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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Fev20

Adriano da Nóbrega lavava dinheiro da milícia em fazendas, aponta investigação

Talis Andrade

Ex-capitão Adriano mudou de esconderijo na véspera de sua morte

por Vera Araújo
 

Extra — Mesmo com a morte do ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega, na manhã deste domingo numa operação na Bahia, onde ele estava escondido, as investigações continuam, principalmente em seus negócios ilícitos. A polícia do Rio acredita que as fazendas de gado — ele teria terras na Bahia e em Sergipe em nome de laranjas — eram uma forma usada para lavar o dinheiro do crime. Ele também seria competidor em vaquejadas em Sergipe, com o nome de equipe Dakar.

Há cerca de um ano, Adriano vinha sendo monitorado. No início deste mês, houve uma operação na Costa do Sauípe, Bahia, para prendê-lo, mas ele escapou, deixando para trás uma identidade falsa. Ontem, o ex-policial foi localizado no município de Esplanada, na área rural da Bahia, no sítio de um político. Na casa, havia duas pistolas e duas espingardas. Ao ser surpreendido, atirou com uma Glock calibre 9mm. Agentes contam que houve troca de tiros e que o ex-militar chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

'Capitão Adriano': miliciano foi morto na manhã de domingo durante tiroteio com o Bope da Bahia em área rural de Esplanada

A Secretaria de Segurança da Bahia informou que, na ação, Adriano “resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido”. Ele foi atingido por dois tiros. Antes do confronto, os agentes baianos prenderam homens que davam segurança ao miliciano. O material apreendido deverá ser analisado pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP do Rio. O corpo de Adriano deve chegar ao Rio nos próximos dias.

Deflagrada em 22 de janeiro de 2019, com base em investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, do MP, a operação Os Intocáveis revelou que o ex-capitão comandava um esquema de agiotagem, grilagem de terras e construções ilegais, com o pagamento de propina a agentes públicos, a fim de manter seus negócios ilícitos, “sempre de forma violenta e por meio de ameaças”. Adriano era o único foragido. Outros 12 integrantes da milícia de Rio das Pedras estão presos.

 

 

 

 

17
Out19

Desigualdade entre ricos e pobres é a mais alta registrada no Brasil

Talis Andrade

Em 2018, rendimento da fatia mais rica da população subiu 8,4%, enquanto os mais pobres sofreram uma redução de 3,2%. Brasileiros que estão no 1% mais rico ganharam 33,8 vezes mais que o total dos 50% mais pobres.

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DW - O rendimento médio mensal real do 1% da fatia mais rica da população brasileira atingiu em 2018 o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres do país, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (16/10).

Segundo o instituto, os números mostram que a desigualdade de renda no país alcançou patamar recorde dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNADC), iniciada em 2012.

O 1% da população mais rica – grupo que reúne apenas 2,1 milhões de cidadãos – teve rendimento médio mensal de 27.744 reais, enquanto os 50% mais pobres – mais de 100 milhões – só ganharam 820 reais por mês.

Os números da pesquisa indicam que os pobres ficaram mais pobres e os ricos, mais ricos. Os 30% mais pobres do país, cerca de 60 milhões, tiveram seu rendimento médio mensal reduzido, em alguns casos em até 3,2%. Os 5% mais pobres – cerca de 10 milhões –, por exemplo, tiveram ganhos mensais de apenas 153 reais em 2018, contra 158 reais em 2017. Já o 1% mais rico viu seu rendimento aumentar 8,4%, de 25.593 para 27.744 reais, entre 2017 e 2018.

O PNADC informa que o rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que foi de 264,9 bilhões reais em 2017, alcançou 277,7 bilhões de reais em 2018. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.

De acordo com o IBGE, com base na série histórica, esse aumento da desigualdade coincidiu com uma diminuição do número de domicílios que contam com bolsa família: se em 2012 eram 15,9% em todo o país, em 2018 a proporção caiu para 13,7%.

O IBGE aponta ainda que o aumento da desigualdade em 2018 tem relação com a crise do mercado de trabalho: em 2018, 35,42 milhões de pessoas estavam no mercado informal, um recorde da série histórica do IBGE. Os novos dados revelam que o índice Gini – que mede a desigualdade numa escala de zero (igualdade) a um (grau máximo de desigualdade) – aumentou em todas as regiões brasileiras, chegando a 0,509, o maior índice desde 2012.

Segundo o IBGE, entre 2012 e 2015 houve uma tendência de redução do índice Gini do rendimento domiciliar per capita (de 0,540 para 0,524), mas ela foi revertida a partir de 2016, quando aumentou para 0,537, chegando a 0,545 em 2018.

A pesquisa enfatiza os contrastes regionais no país: o Sudeste, que concentra 40% da população nacional, apresenta uma massa de rendimentos de 143,7 bilhões de reais, maior do que todas as demais regiões somadas.

As regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores de rendimento médio mensal real domiciliar per capita: 886 e 815 reais, respectivamente, enquanto o Sudeste registrou 1.639 reais, pouco mais do que o dobro do Nordeste.

O índice Gini também apontou contrastes regionais. No Norte, chegou a 0,551, seguido pelo Nordeste, 0,545, e Sudeste, 0,533. No Centro-Oeste, o resultado foi de 0,513. O menor valor foi registrado no Sul: 0,473. O estado com maior desigualdade foi o Sergipe, com 0,575. A menor disparidade entre ricos e pobres, 0,417, foi registrada em Santa Catarina.

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