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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

17
Fev20

Peça 2 – o relatório Mentor e Dario Messer

Talis Andrade

 

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Xadrez das suspeitas do doleiro que encantava procuradores

por Luis Nassif

Na CPMI do Banestado, houve conflito entre os parlamentares, o que resultou em dois relatórios. Um deles teve como relator o deputado José Mentor (PT-SP). Nele, o nome de Dario Messer é mencionado 276 vezes e apontado como o cabeça central do esquema de doleiros em torno do Banestado.

O relatório se baseou em informações enviadas por autoridades americanas.

Página 180 – menciona as transferências de Messer para o exterior através da Real Cambio, que operava com “autorização especial”  do Banco Araucária, principal instituição do escândalo das contas CC5;

Página 233 – menções a Messer pela diretora de câmbio do Araucária.

Página 327 – a principal operadora externa do caso Banestado, a conta Bacon Hill, da Bacon Hill Service Corporation, da família Anibal Contreras, foi financiada por Messer. A revelação foi do próprio Anibal Contreras. Além disso, Messer controlava as contas Midler e Rigler e participava da Depolo Corporation, empresa com conta no Banco MTB de Nova York, e que recebeu mais de US$ 400 milhões de transferências de contas de diversas agências do Banestado.

Página 340 – identifica os seis doleiros com atuação mais efetiva, entre eles Alberto Youssef, Dario Messer e Toninho Barcelona.

Página 342 – aponta Messer como um dos maiores doleiros do país. E diz que seu nome é sempre lembrado quando se trata de contrabando de diamantes e pedras preciosas.

Página 343 – descreve o depoimento de Contreras a autoridades americanas. Diz que ele e Messer foram sócios do Banco Dimensão (de grande envolvimento no Escândalo dos Precatórios). Admite também ter sido financiado por Messer.

Página 345 – reportagem do Jornal do Brasil, de 20/04/2003, sobre o envolvimento de Messer com o escândalo dos fiscais do Rio de Janeiro. A matéria diz que a PF tinha informações sobre contas de Messer nos EUA. Fala de seu envolvimento com o escândalo dos precatórios.

Página 351 – o papel do Banco Dimensão no esquema de doleiros. Depois, seu fechamento e substituição pela FPLM Participações Ltda. Mostra o envolvimento da família no escândalo da Máfia o INSS, no início dos anos 90, que desviou mais de Cr$ 64,8 bilhões.

Página 373 – procuradores da Força Tarefa do Banestado, Vladimir Aras e Carlos Fernando Lima, conseguiram depoimento de ex-gerente do Merchants Bank, na qual ela indica que Messer era sócio de Setton.“Apesar de ‘Nolasco, ter dito apenas Messer e não Dario Messer, isso não modifica a logica que leva a Dario como líder da maior quadrilha de doleiros do Brasil na última década. Além da historia de Dario e de seu pai, Mordko, publícada pelas colunas ,sociais dos jornais, esta Comissão tem dados que, confrontados com o depoimento de Nolasco, não deixam duvidas quanto a quem é e a importância do papel que, Dario exercia – ou ainda exerce – no esquema criminoso”. [Continua]

 

 
16
Fev20

Xadrez das suspeitas do doleiro que encantava procuradores

Talis Andrade

Todos os procuradores de roupa nova

Peça 1 – o histórico de Dario Messer

Mas as informações confirmam as suspeitas que o GGN, e outros sites independentes, divulgaram desde 2015, e que foram solenemente ignoradas pela mídia, sobre os advogados da delação premiada. A blindagem da mídia sobre a Lava Jato era tão formidável que passou aos procuradores a sensação da impunidade perpétua. Ganharam poder absoluto, porque as suspeitas contra eles eram jogadas no caldeirão geral do petismo.

19
Mai18

Conheça o advogado podre de rico por vender delações mais do que premiadas. Cobrança de mesada de 50 mil dólares desde os tempos do BanEstado para a república do Paraná

Talis Andrade

advogado-antonio-figueiredo-basto.png

 

 

 

 

 

Até julho de 2017, o criminalista Antonio Figueiredo Basto já havia firmado com a república do Paraná mais de 20 acordos de delações premiadas. 

 

Escreve o jornalista Sérgio Rodas, "na lava jato, Basto negociou compromissos como o do doleiro Alberto Youssef — a seu ver, o mais importante da operação — e o do dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa".

 

Incrível, espantoso, em um país de justiça justiça, em um país sério certas denúncias deveriam ser investigadas pelas autoridades competentes: o Conselho Nacional de Justiça e o Congresso Nacional. 

 

Atente: Tacla Durán, em depoimento no Congresso Nacional, denunciou o esquema de venda de delações. Uma denúncia grave, mas que nenhuma autoridade leva a sério, que no Brasil os poderes estão podres. 

 

"A chamada República de Curitiba é quase uma família. Ou 'panela', como teria definido o consultor financeiro Ivan Carratu. 


Tacla Durán disse que foi avisado por Carratu de que seria citado na delação de Ricardo Pessoa. Que Carratu havia sugerido contratar um advogado da “panela” de Curitiba e adiantado que, com a assistência de um desses advogados, o acordo de delação premiada seria favorável.


De fato, Tacla Durán foi citado no adendo ao acordo de delação, mas em um depoimento que é estranho não apenas pelo conteúdo, mas pela forma. Quem toma o depoimento, como se fosse um procurador ou delegado da Polícia Federal, é a própria defesa de Ricardo Pessoa. Na verdade, são dois depoimentos — o de Ricardo Pessoa e o do diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana.


Um complementa o outro".  Leia mais para entender o emaranhado da teia criminosa aqui

 

Sérgio Rodas no primeiro páragrafo da entrevista destaca a defesa de Antonio Figueiredo Basto: "os ataques à atuação do Ministério Público Federal e do juiz Sergio Moro não passam de 'garantismo de ocasião". Que lindo!

 

Acrescenta Rodas: Pioneiro da colaboração premiada, Figueiredo Basto virou alvo de críticas de seus pares. Isso porque muitos criminalistas consideravam ou consideram que o mecanismo suprime o direito de defesa do acusado. Mas ele dá de ombros para os ataques.

 

“Meus colegas viraram a cara, torceram o nariz, mentiram, me difamaram, mas a caravana passou e a cachorrada ficou latindo”, ataca, citando que boa parte dos antigos críticos agora faz delações.

 

Segundo ele, até mesmo o parecer do jurista português José Joaquim Gomes Canotilho, segundo o qual os acordos de delação são ilegais por prometer redução da pena em patamar não previsto na Lei das Organizações Criminosas, é "perfumaria".

 

Diz Basto: Colaborar com a Justiça não é uma deduragem de delegacia, um sujeito apontando o dedo para uma pessoa. Pelo contrário: é um processo formal, um acordo. Leia mais 

 

 

Mais uma denúncia contra Basto. Foi acusado pelos doleiros Vinícius Claret e Claudio de Souza, integrantes do esquema de Dario Messer, de protegê-los em seus acordos de colaboração, a troca de uma mesada de US$ 50 mil, durante vários anos, desde as investigações sobre o Banestado.

 

A informação é do jornalista Ricardo Galhardo. "Os doleiros Vinícius Claret, conhecido como ’Juca Bala’, e Cláudio de Souza, acusados de integrar o esquema comandado pelo ’doleiro dos doleiros’ Dario Messer, disseram em delações feitas ao Ministério Público Federal que entre 2006 e 2013 pagaram mensalmente uma ’taxa de proteção’ de US$ 50 mil (cerca de R$ 186 mil ao câmbio atual). O dinheiro, conforme os relatos, era entregue ao advogado curitibano Antonio Figueiredo Basto e um colega dele cujo nome não foi informado. O advogado é considerado um dos maiores especialistas do Brasil em colaborações premiadas", escreve Galhardo. "Na Lava Jato, Figueiredo Basto foi o responsável por negociações e acordos de delação de Lúcio Funaro, Renato Duque, Ricardo Pessoa, entre outros. Em 2004, intermediou o primeiro acordo no modelo atual do País no caso do Banestado, em nome do doleiro e Alberto Youssef – também pivô da Lava Jato –, e homologado pelo juiz Sérgio Moro", diz ainda o jornalista.

 

DCM comenta: Figueiredo Basto também foi advogado de Tony Garcia, que volta agora ao noticiário com a gravação que implica o ex-governador do Paraná, Beto Richa. Era advogado de Tony Garcia quando este fez o acordo de colaboração com Sergio Moro, há mais de dez anos. E Tony passou a grampear pessoas indicadas pelo juiz, inclusive algumas que tinham foro privilegiado. Essas pessoas também têm histórias a contar sobre Figueiredo Basto, na mesma linha dos doleiros.

 

Se puxar o fio no novelo, a investigação vai longe a pode manchar a imagem de herói de alguns.

 

Em Curitiba, sempre se soube que Dario Messer é o cara que pode detonar a panela da qual faz parte Sergio Moro. Apesar de aparecer no caso Banestado, Messer nunca foi molestado pelo líder da Lava Jato. Mas seus concorrentes no mercado clandestino de dólar acabaram presos, inclusive o Toninho da Barcelona.

 

A dúvida é saber até onde os procuradores do Rio de Janeiro e o juiz Marcelo Bretas querem ir. Matéria-prima tem para derrubar a farsa.

 

 

 

06
Mai18

A guerra dos tronos dos doleiros criada para justificar a liberdade e o lava do dinheiro sujo de Alberto Youssef o "rei"

Talis Andrade

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 O sorridente Alberto Youssef preso e solto com açúcar e com afeto 

 

 

Veja que armação do balcão de negócios das delações mais do que premiadas. É a notícia desta semana: "O doleiro Dario Messer, alvo da Operação Lava Jato nesta quinta-feira, construiu um currículo invejável no obscuro mundo do mercado financeiro ilegal. Acusado de ter coordenado um esquema que movimentou mais de 1,6 bilhão de dólares em 52 países, ele foi chamado pelo colega de profissão e delator Alberto Youssef de 'o doleiro dos doleiros' no Brasil. Toninho Barcelona, outro gatuno das transações por baixo dos panos, disse que ele era 'o principal doleiro do Partido dos Trabalhadores”. Este líde, realese da república do Paraná, constitui a base do noticiário da chamada grande imprensa de uma nova campanha de propaganda. 

 

Outra faceta, agora, colocar apelidos nos doleiros como faz a crônica policial para desclassificar os bandidos pobres. Exemplo de título de manchete da revista Veja: Doleiros "Juca Bala" e "Tony" movimentavam R$ 1 milhão por dia.

"Os doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barboza, chamado de Tony, movimentaram R$ 1 milhão por dia entre 2010 e 2016, segundo investigações feitas pelo Ministério Público Federal. As revelações feitas pelos dois, que tornaram-se colaboradores da justiça desencadearam a Operação Câmbio, Desligo, que conta com 43 pedidos de prisão preventiva e dois de prisão temporária. 

 

De acordo com a força-tarefa da Lava-Jato, a dupla desenvolveu um sistema para controlar as transações, chamado de Bankdrop. O programa relaciona mais de 3 mil offshores, com contas em 52 países, e transações que somam mais de 1,6 bilhão de dólares. (Esse "sistema", para Sergio Moro, foi desenvolvido por Dario Messer)

 

Os colaboradores Juca e Tony funcionavam como verdadeira instituição financeira, fazendo a compensação de transações entre vários doleiros do Brasil, servindo como ‘doleiros dos doleiros’, indicando clientes que necessitavam dólares (compradores) e que necessitavam reais”, diz a força-tarefa do MPF". (Para Sergio Moro, Dario Messer funciona como "verdadeira intituição financeira". Confira 

 

Que armação! Rei dos doleiros, Alberto Youssef, movimentou mais de 250 bilhões de dólares do BanEstado, em 52 países. 

 

Por que este exagero de Messer ofuscar Yousserf? Simples! Para encobrir a denúncia de Tacla Duran de que o Lava Jato de Sergio Moro é um balcão de negócios de delações premiadas. 

 

Veja a fila dos candidatos a delator, todos com mandado de prisão aqui

 

Veja o linguajar de um jornalista de Curitiba:

 

"Na condição de doleiro mor no Brasil, Messer servia como fiador de transações realizadas por outros doleiros menores, fazendo com que, ainda que indiretamente, ele tivesse participação em centenas de operações ilegais. Por isso as autoridades brasileiras o consideram uma espécie de 'instituição financeira' própria". Este texto balizou as demais notícias da imprensa: Sergio Youssef passou a ser um doleiro menor, insignificante. Confira aqui 

 

Toninho Barcelona, o apelido de Antônio Oliveira Claramunt. 

 

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