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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

30
Out22

Virada: Haddad joga Tarcísio nas cordas e vence debate da Globo

Talis Andrade

Bolsonaro larga na frente na primeira pesquisa para o 2º turno: 58% x 42%

 

Firme e convincente, petista questiona marechal bolsonarista sobre caso de Paraisópolis , desmontes do governo Bolsonaro e falta de identidade com São Paulo

 

Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, foi o grande vencedor do debate promovido pela TV Globo na noite desta quinta-feira (27) entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.

Durante o debate, por diversas vezes, Haddad encurralou o candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi obrigado a se manter na defensiva em vários dos temas muito bem abordados pelo petista.

Um dos temas que deixaram o adversário sem resposta convincente foi o caso de Paraisópolis, quando no último dia 17 de outubro ocorreu um tiroteio que interrompeu um ato de campanha de Tarcísio. O bolsonarista que, a princípio, alardeou que teria sido um “atentado”, foi desmentido pelas próprias autoridades policiais. O caso continua recheado de suspeitas, inclusive o fato já comprovado de que um membro da equipe de Tarcísio ordenou a um cinegrafista que apagasse as imagens feitas no local, que poderiam inclusive esclarecer a morte de uma pessoa baleada no tiroteio.

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Fernando Haddad
Candidato ao Governo de SP
AGORA É OFICIAL: em São Paulo o Auxílio será de R$ 800! Eleito governador, vou criar o Auxílio Paulista no valor de R$ 200 pra quem recebe o Auxílio Brasil. Ou seja: o valor vai a R$ 800. Além disso, vou colocar mais pessoas pra receber o benefício. #Vote13
 

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Fernando Haddad fez a Tarcísio a pergunta que os eleitores e eleitoras de São Paulo estão fazendo: por que a equipe de Tarcísio mandou apagar as imagens? Haddad lembrou ao seu adversário que a destruição de evidências de um suposto crime é um ato ilegal.

“A polícia é que decide manter ou não em sigilo a imagem. Esse procedimento é um absurdo. Pergunte para qualquer delegado se uma pessoa pode levar alguém que fez imagens de um crime e determinar que ela seja apagada. Pode comprometer a investigação. Isso gera suspeição. A sociedade está se perguntando o porquê disso”, afirmou Haddad.

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Fiz a pergunta que todo eleitor está se fazendo: por que a equipe do Tarcísio mandou um cinegrafista apagar imagens do tiroteio em Paraisópolis?
 
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Haddad foi incisivo ao analisar a falta de identidade do adversário, que nasceu no Rio de Janeiro e nunca morou em São Paulo antes das eleições, para com o estado.

“Tarcísio, você não fez nada por São Paulo, você passou quatro anos lá [no Ministério da Infraestrutura] e asfaltou 18 quilômetros, não dá pra asfaltar uma avenida em São Paulo. Você conhece a Avenida Sapopemba? Já passou por lá? Não deve ter passado nunca por lá. E a maior avenida da cidade de São Paulo. Você sabe quantos quilômetros tem a Av. Sapopemba? Sabe? São 40 quilômetros!”, indagou.

No debate, Haddad também questionou seu adversário sobre o desmonte promovido pelo governo de Jair Bolsonaro que acabou com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e também não aplicou nenhum reajuste na merenda escolar, que aumentou ainda mais a insegurança alimentar da população mais vulnerável.

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Fernando Haddad
Quem se alimenta com R$ 0,36 centavos por dia? #HaddadNaGlobo
 
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Na sua ofensiva a respeito dos desmontes dos programas sociais conquistados durante os governos do PT, como o Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida, além do corte de verbas para a Educação, Haddad mostrou mais uma vez que a prioridade do governo de Bolsonaro é com o orçamento secreto, em detrimento da defesa da vida do povo brasileiro.

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Fernando Haddad
O bolsonarismo cortou verba da Farmácia Popular, da educação e acabaram com o Minha Casa Minha Vida. Mas para o orçamento secreto, não falta dinheiro. Não queremos isso para São Paulo. Aqui o povo tem que ser prioridade.
 
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No último bloco do debate, Fernando Haddad taxou de inconsistentes as propostas de Tarcísio para o estado e afirmou que o plano do bolsonarista poderia ser apresentado em qualquer estado do país diante da falta de compromissos específicos com São Paulo.

“Você não tem plano de governo. Não tem uma meta, um compromisso. Você falou que é a favor do Bilhete Único Metropolitano. Nada consta. Não consta a palavra “fome” no seu programa. Não consta “Etec nem Fatec”. Você leu seu plano? Eu li. O plano poderia ter sido apresentado no Paraná. Não mudaria nada. Não tem nada específico sobre São Paulo, serve a um propósito geral”, enfatizou Haddad.

14
Out22

Deputado bolsonarista chama arcebispo, CNBB e papa de "pedófilos e vagabundos"

Talis Andrade

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O deputado estadual Frederico D’Avila (PSL-SP) fez uma série de ofensas ao arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ao papa Francisco em seu discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo. D’Avila chamou os religiosos de “safados”, “vagabundos” e “pedófilos”.

“Seu safado da CNBB dando recadinho para o presidente [Bolsonaro], para a população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria amada é a pátria que não se submete a essa gentalha. (…) Seu vagabundo, safado, que se submete a esse papa vagabundo também. A última coisa que vocês tomam conta é do espírito, do bem-estar e do conforto da alma das pessoas. Você acha que é quem para ficar usando a batina e o altar para ficar fazendo proselitismo político? Seus pedófilos safados, a CNBB é um câncer que precisa ser extirpado do Brasil.”

As ofensas do parlamentar são uma resposta ao discurso de dom Orlando durante a missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida em 2021. Na ocasião, o arcebispo fez críticas à política armamentista de Jair Bolsonaro e defendeu a ciência e a vacina. 

Os bolsonaristas neste ano eleitoral de 2022 repetem as provocações no Santuário da Padroeira do Brasil. 

 

Bolsonaro chegou na basílica de Aparecida escoltado e acompanhado de ministros e do candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Entre vaias e aplausos, o padre Eduardo Ribeiro, que conduzia a cerimônia, pediu silêncio para começar a missa.

Mais tarde, apoiadores do atual presidente, vestidos de verde e amarelo, hostilizaram a equipe da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo.

Em outra parte do santuário, outro grupo gritou e avançou sobre um homem que vestia uma camiseta vermelha.

08
Jul22

Reinaldo: Deputada Perpétua dá aula de Defesa a general

Talis Andrade

GugaNoblat on Twitter: "Os militares levaram um pedala Robinho do TSE.  Amadores, merecem." / Twitter

 

Se meu domicílio eleitoral fosse o Acre, Perpétua Almeida @perpetua_acre teria meu voto. Não farei como o Moro ou o Tarcisio, claro!, inventando um endereço (rsss). Parabéns! General comparar TSE a sistema ligado à Internet é só prova de ignorância a serviço da truculência.

Metrópoles
“Me recuso a debater esse assunto com o ministro da Defesa”. Deputada confronta General Paulo Sérgio Nogueira sobre discussão acerca de urnas eletrônicas. Ministro respondeu comparando sistema eleitoral com sistema bancário. “As Forças Armadas estavam quietinhas no seu canto”.
 

28
Mai21

Ato no Rio pode ser considerado campanha ilegal de Bolsonaro

Talis Andrade

Image

palanque eleitoral.jpg

por Cristiane Capuchinho /RFI

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No último domingo (23), o presidente Jair Bolsonaro fez um ato político com um passeio de moto no Rio de Janeiro. Em cima de um palanque no Aterro do Flamengo, o chefe de Estado apareceu novamente sem máscara ao lado de ministros e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Para o cientista político Claudio Couto, professor da Fundação Getulio Vargas, o evento reúne atitudes do governo de afronta aos cuidados sanitários que podem municiar a CPI da Covid. Ele aponta ainda que a manifestação pode ser considerada campanha eleitoral antecipada, o que é ilegal, com dinheiro público.

Em um passeio de moto atravessando a cidade do Rio de Janeiro no domingo, o presidente provocou aglomerações e reuniu apoiadores que usavam, entre outros slogans, a frase "Eu autorizo", em menção a um golpe militar no país. Ao final, o presidente discursou ao lado dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Tarcisio de Freitas (Infraestrutura), além do general Pazuello. 

Para o cientista político da FGV, este foi mais um ato que segue a mesma lógica de outras manifestações bolsonaristas "de afronta às instituições, às leis e, depois do início da pandemia, tem uma afronta aos cuidados sanitários, não só pela aglomeração, mas pelo fato de ter um monte de gente ali sem máscara, como o próprio presidente da República e o ex-ministro da Saúde", aponta"Me parece um ato problemático em todos os aspectos: atenta contra a democracia, atenta contra a lei, atenta contra regras sanitárias e claramente é uma maneira de desdenhar da própria CPI [da Covid do Senado]."

Couto lembra ainda que a presença de um general da ativa, como Pazuello, em evento político confronta a legislação. A participação do ex-ministro foi considerada um "erro" até mesmo pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, nesta segunda (24).

Em relação à CPI, o cientista político acredita que o ato dá mais instrumentos para mostrar a "sabotagem" do governo às medidas de contenção da crise sanitária.

 

"O presidente faz a chacota do trabalho da CPI quando age dessa maneira e isso pode piorar o ânimo, se é possível piorar mais, dos membros da CPI que não são alinhados ao governo com relação às atitudes do governo nesta frente. Creio que ele dá tanto condições objetivas de uma investigação mais aprofundada sobre novos problemas quanto ele também muda as condições subjetivas, no sentido de piorar a disposição que possam ter os membros da CPI em relação ao seu comportamento", avalia.

Campanha antecipada

A mais de um ano da eleição presidencial de 2022, o professor da FGV considera que o presidente Bolsonaro tem criado manifestações, como a no Rio de Janeiro ou no Maranhão, que podem ser consideradas atos de campanha eleitoral antecipada, o que é ilegal.

"São claramente de campanha antecipada, o presidente está se promovendo junto a essas bases. E quando ele faz isso, por ser o presidente da República e requerendo um aparato de segurança específico, ele produz um prejuízo para o Estado. Ou seja, o presidente está na realidade fazendo campanha antecipada, o que já é uma ilegalidade, com dinheiro público, o que é uma segunda ilegalidade. Temos problemas sérios aí de malversação do erário, ou seja, algo análogo à corrupção", afirma.

Perguntado se Bolsonaro poderia responder judicialmente por essas ilegalidades, Couto descarta a possibilidade, qualificando o procurador geral da República, Augusto Aras, como alguém subserviente ao presidente.

"É muito pouco provável que este procurar-geral da República tome qualquer atitude com relação a isso. O que pode haver é algum tipo de queixa-crime às autoridades judiciais por parte dos partidos de oposição, isso é possível. Agora, se depender do PGR, eu duvido que qualquer coisa ocorra", conclui.

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