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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

16
Abr22

Jânio e a autodegradação da Forças Armadas

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

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Deveria ser básico ao raciocínio militar a diferença entre ações táticas e objetivos estratégicos. Ou traduzindo popularmente, a vantagem imediata que representa, à frente, o “barato que sai caro”.

Escreveu-se, aqui, esta semana que era obra de Bolsonaro os militares virarem chacota.

Verdade, mas parcial verdade, porque jamais poderia chegar a tanta degradação da instituição sem a participação – ativa, gulosa e tosca – do alto oficialato das três Forças ou, pelo menos, da envergonhada aceitação de que assim o fizessem.

Sempre houve, claro, a porção “casca grossa” das Forças Armadas, até mesmo aquelas francamente autoritárias. Mas, desde o início do século 20, as qualidades faziam deles a exceção e reconhecia-se nos militares capacidade e austeridade, que só foram decrescer no pós-64, com as distorções que o poder autoritário promovem naqueles que o exercem.

Agora, em meros três anos, trocaram as vantagens rápidas pela demolição de toda a obra de reconstrução que já vinha de 30 anos, desde a redemocratização. Não só a da imagem institucional mas, sobretudo, da sua própria capacidade operacional.

Quem quererá, agora, comprar caças para a Força Aérea se o uso pode ser o fazê-los dar rasantes e quebrarem as vidraças do STF, ou tanques para desfilarem na Praça dos Três Poderes, ou submarinos para patrulharem as águas onde se fundeiam as plataformas da Exxon, da Shell ou da Chevron, nas áreas do pré-sal?

Não se tem notícia de que o presidente, autodeclarado imbrochável, tenha feito algo de significativo para aumentar a potência militar do país do que a compra dos “azuizinhos”, versão deprimente da “Amazônia Azul”, ex-prioridade de nossa Estratégia de Defesa nacional.

Janio de Freitas, na sua coluna na Folha, hoje, traça um retrato desta desmoralização pública, política e moral das Forças Armadas.

A tática da suposta esperteza das vantagens que amealharam levou a um desastre estratégico que cobrará seus efeitos durante décadas.

 

Forças Armadas acumulam perdas com Bolsonaro

 

por Janio de Freitas

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Nenhuma instituição mostra maiores perdas, na confrontação dos conceitos públicos mais aparentes, do que as Forças Armadas atingidas pelas características do mandato de Bolsonaro.

O Judiciário, com seus momentos de alta e de baixa, a Câmara nos níveis mais deploráveis, o Senado, os partidos e a política em geral reproduzem, neste período singular, as suas imagens anteriores. Graças ao SUS, o serviço público viveu a experiência de aplaudido, com exceção das polícias.

As Forças Armadas, e o Exército em particular, têm situação sem precedente há mais de um século, desde os tempos de Floriano e de Hermes da Fonseca.

É eloquente, cheio de significados, o rompimento da cautela nas referências aos militares, criada pelas represálias de violência vigentes por muito tempo.

Cartunistas, humoristas, boa parte dos e sobretudo das comentaristas profissionais, cartas de leitores e, claro, as redes de internet praticam, uns, a franqueza de crítica, outros a libertação do sarcasmo e do deboche.

Militares mais antigos, crias e guardiães da ditadura como realidade e como memória, viram na candidatura de Bolsonaro, com as circunstâncias produzidas pelos agentes da Lava Jato, a oportunidade ideal: impor as visões da ditadura sem a ditadura, tornada difícil e talvez insustentável.

Eram e são as visões para a exploração da Amazônia, para os costumes, para as relações internacionais, os indígenas, várias das minorias, para a cultura. A tolerância com a violência organizada, policial ou não, o condicionamento dos tribunais e o mais que temos visto em prática ou tentativas.

O governo Bolsonaro corresponde à visão geral das Forças Armadas, no mínimo por decorrência das dimensões majoritárias do Exército.

É natural, portanto, a identificação também em outras características, como demonstrações patéticas de incompetência, quando não de ignorância primária, a normalidade de abusos de poder e, além de várias outras, agora os escândalos. Estes, com um toque original: o cômico. Ou ridículo.

Os cidadãos estamos a financiar próteses penianas e viagra para as Forças Armadas, ou um tanto desarmadas.

Nas palavras do próprio Bolsonaro: “Foram trinta e poucos mil comprimidos para o Exército, 10 mil para a Marinha e eu não peguei da Aeronáutica, mas deve perfazer o valor de 50 mil comprimidos. Com todo respeito, isso é nada”.

Já se soubera da fortuna gasta com outras comidas, as preciosidades de mesa, não esclarecido se consumidas nas casernas ou também servidas em residências.

Bolsonaro não faltou com a mentira. Os 10 mil comprimidos que citou como “valor” para a Marinha são, no processo de compra, 28 mil. Trambiques em curso, pois. Um, já desvendado, no verdadeiro significado de valor: o acréscimo de 143% no preço real.

A má fama da Intendência militar, até que o golpe de 64 silenciasse notícias dos seus feitos, volta com lentidão por deficiências do jornalismo praticado. Ainda assim, não deixa dúvida da inclusão militar na bagagem de corrupção do governo Bolsonaro.

Contrafeitos no Estado Democrático de Direito, os herdeiros da mentalidade expressada pela ditadura tiveram, de fato, a oportunidade esperada do papel da Lava Jato e da eleição de Bolsonaro.

O resultado está à vista. Está no inovado conceito público do ideário das casernas para o país. E está no conceito internacional que a ONU concentra em sua cobrança, ao governo, de explicação sobre as ameaças à democracia e aos direitos humanos no Brasil.

A incógnita é até onde irá o apego ao ideário da ditadura e ao poder de impô-lo, em caso de derrota eleitoral de Bolsonaro —e dos representados por ele.

04
Abr22

Novo presidente da Petrobras referiu-se a leilão do pré-sal como ‘última Coca-Cola no deserto’

Talis Andrade

 

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De pires na mão

 

Em abril, o conselho de administração da Petrobras deve ratificar para presidente da companhia alguém que defende abertamente que a companhia sequer deveria existir.

 

por Hugo Souza /Come Ananás

Cerca de três meses antes de ser indicado por Jair Bolsonaro para ser o novo presidente da Petrobras, o economista Adriano Pires apregoou como “a última coca-cola do deserto” o leilão dos dois últimos, restantes, derradeiros campos de petróleo e gás da camada pré-sal com grandes reservas prospectadas e em franca operação.

A declaração de Adriano Pires, dada na condição de diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria do setor de petróleo e gás, foi publicada pela Bloomberg no dia 16 de dezembro do ano passado, um dia antes do leilão de excedentes da cessão onerosa dos campos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos.

Atapu e Sépia são dois campos do pré-sal com produção contínua e reservas comprovadas, sem necessidade de prospecção, porque – ora viva – o trabalho duro já tinha sido feito pela Petrobras.

Atapu e Sépia já tinham sido oferecidos às transnacionais dois anos antes, no chamado “megasaldão”, desculpe, “megaleilão do petróleo”, realizado em 2019, mas os dois campos, sob as condições de venda da época, não atraíram interessados – ou os interessados, sempre com a ajuda de consultorias, sabem muito bem jogar xadrez.

Consultores do mercado de óleo e gás, como Adriano Pires, avaliaram naquela feita que dois fatores afastaram os potenciais interessados: a indefinição sobre a compensação que deveria ser paga à Petrobras por investimentos prévios nos campos (pela regra, a compensação deveria ser negociada entre as partes) e os valores dos bônus de assinatura, considerados altos.

Atapu e Sépia foram oferecidos às transnacionais em 2019 por R$ 13,7 bilhões e R$ 22,9 bilhões, respectivamente.

Para a segunda tentativa de entregar os dois campos, o governo Jair Bolsonaro reduziu em nada menos que 70% o valor total dos bônus de assinatura. Atapu foi então a leilão no ano passado com preço mínimo de R$ 4 bilhões; Sépia, por R$ 7,1 bilhões. Além disso, outra demanda do mercado, a fixação prévia do valor de compensação à Petrobras, também foi atendida.

De fato, soa como “a última Coca-Cola no deserto”.

Além da própria Petrobras, quatro companhias petrolíferas transnacionais, dividas em dois consórcios, arremataram os excedentes de Atapu e Sépia: TotalEnergies (com matriz na França), Petronas (Malásia), Shell (Reino Unido/Holanda) e Qatar Petroleum.

Não se sabe se todas as empresas vencedoras do leilão de 2021, ou só algumas, ou nenhuma é cliente do CBIE de Adriano Pires. Sabe-se apenas que a Shell, por exemplo, aparece no site da consultoria entre as aves necrófagas do setor de óleo e gás que “confiam no CBIE”.Lula sobre Adriano Pires, novo presidente da Petrobrás: "é lobista" -  Brasil 247

Adriano Pires, Pregoeiro do Deserto e novo presidente da Petrobras 

 

‘O Sr. Rodrigues, de forma preventiva…’

 

É que Adriano Pires e o CBIE não gostam de revelar quem são os seus clientes. Há poucos anos, quando o poder público fez menção de perguntar, Adriano saiu pela tangente, e “de forma preventiva”.

No dia 6 de dezembro de 2018, no apagar das luzes do governo Michel Temer, o então ministro das Minas e Energias, o indefectível Moreira Franco, designou Adriano Pires para integrar o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) como “representante da sociedade civil”.

A nomeação foi publicada no dia seguinte, 7 de dezembro, no Diário Oficial da União:

No início de 2019, já sob o governo Bolsonaro, o Ministério Público junto ao TCU acionou o tribunal contra a designação de Adriano Pires para o CNPE, por conflito de interesses com sua intensa atividade a serviço do setor privado de petróleo e gás.

Adriano, então, adiantou-se em pedir para sair do CNPE, para não ter que dar explicações.

No processo do TCU, consta que “o Sr. Adriano José Pires Rodrigues informou que, ao tomar conhecimento da presente representação, optou, ‘de forma preventiva, por pedir a sua dispensa da função de membro do CNPE'” e que “o Sr. Rodrigues também solicita o arquivamento da representação no que se refere à sua pessoa”.

O TCU entubou:

“Conforme registrado, o Sr. Rodrigues não desempenhou atividade alguma no âmbito do CNPE, portanto, não se aprofundaram quaisquer exames acerca de sua competência e/ou de conflito de interesses em sua participação no âmbito do CNPE”.

Isso por mais que, segundo levantamento do Come Ananás, entre as datas de designação e de dispensa de Adriano Pires do CNPE publicadas no Diário Oficial da União o órgão tenha realizado duas reuniões, uma ordinária, outra extraordinária, e publicado seis resoluções, todas elas sobre regras para novos leilões de campos de petróleo.

 

Duas reuniões e um funeral

 

No dia em que o DOU publicou a nomeação do “Sr. Rodrigues” para o CNPE, a agência de notícias Epbr, que cobre o setor de óleo e gás, deu conta de que Adriano Pires já tinha participação certa em uma reunião extraordinária do órgão marcada para dias depois, 17 de dezembro, e cuja pauta era “aprovar a realização do leilão do excedente da cessão onerosa e o aditivo do contrato com a Petrobras, além da 16ª rodada de concessão e 6ª rodada de partilha”.

A memória daquela 37a reunião extraordinária do CNPE informa que Moreira Franco de fato deu as boas vindas a novos membros, mas ao lado do nome de Adriano Pires aparece entre parênteses a expressão “ausência justificada”.

A dispensa de Adriano Pires do CNPE foi publicada no Diário Oficial da União no dia 25 de março de 2019. Antes desta data aconteceu uma segunda reunião do órgão, a 1a extraordinária daquele ano, realizada no dia 28 de fevereiro. A publicação da dispensa de Pires publicada no DOU informa, porém, retroatividade de um mês para o ato, “a partir de 26 de fevereiro” – apenas dois dias antes da reunião.

A memória daquela reunião de 28 de fevereiro de 2019 mostra que naquele dia o CNPE abordou os assuntos bônus de assinatura e compensação à Petrobras visando um futuro leilão dos megacampos de petróleo e gás Atapu e Sépia.

Será algo mais parecido, na verdade, com um funeral, porque será um caso curioso – mais um nesta história – de um conselho de administração nomeando para presidente da companhia alguém que defende abertamente nas tribunas do país que a companhia sequer deveria existir:

Sucessor de Silva e Luna tem ‘solução final’ para preço da gasolina: vender a Petrobras

 

Porque o petróleo tem que ser nosso | Gama Livre

03
Out20

Privatização é roubo e a de Bolsonaro tem requinte de tortura, com demissões e diminuição de salários!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Privatização é roubo: FHC vendeu a Vale do Rio Doce, a maior mineradora de ferro do mundo por R$ 3.3 BI. Na ocasião, só de reservas de ouro, a Vale tinha quase 4 vezes mais do que o preço pela qual foi vendida (1). 

Bolsonaro então dizia querer fuzilar FHC por vender as estatais e nossas reservas petrolíferas, e hoje, presidente, faz pior (4): 

Em  2015, foi cancelada a construção de duas refinarias, obras dos governos do PT no Nordeste, no Maranhão e no Ceará, com base em denúncias de superfaturamento da Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro. Não seria mais racional prender os corruptos e manter as refinarias, garantindo os investimentos na região e os empregos? (6). 

E eles sabem que as refinarias são responsáveis pelo refino da gasolina, diesel e outros derivados. Tanto que , no governo do golpista Michel Temer, de 2016 a 2017, o Brasil pagou aos EUA, em 12 meses, R$ 25 BI em importação de diesel e gasolina (5). 

Bolsonaro faz pior que a Lava Jato e o golpista Michel Temer, já que quer vender metade das refinarias da Petrobrás. Com certeza para dar mais dinheiro aos EUA (13).  

A preço de banana, Bolsonaro já vendeu a BR Distribuidora, a segunda empresa em faturamento no Brasil, só perdendo para a Petrobrás holding. Deste modo, lá se foram os postos BR juntamente com a demissão de 600 petroleiros e centenas de contratados; e os que ficaram tiveram que abrir mão de 30% dos salários, caso não concordassem, iriam para a rua. Isso não é venda, é negociata (1)! 

Segundo André Motta Araújo no CGN: “Quem comprou o controle da BR? Qual o “investidor estratégico” que não aparece?

Calma! Ele não apareceu porque convém esconder o jogo para não desvendar a “pechincha” que foi a compra do controle do mercado de combustíveis no Brasil!

Desconfio de que seja a SHELL, atrás do “biombo” Raizen, mas não tenho certeza!

O fato é que o Brasil é o 3º maior mercado de combustíveis do planeta, após EUA e China. Quanto vale então o controle desse mercado” (3)? 

Não podemos esquecer que, no Itaipu Gate, Bolsonaro queria vender o excedente de energia, negócio de 200 milhões de dólares, para empresa da sua própria família. Autoridades do Paraguai pressionaram a agência local de energia em nome dos interesses da “família presidencial do país vizinho” (7). 

Entretanto se o presidente do Paraguai quase sofreu impeachment por conta do Itaipu Gate, Bolsonaro ainda recebe da Suprema Corte – STF poderes para vender Estatais (16). 

Quanto ao indicado de Bolsonaro à presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, o ex-presidente da Aepet, Ricardo Maranhão, chama-o de liquidante da Petrobrás, e eu o denomino de “Carrasco de Mariana e Brumadinho”. 

Isso porque Castello Branco é ex-diretor da Vale privatizada, envolvido em crime de responsabilidade no maior acidente ambiental  do Brasil, quiçá do mundo, com quase 300 mortes (8,12).

Castello Branco, pau mandado de Bolsonaro que comanda a liquidação da Petrobrás, reduziu para 60% a capacidade de refino nas refinarias da Petrobrás, com certeza para dar, como sempre, mais dinheiro aos americanos na importação de gasolina e diesel (9) 

Enquanto a Europa revê suas privatizações, Bolsonaro, que falava em fuzilar privatistas como FHC, agora, segundo Paulo Guedes, quer privatizar tudo (10,4,14,15).   

Bolsonaro quer entregar todas as estatais e assim reduzir salários e demitir trabalhadores como fez na BR-Distribuidora.

Quer também fazer a reforma administrativa, prejudicando assim o servidor barnabé, mas deixando de fora juízes, promotores e militares.

Diante disto, só há uma saída! 

 A resposta dos trabalhadores tem que ser: Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come; mas se unir, o bicho foge!

Fonte: 1 - http://www.brasil-economia-governo.org.br/2011/04/06/valeu-a-pena-privatizar-a-vale/

2 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/br-distribuidora-pressiona-funcionarios-a-aderir-a-pdv-sem-dizer-qual-salario-terao-apos-cortes.shtml

3 - https://jornalggn.com.br/politica/quem-comprou-o-controle-da-br-distribuidora-por-andre-motta-araujo/

4 - https://www.esmaelmorais.com.br/2018/12/bolsonaro-defendeu-fuzilamento-para-quem-privatiza-estatais-assista/

5 - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Soberania-Nacional/Brasil-gastou-R$-25-bi-com-importacao-de-gasolina-e-diesel-dos-EUA-nos-ultimos-12-meses/46/44902

6 - https://www.camara.leg.br/noticias/453124-cancelamento-de-refinarias-no-nordeste-foi-decisao-economica-diz-gerente-da-petrobras/#:~:text=Cancelamento%20de%20refinarias%20no%20Nordeste%20foi%20decis%C3%A3o%20econ%C3%B4mica%2C%20diz%20gerente%20da%20Petrobras,-Integrantes%20de%20comiss%C3%A3o&text=A%20decis%C3%A3o%20da%20Petrobras%20de,foi%20motivada%20por%20fatores%20econ%C3%B4micos.

7 - https://www.cartacapital.com.br/politica/escandalo-de-itaipu-extrapola-o-paraguai-e-envolve-psl-e-os-bolsonaro/

8 - https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/ex-diretor-da-vale-e-do-bc-sera-o-novo-presidente-da-petrobras-624ik69nrx6qy9rn5kcbegqmb/

9 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/04/refinarias-da-petrobras-operam-com-60-de-capacidade-diz-banco.shtml

10 - https://www.gazetadopovo.com.br/republica/guedes-privatizar-todas-estatais-bolsonaro-apoia/

12 - http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/08/no-libano-o-presidente-da-petrobras.html

13 - https://revistaforum.com.br/politica/bolsonaro-vai-vender-metade-das-refinarias-da-petrobras-para-pagar-dividas/

14 - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40379053

15 - https://cee.fiocruz.br/?q=Privatizacoes-revertidas

16 - https://www.gazetadopovo.com.br/economia/stf-autoriza-venda-refinarias-petrobras/ 

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04
Jun20

PT pede à PGR investigação sobre Temer e Shell e denúncia de Tacla Duran

Talis Andrade

 

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Parlamentares querem investigação sobre interferência inglesa na MP do Trilhão que favoreceu petroleiras estrangeiras e sobre denúncias de falsificação de documentos e tráfico de influência na Lava Jato

Jornal GGN – Os deputados Carlos Zarattini (SP), Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ), representando o PT na Câmara, ingressaram com duas representações junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), na terça (4), solicitando investigações sobre a interferência do governo britânico para favorecer multinacionais do petróleo, especialmente a Shell, nos negócios promovidos pelo governo Michel Temer.

Além disso, eles querem que as denúncias de Rodrigo Tacla Duran contra a Lava Jato em Curitiba sejam apuradas. Segundo a assessoria da bancada, eles foram recebidos pelo procurador Carlos Alberto Vilhena.

Segundo os parlamentares, um dos benefícios já concedidos por Temer, por meio da MP 795/17, foi isentar petroleiras de pagar R$ 1 trilhão em tributos ao Brasil num período de 20 anos.

“Queremos investigação sobre as interferências do governo do Reino Unido junto ao Ministério de Minas e Energia brasileiro com o objetivo de facilitar a exploração do pré-sal, o que redundou na MP 795. Essa denúncia é baseada num telegrama do ministro da Indústria e Comércio britânico, em que ele afirma categoricamente que teve conversações com o senhor Paulo Pedrosa, do Minas e Energia”, detalhou Zarattini, fazendo referência ao secretário-executivo da pasta, que foi acionado para atender ao “lobby” das multinacionais do setor do petróleo.

Com relação a Tacla Duran, o pedido de investigação apresenta provas colhidas pelos deputados em viagem à Espanha. Para a bancada, o que foi dito pelo ex-advogado da Odebrecht à CPMI da JBS, na semana passada, revela que a operação Lava Jato está eivada de procedimentos absolutamente fora da lei, que atentam contra direitos fundamentais, e desrespeitam o Estado democrático de direito.

“São denúncias gravíssimas: falsificação de documentos, possibilidade de tráfico de influência. São denúncias que precisam ser investigadas. Não podemos aceitar o silêncio em torno disso”, afirmou Damous, que é integrante da CPMI.

Segundo Pimenta, trata-se de um conjunto de denúncias que foram formalizadas – cada uma acompanhada de provas. “Não são meras convicções”, afirmou. “Agora, a gente tem a garantia de que essas investigações terão que ser feitas, na medida em que qualquer omissão por parte da autoridade que é comunicada de um crime ou da suspeita de um crime pode significar incorrer em crime de prevaricação”, completou Paulo Pimenta.

Tacla Duran acusou a Lava Jato de usar documentos do sistema Drousys após manipulação do mesmo, ou seja, para ele, as provas usadas em diversos processo – inclusive, contra Michel Temer e Lula – estão viciadas e devem ser descartadas.

Ele também reafirmou as acusações ao amigo pessoal de Sergio Moro, o advogado Carlos Zucolotto, a quem atribui um pedido de propina na ordem de 5 milhões de dólares, para ter um acordo de delação com os procuradores de Curitiba melhorado.

 
04
Jun20

Ex-juiz Sérgio Moro e o combate à corrupção na Petrobrás: ele julga e a esposa ganha!

Talis Andrade

Emanuel Cancella: Ex-juiz Sérgio Moro e o combate à corrupção na ...

por Emanuel Cancella

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Lava Jato – Confirmadíssimo: ele julga ela ganha! (10)

A esposa do ex-juiz Sérgio Moro trabalha para o PSDB e a Shell.

A “justiça” não acha que Moro seja suspeito e nem haja impedimento legal em chefiar a Lava Jato, que investiga a Petrobrás, sendo que sua esposa, a advogada Rosangela Moro, trabalha para o PSDB e a Shell (6,7).

 Então Vejamos:

A Lava Jato não prendeu nenhum tucano ou membro do PSDB. Aécio Neves, recordista em denúncias na Lava Jato, nunca foi preso nem nenhuma de suas delações vazaram para mídia, mesmo que estejamos falando do mais citado em corrupção na Lava Jato. E Aécio, como deboche ainda cobra arrependimento de Lula (1).

Eu, como funcionário e dirigente sindical na Petrobrás,  denunciei ao MP a omissão da Lava Jato em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás, isto em novembro de 2016. Até hoje não obtive nenhuma resposta, veja a denúncia na integra (5).

Será que a blindagem aos tucanos não seria fruto do contrato da esposa de Moro com o PSDB?

Outro fato que chama atenção é a lei do trilhão, conhecida também como “MP da Shell”, quando o golpista MiShell Temer articulou pessoalmente e sancionou a lei que isenta em impostos, um trilhão de reais, as petroleiras estrangeiras (8). A Lava Jato nada falou, seria por força do contrato da esposa de Moro com a Shell?

Parafraseando o deputado Zeca do PT, a Lava Jato contra o PT é Tigrão, já contra os tucanos é tchutchuca.

Já Lula foi preso sem nenhuma prova pela Lava Jato. A operação nunca anexou ao processo e nem mostrou à sociedade nenhuma escritura, nem qualquer outro documento válido em nome de Lula, tanto do tríplex em Guarujá como também do sítio em Atibaia.

Diz a Operação que os imóveis seriam resultantes de corrupção de Lula na Petrobrás. Assim a prisão de Lula se deu por conta de uma reforma milionária no tríplex de Guarujá, fruto de uma denúncia do dono da OAS, Leo Pinheiro, preso pela Lava Jato.  Para diminuir sua pena, Pinheiro disse que a reforma do tríplex foi feito a pedido de Lula que, em troca, lhe daria vantagens ilegais na Petrobrás.

O Site R7 chegou a postar fotos da suposta reforma luxuosa no tríplex. Eis que ficou provado, por fotos e vídeos, que essa reforma nunca existiu. Depois disso, o R7 tirou correndo de sua página eletrônica a farsa da reforma. Veja as fotos e vídeos incluindo do R7 da farsa da reforma do tríplex (2,3,4). Mesmo assim Lula continua preso.

E aí Lula foi preso por Moro as véspera da eleição, Bolsonaro foi eleito; Leo Pinheiro, o delator, diminuiu sua pena, e ainda emplacou seu genro, Pedro Guimarães, como presidente da Caixa Econômica Federal (9). E mais, Sérgio Moro foi ser ministro da Justiça de Bolsonaro.

Para não deixar dúvidas a respeito do envolvimento da Lava Jato com a esposa de Moro, Rosângela Moro, veja a denúncia do advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran.

A denúncia envolve o advogado oficial da Lava Jato, Carlos Zucoloto Junior, compadre de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa. Segundo Duran, Zucoloto lhe teria pedido US$ 5 milhões ‘por fora’ para elaborar uma delação premiada que lhe daria prisão doméstica e perdão de multa de US$ 10 milhões á Odebrecht ! (11).

Moro então chamou Duran de “fora da lei”, entretanto a revista Veja, com base em informação da Receita Federal, mostrou que Duran  fez depósito na conta  de Rosângela (12)! Continue lendo 

 

22
Out19

Para Bolsonaro, derrama de óleo no mar seria para impedir o entreguismo de megaleilão do pré-sal

Talis Andrade

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Revista Exame - Antes de viajar para o Japão, o presidente Jair Bolsonaro questionou nesta sexta-feira (18), se o vazamento de óleo que atinge praias do Nordeste desde setembro poderia ter sido cometido intencionalmente com o objetivo de prejudicar a realização do megaleilão de petróleo da cessão onerosa que será realizado em novembro.

“Coincidência ou não, nós temos um leilão da cessão onerosa. Eu me pergunto, a gente tem que ter muita responsabilidade no que fala: poderia ser uma ação criminosa para prejudicar esse leilão? É uma pergunta que está no ar”, disse o presidente em vídeo transmitido ao vivo no Facebook ao lado do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e oficiais da Marinha.

“Nós estamos cientes da nossa responsabilidade, as Forças Armadas e demais órgãos do governo estão fazendo a sua parte”, acrescentou.

As áreas em oferta no leilão da cessão onerosa juntas somam um bônus de assinatura total fixo de cerca de 106,5 bilhões de reais, que deverão ser pagos pelos vencedores do certame, tornando-se a maior rodada de licitações de petróleo da história.

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14
Out19

Que ganha Pernambuco ter a maior mina de gipsita do mundo?

Talis Andrade

 

 

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Localização de Araripina, Pernambuco

 

Por que escondem esta informação dos pernambucanos? Foi revelada pelo mais premiado jornalista brasileiro, Mauri König, que entrevistou João Suassuna, pesquisador e agrônomo da Fundação Joaquim Nabuco.

Esvreve Kónig: “No extremo de Pernambuco fica a maior mina de gipsita do mundo. Para extrair o gesso é preciso calfinar o mineral, queimá-lo em fornalhas. Para isso, estão usando a caatinga. ‘Está virando carvão, estão acabando com um bioma que pouco se conhece, disse Suassuna”.

Leia a reportagem de uma série “sobre a tragédia brasileira da diáspora da seca” que se agrava cada vez mais com a sonegação das águas do Rio São Francisco que correm para o mar. Pela maldade de Bolsonaro de matar o sonho de Lula, pela rancor de desfazer a profecia de Antonio Conselheiro: "O Sertão vai virar mar, o Mar vai virar Sertão".

Antonio Conselheiro foi morto e desenterrado, e a cabeça cortada pelo Exército. Manchas de petróleo da Shell avançam pelo Nordeste, apodrecendo as águas do mar, apodrecendo as areias das praias, apodrecendo tudo que toca.  

 

03
Abr19

VIROU O ÚNICO NEGÓCIO BILIONÁRIO SEM CUSTOS E SEM RISCOS. Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato abocanham dinheiro fácil e escondido com delações premiadas

Talis Andrade

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, homologou os acordos de delação premiada dos empresários Vinícius Veiga Borin, Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski. O que isso tem a ver com os negócios milionários que enriquecem a equipe da Lava Jato?

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[Vinícius Veiga Borin, quando preso para cantar conforme a música do agrado de Moro & associados]

 

por André Acier

 

Conforme o acordo de colaboração, os sócios devem contar como funcionava o esquema, bem como outras atividades ilícitas sobre as quais possam ter participado. Eles terão ainda que pagar multa de R$ 1 milhão, cada. Uma porcentagem do que for devolvido pelos delatores irá para os "republicanos" de Curitiba (no sentido de quem se apropria do que é público).

Segundo a Constituição de 88, qualquer quantia de dinheiro recuperada durante investigações de corrupção deve ser reparada à parte lesada. Em decisão de 2008, o próprio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) entendeu que a destinação de montantes de acordos judiciais a órgãos de investigação configura “afronta ao princípio da impessoalidade” e pode gerar dúvidas sobre a atuação dos procuradores e delegados, diante dos resultados buscados, durante a apuração.

Não é o que entendem o Ministério Público e os procuradores da Lava Jato. Para estes cavalheiros, que estão em uma cruzada contra a corrupção, nem todo o dinheiro público ressarcido deve continuar sendo público. As cruzes e as espadas pesam e custam caro, não sendo de todo mal que haja ressarcimento aos próprios investigadores. 

Segundo Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato ligado a Moro, "Os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes". [O dinheiro da multa para compra de equipamentos pessoais, quando os togados recebem auxílios até de governo estrangeiros, notadamente do governo dos Estados Unidos]

De fato, a força-tarefa da Lava Jato já incluiu em todos os acordos de leniência que está negociando uma cláusula que determina o repasse aos órgãos responsáveis pela investigação de até 20% do valor das multas pagas pelas empresas. [E quando esta cláusula é negociada com traficantes de drogas, de ouro, de pedras preciosas com promotores e delegados das justiças estaduais? Os procuradores consideram peculato, propina e outros bichos]


Como a inovação jurídica – de se destinar montantes ressarcidos aos órgãos de investigação que geraram a punição – não está prevista na Constituição, foi preciso um pedido da equipe da Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou o pedido. Na decisão, afirmou que "não há justificativa legal para limitar a 80% (oitenta por cento) desse valor a reparação devida à Petrobras", que foi a empresa lesada. Determinou que 100% dos recursos desviados da Petrobras deveriam ser retornados para a estatal.

Mas a equipe dos cruzados de Curitiba decidiu não aceitar a disposição do Supremo. O Ministério Público Federal do Paraná enviou à Folha de S. Paulo email assinado pelo procurador Carlos Fernando Lima, no qual ele reconhece que o “percentual de 10% está sendo aplicado nos acordos de maior valor".

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O critério foi muito simples. Definimos duas alíquotas, uma de 10% para acordos maiores e [outra de] 20% para acordos de menor valor. Não existe obviamente nenhum fundamento científico nisso, mas se trata da construção de uma prática do direito sancionador negocial

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Vejamos como já funciona este “critério simples” de Sérgio Moro: os acordos de leniência da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, multadas em R$ 1 bilhão e R$ 700 milhões, respectivamente, determinam 10% para a equipe de procuradores de Sergio Moro. Isso significa uma arrecadação total de R$ 170 milhões aos procuradores da Lava Jato.

Deltan Dallagnol, procurador-chefe da Lava Jato em Curitiba, que dá inúmeras entrevistas alertando o "risco de se conter a Lava Jato", [de conter a ganância sem freios dos procuradores & associados] tem interesses materiais profundos nas delações: foi o primeiro a atacar o arqui-corrupto Renan Calheiros quando este fez menção de discutir que a delação não podia ser exercida por pessoas presas. Janot, por sua parte, é chefe dos procuradores do MPF e eleito por seus pares, tendo interesse em que seja visto como peça chave do esquema das delações.

Segundo as contas do insigne matemático (e procurador da Lava Jato) Carlos Fernando Lima, naqueles últimos dias de junho, contabilizando os 20% "devidos" por Paulo Roberto Costa e outros delatores, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, em acordos de leniência fechados, a força-tarefa da Lava Jato receberia mais de R$ 300 milhões na conta da Vara Federal de Curitiba.

Tais critérios “simples e sem nenhum fundamento científico” são responsáveis, portanto, por encher os bolsos do herói do golpismo e da direita nacional, Sérgio Moro, Dallagnol e os procuradores de Janot, com a mesma verba que deveria ser restituída ao tesouro público e investida em saúde e educação, serviços básicos que estão sob corte de Temer e Meirelles.

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A República de Curitiba tem sua própria empresa privada de delações premiadas para enriquecimento de juízes e procuradores

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Carlos Fernando admitiu que a equipe já recebeu "algo em torno de R$ 342 milhões" dos acordos fechados até agora. Mas que "sempre é bom observar que já foram devolvidos para a Petrobras cerca de R$ 159 milhões deste valor".

A Petrobrás, que deveria receber 100% dos ressarcimentos, ficou apenas com 46% da quantia total dos acordos de leniência.

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O exemplo de Paulo Roberto Costa e de Sérgio Machado: quanto lucram nossos “heróis”?

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Ladrão Paulo Roberto Costa passou alta grana para a Lava Jato. Isso se chama multa

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Sérgio Machado roubou e pagou milhões para a Lava Jato. Isso não é propina não... 

Tudo o que foi arrecadado pelos investigadores até agora está sendo depositado em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, vinculadas à 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, comandada por ninguém menos que Moro.

No caso de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, o montante pedido pela equipe da Lava Jato é de 20%, “deixando os restantes 80% para a União”. Levando em conta que o valor a ser ressarcido foi de R$15,8 milhões, mais de R$3 milhões ficariam com a 13ª Vara de Curitiba.

Mas a gula engole-se a si mesma quando trazemos à mesa o caso do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No caso deste acordo de delação, a cláusula é ainda mais ousada: não são acordados 80% à Petrobras, mas 20%. Como se a Transpetro e a Petrobrás fossem uma extensão da comarca do Paraná, a grande maioria da multa de R$ 75 milhões de Machado vai para a "União", mesmo termo usado pelos procuradores para tentar, posteriormente, repassar a quantia às equipes de investigação.

Isso equivale ao embolso de R$60 milhões pela 13ª Vara de Curitiba. Para uma casta já cumulada de benefícios (Moro recebe R$77 mil por mês) e que não é eleita ou controlada por ninguém (quando muito, por seus pares privilegiados) os métodos antidemocráticos da Lava Jato com centro na delação premiada são uma excelente fonte de negócios, muito parecida com a forma como as empresas carcerárias lucram com a administração privada de presídios nos Estados Unidos. Aliás, pode-se desconfiar de onde surgiu a “idéia iluminada” de Moro?

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Um triângulo amoroso entre o Judiciário, o Ministério Público e o imperialismo

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Zavascki relata no documento que Janot pediu a restituição à Petrobras de 80% dos R$ 79 milhões repatriados de Paulo Roberto Costa "Quanto aos 20% remanescentes, a Procuradoria-Geral da República requer sejam destinados conforme previsto no artigo 7º, § 1º, da Lei n. 9.613, de 3 de março de 1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro)".

Rilke dizia que o destino não vem do exterior ao homem, ele emerge do próprio homem. Os cruzados da Lava Jato fizeram seu próprio destino no treinamento dado pelo Departamento de Estado norteamericano, como desenvolvemos aqui, cujo objetivo era efetivamente, investigar e combater a “lavagem de dinheiro”.

A Lava Jato usa a Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro para justificar a apropriação de parte da multa. Um trecho da norma diz que a União deve regulamentar a destinação de "bens, direitos e valores" alvo de apreensão judicial e assegurar sua utilização "pelos órgãos encarregados da prevenção, do combate, da ação penal e do julgamento de crimes”.

Mas o que dariam em troca os procuradores da Lava Jato do Paraná, Moro e Janot ao imperialismo norteamericano? Se por trás de toda grande fortuna há um crime, o da Lava Jato se faz passar por virtude. Embora tenha sido estritamente seletivo na busca pelos políticos ligados ao PT, não deixou de fora da cruzada apenas os políticos do PSDB (claramente vinculados à máfia da merenda com Alckmin; aos desvios do Rodoanel com Serra; ou ao escândalo de Furnas com Aécio, para não mencionar o “propinoduto” em São Paulo) mas também as empresas estrangeiras.

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Os monopólios estrangeiros beneficiados pelas "investigações" de Moro & corriola de Curitiba

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Basta observar os monopólios estrangeiros beneficiados pelas “investigações” de Moro. As petroleiras ianques Exxon Mobil, Chevron, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, a francesa Total, e as chinesas China National Petroleum Corporation (CNPC) e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), para citar as maiores, estão envolvidas não apenas nas negociações de entrega do pré-sal, mas na aquisição de porções da Petrobrás. Sérgio Moro não investigou qualquer uma das multinacionais que controlam a operação de navios-sonda ou as operações nas plataformas, como a Halliburton, Schlumberg e a Transocean. Dizer mais seria acender uma lanterna em plena luz do dia: trata-se da mais eminente política pró-imperialista de direita no país.

Este triângulo é completo com a própria continuidade da Lava Jato, uma das maiores exigências do imperialismo desde a votação do impeachment na Câmara. A Operação, uma das bases do golpe institucional, serve tanto à privatização dos recursos petrolíferos brasileiros, como ao controle por parte do Judiciário com mil laços com os Estados Unidos como árbitro da política nacional.

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Do questionamento dos juízes ao questionamento de todo o sistema

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A Lava Jato é uma operação pró-imperialista reacionária. Não busca “acabar com a corrupção”, mas apenas substituir um esquema de corrupção com rosto petista por um com a cara da direita. Ademais, tornou-se uma empresa altamente lucrativa para membros do Judiciário e do Ministério Público, que generalizam os métodos antidemocráticos utilizados todos os dias nas periferias contra a população negra para aumentar o poder de arbítrio da “República da Toga”.

Os juízes não são eleitos por ninguém. Pelo contrário, são escolhidos pelos donos do poder. Como muito, são funcionários de carreiras cheias de filtros sociais, para que seus cargos sejam ocupados só pela elite. Gozam dos mais altos privilégios da “república dos ricos”, alguns deles vitalícios.

É preciso questionar todos os privilégios do Poder Judiciário, exigir que cada juiz seja eleito por sufrágio universal e seja revogável, perdendo suas verbas de auxílio e exigindo que recebam o mesmo salário de uma professora. Nem o PT, que fortaleceu esta instituição durante todos os seus governos, nem a direita reacionária do PMDB e do PSDB, podem fazer isso.

Esta batalha contra os privilégios do Judiciário é parte do conteúdo de uma nova Constituinte imposta pela luta que combata pela raiz o regime político de 1988, levantando que todo político seja revogável e receba o mesmo salário de uma professora (com o aumento do salário de todos os trabalhadores segundo os cálculos do DIEESE, que hoje equivalem a 3.777,93). Junto a isso, a abertura dos livros de contabilidade das empreiteiras e confisco de todos bens de todos corruptos e seus familiares, investindo estas verbas num plano de obras públicas para acabar com o problema de moradia. Lutaríamos pela revogação da entrega dos recursos naturais (como o pré-sal ao imperialismo) e as privatizações que são responsáveis por desastres como o de Mariana; a abolição do pagamento da fraudulenta dívida pública e a reversão das verbas para a saúde e educação; a reestatização sem indenização de todas empresas privatizadas por Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, em primeiro lugar da Petrobras, sob controle dos trabalhadores que sabem quais as necessidades populares.

Estas consignas podem “perfurar” as instituições de sua democracia, preparando as condições de sua derrota e substituição por um governo dos trabalhadores em seu aspecto anticapitalista e antiburguês.

 

23
Mar19

LAVA JATO FOI CÚMPLICE DE MICHEL TEMER, AGORA É ALGOZ

Talis Andrade

moro aecio temer.png

 

por Emanuel Cancella

___

A Lava Jato conspirou para a derrubada da Dilma e a ascensão de Temer. Eram notícias diárias da Lava Jato para midia principalmente a Globo, fazendo insinuações mentirosas contra  Dilma, quando, na verdade, um dos envolvido em crimes, na Petrobrás, era Temer.

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O golpista MiShell Temer articulou e aprovou uma lei que isenta as petroleiras estrangeiras em um trilhão de reais em impostos, sendo a mais beneficiada a Shell (1). E a Lava Jato fingiu que não viu!
 
O réu Pedro Parente, que deu rombo de R$ 5 BI a Petrobras em 2001, mas mesmo assim foi indicado em 2016 por Temer presidente da Petrobrás (8). A Lava Jato também não via.

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Num claro intuito de proteger Michel Temer, o juiz Sergio Moro, quando chefe da Lava Jato, vetou 21 das 41 perguntas da delação premiada de Eduardo Cunha a Temer. (2,3).
 
Todas as perguntas de Eduardo Cunha foram no sentido mostrar o envolvimento do golpista Michel Temer na corrupção da Petrobrás.
 
A prisão de Temer, agora, visa tão somente a levantar a moral da Lava Jato que foi para a lama. O ex-juiz Moro e também ex-chefe da Lava Jato e atual ministro da Segurança de Bolsonaro, cargo alcançado através da prisão de Lula num claro intuito de beneficiar Bolsonaro. Sem esquecer que, segundo o Ibope, Lula ganharia a eleição em primeiro turno (9).
 
Assim o juiz Sérgio Moro, quando chefe da Lava Jato, não só aceitou denúncia sem provas, só com convicção, contra Lula, como ainda o condenou e depois o prendeu por uma reforma no tríplex de Guarujá que nunca foi feita. Fotos e vídeos provam isso (4,6).
 
Mas nem a prisão de Temer pela Lava Jato vai apagar o esculacho que Moro levou de Maia. Foi na véspera da prisão de Temer, em troca de e-mail, quando Moro pressionava o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para votar seu projeto anticrime.
 

Moro queria que Maia colocasse seu projeto em votação simultânea com a Reforma da Previdência.

Resposta de Rodrigo Maia ao ministro da Justiça Sérgio Moro: Seu projeto anticrime é copia e cola e você não é presidente da República é funcionário do Bolsonaro (7)!

Pedro-Parente-Deus-Mercado.jpg

 

Fonte:

1https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/camara-aprova-medida-que-concede-isencao-de-impostos-para-petroliferas-estrangeiras/

2https://www.ocafezinho.com/2017/05/21/ao-proteger-temer-de-perguntas-de-cunha-sergio-moro-pode-ter-cometido-crime-de-obstrucao-de-justica/

3https://www.ocafezinho.com/2017/05/21/ao-proteger-temer-de-perguntas-de-cunha-sergio-moro-pode-ter-cometido-crime-de-obstrucao-de-justica/

4https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-temos-provas-mas-conviccao-o-powerpoint-de-dallagnol-nos-jogou-de-vez-no-paraguai-por-kiko-nogueira/

5https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/351698/Lula-foi-condenado-por-reforma-que-nunca-existiu.htm

6https://www.revistaforum.com.br/r7-apaga-reportagem-mostrando-triplex-luxuoso-depois-do-video-do-mtst/

7https://www.revistaforum.com.br/maia-dispara-contra-moro-e-diz-que-seu-projeto-anticrime-e-copia-e-cola/

8https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

9http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1124938-ibope:-lula,-com-47,-ganharia-no-primeiro-turno

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28
Nov18

Juiz Sergio Moro e a perseguição criminosa a Dilma

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

__

Dilma, que lutou contra a ditadura militar e foi torturada jovem, aos 19 anos, pelo coronel Carlos Alberto Ustra Brilhante, para que tivéssemos liberdade e democracia, e não imaginava o que estava por vir (12)!
 
Dilma foi eleita e reeleita presidente da República pela vontade popular. Dilma foi deposta da presidência através de um impeachment onde nada foi provado contra ela (11).
 
Em seu lugar, colocaram MiShell Temer  que, de forma inédita na história do país, caminha para terceira denúncia de corrupção e, mesmo assim, Temer governa com tranquilidade (10). Agora então que Temer aprovou o aumento de 16% aos juízes do STF, nada o aborrece (9)! Os juízes chantagearam o governo dizendo que só abririam mão do imoral e ilegal auxílio-moradia com a aprovação do aumento.
 
Já Dilma sofre perseguição implacável do juiz Sergio Moro que é cúmplice do golpista MiShell Temer.
 
Essa cumplicidade fica também evidenciada quando MiShell Temer articulou, aprovou, e sancionou lei que isenta em um trilhão de reais as petroleiras estrangeiras, a mais beneficiada foi a Shell, e a Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro, se omitiu criminosamente.
 
Para quem não sabe, a esposa do juiz Sergio Moro, Rosângela Moro, trabalha para o PSDB e para a Shell (6).  Talvez seja por isto que o PSDB seja blindado pela lava Jato. Nem o recordista em denúncias na Lava Jato, o tucano Aécio Neves, foi incomodado pela Operação (7,8). Como deboche, Aécio cobra arrependimento de Lula. O outro cliente de Rosângela Moro, é a Shell, concorrente direta da Petrobrás que abocanhou maior parte do trilhão de isenção em impostos.

moro cachorrinho império.jpg

 

 
E na reeleição de Dilma, veio da lava Jato, às vésperas da eleição, a mentira de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. Veja o que disse o advogado Antonio Figueiredo Basto que representa Alberto Youssef, o pseudo-delator:
 
"Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida", afirmou ao Valor Pro. A informação de que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras foi divulgada na sexta-feira passada pela revista "Veja" (2,3). Mas mesmo assim Dilma se reelegeu.
 
Agora, na eleição de 2018, a ex-presidente Dilma, segundo todas as pesquisas de opinião, tinha sua eleição para uma cadeira ao Senado como certa em Minas Gerais. Entretanto, a cinco dias da eleição, o juiz Sergio Moro vaza para toda a imprensa uma delação premiada do ministro Antonio Palocci envolvendo Lula e Dilma, lembrando que essa delação estava proibida por falta de provas pelo MPF.
 
”Delação de Palocci foi recusada pelo Ministério Público por falta de provas Carlos Fernando Lima, procurador da Lava Jato, já deu declarações à imprensa, afirmando que a delação de Antônio Palocci, na opinião do Ministério Público, não é válida, por falta de provas (4)”
 
Dessa vez, o juiz Sergio Moro conseguiu derrotar Dilma. E mais, com o vazamento Moro prejudicou a candidatura de Fernando Haddad, ligada a Lula e Dilma,  favorecendo assim a Bolsonaro. Como retribuição, Bolsonaro chamou Moro para ser super ministro da Justiça.
 
E agora, 27/11/18, novamente a Lava Jato anuncia nova delação contra Dilma:
 
“De acordo com pessoas próximas às negociações entre Palocci e a Justiça, dados novos devem aumentar o cerco a Dilma, já tornada ré em uma ação que corre em Brasília (5).”
 
Lembrando que vazamento de delação premiada é crime e agora a Lava Jato, com a certeza da impunidade, não só faz como anuncia o vazamento, a chamada está na coluna da Folha de Mônica Bergamo (1)!
 

Fonte:

1https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2018/11/dilma-deve-ser-alvo-preferencial-dos-depoimentos-ineditos-da-delacao-de-palocci.shtml

2https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/retificacao-em-depoimento-de-youssef-e-mentira-diz-advogado-6661.html

3https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158823/Advogado-de-Youssef-confirma-arma%C3%A7%C3%A3o-de-Veja.htm

4https://www.revistaforum.com.br/delacao-de-palocci-foi-recusada-pelo-ministerio-publico-por-falta-de-provas/

5https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/376122/PT-teme-uso-de-dela%C3%A7%C3%A3o-de-Palocci-para-a%C3%A7%C3%A3o-violenta-contra-Dilma.htm

6https://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/12/06/mulher-de-moro-trabalha-para-o-psdb

7https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

8https://www.ocafezinho.com/2014/12/05/sergio-moro-e-casado-com-advogada-do-psdb/

9https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/11/26/presidente-michel-temer-sanciona-o-reajuste-para-ministros-do-supremo.ghtml

10https://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2018/04/02/terceira-denuncia-contra-michel-temer-nao-e-iminente-mas-e-provavel.ghtml

11https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/240632/Per%C3%ADcia-comprovou-que-Dilma-%C3%A9-inocente-E-agora.htm

12https://www.brasildefato.com.br/2018/10/17/conheca-a-historia-sombria-do-coronel-ustra-torturador-e-idolo-de-bolsonaro/

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