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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Abr18

A máfia de PC Farias e a conexão do Paraná com Wolff e Martinez

Talis Andrade

O dinheiro de PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor, chefe do tráfico de drogas (vide livros de Geneton de Moraes Neto, Lucas Figueiredo), também floresceu nos laranjais do Paraná com os capos Luiz Fernando Wolff Carvalho, José Carlos Martinez, e passou pelo Banco do Estado do Paraná - BanEstado.  O curioso é que a Operação Lava Jato foi criada para investigar o tráfico de drogas e de diamantes. O juiz Sérgio Moro e delegados da Polícia Federal, estranhamente, como sempre sem dar qualquer explicação, mudaram o roteiro, e os traficantes continuam em liberdade, ou melhor são como as bruxas. A lava jato não acredita em bruxas, mas que elas existem, existem. Por golpes de sorte, são pegas. Como aconteceu com o helicoca do senador José Perrella. Mas o general interventor de Temer prefere pegar traficantes de cocaína nas mil e cem favelas do Rio de Janeiro, quando residem em condomínios fechados e do mais alto luxo.

 

O livro "Morcegos Negros" narra o sumiço da fortuna de PC Farias, o esquema de achaques e negociatas, a impunidade que protege até hoje corruptos e corruptores envolvidos no caso, os “filhotes” de PC Farias e os novos esquemas de corrupção em Brasília e como os mandantes da morte de PC e Suzana conseguiram escapar ilesos da Justiça…

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Escreve Márcio C. Coimbra: "Lucas Figueiredo desvenda, desmistifica e esclarece muitos fatos ocorridos com PC Farias. O relato vai desde sua fuga do Brasil em 1993 e sua captura na Tailândia, passando por uma interessante abordagem acerca das várias equipes que tentaram desvendar sua morte e deságua no principal: a conexão de Paulo César Farias em um grande esquema de lavagem de dinheiro.

 

Este esquema, muito provavelmente, era o mesmo usado pelos grandes cartéis de droga para a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes.

 

Qual a rota seguida pelo dinheiro de PC e onde ele se encontra hoje?" Ou melhor, quem sucedeu PC Farias? Moro nem aí. 

 

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Luiz Fernando Wolff Carvalho é parente da esposa de Sergio Moro, Rosângela Wolff,  e aparece no noticiário ora como primo-irmão, ora como tio. 

 

Veja lista de processos ligados a Wolff, presidente da empresa Triunfo, e sua ligação com PC Farias, inclusive na cobrança de pedágios.

 

Transcrevo das notícias do Superior Tribunal Federal - STF: 

 

O deputado paranaense José Carlos Martinez (PTB/PR), seu sócio e irmão, Flávio de Castro Martinez, e o empresário, Luiz Fernando Wolff de Carvalho, foram interrogados hoje (4/11) pelo Ministro Ilmar Galvão, relator da Ação Penal 331.

 

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Ministro Ilmar Galvão interroga Martinez que recebeu um "empréstimo de mais de 4 bilhões de PC Farias 

 

Na Ação Penal, o parlamentar é acusado pelo Ministério Público Federal por crime de sonegação fiscal, evasão de divisas, falso testemunho e falsidade ideológica. O deputado, junto com seu irmão, é sócio e proprietário de uma empresa de comunicação, detentora de vários canais de televisão e rádio.



Martinez negou as acusações apresentadas pelo MP. A principal é a de que o parlamentar sonegou informações à Receita Federal, na declaração de Imposto de Renda de 1991 a 1993, quando omitiu valores de um empréstimo pedido ao tesoureiro da campanha de Fernando Collor à presidência da República, Paulo César Farias - morto em 1996 - para a compra da TV Corcovado, do Rio de Janeiro.



O parlamentar confirmou a existência do empréstimo feito em 1991, no valor de 4 bilhões e oitocentos e noventa e sete cruzeiros, porém negou a acusação de que a origem do dinheiro fornecido por PC Farias fosse desconhecida da Receita Federal.



Ao ser questionado sobre a razão pela qual PC Farias não confirmara o empréstimo, Martinez afirmou desconhecer o fato. Afirmou, ainda, que, ao fazer a declaração à Receita em 1992, procurou o tesoureiro de campanha de Collor para informá-lo, mas que o mesmo o ignorara.



Martinez também foi acusado de remessa ilegal de dinheiro ao exterior, manutenção de contas correntes não declaradas fora do país e omissão à Receita Federal de empréstimo canalizado para compra da Rádio Eldorado, no Paraná.

O empresário Luiz Fernando Wolff de Carvalho, que também responde à Ação Penal, é o proprietário da Construtora Triunfo, participante das transações de Carlos Martinez, objeto da fiscalização da Receita Federal.




28
Mar18

Por que a Lava Jato desistiu de investigar o bilionário tráfico de diamantes para perseguir Lula?

Talis Andrade

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 Paixão retrata Youssef, o doleiro dos traficantes de diamantes e de moedas, que pegou mais de cem anos de cadeia e foi perdoado pelo Moro desde o assalto ao BanEstado

 

A CPI do BanEstado investigou o tráfico de diamantes. O juiz Sergio Moro e a Polícia Federal também não pegaram nenhum traficante.

 

Bannho de sangue. O tráfico de diamantes no Brasil resulta em mortes. Em várias chacinas escondidas e impunes. 

 

A exploração de diamantes em Rondônia, em 2004, provocou o massacre de 29 garimpeiros. 

 

O holocausto indígena não consta de nenhuma contagem. 

 

Pouca gente sabe: o Brasil possui as maiores jazidas de diamantes do mundo. Leia aqui , na Folha de S. Paulo, sobre o garimpo liegal. 

 

Perguntou a revista Época: Por que o Brasil deixa a maior jazida de diamantes do país, na terra dos índios cintas-largas, entregue aos contrabandistas? Leia aqui

 

Somente em Laje, pesquisas geológicas indicam a presença de 15 formações rochosas vulcânicas de onde saem os diamantes, chamadas kimberlitos. Isso seria três vezes mais que as principais jazidas da África do Sul e Botsuana, os maiores produtores mundiais de diamantes. Mas todo esse potencial nacional está desperdiçado. Estima-se que o garimpo desordenado e ilegal consiga tirar cerca de R$ 100 milhões por ano de Laje. Se fosse uma mineração com recursos industriais, seria possível extrair rochas mais profundas e retirar até R$ 3 bilhões por ano.

 

A Operação Lava Jato, inicialmente, foi criada para investigar o tráfico de drogas e diamantes. Foi. Sergio Moro - delegado de polícia, promotor público, procurador dos acionistas estadunidenses da Petrobras, oficial de justiça - esqueceu os traficantes de moedas, de ouro, de diamantes, de drogas, para uma partidária fixação em pegar Lula.

 

Para tanto saiu distribuindo centenas de delações premiadas que, investigadas, provariam que a justi$$a de Moro é corrupta.

 

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 O tráfico patrocina a vida livre de luxo e luxúria de Youssef

 

Quem me acompanha sabe que, no inicio, fui favorável a Lava Jato, mas percebi a farsa. Uma operação iniciada para investigar o tráfico de drogas e diamantes não pode mudar de rumo.

 

Se o Moro queria pegar, exclusivamente, o Lula, criasse uma segunda operação. Ele é o deus da justiça, o único juiz, os outros não são de nada, pela propaganda da imprensa. O todo poderoso ficou na fixação em Lula. Gastou tempo e muito dinheiro. Bote dinheiro nisso. O que conseguiu foi dividir o Brasil. A investigação não convence. A justiça humana não é uma questão de fé. De crença. A justiça é baseada em fatos reais, comprováveis.

 

É uma polícia de fritar bolinhos. Não é ficção. Relembre a palhaçada: Madrugada da sexta-feira 10, em Belo Horizonte. O dia ainda não clareou, mas 255 policiais federais e 50 agentes da Receita estão prestes a prender uma quadrilha de perigosos e milionários contrabandistas de diamantes. O maior deles é Hassan Ahmad, responsável por vendas ilegais para o Exterior de US$ 1 bilhão em pedras preciosas brasileiras.

 

Fortemente armados, 30 agentes se dividem. Enquanto um grupo fecha todas as entradas do Agmar Glass Tower, luxuoso prédio comercial situado no local de metro quadrado mais caro da capital mineira, outro pelotão, pelas escadas, chega ao bunker de Ahmad no 15º andar. No mesmo momento, mais 20 investigadores monitoram o Hotel Liberty, o cinco-estrelas onde mora o contrabandista. O cerco está fechado. Hora de pôr as mãos em Ahmad. Os policiais invadem as salas 1501 e 1502 de seu escritório de 134 metros quadrados e deparam com um sistema de segurança, tipo caixa-forte, com três portas de aço controladas eletronicamente. A certeza de que algo não estava no roteiro surge quando a tropa não encontra obstáculos ou sinais de resistência. As portas de segurança do bunker estão escancaradas. A quadrilha dava pistas de que sabia da operação ao deixar as chaves de dois cofres em cima da mesa, sem ativação dos segredos. Não havia dinheiro, nem diamantes, nem sombra de Ahmad. Atônitos, os agentes pegam o telefone e comunicam ao delegado-chefe da operação: “Doutor, o xeque fugiu.”

 

Este foi o segundo drible de Ahmad na polícia em menos de 48 horas. Leia mais aqui

 

Por que a Operação Lava Jato esconde o tráfico de diamantes?

 

Veja a desculpa fajuta do delegado Marcio Adriano Anselmo, o herói do Padilha, que criou uma série de filmes como mecanismo para eleger este ano um presidente que proteja o tráfico de diamantes e outros.  

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23
Nov17

A independência do Brasil depende da Amazônia

Talis Andrade

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Pesquisadores descobriram um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilômetros de profundidade, seu volume poderia preencher três vezes os oceanos que conhecemos.

O principal autor do estudo, Graham Pearson, membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona”.

Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.

Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desbancando a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.

Essa descoberta só faz aumentar a cobiça pela Amazônia. 

A importante descoberta foi realizada por pesquisadores canadenses, que se basearam em um diamante encontrado numa rocha, em 2008, em uma área conhecida como Juína, no estado do Mato Grosso, Brasil. Leia mais.  Entenda porque os quinta-colunas pretendem vender a Amazônia. Um plano de conquista que inclue a Venezuela.

A Amazônia com suas florestas, que estão sendo fatiadas em imensos latifúndios da lavoura de exportação, é o verde da Bandeira do Brasil.

A Amazônia com os maiores aquíferos do planeta, e rios e mais rios e o Rio Amazonas, o Mar Doce, é o azul da Bandeira do Brasil. O entreguista do Temer já anunciou a venda de aquíferos, uma riqueza que não tem preço. Basta um aquífero para abastecer as populações de todos os países durante mais de um século.

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Rio Negro acima de Manaus

 

O entreguismo começou com a venda da Vale do Rio Doce. Leiloada a preço de banana por Fernando Henrique.

As maiores jazidas de ouro da Venezuela estão na Amazônia. No Brasil a imprensa vendida diz que não existe mais ouro. Nem diamantes.

Na Amazônia, a maior jazida de nióbio, um minério mais precioso que o ouro, e que só existe no Brasil.

A Amazônia é rica em tudo. Até a água do rio Amazonas é levada pelo tráfico.

 

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Rio Amazonas 

 

O governo golpista em todos os sentidos do termo, o governo golpista de Temer também anunciou a venda das hidroelétricas. Quem possuir as hidroelétricas passará a ter o controle dos rios.

Independência ou Morte! o grito nacionalista em defesa da Amazônia já!  

 

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 O verde da Bandeira do Brasil

 

Golpe tem como sinônimos: ardil, truque, artimanha, trama, estratagema, roubo, desfalque, rombo, motinação, sedição, traição. 

 

09
Ago17

Solto o preso que deu origem e nome à Lava Jato

Talis Andrade

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A operação para prender os traficantes de diamantes e drogas começou com a investigação de doleiros. Assim apareceu o nome de Carlos Habid Chater empresário e doleiro brasiliense que ganhou notoriedade por ser o primeiro preso.

 

Dono do Posto da Torre, usado para lavagem de dinheiro e que deu nome à operação conhecida como Operação Lava Jato.

 

Além de ser o primeiro preso e dá o nome da operação, Carlos Habid Chater que já está solto, assim como os demais doleiros, mudou o rumo das investigações. 

 

Sem nenhuma explicação, foi deixada de lado a investigação do tráfico de drogas, de diamantes, para uma fixação na Petrobras. 

 

Assim a Lava Jato do Posto da Torre em Brasília passou a ser um meio de propaganda e conspiração para acontecimentos políticos que mudariam a política da América Latina e Internacional, notadamente do BRICS - sigla de um mercado comum e banco mundial formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

 

Não esquecer que o juiz Sergio Moro convocou o FBI para participar da Lava Jato que também se transformou em um meio de propaganda para derrubar Dilma Rousseff, para manter Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados para aceitação do pedido de impeachment e votação, posse de Michel Temer como presidente, e volta do Brasil ao FMI, enfraquecimento do Mercosul, e uma política exterior que carimba os inimigos dos Estados Unidos como inimigos do Brasil vassalo e dependente. 

 

Que Carlos Habid Chater fale da farsa de sua prisão.

 

Primeiro preso da Lava Jato revela abusos de Moro e do delegado Anselmo

 

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Jornal GGN - Carlos Habib Chater, vendido pelos autoridades na grande mídia como o doleiro pivô da Lava Jato, disse à equipe de reportagem do portal UOL que a força-tarefa de Curitiba combate corrupção com corrupção. Ele atacou especialmente o delegado Márcio Anselmo - que, inclusive, é processado por Lula - por ter ameaçado em troca de uma delação e disse que a sentença de Sergio Moro contra ele foi injustamente dada apenas para sustentar a fantasia que é a megainvestigação.



Chater começou a ser investigado pela Polícia Federal em 2008, sob suspeita de usar seu posto de gasolina (o Posto da Torre) para lavar dinheiro para José Janene (PP), morto em 2010.



A PF acusou Chater, inicialmente, de ter movimentado de maneira ilegal cerca quase R$ 11 milhões entre 2007 e 2014. O "doleiro" ri da imputação: "Como eles podem ter provado que eu lavei tanto dinheiro, se eu fui condenado por uma lavagem de R$ 460 mil num das sentenças?", questiona.



"Cadê o restante do dinheiro? Cadê essas lavagens, onde estão? Por que talvez a mídia não foca um pouco mais nessas questões de pegar um processo e perder um pouco mais tempo para dar uma analisada", sugeriu ao UOL.



Os R$ 460 mil, segundo a PF, seria o montante que Chater teria lavado para um traficante. Ele nega e diz que a acusação não conseguiu levantar provas disso. Quem teria criado um elo que justificasse a sentença por lavagem foi o juiz Sergio Moro. "Foi uma condenação completamente injusta. Acho que o Brasil está combatendo ilegalidades com outras ilegalidades", comentou.



"Eu entendo a sanha por Justiça. Mas não devemos, como se diz por aí, fazer Justiça com as próprias mãos. Eu acho que a Lava Jato, em princípio, começou co, esse foco."



No total, Moro - que manteve a prisão preventiva por 570 dias - condenou Chater em duas ações que somam 9 anos e 9 meses de prisão, referendados em segunda instância. Ele cumpriu 1 ano e 7 meses em regime fechado e mais 1 ano no semiaberto. Já está, inclusive, operando o Posto da Torre.



No segundo processo, Chater foi acusado de lavar dinheiro para Alberto Youssef, com quem admite ter uma amizade de muitos anos, mas nega a imputação na Lava Jato.



Segundo ele, a força-tarefa só conseguiu apresentar essa acusação porque forçou a delação premiada de um ex-gerente do posto que ficou preso preventivamente por muito tempo, sem nenhuma perspectiva de deixar o cárcere sem fazer um acordo de cooperação. No final, o ex-gerente, segundo Chater, "inventou uma história, não conseguiu provar e a delação não foi homologada. Foi o desespero de um cara que estava preso. Esse é o modus operandi da Lava Jato: minar o cara que está la dentro para falar até o que ele não fez. [...] Está de combatendo ilegalidade com outro ilegalidade", repetiu.



Moro, por sua vez, também teria decidido descartar depoimentos que eram a favor do réu, como o de Alberto Youssef afirmando que não havia usado o posto para lavar dinheiro. "(...) das duas, uma: ou ele mentiu e toda a delação dele deveria ser descartada, ou ele falou a verdade e o juiz não levou em consideração", disparou.



Quando questionado porque Sergio Moro faria isso, Chater respondeu que o juiz estava comprometido com o sucesso da operação a qualquer custo. "(...) Como é que pode ser absolvido o cidadão que deu origem à Lava Jato? Talvez isso tenha pesado e talvez eles tenhama chado que uma eventual absolvição fragilizaria a Lava Jato."



AMEAÇA DO DELEGADO



A ameaça feita a Chater pelo delegado Márcio Anselmo teria ocorrido quando o dono do posto estava preso por suspeita de ter lavado R$ 460 mil para um traficante. Ele nega conhecimento do caso, mas afirmou que o delegado usou isso para força uma delação.



"O delegado disse que me envolveria com o narcotráfico, que eu ficaria mais de 20 anos na cadeia e ele me livraria em uma semana, caso eu dissesse quem era os agentes públicos ou os políticos que recebiam [propina] aqui [no Posto da Torre]. Eu disse a ele que, em primeiro lugar, eu fui monitorado por 8 meses oficialmente - mas fora da questão oficial eu com certeza fui monitorado por muito mais tempo -, e ele não teria indício de tráfico de droga. Inclusive, dentro das celas da Polícia Federal nós localizamos uma escuta ambiental, que na época o juiz disse que não tinham autorização de colocar. Existem muitas coisas que aconteceram nos bastidores dessa operação que eu diria ilegais, imorais, que ninguém sabe ou que pelo menos ninguém quer dar ouvidos", disparou.



"Quando nós localizamos a escuta ilegal mabiental que estava nas celas, abriram uma sindicância e quem estava cuidando era o delegado responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. Isso é uma piada, né?", ironizou.



"Como o delegado Márcio Anselmo (que deixou a Lava Jato em 2017) viu que eu não faria delação e não teria quem entregar, depois de várias tentativas, de insistências, de ameaças, ele disse que mandaria para o presídio. No dia seguinte eu fui para o presídio [de São José dos Pinhais]", acrescentou.



Segundo o UOL, o delegado Anselmo não se manifestou sobre a reportagem. O que se sabe da desistência de investigar os bilionários tráficos de drogas, diamantes e minérios neste Brasil dominado por doleiros, traficantes, piratas internacionais e traidores da Pátria aqui 

 

 

 

01
Ago17

Venezuela: o ouro em tempos de guerra. E a paz nas encantadas minas gerais do imenso e pobre Brasil

Talis Andrade

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Mina de ouro na Venezuela 

 

 

Venezuela é o país com maiores reservas de ouro na América Latina, ao redor de 3.500 toneladas.

 

Desde 2008 o ouro é propriedade exclusiva do Estado. Antes - como acontece no Brasil - a exploração estava principalmente nas mãos de empresas estrangeiras e da mineria artesanal. A partir desse ano o Estado tomou formalmente o controle.

 

No Brasil o ouro é encantado. Acontece o mesmo com as minas de diamantes. 

 

A última notícia que se tem é da década de 1980, de uma Serra Pelada, no Pará, e todo o ouro transportado de avião para o Uruguai. Trinta toneladas. Foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. 

 

Também existe o tráfico de diamantes. Para investigar foi criada a Operação Lava Jato. Permanecem desconhecidos os obscuros motivos que levaram a República do Paraná a mudar a devassa, a averiguação, para se fixar na Petrobras, na esquadrinhadora de Lula e na bancarrota das principais construtoras nacionais. 

 

A pirataria internacional que diga caixinha, obrigado!

 

Leia mais sobre o ouro da Venezuela, cobiçado pelos inimigos internacionais do nacionalismo de Maduro aqui. Tudo sobre o tráfico de diamantes aqui. O encantado ouro do Brasil aqui

 

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10
Jul17

Quantos juízes tem o Brasil?

Talis Andrade

Pela campanha golpista que se fez para derrubar a presidenta Dilma Roussef.

Pela campanha que se faz para prender Lula. A impressão que o Brasil tem apenas um juiz, o Sergio Moro da República do Galeão do Paraná. 

 

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 Sérgio Cabral no presídio Bangu

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 Geddel chora ao saber que continuará preso

 

Lembra o lúcido jornalista Jânio de Freitas: "A versão carioca da Lava Jato não tem ou teve força-tarefa. O nosso pasmo com Sérgio Cabral se deve à associação eficiente de Polícia Federal, Ministério Público e a coragem do ameaçado juiz Marcelo Bretas. Simples, quase silenciosa, uma forma de ação que ocorre, com menor escala, também em Brasília, com o juiz Vallisney Oliveira, da prisão de Geddel Vieira Lima".

 

Diz Jânio de Freitas: "... Na sua ânsia promocional, o juiz Sergio Moro e os procuradores faturam com exclusividade todo o prestígio da Lava Jato, mal restando referência senão ao 'japonês da federal', no contingente ativo de uma centena de delegados, agentes e técnicos da PF".

 

Moro, cego pelos holofotes da imprensa, e picado pela mosca azul, faz da justiça um trampolim para sua candidatura a presidente tendo, consequentemente, Lula como um único adversário.

 

Assim sendo, razão tem Lula de reclamar da perseguição de Moro, quando se sabe que a Lava Jato mudou de rumo, porque criada para investigar o tráfico de drogas e de diamantes. Um tráfico que rende bilhões, e envolve políticos.

 

 

 

  

 

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