Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Mai19

BOLSONARO DIZ QUE VAI NOMEAR MORO PARA O  STF

Talis Andrade

moro stf a galinha de ovos de ouro_thiagolucas.jpg

 

por HELIO FERNANDES

---

Publiquei isso ha 3 meses. Só que minha informação era completa, na

mão e na contramão. A ideia do capitão se baseava no desgaste e no

desprestigio do ex-juiz da Lava-Jato. Convidado para se transferir

para Brasília, em plena campanha presidencial, respondeu publica e

oficialmente:" Não quero fazer  carreira política".

 

Devia ter seguido o instinto, a vontade e a convicção. Contrariou

tudo, foi para a capital, acumulando dois ministérios importantes. E

sendo considerado a segunda personalidade na hierarquia do Poder. Quem

comentava uma possível sucessão depois dos primeiros 4 anos do

capitão,não se arriscava em deixar Moro de fora de uma lista de nomes

supostos ou pressupostos.

 

Só que o duplo ministro cometeu tantos erros e equívocos, chafurdou de

tal maneira no ostracismo, que o risco é mantê-lo como opção para uma

possível vaga em 2022.

 

Garimpando a noticia com entusiasmo e em tempo integral, descobri e

publiquei: "Moro e Bolsonaro concordaram, a primeira vaga no STF será

dele". Só que a primeira vaga no STF, só ocorrerá dentro de 1 ano e 9

meses.

 

Ficavam impedidos de comentarem o assunto, era naturalmente

constrangedor. Mas como o capitão considera que está acima do bem e do

mal, quebrou o silencio, e "nomeou" Moro mesmo sem vaga.

 

nani moro stf.jpg

 

15
Mai19

Mídia rifa Moro, o ministro que virou bagaço

Talis Andrade

moro ratostfRomulo.jpg

 

 


Os abusos da Operação Lava-Jato, que ajudaram a demonizar a política e a chocar o ovo da serpente fascista no país – resultando na eleição do miliciano Jair Bolsonaro –, só foram possíveis graças ao apoio entusiástico da mídia falsamente moralista. Sem cumprir o seu papel informativo, ela nunca questionou os métodos arbitrários e ilegais de Sergio Moro. 

O juizeco de primeira instância, também apelidado de “marreco de Maringá”, virou herói do Partido da Imprensa Golpista – o PIG. Ele foi homenageado inúmeras vezes pela Rede Globo e paparicado por outras emissoras de rádio e tevê, ocupou várias capas da Veja e de outras revistonas e teve espaço generoso, quase diário, nos jornalões. 
 
Como prêmio pelos serviços prestados – principalmente com a prisão e o impedimento da candidatura de Lula, que aparecia com folgada vantagem em todas as pesquisas eleitorais –, Sergio Moro ganhou um superministério do eternamente grato Jair Bolsonaro. Ele não vacilou em se unir com “laranjas”, milicianos, fascistas, fundamentalistas e outros trastes. 

A vaidade e a ambição pelo poder, porém, rapidamente desmascararam o justiceiro da Lava-Jato. No mundo, Sergio Moro já é tratado como oportunista e venal. Recentemente, José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal, afirmou que o juizeco “é um ativista político disfarçado de juiz”, um sujeito “indigno, medíocre e lamentável” – veja abaixo o petardo. 

No Brasil, a sua máscara também vai caindo. Ele chegou ao governo sendo tratado como “futuro presidente” – ou, no mínimo, como ministro do Supremo Tribunal Federal, o que seria como “ganhar na loteria”, disse excitado. Aos poucos, porém, o superministro virou bagaço no “laranjal” de Jair Bolsonaro. Sua imagem se desgasta a cada dia que passa. 

No Congresso Nacional, Sergio Moro coleciona derrotas. Na semana passada, a comissão especial que analisa a reestruturação administrativa retirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do “superministério” da Justiça, devolvendo-o ao Ministério da Economia. Foi a maior humilhação do juizeco até agora. O seu pacote anticrime – que na verdade representa uma licença para matar – também está estacionado no parlamento. 

Sergio Moro também é humilhado pelo próprio chefe, que nada fez para manter o Coaf na mão do seu cabo-eleitoral de luxo – muito pelo contrário. Ele sequer conseguiu indicar a especialista em segurança pública Ilona Szabó para um conselho consultivo do ministério. O nome dela foi vetado pelo presidente-capetão. Até hoje, o justiceiro segue quieto sobre os “laranjas” e os condenados que são seus parceiros na Esplanada do Ministério. 

Diante de tantas derrotas e humilhações, a mídia udenista, que fabricou a farsa do heroico justiceiro, já começa a entregar os pontos. Neste final de semana, Estadão e Folha deram adeus às ambições de Sergio Moro. “Um superministro sem força”, ironizou o editorial do jornalão da famiglia Mesquita. Já o diário da famiglia Frias publicou um duro artigo sobre as “derrotas de Moro”. Pelo jeito, nem a promessa do carguinho no STF, feita de forma matreira pelo “capetão” Jair Bolsonaro, está garantida. 
 
 
O que acontece quando um ativista político atua disfarçado de juiz
 
 
A nota oficial de José Sócrates: 

O juiz valida ilegalmente uma escuta telefônica entre a Presidente da República e o anterior Presidente. O juiz decide, ilegalmente, entregar a gravação à rede de televisão Globo, que a divulga nesse mesmo dia. O juiz condena o antigo presidente por corrupção em “atos indeterminados”. O juiz prende o ex- presidente antes de a sentença transitar em julgado, violando frontalmente a constituição brasileira. O juiz, em gozo de férias e sem jurisdição no caso, age ilegalmente para impedir que a decisão de um desembargador que decidiu pela libertação de Lula seja cumprida. 

O conselho de direitos humanos das Nações Unidas decide notificar as instituições brasileiras para que permitam a candidatura de Lula da Silva e o acesso aos meios de campanha. As instituições brasileiras recusam, violando assim o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos que o Brasil livremente subscreveu. No final, o juiz obtém o seu prêmio: é nomeado ministro da justiça pelo Presidente eleito e principal beneficiário das decisões de condenar, prender e impedir a candidatura de Lula da Silva. 

Lula-e-Moro inelegibilidade .jpg

 



O espetáculo pode ter aspectos de vaudeville mas é, na realidade, bastante sinistro. O que o Brasil está a viver é uma desonesta instrumentalização do seu sistema judicial ao serviço de um determinado e concreto interesse político. É o que acontece quando um ativista político atua disfarçado de juiz. Não é apenas um problema institucional, é uma tragédia institucional. Voltarei ao assunto. 

José Sócrates - Ericeira, 22 de abril de 2019
 

barganha Moro-no-STF-final.jpg

 

15
Mai19

Moro "engole milícias, laranjal, ilegalidades dos decretos de armas, Queiroz, o silêncio sobre Marielle, ou perde a vaga no STF"

Talis Andrade

moro nazismo .jpg

 

 

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a declaração de Jair Bolsonaro (PSL) sobre o pacto com o ex-juiz e ministro da Segurança Pública, Sérgio Moro, que será indicado para a próxima vaga aberta na Corte.

“É ruim para o candidato (Moro), para a Presidência da República, e para a instituição Supremo, porque parece que os cargos que lá existem são destinados a um troca-troca”, disse, segundo a coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, nesta terça-feira (14).

Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), a Comissão Executiva Nacional do PT diz que o acordo firmado entre Moro e Bolsonaro é tipificado como crime de corrupção pelo Código Penal.

“Moro e Bolsonaro ofendem o país e suas instituições, a começar pelo Supremo, que se vê envolvido numa grosseira barganha política. O Brasil não merece ser governado por pessoas tão despreparadas para exercer funções públicas”, diz trecho da nota.

"Juizeco vendido", afirmou o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara. "Não é mais especulação. Está confirmado! O próprio Bolsonaro assume que tem compromisso político com Sergio Moro para indicá-lo para o STF como pagamento pela condenação e prisão de Lula", afrmou o parlamentar por meio de sua página nas redes sociais.

"Essa revelação é uma demonstração de que a ida de Moro para o governo foi parte de um acordo político realizado e que envolveu o processo que condenou o ex-presidente Lula. A cada dia, fica mais claro que aquele foi um processo político movido por diversos interesses", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), em entrevista ao UOL.

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) diz que Bolsonaro desmoralizou seu ministro. "Escancara a tramoia para tirar Lula da campanha e abrir caminho para sua chegada ao Planalto. Uma condenação encomendada numa troca cínica que mancha a Justiça e carimba a suspeição de Moro", publicou nas redes sociais.

Contradição de Moro

moro analfabeto conge .jpg

 

A promessa de Bolsonaro de indicar Moro ao Supremo contraria o pacote de "70 medidas contra a corrupção" apoiado pela força-tarefa da Lava-Jato e pelo próprio ministro da Justiça e Segurança Pública.

A 29ª regra do projeto proíbe a indicação ao STF de quem tenha, nos quatro anos anteriores, "ocupado mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União ou ministro de Estado". Portanto, o projeto que Moro defende o impediria de assumir a cadeira na Corte. 

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirma que Moro está cada vez mais com a moral e a ética arranhadas. "Fica no governo ou perde vaga no STF. Engole milícias, laranjal, ilegalidades dos decretos de armas, Queiroz, o silêncio sobre Marielle, ou perde a vaga no STF. Perde a dignidade e o respeito de forma definitiva", disse no Twitter.

conge moro.jpg

 

13
Mai19

"Bandido bom é bandido morto"

Talis Andrade

noblat.jpg

 

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 12, que, na primeira vaga que abrir no Supremo Tribunal Federal (STF), espera cumprir o compromisso de indicar o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. "Se Deus quiser, cumpriremos esse compromisso", disse, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

"Uma pessoa da qualificação do Moro se realizaria dentro do STF", afirmou. Bolsonaro disse acreditar que Moro seria um "grande aliado da sociedade brasileira dentro do STF".

moro barganha .jpg

 

Anticrime

Sobre o pacote anticrime apresentado ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Bolsonaro afirmou esperar que seja aprovado, mas ponderou que não é "dono da pauta" do Legislativo. "Maia (Rodrigo Maia) é dono da pauta na Câmara e Alcolumbre (Davi Alcolumbre) é dono da pauta no Senado", argumentou. "Não posso exigir, interferir, a bola (agora) está com o Rodrigo Maia."

bandido bom.jpg

ronald paulo alves pereira, major pm.jpg

ronald paulo alves pereira vulgo maj ronald ou tar

adriano magalhães da nóbrega.jpg

adriano magalhães da Nóbrega .png

 

 

 

13
Mai19

Jogada de mestre: ao pagar fatura da eleição, Bolsonaro tira Moro da frente em 2022

Talis Andrade

moro bolsonaro barganha stf.jpg

 

 

por Ricardo Kotscho

---

Falem o que quiserem do capitão presidente, mas burro ele não é, ou não teria vencido a eleição em 2018.

Pode parecer uma loucura -  e é -, mas Bolsonaro já está pensando na reeleição em 2022.

Foi só por isso, e para agradar à sua seita nas redes sociais, que ele antecipou o pagamento da fatura a Sergio Moro por ter prendido Lula e deixado o campo livre para a sua vitória.

Vejam o que ele disse, com todas as letras, em entrevista à rádio Bandeirantes no domingo:

“A primeira vaga que tiver no STF, eu tenho esse compromisso com Moro, e se Deus quiser nós cumpriremos esse compromisso. Acho que a nação toda vai aplaudir um homem com esse perfil dentro do STF”.

Quando exatamente se acertou esse “compromisso”? Antes ou depois da eleição e da prisão de Lula? A troco de quê?

Ao falar que a “nação toda vai aplaudir”, Bolsonaro matou dois coelhos ao mesmo tempo: pegou carona na popularidade de Moro e tirou o ex-juiz da frente nas próximas eleições.

Como só deve abrir vaga no STF no final de 2020, Moro vai passar 18 meses na chuva, dando trombadas com políticos, tentando vender seu pacote “anticrime”, que é contestado por quase todo o mundo jurídico.

Quem melhor resumiu a ópera bufa em que os dois personagens rasgaram as fantasias, foi o colunista Luiz Weber,na Folha:

“Se de fato trocou Curitiba apenas por uma vaga no Supremo, Moro agiu como um deputado do centrão: hipotecou sua imagem para lustrar um governo em troca de uma sinecura. O discurso era só discurso”.

Moro e Bolsonaro não enganam mais ninguém que tenha no mínimo dois neurônios.

A grande farsa do juiz da Lava Jato e do capitão reformado foi denunciada nos principais veículos da imprensa mundial, que foi direto ao ponto:

“Bolsonaro nomeia juiz que ajudou a prender Lula”, diz o título do inglês Financial Times, a bíblia do mundo financeiro, que não pode ser chamado de comunista.

Menos de um mês atrás, dia 23 de abril, Moro declarava em entrevista:

“Ir para o STF seria como ganhar na loteria. Não é simples. O meu objetivo é apenas fazer o meu trabalho”.

Quanta meiguice… Se depender de Bolsonaro, Moro já ganhou esta loteria, mas é preciso saber como estarão Bolsonaro e Moro daqui a 18 meses.

Quem pode garantir que os dois ainda estarão no poder no ano que vem?

“Fico honrado com o que o presidente falou, mas não tem a vaga no momento. Quando surgir, ele vai analisar se vai manter o convite, eu vou avaliar se vou aceitar, se for feito efetivamente o convite”, disse Moro esta manhã em entrevista à radio Jovem Pan de Curitiba, emissora semioficial do governo.

Um outro fator que deve ter pesado na nomeação precoce de Moro por Bolsonaro foi o apoio que importantes veículos de mídia já estavam dando a uma possível candidatura presidencial do ex-juiz da Lava Jato, que não ficou chateado com isso.

Na sua interminável maratona de entrevistas e palestras -a que horas ele despacha? Moro continua em campanha permanente, assim como seu chefe Bolsonaro.

Só não dá para saber ainda, em sua linguagem melíflua e arrevesada, se é candidato ao STF ou ao Palácio do Planalto.

Na dúvida, o ex-juiz poderá ficar sem nada, pendurado na escada do poder com a brocha na mão, tendo ainda que passar antes no exame da OAB para poder trabalhar como advogado.

Num país em que ninguém pode prever o dia de amanhã, desconfio que os dois ansiosos parceiros estejam colocando o carro na frente dos bois.

“Ao se mexer tão cedo, colocou-se em impedimento. E juiz uma vez impedido, sempre impedido”, constata, com precisão, Luiz Weber, no final da sua coluna “Moro em impedimento”.

De superministro a personagem caricato, ridicularizado nas redes sociais e por políticos do centrão herdado de Eduardo Cunha, passaram-se apenas quatro meses e meio.

A vida em Brasília é mais dura do que ele pensava ao acertar o “compromisso” com Bolsonaro.

Moro já deve estar sentindo saudades de Curitiba, onde era rei, e não precisava dar satisfações a ninguém.

Vida que segue.

Em tempo: lembro que o dia 15 está chegando, e o Brasil decente, que não se entregou ao boçalnarismo, está se mobilizando para ir às ruas. Quarta-feira é dia de mostrar que a nossa paciência está chegando ao limite, diante de tantos desvarios, que estão levando o país à breca. Essa luta não é só de estudantes e professores, mas de todos nós. Reage, Brasil!

 

13
Mai19

INDICAÇÃO DE MORO AO STF É PAGAMENTO PELA CONDENAÇÃO DE LULA, DIZEM PARLAMENTARES

Talis Andrade

-Ricardo-Welbert-sobre-o-juiz-Sérgio-Moro-ter-ace

 

247 - A afirmação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que ele havia prometido uma vaga no Supremo Tribunal Federal (ST) ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, reforçou as denúncias de parcialidade e prêmio por ter condenado o ex-presidente Lula quando Moro era juiz e comandava os processos da Lava Jato em Curitiba.7

 

"Juizeco vendido", afirmou o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara. "Não é mais especulação. Está confirmado! O próprio Bolsonaro assume que tem compromisso político com Sergio Moro para indicá-lo para o STF como pagamento pela condenação e prisão de Lula", afrmou o parlamentar por meio de sua página nas redes sociais.

"Essa revelação é uma demonstração de que a ida de Moro para o governo foi parte de um acordo político realizado e que envolveu o processo que condenou o ex-presidente Lula. A cada dia, fica mais claro que aquele foi um processo político movido por diversos interesses", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), em entrevista ao UOL.

Para deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), a declaração não é nenhuma surpresa, mas cria um complicador para o ministro da Justiça: conseguir apoio para ele ser aprovado como ministro do STF, já que a indicação do presidente precisa passar pelo aval no Senado.

"Uma coisa é prometer a indicação. Outra coisa é o Moro ser, de fato, aprovado pelo Senado. Acho que com essas revelações, é sempre uma situação complicada, ainda mais considerando a falta de articulação política desse governo", afirmou o parlamentar.

o pagamento moro bolsonaro .jpg

 

13
Mai19

O PAGAMENTO: BOLSONARO CONFIRMA 'TER COMPROMISSO' PARA INDICAR MORO AO STF

Talis Andrade

moro bolsonaro o pagamento.jpg

 

247 - O presidente Jair Bolsonaro disse ter "um compromisso" com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para indicá-lo para ocupar a vaga que será aberta no próximo ano com a aposentadoria do ministro Celso De Mello do Supremo Tribunal Federal (STF). "Tenho um compromisso com ele (ministro Sérgio Moro). A primeira vaga (do STF) que vier é dele. Vou honrar o compromisso com ele, caso ele queira", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Bandeirantes. "Acho que todo o Brasil vai aplaudir um homem como o Moro no STF", completou.

 

Moro, que acabou recuando de um possível pedido de demissão caso tivesse seus poderes esvaziados – o que acabou confirmado com a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da sua pasta para o Ministério da Economia (leia no Brasil 247) – já havia adiantado anteriormente que ser indicado para o STF seria como "ganhar na Loteria (leia no Brasil 247).

Celso de Mello deverá deixar o STF em 2020 devido a aprovação, em 2015, da chamada PEC da Bengala, que ampliou de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória para o funcionalismo público. Além de Moro, Bolsonaro também poderá indicar um membro para a  Corte durante o seu mandato, já que o ministro Marco Aurélio deverá se aposentar em julho de 2021, após completar 75 anos.

13
Mai19

INDICAÇÃO DE MORO AO STF É PAGAMENTO PELA CONDENAÇÃO DE LULA, DIZEM PARLAMENTARES

Talis Andrade

-Ricardo-Welbert-sobre-o-juiz-Sérgio-Moro-ter-ace

 

247 - A afirmação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que ele havia prometido uma vaga no Supremo Tribunal Federal (ST) ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, reforçou as denúncias de parcialidade e prêmio por ter condenado o ex-presidente Lula quando Moro era juiz e comandava os processos da Lava Jato em Curitiba.7

 

"Juizeco vendido", afirmou o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara. "Não é mais especulação. Está confirmado! O próprio Bolsonaro assume que tem compromisso político com Sergio Moro para indicá-lo para o STF como pagamento pela condenação e prisão de Lula", afrmou o parlamentar por meio de sua página nas redes sociais.

"Essa revelação é uma demonstração de que a ida de Moro para o governo foi parte de um acordo político realizado e que envolveu o processo que condenou o ex-presidente Lula. A cada dia, fica mais claro que aquele foi um processo político movido por diversos interesses", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), em entrevista ao UOL.

Para deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), a declaração não é nenhuma surpresa, mas cria um complicador para o ministro da Justiça: conseguir apoio para ele ser aprovado como ministro do STF, já que a indicação do presidente precisa passar pelo aval no Senado.

"Uma coisa é prometer a indicação. Outra coisa é o Moro ser, de fato, aprovado pelo Senado. Acho que com essas revelações, é sempre uma situação complicada, ainda mais considerando a falta de articulação política desse governo", afirmou o parlamentar.

o pagamento moro bolsonaro .jpg

 

07
Mai19

Witzel é um genocida que precisa ser detido; veja ataques à população de Angra

Talis Andrade

 

Witzel precisa ser detido: vídeo onde, de helicóptero, coordena ataques à população de Angra

Em entrevista a O Globo, admitiu que os snipers estão agindo. E há inúmeros relatos de pessoas sendo mortas por atiradores à distância. E as vítimas não são apenas suspeitos, mas cidadãos comuns.

 

Ontem o governador do Rio de Janeiro sobrevoou Angra dos Reis, de helicóptero, de onde snipers atiraram contra a população, a pretexto de combater os bandidos.  Witzel é um genocida, que mais cedo ou mais tarde, será submetido a um tribunal internacional por crimes contra a humanidade. Mas, antes disso, precisa ser detido.

Veja, no vídeo (acima), as cenas dantescas da operação.

moro-witzel.jpeg

moro witzel.jpg

O pacote anticrime do ministro da Segurança Pública Sergio Moro tem o apoio de Witzel

 

 

Desde a campanha estimulava a ação de snipers, atiradores especializados, para matar à distância pessoas suspeitas de carregarem armamentos.

Em entrevista a O Globo, admitiu que os snipers estão agindo. E há inúmeros relatos de pessoas sendo mortas por atiradores à distância. E as vítimas não são apenas suspeitos, mas cidadãos comuns.

O ápice dessa loucura foi o assassinato do vendedor por uma tropa do Exército. Mais de 80 tiros em um carro, que não foram interrompidos nem após se perceber que havia uma criança. Executaram até o bravo cidadão, catador de lixo e cidadão, sim, que mostrou a solidariedade de tentar salvar os ocupantes do carro.

Agora, Witzel aparece em Angra dos Reis em um jogo de cena mortal, ocupando um helicóptero que dispara do alto contra casas humildes. Depois, vai comemorar seu banquete de sangue hospedando-se em um hotel de luxo com a família, sem revelar quem está pagando as diárias. É um bufão que, se tivesse coragem mesmo, estaria na linha de frente enfrentando o PCC.

Witzel é de mesma farinha de Marcelo Bretas, Sérgio Moro, do procurador militar Carlos Frederico de Oliveira Pereira, que não apenas ordenou a soltura dos dez militares envolvidos no assassinato  do músico Evaldo Rosa dos Santos, e  catador de material reciclável Luciano Macedo, como deu um parecer endossando os assassinatos.

Na entrevista ao Estado, ele disse que “se eles (os militares presos) soubessem que aquele carro era de pessoas que não eram bandidas, eles não fariam isso. Os caras não saíram de casa para matar os outros”, diz o subprocurador ao Estado.

A manifestação é a comprovação sangrenta de duas suspeitas sobre direitos humanos.

A primeira, é que a Justiça Militar não é isenta para julgar os seus.

O parecer de Carlos Frederico conspurca toda a Justiça Militar.

A segunda, é que o excludente de ilicitude de Sérgio Moro é endosso, sim, para a ampliação dos assassinatos. Carlos Frederico usou ao pé da letra o argumento.

Em seu parecer, o subprocurador Pereira considerou que os militares não descumpriram as regras de conduta, porque “tentavam salvar um civil da prática de um crime de roubo”.

Hoje em dia, não há ameaça maior à democracia e aos direitos básicos do que os estímulos de Witzel à violência policial.

O Rio de Janeiro foi considerado zona de guerra. O governador do Rio precisa ser denunciado na ONU como criminoso de guerra.

04
Mai19

Toffoli foi claro e direto ao dar um recado aos procuradores da "lava jato" que criaram fundo com dinheiro da Petrobras: Isso tem até nome no Código Penal

Talis Andrade

Os procuradores da Lava Jato de Curitiba, que assinaram acordo com a Petrobras, para desviar 2 bilhões e 567 milhões de reais,  são estelionatários

estelionato .jpg

Sujeito+ativo_+Qualquer+pessoa+imputável.jpg

ong procurador lava jato .png

Deltan DD fundão.png

Apenas seis procuradores assinaram o acordo.  Os 2 bilhões e 567 milhões da Petrobras foram depositados  em uma conta gráfica e secreta da Caixa Econômica Federal de Curitiba. O sigilo judicial concedido pelo juiz responsável pela Lava Jato é bem revelador das ocultas intenções. Falta investigar se algum sabido já sacou alguma grana. 

 

Aos membros da comunidade jurídica, que se reuniram na noite desta sexta-feira (3/5) em um jantar em homenagem ao Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, organizado por lideranças da advocacia, disse o ministro Dias Toffoli:

 

Não se pode criar recursos para si próprio nem se apropriar de algo que é da União. Isto tem até nome no Código Penal, mas não vou dizer o tipo". 

 

Criação de fundo do MPF não foi informada a conselho fiscal da Petrobras

casso lava jato lava mais limpo lava mais branco m

 

ConJur - A criação do fundo para entregar dinheiro da Petrobras aos procuradores da “lava jato” não foi informada aos acionistas da empresa nem ao seu conselho fiscal. Em petição enviada ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira (10/4), a companhia informa que apenas sua diretoria executiva e os “comitês de minoritários e de auditoria estatutário” participaram da decisão. Ao final, a decisão foi tomada pelo conselho de administração da Petrobras, segundo o documento.

Os esclarecimentos foram enviados ao ministro Alexandre de Moraes, relator de uma ADPF que pede a suspensão do fundo — o que já foi atendido por meio de liminar. Para o ministro, não há previsão legal para a criação de um “fundo patrimonial” para receber o dinheiro pago pela empresa num acordo com o governo dos Estados Unidos.

O fundo foi criado por meio de acordo entre a Petrobras e os procuradores da República que tocam a “lava jato”. A ideia era que a parte destinada ao Brasil de um acordo da empresa com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) ficasse nesse fundo, a ser gerido pelos procuradores. O fundo receberia metade dos R$ 2,5 bilhões prometidos pelo DoJ ao Brasil — a outra metade ficaria com os acionistas que apresentaram ação arbitral contra a companhia no Brasil.

A petição foi enviada ao ministro Alexandre na quarta, na verdade, para pedir que os documentos que ele exigiu que fossem apresentados fiquem sob sigilo. Entre os documentos está o “Documento Interno Petrobrás (DIP) Jurídico”, com detalhes sobre a negociação e a decisão de criar o fundo.

Os procuradores da “lava jato” vêm defendendo, inclusive no Supremo, que o envio do dinheiro para esse fundo atende a exigências do DoJ. Segundo informaram em petição ao ministro Alexandre de Moraes, o DoJ estipulou no acordo que, se o dinheiro não ficasse sob os cuidados do Ministério Público Federal, seria depositado numa conta do Tesouro dos EUA.

Na verdade, o que o acordo diz é que 80% do dinheiro pago pela Petrobras deve ficar com “as autoridades brasileiras”. E no decreto que validou o acordo de cooperação jurídica entre Brasil e EUA, a autoridade brasileira para a relação entre os dois países é o Ministério da Justiça, representante do Poder Executivo.

ADPF 568
Clique aqui para ler a petição

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D