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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Dez20

Terrorismo judiciail: Nassif "juridicamente marcado para morrer"

Talis Andrade

censura eleitoral juiz TRE

Criou-se uma atmosfera em tudo semelhante à dos anos 70, quando muitos profissionais, marcados pela ditadura, eram obrigados a mergulhar, a buscar trabalhos de forma clandestina, para não serem esmagados pelas restrições impostas pela ditadura.

16
Ago19

As cartas das crianças do Rio: “Não gosto do helicóptero porque ele atira e as pessoas morrem”

Talis Andrade

A favela sangra. “Não gosto do helicóptero porque ele atira para baixo e as pessoas morrem”, escreveu uma criança, que não especifica nome ou idade, para os desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O colorido desenho que acompanha a mensagem mostra um helicóptero da polícia com agentes armados atirando em direção ao solo, onde há um traficante mas também crianças. Elas correm. No desenho e na vida real. "Isso é errado", completou o pequeno morador do Complexo de Favelas da Maré, um conjunto de 16 comunidades pobres da zona norte da capital onde cerca de 140.000 pessoas moram. Mais de 1.500 cartas e desenhos foram reunidos pela ONG Redes da Maré e entregues à Justiça na última segunda-feira junto com a petição de que fosse restabelecida uma Ação Civil Pública que regula e restringe as operações policiais no lugar. Aceita pela Justiça no segundo semestre de 2017, ajudou a diminuir todos os índices de violência ao longo de um ano. Mas acabou suspensa em junho de 2019. Diante do apelo dos moradores, acabou revalidada nesta quarta-feira, restabelecendo parâmetros mínimos para as ações, como a exigência da presença de uma ambulância e o veto a operações durante o horário de entrada e saída de alunos das escolas. [Transcrevi trecho inicial de reportagem publicada no El País. Leia mais]

desenho criança rio.jpg

 

29
Set18

TJRJ vai apurar vazamento de processo de ex-mulher contra Bolsonaro

Talis Andrade

Segundo a revista Veja, ela acusa candidato de furtar cofre, ocultar patrimônio e não declarar pagamentos

 

 

bolsonaro-boletim-de-ocorrencia.jpg

 

 

JOTA - O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro informou nesta sexta-feira (28/09) que o Corregedor-Geral de Justiça, Claudio de Mello Tavares, instaurou sindicância administrativa para apurar eventual envolvimento de servidores e/ou magistrados no vazamento de um processo em segredo de Justiça contra o candidato a Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

 

O teor do processo em questão, movido pela ex-mulher do candidato, foi noticiado pela revista Veja desta semana.Segundo a revista, na ação ex-mulher acusa candidato de furtar cofre, ocultar patrimônio, não declarar pagamentos e “agir com desmedida agressividade”.

 

Segundo a nota do TJRJ, a medida foi baseada no fato de que os processos de família tramitam em segredo de Justiça e a Editora Abril, responsável pela publicação, fez pedidos de desarquivamento de processos em trâmite nas Varas de Família da Comarca da Capital em que Jair Bolsonaro é parte.

 

Leia a nota do TJRJ:

 

“Considerando que, na data de hoje, foi veiculada pela imprensa matéria fazendo referência ao conteúdo de processo judicial relacionado ao candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro;

 

Considerando que os processos de família tramitam sob segredo de justiça, só podendo ter acesso aos autos as parte e seus respectivos advogados;

 

Considerando que houve diversos pedidos de desarquivamento de processos em trâmite nas Varas de Família da Comarca da Capital em que o mencionado candidato é parte, formulados pela Editora Abril, responsável pela revista Veja;

 

Considerando que os requerimentos de desarquivamento são feitos mediante o preenchimento de formulário eletrônico, constante no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, de forma automática e sem prévia apreciação do pedido pelos Magistrados responsáveis pelas Serventias Judiciais por onde tramitam tais processos;

 

Considerando que o Juízo da 5ª Vara de Família da Comarca da Capital formulou consulta a esta Corregedoria sobre a possibilidade de a Editora Abril solicitar o desarquivamento de processos de família, sob segredo de justiça, dando origem a procedimento administrativo;

 

Considerando que a matéria publicada, em uma primeira análise, não é esclarecedora sobre qual dos processos consta o conteúdo da matéria divulgada;

 

RESOLVE

Art. 1º – INSTAURAR SINDICÂNCIA ADMINISTRATIVA para apurar eventual envolvimento de servidores e/ou magistrados na concessão irregular de vista dos autos a terceiros;

 

Art. 2º – A presente Sindicância será processada nesta Corregedoria Geral da Justiça, tendo em vista que envolve Serventias Judiciais de Núcleos Regionais diversos;

 

Art. 3º – Encaminhem-se os autos para a COPPD para as providências de estilo;

 

Art. 4º – Autue-se e publique-se.

 

Rio de Janeiro, 28 de setembro de 2018.

 

CLAUDIO DE MELLO TAVARES

Corregedor-Geral de Justiça”

 

 

27
Jun18

TJ-RJ condena estado a pagar R$ 900 mil à família de morto em tiroteio

Talis Andrade

 

policia bala perdida indignados.jpg

 


Pela vez primeira a Justiça renconhece um pouco o valor de uma vida

 

 

Pelo sofrimento “imensurável”, a 25ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça fluminense aumentou de R$ 300 mil para R$ 900 mil o valor da indenização que o estado do Rio de Janeiro terá de pagar à família de Fabiano Maciel da Costa. Ele foi morto após ser atingido por bala perdida durante confronto entre policiais militares e assaltantes em outubro de 2012, na Vila Valqueire, zona oeste da cidade. 

 

Talvez pela multa, a polícia que mata termina expulsa. Que o povo, através dos impostos, não deve pagar os salários de assassinos fardados. E que seja arquivado o criminoso slogan "Bandido bom é bandido morto". 

 

No caso Fabiano Maciel da Costa, os magistrados acompanharam, por unanimidade, o voto da relatora, a juíza designada desembargadora Isabela Pessanha Chagas, que estipulou o valor de R$ 200 mil para o filho, o mesmo valor para o pai e outros R$ 200 mil para a mãe da vítima, além de R$ 100 mil para cada um dos três irmãos.

 

Em seu voto, a relatora considerou que, mesmo que não tenha sido provado que o tiro partiu da Polícia Militar, o Estado é responsável pela operação que colocou em risco os cidadãos.

 

“Torna-se desnecessária a comprovação dos danos morais, eis que estamos diante de uma família que teve o convívio com um dos seus parentes interrompido de maneira trágica. Não restam dúvidas do sofrimento do primeiro autor, menor impúbere, que vai crescer sem a companhia do seu genitor, pessoa esta insubstituível.”

 

“Da mesma forma, o sofrimento dos pais da vítima é imensurável e os demais autores, na qualidade de irmãos, também fazem jus à indenização por danos morais”, destacou a relatora em seu voto. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Transcrito do ConJur. Processo 0416529-36.2014.8.19.0001

 

 

10
Jun18

Luiz Fux mata no peito para filha marcar gol

Talis Andrade

Ministro Luiz Fux mata no peito e centra para a filha marcar gol, protagonizando o mais vergonhoso episódio da história recente da Justiça brasileira

 

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O Ministro Luiz Fux protagonizou o mais vergonhoso episódio da história recente da Justiça brasileira. Com seu "mato no peito" desnudou o jogo de interesses e de lisonja que cerca as nomeações para tribunais superiores.

 

Na nomeação, o que pesou foi a lisonja, a trapaça, os acordos com aliados influentes, de políticos federais e estaduais a nacionais a grandes escritórios de advocacia.

 

Sua nomeação - fundamentalmente política - alijou do cargo outro candidato que poderia ter sido Ministro por mérito. Adiou a indicação de Teori Zvaski e Luiz Roberto Barroso, impediu a nomeação de Lucia Valle ou Cesar Asfora, de outros candidatos que construíram sua reputação manifestando respeito permanente pelo poder judiciário e batalhando apenas pelo reconhecimento de seus pares.

 

Fux passou a encarnar o fura-fila, a malandragem explícita dos carreiristas. Passou a perna não apenas em Lula e Dirceu - ao prometer "matar no peito" - mas a outros candidatos ao cargo que se mantiveram dignos e distantes da politicagem rasteira.

 

Agora, a indicação de sua filha Mariana Fux para uma das vagas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro será o coroamento definitivo da pior politicagem, a exposição completa da pequenez dos conchavos de quem não respeita nem o país e muito menos o Poder Judiciário. E exposição da própria incapacidade do Judiciário, através de seus porta-vozes, de reagir contra a desmoralização do poder.

 

Uma moça de 32 anos, sem experiência jurídica, sem nenhuma obra relevante, candidata-se a um cargo vitalício em um Tribunal superior unicamente devido à capacidade de articulação política de seu pai. A OAB-Rio de Janeiro a coloca no topo da lista dos candidatos ao quinto constitucional.

 

Qual a contrapartida dessa manobra? A quem a OAB Rio serve, quando comete esse desatino?

Fonte: Pragmatismo Político

10
Jun18

Fux e Marianna, pai e filha "matadores"

Talis Andrade

Fux mata no peito

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 Marianna desembargadora. Fux ministro

 

Por Maurício Dias

===


A insistência de Lula em reafirmar a candidatura à Presidência da República tem endurecido ainda mais a posição do ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, determinado agora a levar para o plenário do STF as divergências nesta Corte em torno da situação de condenados pela Justiça em segunda instância.

 

Supostamente em busca do que chama de “um Brasil novo”, pretende, como dizem alguns criminalistas, riscar da Constituição o artigo LVII: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.

 

A democracia é a liberdade e não o cativeiro. Lá se vai, então, a presunção de inocência. O ministro Fux acredita que o Supremo não revisará a decisão de permitir a prisão de um condenado que já foi julgado em segunda instância. Há dúvidas. A incerteza leva alguns advogados a dizer que havia mais segurança jurídica no período da ditadura.

 

Certa vez, instigado a falar sobre uma possível candidatura de Lula, Fux respondeu com uma pergunta: “Pode um candidato denunciado concorrer, ser eleito, à luz de valores republicanos previstos na Constituição?”

 

O PT ou, mais precisamente, a então presidenta Dilma Rousseff, abriu as portas do STFpara Fux, em 2011. Ele driblou Asfor Rocha, ministro do Superior Tribunal de Justiça, após fazer uma peregrinação pelos caminhos políticos petistas. Mas, antes de tudo, deu uma passadinha pelo escritório de Delfim Netto. “Eu colei no pé dele”, confessou à Folha de S.Paulo.

 

A peregrinação, após Delfim, foi de José Dirceu a João Pedro Stedile. Um filme já exibido. Merece, no entanto, uma reprise curta, na qual Luiz Fux é intérprete dele mesmo. Dirceu? Stédile? O futuro ministro do STF explicou essa história e, posteriormente, não desmentiu.

 

Aqueles dois influentes líderes políticos, naquele momento, caíram na armadilha de quem seria futuramente um influente ministro do STF. Fux pediu ajuda a Stedile. A recomendação chegou por fax. Ele valeu-se da boa-fé, embora não se saiba para onde o fax foi encaminhado.

 

O ambicioso futuro ministro procurou então o influente José Dirceu, a quem pediu apoio e obteve. Desse encontro nasceu uma afirmação emblemática do aspirante ao STF. Fux teria sido indagado sobre o discutível “mensalão” do PT e respondeu que esse volumoso processo ele “mataria no peito”. Ainda bem que não cumpriu, mas não invalidou a afirmação.

 

O velho STF – Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal, entre outros – deixa saudades dos ministros liberais à moda antiga.

 

 

Fux intercedeu pela filha.

Pezão nomeou desembargadora

 

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Depois de ficar um ano e meio repousando em uma gaveta na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, a nomeação de Marianna Fux – filha do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal – para o cargo de desembargadora saiu rápida. Em uma semana, ela foi selecionada de uma lista de seis nomes e passou em sabatina de menos de dois minutos.

 

Aos 35 anos, ganhou a vaga no Tribunal de Justiça do Rio. A candidatura de Marianna foi cercada de polêmica: ela não comprovou experiência e não cumpriu requisitos básicos. “Foi um total desrespeito às regras. Nomearam alguém que não atende às exigências de qualificação para o cargo”, afirma o advogado Álvaro Quintão, membro do conselho da OAB-RJ que liderou um grupo empenhado em acionar medidas judiciais para impugnar a nomeação.

 

Pelo regimento da OAB, que faz a peneira, quem almeja o posto de desembargador tem que apresentar comprovação de experiência profissional na forma de cinco petições com sua assinatura por ano, nos últimos dez anos. Em vez disso, Marianna primeiro apresentou uma carta do advogado Sérgio Bermudes, seu chefe no único emprego que exerceu desde que se formou e amigo de longa data do ministro Fux, atestando que atuava em seu escritório havia uma década. O conselho que examina as candidaturas insistiu nas cinco petições por ano e Marianna apresentou o que tinha. Problema: não cumpria o exigido em pelo menos cinco anos. De novo, Bermudes entrou em campo alegando que ela esteve muito ocupada o ajudando a organizar um livro de comentários sobre o Código de Processo Civil. A Veja.com, Bermudes disse: “Eu atualizei 6 404 notas. Era preciso que alguém as pusesse em ordem. Foi o que ela fez”. O escritório não guarda registro deste serviço prestado. Diante da documentação falha, trinta conselheiros pediram a impugnação da candidatura e o caso ficou adormecido, sem desfecho.

 

No começo deste ano, o processo de Marianna saiu da gaveta. Houve eleição na OAB, o advogado Felipe Santa Cruz foi reconduzido à presidência e aproveitou para dar uma renovada no conselho. Na reformulação, mais da metade dos que se opunham a Marianna foram afastados. O novo conselho enfim colocou em pauta o antigo pedido de impugnação, mas seu mérito não foi debatido: o relator, Eduardo Kalashe, apontou atraso na entrega e anulou-se o requerimento.

 

“Sei que o processo de escolha de advogados para o TJ-RJ tem que ser aprimorado. Mas o conselho agiu de maneira soberana”, afirma Santa Cruz, que nega qualquer movimento em prol de Marianna. “Propomos eleições diretas (em 2014). Foi feita uma consulta ao Conselho Federal que decidiu em 30 de novembro passado que não era possível alterar as regras pois elas já estavam publicadas”, completa. Procurada por Veja.com, Marianna Fux preferiu não se pronunciar.

 

Dois magistrados confirmaram a VEJA.com terem recebido ligações do ministro Fux desde janeiro intercedendo pela filha. A candidatura renasceu, foi votada e aprovada, o governador Luiz Fernando Pezão assinou a nomeação e ela tomou posse dois dias depois, em 14 de março de 2016. Fonte Veja

 

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17
Mar18

A voz do povo vale mais que a língua de trapo de uma desembargadora que recebe auxílio moradia de luxo

Talis Andrade

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Glenn Greenwald comenta: "Desculpe, mas nenhuma pessoa que diga um vômito difamatório e mentiroso como este pode ser uma desembargadora. Marilia Castro Neves é um lixo".

 

Multidões nas ruas do Brasil choram a morte de Marielle. 

 

Para o povo em geral, o assassinato de Marielle coisa de polícia de dia e milícia de noite. Que a polícia entra nas favelas derrubando portas e atirando.

 

A velha desembargadora Marília que recebe salário acima do permitido pela Constituição, mais auxílio moradia de alto luxo, nada sabe do sofrimento do povo sem terra, sem teto, sem emprego, sem nada. São milhões de brasileiros que o golpe de Temer atirou na miséria. 

 

Da desembargadora do Tribunal que talvez irá julgar os assassinos de Marielle, os mandantes e executores, o antecipado perdão. 

 

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 Seguindo o modelo nazi-fascista da desembargadora a fala de um deputado da extrema direita:

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17
Mar18

Desembargadora baseou ‘denúncia’ em fake news do WhatsApp

Talis Andrade

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 Desembargadora Marília Castro NEVES: "Marielle, um cadáver tão comum quanto outro qualquer" 

 

 

Justissa do Brazil cada vez se parece mais com a justissa dos países do Terceiro Mundo sob intervenção estrangeira e/ ou governados por ditadores vassalos de algum império ou multinacional.

 

Não foi um gesto gratuito da presidenta do Superior Tribunal de Justiça, ministra Cármen Lúcia, anunciar a prisão de Lula em um banquete das empresas internacionais proprietárias das riquezas do Brazil.

 

São previsíveis que todas as investigações de Sérgio Moro resultam em multas da Justiça dos Estados Unidos, país que termina sendo moradia de políticos e togados, a exemplo do ex-presidente do STJ Joaquim Barbosa, que 'comprou' luxuoso apartamento em Miami.

 



Desembargadora baseou ‘denúncia’ de que Marielle era ligada ao CV em fake news do WhatsApp

Desembargadora-Marilia-Castro-Neves-acusou-Mariell

Escreve Kiko Nogueira: A fake news de que Marielle Franco era ligada ao Comando Vermelho, espalhada pela desembargadora Marília Castro Neves, está sendo repercutida por toda a extrema direita.

 

No Twitter, logo após a doutora Marília, o deputado Alberto Fraga, presidente do DEM no Distrito Federal e presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, escreveu essa estupidez:

 

“Conheçam o novo mito da esquerda, Marielle Franco. Engravidou aos 16 anos, ex-exposa do Marcinho VP, usuária de maconha, defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho, exonerou recentemente 6 funcionários, mas quem a matou foi a PM”.

 

A fonte da turma é um áudio de WhatsApp, transferido depois para o YouTube e outras plataformas, de uma suposta “conversa vazada” entre traficantes do CV.

 

Sujeito não precisa ser muito inteligente para perceber que é mais falso que o umbigo de Adão. Escute o áudio

 

 

EXECUÇÃO DE MARIELLE EXPÕE UM JUDICIÁRIO ESTÚPIDO E PRECONCEITUOSO: “Qualquer outra coisa diversa da esquerda é mimimi para agregar valor a um cadáver…” Afirma desembargadora.O problema é o casamento da burrice com a má fé.

 

Escreve Fábio St Rios: A desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, denunciou Marielle Franco, por envolvimento com o Comando Vermelho. Até aqui, poderia ser tudo normal, se a denúncia não fosse baseada numa gravação que circulou no whatsapp que, com certeza, é falsa, não só pelas características risíveis mas, pela própria forma em que circulou socialmente.

 

Para piorar, a reação da própria desembargadores, expôs a forma como agem em ódio de classe, muito característico da sociedade média e alta da sociedade carioca.

 

“Qualquer outra coisa diversa da esquerda é mimimi para agregar valor a um cadáver…”

 

um cadáver comum .png

Obviamente, após a postagem e a péssima repercussão, a desembargadora resolveu apagar a postagem e à coluna de Mônica Bérgamo, tentou se explicar da seguinte maneira:

 

“Eu postei as informações que li no texto de uma amiga”, afirma.


“A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também lutava, trabalhava, salvava vidas”.

 

A emenda saiu pior que soneto. Sua justificativa parece mais com um ciúme louco, de um reconhecimento que Marielle tem do povo e que a desembargadora jamais terá, a menos que mude, por completo, seus conceitos sobre a sociedade. Sobre a desembargadora, o jornalista enviado da CNN, Gleen Greenwald, que foi responsável por divulgar todos os documentos do caso Edward Snowdem da espionagem da NSA, declarou:



“Acordei com mais raiva, não menos, sobre essa difamação. Eu era um advogado e eu sei o quanto os juízes sujos podem corromper o sistema de justiça. Como alguém pode esperar justiça com uma pessoa com essa mentalidade? Marilia Castro Neves deve ser removida.


Desculpe, mas nenhuma pessoa que diga um vômito difamatório e mentiroso como este pode ser uma desembargadora. Marilia Castro Neves é um lixo.” Desabafou no twitter, o jornalista.

 

Greenwald é vencedor do Prêmio Pulitzer de Jornalismo.

 

19
Out17

As cortes nos palácios e varas no lombo do povo

Talis Andrade

Claudia Wallin/ Radar Brasil

 

deusa justiça nua.jpg

 

 


Reportagem do SBT revela um verdadeiro banquete com o dinheiro público: restaurantes e lanchonetes exclusivos para juízes e desembargadores no TJ-Rio, que têm ainda academia de ginástica VIP, elevadores exclusivos e frota de veículos à disposição. O cardápio é farto, e tudo é de graça. O detalhe obsceno: cada magistrado já recebe, além do salário sempre em dia, um auxílio-alimentação mensal no valor de de 1,825 mil reais – dinheiro que compra 45kg de filé mignon por mês, ou 25 cestas básicas populares.

 

Os alimentos são entregues diariamente na sede do TJ-Rio por restaurantes e fornecedores caros. Garçons estão sempre de prontidão para saciar a fome das excelências, alheias à calamidade que as rodeia no Estado: salários atrasados, serviços públicos sucateados, miséria, servidores em dificuldades mais de um milhão de desempregados. E fome.

 

Veja o vídeo da reportagem:

https://www.msn.com/pt-br/noticias/watch/mordomias-bancadas-com-o-dinheiro-público-no-tribunal-de-justiça/vp-AAtGGOC

 

 

 

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27
Set17

Negro no seu lugar

Talis Andrade

 

Jorge Alaminos Estados Unidos negro branco.jpg

 O Usa e Abusa acontece no Brasil vassalo do

Império. Ilustração Jorge Alaminos 

 

 

Para a justiça o fórum não é lugar para negro.
Negro deve conhecer o seu lugar: o trabalho escravo ou pago com um salário mínimo do mínimo.
Brincou em serviço, cadeia.

 

A justiça é PPV.
É para os ricos.
Para tanto a justiça é paga e cara, e tem seus palácios com suas cortes.
Para o povo, varas.
Varas no lombo dos negros.

 

Certa a juíza que trabalha pelo seu salário acima do teto,
e pela ordem e progresso.

A juíza Yedda Christina Ching-san Filizzola, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, deu voz de prisão contra um cidadão negro, na noite da última sexta-feira, dia 22. O crime praticado foi que o cidadão estava na calçada do prédio do Fórum, no Centro do Rio.

 

 

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