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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Set21

Em nota, Bolsonaro arregla. E, de novo, é mentira

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

A nota presidencial que acaba de ser divulgada, articulada pelo ex-presidente Michel Temer, é um primor de covardia e dissimulação, como se agregasse, com esta, a dose de cinismo que covardes requerem.

Jair Bolsonaro, depois de rugir como um leão raivoso na Esplanada e na Avenida Paulista, escreve que aquilo deveu-se “ao calor do momento”.

Seu Jair, nem a Michelle acredita nisso…

Passou vaselina no confronto com o Supremo Tribunal Federal e referiu-se a Alexandre de Morais de “jurista e professor”, aquele a quem dirigiu um “sai daí, canalha” e “pega o seu boné e vai embora”.

Bolsonaro diz que “nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. E o que é o “enquadra o seu” dirigido a Luís Fux, para que o seu poder “não sofra aquilo que não queremos”.

Isso, hoje, virou “diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.”

Vou reproduzir ao final o texto, repugnante de tão falso. Tem a inefável mão de Temer, cobrindo com delicados lenços a arma fatal que se empunha.

Só produz algum efeito nos especuladores, que gostam de amor e ódio segundo a cotação dos ativos financeiros.

Para as pessoas lúcidas, um monumento à falsidade, de tão tardio veio. Para os iludidos por Bolsonaro, uma punhalada.

Disse-se muito dos ornatos frontais do presidente, mas foi ele que, de forma vilérrima, colocou-os na testa de centenas de milhares de brasieiros que, a seu chamado, foram à rua atacar o STF, Moraes, Barroso e pedir a intervenção militar.

Infelizmente, isso não provocará efeito nos hidrófobos do bolsonarismo.

E de alguma forma, há razão para isso, porque é tudo falso e o a hidra familiar voltará a atacar.

Cai no conto quem quer: Bolsonaro viu-se preso numa armadilha, cercado em sua estupidez e faz-se de manso para ver que o Supremo lhe entrega a “bolada” da pedalada dos precatórios.

Afinal, pagando bem, que mal tem e R$ 40 bilhões é muito boa paga.

Veja o primor de falsidades e e cinismo do texto, publicado na página da presidência da República:

bolsonaro pede desculpas .jpeg

 

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

corno .jpeg

 

11
Ago21

Militares envergonhados: desfile de tanques precários vira piada nas redes

Talis Andrade

 

Desfile de tanques: 'Fumacê' em Brasília vira meme nas redes sociaisDesfile de blindados militares em Brasília vira meme nas redes sociais |  Brasil | O Dia

A imagem de tanques com emissão de fumaça e gases poluentes em elevada quantidade na frente do Planalto virou motivo de deboche na internet

 

por Estado de Minas/ O Dia /CNN

- - -

Militares ouvidos pelo Correio disseram que estão envergonhados com o evento, e dizem que as tropas foram expostas a condição política vexatória.

O ato gerou ânimos exaltados no Congresso. O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19, senador Omar Aziz, classificou o ato como cena patética, tentativa de "golpismo" e intimidação do Legislativo. Até mesmo Ciro Nogueira, aliado do Planalto, disse não ver o desfile com bons olhos.

'Myanmar é aqui?'
 
Em frente ao Palácio do Planalto, enquanto os blindados faziam o desfile nesta manhã, a humorista Adriana Nunes recriou uma cena que ocorreu durante o golpe militar em Mianmar, em fevereiro deste ano. Na versão original, uma mulher aparece fazendo atividade física no momento em que veículos do Exército transitam atrás dela. Na época, o vídeo viralizou nas redes sociais.
 

O fumacê foi uma parada militar perdida para o voto eletrônico nas eleições presidenciais de 2022Image

ImageComandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos minimizou as críticas ao desfile militar em Brasília no mesmo dia da votação do PEC do voto impresso. Ele diz que houve uma coincidência de datas. "Tanque na rua é para conter manifestações. Não foi nada disso". [Ele defende usar tanques contra o povo nas ruas...]

Para Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, “é uma trágica coincidência”.

A parada de tanques pelos memes de Diogo Ramalho:

Para Roque Sponholz:

Image

Image

30
Mai18

SÍNDROME DE ESTOCOLMO De joelhos pela ditadura

Talis Andrade

alegrete alienado de joelho        .jpg

 Um alienado, ontem, na porteira de um quartel em Alegrete, 

ódio de joelho 1.jpg

repete os analfabetos políticos do golpe contra Dilma 

 

 

Um povo que fica de joelhos para reivindicar é um povo escravo.

Um povo que fica de joelhos, para pedir a volta da ditadura, o fim da democracia, da liberdade, da fraternidade, dos direitos humanos, é um povo alienado, masoquista, passivo, covarde.

 

 

Muitos não viveram os anos de chumbo da ditadura militar. Só o assédio moral na escola, no trabalho, e o medo de ser demitido pode explicar a Síndrome de Estocolmo nos pedidos de intervenção militar. Ou o assédio sexual, a tradição do incesto, que não é crime, e a cultura do estupro.  

 

adao ditadura  lambe botas.jpg

Adão 

 

O povo tem que ser livre. Tem que partir para a greve, para os protestos, gritar altar o que deseja. Reivindicar o mínimo direito, quando se ganha o salário mínimo. Quando se vive nas favelas, acossado pela polícia, que chega atirando e derrubando portas.

 

Se não tem justiça tem escracho

Por que aceitar, dando a outra face, o assédio policial, o assédio judicial, as costumeiras prisões sob vara? 

Por que a sociedade não protesta quando um preso fica mais de sessenta dias encarcerado sem julgamento?

"Bem-aventurados os que têm sede de justiça".

 

 

Temos que ir para a rua, por nossas filhas.

As filhas dos militares e dos togados, maiores de idade, recebem pensões vitalícias.

 

É o Brasil das castas, dos direitos adquiridos das elites, e nenhum direito para os pobres, inclusive os trabalhistas, que o golpe de Michel Temer rasgou a CLT, assim como o primeiro ato institucional da ditadura de 1964, implantada pelo marechal Castelo Branco, foi cassar a estabilidade no emprego dos trabalhadores.

 


A perturbadora presença dos militares na América Latina


Militarização da política de segurança traz como consequência

o aumento no poder irrestrito do Exército

 

laerte intervenção militar.jpg

 Laerte

por Manuel Alcántara Sáez

A mobilização do Exército brasileiro para reduzir os bloqueios dos caminhoneiros nas rodovias que colapsaram o país e a recente prisão de 38 militares na Venezuela envolvidos em atividades conspiratórias colocou nas manchetes a evidência de que um ator que presidiu a política latino-americana durante grande parte de sua vida republicana continua sendo um ator inevitável com poder político.

 

sto, como ensina a história, é uma vicissitude que apresenta riscos à democracia que, longe de serem imprevisíveis, fazem parte da tradição militar do continente. O envolvimento das Forças Armadas por parte do Governo de Salvador Allende para enfrentar a greve dos caminhoneiros no Chile abriu as portas para sua intervenção política e foi um fator que facilitou o golpe de Estado, assim como o ruído dos sabres na sala de bandeiras dos quarteis.

 

No Brasil, foi aprovada em outubro a Lei 13.491/17, que ampliou a competência da Justiça Militar Federal relacionada aos graves problemas do crime organizado que assola o país. A lei não confere nenhum poder à polícia civil para investigar ações de soldados que causem a morte de civis. Desse modo, é ignorada a jurisprudência da Corte Interamericana de que a justiça militar tem caráter restrito, funcional e excepcional. Na mesma direção se discute no Senado o projeto de lei 352/201725 que pode alterar o Código Penal brasileiro para qualificar como legítima defesa quando um agente de segurança pública mata ou fere quem porta ilegal e ostensivamente uma arma de fogo. A militarização da política de segurança traz como consequência o aumento do poder irrestrito do Exército e a consequente ampliação das garantias legais que acabam conferindo impunidade às suas ações. Desde a pré-campanha eleitoral no país, a oferta de Jair Bolsonaro, ex-militar e ardente defensor do legado da ditadura, que mantém altas expectativas da disputa pela presidência, é coerente com esse estado de coisas. Tudo isso, juntamente com a presença dos militares no debate político, que aumentou no calor da destituição da presidenta Dilma Rousseff e se acelerou em relação à situação processual de Lula, gera um clima de ansiedade. Nesse sentido, a posição explícita do Comandante em Chefe do Exército, Eduardo Villas-Boas, e outros generais, como Luis Gonzaga Schroeder, que declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que se Lula não for mandado para a prisão, “o dever das Forças Armadas é restaurar a ordem”, geram um clima de opinião que pode permear o resto de uma região que começava a olhar seu futuro com algum otimismo depois da desmilitarização vivida na Colômbia. [Transcrevi trechos

 

 

 

 

 

 

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