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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Jul21

Ramos, Mourão e Heleno também receberam mais de R$ 100 mil em junho

Talis Andrade

TRIBUNA DA INTERNET | Aumento de 100% nas diárias é mais um presente de  Bolsonaro aos militares

 

Com os valores, o vice-presidente e os ministros generais ganharam mais do que o dobro do salário do presidente Jair Bolsonaro

 
 
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Assim como o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, outros generais da reserva que ocupam cargos no primeiro escalão do governo Jair Bolsonaro receberam salário líquido de mais de R$ 100 mil em junho.

O maior vencimento foi do general Luiz Eduardo Ramos, atual ministro da Casa Civil e que deve ser transferido para a Secretaria-Geral da Presidência. Ramos recebeu salário líquido de R$ 111,2 mil em junho.

Na sequência, aparecem o vice-presidente Hamilton Mourão, que ganhou R$ 108,7 mil, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que recebeu R$ 107,2 mil.

Como revelou o colunista do Metrópoles Guilherme Amado na última sexta-feira (23/7), o ministro da Defesa recebeu R$ 100,6 mil líquidos no mês passado.

Veja a lista:

1) Luiz Eduardo Ramos, ministro da Casa Civil: R$ 111,2 mil
2) Hamilton Mourão, vice-presidente da República: R$ 108,7 mil
3) Augusto Heleno, ministro do GSI: R$ 107,2 mil
4) Braga Netto, ministro da Defesa: R$ 100,6 milImage

Os valores foram altos porque, em junho, esses generais receberam extra parcela do 13º salário e pagamentos retroativos desde abril, quando o governo liberou remuneração acima do teto salarial, hoje de R$ 39,2 mil.

A nova regra beneficia servidores aposentados e militares reservistas, que poderão acumular a remuneração pelo cargo que ocupam no governo e a aposentadoria, mesmo que a soma ultrapasse o teto salarial.

Com os salários, Mourão e os ministros-generais ganharam mais que o dobro do chefe. Em junho, Bolsonaro também recebeu parcela do 13º salário e pagamentos retroativos – o montante foi de R$ 45,7 mil.

Fora os salários, Braga Netto, Mourão, Heleno, Ramos e Bolsonaro receberam em junho suas aposentadorias. No caso dos generais, de cerca de R$ 21 mil. Já a do presidente, capitão da reserva do Exército, é de R$ 8 mil.

Para Além do Cérebro: Renato Aroeira em charge sobre a carapuça da  mediocridade genocida bolsonarista-militar no poder doBrasil golpeado
28
Nov20

Manuela a Melo: “finalmente tu trouxeste o bicho-papão do comunismo para o debate”

Talis Andrade

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247 - No último debate antes do segundo turno em Porto Alegre na noite da última sexta-feira (27), Manuela d’Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB) trocaram farpas após o último acusar a candidata de apoiar o stalinismo e “viver no passado”.

“Ideologia não tapa buraco, não bota médico no posto de saúde e muito menos resolve a questão da passagem... O mundo mudou, eu também mudei, evoluí em muitas coisas e a senhora continua no passado, em 1950, Stalinista ainda, quer dizer, um projeto que não deu certo em lugar nenhum do mundo e que a senhora continua insistindo com isso”, disse Melo.

Na próxima pergunta, sobre a questão do meio ambiente, Manuela aproveitou para rebater: “Sabe, Melo, eu estou feliz que finalmente tu trouxeste o bicho-papão do comunismo para o debate. Eu quero que os senhores e senhoras comparem as nossas experiências porque o meu partido governa o Maranhão, pegou o Maranhão destruído, Melo, pelo teu partido, pelo MDB de [José] Sarney”. 

Flávio Dino, do PCdoB, governa o Maranhão desde 1 de janeiro de 2015.Image

 

 

25
Nov20

6 - Educação

Talis Andrade

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Programa de Governo Boulos e Erundina 2020

 

A prioridade da gestão de Guilherme Boulos e Luiza Erundina é garantir escolas públicas de qualidade para todas e todos, bem como incentivar a educação popular, como ensinou Paulo Freire. O objetivo é transformar a capital paulistana em uma Cidade Educadora, ideia inspirada na proposta de educação integral formulada por Anísio Teixeira.

A educação pública de qualidade será a prioridade de São Paulo. Ela só será possível com investimento exclusivo de recursos públicos, reversão dos processos recentes de privatização e reafirmação de um projeto popular e socialista para a educação paulistana.

Vamos garantir creches (CEIs), escolas de educação infantil e escolas de ensino fundamental com padrão de qualidade em todas as regiões da cidade, correspondendo aos estudos de Custo Aluno-Qualidade (CAQ), recém-incorporados à Constituição Federal. A intenção é dar aos educadores condições adequadas para ensinar e aos estudantes condições adequadas para aprender.

Todas as escolas públicas paulistanas serão acessíveis e terão profissionais valorizados, número adequado de alunos por turma, salas de leitura, biblioteca, laboratórios de ciências e de informática, quadra poliesportiva, internet banda larga, alimentação nutritiva, transporte escolar digno e recursos para implementar o projeto político-pedagógico com autonomia.

Também será incentivada a democratização do acesso às tecnologias da informação, garantindo assim para cada estudante e cada profissional uma unidade computacional com acesso à internet 4G.

Não obstante, defendemos o ensino presencial realizado no espaço escolar. Entendemos, inclusive, que não é possível o retorno às aulas em 2020, devido à falta de segurança sanitária.

A gestão educacional, realizada de maneira democrática, promoverá uma educação libertadora e inclusiva, pautada na autonomia da escola e no fortalecimento dos projetos  político-pedagógicos. A partir daí, em diálogo com a teoria pedagógica, será empreendida uma reorientação curricular, pautada pela experiência das e dos docentes em sala de aula.

A gestão de Guilherme Boulos e Luiza Erundina em São Paulo irá viabilizar uma educação justa, consistente, democrática e emancipadora. Uma educação antirracista, feminista, anti-lgbtfóbica, anticapacitista e ecossocialista. E a referência da gestão será o legado de Paulo Freire à frente da Secretaria Municipal de Educação durante o governo de Luiza Erundina (1989-1993).

Leia mais aqui para conhecer as diretrizes e propostas de Boulos e Erundina

* PARA UNIVERSALIZAR ESCOLAS PÚBLICAS DE QUALIDADE

* PARA VALORIZAR OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL

* PARA GARANTIR A GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO COMO PRINCÍPIO E PROJETO PEDAGÓGICO

* PARA UNIVERSALIZAR O DIREITO À EDUCAÇÃO PARA TODAS E TODOS – EDUCAÇÃO INCLUSIVA, EDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)

* PARA ENFRENTAR AS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS AMPLIADAS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

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02
Mar20

Termina motim dos policiais do Ceará com 405 homicídios

Talis Andrade

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Viaturas que bloqueavam a entrada foram retiradas, e algumas outras tiveram de ser rebocadas, porque estão com pneus furados ou a chaves dos veículos não foram encontradas. Outros três quartéis da PM na região metropolitana e no interior do estado também foram liberados pelos amotinados.

O governo estadual suspendeu, por 120 dias, 230 policiais militares que estão sendo investigados pela participação no motim -eles têm que entregar armas e distintivos além de ficar fora da folha salarial pelo período. Essa suspensão permanece até que cada caso seja avaliado.

Salário. Um soldado que já recebe R$ 3.475, passará a receber R$ 4.500.

Ainda sem os números dos dias 28 e 29, fevereiro acumulou 405 homicídios entre os dias 1º e 27, sendo o mês mais violento no estado desde março de 2018, quando 414 pessoas foram assassinadas.

O coronel do Exército Walmir Medeiros, eleito representante e mediador dos policiais militares amotinados, afirmou que a negociação pelo fim do motim dos policiais militares foi delicada e evitou reflexos para fora do Ceará. Ele também afirmou que clima se assemelhou ao de guerra no Ceará. Em uma semana, o Ceará registrou 220 assassinatos

"Não chegou a ser uma guerra, mas se assemelhou pela quantidade de mortes que não advieram da ação dos policiais e nem da sua vontade, mas que foram consequência", ponderou. "Nesse momento, a continuidade das conversas é fundamental para pacificar. É um engano achar que o acordo traz a paz", disse o coronel.

Escreve Inácio Aguiar: "Os parlamentares representantes dos policiais militares, que se confundem com dirigentes de associações, totalmente interessados em uma repercussão em ano eleitoral, aproveitaram uma insatisfação na tropa para insuflar os ânimos com possibilidade de ganho ilusório e inatingível no curto prazo. Depois da mobilização inicial, veio o choque de realidade com o projeto de reestruturação salarial feito pelo Governo do Estado.

Nas 'lives' de ontem, foi possível identificar também políticos infiltrados e assessores parlamentares que estavam no movimento também para insuflar os ânimos e tumultuar. Para esses, que não são policiais, não estão submetidos ao regramento militar duro e não correm o risco até de perder os seus empregos, quanto pior melhor. Parte do movimento demorou a compreender isso, mas a insatisfação foi registrada ontem nas transmissões ao vivo.

Camilo Santana sai forte da crise. Propôs reajuste, autorizou mesa de negociação que terminou em mais um ganho à categoria e, após o motim, garantiu que não daria anistia a ilegalidades cometidas.

Capitão Wagner, reconhecido líder dos policiais militares, esteve ausente das discussões, ontem, no momento crucial. Nas ‘lives’, muita gente cobrou a presença dele no 18º Batalhão.

15
Fev20

Bolsonaro inimigo dos professores, dos jornalistas e dos livros

Talis Andrade

Bolsonaro ataca jornalistas.

Jair Bolsonaro voltou a atacar os jornalistas que fazem plantão na saída do Palácio da Alvorada. O ataque deste sábado veio na esteira da revelação do desmonte de metade da biblioteca presidencial para que seja instalado um gabinete com banheiro privativo para que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a equipe do programa  Pátria Voluntária possam despachar em uma sala sob a vigilância dele.

“Minha esposa faz um trabalho para pessoas deficientes de graça. Arranjei um lugar pra ela trabalhar lá na Presidência, porque é melhor, fica mais perto dos ministros pra despachar. E a verdade é que (inaudível). Estão descendo a lenha que a biblioteca vai diminuir em vez de elogiar a primeira-dama. Quem age dessa maneira merece outra banana”, disse Bolsonaro ao mesmo tempo em que fazia gestos obscenos à imprensa. No último dia 8, Bolsonaro já hava dado uma "banana" para os jornalistas.

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A biblioteca da Presidência da República abriga um acervo de 42 mil itens e 3 mil discursos de presidentes. O custo com a “reforma” não foi divulgado e os espaços de estudo, convivência e leitura do local serão praticamente extintos. Há sete meses, os cofres públicos foram abertos para a realização de obras no valor de R$ 330 mil no Ministério da Cidadania com o objetivo de adaptar várias salas para receber Michele e sua equipe. Bolsonaro presenteou a esposa com o Petit Trianon, imitando Temer que gastou milhões com a reforma do Palácio da Alvorada, que viveu austeros tempos quando o franciscano Marco Maciel era vice-presidente. 

Segundo reportagem do blog da jornalista Bela Megale, Michele pouco aparecia para trabalhar.  No final de 2019, o programa Pátria Voluntária foi incorporado pela Casa Civil, que funciona nas dependências do Palácio do Planalto.

Quem nomeia Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub para comandar o Ministério da Educação odeia professores e estudantes.

O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado em 12,84% para 2020, passando de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. 

O reajuste foi anunciado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em transmissão ao vivo pela internet. Que miséria de ordenado. É o salário do medo e da fome.

O governador do Maranhão Flávio Dino, do PCdoB, anunciou neste começo de fevereiro, que o novo piso salarial para professores que trabalham 40 horas semanais nas escolas do Estado é de R$ 6.358,96. 

Segunda banana

Primeira banana

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