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23
Mar23

Randolfe Rodrigues: 'Plano para matar Moro foi arquitetado antes' no governo Bolsonaro

Talis Andrade

Vingança não, Justiça!

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Fonte: Plantão Brasil /Portal Fórum

Uma fala de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sobre autonomia da Polícia Federal vem irritando bolsonaristas nas redes sociais. Nesta quarta-feira (22), o senador, frente a frente com Sergio Moro (UB-PR) no plenário do Senado, prestou solidariedade ao ex-juiz pelas ameaças que ele vinha sofrendo no âmbito de um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matá-lo e que foi desarticulado após operação da Polícia Federal (PF), mas fez questão de relembrar que a instituição só pôde proteger o ex-juiz por ter sua autonomia garantida, vilipendiada no governo Bolsonaro, para qual Moro trabalhou como ministro da Justiça.

Apesar de ter sido sob o governo Lula e com Flávio Dino à frente do Ministério da Justiça que a PF deflagrou a operação que prendeu membros do PCC ligados ao plano de atentado, a extrema direita vem tentado associar as ameaças ao presidente pela fala, feita em entrevista na terça-feira (21), dando conta de que, quando estava preso, dizia que só ficaria bem após "foder" Moro.

O próprio Moro, que já sabia das investigações da PF contra a organização criminosa que planejava o atacar, tentou, indiretamente, associar Lula ao caso, antes mesmo da operação policial vir à tona. Em entrevista à CNN na noite de terça-feira (21), disse que a declaração de Lula rememorando seus tempos de prisão "gera risco" para ele e sua família.

Em seu discurso no Senado, Randolfe trouxe esses fatos à tona.

"É importante colocar as coisas no seu devido lugar. O presidente Lula não tem 90 dias de governo. O PCC não foi fundado agora. O plano para matar vossa excelência [Moro] não foi arquitetado nesses 3 meses, foi de antes. Vossa excelência [Moro], já ao assumir o mandato, foram tomadas providências, e vossa excelência tinha conhecimento das providências de investigações que estavam em curso pela Polícia Federal", declarou.

Na sequência, Randolfe começou a relembrar de como funcionava a Polícia Federal no governo Bolsonaro - fala que vem irritando bolsonaristas e o próprio Moro, que reagiu às declarações de seu colega de Senado através do Twitter.

"Ainda bem que voltamos a ter no Brasil uma Polícia Federal que é instituição do Estado brasileiro, que não aceita interferência política. Aliás, senador Moro, interferência política que outrora foi denunciada pelo senhor. Dia 24 de abril de 2020, vossa excelência se lembra, pediu demissão do Ministério da Justiça, e o que disse: ’falei para o presidente que seria uma interferência política’, e ele disse ’seria mesmo’. Palavras suas. Esse tempo de Polícia Federal que o senhor viveu, que teve interferência política politica sobre ela, acabou. A Polícia Federal voltou a ser instituição de Estado. Crimes, seja contra quem for, seja contra os que tentaram armar contra o presidente no dia de sua posse, seja os crimes contra vossa excelência, conhecido opositor do governo federal, serão desbaratados e os criminosos irão pra cadeia".

Randolfe prosseguiu dando ainda mais detalhes sobre como as interferências na PF durante o governo Bolsonaro impediram as investigações de chegarem até o mandante do assassinato de Marielle Franco e sentenciando que é justamente a volta da autonomia na corporação, sob o governo Lula, que impediu o assassinado do ex-juiz.

"A obrigação do Estado de proteger está sendo cumprida, obrigação essa que, lamentavelmente, não foi cumprida pela PF para garantir a continuidade das investigações sobre o assassinato de um miliciano chamado Adriano da Nóbrega, que foi assassinado e, depois, naquela época, o governo de então, o Ministério da Justiça de então, resolveu não estourar investigações. O caso Adriano da Nóbrega e os esquemas milicianos que poderiam chegar a quem mandou matar Marielle não teve essa sorte porque teve interferência política na Polícia Federal", pontuou.

"Esse tempo do Estado sob ataque acabou porque não temos mais um presidente da República que fica advogando para as pessoas pessoas se jogarem ao vírus. Não teemos mais um presidente que quer corromper e usurpar o Estado Democrático de Direito todos os dias. O tempo de intervenção na PF ainda bem que passou, porque é só esse tempo novo que possibilita que o PCC agora seja desbaratado e que, inclusive, opositores ao presidente sejam protegidos", finalizou.

 

 

 

23
Mar23

"Depois de criar um falso herói, imprensa fará de Moro um falso mártir", diz joaquim de Carvalho

Talis Andrade
www.brasil247.com - Joaquim de Carvalho e Sergio Moro
Joaquim de Carvalho e Sergio Moro (Foto: Brasil 247 | Marcos Oliveira/Agência Senado)

 

"Estão criando um falso mártir. Não é exagero. Não havia nenhum motivo para a facção criminosa matar o Moro", diz jornalista

 

247 - O jornalista Joaquim de Carvalho afirmou, em participação na TV 247 desta quinta-feira (23), que a grande imprensa quer fazer do senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União Brasil-PR) um “mártir” em função de estar nos planos de uma facção criminosa, o PCC, que visava sequestrar e assassinar autoridades e servidores públicos. 

“Depois da imprensa criar o falso herói vão criar o falso mártir. Estão criando um falso mártir. Não é exagero. Não havia nenhum motivo para a facção criminosa matar o Moro. Motivo não havia. Não foi ele o responsável pela decisão [que transferiu líderes de fações crimonosas para presídios federais]e o próprio Moro quando era corregedor dos presídios em Catanduvas, 2007. Catanduvas foi o primeiro presídio federal construído no governo Lula, de segurança máxima. O repórter José Maschio, da Folha de São Paulo, fez uma matéria sobre o caos que havia em Catanduvas sob a corregedoria do Moro. Havia regalias dos presos”, disse.  

Ainda segundo ele, “o Moro não foi inimigo de facção criminosa quando corregedor e nem foi quando foi ministro da Justiça. Quem efetivamente enfrentou a facção criminosa foi o promotor Lincoln Gakiya, que é promotor de Presidente Prudente. Ele pediu a transferência do Marcola [líder da facção criminosa PCC] para um presídio federal e o Moro apenas cumpriu”. 

“Ele não é mártir. Não houve efetivamente uma ação contra ele. O que tem são imagens que podem ser, por exemplo, mostraram uma parede que poderia ser um cativeiro lá em São José dos Pinhais, quebrando, e aquilo parece muito mais um depósito de armas. Então, estão criando cenas, imagens, para mostrar de novo ‘olha este é o falso mártir’”, completou.
 
 

 

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