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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Jun21

Crianças não podem ser escravizadas no trabalho

Talis Andrade

por Carlos Magno Corrêa Dias

Como definido no inciso XXXIII, do artigo sétimo da Constituição Brasileira de 1988 é proibido no Brasil o trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, a menos que seja na condição de aprendiz a partir dos 14 anos de idade (conforme a Emenda Constitucional número 20, de 1998).

É notório, por outro lado, que no Brasil, de acordo com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que existem claras restrições e proibições objetivando a proteção do trabalhador adolescente entre 14 e 18 anos. Tais condicionantes estão detalhadas entre os artigos 402 e 441, do capítulo IV. 

Mais ainda, a CLT do Brasil proíbe o trabalho em locais prejudiciais à formação, ao desenvolvimento físico, psíquico, moral e social, e em horários e locais que não permitam a frequência à escola do trabalhador adolescente entre 14 e 18 anos.

Por sua vez o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece, no artigo 60, que a idade mínima para se contratar o menor para o trabalho é de 16 anos.

O ECA foi instituído pela Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, e regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes tendo por base: a Constituição Federal do Brasil de 1988 e regras internacionais determinadas pela Declaração dos Direitos da Criança (proclamada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de 20 de novembro de 1959), pelas Regras mínimas das Nações Unidas para Administração da Justiça da Infância e da Juventude (Regras de Pequim, adotadas em 29 de novembro de 1985), e, pelas Diretrizes das Nações Unidas para Prevenção da Delinquência Juvenil (Diretrizes de Riad).

Logo, não restam quaisquer possibilidades de enganos ou adoção de quaisquer subterfúgios que impeçam o necessário entendimento: no Brasil (segundo as Leis do Brasil) “é proibido o trabalho do menor de 16 anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos”.

Então, diante da realidade sobre o trabalho infantil em confrontação com as Leis do Brasil sobre o trabalho infantil seria possível pensar em se comemorar, no mesmo Brasil, o dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (“World Day Against Child Labour”) o qual se celebra em 12 de junho?

Objetivando promover ações efetivas para erradicar o trabalho infantil em todo o mundo a Assembleia Geral da ONU em 2019 aprovou, por unanimidade, adotar o ano de 2021 como o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil cabendo à Organização Internacional do Trabalho (OIT), em colaboração com a Alliance 8.7, assumir a liderança da implementação das possíveis propostas.

O Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil tem por principal intenção chamar a atenção dos governos de cada país do mundo a realizarem ações que permitam alcançar a Meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de número 8 tem o propósito de “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos” enquanto a Meta 8.7 estabelece “tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas”.

Os ODS, em um total de 17 objetivos e 169 metas, instituídos em 2015, são proposições que compõe a chamada Agenda 2030 da ONU a qual constitui um plano global para que os países membros da ONU alcancem o desenvolvimento sustentável em todos os âmbitos estabelecidos até 2030; entendendo-se que desenvolvimento sustentável será atingido quando for conseguido “atender às necessidades da geração atual sem comprometer a existência das gerações futuras”. 

Em dada medida os ODS vinham sendo alcançados satisfatoriamente, mas os impactos socioeconômicos da pandemia de Covid-19 tais como o desemprego, a fome, a desnutrição, o aumento dos níveis de pobreza em geral e diversas outras mazelas ampliadas estão acentuando ainda mais as enormes desigualdades sociais existentes e avolumando sem precedentes de forma muito veloz e intensa a vulnerabilidade daqueles que mais precisam, em particular das crianças pobres que passam a ser obrigadas a trabalhar quase que de forma escrava senão transformados em “modernos escravos” para ajudar suas famílias a sobreviverem.

Todavia, absolutamente, justificativa alguma pode permitir que o trabalho infantil aumente ou sequer exista. O direito de uma infância sem trabalho e o trabalho protegido para a adolescência devem ser metas prioritárias a serem atingidas urgentemente mesmo com o desenvolvimento da Covid-19.

O dia 12 de junho como Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil foi instituído pela OIT em 2002, ano no qual se elaborou o primeiro Relatório Global sobre o Trabalho Infantil na Conferência Anual do Trabalho. A partir daquele ano a OIT vem convocando o mundo a se mobilizarem contra o trabalho infantil.

Pela Lei número 11.542/2007, de 12 de novembro de 2007, ficou decretado no Brasil que o dia 12 de junho é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil com função idêntica ao do Dia Internacional ao Combate ao Trabalho Infantil.

Tanto no mundo quanto no Brasil o dia 12 de junho chama mobilizações e campanhas para se combater duramente o trabalho infantil a todo momento e proteger o adolescente trabalhador em qualquer parte do planeta.

O cata-vento de cinco pontas coloridas (azul, vermelha, verde, amarela e laranja) é o símbolo da luta contra o trabalho infantil que em sentido lúdico vem expressa a alegria que deve estar presente na vida das crianças e dos adolescentes; significando, também, “movimento, sinergia e articulação de ações permanentes contra o trabalho infantil”.

A despeito de eventuais controvérsias que possam ser apresentadas não se deve esquecer que é hediondo obrigar crianças indefesas ou adolescentes (geralmente privados de estudar) a desenvolverem atividades nocivas e cruéis como o trabalho escravo, o trabalho pesado na agricultura, o trabalho em canaviais, o trabalho tóxico em minas de carvão, a utilização de crianças como escudos em conflitos armados, o trabalho em metalurgias junto a fornos quentes, a utilização de crianças como mulas no tráfico de drogas, a prostituição. 

As formas listadas de trabalho infantil no parágrafo precedente são gravíssimas por certo, mas não se deve esquecer que qualquer trabalho infantil é proibido e deve ser combatido veementemente para ser eliminado de vez. Trabalhos como o doméstico externo à moradia da criança e do adolescente, a venda de produtos nas ruas e nos semáforos, o trabalho na televisão ou no cinema, o trabalho em feiras ou em shoppings, não importa a natureza ou a forma do trabalho infantil, qualquer trabalho infantil é proibido e não deve ocorrer.

O crime por se obrigar o trabalho infantil e do adolescente pode ser denunciado ao Ministério Público, ao Juizado da Infância e ao Conselho Tutelar.

De outro lado, há de se observar que a Lei da Aprendizagem, Lei 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005, estabelece que as empresas de médio e de grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos incompletos como aprendizes cujos percentuais sejam de um mínimo de 5% e de um máximo de 15% do seu quadro de funcionários para exercerem funções que correspondam à formação profissional. 

Pela Lei da Aprendizagem é considerado aprendiz todo jovem que estuda e trabalha, recebendo formação profissional para aquela profissão que está sendo capacitado e, necessariamente, deve estar cursando a escola regular (se ainda não concluiu o Ensino Fundamental) ou estar matriculado e frequentando Instituição de Ensino Técnico Profissional devidamente conveniada com a empresa onde aprende e trabalha. A combinação entre formação teórica e prática é tida como fundamental. 

Cabe ressaltar que a idade máxima prevista para ser um jovem aprendiz não se aplica a aprendizes com deficiência e os aprendizes com deficiência mental devem ter a comprovação da escolaridade levando-se em consideração, necessariamente, as habilidades e competências relacionadas com a correspondente profissionalização.

Em 1996, teve início o importante Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) como uma ação efetiva do Governo Federal, com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O PETI articula conjunto específico de ações que objetivam retirar crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos da prática do trabalho precoce, exceto quando na condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

O PETI está estruturado em cinco eixos de atuação; quais sejam: “(a) informação e mobilização, com realização de campanhas e audiências públicas; (b) busca ativa e registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal; (c) transferência de renda, inserção das crianças, adolescentes e suas famílias em serviços socioassistenciais e encaminhamento para serviços de saúde, educação, cultura, esporte, lazer ou trabalho; (d) reforço das ações de fiscalização, acompanhamento das famílias com aplicação de medidas protetivas, articuladas com Poder Judiciário, Ministério Público e Conselhos Tutelares; e (e) monitoramento”.

Dizer não ao trabalho infantil é contribuir para se eliminar mais uma grave mazela da sociedade. Criança tem que estudar, brincar e ser feliz. Criança tem o direito de ser criança.

Que qualquer forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes seja enfim abolida. Que a perversidade do trabalho infantil, que rouba das crianças a dignidade e um futuro melhor, seja apenas uma história passada a ser contada em um mundo realmente sustentável.

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19
Jun20

A real sobre Wassef e o caso da “seita satânica” ou “bruxas de Guaratuba”

Talis Andrade

Valentina de Andrade

 

por Cíntia Alves / GGN  

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A prisão de Fabrício Queiroz em um endereço em Atibaia (SP) que pertence ao advogado dos Bolsonaro, Frederick Wassef, ressuscitou um escândalo midiático-policial do início dos anos 1990, que ficou conhecido como “bruxas de Guaratuba”.

Wassef teve prisão temporária decretada em meados de 1992 por supostamente ter participado da “seita satânica” investigada pelo sequestro e assassinato de dois meninos.

O primeiro deles, Leandro Bossi, de 7 anos, sumiu em fevereiro de 1992 em Guaratuba, no Paraná. Em abril do mesmo ano desapareceu o pequeno Evandro, de mesma idade e no mesmo local.

Neste enredo, o vínculo de Wassef – que não chegou a ser preso nem formalmente acusado de nada – é com Valentina de Andrade. Natural de Londrina, ela é casada com o argentino José Alfredo Teruggi. O casal costumava passar férias no hotel Vila Real, em Guaratuba. E ambos estavam lá quando os dois meninos sumiram, causando comoção na população local.

As suspeitas contra o casal entraram ficaram registradas nas páginas da revista Manchete, de agosto de 1992, resgatadas pelo GGN nesta terça (18). Nelas, Valentina, até então conhecida por ter escrito o livro “Deus, a grande farsa”, é descrita como uma mulher paranormal e de “hábitos estranhos”, líder da seita LUS (Lineamento Universal Superior), em Buenos Aires.

Segundo Ivan Mizanzuk, jornalista que pesquisou o caso a fundo nos três últimos anos, o único papel de Wassef nesta história foi ter virado seguidor Valentina por compartilhar das mesmas ideias da escritora esotérica.

Em meio às investigações do caso Evandro, Manchete descreveu Valentina como uma mulher que detestava crianças – embora fosse mãe de um adolescente de 15 anos, “efeminado”. Ela também foi apresentada como uma “sacerdotisa” adorada por um grupo de argentinos que também viajava a Guaratuba nas férias, todos membros da mesma seita.

Wassef, segundo testemunhas ouvidas pela revista, começou a chamar atenção das autoridades por ser visto com frequência andando de “pick-up” na companhia de Valentina e Teruggi. Acabou apontado pela polícia, segundo a reportagem, como integrante da seita e “propagador” da mesma em São Paulo.

Conforme as investigações andaram, o pai de santo Osvaldo Marcineiro – chamado pelos jornais da época de “bruxo”, “feiticeiro” – virou um dos suspeitos. Celina e Beatriz Abagge, esposa e filha do prefeito da cidade, também. Elas ganharam os holofotes depois de tentar impedir protestos pelas mortes (em pleno ano eleitoral).

Presos, os suspeitos passaram por sessões de tortura para confessar primeiro a morte de Evandro e, depois, a responsabilidade pelo desaparecimento de Leandro Bossi. Valentina entrou na mira depois que um dos suspeito afirmou ter sequestrado Leandro e entregue a uma mulher que “falava castelhano”.

As torturas, embora narradas em Juízo, só ganharam força em 2020, quando Ivan trouxe as fitas à tona após três anos de trabalho jornalístico no Projeto Humanos.

Ao final, o caso Evandro teve cinco julgamentos. Em um deles, do tribunal do júri, em 2011, a filha do prefeito, Beatriz Abagge, foi condenada a 21 anos de prisão. Valentina foi absolvido por falta de provas. Wassef jamais foi indiciado. Já o caso de Leandro Bossi “foi arquivado devido à prescrição”, segundo informações recentes do Ministério Público do Paraná.

Para Ivan Mizanzuk, “Wassef foi acusado de uma coisa que nunca foi comprovada, numa história cheia de buracos, que tem tortura policial envolvida e que envolve pânico satânico”, disse. “Tudo foi abuso de imprensa e abuso de poder da polícia da época, que vinha de uma ditadura militar onde usavam a tortura como meio de obter informação”.

 

 

22
Jul19

Damares trepa na goiabeira para suicidar Glenn Grenwald

Talis Andrade

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Tem gente que acha Damara Alves abestalhada e despreparada. Para laçar os tolos, Damares vende essa imagem. Quando é doutora em safadezas da velha política, formada na escola do senador Magno Malta. Informa a Wikipédia:

Nascida no Paraná, Damares, mudou-se com a família, para o Nordeste. Ainda criança, viveu na Bahia, em Alagoas e Sergipe. Também morou em São Carlos, no interior paulista. Essas mudanças estão ligadas à profissão do pai, o pastor Henrique Alves Sobrinho, da Igreja Quadrangular, fundador de quase uma centena de templos em todo o Brasil. Damares também tornou-se pastora.

Graduou-se em Direito pela extinta FADISC (Faculdades Integradas de São Carlos), instituição descredenciada pelo MEC em 2011 e proibida de realizar exames vestibulares desde 2012.

Em São Carlos, trabalhou na Secretaria Municipal de Turismo, atuando na antiga COMTUR (Comissão Municipal de Turismo), durante o governo do prefeito Vadinho de GuzziEm 1999, pouco antes de obter seu registro na OAB-SP (subseção São Carlos), tornou-se auxiliar parlamentar júnior, em Brasília. 

Foi pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular e da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Foi coordenadora do projeto educacional do Programa Proteger, organização criada por Guilherme Zanina Schelb, procurador regional da República no Distrito Federal e membro da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (organização da qual Damares foi Diretora de Assuntos Parlamentares), conhecido por defender o projeto apelidado "Escola Sem Partido".

Em 1999, Damares mudou-se para Brasília, para trabalhar como auxiliar parlamentar, no gabinete do deputado Josué Bengtson (PTB-PA), também pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular. Trabalhou também para o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD), senador eleito pelo Rio de Janeiro, em 2018, e cujo sucesso nas urnas em outubro se deveu, em grande parte, ao suporte do chamado “clã Bolsonaro”. Exerceu também a função de auxiliar parlamentar no gabinete do senador Magno Maltaanterior ao vínculo com o senador pelo Espírito Santo. Foi chefe de gabinete de outro expoente da bancada neopentecostal na Câmara dos Deputados, o deputado federal goiano João Campos (PRB).

Da mares, dos rios, é cobra criada por muito parlamentares, e nas intrigas evangélicas de posse de igrejas e conquista dos dízimos de fiéis. Assessora, foi escolhida por Magno Malta para trabalhar junto ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, o cargo de ministro. Trabalhou tão bem, que Magno foi por estaleiro, e Damares virou ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) considerou uma provocação a escolha de Damares Alves ministra. "Se antes parecia uma ingratidão, agora fica claro que há uma intenção de afrontar o Magno Malta", disse o parlamentar que é membro do núcleo duro da frente evangélica na Câmara.

Preterido, o senador Magno Malta (PR-ES) divulgou vídeo em que afirma que não é o responsável pela indicação de sua assessora Damares Alves para o Ministério para o qual ele mesmo já foi cotado. "Esclareço que ela não é uma indicação minha. É uma escolha pessoal do presidente". 

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Damares vem fazendo seu papel de santinha em meio as feras na arena política olaviana. Após a posse de Jair Bolsonaro, um vídeo em que Damares comemora a vitória, proclamando que "a nova era começou, e que agora menino veste azul e menina veste rosa", tornou-se popular nas redes sociais. O vídeo levou ao movimento "cor não tem gênero".

Damares também aparece pregando noutro vídeo, em que relata os frequentes abusos que teria sofrido quando criança. Diz que pegou o veneno e subiu em uma goiabeira, onde pretendia se matar. Empoleirada na árvore, teria visto a figura de Jesus, que a teria convencido a desistir do suicídio.

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Damares vem sendo escalada para, via algum besterol, afastar a imprensa de assuntos desinteressantes para a clã Bolsonaro. Faz o papel de palhaço da corte, e de serpente cujo veneno o senador Malta experimentou. 

É bom lembrar a estória da adoção da filha de Damares, Kajutiti ("Lulu") Kamayurá, uma indígena Kamayurá, nascida em 20 de maio de 1998. Segundo os Kamayurá, Lulu foi tirada irregularmente da aldeia, aos seis anos de idade. Levada pela missionária Márcia Suzuki, amiga de Damares, a garota teria deixado a aldeia para, supostamente, fazer um tratamento ortodôntico em Brasília, mas nunca foi trazida de volta.

Dizem que Damares ostenta títulos universitários que não possui, de mestre em Educação, mestre em Direito Constitucional e mestre em Direito de Família. Equivalem ao mentiroso doutorado do procurador Deltan Dallagnol, do governador do Rio Wilson Witzel, e dos ministros do Exterior Ernesto Araújo e da Educação Abraham  Weintraub.

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O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept Brasil, afirmou que deu risada, após um site paranaense afirmar ter descoberto um suposto "manuel do crime" dele na chamada "deep web", uma parte da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca como o Google. A notícia foi compartilhada pela ministra de Direitos Humanos, Damares Alves.

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"Ainda tô rindo sobre isso. É difícil escolher, mas acho que Damares é minha ministra favorita de Bolsonaro", escreveu Glenn Greenwald no Twitter.

É de assustar! Leiam e compartilhem! Eu conheço pessoalmente o Jornalista Otávio, é um profissional sério e muito ético

Ei gente, na postagem anterior digitei o nome do jornalista errado, é Oswaldo Eutasquio e não Otávio. Desculpas.

 

Em resposta a 

Que coisa feia Damares. Mostrando indignação e a fake news veio de dentro do seu gabinete. Você não é doida, é desonesta.

12
Fev19

Papa Francisco: "Um Grito pela Vida" no Brasil

Talis Andrade

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No Angelus deste último domingo, o Papa Francisco recordou o Dia de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Seres Humanos, celebrado em 8 de fevereiro, festa de Santa Josefina Bakhita.

Ao rezar com os fiéis na Praça S. Pedro a oração a Santa Bakhita, o Pontífice fez também um apelo aos governos para que enfrentem com decisão as causas deste flagelo.


Porém, Francisco recordou que todos "podemos e devemos colaborar, denunciando os casos de exploração e escravização de homens, mulheres e crianças".

 

Um Grito pela Vida

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É justamente nesta linha que trabalha a Rede “Um Grito pela Vida” no Brasil.


A Rede de religiosas se dedica sobretudo no setor da prevenção, como explica a Ir. Glória Caixeta, falando de modo especial do núcleo de Manaus: Ouça a reportagem aqui

 

Papa pede para combater e denunciar tráfico de seres humanos

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"Eu faço um apelo especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas", foi o pedido do Pontífice no Angelus deste Domingo.
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou que há dois dias, na memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, realizou-se o quinto "Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas", e fez um forte apelo aos governos para combaterem este mal. Muitas religiosas que trabalham com esta realidade estavam na Praça, entoando o lema em alta voz e aplaudindo o Pontífice:

“O lema deste ano é 'Juntos contra o tráfico' (aplausos na Praça). Mais uma vez! (fiéis repetem): 'Juntos contra o tráfico'! Não esqueçam isto. Convida a unir forças para vencer este desafio. Agradeço a todos que lutam nesta frente, em particular tantas religiosas. Eu faço um apelo especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas. Todos, porém, podemos e devemos colaborar denunciando os casos de exploração e escravização de homens, mulheres e crianças".
Oração pedindo a intecessão de Santa Bakhita

 

Oração pedindo a intecessão de Santa Bakhita

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O Santo Padre enfatizou que "a oração é a força que sustenta o nosso esforço comum", motivo pelo qual convidou os presentes a rezarem juntos com ele a oração a Santa Josefina Bakhita, que havia sido distribuída precedentemente aos presentes na Praça São Pedro:
"Santa Josefina Bakhita, que quando criança foste vendida como escrava e tiveste que enfrentar dificuldades e sofrimentos indescritíveis.
Uma vez libertada da escravidão física, encontraste a verdadeira redenção no encontro com Cristo e sua Igreja.
Santa Josefina Bakhita, ajuda todos aqueles que estão presos na escravidão.
Em nome deles, intercede junto ao Deus da misericórdia, de modo que as cadeias de seu cativeiro possam ser quebradas.
Que Deus mesmo possa libertar todos aqueles que foram ameaçados, feridos ou maltratados pelo tráfico de seres humanos. Leva alívio àqueles que sobrevivem a esta escravidão e ensina a eles a ver Jesus como modelo de fé e esperança, de forma que possam curar suas feridas. Te suplicamos para rezar e interceder por todos nós: para que não caiamos na indiferença, para que abramos os olhos e possamos olhar as misérias e as feridas de tantos irmãos e irmãs privados de sua dignidade e de sua liberdade e ouvir o seu clamor de ajuda. Amém".

 

Intenção de oração para fevereiro: rezar pelas vítimas do tráfico

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“Mesmo que tentemos ignorá-la, a escravidão não é algo de outros tempos", alertou o Santo Padre no vídeo da Rede Mundial de Oração do Papa, com a intenção de oração para o mês de fevereiro. "Perante esta trágica realidade, não podemos lavar as mãos se não quisermos ser, de certa forma, cúmplices destes crimes contra a humanidade”.
O Pontífice ressalta ainda que “não podemos ignorar que hoje há escravidão no mundo, tanto ou talvez mais do que antes. Rezemos pelo acolhimento generoso das vítimas do tráfico de pessoas, da prostituição forçada e da violência”.
São milhões de pessoas obrigadas a fugir diariamente de suas terras, devido à guerra, fome, perseguições políticas, religiosas ou situações de pobreza extrema, enfrentando abusos de todo tipo. O que por outro não vemos são as organizações criminosas que lucram com isso, escravizando homens, mulheres e crianças, no trabalho ou sexualmente, para o comércio de órgãos, para fazê-los mendigar ou entrar na delinquência. Veja vídeo

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22
Dez17

O Segredo dos Deuses: quem é quem na investigação da TVI sobre a Igreja Universal do bispo Edir Macedo

Talis Andrade

“O Segredo dos Deuses”, a primeira série informativa da televisão portuguesa, revela uma rede de adoções ilegais de crianças portuguesas levadas para o estrangeiro por bispos da IURD. À medida que os 10 episódios vão sendo revelados, conheça os principais intervenientes deste enredo:

 

Igreja Universal do Reino de Deus

É uma denominação cristã, evangélica neopentecostal, fundada em 9 julho de 1977 no Brasil.

Chega a Portugal em 1989, compra o cinema império em Lisboa e em 1995 tenta comprar o Coliseu do Porto, o que acaba por causar uma enorme reação popular nas ruas da cidade. Esta pessoa coletiva religiosa defende a teoria da prosperidade e, em Portugal, declara, mais de 30 milhões de euros/ano em ofertas, livres de impostos. Até hoje, nunca divulgaram o número de fiéis que têm no nosso país.

A IURD garante que tem 9 milhões de fiéis espalhados por 182 países, 320 bispos e cerca de 14 mil pastore.

A Universal tem sido ao longo dos tempos alvo de críticas, controvérsias e de muitos processos judiciais.

O seu fundador e líder Edir Macedo Bezerra é um dos homens mais poderosos do mundo, considerado como o pastor mais rico do Brasil, com um património superior a mil milhões de dólares.

Edir Macedo é dono de um banco no Brasil, do grupo e da TV Record, a segunda maior emissora de televisão no Brasil.

 

 

Edir Macedo Bezerra

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Líder máximo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Nasceu a 18 de fevereiro de 1945.

Começou como vendedor de lotaria e atualmente é um dos homens mais ricos e influentes no Brasil.

Bispo evangélico, fundou a IURD em 9 de julho de 1977 no Brasil.

Casou em 1971 com Ester Bezerra, com quem teve duas filhas biológicas - Cristiane Cardoso (1973) e Viviane Freitas (1975) – e adotou Moisés Bezerra.

Em 1990, compra a rede Record de televisão e em 2013 o Banco Renner.

O PRB surge como o braço político ligado à IURD e conquista terreno no Brasil.

Chegou a estar preso em 1992 e atualmente responde num processo que está em investigação em S. Paulo, em que está acusado de charlatanismo, formação de quadrilha para lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A TVI sabe que também está a ser investigado pelo FBI, em Nova Iorque.

Líder carismático defende a vasectomia e o aborto.

 

Ester Bezerra

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Esposa de Edir Macedo. Casaram a 18 de dezembro de 1971. Têm duas filhas, Cristiane e Viviane, tendo adotado mais tarde um rapaz, Moysés Bezerra, que chegou à vida do casal com apenas 14 dias vida, pela mão da sua própria mãe, que o entregou ao bispo para que o criasse.

 

Lar universal

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Através de uma associação de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, foi criado o lar de crianças, que abriu portas a 23 de maio de 1994, na Rua do Zaire, em Camarate, tendo mudado de instalações em 1997, para a Avenida Almirante Gago Coutinho, Lisboa. O lar fazia parte da Obra Social da IURD e funcionou ilegalmente até 2001. Curiosamente, a própria Segurança Social e alguns tribunais encaminharam para lá crianças, que acabaram por desaparecer.

A maioria dos menores chegou pelas mãos de fiéis e mães desesperadas que procuravam ajuda. Posteriormente, o lar dificultava a visita aos filhos e promovia o abandono das crianças, que seguiam para serem adotadas por bispos e pastores da igreja.

O lar funcionou ilegalmente sete anos, sem qualquer fiscalização da Segurança Social. Aqui, contornava-se o normal processo de adoções em Portugal e as crianças que os bispos adotavam eram escolhidas por fotografias.

 

Viviane Freitas

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Filha do bispo Edir Macedo, nasceu no Rio de Janeiro a 18 de janeiro de 1975.

Casou-se com o bispo Júlio Freitas em 1992. Terá tentado adotar no lar da igreja, mas não foi aceite como candidata por não ter idade, nem residência em Portugal.

Escolheu os irmãos Vera e Luís por fotografias. Acabaram a viver consigo, durante anos, sem conhecimento dos tribunais portugueses.

A escolha da filha do bispo promoveu a separação dos irmãos. Vera e Luís foram afastados do seu irmão Fábio.

 

Bispo Júlio Freitas

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Nasceu na Bahia, em 11 de fevereiro de 1973, marido de Viviane Freitas, a filha mais nova do bispo Edir Macedo, com quem casou em 1992.

Enquanto Bispo, era vasectomizado, o que impedia o casal de ter filhos.

Acedeu a ficar com Luís e Vera, que garante serem seu filhos adotivos, mas que, formalmente, não lhe são nada à luz da justiça portuguesa que foi enganada.

 

Alice Andrade

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Nasceu a 4 de março de 1956. É natural de Angola e mãe de duas filhas.

Foi, durante uma década, secretária pessoal do bispo Edir Macedo. Enquanto pessoa da máxima confiança do líder da IURD, serviu como testa de ferro para a adoção dos três irmãos que retirou do lar com uma guarda para entregar à filha de Edir Macedo, nos EUA. Viviane escolhe apenas 2 dos 3 irmãos e Fábio, o mais novo, acaba no Brasil, nas mãos de outro bispo importante da IURD.

Entrou em rota de colisão com a igreja por causa das crianças e foi despedida da igreja. Acionou a justiça americana e acabou por assinar um acordo de confidencialidade com Edir Macedo e a IURD que a obriga a não divulgar o que aconteceu com os menores que levou do lar e a manter silêncio sobre todos os esquemas financeiros da igreja nos quais participou.

Há mais de 4 anos que não vê, nem fala com as crianças que adotou para dar à filha do Bispo Macedo, que acusa de ter “um coração de gelo”.

Casou com um americano e hoje vive em Los Angeles, nos EUA.

 

Vera Andrade

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Nasceu a 23 de março de 1992, natural da Venteira, Amadora. Terá sido retirada da sua casa, com os seus irmãos, por uma técnica da Segurança Social que a entregou no lar ilegal da IURD.

Quando o Bispo Edir Macedo visita a instituição, é escolhida para ser adotada pela sua filha Viviane. Tem dois irmãos, Luís e Fábio, que também foram levados por Alice Andrade, a secretária do bispo Macedo, para os EUA, em avião privado e sem autorização dos tribunais portugueses.

Depois de viver anos com Viviane Cardoso, é devolvida a Alice Andrade, que formalmente é a sua mãe adotiva. Atualmente, é obreira na igreja universal.

 

Luís Andrade

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Nasceu a 17 de março de 1993. Irmão de Vera e de Fábio, é natural da Amadora e foi, juntamente com a sua irmã, escolhido por Viviane e Júlio Freitas, respetiva filha e genro do bispo Edir Macedo.

Foi maltratado nos EUA, ao ponto de a babysitter portuguesa se ter despedido.

Num mês, batizou-se e tornou-se pastor da IURD. Acredita que foi abandonado pela mãe biológica e não contacta com a sua mãe adotiva.

 

Fábio Andrade

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Nasceu a 15 de dezembro de 1994. Natural da Venteira, Amadora, é o irmão mais novo de Vera e Luís.

Foi levado para os EUA por Alice Andrade, mas separado dos irmãos. Viviane não quis ficar com ele e acabou entregue ao Bispo Romualdo Panceiro, com quem viveu durante três anos no Brasil, ilegalmente e à margem dos tribunais portugueses.

Viveu no Brasil com a identidade falsa de Filipe Barbosa Panceiro e viajava com documentos falsos.

Reencontrou os irmãos, Vera e Luís, anos mais tarde quando foi viver com Alice, a secretária do Bispo, que acabou por os adotar a todos.

Faleceu em 2015, sozinho [de overdose], num quarto de hotel em Nova Iorque. Foi Alice quem foi chamada para reconhecer o seu corpo.

 

Bispo Romualdo Panceiro

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É um dos principais bispos da igreja universal e neste momento está à frente dos destinos da IURD em Portugal e na Europa.

Atualmente, é ele quem dirige o culto da igreja de Chelas, com capacidade para 3 mil crentes.

Nasceu a 31 de março de 1959, no Rio de Janeiro. É casado com Márcia Panceiro e foi ele que ficou com Fábio, o mais novo dos três irmãos, retirados do lar da universal e levados para os EUA.

Fábio viveu ilegalmente no Brasil e tinha documentos falsos, com o nome de Filipe, e viveu anos numa confusão de identidades.

 

“Maria”

 

Mãe biológica de Vera, Luís e Fábio. Após uma denúncia de que deixava os filhos sozinhos em casa, a Segurança Social da Amadora retirou-lhe as crianças e entregou-as no lar ilegal da IURD.

Jovem mãe, vítima de violência doméstica, tinha dois trabalhos para conseguir alimentar os filhos e irmãos menores que deixava entregue ao pai dos filhos mas este ausentava-se.

Vera, Luis e Fábio acabam no lar da UIRD, onde deixou de conseguir vê-los e onde lhe negaram o livro de visitas para assinar.

As crianças chamaram a atenção do bispo Macedo e os pais biológicos foram afastados.

O lar mentiu ao tribunal e disse que a mãe abandonou lá as crianças e que nunca os foi visitar e, assim, conseguiu que a guarda dos menores fosse entregue a Alice, a secretária do bispo, que levou os irmãos para a filha do líder da IURD, nos EUA.

“Maria” foi à polícia duas vezes denunciar o roubo das crianças, mas ninguém a levou a sério. Os relatórios do lar dizem que “Maria” era toxicodependente e seropositiva.

A TVI descobriu “Maria”, a mãe que procurava os seus filhos há 22 anos.

 

 

“Ana”

 

Ex-funcionária do lar, escolhida para ser a babysitter de Vera e Luís na casa do bispo Macedo, na Califórnia.

Sai de Portugal a 17 de setembro de 1996, como missionária paga pela IURD, mas na realidade era empregada do bispo e babysitter das crianças.

Assistiu a maus-tratos dos irmãos e resolveu despedir-se e voltar para Portugal, onde começou a procurar a mãe biológica dos menores.

 

Cristiane Cardoso

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Filha mais velha do Bispo Macedo, adotou uma criança do lar da Iurd, contornando o normal processo de adoções em Portugal, e promovendo a separação de dois irmãos.

Filipe Bezerra Cardoso foi separado do seu irmão, Pedro, também ele adotado por outro Bispo da igreja.

Nasceu no Rio de Janeiro, a 31 de Outubro de 1973. Casou com 17 anos, com o bispo Renato Cardoso, e apresenta, ao lado do marido, o programa The Love School – A Escola do Amor - na rede Record.

 

Bispo Renato Cardoso

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Marido de Cristiane Cardoso, a filha mais velha do bispo Macedo e pai adotivo de Filipe.

Nasceu no Rio de Janeiro, a 16 de janeiro de 1972, é considerado um dos mais importantes bispos da igreja universal, sendo apontado pela comunicação social como o sucessor de Edir Macedo.

Além de apresentador, ao lado da mulher, é o autor de diversos livros sobre um casamento feliz.

 

Filipe Cardoso

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Nasceu em Lisboa, em 21 de abril de 1993. Filho adotado de Cristiane e Renato Cardoso, é neto do bispo Edir Macedo e foi entregue no lar da Universal pela avó, em 1996, à revelia da sua própria mãe, que considera que a igreja Universal lhe roubou o filho.

 

Jaqueline Duran Marques

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Foi diretora do lar universal em Lisboa e é mulher do bispo Sidney, que estava em Portugal no final dos anos 90.

O bispo Macedo obrigou-a a adoptar Pedro, o irmão mais velho de Filipe, que tinha uma mancha preta e peluda num braço e que Cristiane, filha do líder da IURD, não quis adotar.

 

Pedro Duran Marques

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Nasceu a 24 de fevereiro de 1990. É irmão biológico de Filipe Bezerra Cardoso e foi adotado por Jaqueline Duran Marques, na altura diretora do lar universal, a mando do bispo Edir Macedo.

Com 6 anos, libertou a sua mãe, que estava sequestrada em casa e era vítima de violência doméstica por parte do pai.

Foi entregue no lar da universal pela avó em 1996, à revelia da sua mãe biológica.

 

“Clara”

 

Mãe biológica de Pedro e Filipe. Foi a avó das crianças que os entregou no lar da IURD. “Clara” foi vítima de maus tratos e foi o filho mais velho que a ajudou a escapar aos abusos do marido.

Pediu ajuda à mãe, devota da Iurd, para cuidar dos netos enquanto ia fazer uma desintoxicação, mas quando regressou a avó tinha entregue os netos no lar da IURD.

Conseguiu visitá-los apenas três vezes. Depois, quando se dirigiu ao lar, já tinham saído para a adoção.

O tribunal afirma que a mãe deu o consentimento para adoção, mas “Clara” nunca foi ouvida ou se sentou num tribunal. Na altura, o seu bilhete de identidade desapareceu, o que explica este falso consentimento em que se enganou o tribunal.

Não sabia do paradeiro dos filhos e continuava a procurá-los nas redes sociais.

 

Bispo Alfredo Paulo

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Foi um dos bispos principais da igreja universal até 2011. Esteve à frente da IURD em Portugal e na Europa entre 2002 e 2009. Foi expulso da IURD por ter sido infiel à mulher e, quando saiu, descobriu que o seu nome estava em muitas das empresas ligadas à igreja.

Hoje, tem um canal de youtube onde denuncia a hipocrisia da cúpula da IURD. Tem milhares de seguidores, na sua maioria ex-fiéis da IURD.

Vive escondido e muda frequentemente de morada por se sentir ameaçado.

A TVI entrevistou-o na Suíça, onde estava refugiado na altura.

No Brasil, a IURD avançou com mais de 80 processos contra si em vários estados e é defendido por um advogado que também é um ex-crente da IURD.

É casado com Teresa Paulo e o bispo Macedo obrigou-os a adotar Lucas, um recém-nascido com 16 dias, no Brasil.

 

Lucas Paulo

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Filho adotivo do bispo Alfredo Paulo, foi criado dentro da igreja universal. Chegou a ser pastor e, quando o seu pai saiu da igreja, foi enviado para o interior das Filipinas, onde passou muito mal.

Foi amigo de Filipe e em adolescente ambos se revoltaram contra a vida da igreja. Denuncia a “imagem da familia perfeita” e a utilização dos “filhos dos bispos” para passar a mensagem da igreja e angariara fiéis e dinheiro.

Garante que há as crianças são usadas pela IURD e que muitas desconhecem que são adotadas.

 

Teresa Paulo

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Mulher do bispo Alfredo Paulo, foi obrigada a adotar por ordem do bispo Macedo. É mãe de Lucas Paulo.

 

Nídia Martins

Nídia Martins.jpeg

 

 

Advogada do lar, foi ela quem tratou dos processos de adoção dos menores para os bispos e pastores.

Adotou um recém-nascido do hospital S. Francisco Xavier e duas gémeas, no lar da IURD.

As funcionárias dizem que levou Danielle Cristelle e Cristelle Danielle, no mesmo dia em que foram entregues no lar.

A TVI encontrou-a a viver no interior do Algarve e recusou explicar estas adoções.

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O SEGREDO DOS DEUSES. Partidos políticos de Portugal pedem investigação profunda.  

 

 

 

13
Dez17

O SEGREDO DOS DEUSES. Investigação da TVI diz que 'netos' de Edir Macedo foram roubados em Portugal (Veja vídeo)

Talis Andrade

nvestigação da estação alega que a Igreja Universal do Reino de Deus tinha um lar ilegal de crianças em Lisboa, na década de 90, de onde desapareceram vários menores tirados às mães

 

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 Os 'netos' portugueses de Edir Macedo que residem nos Estados Unidos

 

DN/ Portugal - Uma investigação da TVI revela que Edir Macedo, líder máximo da IURD, está envolvido numa rede internacional de adoções ilegais de crianças e que os seus próprios "netos" são crianças roubadas de um lar em Portugal.

 

Segundo a reportagem "O Segredo dos Deuses", que começa hoje a ser transmitida na TVI, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tinha, na década de 90, um lar ilegal de crianças, em Lisboa, de onde foram levados vários menores, à revelia das suas mães.

 

As crianças eram entregues diretamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades e acabavam no estrangeiro, adotadas por bispos e pastores da igreja de forma irregular e sem direito de contraditório às famílias, adianta a investigação das jornalistas Alexandra Borges e Judite França.

 

 

A TVI descobriu que Edir Macedo "está envolvido nesta rede internacional de adoções ilegais de crianças, e que os seus próprios 'netos' são crianças roubadas do Lar Universal, uma instituição que à época fazia parte da obra social da igreja".

 

Após sete meses de investigação, a equipa da TVI descobriu mães que falam pela primeira vez sobre o caso.

 

Uma mãe conta na reportagem, cujos dois primeiros episódios foram mostrados hoje à imprensa, que os seus três filhos foram adotados sem o seu consentimento.

 

Contou que não a deixavam assinar o livro de registo quando ia visitar os filhos, uma prova que pesa no processo de adoção, e foi descrita pela técnica da Segurança Social como sendo toxicodependente e seropositiva, o que negou, afirmando mesmo que era dadora de sangue.

 

Os dois filhos, diz a reportagem, foram adotados pela filha de Edir Macedo e levados para os Estados Unidos.

 

Segundo um comunicado da TVI relativo à investigação, "um importante membro desta rede chegou mesmo a roubar um recém-nascido à mãe na maternidade e registá-lo diretamente como seu filho biológico".

 

"Isto aconteceu debaixo dos nossos olhos e retrata o esquema que estava montado num lar ilegal", disse o diretor de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, no final da apresentação da reportagem.

 

A situação "atinge a cúpula da IURD", adiantou, sublinhando que "as crianças foram levadas sem que os tribunais ouvissem as famílias das crianças".

 

"O Estado não esteve completamente bem aqui, mas nunca é tarde para repor a verdade"", disse Sérgio Figueiredo.

 

"Não sabemos o papel da Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa", mas "encontrou-se um subterfúgio na lei para fazer estas adoções", comentou, por seu turno, Alexandra Borges.

 

A jornalista afirmou que "em todos estes processos falta o contraditório, o que torna estas adoções grotescas".

 

Alexandra Borges referiu que, apesar de alguns processos poderem já ter prescrito, o que as mães querem é que "os filhos saibam a verdade", que nunca os abandonaram.

 

"Há aqui uma questão moral que ultrapassa tudo que sejam os crimes e há respostas a serem dadas", vincou, sublinhando que estas crianças foram adotadas em Portugal por bispos e pastores, que visitavam o lar regularmente e escolhiam as crianças para adotar.

 

"A impunidade destas pessoas é tanta que algumas provas fomos buscar junto dos blogues deles", adiantou Alexandra Borges.

 

Judite França, coautora da investigação, acrescentou que "não era possível fazer esta investigação se não fosse 20 anos depois".

 

"É uma máquina muito bem oleada em que a decisão vem de cima para baixo e nada é contestado", sublinhou Judite França.

 

Confrontada pela TVI com estas acusações, a IURD limitou-se a dizer que foi um processo legal, mas Sérgio Figueiredo referiu que vai manter a "antena aberta" para que a igreja possa prestar esclarecimentos.

 

O lar abriu em 1994 em Lisboa e foi legalizado em 2001. A IURD acabou por encerrá-lo em 2011, alegando como motivo a crise.

 

Esta é a primeira série informativa da televisão portuguesa e será revelada em dez episódios, sendo o primeiro transmitido hoje a seguir ao "Jornal das 8". Veja aqui 

 

13
Dez17

Igreja Universal manteve rede de adoções ilegais em Portugal e netos de Edir Macedo vieram de esquema

Talis Andrade

 

Neta do dono da Universal.jpgUma neta portuguesa, com certeza

 

Os netos do líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Edir Macedo, um das maiores denominações evangélicas do Brasil presente em quase 200 países, foram ilegalmente adotados em Portugal nos anos 90 como parte de um esquema mantido pela IURD para levar crianças ao Brasil à revelia de suas mães. A informação é parte de uma reportagem da emissora portuguesa TVI, que ouviu a suposta mãe das crianças e a babá que cuidou deles. Segundo jornais e agências do país, o Ministério Público português abriu inquérito para investigar o caso.

 

"Eu nunca vi esse meu filho dar um passo", diz, aos prantos, uma mulher apresentada na reportagem como a mãe de Vera, Luis e Fábio. Segundo a série, que terá dez episódios, as crianças, que então tinham 3 anos, 2 anos e 9 meses, foram foram levadas em 1995 a um abrigo mantido pela Universal em Lisboa após a mãe ter sido denunciada por deixá-los sozinhos em casa enquanto trabalhava. Os três foram levados aos Estados Unidos e, depois, adotados por Viviane Freitas, uma das filhas de Edir Macedo. Outros bispos e pastores teriam também obtido crianças no mesmo lar, que foi regularizado em 2004 e só encerrou as atividades em 2011. A reportagem afirma que a onda de adoções na igreja ocorreu como parte de uma política de Macedo: primeiro ele recomendou vasectomia a pastores e bispos e, depois, passou a orientar adoção. 

 

A Universal afirma ainda que a reportagem é uma tentativa de difamar a instituição porque traz o depoimento de Alfredo Paulo Filho, um ex-integrante da Igreja Universal que saiu do grupo em 2013 e que mantêm batalha legal com Macedo, que denunciou esquema ilegal de remessa de dinheiro.

 

Transcrevi trechos de reportagem do jornal espanhol El País. 

 

Louis Carlos de Andrade e Vera de Andrade, são filhos adotivos de Viviane Freitas, filha de Macedo. Ela vive há muitos anos nos Estados Unidos. Tanto Louis quanto Vera confirmam que nasceram em Portugal, mas viveram a maior parte da vida na América.

 

 

13
Dez17

Uma rede de adoções ilegais envolvendo os netos de Edir Macedo

Talis Andrade

“No caso das adoções ilegais da Igreja Universal, o Estado português também deve ser investigado”

 

por Regiane Oliveira/ El País/ Espanha

 

 

Foram sete meses de investigação em segredo absoluto até que a equipe da emissora portuguesa TVI colocou no ar o primeiro capítulo de uma série de reportagens que denuncia a existência de uma rede de adoções ilegais envolvendo os netos do líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Edir Macedo, um das maiores denominações cristãs do Brasil presente em quase 200 países. Batizada de O segredo dos deuses  , a investigação levou o Ministério Público do país a abrir inquérito para investigar o suposto esquema. As repórteres Alexandra Borges e Judite França, que participaram da investigação, responderam às perguntas do EL PAÍS sobre os bastidores da reportagem.


Pergunta. Como vocês chegaram a esta história?

Resposta. Nós estávamos investigando outro assunto ligado aos negócios da IURD. Era uma reportagem empresarial sobre suposto enriquecimento ilícito e tropeçamos na história dos netos. Ouvimos que Edir Macedo havia escolhido os filhos adotados por sua filha Viviane [Freitas] e que os meninos eram portugueses. Achamos estranho porque não é fácil uma estrangeira adotar uma criança em Portugal. Além do mais, a legislação portuguesa não permite que se escolha a criança a ser adotada. E fomos investigar.

 

P. Como foi o processo de apuração?

R. Não foi fácil fazer a investigação porque em Portugal os processos de adoção são secretos. Começamos tentando contatar pessoas que saíram da IURD, porque quem está dentro da instituição não fala. Descobrimos que as adoções estavam protegidas por acordos de confidencialidade entre os participantes, para que nenhuma informação sobre o processo viesse a ser conhecida. Contatamos pessoas que trabalharam no lar onde as crianças foram adotadas. São pessoas que perceberam que haviam feito coisas erradas e por isso guardaram documentos da época.

 

 

P. Quais foram as maiores dificuldades?

R. Foram sete meses batendo às portas, juntando informações. Teve mães que morreram lutando pelos filhos. Apuramos que cerca de dez crianças foram adotadas nesse esquema. Algumas já estavam nas rédeas da rede quando a mãe conseguiu resgatá-las. É o caso de uma africana que teve malária e deixou seus filhos no lar da IURD para fazer o tratamento. Quando voltou, eles não queriam entregar as crianças, dizendo que ela precisava de advogado. Mas ela resistiu. Outras mães foram à polícia, mas não foram levadas a sério.

 

P. Por que não?

R. São mulheres vulneráveis, com histórico de problemas, algumas já conhecidas pela polícia. Vítimas de violência doméstica. Sem relações estáveis e cujos pais não queriam saber das crianças. Algumas eram dependentes químicas.

 

P. E como vocês chegaram às mães

R. Chegar às mães foi mais complicado. Algumas pessoas com quem conversamos guardaram o nome das mães e das crianças. Mas não conseguimos encontrar todas. Também entrevistamos a babá portuguesa que viveu nos Estados Unidos quase três anos na casa do Edir Macedo e que nos contou sobre como era a vida das crianças.

 

P. O que vocês descobriram que as levou a entender que as adoções foram ilegais?

R. A filha do bispo escolheu as crianças por fotografia, com base em características que a interessavam, o que em Portugal é proibido. Viviane não esconde essa informação. Em seu blog, ela falava que adotou as crianças porque eram parecidas com Júlio Freitas, seu marido. Em Portugal, a Segurança Social te apresenta a criança, com base em diretrizes como idade. A pessoa que quer adotar e a criança têm seis meses para se conhecerem. Sempre de forma vigiada. Como a IURD era dona do lar, eles não passaram por esse processo e fizeram uma desvinculação forçada dos pais biológicos. Descobrimos um conjunto de mentiras que foi passado para o Tribunal [de Família e Menores de Lisboa], como as crianças serem tipificadas como soropositivos, sendo que a mãe biológica é doadora de sangue. Além disso, o tribunal não sabia que elas seriam levadas em aviões privados para fora de Portugal. Nem que seriam separadas. Viviane ficou com duas crianças e outra foi entregue para adoção de um bispo.

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Viviane e Júlio Freitas 

 

P. Mas o tribunal sabia que as crianças estavam sendo adotadas pela filha de Edir Macedo?

R. O tribunal pensava que estava atribuindo as crianças para guarda de uma portuguesa e não para a filha do bispo. Essa mulher é alguém de confiança do bispo Macedo, uma testa de ferro.

 

P. Como o Ministério Público ficou sabendo da história?

R. Nós tivemos que abrir a história para a Procuradoria porque queríamos ter acesso aos documentos administrativos sobre a adoção. Eles analisaram e informaram que abririam um processo crime, antes mesmo de a reportagem ir ao ar.

 

P. Vocês tentaram falar com os jovens que foram adotados?

R. Claro. Fizemos um pedido na IURD em Portugal. Eles nos passaram o contato com o advogado que representa a IURD. E responderam que as adoções foram legais. Agora estão pedindo direito de resposta e tentando desqualificar o bispo Alfredo Paulo [um dos entrevistados], que por sete anos foi responsável pela IURD em Portugal e outros dezoito países da Europa. Mas ele não sabia do caso. Ele criou um blog e fala sobre a IURD [blog A outra face]. Ele não sabia. Foi surpreendido com o caso de Portugal. Apenas nos contou sua experiência ao adotar e disse que achava que os meninos da Viviane tinham vindo de Portugal.

 

P. Se o caso já se tornou público, por que as mães não aparecem nas imagens?

R. Por proteção, as mães não são identificadas. O MP sabe quem elas são. E a IURD também. O maior problema em Portugal são os fanáticos. Nossa página da Internet está sendo invadida. Acreditamos que por ordens do bispo. Temos provas de que foi um processo ilegal. Mas o caso não é sobre a IURD. Se fosse a Igreja Católica, daríamos a mesma cobertura. Quem levou as crianças é que tem que responder. Não fizeram em benefício da igreja, mas em benefício próprio. Mas é mais fácil se esconder atrás do escudo da IURD.

 

P. Vocês alegam que o lar era ilegal, mas admitem que o próprio departamento de Segurança Social mandava crianças para lá...

R. Esse lar só veio a ter convênio com o Estado a partir de 2004. A própria Segurança Social não sabia que era ilegal. Há uma responsabilidade do Estado português a ser investigada, porque aqui não se pode entregar uma criança do jeito que foi feito.

 

P. Não é a primeira vez que a IURD é envolvida em investigações e nunca houve uma condenação. Qual a expectativa com esse caso?

R. No passado houve tentativas de investigação sobre o dinheiro da IURD em Portugal. Mas nunca deu em nada. Em 1995, lembro que a IURD tentou comprar um cinema no Porto, mas enfrentou resistência local e passaram a fazer as coisas na calada. Desta vez, o MP ficou muito intrigado e deve levar até as últimas consequências. É mais fácil investigar adoção do que o dinheiro. As testemunhas já confirmaram que vão falar em Juízo, mas sabemos que alguns crimes estão prescritos.

 

P. De quais crimes estamos falando?

R. Os meninos foram entregues como encomenda e hoje isso é classificado como tráfico de criança. Mas esse crime não estava tipificado na lei na época. O tráfico de crianças entrou na lei apenas em 2007. Muitos defendem que o que aconteceu foi um sequestro, já que as mães nunca autorizaram a adoção. Mas a investigação vai além de Viviane e Edir Macedo. Agora que saiu a reportagem, estamos recebendo e-mails de pessoas que tinham filhos no lar e eles desapareceram. Com as novas denúncias, continuaremos investigando.

 

P. A reportagem mostra que a política de adoção é algo defendido pela IURD. Por quê?

R. Júlio Freitas e Renato Cardoso, maridos das filhas de Edir Macedo, fizeram vasectomia por orientação da IURD. Mas as filhas do bispo queriam filhos. A saída encontrada por Macedo foi a história de que todos da igreja poderiam adotar. Eles vendem a família perfeita, que, inclusive, ao invés de botar criança no mundo, adota. O lar foi o veículo que eles encontraram para facilitar o processo. A única coisa que não conseguimos explicar é por que adotar em Portugal, se, talvez, eles tivessem mais facilidade no Brasil.

 

 

 

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