, o mesmo especialista em lavagem de dinheiro que, num acordo de colaboração em 2004, havia se livrado de uma pena muito mais longa na Operação Banestado – por coincidência, o primeiro caso financeiro importante julgado pelo jovem juiz Sergio Moro, da 13ª. Vara Criminal Federal de Curitiba.

 

“Não podíamos acreditar que fosse Youssef”, conta Anselmo. “Foi um momento inesquecível.” Além de levar o caso para Curitiba, a descoberta significava que o doleiro e contrabandista havia violado seu acordo de delação premiada; estava novamente na ativa. Continuaria em operação o esquema supostamente desbaratado anos antes? A palavra Petrobras, até então, não aparecia nem remotamente no caso. Mas o reaparecimento de Youssef aproximava os policiais de outro foco importante da investigação: a escorregadia figura de Nelma Kodama, “a Dama do Mercado”, influente doleira paulista que, além do mais, era amante de Youssef. Kodama havia se safado do caso Banestado porque “foi a única pessoa a quem Youssef não delatou”, segundo os policiais, “seja por amor ou para que continuasse o negócio”. “Ela sempre havia movimentado grandes quantias de dinheiro, somas muito elevadas vinculadas a grandes comerciantes do setor de importação e exportação. Mas até aquele momento havia conseguido se livrar. […] Era uma pessoa muito complicada, considerava-se inalcançável, mostrava muita confiança em si mesma.”

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Nelma Kodama, a "Dama do Mercado", doleira amante de Youssef 

 

“Continuávamos sendo uma equipe muito pequena, mas mesmo assim continuamos puxando o fio”, recorda outro agente. Mas faltavam as provas… “Era possível que se tornasse um caso maior do que o esperado, mas nem isso.” A palavra ‘Petrobras’ só apareceu pela primeira vez nos autos da Operação Lava-Jato em janeiro deste ano. Foi, como tantas vezes, por um descuido: especificamente um presente. Os agentes comprovaram que Youssef acabava de comprar um carro de luxo (300.000 reais) em nome de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da empresa petroleira de capital misto. “Achamos isso muito estranho”, afirma um agente. “O salário de um diretor da Petrobras pode superar os 100.000 reais (40.000 dólares) mensais.” Com um meio-sorriso, Anselmo relembra que “foi aí que a temperatura começou a subir de verdade”. Os policiais se lembraram de que o falecido ex-deputado Janene, sócio de Chater, havia sido o responsável por colocar Paulo Roberto Costa à frente da Diretoria de Abastecimento da empresa, em 2004. E ampliaram o campo de atuação: “Começamos a investigar outras pessoas e, pela primeira vez, compreendemos que podia se tratar de um caso histórico”.

 

O carro dado por Youssef a Costa era justificado como sendo o pagamento por supostos “serviços de consultoria”. Havia milhares de notas fiscais por “serviços de consultoria”. Poucas semanas depois, veio à tona uma gigantesca máquina de lavagem de dinheiro. Os suspeitos transferiam somas elevadas ao estrangeiro, usando uma rede com mais de cem empresas de fachada e centenas de contas bancárias que remetiam milhões de dólares para a China e Hong Kong. As companhias, pura cosmética financeira, simulavam importações e exportações com o único propósito de receber e mandar dinheiro, sem comércio algum de produtos ou serviços reais.

 

As autoridades judiciais calculam que a quantia desviada chega a 10 bilhões de reais. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes e do desvio de recursos públicos (nesse caso, como seria posteriormente revelado, em obras encomendadas pela Petrobras a grandes empreiteiras, com orçamentos de bilhões de reais, dos quais eram sistematicamente desviados pelo menos 3% em subornos). Posteriormente, e independentemente da origem do dinheiro lavado, os valores eram reintroduzidos no sistema mediante negócios de postos de gasolina, lavanderias e hotéis.

 

[Atentem: "O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes..." Pois é, até hoje, a Lava Jato não apresentou nenhum nome de traficante de drogas, nenhum nome de traficante de diamantes, investigado ou preso ou foragido]

 

O chamado Petrolão veio a público em 17 de março, quando a Polícia Federal deteve 24 pessoas (entre eles os doleiros mencionados nesta reportagem) por evasão de divisas em seis Estados. A imprensa brasileira ainda não citava o nome da Petrobras no noticiário. Ele só apareceria três dias depois, quando Paulo Roberto Costa foi detido, após a comprovação de que estava destruindo documentos relativos à sua longa relação com Youssef. Ambos chegaram a um acordo de colaboração com a Justiça e se tornaram delatores em troca de uma redução da pena. “Aí é que o caso explodiu”, admite Anselmo. Os três policiais passaram a ser quinze (cinco delegados e dez agentes). A investigação ganhou proporções gigantescas, com suspeitas crescentes sobre a implicação de altos executivos de empresas e políticos que eram citados nos depoimentos dos arrependidos.

 

Youssef, Costa e um diretor da empresa de engenharia Toyo-Setal, Julio Camargo, revelaram a existência de um clube de 13 empreiteiras que dividiam entre si os contratos com a Petrobras. As revelações indicavam que parte do dinheiro pago em subornos durante 10 ou 15 anos se destinava aos cofres de vários partidos políticos. Um duro golpe no establishment empresarial, político (e possivelmente bancário) do Brasil: as construtoras investigadas são responsáveis por oito das dez maiores obras do país. 

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Kátia Chater, foto de Roberto Castro

 

P.S. deste correspondente: A quadrilha de Carlos Habid Chater (na chamada Operação Perfídia, que mudou o nome para Lava Jato), tem duas mulheres no comando: Cláudia e Kátia Chater: A organização criminosa que atuava em cinco países com lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e evasão de divisas, coordenada por uma advogada de Brasília, Cláudia, e chefiada por Kátia, que assumiu o lugar do irmão, enquanto esteve temporiaramente preso. Veja que as quadrilhas de Chater e Youssef são familiares.

 

Leia reportagem de Lilian Tahan

Pouco conhecido do público, o doleiro Carlos Habib Chater é personagem chave para entender as origens da Operação Lava-Jato e a força do câmbio negro em Brasília

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Sujo e mal lavado

 

por Lilian Tahan

 

Fim de tarde do dia 21 de novembro de 2013. Um caminhão que passa pelo quilômetro 265 da Rodovia Washington Luís, na altura do município de Araraquara (SP), é abordado por policiais militares. Questionado sobre o carregamento, o motorista Ocari Moreira diz que transporta palmitos. Os PMs decidem conferir a história. Nervoso, Moreira muda sua versão e confessa levar uma carga com 698 quilos de cocaína, que saíra de Cuiabá e tinha São Paulo como destino. Acuado, ele ainda revela que um veículo batedor o acompanhava. Fingindo ser o condutor do caminhão, um dos policiais entra em contato com a escolta e consegue prender outros dois envolvidos, um deles o boliviano Ricardo Rodriguez.

 

Essa bem-sucedida apreensão de drogas se mostrou apenas a camada mais rasa de um mar de ilegalidades. Ela se tornou o ponto de partida para uma série de ações que desaguaram na identificação de um esquema internacional de narcotráfico. Mas não é só isso. A partir daquele flagrante, descobriu-se o personagem-chave que expôs uma máfia instalada no seio da comunidade libanesa de Brasília, chegou ao doleiro Alberto Youssef — o principal delator do maior episódio de corrupção do país — e inspirou o nome da Operação Lava-Jato. Preso no Paraná por sua ligação com o tráfico de drogas e prestes a ter a condenação ampliada por liderar crimes contra o sistema financeiro, o doleiro libanês Carlos Habib Chater, de 45 anos, ainda não teve seu papel devidamente explicado no escândalo que abala a nação desde março do ano passado. Para entender melhor esse protagonismo é necessário voltar no tempo e retomar os acontecimentos daquele 21 de novembro de 2013.

 

Depois da apreensão de quase 700 quilos de cocaína, as investigações policiais alcançaram o traficante Rene Luiz Pereira. Até ser preso, no Paraná, Rene morava em um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal. Ele era o dono da carga ilícita. A associação só foi possível porque Rene lamentou por telefone com um comparsa a interceptação da droga. Nessa trama, surge pela primeira vez o nome de Habib Chater. homem que somava três décadas de operação no câmbio negro em endereços centrais do DF era o responsável por levantar parte do dinheiro que havia viabilizado o carregamento de entorpecentes.

 

Batizada de Bidone, referência ao filme Il Bidone, de Federico Fellini — cuja tradução no Brasil é A Trapaça —, a operação do Ministério Público, em parceria com a Polícia Federal, desarticulou uma organização criminosa dedicada à distribuição de cocaína produzida na Bolívia e no Peru. Concentrados em elucidar a atividade dos traficantes, os investigadores chegaram aos detalhes da participação de Habib Chater. Especializado em fazer dólar-cabo, negociação de câmbio que envolve transferências financeiras internacionais sem registro no Banco Central, o proprietário do Posto da Torre, no Setor Hoteleiro Sul, acionou sua rede de parceiros em favor de Rene. O traficante precisava enviar 124 000 dólares ao exterior para comprar a cocaína. É a partir desse networking que Habib Chater, um doleiro do varejo de Brasília, vira isca para a captura de um tubarão do mercado clandestino de moedas no país. Em conversas e mensagens telefônicas interceptadas com autorização judicial, agentes da Justiça descobriram que entre os contatos fortes de Habib Chater — quase todos tratados por codinomes burlescos, como “Omeprazol”, “Matusalém”, “Black”, “Michelin”, “Salomão” e “Chavo” — havia um “Primo”.

 

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 Doleiros de Brasília

 

Primo, na verdade, era o apelido do doleiro Alberto Youssef, o elemento que contribuiu para aumentar as implicações políticas do petrolão. Foi no escritório dele, em São Paulo, que se deu parte da operação financeira com os traficantes. A pedido de Rene, Habib Chater — o “Zezé” nas conversas telefônicas — tratou com Salomão (Sleiman Nassin El Kobrossy, outro operador dentro da comunidade libanesa de Brasília) que uma parcela do dinheiro (36 000 dólares) seria entregue no 2º andar do imóvel de número 778 na Rua Dr. Renato Paes de Barros. Nas desprevenidas conversas entre os doleiros, esse nobre endereço na capital paulista, situado no bairro do Itaim Bibi, foi apontado como sede de uma empresa de Youssef. A partir do episódio, ele passou a ser monitorado e se tornou alvo da Operação Lava-Jato, uma referência ao Posto da Torre, de Habib Chater. Embora o local não abrigue um lava-jato de carros, é sede de uma das sete lavanderias (de roupas) vinculadas a laranjas do doleiro.

 

Um divisor de águas, contudo, jogou Habib Chater do centro para a margem das investigações. Leia mais

 

 

 

 

04
Jun18

PROVAS CONTRA MORO: DOLEIROS DENUNCIAM ESQUEMA DE VENDA DE PROTEÇÃO NA LAVA JATO

Talis Andrade

 

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 Youssef, o doleiro de estimação de Moro, desde os tempos do BanEstado. PAIXÃO


por Fábio St Rios

 

Recentemente, a operação da Polícia Federal chamada “Câmbio, desligo”, prendeu diversos doleiros num esquema que envolve diversos países, e inúmeras maneiras de enviar e trazer remessas de dinheiro ilegal, tanto do Brasil, quanto de qualquer país, em direção a paraísos fiscais. O que causou estranheza e espanto a muitos, foi o pedido da defesa dos doleiros: Queriam ser julgados pela vara do juiz Sérgio Moro.

 

Ora, dizem que todos têm medo do juiz 'moralista' da República de Curitiba, por que os doleiros não? Esta uma pergunta que começa a ser respondida, com a tentativa de formalizar um acordo de delação premiada. Segundo os doleiros, o advogado lavajateiro, que vem fazendo fortuna com a operação, sendo considerado o maior especialista em delação, teria extorquido o grupo. Que pagava propina por proteção na Lava Jato. Esse fato começa a fazer sentido. Explica o pedido de encaminharem os casos ao juiz Sérgio Moro.

 

A acusação dos doleiros vai certeira sobre o Moro, já que ele seria o principal agente protetor, envolvendo, inclusive, o procurador DD, do depoimento do doleiro e advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran, que muitos afirmam ser outro 'moralista', Deltan Dallagnol.

 

Os doleiros Vinícius Claret, o “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, acusados de integrar o esquema comandado pelo “doleiro dos doleiros” Dario Messer, disseram ao MPF do Rio de Janeiro que Bastos cobrava US$ 50 mil mensais a título de taxa de proteção, para garanti-los perante “o Ministério Público Federal e a Polícia Federal” de Curitiba.

 

Enrico passou a dizer que o escritório deveria pagar US$ 50 mil por mês para fornecer uma proteção a Dario e às pessoas ligadas ao câmbio. Que essa proteção seria dada pelo advogado Figueiredo Basto e outro advogado que trabalhava com ele”, diz trecho da delação feita por Souza aos procuradores Eduardo Ribeiro Gomes El Hage e Rodrigo Timoteo da Costa e Silva, da Procuradoria da República no Rio”. Diz a matéria feita pelo Estadão.

 

Outros doleiros também pagavam a referida taxa.

 

 

Segundo as delações, Enrico não dava detalhes da “proteção” e integrantes do esquema chegaram a se desligar da operação por desconfiar da cobrança. “Os pagamentos foram feitos de 2005/2006 até 2013. O colaborador não recebia qualquer tipo de informação verossímil de Enrico. A exigência de tais pagamentos fez com que Najun Turner (doleiro) se desentendesse com Dario e Enrico, pois o mesmo se recusava a pagar”, diz outro trecho da delação de Claret.

 

Com os dois casos cruzados, o pedido dos doleiros passa a fazer sentido. Ninguém pediria para ser julgado por um juiz extremamente punitivista e vaidoso, a menos que tivesse um grande trunfo contra ele. O doleiros, provavelmente, deram apenas uma amostra do estrago que podem fazer à Lava Jato e ao juiz herói dos idiotas.

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P.S. deste correspondente:

 

Outro doleiro que pediu para ser julgado por Sergio Moro foi Alberto Youssef, preso no Maranhão, dia 17 de março de 2014. Noticiou O Globo no mesmo dia da prisão:

 

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (17), em um hotel no bairro da Ponta d'Areia, em São Luís, o doleiro Alberto Youssef, suspeito de fazer parte de uma organização criminosa que usava empresas de fachada para movimentar dinheiro que entrava no Brasil de forma irregular.

 

         Segundo a polícia, a quadrilha chegou a movimentar R$ 10 bilhões, dinheiro de tráfico internacional de            

         drogas, mercado ilegal de câmbio, desvio de recursos públicos e contrabando de pedras preciosas. O

         doleiro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, que comandou as investigações".

 

Que fique patenteado que a Lava Jato foi criada para investigar os bilionário tráficos de drogas e de diamantes.

Investigações que pararam não se sabe porquê. E mais: Alberto Youssef, que passou apenas dois anos e oito meses preso, foi condenado por corrupção passiva na ação penal dos desvios da Petrobras. E como fica o tráfico de drogas? Também fica impune o Youssef do tráfico de diamantes? Repetindo: "A quadrilha chegou a movimentar dez bilhões de reais, dinheiro do tráfico internacional de drogas e contrabando de pedras preciosas". Por que Youssef está livre, leve e solto, vivendo no luxo e na luxúria? Com Youssef, ficaram em liberdade, e intocáveis, sua esposa, sua amante Nelma Kodama, a Dama do Mercado, sua filha mais velha, todas doleiras de profissão. E muito mais, o "primo", também libanês, Carlos Habid Chater.

 

Chater está solto. Chater comanda todos os cambistas, casas de jogos, diferentes tráficos, notadamente de moedas, de drogas, de diamantes, todos os rendosos negócios da noite de Brasília, e Moro libertou o chefe dos chefes, já que existem o rei dos doleiros Alberto Youssef, e o doleiro dos doleiros Dario Messer.

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 A amante de Youssef, Taciana Camargo, foi capa da revista Veja

 

 

15
Mai18

O me engana que eu gosto do juiz Moro e do general Braga

Talis Andrade

Onde residem os ladrões do Brasil?

 

Sergio Moro, um juiz que imita Fernando Color na caça aos marajás, armado com a espada cega da justiça, procura os bruxos no Partido dos Trabalhadores, precisamente no Instituto Lula. Parece o general interventor de Temer, que faz o mesmo intinerário da polícia militar, a buscar os chefes do tráfico de drogas nas favelas dos miseráveis na ex-Cidade Maravilhosa, Capital do Samba, que virou Rock Rio. Quando a droga é transportada no helicoca do senador Perrella e morcegos negros da frota do assassinado PC Farias, que tem Alberto Youssef como sucessor.

 

O general do Exército Walter Souza Braga Netto, que lidera tropas em um regime capitalista, esquece o poder do dinheiro transportado pelos doleiros. Jamais quis ouvir Youssef. Assim como Moro jamais ameaçou os mil vezes milionários políticos do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira.

 

Que palhaçada! Como é possível prender um chefe do tráfico sem ouvir um doleiro? Para realizar a intervenção militar, o general Braga solicitou 4,1 bilhões de reais, o preço de duas hidroelétricas vendidas por Temer, um bilhão a mais do valor que FHC entregou a Vale aos piratas internacionais. 

 

Onde está o dinheiro? Onde residem os bandidos do assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, dos leilões quermesses da Vale do Rio Doce, do Pré-Sal, das hidroelétricas, das estatais de energia, de telefone, de água, de gás, dos tráficos de moedas, de minérios, de ouro, de diamantes, de nióbio, de plantas medicinais, de madeira nobre, de drogas, de armas, de pessoas ...? 

 

Procurem nos endereços dos bilionários, nas ruas mais caras do mundo, nos resorts de luxo, nos paraísos fiscais. Esta semana a imprensa estrangeira revelou que em Fisher Island, a ilha encantada das grandes fortunas dos EUA, dez por cento dos moradores são brasileiros.

 

Fisher Island – Um oásis de primeira classe

 

Por Sandra Prieto

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Fisher Island é uma ilha que se localiza no extremo sul de Miami Beach, logo ao norte do Porto de Miami, e de acesso restrito a moradores, convidados e hóspedes. Nenhuma estrada ou ponte conecta a ilha ao resto da cidade, a única maneira de chegar à Fisher Island é por balsa ou barco. O passeio é tão bonito quanto o lugar. André Agassi, Oprah Winfrey e Julia Roberts estão entre as celebridades que tem casa na ilha.

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A ilha foi criada em 1905 por um projeto de dragagem e recuperação da orla de Miami Beach. A construção de Fisher Island começou em 1919, quando Carl G. Fisher, um construtor, comprou a propriedade.

Depois de anos de batalhas judiciais e mudanças de proprietários, o desenvolvimento da ilha foi finalmente iniciado na década de 1980, trazendo uma arquitetura inspirada nos casarões originais de estilo espanhol. Embora não seja mais uma ilha de uma única família, Fisher Island ainda permanece algo inacessível...

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... tão exclusivo quanto foi nos dias iniciais de sua existência, fornecendo um refúgio de muita tranquilidade. A ilha contém mansões, um hotel resort, vários edifícios residenciais, um observatório e uma marina privada.

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15
Abr18

A máfia de PC Farias e a conexão do Paraná com Wolff e Martinez

Talis Andrade

O dinheiro de PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor, chefe do tráfico de drogas (vide livros de Geneton de Moraes Neto, Lucas Figueiredo), também floresceu nos laranjais do Paraná com os capos Luiz Fernando Wolff Carvalho, José Carlos Martinez, e passou pelo Banco do Estado do Paraná - BanEstado.  O curioso é que a Operação Lava Jato foi criada para investigar o tráfico de drogas e de diamantes. O juiz Sérgio Moro e delegados da Polícia Federal, estranhamente, como sempre sem dar qualquer explicação, mudaram o roteiro, e os traficantes continuam em liberdade, ou melhor são como as bruxas. A lava jato não acredita em bruxas, mas que elas existem, existem. Por golpes de sorte, são pegas. Como aconteceu com o helicoca do senador José Perrella. Mas o general interventor de Temer prefere pegar traficantes de cocaína nas mil e cem favelas do Rio de Janeiro, quando residem em condomínios fechados e do mais alto luxo.

 

O livro "Morcegos Negros" narra o sumiço da fortuna de PC Farias, o esquema de achaques e negociatas, a impunidade que protege até hoje corruptos e corruptores envolvidos no caso, os “filhotes” de PC Farias e os novos esquemas de corrupção em Brasília e como os mandantes da morte de PC e Suzana conseguiram escapar ilesos da Justiça…

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Escreve Márcio C. Coimbra: "Lucas Figueiredo desvenda, desmistifica e esclarece muitos fatos ocorridos com PC Farias. O relato vai desde sua fuga do Brasil em 1993 e sua captura na Tailândia, passando por uma interessante abordagem acerca das várias equipes que tentaram desvendar sua morte e deságua no principal: a conexão de Paulo César Farias em um grande esquema de lavagem de dinheiro.

 

Este esquema, muito provavelmente, era o mesmo usado pelos grandes cartéis de droga para a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes.

 

Qual a rota seguida pelo dinheiro de PC e onde ele se encontra hoje?" Ou melhor, quem sucedeu PC Farias? Moro nem aí. 

 

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Luiz Fernando Wolff Carvalho é parente da esposa de Sergio Moro, Rosângela Wolff,  e aparece no noticiário ora como primo-irmão, ora como tio. 

 

Veja lista de processos ligados a Wolff, presidente da empresa Triunfo, e sua ligação com PC Farias, inclusive na cobrança de pedágios.

 

Transcrevo das notícias do Superior Tribunal Federal - STF: 

 

O deputado paranaense José Carlos Martinez (PTB/PR), seu sócio e irmão, Flávio de Castro Martinez, e o empresário, Luiz Fernando Wolff de Carvalho, foram interrogados hoje (4/11) pelo Ministro Ilmar Galvão, relator da Ação Penal 331.

 

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Ministro Ilmar Galvão interroga Martinez que recebeu um "empréstimo de mais de 4 bilhões de PC Farias 

 

Na Ação Penal, o parlamentar é acusado pelo Ministério Público Federal por crime de sonegação fiscal, evasão de divisas, falso testemunho e falsidade ideológica. O deputado, junto com seu irmão, é sócio e proprietário de uma empresa de comunicação, detentora de vários canais de televisão e rádio.



Martinez negou as acusações apresentadas pelo MP. A principal é a de que o parlamentar sonegou informações à Receita Federal, na declaração de Imposto de Renda de 1991 a 1993, quando omitiu valores de um empréstimo pedido ao tesoureiro da campanha de Fernando Collor à presidência da República, Paulo César Farias - morto em 1996 - para a compra da TV Corcovado, do Rio de Janeiro.



O parlamentar confirmou a existência do empréstimo feito em 1991, no valor de 4 bilhões e oitocentos e noventa e sete cruzeiros, porém negou a acusação de que a origem do dinheiro fornecido por PC Farias fosse desconhecida da Receita Federal.



Ao ser questionado sobre a razão pela qual PC Farias não confirmara o empréstimo, Martinez afirmou desconhecer o fato. Afirmou, ainda, que, ao fazer a declaração à Receita em 1992, procurou o tesoureiro de campanha de Collor para informá-lo, mas que o mesmo o ignorara.



Martinez também foi acusado de remessa ilegal de dinheiro ao exterior, manutenção de contas correntes não declaradas fora do país e omissão à Receita Federal de empréstimo canalizado para compra da Rádio Eldorado, no Paraná.

O empresário Luiz Fernando Wolff de Carvalho, que também responde à Ação Penal, é o proprietário da Construtora Triunfo, participante das transações de Carlos Martinez, objeto da fiscalização da Receita Federal.




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