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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

03
Abr20

Quem tem fome, tem pressa! Bolsonaro e Guedes atrasam pagamento de auxílio concedido pelo Congresso

Talis Andrade

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Agora vocês podem medir porquê Bolsonaro caloteiro tem tanta raiva do Congresso, onde foi deputado medíocre, do baixo clero, por sete mandatos consecutivos de deputado federal pelo Rio de Janeiro das milícias. Sete vezes quatro? 28 anos de malandragem parlamentar acrescida do nepotismo eleitoral de eleger os três filhos maiores de idade: 01 senador, 02 vereador, 03 deputado. Três nulidades.  

Governo sanciona com atraso projeto que garante auxílio esmola a trabalhadores durante a pandemia e ainda veta ampliação do BPC

por Sonara Costa

Após dias de espera, o presidente finalmente sancionou o projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que prevê auxílio de R$ 600,00 para os trabalhadores informais e de R$ 1.200,00 para ajudar mães responsáveis pelo sustento da família durante o período da pandemia – este último proposta do PSOL. Apesar do discurso mais ponderado no pronunciamento desta terça-feira, 31, até o momento o governo não estabeleceu o calendário de pagamento, que será feito por três meses.

O ministro Paulo Guedes pede paciência, fala em mudanças constitucionais, afirma que dinheiro não cai do céu, mas na verdade busca adiar ao máximo o pagamento desse direito em meio a uma crise sem paralelo em nossa História.

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional sofreu ainda um veto que atingirá especialmente idosos e pessoas com deficiência, derrubando a ampliação do valor do BPC (Benefício por Prestação Continuada). Na prática, significa que apenas aqueles que comprovem renda per capita até R$ 261,00 terão acesso ao benefício. Pelo projeto aprovado no Congresso, o BPC seria pago a todos com renda per capita até R$ 522,00, ou seja, a renda média entre os membros de uma família.

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Garantir a quarentena: Paga logo, Bolsonaro!

Assistimos a uma queda de braço. Todos os dias, às 20h30, panelaços ressoam a indignação provocada pelas sucessivas mentiras do presidente Bolsonaro, que desde a primeira hora busca fazer a população acreditar que estamos diante de uma “gripezinha” e acusa a imprensa de promover o pânico apenas no intuito de lhe impedir de governar.

Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o recolhimento de corpos na Itália não deixam dúvidas sobre a gravidade da situação. A quarentena tem sido apontada como a forma mais eficiente de impedir a contaminação em um ritmo que leve à falência o sistema de saúde pública, e consequentemente a morte de milhares de pessoas.

No entanto, esta medida essencial só pode se tornar realidade se houver por parte do Estado o compromisso de colocar a vida em primeiro lugar. Domésticas, diaristas, feirantes, camelôs, mães solo que tiram seu sustento e de seus familiares do trabalho diário, um boleto por vez. Vivem em casas compartilhadas com filhos, tios e avós, para esticar o salário, em centros urbanos onde a vida é cada vez mais cara e o emprego formal mais raro.

Hoje 41% da população ocupada se encontra na informalidade. O presidente sabe que sem o pagamento da renda básica emergencial não é possível garantir a quarentena. Diante da fome, do corte da luz ou do despejo nenhuma mãe ou pai esperará. É cruel que as pessoas cheguem ao ponto de arriscar a própria vida em nome da manutenção dos lucros, que vidas sejam sacrificadas para atender as exigências de empresários e banqueiros.

A urgência da situação exige celeridade, repasse imediato àqueles que mais precisam, pois o pão também não cai do céu. Para salvar as pessoas é preciso exigir: Paga logo, Bolsonaro!

03
Abr20

Peça 3 – consequências políticas da nova realidade trazida pelo coronavírus

Talis Andrade

 

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Xadrez do início do jogo pós-Bolsonaro

por Luis Nassif

Conforme venho dizendo, o governo Bolsonaro acabou. Nos próximos dias, mais pessoas pularão do barco, aumentará a coragem dos representantes das demais instituições e será menor a blindagem, na apuração da morte de Marielle.

Os grupos começam a se rearticular se posicionando em relação à nova realidade trazida pelo coronavirus.

Para a fase de transição, no momento há dois personagens centrais.

Um deles é Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que assumiu um papel de excepcional maturidade para enfrentar as loucuras de Bolsonaro. Outro é o vice-presidente general Hamilton Mourão, que ontem soltou um tuite em defesa do regime militar de 1964, provavelmente procurando galvanizar a insatisfação militar contra Bolsonaro.

Para a fase posterior, há um movimento em todos os lados, com os jogadores se posicionando, mas sem tomar posição definitiva. E uma tentativa de voltar à polarização pré-Bolsonaro, entre a centro-esquerda, representada pelo PT, e a centro-direita do PSDB mas, agora, com o caos trazido pelo coronavirus, outros grupos se habilitando.

Ontem, saiu um manifesto pedindo o impeachment de Bolsonaro, assinado por quatro lideranças expressivas da oposição – Fernando Haddad, Ciro Gomes, Flávio Dino e Guilherme Boulos. No momento seguinte, no entanto, Ciro voltou a atacar o PT.

O PT, diversas universidades federais, o grupo de Ciro Gomes, o pessoal do Armínio Fraga e Pérsio Arida, todos estão tirando sugestões da gaveta e apresentando o que consideram saídas para a crise. Como quem implementa medidas é governo, não a oposição, fica óbvio que estão esquentando o motor para a próxima disputa política.

Na Globo, há um empenho feroz em repaginar a imagem dos economistas que, nesses anos todos, forneceram o discurso legitimador do desmonte do Estado brasileiro.

Mas, provavelmente, assim como enterrou a era dos justiceiros, o coronavirus irá enterrar a era dos economistas. Entram em cena os sanitaristas. Certamente Luiz Henrique Mandetta torna-se peça relevante no jogo.

De qualquer modo, são movimentos ainda muito incipientes. O acordo para por fim ao governo Bolsonaro será o local para o primeiro ensaio do pacto. Por ali se terá ideia se será um pacto amplo ou um pacto miúdo.

 

02
Abr20

Peça 2 – um Ministério mambembe

Talis Andrade

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Xadrez do início do jogo pós-Bolsonaro

por Luis Nassif

Nem se considere o grupo dos idiotas – os Ministros da Educação, da Família, das Relações Exteriores. Os dois Ministros considerados âncoras do governo – Paulo Guedes, da Economia, e Sérgio Moro, da Justiça – demonstraram, na coletiva de ontem, uma ampla, total, acachapante incompetência.

Até hoje Guedes não conseguiu viabilizar sequer os R$ 600 às pessoas na faixa da pobreza. Ontem, ao mesmo estilo Rolando Lero (o inesquecível personagem de Chico Anísio) explicou que a liberação dos recursos dependia de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Imediatamente foi desmentido por Bruno Dantas, Ministro do TCU (Tribunal de Contas da União): “Usar a “regra de ouro” – escrita na Constituição para tempos de normalidade – como pretexto para atrasar a destinação emergencial de renda mínima já aprovada pelo Congresso de R$600 a idosos, pessoas com deficiência e trabalhadores informais não é simples omissão. É ação. E grave”.

Também foi desmentido por Felipe Saito, diretor-executivo da IFI BR (Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado): “Guedes está errado. Não se precisa de PEC para pagar o benefício de R$ 600, mas de uma MP. Fonte: dívida. Se a regra de ouro for rompida, um PL para que o Congresso autorize o rompimento. Vale lembrar: a regra de ouro já vem sendo rompida com autorização do Congresso há 2 anos”.

Até o pronunciamento de Bolsonaro, à noite, o estímulo para as pessoas voltarem ao trabalho era uma maneira de ocultar a incompetência do governo em fazer o dinheiro chegar às mãos dos desassistidos.

As explicações de Guedes escancararam a rotunda incompetência da área econômica em administrar a crise. Ainda não definiram uma fórmula minimamente eficiente para estimular a oferta de crédito dos bancos. Jogaram dinheiro nos bancos, com liberação do compulsório, mas não reduziram o risco de crédito até agora. O dinheiro ficará empoçado.

Na mesma coletiva, Guedes só foi superado por Sérgio Moro. Anunciou medidas pífias, de isolamento de presos. E garantiu que não há nenhuma vítima do coronavirus nos presídios. Só quando os corpos começarem a amontoar nas galerias dará o braço a torcer (Continua)

 

 

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