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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Mar20

Onde foi parar a grana bilionária depositada em um indecente fundo da gangue dos procuradores da lava tato?

Talis Andrade

aroeira dallagnol.jpg

 

 

Ministro do STF Alexandre de Moraes enviou ofício à 13ª Vara Federal de Curitiba para saber se 2,5 bilhões desviados da Petrobras foram indevidamente utilizados por Deltan Dallagnol e mais cinco procuradores "donos" de imoral "fundo" da lava jato?

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anda desconfiado do destino do dinheirame desviado pela Operação Lava Jato, e que fez Deltan Dallagnol salivar com a possibilidade de utilizá-lo fecundando uma secreta 'fundação' bilionária – mutreta para receber multas de acordos de leniência de grandes empresas assinados nas coxas, e de delações premiadas de traficantes, doleiros e empresários corruptos.  

Alexandre de Moraes também responsável por suspender a criação da misteriosa 'fundação', criada por seis procuradores. Criada para receber, inicialmente: 2,5 bilhões desviados da Petrobras. Istoé dinheiro: 2 bilhões, 567 milhões, 756 mil reais.  

Eis os seis procuradores, os ernestos, os sabidos e espertos fundadores da ong ou fundação:  

ong procurador lava jato .png

A 'fundação', ou grupelho, tem apenas seis procuradores como proprietários do "fundo" mágico. Importante não esquecer os nomes dos malandros: Deltan Martinazzo Dallagnol, Januário Paludo, Felipe Délla Camargo, Orlando Martello, Diogo Castor de Mattos, Athayde Ribeiro Costa.

Existe ata de criação dessa fundação ou ONG? Uma ONG é uma organização não governamental. São organizações privadas sem fins lucrativos, legalmente instituídas com o objetivo de promover o desenvolvimento social.

Após estabelecida, deve-se seguir o passo a passo abaixo para oficializar sua formação:

  • Elaborar a proposta de Estatuto;
  • Fazer uma assembleia com os associados para aprovação do Estatuto;
  • Registrar o Estatuto em Cartório;
  • Realizar inscrição na Receita Federal para obtenção do CNPJ;
  • Registrar no INSS;
  • Registrar na CEF para FGTS;
  • Registrar na Prefeitura;
  • Registrar na Secretaria da Receita Estadual, obtendo a Inscrição Estadual;
  • Registrar os funcionários, se houver, junto à Delegacia Regional do Trabalho. 

A fundação ou ong ou fundo da lava jato é um trem fantasma. Uma caverna de Ali Babá. Uma galinha de ovos de ouro. Uma botija . Um tesouro encantado. Já pensou 2,5 bilhões para gastança em eventos, em propaganda enganosa, em institutos tipo Mude, em escritórios criados por esposas de procuradores e juízes (as empresas das "meninas")? Nas eleições de 2022, no partido da lava jato, nas campanhas de Dallagnol a senador ou governador do Paraná, de Sergio Moro presidente?

É muita safadeza, muita corrupção, complacência, anistia antecipada, que mais de um ano que esse dinheiral foi depositado, mofa sabe o diabo onde.

Eis o comprovante dos 2,5 bilhões depositados pela Petrobras, no dia 30 de janeiro de 2019, em uma conta gráfica autorizada pela juíza  Gabriela Hardt, na Caixa Econômica Federal de Curitiba.

A bolada de 2,5 bilhões ficou esperando a saída de Sergio Moro (a esposa do ex-juiz, criou uma empresa de eventos), o começo do governo de Bolsonaro presidente, eleito com o apoio da lava jato, para virar uma conta gráfica.

Por que uma conta gráfica?

Ministério Público Federal com uma conta gráfica?

Onde já se viu? 

fundação lava jato.png

A DANÇA DO DINHEIRO

camelo dallagnol.jpg

 

O ministro Alexandre de Moraes fez doação de parte desse dinheiro primeiro para o Ministério do Meio Ambiente (e da Amazônia Legal), depois para o Ministério da Educação e, agora, para o Ministério da Saúde.  Ou esse dinheiro não mais existe, ou está bichado, mal-afamado, que ninguém quer tocar nele. Quando foi destinado para apagar incêndios na Amazônia, consideraram uma decisão equivocada e ilegal.

Quase um ano depois do depósito, a Folha de S. Paulo deu a seguinte manchete: "MEC recebe e não usa um R$ 1 bi recuperado na lava jato. Verba para educação básica vai acabar no limbo".  

Nas contas de Moraes, a doação de um bilhão, e fica faltando um bilhão e meio.

Ou a doação de um bilhão e meio, e fica faltando um bilhão.

FUNDO DO POÇO

dallagnol doudo por jaba no ceará .jpeg

 

A criação do fundo bilionário veio a público no início de 2019 e nem precisou sair do papel para gerar indignação – sob controle total do Ministério Público, sua existência violaria a legislação brasileira que impede o uso de dinheiro público sem o aval do Congresso ou do próprio presidente. Em suma, procuradores do MP jamais poderiam decidir sobre o destino dos recursos amealhados pela lava jato.

Na época, o então Líder do PT Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, apresentou documentos que comprovavam a ilegalidade da Força-Tarefa da Lava Jato, os Estados Unidos e a Petrobras na criação da fundação privada para gerir US$ 2,5 bilhões, oriundos de uma multa (?) da justiça dos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, o fundo “é um procedimento totalmente ilegal” e os procuradores envolvidos “cometeram crimes contra os interesses nacionais”. 

Em resumo: procuradores receberam, secreta e ilegalmente, dinheiro de governo estrangeiro. A troco de quê as trinta moedas? 

Pimenta lembrou ainda que a criação do fundo fere a Constituição Federal. “Essa República de Curitiba acha que está acima da lei, acha que não precisa cumprir a Constituição e resolveu abocanhar R$ 2,5 bilhões de maneira criminosa. Vamos levar às últimas consequências essa responsabilização do Dallagnol e de todos os procuradores envolvidos”, apontou.

A partir de um texto da Agência PT de Notícias com informações do Conjur

queima de dinheiro da petrobras.gif

 

18
Mar20

Quem são os histéricos?

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

Não é preciso editar uma lei – muito menos uma portaria, como o fizeram – para que aquele que se recuse a seguir determinação da autoridade pública e infrinja medida sanitária preventiva. Isso está, desde 1940, no Código Pela Brasileiro, com todas as letras:

Art. 268. Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:
Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, e multa.

O ato de Sérgio Moro e de Luiz Mandetta, fazendo espalhafato. 48 horas depois da exibição patética do Sr. Jair Bolsonaro de confraternizar com uma claque diante do Palácio do Planalto, mesmo com ordens de se isolar depois que vários membros de sua comitiva à Flórida contraíram o coronavírus soa ridícula.

Afinal, o primeiro a ser detido e conduzido a isolamento compulsória, se quisessem , seria o próprio Jair Messias Bolsonaro.

O povo brasileiro tem se comportado com acato às ordens dos sanitaristas. Claro que aqui e ali podem se dar comportamentos inadequados, naturais em quem se está se costumando a algo inédito em suas vidas.

Mas Bolsonaro, não. Se não há nenhuma suspeita, o que fazia ele de máscara na quinta-feira à noite ao lado do Ministro da Saúde, igualmente mascarado?

Tudo o que autoridades públicas não podem fazer, neste momento, é serem pegas em contradições e praticarem favoritismo.

Afinal, se Bolsonaro pode…

Não, ninguém pode.

PS. É escandaloso o despreparo da imprensa que a faz embarcar nestas ondas de propaganda. “Portaria determina a detenção de um mês a um ano, além de multa, àquele que descumprir as medidas”, diz a manchete da Folha. Desde quando portaria pode estabelecer pena? Isso aí é o código penal, que tem 80 anos, e que está em vigor. A única coisa em que acertam é na crase no “àquele”.

15
Mar20

A LEI DO CONTÁGIO Sergio Moro condena a irresponsabilidade de Bolsonaro no mano a mano com o povo, no corpo a corpo com o coronavírus

Talis Andrade

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Estadão
 
@Estadao
Bolsonaro atuou 'com requintes de sadismo' promovendo atos em meio a pandemia, diz presidente da OAB
Bolsonaro atuou 'com requintes de sadismo' promovendo atos em meio a pandemia, diz presidente da...
Orientado a ficar em isolamento, presidente foi ao encontro de manifestantes em Brasília e divulgou imagens de manifestações pró-governo nas redes sociais
politica.estadao.com.br
 
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Sergio Moro escreveu possíveis ações legais para evitar o contágio do coronavírus, que apagou depois de ver pela internet o capo Bolsonaro comandando marchas, em Brasília, contra o STF e o Congresso.
 
Mesmo assim Sergio Moro deixou, covarde e safadamente, sua críticas indiretas ao Presidente irresponsável, desequilibrado, inconsequente, transcrevendo recomendações do Ministério da Saúde.
 
Você está com sintomas de gripe e não sabe o que deve fazer?
O esclarece sua dúvida. Confira no vídeo.
 
#coronavírus #H1N1 #gripe #SUS #VacinaBrasil
Sergio Moro
@SF_Moro
Ministro da Justiça e Segurança Pública - sallus populi suprema lex esto
Brasília, Brasiljustica.gov.brJoined April 2019
 
Sergio Moro
@SF_Moro
 
Sergio Moro
@SF_Moro
 
Devido ao novo coronavirus, Senacon/MJSP recomenda que consumidores e aéreas ajustem eventual remarcação de viagens a turismo nos próximos 60 dias sem a cobrança de multa. A nota abaixo tem os detalhes. Force majeure.
Quote Tweet
Ministério da Justiça e Segurança Pública
 
@JusticaGovBR
·
Senacon recomenda que consumidor possa remarcar suas passagens sem custos. Veja todas as recomendações em: bit.ly/2vkIwIj
 
 
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Henrique Mandetta
@lhmandetta
 
Conto com cada um de vocês para a divulgação dessas importantes informações. Não há motivos para pânico! Basta que cada um faça sua parte com responsabilidade e empatia. Estamos atentos
Vera Magalhães
@veramagalhaes
 
E aqui estamos indo às ruas no #CoronaDay. Esse dia será lembrado nos livros de história. Podem anotar. 15/3/2020. Não é 2015, talkey? E a imagem do presidente cumprimentando pessoas em meio à pandemia irá para as páginas.
 
Petra Costa
@petracostal
Intervenção médica já!
Apesar de apelo da Saúde, Bolsonaro toca nas mãos de apoiadores
O presidente contrariou uma recomendação da OMS de evitar usar as mãos em saudações para combater o alastramento do coronavírus no mundo
metropoles.com
 
marcia tiburi
@marciatiburi
Tratar o #coronavirus como algo banal significa praticar o « mal radical ». Na Idade Média se acreditava nos « reis taumaturgos » cujo toque curaria escrófulas. Agora um « presidente » espalha a peste? Que tempos apocalípticos...
 
Emir Sader
@emirsader
Bolsonaro abre guerra aos Poderes com irresponsabilidade sanitária - 15/03/2020 - Poder - Folha
Bolsonaro abre guerra aos Poderes com irresponsabilidade sanitária - 15/03/2020 - Poder - Folha
Cenas insólitas deste domingo fazem conversas sobre impeachment deixarem de ser tabu
folha.uol.com.br
 
 
08
Fev20

Veja aponta que procuradores de Curitiba receberam dinheiro de traficante

Talis Andrade

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Procuradores do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), órgão responsável pelas denúncias da Lava Jato em primeira instância, também receberam dinheiro de Dario Messer, conhecido como o "doleiro dos doleiros". Ele já havia pago propina ao procurador Januário Paludo, que inspirou o grupo no Telegram "filhos de Januário" e fez vários ataques ao ex-presidente Lula. A informação é da coluna Radar. Membros do Rio de Janeiro (MP-RJ) estão constrangidos com o inquérito, e com o pedido desavergonhado, corruto, inconveniente de propina. 

A vida de luxo do intocável Messer era bem paga. Escrevem os jornalistas Chico Otavio e Thiago Prado na revista Época:

"Desde os anos 90, a cobertura de Dario Messer na Avenida Delfim Moreira, no Leblon, o metro quadrado mais caro do Brasil, foi palco de festas que misturavam os mundos do samba, do futebol e da política. A última delas, memorável para quem participou, ocorreu no ano passado [2018], meses antes da Operação Câmbio, Desligo, que ordenou sua prisão. O doleiro abriu o terceiro andar do apartamento para a despedida de solteiro do filho Dan, de 27 anos. A celebração para 80 convidados foi marcada por champanhe Veuve Clicquot e charutos Gurkha Black Dragon, itens costumeiros em seus rega-bofes para a elite carioca.O tríplex do doleiro no Leblon (segundo prédio à esquerda) foi palco de festas regadas a champanhe e charutos. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

O tríplex (de três andares) do doleiro no Leblon (segundo prédio à esquerda) foi palco de festas regadas a champanhe e charutos. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo



Reportagem de Chico Otavio, Daniel Biasetto e Juliana Castro (jornal O Globo) historiam a lucrativa parceria de Messer com o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes: envolve tráfico de moedas, de drogas, de cigarros, de armas. Messer era o chefe da máfia judia, assim como Alberto Youssef era chefe da máfia libanesa. Essas máfias elegiam de deputados a presidente da República no Cone Sul da América Latina. 

É exemplável a parceria de Youssef com o deputado federal José Mohamed Janene no Paraná (1955/2010). 

Os diálogos de Dario sobre a propina ocorreram em 2018 e foram obtidos pela Polícia Federal do Rio de Janeiro durante as investigações que basearam a operação Patrón, última fase da Lava Jato do Rio.

Nas conversas obtidas pela PF, Messer fala a sua namorada, Myra, sobre o andamento dos processos que responde e diz que uma das testemunhas de acusação contra ele teria uma reunião com Paludo. Depois, afirma à namorada: "Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês."

De acordo com as investigações, os "meninos" são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca. Os dois trabalharam com Messer em operações de lavagem de dinheiro investigadas pela Lava Jato do Rio. 

Em depoimento prestados em 2018 à Lava Jato no MPF-RJ, Juca e Tony disseram ter pago US$ 50 mil (cerca de R$ 200 mil) por mês ao advogado Antonio Figueiredo Basto em troca de proteção a Messer na PF e no Ministério Público. Basto já advogou para o doleiro.

Levaram 29 anos para prender Messer. Por trás dessa prisão está o aborto do impeachmente do atual presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, em meio a uma crise política detonada pela assinatura de um acordo enérgico com o Brasil. 

Um acordo de 200 milhões de dólares para compra de energia da empresa estatal hidrelétrica binacional de Itaipú.  Acordo meio secreto que ameaçava Benítez e, na rasteira do escândalo, poderia também derrubar Bolsonaro. Não deu outra: Bolsonaro, Moro e Bretas armaram para enfraquecer Cartes (Brasil chegou a pedir a prisão dele, em novembro último).  

A oposição esquerdista do Brasil para derrubar Bolsonaro e do Partido Colorado de Cartes é para inglês ver. 

O acordo de 200 milhões de dólares envolve o senador major Olímpio, e os empresários da Leros, Kléber Ferreira da Silva e Adriano Tadeu Deguirmendjian. Uma série de reportagens de autoria de Mabel Rehnfeldt, do jornal paraguaio ABC, mostrou que a dupla tinha por trás deles Alexandre Giordano, filiado ao PSL e suplente do senador Major Olímpio, do PSL-SP.




23
Jan20

Decisão de Fux põe Supremo ante rendição a Moro

Talis Andrade

por Fernando Brito

A decisão de Luiz Fux de suspender, até as calendas gregas, o trecho do “pacote anticrime” que institui o juiz de garantias, joga luz sobre as posições no jogo de xadrez num país onde o Judiciário deixou, faz temo, a posição de mediador e se tornou ativíssimo personagem da disputa política.

Em menos de nove meses, se cumprido o rodízio tradicional, Fux será o presidente do Supremo.

E não há dúvidas de que, lá, será a longa manus de Sérgio Moro, a quem – provam-no os vazamentos do The Intercept – é parceiro ou cúmplice, conforme se olhe.

Jair Bolsonaro sabe que esse será um trunfo para o jacaré que mantém em seu quintal, o Governo. E que, ao contrário do maneiroso Toffoli, não é ao presidente da República – ou não a ele somente – que haverá obséquios e gentilezas.

E Rodrigo Maia que Fux, na cadeira hoje de Toffoli, será – como demonstrou agora – uma espada sobre qualquer “insubordinação” do Legislativo ao ministro.

Os demais integrantes do Supremo sabem, igualmente, que Fux manobrará prazos e pautas até que um “terrivelmente evangélico” venha a ocupar a cadeira agora de Celso de Mello.

As peças estão dispostas para a guerra e Fux, na semana que tem de exercício na presidência do Supremo já sinalizou que será, no cargo, o bispo de um rei não coroado.

Nas contas dele, não ainda.

18
Jan20

O Juiz de Garantia: Marco da evolução da democracia brasileira

Talis Andrade

moro juiz um deus.jpg

 

 

por Clemilton Saraiva

A mais de um ano publiquei este artigo no https://www.brasil247.com/…/os-monarcas-absolutistas-e-o-ju…. Nele procuramos refletir, sem muitas pretensões, e discorrer um pouco sobre a percepção que tínhamos com relação as profundas raízes absolutistas que estão fincadas e marcam parte da gênese da justiça brasileira.

Com a aprovação da Lei que instituiu o Juiz de Garantia pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República do Brasil, entidades de representação dos magistrados brasileiros foram ao Supremo Tribunal Federal - STF pedir a inconstitucionalidade da lei alegando, segundo elas, falta de recursos para sua implementação. Será?

Em sentido contrário a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, afirmou que a implementação do Juiz de Garantia no País não implicará em necessidade de novos recursos pois o sistema de Processos Judiciais Eletrônico – PJE, ferramenta de gestão do judiciário brasileiro, garante a proteção dos cidadãos de possíveis abusos de certos “monarcas judiciais” e que a intuição do Juiz de Garantia as decisões judiciais poderão não mais estarem eivadas da falta de imparcialidades e menos contaminadas do viés de cunho político ideológico ou de partes estranhas ao processo.

É de conhecimento geral que o expressivo envolvimento do Juiz no curso de um processo criminal, por exemplo, o envolve muito e na maioria dos casos traz prejuízos incalculáveis a necessária imparcialidade no momento de suas decisões. O Juiz de Garantia inova ao criar a fase de instrução processual da lide, ou seja, a realização de um levantamento legal e criterioso de informações que irão subsidiar a formação do juízo de julgamento.

Há uma máxima corrente no ambiente dos operadores do direito, usada de forma jocosa, que diz: " tem juiz que não ‘se acha’ que é Deus! Ele tem certeza." Apesar de bem-humorada, a expressão é carregada de um caráter de cunho absolutista que nutre o mental e a cultura, de parte dos “togados” ou “capas pretas” brasileiros, que em certos casos exaram comportamentos perceptíveis por meio dos fundamentos de suas decisões públicas ou até mesmo em suas ações no mundo privado, frente a investidura e poder do cargo público, como seres que devem ser “temidos” ou seguidos. Lembra do adágio popular: “sabe com quem está falando”, ele tem na sua “genética” os resquícios de uma cultura totalitária que ainda marcam a sociedade brasileira. 

Diante destas questões que povoam as subjetivas formações de caráter do nosso povo, o Juiz de Garantia vem em boa hora e poderá se transformar em um marco de evolução da democracia brasileira, impedindo que certos atores do judiciário se valham de artifícios interpretativos e procurem se absterem de julgamentos e decisões que fujam da estrita observância aos preceitos do devido processo legal e ao irrestrito e amplo direito de defesa.

29
Dez19

Barbara Gancia define Moro: "Ignorante, analfabeto, cafona, megalomaníaco e mau-caráter"

Talis Andrade

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O ministro da Segurança Pública Sérgio Moro postou no Twitter uma foto com a estátua de Churchill e escreveu o seguinte:

"Tempo de renovar energias com exemplos do passado e de sempre".

A jornalista Barbara Gancia respondeu:

"Esse rapaz me deprime. Feio por dentro e por fora, ignorante, analfabeto, cafona, megalomaníaco e mau-caráter. E esganiçado. Antítese do sexo. Desgraçado (sem graça) e enfezado (entupido de fezes). E ainda por cima inimigo da democracia".Image

 
 
04
Dez19

SANGUINÁRIOS

Talis Andrade

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Bolsonaro, Witzel, Doria Junior e Sergio Moro atuam na mesma faixa da extrema direita.
Eles serão os candidatos do eleitorado do fascismo, do ódio e das ignorâncias (no plural) em 2022.
Qualquer um dos quatro pode falar em nome das milícias e do ‘direito’ de matar pelo medo que a polícia tem do povo.
Com o massacre de Paraisópolis, Doria Junior ingressa no primeiro time sanguinário da Era Bolsonaro.
Moro é o que oferece argumentos ‘legais’ à licença para matar. É o subalterno jurídico submetido às ordens de todos os outros.
A realidade consagrada pela literatura e pelo cinema nos ensina que tipos com o perfil de Sergio Moro são os mais cruéis de todos.

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30
Nov19

Lava Jato escreve meia-verdade quando nega a propina de Januário Paludo

Talis Andrade

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Transcrevo do ConJur

Conhecido como o "doleiro dos doleiros", Dario Messer disse a sua namorada, em uma conversa interceptada pela Polícia Federal, que pagou propina mensal ao procurador Januário Paludo, integrante da força-tarefa da "lava jato" no Ministério Público Federal do Paraná. A propina, segundo o doleiro, seria para evitar que ele fosse investigado.

Os diálogos entre Messer e a namorada foram revelados neste sábado (30/11) pelo UOL. Segundo a reportagem, a conversa ocorreu em agosto de 2018 e foi obtida pela Polícia Federal do Rio de Janeiro. Em um relatório produzido em outubro, a PF classificou o fato como "grave" e cobrou providências. O documento já foi enviado à Procuradoria-Geral da República.

Na conversa, Messer diz à namorada que uma testemunha de acusação de um dos processos contra ele teria uma reunião com Paludo. "Sendo que esse Paludo é destinatário de, pelo menos, parte da propina paga pelos meninos todo mês", afirmou o doleiro. Os meninos citados por Messer, segundo o UOL, seriam seus auxiliares em operações de lavagem de dinheiro e que, hoje, se tornaram delatores da "lava jato".

Januário Paludo é um dos mais antigos integrantes da força-tarefa da "lava jato" e também um dos mais experientes. Atuou no caso Banestado nos anos 90. O nome dele apareceu algumas vezes na "vaza jato", série de reportagens com conversas privadas de procuradores que atuam na operação. Em uma delas, Paludo desdenhou do pedido do ex-presidente Lula para deixar a prisão e acompanhar o velório do irmão. "O safado só queria viajar", disse.

Em nota, o MPF-PR repudiou "suposições infundadas contra o procurador". "A ação penal que tramitou contra Dario Messer em Curitiba foi de responsabilidade de outro procurador que atua na procuradoria da República no Paraná, o qual trabalhou no caso com completa independência. [Tem procurador sem independência?] Nem o procurador Januário Paludo, nem a força-tarefa atuaram nesse processo", diz a nota. [Outro procurador, qual? Por que esconder o nome? Certamente um amigo íntimo de Paludo]

Ainda segundo o MPF, Messer é alvo de investigação na "lava jato" do Rio de Janeiro, "razão pela qual não faz sequer sentido a suposição de que um procurador da força-tarefa do Paraná poderia oferecer qualquer tipo de proteção". [A proteção paga por Messer - safadezas de banqueiro - foi para não ser investigado na lavagem e remessa de grana via BanEstado - Banco do Estado do Paraná, que foi levado à falência, e depois doado]

Por fim, os integrantes da força-tarefa afirmam ter plena confiança no trabalho de Paludo, "pessoa com extenso rol de serviços prestados à sociedade e respeitada no Ministério Público pela seriedade, profissionalismo e experiência". [Ninguém nega a experiência. Paludo, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro estiveram em ação, e juntos, sempre juntinhos, nas investigações do BanEstado e Lava Jato, e prenderam e julgaram os principais doleiros do Brasil, a exemplo de Alberto Youssef, chefe da máfia libanesa dos tráficos de moedas, pedras preciosas, cocaína, e dos 'meninos' de Dario Messer. Por vontade do trio - Paludo, Santos Lima, Moro - que comandou as operações do BanEstado e da Lava Jato de Curitiba - nenhum doleiro estaria hoje preso. Protecionismo, ou sorte grande de quem chora na barriga da mãe?

Misteriosa e inesperada prisão de Dario Messer

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Escreve Jeferson Miola, agosto de 2018:

O “doleiro dos doleiros” do Brasil, como Alberto Youssef – o doleiro-delator íntimo do Moro, dos procuradores e dos policiais da Lava Jato – se refere a Dario Messer, foi o alvo principal da operação “Câmbio, Desligo!”, executada pela Polícia Federal em 3 de maio, depois das delações dos doleiros Vinícius Claret e Cláudio Barbosa. Dario Messer, provavelmente avisado que seria alvo de mandado de prisão preventiva, conseguiu fugir e não foi encontrado nos endereços conhecidos no Brasil naquele dia da operação Câmbio, Desligo!. A prisão do doleiro era tida como líquida e certa, tanto que o jornalista tarimbado e dono de fontes privilegiadíssimas d´O Globo, Lauro Jardim, no dia da operação anunciou que “Dario Messer, alvo principal da operação da Lava-Jato de hoje, e finalmente preso, é um personagem ligado aos escândalos nacionais desde o caso Banestado”. Aventou-se a hipótese de que Dario Messer pudesse estar escondido na sua mansão no Paraguai, porém lá também não foi encontrado. Joaquim Carvalho, em minuciosa reportagem no Diário do Centro do Mundo, cita que “Antigos aliados acreditam que ele esteja em Israel, onde também tem cidadania, por ser judeu. Messer não foi o único a escapar. O doleiro René Maurício Loeb fugiu do Rio de Janeiro para a Europa a bordo de um navio de luxo, semanas antes da operação ser deflagrada”. A fuga e o desaparecimento de Dario Messer adquire ainda maior relevância e valor investigativo depois da denúncia feita por doleiros acerca da existência de esquema mafioso mediante o qual o advogado Antônio Figueiredo Basto recebia US$ 50 mil dólares mensais como “taxa de proteção” para garantir que “eles [doleiros] seriam poupados nas delações decorrentes do caso Banestado, que correu na jurisdição de Sergio Moro” [DCM]. Esse mesmo advogado é considerado o especialista em delação premiada no Brasil – ou da indústria da delação, como o GGN e o DCM vêm investigando – cuja experiência inaugural foi a delação premiada de Alberto Youssef no rumoroso caso Banestado, conduzido pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e pelo juiz Sérgio Moro. Na coluna d´O Globo de 6 de maio de 2018, o taribado Lauro Jardim publicou a nota “Tudo errado”, com a notícia errada de que Dario Messer tinha sido“preso na quinta-feira passada”. É difícil imaginar tamanha “barrigada” jornalística de profissional bem abastecido de informações e depois de 3 dias do fato consumado! Houve alguma falha na linha direta de comunicação Globo-Lava Jato – só não se conhece o motivo para tal falha.

Com Dario Messer acontece de tudo. Tudo de bom. Não é proteção divina, mas bem que dá para acreditar nos santos. Messer teve outras fugas anunciadas. Para parar qualquer investigação jornalística foi inclusive noticiada sua morte. Também Youssef teve a morte propagada na imprensa. Também Janene, amigo do pai de uma juíza amiga de Moro, que terminou morto de verdade. A prisão de Messer, chefe da máfia judia, vai além da proteção de um Taludo, fez parte de uma armadilha para pegar uma caça maior. Nada mais nada, nada menos que um ex-presidente do Paraguai. Uma operação internacional com cheiro de vingança. Escrevi no dia 19 último, confira aqui

Sergio Moro e os procuradores da "organização criminosa" da Lava Jato sempre livraram as caras de Messer, de Youssef & outros doleiros. Durante as prisões do BanEstado e no início da Lava Jato, as autoridades dessas operações espalharam o boato de que Messer estava morto. O pedido de prisão de Cartes, o voto do partido que ele comanda, o Colorado, decide o impeachment do atual presidente do Paraguai Mario Abdo Benítez, no caso Itaipu, que envolve o presidente Jair Bolsonaro, o partido PSL, o senador major Olímpio. Vide aqui e links, o segundo maior escândalo de roubalheira, que o primeiro foi a construção da usina, 1975/82, pelas ditaduras dos dois países. O serviço de propaganda de Bretas Informa: "Messer estava foragido desde maio de 2018, quando foi deflagrada a Operação Câmbio Desligo. De acordo com as investigações, doleiros movimentaram US$ 1,6 bilhões em 52 países. A ação que tem Cartes,  amigo íntimo do senador Perrella como alvo, pretende  cumprir 37 mandados judiciais expedidos por Bretas em Búzios (RJ), São Paulo e em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. São 16 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 3 de prisão temporária. O ex-presidente paraguaio é um empresário considerado um dos mais ricos do seu país. A eleição dele em 2013 representou o retorno ao poder do Partido Colorado, que dominou a política local durante 60 anos, contando com os mais de 30 anos da ditadura de Alfredo Stroessner. O executivo preside o Grupo Cartes, um conglomerado de empresas que produzem bebidas, cigarros e charutos, roupas e carnes. Também faz o gerenciamento de centros médicos.]

Rede Brasil Atual informa: Na troca de mensagens, Messer segreda a Myra sobre o andamento dos processos pelos quais responde e afirma que uma das testemunhas de acusação contra ele faria uma reunião com Januário Paludo, afirmando: “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês”. A PF aponta que os “meninos” mencionados por Messer são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca, que trabalharam com o doleiro em operações de lavagem de dinheiro e que, mais tarde, se tornaram delatores.

Juca e Tony, em depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, afirmaram ter pago US$ 50 mil (aproximadamente R$ 210 mil) mensais ao advogado Antonio Figueiredo Basto em troca de proteção a Messer tanto na Polícia Federal como no Ministério Público.

“Que Enrico [Machado, apontado como sócio de Messer] passou a dizer que o escritório deveria pagar US$ 50 mil por mês para fornecer uma proteção a Dario e as pessoas ligadas ao câmbio”, afirma Tony na delação. “Que essa proteção seria dada pelo advogado Figueiredo Basto e outro advogado que trabalhava com ele, cujo nome não se recorda.”

Segundo o Uol, a força-tarefa da Lava Jato do Paraná declarou que “essas ilações já foram alvo de matérias publicadas na imprensa no passado e, pelo que foi divulgado, os fatos apontam para suposta exploração de prestígio por parte de advogado do investigado [Figueiredo Basto]”. De acordo com a força-tarefa, Paludo prefere não se manifestar.

Os “filhos de Januário”

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Januário Paludo integra a Lava Jato desde sua criação, em 2014, e é um de seus membros mais influentes. O fato de ser o mais experiente fez com que um dos grupos de Telegram que contém mensagens reveladas pela Vaza Jato se chamasse “filhos de Januário”.

O procurador é tido como conselheiro do coordenador-chefe Deltan Dallagnol. Nesta semana, saiu em defesa do amigo por conta da advertência recebida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em função de Dallagnol, em entrevista, ter dito que havia uma “panelinha” no STF. Em rede social, afirmou que “ninguém deve ser punido pelo legitimo exercício do direito à livre manifestação e expressão”.

Em 10 de novembro, pela mesma rede, Januário atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Insuflar manifestos radicais como os que ocorrem no Chile não é só abominável como atenta contra o estado democrático e a garantia ao sagrado direito à livre expressão. O cárcere não lhe serviu de lição”, declarou, se referindo ao discurso proferido por Lula em São Bernardo do Campo, após sua saída da prisão.

Segundo mensagens reveladas pelo The Intercept, em 24 de janeiro de 2017, o procurador escreveu: “Estão eliminando testemunhas”, referindo-se à internação da esposa de Lula, Marisa Letícia, que tinha sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Já em 2019, ele afirmou que “o safado só queria viajar”, aludindo ao pedido da defesa do ex-presidente para que saísse da prisão para acompanhar o enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá.

 

 

 

 

30
Nov19

Grampo da Lava Jato revela propina na Lava Jato

Talis Andrade

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por Fernando Brito

 

A história já estava aparecendo em 2018 e em agosto a Agência Pública revelou que :

Desde janeiro do ano passado, quando ouviram os relatos de dois delatores, procuradores do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro investigam uma suspeita de corrupção em que doleiros acusam procuradores e policiais – hoje na Lava Jato – de receber propina em troca de proteção.”

Agora, Vinicius Konchinski, do UOL, conta que numa das escutas policiais sobre o telefone de Dario Messer, o chamado “doleiro dos doleiros”, este diz que o procurador Januário Paludo, figura de proa na Força Tarefa do MP de Curitiba, era destinatário de pelo menos uma parte do dinheiro pago “aos meninos”.

Operando os repasses, como nas primeiras denúncias, estaria o advogado Antonio Figueiredo Basto, que também é chamado, há muito tempo, de “o homem das delações e cuja origem foi contada pela Piauí, em 2017:

Classificado como “polêmico” por colegas e pouco dado às mesuras habituais da profissão – “Não entrei na advocacia para ficar amigo de advogados”, disse, recentemente, à Folha de S.Paulo –, Basto é pioneiro, no país, no uso das delações premiadas. Firmou a primeira de que se tem notícia, em 2004, para o doleiro Alberto Youssef, investigado por uma força-tarefa do Ministério Público Federal que tinha entre seus membros o procurador Deltan Dallagnol. O caso é considerado um embrião filosófico da operação Lava Jato, investigava a milionária evasão de divisas do Banestado, banco público do Paraná. O juiz que homologou a delação era Sergio Moro.

Basto se diz inocente, claro, e já depôs ao MP do Rio de Janeiro.

Paludo continua intocável e, para isso, a Força Tarefa ameaça jogar tudo nas costas do velho parceiro Figueiredo Basto, dizendo que “há investigação sobre possível exploração de prestígio por parte de advogado do investigado, fato que acontece quando o nome de uma autoridade é utilizado sem o seu conhecimento.”

Desta vez, não há hacker, não há Intercept, não há desculpas para “não reconhecer a autenticidade”.

Todos os personagens são da “Era pré-Lava Jato” e estavam envolvidos na primeira negociação de uma delação premiada, sobre o que nem lei havia.

Tudo sob a batuta do paladino da moralidade, que devolveu Alberto Youssef à rua e rico, flutuando como uma isca para o que lhe daria, depois, projeção nacional.

 

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