Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Set18

Os golpistas matam

Talis Andrade

suicídio crise indignados despejo.jpg

 

 

 

A crise mata. Mata por falta de medicamentos e de socorro médico. 

 

A crise mata por falta de alimentos. Pobreza encurta a vida mais que obesidade, álcool e hipertensão. O Brasil, com os golpistas, voltou ao mapa da fome.

 

Escreve Jeana Laura da Cunha Santos: "Segundo o anuário estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou novo recorde com 63.880 mortes violentas intencionais em 2017, uma média de 30,08 mortes por 100 mil habitantes, um morticínio superior ao de países em conflitos armados; a mortalidade materna voltou a crescer no Brasil, registrando, em 2016, 64,4 óbitos de mulheres para cada 100 mil nascidos vivos; os subocupados e desempregados no país somam 26 milhões de pessoas, um quarto da força de trabalho de 104 milhões; 84% dos trabalhadores estão com problemas financeiros e 32% dos brasileiros que pedem empréstimo pessoal o fazem para pagar dívidas".

 

Há uma estística que o governo Temer esconde: o aumento de suicídios.

 

O jornal O Tempo publicou ontem: 

 

Minas Gerais tem média de três casos de suicídio por dia


Estado registrou aumento de 14,4% dos autoextermínios cometidos em 2017 em relação a 2016. 

 

Thalia 10.jpg

 

 

A revelação mineira causa espanto que a imprensa brasileira sempre engavetou as notícias sobre suicídio.  É um tema tabu apesar do sensacionalismo escandaloso da Polícia Federal com a onda da Baleia Azul. Vide o suicídio da menina poetisa Thalia Mendes Meireles, abusada sexualmente pelo pai desde os doze anos. 

 

 

 

06
Dez17

Pessoas que denunciaram abusos sexuais merecem ser eleitas Personalidades do Ano?

Talis Andrade

Thalia 10.jpg

 Thalia Mendes

 

 

 

No Brasil da tradição do incesto que não é crime, da cultura do estupro, o conformismo cristão, a naturalidade de conviver com 500 mil prostitutas infantis, e considerar normal que a metade dos jovens de 16 a 25 anos seja sexualmente doente. 

 

Quando uma criança aparece grávida foi o boto, quando sequestrada coisa do papa-figo, e quando se suicida foi pelo prazer masoquista de ser torturada durante 50 dias pela baleia azul. São crimes jamais investigados como acontece nas mortes por bala perdida. Como acontece no caso da estudante poetisa Thalia Mendes, 15 anos, que denunciou às autoridades dois anos de abuso sexual praticados pelo pai José Meireles da Silva, dono de supermercado que continua solto e a vítima enforcada. 

 

Pessoas que denunciaram abusos sexuais eleitas Personalidade do Ano pela Time

Assédio sexual .png

 


Impensável que a imprensa brasileira siga o exemplo: As pessoas que nos últimos meses denunciaram casos de assédio e abuso sexual, num movimento colectivo denominado "#MeToo", surgido nos Estados Unidos, foram nomeadas "Personalidade do Ano", pela revista norte-americana Time

 

 

assédio sexual 1.jpg

 


Lusa - Na capa da próxima edição da Time surgem cinco mulheres, entre as quais a actriz Ashley Judd e a cantora Taylor Swift, que quebraram o silêncio, denunciaram casos em que foram vítimas de assédio sexual e fizeram com que milhares de outras pessoas partilhassem histórias semelhantes.



Nas redes sociais, e de uma forma geral na Internet, acabou por sobressair um movimento colectivo espontâneo de denúncia e partilha com a designação #MeToo (#EuTambém), mas, para o editor Edward Felsenthal, da revista Time, isso é só "parte do retrato" sobre assédio e abuso sexual.



"É a mudança social mais rápida a que assistimos em décadas", disse Edward Felsenthal, quando anunciou esta quarta-feira a escolha de "Personalidade do Ano", deixando para trás figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o residente da China, Xi Jinping, e o jogador de futebol americano Colin Kaepernick.

 

Um dos casos mais mediáticos envolveu o produtor norte-americano Harvey Weinstein, acusado de assédio e abuso sexual por mais de oitenta mulheres, entre as quais várias estrelas de Hollywood, como Gwyneth Paltrow, Ashley Judd e Angelina Jolie.

Depois destas denúncias, através de investigações pelo jornal The New York Times e a revista The New Yorker, e que levaram Harvey Weinstein a ser despedido da empresa que co-fundou e à sua expulsão de várias associações e organizações, nomeadamente da Academia de Hollywood, outros casos foram surgindo.

Entre os acusados de assédio e abusos sexuais, mas também de má-conduta sexual, estão actores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman, o ex-presidente da Amazon Studios Roy Price, os realizadores Brett Ratner e James Toback, os jornalistas Charlie Rose, Glenn Thrush e Matt Lauer, o fotógrafo Terry Richardson e o comediante norte-americano Louis C.K.

No Reino Unido, o deputado Kelvin Hopkins, do Partido Trabalhista, foi suspenso por alegado assédio sexual, o ministro da Defesa, Michael Fallon, demitiu-se por comportamento impróprio com uma jornalista, e outros dois ministros foram acusados de assédio.

No início desta semana, a Ópera Metropolitana de Nova Iorque suspendeu toda a colaboração com o maestro James Levine, alvo de denúncias de agressões sexuais.

Roy Moore, o candidato republicano a senador pelo Estado do Alabama, nos EUA, foi denunciado por assédio sexual de menores, mas mantém a candidatura, com apoio público do presidente Donald Trump, embora o Partido Republicano já tenha pedido a sua renúncia às eleições de 12 de Dezembro.

 

22
Nov17

A censurada morte de uma linda adolescente que escrevia poesia

Talis Andrade

thalia 10 instagram .jpg

No Brasil os jornalistas sofrem assédio judicial, têm a morte anunciada, são presos e assassinados. O terrorismo contra a imprensa explica o silêncio sobre vários crimes. Explica porque a imprensa de São Luís jamais publicou uma linha sobre a morte da poetisa Thalia Mendes Meireles, 15 anos, em Monção, e estudante da escola Horas Alegres, em Santa Inês. Thalia foi encontrada morta na Quinta-Feira Santa, e desde os 12 anos sofria abusos sexuais do pai José Meireles da Silva, dono de supermercado em Igarapé do Meio, Maranhão.

CDL thalia nota.jpg

meireles lojistas.jpg

Na foto, José Meireles pousa com João Nojosa de Souza. Thalia morreu na noite do dia 13.04.2017, no dia seguinte, Sexta-Feira da Paixão, a imprensa publicava a nota do CDL.

20
Nov17

Estupro, a estratégia de desacreditar a vítima é intolerável

Talis Andrade

Thalia capa 3 .jpg

A imprensa vendida do interior do Maranhão, e o silêncio cúmplice dos jornalistas da capital São Luís, um bando de safados. Desacreditaram Thalia Mendes Meireles (foto), que teve sua beleza violentada pelo próprio pai, que teve sua juventude roubada por uma morte anunciada por várias tentativas de suicídios. Os meios de comunicação seguiram o que foi ditado por blogueiros de Monção, Santa Inês e Igarapé do Meio. Todos vendidos ao filicida, estuprador e incestuoso dono de supermercados José Meireles da Silva. Grave, sem que a polícia investigue - a culpa sobra para o governador do Maranhão -, sem que a justiça se sinta culpada - com a palavra o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão -, que a estudante Thalia Mendes antes de morrer, aos 15 anos, denunciou às autoridades competentes que vinha sofrendo ameaças e agressões sexuais desde os 12 anos. Foi uma morte anunciada a da estudante e poetisa Thalia Mendes, uma morte mais do que prevista no Brasil da tradição do incesto, e da cultura do estupro. O Brasil precisa ter a mesma indignação da Espanha. O jornal El País, com o título de Manada, escreve um editorial hoje denunciando que "a estratégia da defesa de desacreditar a vítima é intolerável". Leia /p>

15
Nov17

O estuprador de Thalia solto e o de Thayná preso

Talis Andrade

jose meireles.jpg

meireles pai sou dono thalia.jpg

 

 O estuprador José Meireles da Silva continua solto na cidade de Igarapé do Meio, sem que as autoridades e a imprensa do Maranhão apresentem qualquer explicação para tanto descaso e irresponsabilidade. Quando se sabe que todo tarado sexual sempre volta a atacar.

 

José Meireles estuprou a própria filha Thalia Mendes Meireles, que morreu na Quinta-Feira Santa deste ano, aos 15 anos, em Monção.

 

Thalia estudava na escola Horas Alegres em Santa Inês, e era violentada desde os doze anos, e deixou carta historiando os abusos sexuais. 

 

Inteligente, estudiosa, Thalia escrevia um romance.  Leia no arquivo deste Correpondente as poesias de Thalia.  

 

BRA_AGAZ- Thayná 1.jpg 

BRA_NOTA- Hayná 2.jpg

BRA^ES_AT- Thayná.jpg

 

 

Para um criminoso ser preso no Brasil, que tem uma tradição de incesto, que não é crime, e uma cultura de estupro, se faz necessária a movimentação da família, dos moradores do bairro, e dos colegas de escola da vítima. 

 

Foi o que aconteceu no caso da estudante Thayná Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, que estava desaparecida desde o dia 17 de outubro, quando foi vista pela última vez no bairro Universal, em Viana, na Grande Vitória.


Thayná morava no bairro Ipanema, vizinho ao bairro Universal. Desde o dia que a menina desapareceu, a mãe dela, Clemilda Aparecida de Jesus, começou uma busca incansável.

 

Ademir Lúcio Ferreira, que teve a prisão decretada por sequestrar a menina Thayná, também é acusado de um outro caso, de sequestro seguido de estupro. 


O crime aconteceu três dias antes do sequestro de Thayná.

 

O delegado Lorenzo Pazolini, da DPCA, disse que a menina de 11 anos também foi abordada no bairro Universal, em Viana. A adolescente havia saído de casa para ir ao supermercado a pedido da mãe.
Ademir estava no mesmo Gol prata em que foi visto abordando Thayná. O acusado ofereceu uma carona para ela até o supermercado, mas assim que a menina entrou, desviou o caminho.


Segundo as investigações, ele levou a adolescente para um depósito de material de construção, onde estuprou a adolescente dentro do carro. Ela foi abandonada no meio da rua depois do crime e precisou ser hospitalizada.

 

A menina ainda estava internada até o final da última semana, segundo o delegado, que não soube informar o estado de saúde dela atualmente. 

23
Set17

Professora presa após fazer sexo com quatro alunos adolescentes e o caso da estudante poetisa Thalia Mendes Meireles

Talis Andrade

professora-presa-sexo-alunos.jpg

Jessie Lorene Goline ao lado do marido

 

Professora casada é presa por fazer sexo com quatro adolescentes, sendo que três deles são seus próprios alunos. Se condenada, ela pode pegar de dez a 40 anos de prisão ou até prisão perpétua

 

 

Hediondo, o holocausto, o comércio e o cativeiro e o tráfico e o trabalho escravo de 500 mil prostitutas infantis no Brasil, e ninguém vai preso.


Mais grave a tradição do incesto, que não é crime no Brasil.


Preocupante, inquietante e dramático os estupros de crianças e adolescentes nas escolas, nas igrejas, e ninguém vai preso.


Quando as violências sexuais resultam em suicídio, policiais, juízes, promotores, professores, jornalistas colocam a culpa na lenda da baleia azul, que no Brasil prendeu um negro quilombola camponês na Bahia, e um pedreiro também pobre e analfabeto no Rio de Janeiro. Vide o caso da estudante, poetisa Thalia Mendes Meireles, 15 anos, aluna da Escola Horas Alegres, em Santa Inês, Maranhão

 

thalia 1.jpg

thalia 2.jpg

thalia 3.jpg

thalia 4.jpg

 Thalia era forçada a trabalhar como modelo e vendedora da rede de supermercados de José Meireles da Silva, seu próprio pai incestuoso e estuprador desde quando a linda menina tinha apenas doze anos 

 

Pragmatismo Político - Jessie Lorene Goline, de 25 anos, de Arkansas (EUA), que dava aula de Artes na Marked Tree High School, foi presa na quarta-feira (20) depois que o pai de um dos adolescentes a denunciou para a polícia. Ela agora enfrenta acusações de abuso sexual em primeiro grau. As informações são do Daily Mail.


Quando a polícia interrogou um dos menores, o jovem revelou que Jessie (que na foto acima aparece ao lado do marido) mandava mensagens de cunho sexual, que se tornaram cada vez mais picantes. “Queria ir para cama com você, mas você é muito jovem”, foi uma das primeiras. Posteriormente, a professora pediu que ele fosse ao apartamento dela, onde acabaram transando.


Outro adolescente declarou que a mulher chegou a buscá-lo na escola e o levou para sua casa, onde acabaram fazendo sexo duas vezes. Esse mesmo jovem declarou que outro estudante teria aparecido no local na mesma noite, de acordo com a emissora “KAIT-TV”.


Jessie confirmou as acusações, mas disse acreditar que um dos adolescentes tinha 18 anos, quando na verdade “era muito mais novo do que dizia”. Os atos ocorreram de janeiro a abril de 2016.


A professora foi presa nesta quarta-feira, mas acabou liberada no mesmo dia após pagar uma fiança de aproximadamente R$ 15 mil. O julgamento da mulher está marcado para o dia 31 de outubro. Se condenada, Jessie pode pegar de dez a 40 anos de prisão ou até prisão perpétua.

 

 

 

 

 

15
Ago17

"Por que não pergunta como foi meu dia na escola?"

Talis Andrade

 

Na carta suicida, Thalia Mendes Meireles, 15 anos, escreveu:

 

"As pessoas passam a vida inteira julgando tudo que vêem. Jogam palavras que não voltam, olhares que machucam, rejeitam, maltratam, usam. Isso dói, tá legal? O ser humano vai guardando isso dentro de si até formar uma grande bola prestes a explodir. Você pode ver uma pessoa sorrindo, parecendo feliz, mas não se engane, sempre há coisas além. Por isso somos cegos. Nunca vemos além.

 

(...) Que sociedade maldita. Como se tristeza fosse algo irrelevante, que nao precisa de atenção. Idiotas. Quando é tarde eles se perguntam o que tinha de errado.

 

Pais que não vêem seus filhos se cortando, se drogando, se destruindo. Escolas que não vêem o bulling debaixo do seu nariz.

Pais que estrupam os filhos, mães que humilham, irmãos que rejeitam.

Malditos. Malditos.

 

(...) Eu tenho inúmeros motivos para ter feito o que fiz.
Meu próprio pai me abusou e foi por isso que eu morri por dentro. Eu fui morrendo durante dois anos. Fui vendo minha morte sem poder fazer nada a respeito.

 

(...) Minha mãe me tirou minha rotina e passou a assistir tudo em total inconsciência. Eu sei que ela via, mas quem disse que ela percebia?
Ela era uma mãe tão atenciosa, o que aconteceu? Porque ela ficou tão alheia?

 

(...) Porque ela não pergunta como foi meu dia na escola?"

 

Thalia foto blusa laranja.jpg

                                                        Foto: Thalia Mendes Meireles

 

 

A poetisa Karine Kelly, terapeuta corporal, transcreve o seguinte questionário:

 

Nem todas as crianças gostam de contar como foi o dia na escola, e nem sempre a pergunta clássica é capaz de iniciar uma conversa legal.

 

Aqui vão 40 ideias de perguntas para você começar um papo-cabeça com a prole.

 

O que fez você sorrir hoje?


Você foi bom com alguém hoje? Ou você viu alguém sendo bom com outra pessoa?


Você viu alguém fazendo uma coisa que não era legal com outra pessoa?


Todos os amiguinhos tinham com quem brincar na hora do recreio?


Sobre o que era o livro que a sua professora leu hoje?


Alguém fez alguma coisa engraçada na escola, que fez você rir?


Alguém chorou hoje na escola?


Você fez alguma coisa criativa hoje?


Qual é a coisa que todo mundo está adorando brincar no recreio?


Qual foi a melhor coisa que aconteceu no seu dia?


Você ajudou alguém hoje?


Alguém te ajudou? Você falou obrigado?


Com quem você sentou na hora do almoço/merenda?


Houve algo na escola que você não entendeu muito bem?


Quem te inspirou hoje? Alguém fez algo que te causou admiração?


Qual foi a melhor e a pior coisa do seu dia hoje?


Alguém se meteu em confusão na escola hoje?


Alguém levou bronca da professora?


Dê uma nota para o seu dia de 1 a 10.


Houve algum momento hoje que você precisou de muita coragem?


Você gostou da comida na hora do almoço?


Quais perguntas você fez para a professora hoje?


Tem alguma coisa que você está querendo que aconteça amanhã?


Qual foi a regra mais difícil de obedecer hoje a escola?


Me ensina/mostra alguma coisa que eu não sei.


Se você pudesse mudar uma coisa no seu dia, o que seria?


Tem alguma coisa te preocupando que você gostaria de conversar comigo?


(para crianças mais velhas) Você acha que está preparado para a prova de história amanhã?


Você dividiu seu lanche com alguém, ou alguém dividiu o lanche com você?


O que fez sua professora sorrir hoje?


O que fez sua professora ficar brava hoje?


O que fez você se sentir feliz?


O que fez você se sentir orgulhoso de si mesmo?


O que fez você se sentir querido?


Você aprendeu alguma palavra nova hoje/essa semana?


Se você pudesse mudar de lugar com alguém na escola, com quem seria e por que?


Qual é o lugar da escola que você mais gosta e menos gosta?


Se você pudesse ser a professora por um dia, o que você gostaria de ensinar os alunos?


Você acha que tem algo na escola que poderia ser melhorado?


Com que você mais gosta de conversar na escola?


Esse post é uma adaptação livre do post "50 questions to ask your kids instead of how was your day". Para ver o post original clique aqui.

 

 

 

 

 

13
Ago17

A única mensagem em memória de Thalia Mendes Meireles que ainda persiste

Talis Andrade

As investigações do enforcamento da estudante Thalia Mendes Meireles, 15 anos, estudante, poetisa, que escrevia um diário e um romance, cujos manuscritos foram confiscados pelo pai José Meireles da Silva, continuam engavetadas, e nada se sabe do laudo cadavérico.

 

Depois de dois anos violentada por José Meireles da Silva, Thalia Meireles se enforcou em sua residência, na cidade de Monção, na noite da Quinta-Feira Santa, dia 13 de abril último, onde residia com a mãe Francimara Rocha Mendes.

 

Francimara quando tomou conhecimento dos abusos sexuais de José Meireles, fugiu da cidade de Igarapé do Meio e foi residir em Monção. Thalia tinha apenas doze anos quando foi estuprada pelo incestuoso pai.

 

O inquérito está inconcluso, porque José Meireles obstrui as investigações, ameaçando testemunhas. 

 

O medo provoca a autocensura. Todos os amigos e amigas de infância e colegas da Escola Horas Alegres, onde Thalia estudava na cidade de Santa Inês, retiraram dos sites de relacionamento os retratos de Thalia e as mensagens de luto.

 

O medo impera. Até a mãe de Thalia teme morrer.

 

O clima de terror que reina no Maranhão é tão contaminador que apenas a jovem Rafaele Oliveira ...

rafaele oliceira 2 .jpg

rafaele oliveira 1.jpg

 

 

 

 ... escreveu e mantém na sua página no Facebbok a seguinte mensagem nesta foto de Thalia Mendes Meireles:

 

Foto de Thalia com Rafaele Oliveira.jpg

 

 

"Quando me falaram que você partiu logo não acreditei. Vi noticiários na TV, mesmo assim eu insistia em não acreditar que você se foi.

 

Você vai fazer falta minha Princesa. O que nos resta é só saudade. 

 

Luto"

 

 

 

 

 

04
Jul17

Ameaçado de morte o adolescente negro preso como curador internacional do Baleia Azul

Talis Andrade

Boatos registram vítimas em diferentes países. Monoglota, o brasileiro conseguiu o feito de convencer jovens na Sérvia, Itália, Geórgia, China e países de língua espanhola

 

 No Brasil, o garoto semi-analfabeto, de 19 anos, aliciou e induziu a inteligente, criativa e poeta Thalia Mendes Meireles se enforcar, depois de 50 dias de exercícios masoquistas, inclusive autoflagelação, conforme denuncia a corrupta polícia do Maranhão.

 

thalia mendes nova foto.jpg

 Poeta Thalia Mendes Meireles 

 

 

Também para a polícia bandida do Pará, o garoto camponês, monoglota, morador em Cumbila, um povoado quilombola da atrasada e pequena cidade de Bequimão, no estado do Maranhão, persuadiu crianças e adolescentes em países de diferentes continentes, inclusive universitários, a praticar o jogo da baleia azul.

 

O comandante em chefe do Baleia Azul está preso em Belém, capital do estado do Pará, e proibido de falar com jornalistas, e sem advogado. 

 

Quando um coitado é escondido da imprensa, com certeza está sendo torturado.

 

Dizem que vai ser morto pela lei de talião que existe em presídios para quem pratica abusos contra crianças e adolescentes.

 

Eis o sem terra, trabalhador de enxada e plantador de macaxeira Jardson Catanhede Amorim, 19 anos, chefe comandante do Baleia Azul

Cantanhede chefe curador da baleia.jpg

trabalhador de enxada.jpg

 

 

 

O jornal O Globo publica a seguinte farsa: A primeira pessoa a ser presa acusada de atuar como "curador" do jogo Baleia Azul foi preso no interior do Maranhão e trazido para Belém, capital do estado do Pará, na noite de quinta-feira (29). Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (30) pela Polícia Civil, ele teve mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça paraense após ser identificado como intermediador do Grupo “Blue Whale”, página no Facebook que era usada para orientar crianças e adolescentes a cumprirem o jogo que conta com uma série de desafios, desde a mutilação do próprio corpo com cortes e até provas que podem levar ao suicídio.


O crime tem duas penas previstas. Uma delas é de 1 a 3 anos, caso resulte em lesão corporal da vítima, ou de 2 a 6 anos, caso resulte na morte. Após prestar depoimento, o preso foi conduzido para o Sistema Penitenciário para ficar recolhido à disposição da Justiça.


A operação “Blue Whale” foi deflagrada por policiais civis da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT) do Pará, na zona rural do município de Bequimão, a 77 quilômetros de São Luís, capital do Maranhão. No local, foi preso o estudante maranhense Jardson Cantanhede Amorim, 19 anos. Ele foi trazido a Belém e prestou depoimento nesta sexta-feira, na sede da DPRCT, no bairro do Telégrafo, pela delegada Vanessa Lee.


Vítimas


Segundo a delegada, até o momento, duas vítimas já foram identificadas. Uma delas é uma jovem de 18 anos, moradora em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, que chegou a cortar as mãos e braços durante os desafios. A outra vítima é uma jovem que mora em Portugal, que também se lesionou com cortes. Ouvido em depoimento, o preso negou ser curador do jogo da Baleia Azul. As investigações foram iniciadas há três meses, após a mãe da jovem de 18 anos ter procurado inicialmente a Seccional Urbana de Ananindeua, de onde foi encaminhada para a DPRCT, em Belém. Ouvida pela delegada Vanessa Lee, a mãe da jovem informou que a filha estava cumprindo desafios do chamado jogo da Baleia Azul e que chegou a cortar o próprio corpo com uma navalha para cumprir as provas repassadas em uma página na rede social Facebook.

 

[A página possuía mais de um curador do jogo...]

 


Após ouvir os depoimentos, a delegada apurou, na época, que a página possuía mais de um curador do jogo. Um deles, que seria o maranhense, explica a delegada, efetuou o aliciamento da vítima paraense pelo Facebook, por meio de um perfil falso e, posteriormente, enviou um convite para a vítima para participar do grupo.

Os jovens eram orientados a acessar uma outra rede social de origem russa denominada “VK”. Segundo informações coletadas na rede mundial de computadores, além do Pará, ocorreram casos semelhantes nos estados do Mato Grosso e Minas Gerais. Ao todo, as investigações identificaram no grupo um total de 88 participantes, mas o número de pessoas com as quais ele se comunicou nas redes sociais não pode ser mensurado.


Mutilação


As investigações realizadas mostraram que os criminosos, através da internet, cooptaram crianças e adolescentes, em geral, fragilizados emocionalmente por traumas e em estados depressivos, por problemas familiares, a participarem dos jogos. "Facilmente, elas foram impressionadas pelas exigências e orientadas a realizarem as tarefas, caso contrário eram ameaçadas ou tinha os familiares ameaçados", explica.

 

[Os traumas não mencionados, sem que a polícia investigue os criminosos: incestos, desvirginamentos, estupros, curras, bullying, assédio sexual, assédio moral, gravidez indesejada, abortos, abondono dos pais, trabalho escravo, prostituicão infantil, castigos físicos e outros abusos] 

 

A dinâmica do jogo começava por links contidos em grupos no Facebook, os quais redirecionam os jovens para a rede social russa. Depois, os adolescentes eram selecionados a participar do jogo e a cumprir 50 desafios. Neste jogo, detalha a delegada, o “curador” convidava os jovens para o jogo e enviava os desafios a serem cumpridos por meio de um bate-papo. 

 

[Como é possível um jovem negro, pobre de marré deci, passar o dia no celular? isolado em uma comunidade rural, ameaçar de morte os participantes do jogo e seus familiares em distantes capitais do Brasil e diferentes países?] 


Nas conversas, os jovens eram instigados a pegar uma navalha ou faca e riscar a palma da mão com uma numeração fornecida pelo "curador". Depois, tinham que enviar a foto da mão para mostrar que haviam cumprido a prova para poder passar para a próxima prova.


Investigações


A equipe policial da DPRCT efetuou a identificação de IPs e de dados telemáticos para localizar e identificar o endereço do “curador” responsável pelo jogo. Jardson Amorim foi preso na casa onde mora com os pais, em uma comunidade rural, no interior do município maranhense. No local, detalha a delegada, o acusado acessava a internet por meio do telefone celular. Para realizar as investigações, a equipe policial da DPRCT contou com apoio da Coordenação Geral de Inteligência (CGI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do programa Cyberlab.


As investigações resultaram na decretação de mandados judiciais pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Ananindeua no Pará. A operação policial no Maranhão, que foi coordenada pela delegada Karina Campelo, da DPRCT, foi realizada em conjunto com a equipe de policiais civis da Delegacia de Bequimão coordenada pela delegada titular do município maranhense, Martha Dayanne. O preso vai responder pelo crime previsto no artigo 122, do Código Penal, por induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.


O preso é natural de Bequimão e morador de uma localidade do interior deste município chamada Cumbila. Esse fato chamou a atenção dos policiais civis. "O local simples não impediu que aspectos negativos propiciados pelos avanços das tecnologias da informação, a exemplo da internet, propiciem aos criminosos revelar a extrema crueldade que um ser humano pode cometer se escondendo através de um perfil falso nas redes sociais, de forma a lhe garantir 'anonimato' e, assim, orientar jovens a se mutilarem fisicamente e psicologicamente para depois subtraírem sua vida", ressalta a delegada Vanessa Lee.

 

[A delegada faz que não sabe, pelo jogo, cada candidata ou candidato ao suicídio tem que ser fiscalizado, pessoalmente, por uma baleia escolhida pelo curador, para quem prova está realizando os exercícios do jogo. São 50 exercícios. Não foi presa nenhuma baleia. Há uma diferença entre curador e baleia. O curador ordena. A baleia testemunha, vigia. No fantasioso caso relatado, que comprova quanto a polícia é incompetente, existe um curioso colegiado de curadores com suas baleias e suas vítimas]

 

 

25
Jun17

O misterioso suicídio de Thalia Mendes Meireles

Talis Andrade

 

thalia mendes nova foto.jpg

Quem se impressiona com o suicídio de uma adolescente de 15 anos?
Que governo se preocupa com as causas?
Que justiça?
Thalia tem um inquérito policial inconcluso em segredo de justiça no Brasil.
Teve um enterro secreto em uma cova rasa sem epitáfio em um cemitério clandestino.
Quantas Thalias são abusadas sexualmente em uma vida de sofrimento e abandono e dor?
Quantas Thalias vamos assediar e matar?
Quantas?

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D