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03
Ago21

Filho de Bruno Covas rebate Bolsonaro: "Covarde que nunca saberá o que é amor"

Talis Andrade

Nunca entenderá o que é amor”, diz filho de Bruno Covas sobre Bolsonaro |  Poder360

Presidente da República criticou o falecido ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), por ir com o filho em uma partida de futebol em janeiro de 2021, semanas antes de sua morte

 

Tomás Covas, filho do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), rebateu nesta terça-feira (03) os ataques sofridos pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o adolescente, o mandatário brasileiro fez uma "fala covarde" por atacar quem já não pode mais se defender. As informações são da jornalista Mônica Bergamo. 

Na última segunda-feira (02), Bolsonaro criticou o falecido pai de Tomas como "o outro, que morreu, que fecha São Paulo para assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã". Na ocasião, Bruno Covas levou Tomas para acompanhar o Santos, clube de coração dos dois, na final da Taça Libertadores da América. Bruno morreria em decorrência de um câncer semanas depois.

"Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro. Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas", declarou Tomas.

"Uma tristeza as agressões vazias do presidente contra meu pai. Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender. Meu pai sempre foi um homem sério e fez questão de me levar ao Maracanã no fim da sua vida para curtirmos seus últimos momentos juntos. Isso é amor! Bolsonaro nunca entenderá esse sentimento", finalizou o filho do ex-prefeito de São Paulo.

À época, Covas ressaltou que tirou 10 dias de licença, recomendada pelos médicos "depois de 24 sessões de radioterapia". Com isso, o prefeito de São Paulo decidiu ir ao jogo de realizar "um pequeno prazer da vida" e que tinha "ciência que sofreria críticas" . "Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila", finalizou Bruno Covas enquanto esteve internado.

 

 
03
Ago21

'Covarde', 'desumano' e 'cruel': autoridades criticam declaração de Bolsonaro contra Bruno Covas

Talis Andrade

Bolsonaro critica Bruno Covas, ex-prefeito de SP falecido em maio, e Doria  reage: 'Desumanidade' - PontoPoder - Diário do Nordeste

 

 

Por G1

- - -

"Covarde", "desumano" e "cruel foram alguns dos adjetivos usados por políticos brasileiros para criticar a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra Bruno Covas.

Na segunda-feira (2), Bolsonaro afirmou a apoiadores na porta do Palácio do Planalto, referindo-se a Covas: “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”. Em janeiro, o então prefeito de São Paulo foi ao Rio de Janeiro assistir à final da Libertadores entre Santos e Palmeiras no Maracanã com Tomás, seu filho.

Covas morreu poucos meses depois, em maio, vítima de complicações do câncer, após 14 dias de internação.

RELEMBRE

Na época em que esteve no estádio, Covas chegou a ser criticado nas redes sociais, e respondeu com post em uma rede social, dizendo que tinha cumprido todos os protocolos de segurança e que, depois de incertezas sobre a vida por causa da doença, quis usufruir de um prazer ao lado do filho:

"Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal."

 

No vídeo abaixo, de 23 de maio, após a morte de Bruno Covas, o filho dele, Tomaz, lembrou do pai e disse que ele foi um guerreiro.

O presidente do Diretório Municipal do PSDB-SP, Fernando Alfredo, disse em nota que condena veementemente as declarações de Bolsonaro sobre Bruno Covas "e por seu exemplo seguiremos lutando pela vida, contra a política do ódio".

"Para todo ato de covardia, resistiremos com a coragem de um povo que não foge à luta. Por Bruno Covas. Pela democracia. Por um Brasil livre da estupidez."

Veja a repercussão nas redes sociais sobre a fala de Bolsonaro:

 

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem Brasileira dos Advogados (OAB)

 

"Digo há muito tempo que Jair Bolsonaro é acima de tudo um covarde. A predileção pelo ataque aos mortos - como no caso do meu pai e agora com Bruno Covas - demonstra a extensão da sua falta de caráter e covardia. Minha solidariedade ao filho do Prefeito Bruno Covas."

 

PSDB

"Bolsonaro não respeita os vivos, os mortos, as instituições, a democracia, o bom senso. Agora ataca até a memória de Bruno Covas, prefeito eleito por milhões de paulistanos."

 

João Doria, governador de SP

 

"A desumanidade de Bolsonaro, agredindo de forma covarde Bruno Covas, só demonstra ainda mais sua falta de respeito pelos vivos e pela memória dos mortos."

 

 

Rodrigo Garcia, vice-governador de SP

 

"A luta que o Bruno Covas travou contra o câncer é um exemplo pra todos nós. Zombar da morte e da dor de qualquer pessoa é desumano e cruel."

 

Eduardo Leite, governador do RS

 

"O desrespeito com a memória de Bruno Covas escancara, de maneira lamentável, a crueldade do presidente e o seu desprezo pela vida e pelo ser humano.

 

Eduardo Paes, prefeito do RJ

 

"Minha solidariedade à família e aos amigos desse grande brasileiro e colega Prefeito de São Paulo Bruno Covas. Sua memória não será atingida por atos desse nível!"

 

Marcelo Freixo, deputado federal (PSOL-RJ)

 

"Quero manifestar minha solidariedade à família do Bruno Covas, que ao contrário de Bolsonaro sempre foi um homem digno. As ofensas grotescas do presidente jamais estarão à altura da memória do Bruno."

 

Randolfe Rodrigues, senador (Rede Sustentabilidade-AP)

 

"Bolsonaro é pequeno. É minúsculo. Não é digno da cadeira que ocupa, nunca será! Manifesto minha solidariedade à família do Bruno Covas. Bruno não merece ter seu nome e sua memória atacada por gente tão vil e sem empatia."

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