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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Out18

Veja o previsível circo de horrores do governo Bolsonaro

Talis Andrade

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A Veja traz uma capa que antecipa a vitória de Bolsonaro. Diz que ele "está a um passo de virar presidente".

 

 E acrescenta: "Agora, precisa mostrar que é capaz de governar e pacificar o Brasil". 

 

Além de fugir dos debates para apresentar e defender seu programa de governo, que é o mesmo de Michel Temer, Bolsonaro vem incendiando o País, promovendo uma campanha que defende o uso generalizado de armas de fogo, de consagração do heroísmo do coronel Brilhante Ustra, condenado como torturador de presos políticos na ditadura militar, e a consagração do slogan da pena de morte: 'bandido bom, bandido morto'. 

 

Hoje, os jornais de Pernambuco apresentam as seguintes capas:

 

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 Bolsonoro tramou o impeachment de Dilma Rousseff, apoia o governo Temer, festejou a prisão de Lula da Silva, condena as políticas de direitos humanos, promete engajamento total à política de Trump, a saída da ONU, do BRICS, defende o estado mínimo, as reformas trabalhista e da previdência, e seu anunciado ministro da Fazenda, Paulo Guedes, anuncia a venda da Amazônia, dos aquíferos, das empresas estatais, dos bancos (do Desenvolvimento, do Brasil, Caixa Econômica), inclusive a privatização do SUS, e o general Mourão quer fim do décimo terceiro salário e da estabilidade no emprego do funcionalismo civil. Não existe em Bolsonaro nenhum aceno a paz.

 

O jornalista Breno Costa escreveu uma excelente reportagem, e mostra que os deputados eleitos pelo partido de Bolsonaro serão dividos pelas bancadas da Bala, do Boi e da Bíblia (do Velho Testamento).  Tem parlamentar mais duro, mais extremista, mais conservador, mais fanático do que Bolsonaro. 

 

Escreve Breno Costa:

PRISÃO PERPÉTUA, CAÇA AOS COMUNISTAS E AOS MOVIMENTOS SOCIAIS: CONHEÇA A BANCADA DE BOLSONARO NA CÂMARA

O Exército Bolsonarista

 

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O discurso raivoso do Sargento Fahur, o mais votado no Paraná, faz um sucesso tremendo nas redes sociais (sua página no Facebook tem mais de 2,9 milhões de curtidas). Seus posts incluem anátemas civilizados como “vagabundo é cacete no lombo e bala no rabo”. O Paraná é um bastião do novo conservadorismo brasileiro. É de lá também que virá para a Câmara o jornalista Paulo Martins, um jovem de 37 anos e que adota um dos discursos mais radicais da direita brasileira. É filiado ao PSC e ganhou R$ 1 milhão da direção nacional do partido para sua campanha, sinal de que era aposta forte para a Câmara. Mas é bolsonarista de carteirinha.

 

A tropa de choque de Bolsonaro no Paraná é formada também por outros dois rapazes de 27 anos, potenciais gladiadores do combate à esquerda ‘depravada’ nos salões de Brasília. Esses são do PSL mesmo, “bolsonaristas de raiz”. São eles Felipe Francischini, filho de Fernando Francischini, delegado da Polícia Federal e um dos artífices da campanha de Bolsonaro (e eleito deputado estadual), e Filipe Barros, advogado que se define sem tergiversações: “Sou conservador, de direita, defendo a redução do estado, o liberalismo econômico e a iniciativa privada (tão desvalorizada no nosso país). Defensor da vida, da família e das crianças”. Ele vem de Londrina, onde é vereador, para Brasília.

 

A juventude é um traço marcante dessa nova bancada fiel a Bolsonaro. A média de idade dos eleitos pelo PSL é de 45 anos. Em 2014, a Câmara eleita naquele ano tinha média geral de 51 anos. A tendência é de uma era conservadora pelas próximas eleições. Mesmo que Fernando Haddad vença, os conservadores farão uma oposição intensamente ideológica. Com a vitória de Bolsonaro, além de tudo os parlamentares de direita poderão ter a chance de ganhar experiência administrativa no governo federal.

 

Dentro do PSL, vale destacar também a catarinense Caroline de Toni, de 34 anos. Advogada, ela mesmo se define como “olavete” – uma referência ao filósofo e bastião do conservadorismo extremo brasileiro, Olavo de Carvalho. No seu currículo, a presidência do MBL em Chapecó (SC) e a fundação do Movimento Liberal Conservador. Entre suas propostas de campanha estão as já “normais” criminalização do MST e fim de demarcação de novas terras indígenas. Mas também “abolir financiamento público de jornais, emissoras, paradas gay, carnaval”. Originalidade ela tem.

 

Há também os radicais mais toscos. Bolsonaro arrastou para o Congresso algumas figuras que prometem fazer parte do folclore da Câmara. Se considerarmos que Joice Hasselmann e Alexandre Frota são já hours concours nessa seção e dispensam apresentações, o mesmo não pode ser dito de Nelson Barbudo e Tio Trutis. Ambos vêm do centro-oeste, do mundo fantástico do agro: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, respectivamente. Barbudo é, de fato, barbudo. Se Nelson Ned Previdente (sim, esse é o nome real dele) repetir em plenário o tipo de discurso que faz para seus 45 mil inscritos no canal do Youtube e que o levou a ser o mais votado do Mato Grosso, ficará marcado não apenas pela retórica zombeteira às esquerdas e à mídia, mas também pelo seu chapéu indefectível. Já Trutis é um bem radical, bronco, sem qualquer qualificação outra que não sua retórica. Esta foto diz tudo.

 

Outro da ala radical do PSL, se é que dá para dividir as coisas dessa maneira, é o mineiro Cabo Junio Amaral. Tem 31 anos apenas, mas já está há 11 na Polícia Militar. Deu tempo de criar o “Direita Minas” e decidir que valeria a pena concorrer a deputado federal defendendo, entre outras coisas, a tipificação do comunismo como crime, o trabalho forçado de presos e o fim das audiências de custódia (em que presos em flagrante são levados a um juiz para avaliação de eventuais maus tratos).

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Coturnos na Câmara

 

As forças policiais e militares estão em peso na tropa pesselista. Dos 52 eleitos, 20 são policiais ou integrantes das Forças Armadas – entre eles, três delegados da Polícia Federal, dois generais e um coronel do Exército. Um dos policiais é Daniel Silveira, eleito pelo Rio de Janeiro. Passou batido no episódio protagonizado por ele, da destruição da placa em homenagem a Marielle Franco, mas o rapaz de 35 anos é policial militar. Apesar dos músculos bem trabalhados, não deverá ter força para protagonizar a dinâmica do novo Congresso. Foi eleito na rabeira, pelo quociente eleitoral.

 

Em São Paulo, vale citar a eleição do Coronel Tadeu. Da Polícia Militar, Marcio Tadeu Anhaia de Lemos é parceiro de negócios do Major Olímpio, eleito senador e um dos principais coordenadores da campanha de Bolsonaro. Tadeu e Olimpio escreveram juntos dois livros.

 

Com a aura militarista de seu governo, não poderiam faltar deputados de farda nobre. Há dois generais entre os eleitos pelo PSL – algo inédito. São espécies de generais Mourão do Congresso. Um deles é Elieser Girão Monteiro Filho. Eleito pelo Rio Grande do Norte, o General Girão já foi secretário de segurança no próprio RN e também em Roraima. Uma de suas propostas é reduzir a maioridade penal para 14 anos e rever o Estatuto da Criança e do Adolescente como um todo.

 

O outro general bolsonarista que estará circulando pelo plenário da Câmara é Roberto Sebastião Peternelli Júnior, conhecido como General Peternelli. General desde 2006, ele já comandou diversas unidades do Exército. Já foi também secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional. Seu currículo não para aí. Um post em seu Facebook defendeu diretamente intervenção militar para tirar Dilma Rousseff do poder. Depois, disse que sua conta tinha sido invadida. Mas ele odeia “comunistas”. Sob Temer, foi indicado para presidir a Funai, mas, devido a suas posições contrárias aos interesses indígenas, sua nomeação não foi confirmada.

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Ministeriáveis

 

O exército de Bolsonaro tem também alguns nomes com perfil de ministro. São nomes, que, independente de discordâncias ideológicas, vale acompanhar o trabalho e o destino político que terão nos próximos meses e anos. Heitor Freire, por exemplo, é do Ceará – região onde Bolsonaro ainda não conseguiu uma inserção relevante. Ao mesmo tempo em que exibe diplomas de universidades nos Estados Unidos e na Inglaterra e mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, tendo trabalhado, entre outros, para o BankBoston e HSBC, Freire traz também consigo o manual de bolso do conservador brasileiro: é favorável a uma lei antiterrorismo que inclua o MST e o MTST como organizações terroristas, a revogação do estatuto do desarmamento, entre outros.

 

No campo policial, o Delegado Marcelo Freitas, eleito por Minas Gerais, chega ao Congresso com uma carreira construída desde 2002 na Polícia Federal. Recentemente, esteve na lista tríplice da corporação para substituir Leandro Daiello Coimbra na direção geral da PF. Freitas é também professor na Academia Nacional de Polícia. Vindo de um colégio eleitoral forte como Minas Gerais, tem perfil para ministro da Justiça ou mesmo para o comando de comissão importante na área de segurança pública.

 

O que pode pesar contra ele é que trata-se de um caso interessante de hibridismo conservador dentro do PSL. Ao mesmo tempo em que defende “repressão qualificada” e “valorização do direito de defesa”, ele quer descriminalizar o usuário de drogas. Ao mesmo tempo em que prega a revisão da regra atual de reajuste do salário mínimo, ele defende “oferecer renda para quem não tem emprego, seguindo modelos da Finlândia, Canadá e partes dos Estados Unidos”.

 

Outro “moderado” nos quadros do PSL é Luiz Lima, ex-nadador. Eleito pelo Rio de Janeiro, capital nacional do esporte, não seria surpresa ele ocupar o ministério desse setor. Ele inclusive já trabalhou na pasta, mas saiu criticando a “política viciada”. Lima pode ser o rosto adequado para um eventual esforço de relações públicas do governo Bolsonaro. Faz parte do movimento RenovaBR, aquele do Luciano Huck, e pode ser a ponte de Bolsonaro junto a esse grupo (Lima é um dos dois únicos filiados ao PSL entre os 133 ‘líderes’ do grupo). Entre os doadores de sua campanha está Abílio Diniz, dono do grupo Pão de Açúcar.

 

Daniel Freitas, segundo mais votado em Santa Catarina, também merece atenção. Vereador em Criciúma, ele já trabalhou no departamento comercial da RBS (afiliada da Globo no Rio Grande do Sul) e assessorou o secretário de Comunicação Social de Santa Catarina. Sua especialidade é a organização de eventos. Tem inclusive empresa nesse ramo. Um posto na equipe de Comunicação Social do governo não seria uma surpresa – inclusive pela dívida de gratidão que Bolsonaro tem com Santa Catarina, o estado que mais lhe deu votos proporcionalmente em todo o Brasil.

 

Atenção também para Carlos Jordy, vereador de Niterói e que chega à Câmara com 36 anos, uma oratória bastante segura e um discurso supostamente bem embasado para sustentar sua opção conservadora. Sua formação é em hotelaria e turismo, mas trabalhou durante um tempo considerável na área de licitações e contratos públicos – inclusive no governo federal, mas como concursado. Só entrou para a política em 2016. Jordy se define como “conservador cultural”, citando A Política da Prudência, de Russell Kirk, um dos livros de cabeceira da turma que surfa essa onda de conservadorismo no Brasil.

 

Na tropa bolsonarista, há ainda o seu “quase vice”, o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Espera-se alguma recompensa maior para ele, que vá além do direito de circular para cima e para baixo no Congresso e seus anexos. Já andei bastante por lá, e aquilo cansa. Não deve ser algo digno para um príncipe, convenhamos. Transcrevi trechos 

 

 

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03
Out18

Mourão peita Bolsonaro e detona o 13º de novo! (vídeo música)

Talis Andrade

É por isso que o "mercado" se lambuza com o Bolsonaro...

 

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 por Paulo Henrique Amorim

___

De Guilherme Seto, na Fel-lha:

 

O general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), voltou a criticar o 13º salário nesta terça-feira (2).

 

“O 13º eu simplesmente disse que tem que ter planejamento, entendimento de que é um custo. Na realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos [por mês]. No final do ano, ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o imposto para pagar o meu. No final das contas, todos saímos prejudicados”, disse o general no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele ficará na cidade até quinta-feira (4), gravando propagandas eleitorais com candidatos do PRTB.

 

Em palestra no Rio Grande do Sul na semana passada, ele chamou o 13º de "jabuticaba brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros".

 

Após sua primeira crítica ao 13º, Mourão foi duramente repreendido por Bolsonaro, que pediu que ele ficasse “quieto” porque estava “atrapalhando”. O presidenciável escreveu em suas redes sociais que quem fala em mexer no salário comete “ofensa ao trabalhador” e “confessa desconhecer a Constituição”.

(...)

 

 

 

 

 

29
Set18

As jabuticabas do general Mourão contra os trabalhadores

Talis Andrade

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Políticos de Jundiaí contestam fala de Mourão sobre o 13º salário

 

por Carlos Santiago


Caiu como uma melancia, entre os políticos jundiaienses, a declaração dada pelo general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), de que “o 13º salário e o pagamento de adicional de férias são ‘jabuticabas’ – porque só existem no Brasil.”

 

Mourão fazia uma palestra na sede de uma entidade que reúne empresários de Uruguaiana (RS), quando se pôs a comentar o assunto. “Temos umas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário”, disse. Mourão prosseguiu: “Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Como a gente arrecada 12 (meses) e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais. São coisas nossas, a legislação que está aí. A visão dita social com o chapéu dos outros e não do governo.”

 

A resposta do ‘chefe’ Jair Bolsonaro veio rápida, pelo Twitter: o candidato do PSL à presidência da República desaprovou o parceiro de chapa, afirmando que criticar o 13º salário é, “além de uma ofensa a quem trabalha, também mostra desconhecer a Constituição.”

 

Em Jundiaí, os comentários mais pesados vieram da ala esquerda. O presidente do PDT, Gerson Sartori, considerou a declaração vergonhosa. “É uma vergonha um candidato a vice-presidente da República achar que um direito do trabalhador, num país sofrido como o nosso, é um peso.”

 

Gerson prosseguiu em suas críticas, e lembrou até mesmo da situação dos países europeus com relação às condições de trabalho. “Nós falamos tanto em ‘buscar’ os países do Primeiro Mundo… Não à toa, a melhor remuneração do trabalhador, em relação a salário-hora, é na Alemanha.”

 

O presidente do PSDB, José Galvão Braga Campos, o Tico, chegou a ironizar: “Será que ele vive no mesmo país que a gente?” Para Tico, o General Mourão “vive em um patamar financeiro muito diferente da grande maioria do povo brasileiro. Ele nem sabe o que passa nosso povo. Esse é o tipo de gente que quer governar o país – pessoas que não se identifica com o povo brasileiro.”

 

O deputado federal Miguel Haddad (PSDB), no entanto, optou por um tom comedido. “O próprio candidato a presidente, Jair Bolsonaro, desautorizou, como mostra a imprensa, a fala do seu vice. É uma proposta que não faz sentido”, comentou Miguel.


O presidente do PP de Jundiaí, Edilson Chrispim, também preferiu um comentário mais ameno. “O 13º salário está previsto no artigo 7º da Constituição. Infelizmente, ele foi muito infeliz na sua fala. Os trabalhadores já são muito penalizados com os preços altos, não seria justo mais esta perda.”

 

 

 

28
Set18

Haddad: “Mourão abre mão do 13° dele?”

Talis Andrade

 

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por Fernando Brito

___

Diante de uma multidão postada diante do Mercado Público de Porto Alegre (na foto), Fernando Haddad, agora à noite, ironizou as falas do vice de Jair Bolsonaro,o general Hamílton Mourão contra o 13°.

 

Leia o relato da Folha:

 

Quando você abre a porteira da maldade, você não sabe onde o processo vai dar”, disse Haddad em Porto Alegre. “O Temer começou com a reforma trabalhista. Hoje o vice [de Bolsonaro] disse que talvez não seja uma boa ideia pagar o 13º salário. Vai perguntar para ele [Mourão] se ele abre mão do dele”.

 

Para o petista, declarações dessa natureza mostra que o grupo de Mourão está “com a cabeça no século 19”. “Mas abolimos a escravidão e eles não acordaram pra isso ainda. Nós abolimos a escravidão formalmente, mas queremos abolir a escravidão materialmente”. (…)

 

No início, Haddad ironizou o mercado. “Quando a gente subiu nas pesquisas, disseram que eu tinha de fazer um aceno para o mercado. Então eu resolvi vir aqui, olhar para esse mercado bonito que vocês têm aqui (Mercado Público de Porto Alegre), que é o único que eu conheço. O mercado é uma entidade abstrata, que aterroriza as pessoas, aterroriza os trabalhadores”.

 

 

 

27
Set18

Mourão, vice de Bolsonaro, critica 13º salário e adicional de férias

Talis Andrade

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O general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro à Presidência, criticou na última terça-feira (25) o pagamento de 13º salário e o pagamento do adicional de férias no Brasil. A fala aconteceu em palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

 

Para Mourão, os direitos trabalhistas são “jabuticabas”, isto é, ocorrem só no Brasil e em mais nenhum outro país do mundo.

 

“Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada doze, como é que nós pagamos treze? É complicado, e é o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, disse.

 

Ao falar sobre juros e por que, na sua visão, “o capital custa caro” no Brasil, Mourão comparou os brasileiros à cigarra da fábula A Cigarra e a Formiga e afirmou que há pouca poupança no país. “Nós somos um país de poupança baixa, o brasileiro poupa pouco, nós somos muito mais cigarras do que formigas, infelizmente”, lamentou.

 

Ao contrário do que afirma Mourão, o 13º salário não é uma excentricidade brasileira. Benefícios semelhantes são concedidos aos trabalhadores de países como Alemanha, México e Áustria. Em Portugal o chamado subsídio de Natal é exatamente como o brasileiro, um salário a mais pago em dezembro.

 

 

 

 

27
Set18

Mourão, o trapalhão, prega o fim do 13° salário e arruina Bolsonaro

Talis Andrade

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por Fernando Brito

____

O General Hamilton Mourão, que já havia sido autor de uma estupidez ontem, mostrou que tem capacidade para provocar mais desastres e muito maiores.

 

Agora, mostra a Folha de S. Paulo, sugere acabar com o 13° salário, que é pago aos trabalhadores desde 1962, durante o governo João Goulart , numa “reforma trabalhista séria”.

 

Candidato a vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão (PRTB) disse que o 13º salário é uma “jabuticaba brasileira”, uma “mochila nas costas dos empresários” e “uma visão social com o chapéu dos outros”.


“Jabuticabas brasileiras. Décimo terceiro salário. Se a gente arrecada 12, como pagamos 13? É complicado. É o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais. Coisas nossas, legislação que está aí. É sempre a visão dita social com o chapéu dos outros, não com o chapéu do governo”, disse Mourão em palestra no Clube dos Diretores Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira (26).

 

Mourão acaba de arruinar a candidatura de Bolsonaro, que terá não só de desautorizá-lo como, no mínimo, retirá-lo da chapa, para o que dependerá de Levy Fidélix (sim, aquele mesmo do aerotrem e do aparelho excretor, que preside o partido de Mourão e o único que poderia retira-lo da vice) ou de que o general se demita.

 

Não há outra saída para Bolsonaro senão a de dizer “tchau” ao general.

 

Porque o general, que havia sido colocado em quarentena pelo ex-capitão depois das “fábricas de desajustados” que disse serem os lares chefiados por mães e avós, agora só tem um destino possível: a rua.

 

Candidato algum consegue sobreviver à exibição na TV e no rádio de que vai tirar o 13° do trabalhador, até porque há falas, gravadas, de Bolsonaro que podem dar suporte a isso: ele próprio cansou de dizer que é melhor menos direitos trabalhistas que perder o emprego.

 

Quem pensou que a Doutora Janaína era um desastre, achou no General Mourão uma catástrofe.

 

 

 

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