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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

13
Dez21

É preciso que as forças do imperialismo estruturadas no lavajatismo sofram uma derrota acachapante

Talis Andrade

lava jato dallagnol voz grossa de moro.jpg

 

 

Moro não deveria desistir de sua candidatura

Por Jair de Souza

Estamos chegando a um ponto decisivo em relação à maior catástrofe em toda nossa história como nação.

Depois de haver alcançado a posição de sexta maior economia do mundo e despontar como o país mais propenso a liderar o bloco dos emergentes no rumo de um rearranjo internacional mais justo e equânime, o Brasil se viu lançado a uma fossa de descrédito e desprestígio global como nunca antes.

Foi assim que, de símbolo positivo para os povos do mundo e centro da atenção de todas as forças progressistas do planeta, o Brasil passou a representar o que de pior a humanidade poderia gerar. E, com Bolsonaro, o Brasil é hoje o verdadeiro cartão postal do inferno.

No entanto, embora o presidente miliciano apareça como a face mais visível da desgraça que se abateu sobre nosso país, não podemos deixar de reconhecer que não foi ele quem primeiro abriu e sinalizou o caminho que nos levaria a nossa destruição como nação.

Decididamente, não! Bolsonaro é muito mais uma consequência de um processo destruidor do que a razão para seu surgimento. Por isso, para que o Brasil consiga sair do pantanal em que foi lançado, não basta dar um fim à figura nefasta de Bolsonaro. Ainda que acabar com o regime nazi-fascista-bolsonarista seja um imperativo, sem a derrota das forças malignas que engendraram as condições que viabilizaram a chegada da extrema direita miliciano-fascista ao comando do país, não há chances de verdadeira vitória para o povo no próximo pleito eleitoral.

Feito este preâmbulo, vamos tentar identificar quais são os principais inimigos que precisamos derrotar para garantir um futuro melhor para nossa gente. E, se pudermos resumir em uma só palavra a essência do que estamos buscando descobrir, o nome a que chegamos é: imperialismo.

Sim, é isto mesmo. Se o Brasil está neste nível de degradação em que nos encontramos, se o desemprego se alastrou a milhões de trabalhadores, se a miséria campeia solta pelas ruas de todas nossas cidades, se o Brasil regrediu em seu nível de industrialização, o principal fator causante deste estado deplorável é o imperialismo.

Porém, diferentemente do que alguns creem, ao culpar o imperialismo pelas principais mazelas em que estamos metidos, não pretendemos fazer uso de uma palavra mágica que, ao desviar o foco dos agentes concretos, elevaria a responsabilidade a um nível etéreo e, em vista disto, inidentificável.

Nada disto! A nosso entender, os agentes do imperialismo estão clara e plenamente identificados. Sua cabeça atuante na fase atual começou a se delinear com mais nitidez a partir da criação da força-tarefa da chamada “Operação Lava-Jato".

Sem excluir outros eventuais implicados, é por meio desta verdadeira quadrilha de entreguistas e traidores da pátria que o imperialismo pôs em marcha seus planos mais funestos contra a nossa pátria nos últimos tempos. Portanto, deixar bem estabelecidos os nomes dos comandantes da quadrilha é uma necessidade. Mas, não basta! É preciso também não esquecer das forças e grupos que, em última instância, foram e são os responsáveis por dar sustentação material e politica direta para a existência desse verdadeiro partido dos traidores da pátria.

Se os nomes de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol nos vêm imediatamente à mente quando procuramos detectar os agentes causadores de tanto infortúnio e sofrimento para a maioria trabalhadora da nação, não podemos esconder que essas figuras toscas e iletradas jamais teriam sido capazes de levar adiante seu pérfido plano para arrasar com a nação se por trás deles não estivessem grupos econômico-sociais com muito poder de fogo para fazer valer seus interesses.

Mesmo se fossem pessoas sábias e de elevado nível cultural, nem Moro nem Dallagnol teriam conseguido por si só causar tantos danos e sofrimentos a um país do porte do Brasil. Sem a cantilena diária da rede Globo, da Band, do SBT, da Record, da Jovem Pan, da Folha de S. Paulo, do Estado de S. Paulo, enfim, da corporação midiática em seu conjunto, endeusando e glorificando as ações criminosas e destrutivas dessa dupla e de seus comparsas, muito poucos seriam os resultados concretos por eles obtidos com seu atuar.

E, sempre agindo em sintonia com a máfia midiática e associada a ela nos objetivos almejados, a corporação rentista-financeira também jogou um papel de relevância para possibilitar que a quadrilha lavajatense seguisse adiante em seus procedimentos ilegais e imorais.

De igual maneira, também devem assumir sua parte da responsabilidade os senhores do agronegócio exportador, um bom número dos donos de grandes redes varejistas, os proprietários de empresas de atendimento medico privadas, os quais se esmeraram em respaldar todas as arbitrariedades que eram cometidas pelos coordenadores do lavajatismo, com as quais eles esperavam levar vantagens.

Portanto, uma derrota nítida de todas essas forças teria um peso e uma importância educativa muito grande para as maiorias populares. Por isso, deveríamos torcer, cobrar e, na medida do possível, exigir que Sérgio Moro leve sua campanha e sua candidatura até as últimas consequências, e que ele não faça o que já vem sendo ventilado por alguns de seus apoiadores no sentido de abandonar a disputa antes do final.

A simples derrota do bolsonarismo nas próximas eleições não representaria necessariamente uma vitória para o campo popular. Bolsonaro encarna um neofascismo grosseiro, desumano e indecente, mas de modo algum pode ser considerado sua versão mais perigosa e mais nefasta.

Um neofascismo ainda mais destruidor é aquele que está bem ancorado e bem entrosado com as forças que apoiam os interesses simbióticos do imperialismo estadunidense com o capital financeiro que atua no Brasil. E no comando visível dos representantes desse grupo estão Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros expoentes do lavajatismo. Este é o grupo que nosso povo precisa derrotar de modo consciente.

Em vista disto, não podemos passar a ideia de que a simples derrota do clã miliciano e seus aliados nas próximas eleições significará um grande triunfo das forças populares e da democracia. Para que a derrota de Bolsonaro adquira de verdade a relevância que deve ter,E, sempre agindo em sintonia com a máfia midiática e associada a ela nos objetivos almejados, a corporação rentista-financeira também jogou um papel de relevância para possibilitar que a quadrilha lavajatense seguisse adiante em seus procedimentos ilegais e imorais.

De igual maneira, também devem assumir sua parte da responsabilidade os senhores do agronegócio exportador, um bom número dos donos de grandes redes varejistas, os proprietários de empresas de atendimento medico privadas, os quais se esmeraram em respaldar todas as arbitrariedades que eram cometidas pelos coordenadores do lavajatismo, com as quais eles esperavam levar vantagens.

Portanto, uma derrota nítida de todas essas forças teria um peso e uma importância educativa muito grande para as maiorias populares. Por isso, deveríamos torcer, cobrar e, na medida do possível, exigir que Sérgio Moro leve sua campanha e sua candidatura até as últimas consequências, e que ele não faça o que já vem sendo ventilado por alguns de seus apoiadores no sentido de abandonar a disputa antes do final.

A simples derrota do bolsonarismo nas próximas eleições não representaria necessariamente uma vitória para o campo popular. Bolsonaro encarna um neofascismo grosseiro, desumano e indecente, mas de modo algum pode ser considerado sua versão mais perigosa e mais nefasta.

Um neofascismo ainda mais destruidor é aquele que está bem ancorado e bem entrosado com as forças que apoiam os interesses simbióticos do imperialismo estadunidense com o capital financeiro que atua no Brasil. E no comando visível dos representantes desse grupo estão Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros expoentes do lavajatismo. Este é o grupo que nosso povo precisa derrotar de modo consciente.

Em vista disto, não podemos passar a ideia de que a simples derrota do clã miliciano e seus aliados nas próximas eleições significará um grande triunfo das forças populares e da democracia. Para que a derrota de Bolsonaro adquira de verdade a relevância que deve ter, é preciso que as forças do imperialismo estruturadas no lavajatismo sofram uma derrota ainda mais acachapante.

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09
Dez21

Prerrogativas: prescrição de denúncia contra Lula não deve lançar dúvida alguma sobre sua inocência

Talis Andrade

 

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“A prescrição da denúncia contra Lula acontece como consequência da anulação das decisões judiciais adotadas por Sérgio Moro", diz o coletivo de juristas

 

Revista Fórum - O Grupo Prerrogativas, coletivo formado pelos mais renomados juristas brasileiros, divulgou uma nota nesta quarta-feira (8) em que desmonta as teses do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e lavajatistas sobre o pedido de arquivamento, por parte do Ministério Público Federal (MPF), da denúncia contra Lula (PT) no caso do “triplex do Guarujá”, cuja condenação foi anulada após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar Moro parcial e suspeito no processo.

 

"Sergio Moro um personagem sombrio, que usou o Poder Judiciário para obter uma glorificação imerecida, à custa de gravíssimas violações de direitos e de regras processuais"

 

“O Grupo Prerrogativas, composto por juristas, professores de Direito e advogados, atentos ao predomínio do Estado de Direito e do sistema constitucional em nosso país, diante das repercussões do pedido apresentado pelo Ministerio Publico Federal para arquivamento de processo judicial sobre o triplex do Guarujá, em que consta como denunciado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem expressar a sua posição nos seguintes termos:

1. A referência ao reconhecimento da prescrição, utilizada pelo Ministério Público para respaldar o pedido de arquivamento da denúncia, resulta tecnicamente da nulidade de atos praticados pelo então juiz Sérgio Moro, sob o insanável vício da suspeição.

2. A parcialidade e a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro foi proclamada por decisão da mais alta Corte do país e transitou em julgado, ou seja, é uma decisão irrecorrível.

3. A prescrição da denúncia contra Lula acontece como consequência da anulação das decisões judiciais adotadas por Sérgio Moro, que interromperiam a contagem de prazos prescricionais.

4. Não se trata, portanto, de haver provas válidas eventualmente superadas pela demora processual. As provas colhidas por Moro nesse caso, que sequer demonstravam culpa alguma do ex-presidente, foram tidas pelo Supremo Tribunal Federal como absolutamente inválidas, em razão de distorções processuais levadas a efeito pelo ex-juiz.

5. Por isso, é inteiramente falso supor que nessa situação teria havido impunidade gerada pela decurso do tempo. Caso não houvesse sido consumada a prescrição temporal, mesmo assim essas provas jamais poderiam sustentar o acolhimento da denúncia forjada contra o ex-presidente em decorrência de um espúrio conluio entre procuradores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro.

6. O abandono da magistratura por Sérgio Moro e do Ministerio Público por Deltan Dallagnol traduzem a confissão da manipulação política que eles impuseram ao exercício de suas funções estatais, com objetivos, hoje nítidos, de proveito pessoal.

7. A atrevida alegação de Moro, segundo a qual o STF teria cometido “erro judiciário” ao apontá-lo como juiz suspeito e parcial ao processar Lula, representa uma torpe tentativa de enganar a opinião pública. O julgamento do caso pelo Supremo atendeu a todos os requisitos legais e constitucionais, alcançando de modo certeiro e transparente a conclusão de que Sérgio Moro desonrou a toga que vestia quando era magistrado.

8. Erro judiciário na verdade foi comprovadamente suportado pelo ex-presidente Lula, obrigado a cumprir 580 dias de prisão sem culpa formada e com uma sentença proferida por juiz desonesto.

9. Sergio Moro está longe de encarnar modelo de integridade e ética. Na verdade, trata-se de um personagem sombrio, que usou o Poder Judiciário para obter uma glorificação imerecida, à custa de gravíssimas violações de direitos e de regras processuais.

10. O prosseguimento da farsa protagonizada por Moro, agora no campo político, não pode interditar a voz consciente dos juristas comprometidos com a democracia e a Constituição no Brasil. A prescrição da denúncia contra Lula significa mais uma consequência direta e inevitável da abominável suspeição de Sérgio Moro. A prescrição não deve, portanto, lançar dúvida alguma sobre a inocência do ex-presidente, senão apenas certeza quanto à conduta criminosa de Moro.

Grupo Prerrogativas, 08 de Dezembro de 2021

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