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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Mai21

Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco

Talis Andrade
Marcio Vaccari | Humor Político – Rir pra não chorar
 
Maria do Rosário no Twitter
 
Maria do Rosário
O 13 de maio de 1888, apesar de marcar a data oficial do fim da escravatura no Brasil, na verdade, deu início à falsa ideia de que as pessoas negras teriam sido inseridas em uma sociedade que os trataria com dignidade e em condições de igualdade. Isso nunca aconteceu.
Nossa homenagem à força e talento da maravilhosa RUTH DE SOUZA. No Centenário de seu nascimento a ⁦⁦⁩ e o ⁦⁦⁦⁩ destacam sua trajetória pela cultura e pela liberdade no Brasil. Viva Ruth! ⁦⁦
Centenário de Ruth de Souza - Fundação Perseu Abramo
fpabramo.org.br
Intolerável. Num país em que se fomenta o ódio contra as mulheres e se promove a violência, esta cultura faz uma vítima a cada 100 minutos. É preciso q políticas de prevenção, educativas e de acolhimento de mulheres observem este dado, além da responsabilização dos estupradores.
@universa_uol
EXCLUSIVO: A cada 100 minutos, Brasil registrou pelo menos um caso de estupro coletivo.Image
Desigualdade extrema. Desrespeito extremo à vida humana.
Não paga 600 reais pra q famílias passem o mês e comprou quantos quilos dessa picanha à 1.799 o quilo pra almoçar? Sem-vergonhice.

milicia-no-divã-picanha.jpg

Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco com picanha que custa R$1.799 o quilo
13
Mai21

O deputado Éder Mauro proferiu ofensas a deputadas e confessa uma série de crimes, que já matou "muita gente"

Talis Andrade

NOTA PÚBLICA - MANDATO DA DEPUTADA FEDERAL MARIA DO ROSARIO (PT/RS)

Uma das deputadas ameaçadas pelo assassino confesso Éder Mauro foi a deputada Maria do Rosario, que vem sendo vítima de constantes ataques do parlamentar assassino confesso da bancada da bala. 

Maria do Rosario escreveu o seguinte comunicado:

RESPEITO A TODAS NÓS

Durante minha atuação parlamentar, o diálogo, o respeito a todas as pessoas com que convivo e a coerência para com as convicções, orientam minha postura. E espero de meus pares apenas a reciprocidade. Esta é condição básica para a vida num regime de pluralidade de ideias, o que está previsto inclusive nas normas que regulam a Câmara dos Deputados. Emito esta nota, no dia de hoje, por ter sido, uma vez mais, rompida esta regra fundamental.

Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde sou a coordenadora da Bancada do Partido dos Trabalhadores, fui, novamente, alvo de um ataque inaceitável. Há exatos 30 dias, outro fato já nos havia atingido. Veio novamente de um deputado que não contribui para o Brasil e que atua de forma violenta no parlamento.

O deputado Eder Mauro, durante a sessão, proferiu ofensas a mim como parlamentar, numa tentativa de me desqualificar como pessoa com direito a um nome, usando linguagem rebaixada, quando eu defendia o direito de fala de outra parlamentar. O ódio de suas manifestações expressou a misoginia que vem impregnando o ambiente na Câmara dos Deputados, em que a bancada feminina tem sido alvo permanente do questionamento até mesmo de sua existência, de sua presença e de sua voz.

Assim agindo, este deputado uma vez mais desrespeitou a mim e outras colegas, em uma conduta completamente atentatória ao Regimento Interno da Câmara, ao Código de Ética e Decoro Parlamentar e ao Código Penal. Também confrontou o respeito à igualdade de gêneros preconizado nos regimes democráticos, mas profundamente atacado nos dias atuais em que tem sido abandonada a noção de igualdade e de direitos humanos.

Espaço de grandes debates no passado, a CCJC sob a presidência da Deputada Bia Kicis se tornou um lugar onde impera o desrespeito à Oposição e às mulheres de partidos de esquerda que ali atuam. Diante dos ataques, a presidenta nada faz para conter a sua escalada, preferindo instituir a censura a falas de deputados da oposição. Tornou-se esse um ambiente tóxico, ameaçador, marcado pelo confronto, pela quebra da democracia.

Na CCJC e nas sessões do Plenário continuarei atuando de forma altiva e respeitosa, mas não admitirei nenhum desrespeito a mim, nem às minhas colegas ou contra qualquer parlamentar. Respeitem a todas nós!

Agradeço aos e as colegas parlamentares que prestaram apoio e solidariedade diante dos ataques vis e informo que tomaremos as medidas para enfrentar o autoritarismo da condução da CCJC e as violências proferidas pelo Deputado.

Maria do Rosário – Deputada Federal – Partido dos Trabalhadores / RS

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Nota deste correspondente: Convivi com o deputado Djalma Aranha Marinho, que nomeia a CCJC, um jurista, um professor, um humanista, um homem culto e cordial, profundamente diferente e distante de um Éder Mauro, de uma Bia Kicis. Que tempos estranhos! 

13
Mai21

'Já matei sim e muito!', confessa deputado Éder Mauro na Câmara dos Deputados

Talis Andrade

 

berçario chacina.jpg

 

Parlamentar defendeu a Chacina de Jacarezinho: "Foi pouco. Deveriam ter mais operações dessas"

 

por Thiago Vilarins /O Liberal

 

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Em meio a uma discussão com deputados do PT e do PSOL durante a reunião deliberativa de hoje (12.05.21) da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, o deputado Éder Mauro (PSD-PA) disse que já matou muita gente, completando em seguida, que eles todos eram bandidos.  "Eu, infelizmente, já matei sim. E não foram poucos não, foi muita gente. Agora, tudo bandido, nenhum era cidadão de bem, nenhum era pai de família, nenhum era cidadão que pudesse estar na rua trabalhando para levar sustento para sua família. Eram pessoas como aquelas que morreram lá em Jacarezinho, que destrói famílias, que levam drogas para os seus filhos", esbravejou o parlamentar, se referindo ao tempo em que atuou como delegado de polícia no Pará.

A comissão estava discutindo o Projeto de Lei (PL) 548/2019, que dispensa as reuniões presenciais em condomínios por votação eletrônica. A confusão começou logo após a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava discursando de forma remota, ter a sua fala interrompida pela queda da internet. Logo em seguida, o deputado Eder Mauro comemorou a interrupção agradecendo a Deus o fim do discurso da deputada. Ofendidos, os deputados de esquerda, como Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que também participavam da sessão de forma remota, rebateram o parlamentar paraense, o acusando de machista, covarde, matador e torturador. 

"Sou casado há quase vinte anos com uma mulher. E é uma mulher, não é uma barata. Vim de uma mãe e não de uma chocadeira. Então, não tenho medo desse pessoal, nem um pouquinho. Pode-se fazer de vítima, chorar, espernegar, fazer o cacete aqui nesta sessão, que eu não vou baixar a cabeça e não vou me calar também", rebateu Eder Mauro, citando o PL 3.369/2015, de autoria do deputado Orlando Silva, que tem como objetivo ampliar o reconhecimento de famílias pelo Estado brasileiro, englobando, por exemplo, a adoção por casais homossexuais e os casos em que crianças são educadas por tios e avós. Para o paraense a intenção da proposta é de "legalizar o incesto".

"Esse deputado de esquerda, chamado Orlando Silva, que vem defender deputadas viúvas do Lula, deveria se virar para todo esse país e mostrar o projeto dele que autoriza que pai possa casar com filha, e irmã com irmão. Isso sim é uma covardia. Então, eu não vou me calar, em nenhum momento. Se eles pensam que eu tenho medo deles, eu não tenho nenhum pouco. Queria vocês aqui, fisicamente, para a gente poder discutir olhando olho no olho", queixou-se o deputado paraense, completando que os seus opositores são defensores de bandidos.

Vão dormir e esqueçam de acordar"

"Passaram a semana toda protegendo os 26 que morreram em Jacarezinho. Foi pouco. Deveriam ter mais operações dessas. Lamento apenas a morte do policial, que deixou a mãe, e doente não tem mais quem a proteja. Portanto, seus comunistas de plantão, vão retirar as propostas que vocês têm aqui para destruir a família. Deputado Orlando Silva, que quando vem defender fala macio, dizendo que deveríamos respeitar as mulheres, aqui tem deputada, a presidente é uma deputada, são respeitadas como qualquer um. Agora discussões de ideia, eu não aceitar que vocês possam chamar os outros de torturadores, de assassinos, e nós não podemos dizer nem 'Graças a Deus'. É brincadeira. Vão dormir e esqueçam de acordar", finalizou.

Eduardo Bolsonaro se refere a deputadas como "portadoras de vagina"Tudo sobre ela

Éder Mauro sempre secunda o deputado Eduardo Bolsonaro, também policial e da bancada da bala, nas falas reacionárias, sexistas, racistas e extremistas da direita volver. TRIBUNA DA INTERNET | Após saída de Moro, bancada da bala quer emplacar a  recriação do Ministério da Segurança Pública

Eduardo Bolsonaro
@BolsonaroSP
Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep.
@EderMauroPA
Fernanda Melchionna
@fernandapsol
Eduardo, teu pai já disse uma vez que não estupraria uma mulher pq ela não 'merecia'. Agora, tu reduzes elas a 'portadoras de vagina'. Dói ver que nós estamos ganhando espaço, né? Sugiro que se abrace e afunde junto com os autoritários. Não vamos retroceder nem um milímetro.Image

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou as parlamentares mulheres da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), dizendo que elas são “portadoras de vagina”. As informações são da Folha.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) vai protocolar uma representação contra o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, segundo ela, deputadas de todos os partidos devem endossar o documento.

“Ele agrediu todas as parlamentares, inclusive as do partido dele”, disse Joice.

Eduardo Bolsonaro publicou em seu Twitter um vídeo da CCJ em que o deputado Éder Mauro (PSD-PA) discutia com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo que ela precisava de “um médico”, pois “não para de falar”.

“Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep. @EderMauroPA 1.000°”, disse Eduardo.Carlos Morel on Twitter: "Charge de Jaguar, Folha de SP 25/1/2019: Idade  mínima para porte de arma!… " 

13
Mai21

Deputado serial killer do Pará confessa assassinatos

Talis Andrade

Revista Fórum - O deputado bolsonarista Éder Mauro (PSD-PA), membro da bancada da bala, ameaçou deputadas de esquerda nesta quarta-feira (12), durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Aos gritos, o parlamentar tentou interromper as falas das deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Fernanda Melchionna (PSOL-RJ), assumindo que já matou “muita gente” e desejando a morte das congressistas.

“Pode se fazer de vítima, espernear, fazer o cacete nessa porra dessa sessão (…) E vou dizer mais, senhoras deputadas de esquerda: eu, infelizmente, já matei sim, não foi pouco, não, foi muita gente. Tudo bandido. Queria que estivessem aqui para discutir olho no olho. Vão dormir e esqueçam de acordar!”, disparou o serial killer, que antes havia chamado Maria do Rosário de “Maria do Barraco”.

Fernanda Melchionna, então, rebateu: “Engraçado como invertem. As vítimas como se fossem os algozes. Ele disse ‘tomara que durmam e não acordem amanhã’. Se eu não acordar amanhã o Brasil inteiro vai saber, porque fui ameaçada nessa Comissão. E a presidente não faz nada. Tirou das notas taquigráficas uma ameaça à vida”.

E prosseguiu: “Mas não tenho medo de ti. Não tenho medo de torturador. Eu vou acordar amanhã, mas se eu não acordar, tenha certeza que o Brasil viu sua ameaça. Não tenho nenhum problema quando nós divergimos na política, no conteúdo. O que eu tenho problema é a tentativa sistemática de silenciar as mulheres pela condição de gênero. Se vão nos tolher a palavra porque não estamos aí, não se preocupe, vamos estar aí amanhã. Não tenho medo da extrema-direita. Sei que você é perigoso. Tu mesmo confessou que é um assassino”.

 
Fernanda Melchionna
@fernandapsol
O que aconteceu hoje na CCJ é inadmissível. O deputado Éder Mauro, bolsonarista ferrenho, assumiu que é um assassino e desejou que as deputadas de esquerda "não acordassem amanhã". Queria que ele tivesse dito isso na minha cara! Covarde! Não nos calarão!
 
Após a sessão, a deputada federal Maria do Rosário divulgou nota sobre o ocorrido. “Assim agindo, este deputado uma vez mais desrespeitou a mim e outras colegas, em uma conduta completamente atentatória ao Regimento Interno da Câmara, ao Código de Ética e Decoro Parlamentar e ao Código Penal. Também confrontou o respeito à igualdade de gêneros preconizado nos regimes democráticos, mas profundamente atacado nos dias atuais em que tem sido abandonada a noção de igualdade e de direitos humanos”, escreveu a petista.
 
Veja vídeo da confissão de assassinatos e comunicado da deputada Maria do Rosário aqui
 
10
Abr21

Crueldade do "doutor"Jairinho com ex-namorada para intimidar outras testemunhas

Talis Andrade

Santinho de Dr. Jairinho tinha dizeres “fechado com Bolsonaro” e “defensor  da família” #boato

Poster da campanha eleitoral de 2020

 

Antes de ser preso, "doutor" Jairinho deixou um recado para a ex-esposa e ex-amantes e namoradas, possíveis testemunhas dos seus crimes: um serial killer, com uma tara, o sadismo de torturar crianças entre 4 e 6 anos. 

O político criminoso, miliciano, propagou o retrato de uma testemunha nua. E com dizeres humihantes. 

 Escrevem Leslie Leitão e Pedro Figueiredo, n'O Globo:

Preso nesta quinta-feira (8) por suspeita de envolvimento na morte do enteado, Henry Borel, de 4 anos, o vereador Jairinho tentou desmerecer e constranger testemunhas do processo. Uma das ex-namoradas do vereador, que prestou depoimento afirmando que a filha já foi agredida por ele, teve fotos íntimas divulgadas pela defesa de Jairinho.

Em uma das imagens, a mulher aparece nua, com a legenda: “Sou de Bangu e vereador Jairinho botou peito em mim”. Era uma referência ao fato de, no mesmo depoimento, ela ter afirmado que foi o então namorado quem pagou pelo procedimento de aplicação de silicone.

A defesa de Jarinho também compartilhou vídeos em que funcionários do vereador tentavam desqualificar a mulher.

“[A ex-namorada] disse pra muitas pessoas que estava com ele pro causa do dinheiro dele, isso a gente já sabe. Agora não entendo, [há] mais de oito anos isso, a pessoa vir a público agora dizer uma coisa dessa... Agora disse que tinha medo dele?", disse um dos funcionários sobre a mulher. 

Esse funcionário tem uma década de vivência com o político, ou algum novato forçado a espalhar boatos e mentiras. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro precisa investigar. Idem a polícia. A quem interessa difundir essas estórias devassas, indecentes?  

Psicopata, infanticida, misógino, Jairinho também é doutor em tortura psicológica. 

A polícia precisa investigar a posse e divulgação da foto humilhante da vítima e testemunha das torturas do vereador. 

Divulgação de fotografia de nudez e/ou pornográfica, sem o consentimento da vítima, é crime. 

A CNN procurou o advogado André França, que defende Jairinho, mas ele não se pronunciou sobre o caso.

jairinho.jpg

 

08
Abr21

Vereador Dr. Jairinho sádico assassino do menino Henry quatro anos

Talis Andrade

Jairinho 15126 PMDB (Vereador) Rio de Janeiro - Guia Eleições 2016

O delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação da morte do menino Henry, disse nesta quinta-feira (8) ter certeza que o vereador Dr. Jairinho foi o autor das agressões que mataram o menino e de que a mãe dele, Monique, foi conivente. O casal foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.

Não resta a menor dúvida, em relação aos elementos que nós temos, sobre a autoria do crime, dos dois', disse o delegado

Caso Henry: pai de Dr. Jairinho não entrega celular porque aparelho foi  apreendido pela PF - Jornal O GloboAs declarações foram em entrevista coletiva, com membros da Polícia Civil e do Ministério Público concedem, no fim da manhã desta quinta-feira (8), sobre as investigações que resultaram na prisão de Monique Medeiros e o vereador Dr. Jairinho.

A mãe e o padrasto do menino Henry Borel, morto com sinais de violência, foram presos por tentar atrapalhar as investigações do caso e por ameaçar testemunhas para combinar versões.

Dr. Jairinho e mãe de menino Henry prestam depoimento no Rio - Folha PE

Mãe não afastou o filho e protegeu o agressor

 

Ainda de acordo com o delegado, a mãe não só se omitiu, como também protegeu o amante. “Ela esteve em sede policial, em depoimento, por mais de 4 horas, apresentando uma declaração mentirosa, protegendo o assassino do próprio filho. Não há a menor dúvida, que ela não só se omitiu, quando a lei exigia que ela deveria fazer (relatar o crime), como também concordou com esse resultado”, afirmou Damasceno.

Marcos Kac, promotor do MPRJ, afirmou que a hipótese de acidente, dita pela mãe de Henry, para a morte do menino foi descartada rapidamente na investigação.

Arte mostra a cronologia do dia da morte de Henry Borel e o que o laudo da necropsia aponta — Foto: Infografia: Amanda Paes e Elcio Horiuchi/G1Caso Henry: os relatos de agressões do Dr. Jairinho contra outras crianças  | VEJA

Dr. Jairinho é um serial killer. A polícia e a imprensa já relataram casos do relacionamento criminoso do vereador com outras criança com a mesma idade de Henry. Um preferência por meninos e meninas, inclusive a própria filha, com quatro e cinco anos.

Dr. Jairinho, acompanhando o pai deputado estadual, coronel Jairo, é acusado de participar das guerrilhas milicianas.

Em 2008, uma equipe de reportagem do jornal O Dia foi torturada por milicianos na Favela do Batan, na Zona Oeste carioca. Naquela época, o pai de Jairinho e deputado estadual Coronel Jairo, ex-policial militar e ex-preso pela Lava Jato, foi acusado de ser um dos políticos envolvido com os criminosos.

No texto “Minha Dor Não Sai no Jornal”, escrito para a revista piauí em 2011, o fotógrafo Nilton Claudino — um dos dois jornalistas agredidos por sete horas — relata a presença de Jairinho na sessão de tortura.

Capa do jornal O Globo 09/04/2021
Capa do jornal O Dia 09/04/2021
31
Jan21

Nova variante da Covid-19 deixa Brasil cada vez mais isolado do resto do mundo

Talis Andrade

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por Silvano Mendes /RFI
 

A variante do vírus da Covid-19 descoberta no Brasil tem feito vários países banir os viajantes brasileiros. Com casos de portadores da nova cepa no exterior, a lista de fronteiras que se fecham não para de crescer.

nova variante do vírus foi descoberta pela primeira vez em viajantes que desembarcaram do Amazonas no Japão, em 2 de janeiro. Desde então, os governos de vários países estão em alerta, temendo que essa nova cepa entre em seus territórios, trazida por pessoas que passaram pelo território brasileiro.

Depois do Japão, casos da nova variante foram registrados nos Estados Unidos e na Alemanha. Na segunda-feira (25), o presidente norte-americano Joe Biden anunciou – depois de um quiproquó herdado da administração Trump – que voltaria a impor a proibição a viagens à maioria de cidadãos não americanos que tenham estado Brasil.

País europeu com maior número de mortos vítimas da Covid-19, o Reino Unido proibiu, já em meados de janeiro, as chegadas do Brasil, mas também de todos os países da América do Sul e do Panamá, além de Portugal.

Logo em seguida, a Itália anunciou a proibição de voos oriundos do Brasil. “Assinei uma portaria que bloqueia os voos com partida do Brasil e proíbe a entrada na Itália de pessoas que tenham estado naquele país nos últimos 14 dias”, escreveu o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, em um tuite no sábado (16).

Roberto Speranza
Firmato ordinanza che blocca i voli in partenza dal Brasile e vieta l’ingresso in Italia di chi negli ultimi 14 giorni vi è transitato. Chiunque si trovi già in Italia, in provenienza da quel territorio, è tenuto a sottoporsi a tampone contattando i dipartimenti di prevenzione.
 

O governo português, que também luta para conter a aceleração da pandemia em seu território, e que teve seus cidadãos banidos de alguns países, decidiu suspender, a partir desta sexta-feira (29), os voos provenientes ou com destino ao Brasil. “Até 14 de fevereiro, todos os voos, comerciais ou privados, de todas as companhias aéreas, estão suspensos”, informou Lisboa em um comunicado.

Outros países europeus foram menos radicais e preferiram não fechar totalmente suas portas. A Alemanha anunciou uma “redução drástica de seu tráfego aéreo” com o Brasil, mas também com África do Sul, de onde vem outra variante do vírus, além de Portugal, em razão da aceleração do surto no país europeu. "Nós nos concentramos nas zonas de mutação (do vírus) para essa proposta de restrição de viagem", declarou nessa quinta-feira (28) o ministro alemão do Interior, Horst Seehofer.

Já a Irlanda decidiu que todos os viajantes vindos do Brasil, assim como da África do Sul, devem cumprir uma quarentena obrigatória em locais designados pelo governo.

O governo francês não proibiu oficialmente a entrada de nenhum cidadão, como fizeram os vizinhos britânicas, por exemplo, mas tornou o acesso ao seu território mais complexo. Os brasileiros residentes na França e que estiverem fora do país podem entrar no território francês, mas têm que apresentar um teste PCR negativo, feito antes do embarque. Eles também têm que respeitar um isolamento de sete dias após o desembarque antes de repetir o teste. Já na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil no norte do Amapá, os controles fronteiriços foram reforçados

Vizinhos também fecham as portas

Os países vizinhos também decidiram tornar mais difícil a entrada de viajantes vindos do Brasil ou que tenham passado pelo território brasileiro. O governo argentino impôs uma redução da frequência de voos vindos de várias regiões, mas com restrições específicas para o Brasil. “As companhias aéreas que operam de e para Estados Unidos, México e Europa deverão alterar suas programações regulares para reduzir em 30% os voos semanais de passageiros desses destinos", explicou a Administração Nacional de Aviação Civil argentina (ANAC). Mas no caso das companhias que operam de e para o Brasil, a redução imposta é de 50% dos voos semanais de passageiros.

O Peru também proibiu os voos vindo do Brasil, após ter prolongado a suspensão das rotas provenientes da Europa até 14 de fevereiro.

Com mais de 220 mil mortos vítimas da Covid-19, o Brasil é o segundo país com mais óbitos provocados pela pandemia no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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20
Jun20

É sempre a mesma história: “Resistência seguida de morte”

Talis Andrade

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Miguel morto: camisa do Corinthians no caixão

III - PM que matou menino de 12 anos em SP tem carreira marcada por cadáveres

Por Claudinho Silva, do SOS Racismo, e Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres

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No caso do menino Miguel, o PM Carioca contou que o menino, em companhia de dois outros garotos, teria roubado um automóvel VW Fox vermelho por volta das 18 horas. Localizado o veículo, os policiais iniciaram uma perseguição pelas ruas da zona sul de São José dos Campos, que terminou quando os meninos entraram com o carro em um terreno descampado em que estava instalado um parquinho de diversões. Foi quando o carro colidiu com a grade do carrossel, pondo fim à aventura.

Do veículo saiu correndo o motorista, um adolescente de 17 anos. Dois meninos, de 13 e 14 anos também saíram do carro e jogaram-se no chão. Por fim, saiu Miguel, que estava no banco de trás do Fox. E aí a história contada pelo PM vira a mesma de sempre ­_“resistência seguida de morte”: Miguel teria tentado resistir à prisão, apontou uma arma para os policiais, ao que Carioca respondeu com dois disparos letais. Diz o boletim de ocorrência: “O óbito foi constatado pelo SAMU, viatura 11103, Dr. Leandro CRM 121002. Nada mais.”

O coronel PM José Eduardo Stanelis, comandante da tropa militar na região do Vale do Paraíba, disse que o garoto morto estava com um revólver INA calibre 32 nas mãos e escondia debaixo do tapete do veículo um simulacro de pistola da marca Smith & Wesson. “Então, provavelmente, eles estavam efetuando roubos na cidade”, raciocinou. (Continua)

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Trata-se de versão bem diferente da apresentada à reportagem dos Jornalistas Livres e do SOS Racismo por pessoas que estavam no parque de diversões na hora em que o garoto foi alvejado pelos tiros do PM. Nada menos do que 100 pessoas lotavam o local nos derradeiros minutos de vida do menino:

É mentira que Miguel andasse armado. Ele nunca pegou num revólver. Nem de brinquedo”, disseram vizinhos que pediram para não serem identificados por temerem retaliações do Carioca.

“Ele saiu com as mãos para cima, dizendo ‘Perdi, perdi’. Mas o Carioca atirou mesmo assim. O primeiro tiro pegou debaixo do braço [na região da axila]. Depois teve outro. E mais outro.”

“Foi uma correria desesperada no parque, mas logo depois as pessoas começaram a voltar e deu tempo de ver que Miguel estava jogado no chão, de costas, com as pernas dobradas. Ele ainda estava vivo quando o Carioca o pegou pelo pescoço –ficaram marcas de sua mão no pescoço fininho. Miguel morreu com os olhos esbugalhados e a boca aberta, tentando respirar”.

A versão dos PMs começou a desabar no descrédito já na delegacia onde foi lavrado o boletim de ocorrência. “Em sede policial, a vítima do crime de roubo, após olhar os conduzidos (adolescentes que estavam no Fox), não reconheceu nenhum deles como sendo os autores do crime de roubo que sofreu”.

Miguel era um dos seis filhos da cuidadora Andréia Gonçalves Pena, mulher negra, evangélica da Assembléia de Deus e chefe de família. O filho mais velho dela é estagiário na Embraer, cargo que obteve graças às notas excelentes no ensino médio. Uma filha, pelo mesmo motivo, conseguiu estágio em outra gigante da engenharia nacional, o CTA, o Centro Técnico Aeroespacial, jóia tecnológica mantida pela Aeronáutica. Miguel não fazia feio nos estudos e era seguidamente elogiado pelos professores da Escola Estadual José Frederico Marques. Mas o menino era sonhador demais.

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“Foi um sonho”: Residencial Colônia Paraíso

 

Quando a família mudou-se em 2015 para um dos 528 apartamentos de 48 metros quadrados do “Minha Casa, Minha Vida” encrustado no Campo dos Alemães, foi felicidade total. Ali, bem perto, ficava a ocupação do Pinheirinho, que se tornou tristemente famosa por causa da violenta ação de despejo de 6.000 moradores, ocorrida em 2012. O bairro parecia ter uma sina ruim, mas a inauguração do Residencial Colônia Paraíso deu uma grande esperança de dias melhores para aquele povo, apesar de o nome do conjunto habitacional ter sido tomado emprestado do cemitério vizinho, que se chama Cemitério Colônia Paraíso, ou Cemitério do Morumbi.

Foi o dia mais feliz da minha vida”, diz a mãe de Miguel, Andréia. “Nunca eu iria imaginar que a gente ia sofrer naquele lugar tudo o que estamos sofrendo”.

Com apenas 10 anos, já no novo endereço, o menino começou a fumar maconha. Logo, o tráfico o recrutou como “aviãozinho” –no organograma da criminalidade, são vendedores de drogas que atuam nas biqueiras. Os traficantes preferem usar crianças com menos de 12 anos nessa função, porque o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990, diz que menores de 12 anos são considerados crianças e, por isso, inimputáveis penalmente, ou seja, não podem sofrer nenhum tipo de penalidade. As medidas socioeducativas, como a internação na Fundação Casa, podem ser aplicadas apenas para adolescentes, na faixa etária entre 12 e 18 anos. Para Miguel, trabalhar como aviãozinho era uma forma de custear as “viagens” com a maconha.

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Receita psiquiátria de Miguel

A mãe, Andréia, nunca aceitou esse caminho para o filho. Ela deu uma surra nele no meio da rua, ao flagrá-lo vendendo drogas –e, por isso, foi chamada às falas pelo Conselho Tutelar. Internou-o durante 27 dias em uma clínica de recuperação para adictos em álcool e drogas, mas teve de tirá-lo porque a tenra idade dele não aconselhava a medida. Procurou ajuda no SAMA (Serviço Ambulatorial Especializado no Tratamento da Dependência Química em Mulheres e Adolescentes), onde uma psiquiatra receitou Carbamazepina, uma droga de tipo “faz tudo”, “indicada para o tratamento de afecções tão diferentes quanto crises convulsivas, doenças neurológicas tipo neuralgia do trigêmeo e para o tratamento do humor bipolar e da depressão, em adultos e crianças”. Implorou no altar e, por fim, pediu ao traficante para que não vendesse mais nada para o filho e nem o empregasse para passar drogas. Nada funcionou. (Continua) 

19
Jun20

A lista dos outros 8 mortos com a participação do cabo Sudré, o Carioca

Talis Andrade

PM que matou um menino de 12 anos em são paulo - YouTube

 

II - PM que matou menino de 12 anos em SP tem carreira marcada por cadáveres

 

Por Claudinho Silva, do SOS Racismo, e Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres

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Dois suspeitos em janeiro de 2011

Na noite de 28 de janeiro de 2011, dois homens, não identificados, foram mortos a tiros pelo policial. Os suspeitos teriam roubado uma casa na rua Lorenzo Lotto, no Parque Maria Helena, zona sul da capital paulista. Segundo o que afirmou o PM no 92º DP (Distrito Policial), no Parque Santo Antônio, os suspeitos tentaram fugir em um Volkswagen Golf e, durante troca de tiros, foram mortos.

Um em março de 2014

Em 17 de março de 2014, o policial Sudré teria atirado e matado um motorista que teve apenas a idade revelada (33 anos) em Poço das Antas, Caraguatatuba, litoral de São Paulo. Após a participação no caso, ele foi transferido para o Vale do Paraíba.

Dois em maio de 2015

Em 29 de maio de 2015, o policial participou de uma intervenção que resultou na morte de mais dois suspeitos. Foram mortos Uanderson de Oliveira Gonçalves Martins, 18, e Lucas Aguiar, 17. Naquela ocorrência, segundo a investigação policial apurou, ele não atirou. Durante a ocorrência, os dois jovens estariam conduzindo um carro roubado na estrada Natan Sampaio, no Jardim Capetingal, em São José dos Campos, por volta das 4h. A equipe policial teria dado ordem para que os suspeitos parassem o carro, o que não aconteceu. Nenhum policial se feriu durante a ação.

Um em fevereiro de 2016

Na noite de 8 de fevereiro de 2016, o cabo atirou contra Matheus Pietro Santos Queres, 21, na rua Antônio José Matos Lima, no Parque Residencial União, também em São José dos Campos. Desta vez, o policial informou na delegacia que o suspeito estava com uma motocicleta Honda CB 300R roubada, e tinha sob posse uma arma de fogo de uso restrito. Os policiais só apresentaram o caso no 3º DP da cidade dois dias depois.

Um em abril de 2018

Na madrugada de 25 de abril de 2018, o policial estava na equipe que matou Bruno do Nascimento Barbosa, 28, no Parque Novo Horizonte, em São José dos Campos. Segundo a investigação policial, o cabo Sudré não atirou, mas participou da intervenção. Os policiais disseram na delegacia que Barbosa estava com uma arma e atirou contra eles, que “revidaram à injusta agressão”. Nenhum policial ficou ferido na ocorrência.

Um em janeiro de 2019

No noite de 5 de janeiro de 2019, o policial Sudré atirou contra um homem, identificado apenas pela idade (46), na rua Caravelas, no Parque Independência, também em São José dos Campos. Ele teria roubado um estabelecimento e, na tentativa de fuga, teria trocado tiros com o policial. (Continua)

 

17
Jun20

PM que matou menino de 12 anos em SP tem carreira marcada por cadáveres

Talis Andrade

 

miguel12 morto pelo cabo sudré .jpg

Cabo Sudré, o Carioca, já se envolveu em pelo menos nove mortes e já o comparam ao Cabo Bruno, serial killer famoso nos anos 1980

Por Claudinho Silva, do SOS Racismo, e Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres

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O policial militar cabo Thiago Santos Sudré, de São José dos Campos (94 km de São Paulo), que matou no dia 6 de setembro o menino Miguel Gustavo Lucena de Souza, de 12 anos, dentro de um parque de diversões da cidade, tem um histórico sinistro de homicídios. Foi divulgado nesta quarta-feira pelo portal UOL que, antes de matar Miguel, o cabo Sudré, conhecido pela alcunha de “Carioca”, envolveu-se pelo menos em outras oito mortes. Todas as mortes que possuem algum registro referem-se àquilo que, no jargão policial, chama-se de resistência seguida de morte (quando o infrator tenta agredir o policial e este, para se defender da “injusta agressão”, atira em legítima defesa). Curiosamente, nenhuma das ocorrências resultou em ferimentos dos PMs envolvidos, o que enseja a suspeita de que, ou não tenha ocorrido a alegada “resistência”, ou que os infratores fossem ruins demais de pontaria.

O assassinato do menino Miguel foi revelado pelo SOS Racismo e pelos Jornalistas Livres. Segundo vizinhos, duas semanas antes, o mesmo cabo invadiu, sem mandado judicial, o apartamento familiar para ameaçar o menino e sua mãe, dizendo a ela: “Se eu pegar o Miguel na rua, pode comprar um caixão pequeno, porque ele não vai voltar mais”. Andréia, a mãe, ainda tentou explicar ao policial que o filho era “dependente químico”, ao que o PM respondeu: “Ele é uma sementinha do mal”. O diminutivo se explica: Miguel tinha apenas 1 metro e 33 centímetros de altura. Era um menininho negro, inteligente e sonhador. (Continua

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