Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

05
Fev21

Roberto Tardelli diz que operadores da Lava Jato praticaram “promiscuidade” e chama Moro de “carrasco”

Talis Andrade

Por Paulo Henrique Arantes, para o 247 - Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e equipe, que conduziram de mãos dadas a força-tarefa da Lava Jato, envergonham a Justiça brasileira. As conversas entre eles pelo Telegram, amplamente divulgadas pela imprensa independente, não deixam dúvidas quanto à conduta persecutória do então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e a subordinação dos procuradores ao juiz. A expectativa é de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal ateste a incorreção do processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta desse nítido desvio processual.

Em reportagem recente, o Brasil 247 revelou a vergonha sentida pelo subprocurador-geral da República Domingos Sávio Dresch da Silveira, que em 2003 deu parecer favorável ao ingresso de Dallagnol no Ministério Público. Agora, é a vez do criminalista Roberto Tardelli, procurador de Justiça aposentado, manifestar sua indignação com o comportamento dos procuradores e do juiz, em nada condizente com a função que lhes é atribuída pela Constituição.

“Em 30 anos no Ministério Público, eu jamais vi tamanha promiscuidade. É algo profundamente vergonhoso”, afirmou Tardelli em entrevista ao 247.

“Quando os procuradores se reduzem a meros cumpridores de ordens da autoridade judiciária, eles se diminuem. O Artigo 129 da Constituição da República define um Ministério Público altivo, independente, autônomo, jamais a reboque do juiz. Isso macula profundamente a sua função”, indigna-se Tardelli.

O criminalista ruboriza-se com diálogos do tipo “combinei com o juiz fulano a condenação daquele réu” ou “quando eu disse que ia denunciar fulano, o juiz ficou feliz”, comuns entre os membros da força-tarefa da Lava Jato, como evidenciado desde que o The Intercept Brasil deflagrou a Vaza Jato.

Roberto Tardelli explica que a relação processual é a “expressão da soberania do Estado” e, portanto, para que essa soberania se exerça contra a liberdade de alguém, “isso precisa se dar dentro de critérios de transparência, da imparcialidade do juiz e da isenção dos órgãos acusatórios”. Definitivamente, não é o que se viu na Operação Lava Jato.

“A imparcialidade é o atributo mais elementar de um juiz. Sem imparcialidade, ele deixa de ser juiz e passa a exercitar a condição de verdugo, de carrasco. Ele abre mão de sua função constitucional em nome de uma satisfação pessoal. No caso do ex-juiz Sérgio Moro, isso ficou comprovado quando ele é convidado para compor o governo Bolsonaro, que foi diretamente beneficiado com a prisão de Lula”, protesta Tardelli.

O filósofo político e historiador Norberto Bobbio ensinou: “O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933 e no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta e agride, como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso comum ou um sociopata que faz carreira na política.  No poder, essa direita não hesita em torturar, estuprar e roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos. Mais do que a corrupção, o fascista pratica a maldade”. 

Roberto Tardelli, em sua análise da Lava Jato, parece remeter ao célebre pensador italiano: “A corrupção não está só no dinheiro. A corrupção também está no exercício absolutamente extremado, arbitrário, do poder. Aliás, essa é a grande corrupção, a corrupção que nos faz chorar as grandes mazelas da História”.

30
Jan21

A maior façanha de Jair Messias (por enquanto)

Talis Andrade

morte 220 mil.jpg

 

 

por Eric Nepomuceno

- - -

Aprendi, ainda menino, que é essencial reconhecer características e até mesmo eventuais qualidades tanto em adversários como em inimigos. Esse reconhecimento é essencial na hora de planejar o combate.

Acontece que quando se trata de enfrentar alguém irremediavelmente desequilibrado, um primata sociopata, garimpar qualidades é tarefa quase que impossível. Características, tudo bem. Mas qualidade, e ainda mais eventuais façanhas...

Eis porém que, de repente, ao repassar a semana pela memória, percebo que está sendo cometida uma injustiça enorme com Jair Messias.

Despenca, e isso a cada hora, uma avalanche de críticas contundentes contra ele e o general da ativa do Exército, Eduardo Pazuello, seu cúmplice no maior genocídio jamais cometido em nosso país e um dos maiores do mundo ao longo de pelo menos o último século. 

Aqui e acolá Pazuello tem o devido reconhecimento: energúmeno prepotente e nulidade irremediável para o posto que ocupa, o de ministro da Saúde, cumpre à perfeição a missão recebida. 

Espalhou militares tanto da ativa como da reserva por cargos antes ocupados por médicos e pesquisadores, sem se esquecer das forças paralelas, ou seja, a Polícia Militar, num esforço concentrado para cumprir estritamente a orientação de Jair Messias: deixar milhares de brasileiros morrerem à míngua.

Cá entre nós, não chega a ser propriamente uma façanha. Afinal, regra medular nos militares – ainda mais os que, como Pazuello, continuam ativos – é justamente obedecer sem pestanejar as ordens recebidas. 

É verdade que o tribunal de Nühremberg ignorou o tal argumento de “Eu estava apenas cumprindo ordens”, mas como as chances de um julgamento similar no Brasil são remotas, lá vai o general da ativa emporcalhando o uniforme e, pior, o próprio Exército.

Jair Messias, por sua vez, foi muito, muito mais longe.

Conduziu o Brasil a um posto inédito, conforme revelado num meticuloso estudo que examinou a ação dos governos de 98 países ao redor do planeta na prevenção e combate à pandemia. 

A façanha: fomos contemplados com a classificação de piores do mundo nesse quesito. Nenhum, absolutamente nem um único mandatário foi capaz de ser tão criminosamente irresponsável. 

Ao cumprir com rigor marcial seus instintos de psicopata sem volta nem remédio, estabeleceu de maneira surpreendente um rosário de iniciativas, todas exitosas, destinadas a apressar, para mais de 200 mil pessoas, o destino que, conforme o próprio Jair Messias fez questão de recordar, é inevitável – a morte. 

Até mesmo seu ídolo e guia, o catapultado Donald Trump, que bem que tentou imitar o discípulo mas foi contido a tempo, advertiu sobre os riscos de os Estados Unidos caírem na vala em que Jair Messias nos jogou.

Ser considerado no relatório elaborado por entidades estrangeiras de investigação e pesquisa como sendo o pior governo do mundo na hora de tentar conter e combater a pandemia não é coisa pouca. 

Já não são apenas brasileiros a condenar o genocídio levado a cabo pelo Ogro que habita o palácio presidencial: a façanha conta, agora, com reconhecimento internacional.

Se – e quando – Jair Messias for levado diante de um tribunal, aqui ou seja onde for, esse veredito será levado – e bem levado – em conta.

carona morte.jpg

 

30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

branco exercito trabalha trabalha trabalha.jpg

 

247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

Image

leite condensado exercito.jpg

 

30
Dez20

Dilma: Gargalhadas de escárnio de Bolsonaro revelam a índole de um torturador

Talis Andrade

Dilma: Gargalhadas de escárnio de Bolsonaro revelam a índole de um torturador

Militares que julgaram e condenaram Dilma escondem a cara

 

Por Dilma Rousseff

Jair Bolsonaro promoveu mais uma de suas conhecidas sessões de infâmia e torpeza, falando a um pequeno grupo de apoiadores, nesta segunda-feira, 28 de dezembro.

Como não respeita nenhum limite imposto pela educação e pela civilidade, uma exigência a qualquer político, e mais ainda a um presidente da República, desmoraliza mais uma vez o cargo que ocupa.

Mostra-se indigno ao tratar com desrespeito e com deboche o fato de eu ter sido presa ilegalmente e torturada pela ditadura militar.

Queria provocar risos e reagiu com sórdidas gargalhadas às suas mentiras e agressões.

A cada manifestação pública como esta, Bolsonaro se revela exatamente como é: um indivíduo que não sente qualquer empatia por seres humanos, a não ser aqueles que utiliza para seus propósitos.

Bolsonaro não respeita a vida, é defensor da tortura e dos torturadores, é insensível diante da morte e da doença, como tem demonstrado em face dos quase 200 mil mortos causados pela Covid-19 que, aliás, se recusa a combater.

A visão de mundo fascista está evidente na celebração da violência, na defesa da ditadura militar e da destruição dos que a ela se opuseram.

É triste, mas o ocupante do Palácio do Planalto se comporta como um fascista. E, no poder, tem agido exatamente como um fascista.

Ele revela, com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, a índole própria de um torturador.

Ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado, escolhe ser cúmplice da tortura e da morte.

Bolsonaro não insulta apenas a mim, mas a milhares de vítimas da ditadura militar, torturadas e mortas, assim como aos seus parentes, muitos dos quais sequer tiveram o direito de enterrar seus entes queridos.

Um sociopata, que não se sensibiliza diante da dor de outros seres humanos, não merece a confiança do povo brasileiro.

 
02
Set19

É hora de CPI para investigar procuradores/as e juízes/as da Lava Jato

Talis Andrade

dallagnol moro .jpeg

 

por Jeferson Miola

___

Além dos arbítrios e crimes cometidos pelos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, as revelações do Intercept também evidenciam a face sociopata e atroz dos membros da gangue que o ministro Gilmar Mendes chama de organização criminosa [OrCrim].

 

As mensagens infames que procuradores e procuradoras intercambiaram nos momentos de dor e luto que Lula viveu pelas perdas da sua companheira Marisa, do irmão Vavá e do seu netinho Arthur [aqui] revelam o mau-caratismo, o ódio e o racismo dessa gente.

Com um argumento simplório, Deltan Dallagnol explica que “As pessoas têm que entender que essas conversas são conversas que você teria na mesa de casa com a família”.

O pregador da igreja Batista que explora a palavra de deus para enganar incautos justifica que “São conversas que você tem com o círculo de intimidade, conversas que você fica à vontade para falar […]” [aqui].

Com essa explicação rasa, Deltan revela as profundezas da intimidade das “famílias decentes e de bem” da burguesia [e da classe média] branca, corrupta e fascista.

O ódio mortal ao Lula, cultivado e transmitido de uma geração a outra na intimidade dessas “famílias decentes e de bem” é a expressão de um ódio muito maior, que é o ódio a tudo que Lula simboliza e representa, que é o ódio à classe trabalhadora, ao povo pobre, negro, oprimido e excluído.

Esse sentimento odioso é a herança ideológica e a marca definitiva que a oligarquia dominante carrega desde o regime de exploração escravocrata: o subalterno tem de ser espezinhado, humilhado, ultrajado e explorado ao máximo. E sempre, por toda eternidade.

Para a burguesia, ironizar a morte do netinho do Lula, uma criança de descendência operária, não passa de “alguma besteira, uma bobagem”, como explicou Dallagnol com apavorante naturalidade.

Mais além da imoralidade de procuradores/as e juízes/as, as mensagens reveladas pelo Intercept deveriam provocar consequências jurídicas relevantes.

 

A consequência mais impactante é a suspeição dos integrantes da OrCrimque perseguiram e condenaram Lula como se ele fosse um “inimigo capital” [artigo 17 do Decreto-Lei 9.608/1946, artigo 135 do CPC e artigo 95 e outros do CPP].

Na vigência do Estado de Direito, que não é a realidade no Brasil hoje, a suspeição causaria a imediata anulação da farsa promovida por esses falsos “agentes da lei”, o afastamento deles dos cargos públicos e sua prisão para evitar a obstrução da justiça e a destruição de provas.

É horripilante que funcionários do MP e do judiciário corrompam o sistema de justiça, usem cargos públicos para fins particulares e partidários e se dediquem a conspirar contra o Estado de Direito em proveito próprio e em benefício do projeto político-ideológico da extrema-direita.

Mais horripilante que a descoberta das práticas criminosas de quem deveria defender a Lei e fazer justiça, contudo, é a absoluta falta de investigação dessas graves irregularidades.

Desde 9 de junho o Brasil é assombrado com mensagens aterradoras do saite Intercept acerca do submundo criminoso de procuradores/as da Lava Jato, mas nenhuma providência é adotada.

Nas conversas entre procuradores/as, fica evidente que eles/as agiam criminosamente com consciência, de maneira deliberada. A procuradora Monique Chequer, por exemplo, comentou com colegas que “[Sérgio] Moro viola sempre o sistema acusatório […]”.

Ao invés de denunciar a gravíssima violação do sistema de justiça do país, Monique optou, entretanto, pela cumplicidade. Silenciou e prevaricou.

Deltan, diante da revelação dos esquemas de corrupção de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, reconheceu que “É óbvio o q aconteceu …”. Mas, apesar disso, decidiu excluir Flavio Bolsonaro da investigação da Lava Jato no RJ.

São inúmeras as mensagens que demonstram que os integrantes da força-tarefa agem como uma verdadeira máfia criminosa, que protege seus integrantes e engendra crimes.

O Conselho Nacional do Ministério Público se afigura como um órgão corporativo mais preocupado em proteger criminosos da sua corporação que obedecer à Constituição e às Leis.

A Polícia Federal, transformada na Gestapo de Sérgio Moro, desvia o foco das investigações para os supostos hackers, para distrair a atenção pública da investigação central.

É chegada a hora de se instalar uma CPI no Congresso para investigar as ilegalidades cometidas por procuradores/as e juízes/as da Lava Jato.

 

17
Jun19

Moro dedicou mais da metade da carreira na perseguição a Lula

Talis Andrade

-Ricardo-Welbert-sobre-o-juiz-Sérgio-Moro-ter-ace

 

por Jeferson Miola

---

Sérgio Moro permaneceu na carreira de juiz federal por 22 anos, de 1996 a novembro de 2018. Desses 22 anos, dedicou mais da metade do tempo na perseguição a Lula.

De 2005 até o último dia no cargo de juiz da 13ª Vara de Curitiba – durante, portanto, 13 dos 22 anos de carreira – Moro não se descuidou de nenhum detalhe concernente ao objetivo primordial da sua vida.

Antes de se exonerar em novembro/2018, Moro deixou a 2ª sentença de condenação seriada do Lula pronta e escrita para Gabriela Hardt, sua substituta provisória. Ela apenas teve o trabalho de copiar o texto, colá-lo num arquivo com outro nome e assinar o documento [aqui].

gabriela cópia.jpg

 

A perseguição obcecada a Lula, que poderia ser entendida como um distúrbio comportamental ou uma obsessão doentia do Moro, na realidade é a expressão de uma militância política engajada, messiânica, dedicada à viabilização de um projeto de poder da extrema-direita.

gleisi_juiza_lula gabriela.jpg

 

Não se pode, evidentemente, descartar a hipótese de um quadro híbrido, que mescla componentes patológicos com tenacidade ideológica.

Somente uma perícia especializada pode confirmar diagnósticos. Entretanto, a reação fria e sociopata do Moro diante das provas aterradoras reveladas pelo Intercept, indica tratar-se de um personagem “complexo”, narcísico; impositivo e, que, ao mesmo tempo, demonstra ambição desmensurada pelo poder.

Em 7 de dezembro de 2018 publiquei artigo mostrando que Moro começou a arquitetar o plano para prender Lula ainda em 2005 [aqui], quando trabalhava como juiz auxiliar da ministra do STF Rosa Weber no chamado “mensalão”.

Essa informação do “Plano Moro” foi extraída da entrevista de Onyx Lorenzoni à Globo News [a partir do minuto 6:50], na qual o colega de ministério do Moro explica que na época da CPI do chamado “mensalão”, ele pediu sugestões [?!] ao então juiz de Curitiba. Onyx relata que

aí ele [Moro] trouxe 1 série de contribuições e duas muito relevantes, que o pessoal de casa vai entender agora: a primeira que ele pediu, em 2005, foi a atualização da Lei de delação premiada, que levou 7 anos pra fazer. A outra, a transformação do crime de lavagem de dinheiro de crime acessório para crime principal”.

À continuação da entrevista, Onyx esclareceu que a partir das “contribuições” do Moro, os obstáculos e dificuldades que em 2005 impediram que Lula fosse atingido na armação do chamado “mensalão”, foram removidos ao longo do tempo. E então eles finalmente puderam “chegar” no Lula no chamado “petrolão”, conforme se regojiza Onyx:

Os 2 fatores – a lavagem de dinheiro como crime principal, e a revisão da lei de delação premiada – foram a diferença entre no ‘mensalão’ não ter chego [sic] no Lula, e no ‘petrolão’ ter chegado no Lula”.

As revelações do Intercept comprovam documentalmente e materialmente a farsa da aliança Globo-Lava Jato, sob a liderança de Sérgio Moro, para derrubar Dilma, instalar o regime de exceção e, num contexto de arbítrios, atropelos e ilegalidades, condenar e prender Lula para tirá-lo da eleição que venceria com facilidade e contra qualquer candidato – e já no 1º turno de outubro de 2018.

A revelação de Onyx, de outra parte, põe a nu “a estratégia política e partidária montada pelo Moro para levar a efeito o plano de perseguição e de prisão de Lula, arquitetado muito tempo atrás” [meu artigo citado acima].

Os abusos cometidos pelo Partido da Lava Jato contra Lula, mundialmente repudiados, alcançaram o objetivo; porém, ao preço da destruição do Estado de Direito, da soberania do país e da extinção dos direitos e das conquistas civilizatórias do povo brasileiro.

Moro não mediu esforços na cruzada para interditar Lula politicamente e instalar um governo de extrema-direita. Ele aparelhou o judiciário e articulou ativamente com parcela da imprensa uma narrativa de condenação a Lula.

É claro como a luz do sol que Moro, como juiz, não teve isenção e imparcialidade. Ele subverteu o ordenamento jurídico-legal para concretizar interesses políticos de um grupo ultra-reacionário e de extrema-direita.

aroeira moro bozo.jpg

 

Moro foi certeiro no alvo. Ele centrou todo arsenal de guerra contra Lula, a única pessoa que poderia estorvar seus planos e impedir sua trajetória rumo ao poder.

Moro, contudo, foi descoberto e está desmoralizado. Considerando a gravidade dos crimes cometidos, de conspiração e traição; e de atentado à Constituição e ao Estado de Direito, seu destino não poderá ser outro que não aquele que ele injustamente, como um Soberano totalitário, impôs aos seus inimigos políticos: a prisão.

 

16
Jun19

GLENN AVISA: VAZA JATO DIVULGARÁ ÁUDIOS DE MORO, UM MENTIROSO SOCIOPATA

Talis Andrade

moro faz arminha vaza.jpg

o que é um sociopata.jpg

Existe diferença entre psicopata e sociopata?

sociapatia.png

 

 

247 - O jornalista Glenn Grenwald, que lidera a equipe do site Intercept na série de reportagens Vaza Jato concedeu uma entrevista ao canal norte-americano Democracy Now na qual avisou: serão divulgados áudios, com mensagens de voz trocadas entre Moro e a membros da Lava Jato. Greenwald afirmou que Moro "mente de forma sociopata", que há muito material a ser divulgado "o mais rapidamente possível". Assista à entrevista abaixo.

Falando do Rio com a âncora Amy Goodman e o jornalista Juan González, dos estúdios do Democracy Now em Nova York, Greenwald afirmou que as revelações da Vaza Jato mostram que "o presidente Lula estava certo" quando acusava Moro e seus associados de perseguição política. "O objetivo de Moro era prender Lula e torná-lo inelegível", disse Greenwald, acrescentando que o ex-juiz estava "obcecado por isso".

Para o líder da Vaza Jato, Moro e seu grupo "abusaram da lei para derrota o partido que não conseguiam derrotar em eleições" e o escândalo causará enorme desestabilização ao governo Bolsonaro, pois "Moro é um dos pilares do governo".

sociopatia.jpg

page_32.jpg

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub