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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Mai19

Bolsonaro homenageia desembargador que impediu liberdade de Lula

Talis Andrade

Thompson Flores foi agraciado com a Ordem do Mérito Naval, concedida a quem presta serviços memoráveis à Marinha

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Jornal GGN – Jair Bolsonaro entregou nesta terça (21) uma homenagem ao presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, um dos protagonistas da “guerra de despachos” que impediu Lula de deixar a prisão, em 2018.

Flores, em sintonia com Sergio Moro, defendeu a atuação emergencial de João Gebran Neto, que proferiu uma decisão contra o habeas corpus concedido a Lula por Rogério Favreto, então desembargador plantonista no tribunal.

Gebran, em tese, não tinha autoridade para derrubar a ordem de Favreto. Mesmo a hierarquia entre Flores e o plantonista, naquele caso, deveria ter sido apenas administrativa. O episódio, que contou com a participação de Moro de férias em Portugal – ele acionou a Polícia Federal para não libertar Lula com o HC de Favreto – foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça, que decidiu por arquivar a reclamação.

Flores também ganhou os holofotes da mídia quando defendeu a excelência técnica da sentença de Moro contra Lula no caso triplex, mesmo sem ter tido tempo de ler a condenação na íntegra.

Já Gebran Neto teria recebido de Bolsonaro a promessa de assumir um dos cargos que vagar no Supremo Tribunal Federal nos próximos anos. Leia mais aqui.

Segundo O Globo, Flores foi agraciado com a Ordem do Mérito Naval, que deveria ser concedida a quem presta serviços memoráveis à Marinha. Segundo a BBC Brasil, o presidente do TRF-4 tem um tio trisavô que era coronel. Moro e outras 400 pessoas, entre ministros, militares e juízes, estavam na lista de homenageados.

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Antonio Conselheiro construiu a segunda maior cidade da Bahia. Líder do povo, depois de morto foi desenterrado, para o coronel Tomás Thompson Flores cortar a cabeça para colocar em um museu. O desejo mais secreto do descendente e decadente desembargador Carlos Thompson Flores é exibir a cabeça de Lula como troféu. Assim fica justificada a medalha de mérito naval.

 
19
Mai19

Na terra de Sergio Moro, estudantes lotam o centro de Maringá

Talis Andrade

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Ato em Maringá (Foto: Victor Simião/CBN Maringá)

 

GMC Online -Centenas de manifestantes iniciaram no fim da tarde desta quarta-feira (15) uma caminhada por ruas e avenidas de Maringá. O trânsito foi bloqueado, inclusive na Avenida Colombo, onde o fluxo de veículos ficou impedido durante cerca de 15 minutos. O ato faz parte da paralisação nacional da educação contra os cortes anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

As ações do governo federal envolvem congelamento no orçamento e de bolsas da pós-graduação das universidades, além de corte de repasses. Contra essas medidas, alunos e professores da UEM e também de outras instituições se concentrou em frente à Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Maria Clara Santos, acadêmica do curso de Psicologia da UEM, diz que os estudantes

Estão indignados com a atual situação da Universidade Estadual de Maringá. Desde o governo Richa não são lançados concursos públicos. Então a gente está com falta de professores. Estamos muito satisfeitos com a participação estudantil. Esse é um trabalho árduo e contínuo de mobilização contra esse governo (do Bolsonaro)

 

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18
Mai19

PASMEM: COM A PRISÃO DE LULA, MORO VIRA MINISTRO DA JUSTIÇA E TEM A PROMESSA DE SER MINISTRO DO STF

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella 

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Grande mídia apaga matérias e fotos que falavam do “luxuoso” tríplex do Lula (9).
 
 
Léo Pinheiro fez delação na Lava Jato e ganhou da Diretoria da Propina da OAS R$ 6 milhões, e ainda emplacou o genro, Pedro Guimarães, na presidência da Caixa Econômica Federal (1 a 4, 8).

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Pedro Guimarães, genro de Léo Pinheiro, presidente da Caixa Econômica Federal, nomeado por Jair Bolsonaro

 
 
Moro com base na delação de Léo Pinheiro, na Lava Jato, prendeu Lula às vésperas da eleição, com claro intuito de beneficiar Bolsonaro.
 
Para não deixar dúvida, Moro ganhou como presente o ministério da Justiça e a promessa de Bolsonaro de indicá-lo para ministro do STF (5).
 
Segundo o Ibope, Lula ganharia a eleição em primeiro turno, talvez por isso Moro cobrou caro a Bolsonaro, ou seja, além do ministério a vaga de ministro do STF (6).
 
Hoje sabe-se que a delação de Léo Pinheiro, que resultou na condenação e prisão de Lula, é uma mentira deslavada (7).
 
Mas Moro já tinha aceitado a denúncia do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, contra Lula, sem provas só com convicção, e prender Lula em cima de uma mentira era só mais um detalhe (8).
 
Assim Lula foi denunciado sem provas só com convicção. E sua condenação e prisão foram com base numa mentira comprovada: Léo Pinheiro, que ganhou com a delação premiada R$ 6 milhões e emplacou o genro na Caixa, disse que a reforma milionária do tríplex de Guarujá teria sido feita a pedido de Lula que, em troca, lhe daria vantagens ilícitas na Petrobrás.
 

Hoje denúncias, fotos e vídeos provam a farsa da reforma do tríplex (9, 10,11). E Léo Pinheiro embolsou R$ 6 milhões  e o genro na Caixa. E Moro não ficou com as mãos vazias, virou ministro da Justiça e a promessa de Bolsonaro de indicá-lo a ministro do STF!

 

Fonte:

1https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/01/ex-executivo-diz-que-oas-pagou-a-delatores-por-ajustes-em-delacoes-empresa-nega.ghtml

2https://www.oantagonista.com/brasil/ex-executivo-acusa-oas-de-pagar-delatores-em-troca-de-depoimentos-favoraveis/

3https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/03/ex-gerente-da-oas-diz-que-empresa-negociou-delacoes-na-lava-jato

4https://www.cartacapital.com.br/politica/novo-presidente-da-caixa-e-genro-de-leo-pinheiro-delator-do-triplex/

5https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-diz-que-vai-indicar-sergio-moro-para-supremo-tribunal-federal-23660124

6http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1124938-ibope:-lula,-com-47,-ganharia-no-primeiro-turno

7https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/351698/Lula-foi-condenado-por-reforma-que-nunca-existiu.htm

8https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-temos-provas-mas-conviccao-o-powerpoint-de-dallagnol-nos-jogou-de-vez-no-paraguai-por-kiko-nogueira/

9https://luizmuller.com/2018/04/18/grande-midia-apaga-materias-e-fotos-que-falavam-do-luxuoso-triplex-do-lula/

10https://www.revistaforum.com.br/bblogdorovai-o-video-mtst-dentro-triplex-que-levou-lula-para-cadeia-precisa-rodar-o-mundo/

11https://www.viomundo.com.br/denuncias/marcelo-zero-o-luxo-do-triplex-atribuido-a-lula-e-a-realidade-paralela-construida-pelos-baroes-da-midia.html

 

18
Mai19

ESQUEMA CRIMINOSO DE FLAVIO BOLSONARO EXPLICA PORQUE DELTAN DALLAGNOL PREVARICOU

Talis Andrade

 

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por Jeferson Miola

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O MP e o judiciário do RJ fizeram aquilo que a Lava Jato, coordenada por Deltan Dallagnol, deliberadamente deixou de fazer: investigar com isenção e profissionalismo o esquema de corrupção, desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e organização criminosa do Flávio Bolsonaro na política.
 
É preciso recordar que Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz figuravam no relatório do COAF que identificou movimentações financeiras atípicas de deputados estaduais, assessores parlamentares e agentes públicos do Rio de Janeiro.
 
O relatório do COAF resultou na Furna da Onça, operação da Lava Jato realizada no Rio pela PF e MPF em 8/11/2018 com apoio da Receita Federal que levou à prisão 10 deputados estaduais colegas de Flávio e outros 16 agentes públicos implicados [dentre eles, colegas de Queiroz].
 
Apesar da movimentação financeira atípica detectada pelo COAF – R$ 1,2 milhão e depósito de R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michele Bolsonaro –, a Lava Jato livrou Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz do mesmo destino dos demais parlamentares e agentes públicos presos na ocasião.
 
Naquela circunstância, os iguais – no caso, Flávio e o assessor e amigo de pescarias e churrascadas da FaMilícia – receberam da Lava Jato do Deltan Dallagnol tratamento desigual: uns bandidos foram brindados com o privilégio da liberdade. Outros, foram enjaulados.

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Não bastasse a exclusão do filho presidencial e do amigo da FaMilícia da investigação no contexto da Furna da Onça, a Lava Jato fechou os olhos para a fuga de Queiroz da justiça e da polícia [aqui] – um comportamento absolutamente atípico, se considerado o padrão de prisões espetaculares, conduções coercitivas ilegais e arbítrios perpetrados pelo Partido da Lava Jato contra petistas e inimigos político-ideológicos.
 
Em 12 de dezembro/18, 1 mês depois da Furna da Onça, Deltan Dallagnol publicou um tweet [aqui] para “oficializar” a prevaricação da Lava Jato, ao abandonar a investigação dos crimes de Flávio e Queiroz:
 
Relatório do COAF apontou que 9 ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o seu motorista. Toda movimentação suspeita envolvendo políticos e pessoas a eles vinculadas precisa ser apurada com agilidade. É o papel do MP no RJ investigar”.
 
À continuação, não faltaram tentativas, ameaças e pressões para impedir que o MP/RJ investigasse o esquema da FaMilícia. O MP/RJ, a despeito disso, contrariou expectativas e decidiu não só continuar, como aprofundar as investigações.
 
Com o avanço da investigação, o MP/RJ desvelou uma realidade ainda mais escabrosa, com quase uma centena de pessoas com sigilos quebrados, que compromete não só o filho presidencial Zero1, mas o próprio presidente da República e o modus operandi da FaMilícia Bolsonaro em 30 anos de ação corrupta na política.
 
As investigações revelaram que Flávio Bolsonaro é o elo de ligação de esquema criminoso de enorme alcance da FaMilícia presidencial, com poder de derrubar o governo.
 
Examinado o caso em retrospectiva, fica muito claro entender porque o Partido da Lava Jato de Deltan Dallagnol tudo fez para esconder e abafar este escândalo com potencial devastador, que implica mortalmente a FaMilícia Bolsonaro.
 
Ao mesmo tempo, ajuda a entender a obsessão do ministro Sérgio Moro em manter sob suas asas e controle o COAF.

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18
Mai19

Moro é brando com Flávio e Severo com Temer, comprova Josias de Souza. Entenda a conspiração imperialista da Lava Jato

Talis Andrade

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por Josias de Souza

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A proximidade é complacente. A distância é implacável. É o que revela o ministro Sergio Moro (Justiça) ao adotar pesos e medidas diferentes para analisar os dramas penais que assediam as biografias do senador Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Michel Temer. Quando fala sobre o filho 'Zero Um' de Jair Bolsonaro, Moro é brando. Quando se refere a Temer, soa draconiano.

 

Em entrevista à GloboNews, na noite desta quarta-feira, o ex-juiz da Lava Jato foi instado a comentar a penúltima notícia que despencou sobre o primogênito do presidente. Documento do Ministério Público do Rio de Janeiro anota que o senador aplicou R$ 9,4 milhões na aquisição de 19 imóveis. Farejaram-se nas transações indícios de lavagem de dinheiro.

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Moro deu um voto de confiança ao investigado: "Acredito que o senador vai ter plenas condições de esclarecer esses fatos com o tempo, desde que seja dado a ele algum tempo." Considerou "inapropriado emitir qualquer juízo a esse respeito." Escorregadio, alegou que "o ministro da Justiça não é um supertira, não cuida de todas as investigações do país."

 

Perguntou-se também a Moro que diferenças enxerga entre os casos de Lula e de Michel Temer. Menos evasivo, o ex-juiz realçou que Lula está preso porque foi condenado na primeira e na segunda instância. [Transcrevi trechos do comentário de Josias de Souza. Fica mais uma vez demonstrado que Moro possui corruptos de estimação. Pela cobiça de um cargo de ministro, e pela promessa de ir para o STF, passou a ser babá dos pimpolhos de Bolsonaro. 

 

A realidade é dura, o maleável ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, "adota pesos e medidas diferentes para analisar os dramas penais que assediam as biografias do senador Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Michel Temer"

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"Quando fala sobre o filho 'Zero Um' de Jair Bolsonaro, Moro é brando. Quando se refere a Temer, soa draconiano", escreve Josias de Souza, em sua coluna no UOL.

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"É uma pena que a proximidade impeça Sergio Moro de tratar Flávio Bolsonaro com a mesma objetividade", conclui o colunista, cobrando de Moro que "falta advogar em nome do interesse público, aplicando ao filho do presidente a mesma simplicidade: 'Se cometeu crimes, tem que responder pelos seus atos'".

 

Moro uma pessoa lamentável. Indigno e medíocre, diz primeiro-ministro de Portugal

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Para o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, "é impossível ler declaração do ministro da Justiça brasileiro sem um esgar de repugnância".

As palavras produzidas [por Moro] confirmam o que já se sabia do personagem: Como juiz, indigno; como político, medíocre; como pessoa, lamentável"

Diz mais Sócrates sobre Moro, ministro da Segurança Pública do governo Bolsonaro:

Põe em causa os princípios básicos do direito e da decência democrática. Conhecemos o significado dos discursos governamentais que celebram golpes militares, defendem a tortura e recomendam o banimento dos adversários políticos", disparou.

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Lava Jato operação colonial: Serviços de espionagem dos EUA tramaram prisão de Lula

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O papel de Moro como agente dos Estados Unidos vem sendo denunciado pela imprensa internacional. A Lava Jato é uma réplica da Operação Condor, da Cia, que instalou regimes militares, em países da América Latina e África e Ásia, a partir dos anos cinquenta do século passado.

A Lava Jato troca os tanques dos militares pela espada da justiça. Já derrubou governos de esquerda no Paraguai (Fernando Lugo), no Brasil (Dilma Rousseff), e elegeu governos da direita e extrema direita na Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Equador, Paraguai, Brasil. A mesma ameaça de prisão de Lula paira sobre Rafael Correa e Cristina  Kirchner, para impedir suas candidaturas presidenciais. 

Em entrevista ao jornalista Glenn Greenwald, o presidente Lula da Silva afirma que tem "clareza" que o departamento de Justiça dos Estados Unidos está por trás da Lava Jato e, consequentemente, de sua prisão.

"O senhor tem evidências, provas?", perguntou Greeenwald, ao que Lula respondeu ironizando declaração do procurador Deltan Dallagnol: "Tenho convicção".

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Para jurar "Estados Unidos acima de Tudo", Bolsonaro esquece "Deus acima de Todos"

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Na cerimônia em que recebeu o prêmio oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Dallas, no Texas, o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso de 11 minutos nesta quinta-feira 16, no qual mudou o bordão de seu governo para "Brasil e Estados unidos acima de tudo", gerando uma avalanche de críticas nas redes sociais.

 

E termino com o meu chavão de sempre. Meu muito obrigado a todos. Brasil e Estados Unidos acima de tudo, Brasil acima de todos", declarou, errando a parte final, onde entraria "Deus acima de todos".

Ele também voltou a bater continência para a bandeira americana, como já havia feito antes de ser eleito presidente. 

Para promover a Operação Lava Jato, a Câmara, que tem sede em Nova Iorque, premiou Sergio Moro, Doria, Bolsonaro. 

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15
Mai19

BOLSONARO DIZ QUE VAI NOMEAR MORO PARA O  STF

Talis Andrade

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por HELIO FERNANDES

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Publiquei isso ha 3 meses. Só que minha informação era completa, na

mão e na contramão. A ideia do capitão se baseava no desgaste e no

desprestigio do ex-juiz da Lava-Jato. Convidado para se transferir

para Brasília, em plena campanha presidencial, respondeu publica e

oficialmente:" Não quero fazer  carreira política".

 

Devia ter seguido o instinto, a vontade e a convicção. Contrariou

tudo, foi para a capital, acumulando dois ministérios importantes. E

sendo considerado a segunda personalidade na hierarquia do Poder. Quem

comentava uma possível sucessão depois dos primeiros 4 anos do

capitão,não se arriscava em deixar Moro de fora de uma lista de nomes

supostos ou pressupostos.

 

Só que o duplo ministro cometeu tantos erros e equívocos, chafurdou de

tal maneira no ostracismo, que o risco é mantê-lo como opção para uma

possível vaga em 2022.

 

Garimpando a noticia com entusiasmo e em tempo integral, descobri e

publiquei: "Moro e Bolsonaro concordaram, a primeira vaga no STF será

dele". Só que a primeira vaga no STF, só ocorrerá dentro de 1 ano e 9

meses.

 

Ficavam impedidos de comentarem o assunto, era naturalmente

constrangedor. Mas como o capitão considera que está acima do bem e do

mal, quebrou o silencio, e "nomeou" Moro mesmo sem vaga.

 

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15
Mai19

Mídia rifa Moro, o ministro que virou bagaço

Talis Andrade

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Os abusos da Operação Lava-Jato, que ajudaram a demonizar a política e a chocar o ovo da serpente fascista no país – resultando na eleição do miliciano Jair Bolsonaro –, só foram possíveis graças ao apoio entusiástico da mídia falsamente moralista. Sem cumprir o seu papel informativo, ela nunca questionou os métodos arbitrários e ilegais de Sergio Moro. 

O juizeco de primeira instância, também apelidado de “marreco de Maringá”, virou herói do Partido da Imprensa Golpista – o PIG. Ele foi homenageado inúmeras vezes pela Rede Globo e paparicado por outras emissoras de rádio e tevê, ocupou várias capas da Veja e de outras revistonas e teve espaço generoso, quase diário, nos jornalões. 
 
Como prêmio pelos serviços prestados – principalmente com a prisão e o impedimento da candidatura de Lula, que aparecia com folgada vantagem em todas as pesquisas eleitorais –, Sergio Moro ganhou um superministério do eternamente grato Jair Bolsonaro. Ele não vacilou em se unir com “laranjas”, milicianos, fascistas, fundamentalistas e outros trastes. 

A vaidade e a ambição pelo poder, porém, rapidamente desmascararam o justiceiro da Lava-Jato. No mundo, Sergio Moro já é tratado como oportunista e venal. Recentemente, José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal, afirmou que o juizeco “é um ativista político disfarçado de juiz”, um sujeito “indigno, medíocre e lamentável” – veja abaixo o petardo. 

No Brasil, a sua máscara também vai caindo. Ele chegou ao governo sendo tratado como “futuro presidente” – ou, no mínimo, como ministro do Supremo Tribunal Federal, o que seria como “ganhar na loteria”, disse excitado. Aos poucos, porém, o superministro virou bagaço no “laranjal” de Jair Bolsonaro. Sua imagem se desgasta a cada dia que passa. 

No Congresso Nacional, Sergio Moro coleciona derrotas. Na semana passada, a comissão especial que analisa a reestruturação administrativa retirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do “superministério” da Justiça, devolvendo-o ao Ministério da Economia. Foi a maior humilhação do juizeco até agora. O seu pacote anticrime – que na verdade representa uma licença para matar – também está estacionado no parlamento. 

Sergio Moro também é humilhado pelo próprio chefe, que nada fez para manter o Coaf na mão do seu cabo-eleitoral de luxo – muito pelo contrário. Ele sequer conseguiu indicar a especialista em segurança pública Ilona Szabó para um conselho consultivo do ministério. O nome dela foi vetado pelo presidente-capetão. Até hoje, o justiceiro segue quieto sobre os “laranjas” e os condenados que são seus parceiros na Esplanada do Ministério. 

Diante de tantas derrotas e humilhações, a mídia udenista, que fabricou a farsa do heroico justiceiro, já começa a entregar os pontos. Neste final de semana, Estadão e Folha deram adeus às ambições de Sergio Moro. “Um superministro sem força”, ironizou o editorial do jornalão da famiglia Mesquita. Já o diário da famiglia Frias publicou um duro artigo sobre as “derrotas de Moro”. Pelo jeito, nem a promessa do carguinho no STF, feita de forma matreira pelo “capetão” Jair Bolsonaro, está garantida. 
 
 
O que acontece quando um ativista político atua disfarçado de juiz
 
 
A nota oficial de José Sócrates: 

O juiz valida ilegalmente uma escuta telefônica entre a Presidente da República e o anterior Presidente. O juiz decide, ilegalmente, entregar a gravação à rede de televisão Globo, que a divulga nesse mesmo dia. O juiz condena o antigo presidente por corrupção em “atos indeterminados”. O juiz prende o ex- presidente antes de a sentença transitar em julgado, violando frontalmente a constituição brasileira. O juiz, em gozo de férias e sem jurisdição no caso, age ilegalmente para impedir que a decisão de um desembargador que decidiu pela libertação de Lula seja cumprida. 

O conselho de direitos humanos das Nações Unidas decide notificar as instituições brasileiras para que permitam a candidatura de Lula da Silva e o acesso aos meios de campanha. As instituições brasileiras recusam, violando assim o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos que o Brasil livremente subscreveu. No final, o juiz obtém o seu prêmio: é nomeado ministro da justiça pelo Presidente eleito e principal beneficiário das decisões de condenar, prender e impedir a candidatura de Lula da Silva. 

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O espetáculo pode ter aspectos de vaudeville mas é, na realidade, bastante sinistro. O que o Brasil está a viver é uma desonesta instrumentalização do seu sistema judicial ao serviço de um determinado e concreto interesse político. É o que acontece quando um ativista político atua disfarçado de juiz. Não é apenas um problema institucional, é uma tragédia institucional. Voltarei ao assunto. 

José Sócrates - Ericeira, 22 de abril de 2019
 

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15
Mai19

Moro "engole milícias, laranjal, ilegalidades dos decretos de armas, Queiroz, o silêncio sobre Marielle, ou perde a vaga no STF"

Talis Andrade

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O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a declaração de Jair Bolsonaro (PSL) sobre o pacto com o ex-juiz e ministro da Segurança Pública, Sérgio Moro, que será indicado para a próxima vaga aberta na Corte.

“É ruim para o candidato (Moro), para a Presidência da República, e para a instituição Supremo, porque parece que os cargos que lá existem são destinados a um troca-troca”, disse, segundo a coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, nesta terça-feira (14).

Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), a Comissão Executiva Nacional do PT diz que o acordo firmado entre Moro e Bolsonaro é tipificado como crime de corrupção pelo Código Penal.

“Moro e Bolsonaro ofendem o país e suas instituições, a começar pelo Supremo, que se vê envolvido numa grosseira barganha política. O Brasil não merece ser governado por pessoas tão despreparadas para exercer funções públicas”, diz trecho da nota.

"Juizeco vendido", afirmou o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara. "Não é mais especulação. Está confirmado! O próprio Bolsonaro assume que tem compromisso político com Sergio Moro para indicá-lo para o STF como pagamento pela condenação e prisão de Lula", afrmou o parlamentar por meio de sua página nas redes sociais.

"Essa revelação é uma demonstração de que a ida de Moro para o governo foi parte de um acordo político realizado e que envolveu o processo que condenou o ex-presidente Lula. A cada dia, fica mais claro que aquele foi um processo político movido por diversos interesses", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), em entrevista ao UOL.

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) diz que Bolsonaro desmoralizou seu ministro. "Escancara a tramoia para tirar Lula da campanha e abrir caminho para sua chegada ao Planalto. Uma condenação encomendada numa troca cínica que mancha a Justiça e carimba a suspeição de Moro", publicou nas redes sociais.

Contradição de Moro

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A promessa de Bolsonaro de indicar Moro ao Supremo contraria o pacote de "70 medidas contra a corrupção" apoiado pela força-tarefa da Lava-Jato e pelo próprio ministro da Justiça e Segurança Pública.

A 29ª regra do projeto proíbe a indicação ao STF de quem tenha, nos quatro anos anteriores, "ocupado mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União ou ministro de Estado". Portanto, o projeto que Moro defende o impediria de assumir a cadeira na Corte. 

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirma que Moro está cada vez mais com a moral e a ética arranhadas. "Fica no governo ou perde vaga no STF. Engole milícias, laranjal, ilegalidades dos decretos de armas, Queiroz, o silêncio sobre Marielle, ou perde a vaga no STF. Perde a dignidade e o respeito de forma definitiva", disse no Twitter.

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14
Mai19

Em meio ao "Tsunami" do Queirozgate, capitão vai a Dallas e povo sai às ruas

Talis Andrade

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Por Ricardo Kotscho,

no Balaio do Kotscho 

 

É tudo tão surreal que fica difícil acreditar no que está acontecendo.

Bem que o capitão alertou sobre a chegada de um “tsunami” esta semana, e estava certo.

Só uma pergunta: quem avisou os Bolsonaro sobre o Queirozgate que pegou em cheio o primogênito 01?

No domingo, Flávio Bolsonaro deu uma indignada entrevista ao Estadão detonando as investigações do Ministério Público.

No dia seguinte, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do filho senador, do ex-assessor Fabrício Queiroz, e mais 88 pessoas ligadas a eles.

Como os Bolsonaro ficaram sabendo que isso aconteceria? Já sabiam da imensa devassa que será feita nos gabinetes parlamentares da família e suas relações perigosas?

Terá sido o vidente da Virginia, ou o responsável pelo Coaf e pela Polícia Federal, o ministro Sergio Moro, por coincidência nomeado pelo presidente para o STF, no mesmo domingo, com 18 meses de antecedência?

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Como se não tivesse nada a ver com o Queirozgate, o presidente Bolsonaro embarca nesta terça-feira para Dallas, no Texas, onde será homenageado.

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Fabrício Queiroz, o mentor do laranjal que Flávio herdou do pai, amigo do presidente há mais de 30 anos, desde o tempo de Exército, continua desaparecido.

Enquanto isso, no Brasil real, estudantes e professores de todo o país estão se mobilizando para o Dia Nacional de Luta pela Educação, marcado para esta-quarta-feira, dia 15.

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Escolas particulares, centrais sindicais, a UNE e até os partidos de oposição se uniram para protestar, não só pelos cortes das verbas da Educação, mas também contra a reforma da Previdência e o desmantelo generalizado do governo Bolsonaro.

O país poderá assistir às primeiras grandes manifestações de protesto no atual governo, enquanto Bolsonaro viaja mais uma vez aos Estados Unidos, deixando para trás um país convulsionado, com a economia em colapso e o filho encalacrado em tenebrosas transações.

Se alguém descrevesse esse cenário cinco meses atrás, seria chamado de maluco delirante.

Nem Gabriel Garcia Márquez seria capaz de criar uma história rocambolesca dessas, em que um capitão afastado do Exército comanda uma tropa de generais de pijama em guerra com um astrólogo que caça ursos na Virginia e dá as diretrizes do governo por meio dos três filhos do presidente.

Dá para acreditar?

Mas o 15 de Maio poderá ser um divisor de águas neste país bestificado e anestesiado, que assistia passivamente à destruição do país.

Quando o povo cria coragem e sai às ruas, ninguém sabe o que poderá acontecer depois.

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Como reagirão as forças de segurança? Que cobertura as televisões darão às manifestações?

Amanhã saberemos as respostas, mas este dia será lembrado no futuro como o momento em que a juventude, mais uma vez, resolveu dar um basta contra as atrocidades praticadas pelo desgoverno ao mundo do trabalho e do conhecimento.

Apesar de tudo, ainda não conseguiram matar a nossa esperança.

Vida que segue.

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13
Mai19

Jogada de mestre: ao pagar fatura da eleição, Bolsonaro tira Moro da frente em 2022

Talis Andrade

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por Ricardo Kotscho

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Falem o que quiserem do capitão presidente, mas burro ele não é, ou não teria vencido a eleição em 2018.

Pode parecer uma loucura -  e é -, mas Bolsonaro já está pensando na reeleição em 2022.

Foi só por isso, e para agradar à sua seita nas redes sociais, que ele antecipou o pagamento da fatura a Sergio Moro por ter prendido Lula e deixado o campo livre para a sua vitória.

Vejam o que ele disse, com todas as letras, em entrevista à rádio Bandeirantes no domingo:

“A primeira vaga que tiver no STF, eu tenho esse compromisso com Moro, e se Deus quiser nós cumpriremos esse compromisso. Acho que a nação toda vai aplaudir um homem com esse perfil dentro do STF”.

Quando exatamente se acertou esse “compromisso”? Antes ou depois da eleição e da prisão de Lula? A troco de quê?

Ao falar que a “nação toda vai aplaudir”, Bolsonaro matou dois coelhos ao mesmo tempo: pegou carona na popularidade de Moro e tirou o ex-juiz da frente nas próximas eleições.

Como só deve abrir vaga no STF no final de 2020, Moro vai passar 18 meses na chuva, dando trombadas com políticos, tentando vender seu pacote “anticrime”, que é contestado por quase todo o mundo jurídico.

Quem melhor resumiu a ópera bufa em que os dois personagens rasgaram as fantasias, foi o colunista Luiz Weber,na Folha:

“Se de fato trocou Curitiba apenas por uma vaga no Supremo, Moro agiu como um deputado do centrão: hipotecou sua imagem para lustrar um governo em troca de uma sinecura. O discurso era só discurso”.

Moro e Bolsonaro não enganam mais ninguém que tenha no mínimo dois neurônios.

A grande farsa do juiz da Lava Jato e do capitão reformado foi denunciada nos principais veículos da imprensa mundial, que foi direto ao ponto:

“Bolsonaro nomeia juiz que ajudou a prender Lula”, diz o título do inglês Financial Times, a bíblia do mundo financeiro, que não pode ser chamado de comunista.

Menos de um mês atrás, dia 23 de abril, Moro declarava em entrevista:

“Ir para o STF seria como ganhar na loteria. Não é simples. O meu objetivo é apenas fazer o meu trabalho”.

Quanta meiguice… Se depender de Bolsonaro, Moro já ganhou esta loteria, mas é preciso saber como estarão Bolsonaro e Moro daqui a 18 meses.

Quem pode garantir que os dois ainda estarão no poder no ano que vem?

“Fico honrado com o que o presidente falou, mas não tem a vaga no momento. Quando surgir, ele vai analisar se vai manter o convite, eu vou avaliar se vou aceitar, se for feito efetivamente o convite”, disse Moro esta manhã em entrevista à radio Jovem Pan de Curitiba, emissora semioficial do governo.

Um outro fator que deve ter pesado na nomeação precoce de Moro por Bolsonaro foi o apoio que importantes veículos de mídia já estavam dando a uma possível candidatura presidencial do ex-juiz da Lava Jato, que não ficou chateado com isso.

Na sua interminável maratona de entrevistas e palestras -a que horas ele despacha? Moro continua em campanha permanente, assim como seu chefe Bolsonaro.

Só não dá para saber ainda, em sua linguagem melíflua e arrevesada, se é candidato ao STF ou ao Palácio do Planalto.

Na dúvida, o ex-juiz poderá ficar sem nada, pendurado na escada do poder com a brocha na mão, tendo ainda que passar antes no exame da OAB para poder trabalhar como advogado.

Num país em que ninguém pode prever o dia de amanhã, desconfio que os dois ansiosos parceiros estejam colocando o carro na frente dos bois.

“Ao se mexer tão cedo, colocou-se em impedimento. E juiz uma vez impedido, sempre impedido”, constata, com precisão, Luiz Weber, no final da sua coluna “Moro em impedimento”.

De superministro a personagem caricato, ridicularizado nas redes sociais e por políticos do centrão herdado de Eduardo Cunha, passaram-se apenas quatro meses e meio.

A vida em Brasília é mais dura do que ele pensava ao acertar o “compromisso” com Bolsonaro.

Moro já deve estar sentindo saudades de Curitiba, onde era rei, e não precisava dar satisfações a ninguém.

Vida que segue.

Em tempo: lembro que o dia 15 está chegando, e o Brasil decente, que não se entregou ao boçalnarismo, está se mobilizando para ir às ruas. Quarta-feira é dia de mostrar que a nossa paciência está chegando ao limite, diante de tantos desvarios, que estão levando o país à breca. Essa luta não é só de estudantes e professores, mas de todos nós. Reage, Brasil!

 

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