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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

24
Abr19

LAVA JATO USA A DELAÇÃO PREMIADA COMO SUA PRINCIPAL ARMA DE PRISÃO ILEGAL E EXTORSÃO

Talis Andrade

delação premiada porcos.jpg

 

 

por Emanuel Cancella

- - -

Lava prendeu Lula, o almirante Othon Pinheiro, Rodrigo Neves, etc., somente com delação premiada sem provas, com apenas a palavra de bandidos presos pela Operação, que acusavam para diminuir suas penas.
 
No caso da prisão de Lula, Leo Pinheiro, com sua delação premiada, além de diminuir sua pena, ainda emplacou seu genro, Pedro Guimarães na presidência da Caixa Econômica (5).
 
Segundo o advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, o advogado da Lava Jato, Carlos Zucoloto Junior, compadre de Moro e ex-sócio de sua esposa, lhe pediu US$ 5 milhões de dólares “Por Fora”,  para viabilizar uma delação premiada que lhe daria prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões de multa da Odebrecht. E, segundo a revista Veja, com base em informação da Receita Federal, Duran fez depósito na conta da esposa de Moro, Rosângela Moro. (2,3).
 
A advogada da Lava Jato, Beatriz Catta Preta, trabalhou em 7 delações premiadas e faturou R$ 20 milhões. Abandonou depois o emprego se dizendo ameaçada de vida e foi viver em Miami (1).
 
Depois do da entrevista  de Duran, ficou claro porque os principais ladrões da Petrobrás foram soltos. O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o doleiro Alberto Youssef, o operador do PMDB, Fernando Baiano. Todos esses larápios, entre outros, estão em suas casas, mansões e coberturas, verdadeiros clubes de lazer construído com dinheiro da roubalheira (6).
 
03
Abr19

VIROU O ÚNICO NEGÓCIO BILIONÁRIO SEM CUSTOS E SEM RISCOS. Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato abocanham dinheiro fácil e escondido com delações premiadas

Talis Andrade

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, homologou os acordos de delação premiada dos empresários Vinícius Veiga Borin, Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski. O que isso tem a ver com os negócios milionários que enriquecem a equipe da Lava Jato?

vinícius borin.jpg

viniciusveiga- borin.jpg

[Vinícius Veiga Borin, quando preso para cantar conforme a música do agrado de Moro & associados]

 

por André Acier

 

Conforme o acordo de colaboração, os sócios devem contar como funcionava o esquema, bem como outras atividades ilícitas sobre as quais possam ter participado. Eles terão ainda que pagar multa de R$ 1 milhão, cada. Uma porcentagem do que for devolvido pelos delatores irá para os "republicanos" de Curitiba (no sentido de quem se apropria do que é público).

Segundo a Constituição de 88, qualquer quantia de dinheiro recuperada durante investigações de corrupção deve ser reparada à parte lesada. Em decisão de 2008, o próprio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) entendeu que a destinação de montantes de acordos judiciais a órgãos de investigação configura “afronta ao princípio da impessoalidade” e pode gerar dúvidas sobre a atuação dos procuradores e delegados, diante dos resultados buscados, durante a apuração.

Não é o que entendem o Ministério Público e os procuradores da Lava Jato. Para estes cavalheiros, que estão em uma cruzada contra a corrupção, nem todo o dinheiro público ressarcido deve continuar sendo público. As cruzes e as espadas pesam e custam caro, não sendo de todo mal que haja ressarcimento aos próprios investigadores. 

Segundo Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato ligado a Moro, "Os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes". [O dinheiro da multa para compra de equipamentos pessoais, quando os togados recebem auxílios até de governo estrangeiros, notadamente do governo dos Estados Unidos]

De fato, a força-tarefa da Lava Jato já incluiu em todos os acordos de leniência que está negociando uma cláusula que determina o repasse aos órgãos responsáveis pela investigação de até 20% do valor das multas pagas pelas empresas. [E quando esta cláusula é negociada com traficantes de drogas, de ouro, de pedras preciosas com promotores e delegados das justiças estaduais? Os procuradores consideram peculato, propina e outros bichos]


Como a inovação jurídica – de se destinar montantes ressarcidos aos órgãos de investigação que geraram a punição – não está prevista na Constituição, foi preciso um pedido da equipe da Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou o pedido. Na decisão, afirmou que "não há justificativa legal para limitar a 80% (oitenta por cento) desse valor a reparação devida à Petrobras", que foi a empresa lesada. Determinou que 100% dos recursos desviados da Petrobras deveriam ser retornados para a estatal.

Mas a equipe dos cruzados de Curitiba decidiu não aceitar a disposição do Supremo. O Ministério Público Federal do Paraná enviou à Folha de S. Paulo email assinado pelo procurador Carlos Fernando Lima, no qual ele reconhece que o “percentual de 10% está sendo aplicado nos acordos de maior valor".

.

O critério foi muito simples. Definimos duas alíquotas, uma de 10% para acordos maiores e [outra de] 20% para acordos de menor valor. Não existe obviamente nenhum fundamento científico nisso, mas se trata da construção de uma prática do direito sancionador negocial

.

Vejamos como já funciona este “critério simples” de Sérgio Moro: os acordos de leniência da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, multadas em R$ 1 bilhão e R$ 700 milhões, respectivamente, determinam 10% para a equipe de procuradores de Sergio Moro. Isso significa uma arrecadação total de R$ 170 milhões aos procuradores da Lava Jato.

Deltan Dallagnol, procurador-chefe da Lava Jato em Curitiba, que dá inúmeras entrevistas alertando o "risco de se conter a Lava Jato", [de conter a ganância sem freios dos procuradores & associados] tem interesses materiais profundos nas delações: foi o primeiro a atacar o arqui-corrupto Renan Calheiros quando este fez menção de discutir que a delação não podia ser exercida por pessoas presas. Janot, por sua parte, é chefe dos procuradores do MPF e eleito por seus pares, tendo interesse em que seja visto como peça chave do esquema das delações.

Segundo as contas do insigne matemático (e procurador da Lava Jato) Carlos Fernando Lima, naqueles últimos dias de junho, contabilizando os 20% "devidos" por Paulo Roberto Costa e outros delatores, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, em acordos de leniência fechados, a força-tarefa da Lava Jato receberia mais de R$ 300 milhões na conta da Vara Federal de Curitiba.

Tais critérios “simples e sem nenhum fundamento científico” são responsáveis, portanto, por encher os bolsos do herói do golpismo e da direita nacional, Sérgio Moro, Dallagnol e os procuradores de Janot, com a mesma verba que deveria ser restituída ao tesouro público e investida em saúde e educação, serviços básicos que estão sob corte de Temer e Meirelles.

.

A República de Curitiba tem sua própria empresa privada de delações premiadas para enriquecimento de juízes e procuradores

.

Carlos Fernando admitiu que a equipe já recebeu "algo em torno de R$ 342 milhões" dos acordos fechados até agora. Mas que "sempre é bom observar que já foram devolvidos para a Petrobras cerca de R$ 159 milhões deste valor".

A Petrobrás, que deveria receber 100% dos ressarcimentos, ficou apenas com 46% da quantia total dos acordos de leniência.

.

O exemplo de Paulo Roberto Costa e de Sérgio Machado: quanto lucram nossos “heróis”?

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Ladrão Paulo Roberto Costa passou alta grana para a Lava Jato. Isso se chama multa

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Sérgio Machado roubou e pagou milhões para a Lava Jato. Isso não é propina não... 

Tudo o que foi arrecadado pelos investigadores até agora está sendo depositado em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, vinculadas à 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, comandada por ninguém menos que Moro.

No caso de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, o montante pedido pela equipe da Lava Jato é de 20%, “deixando os restantes 80% para a União”. Levando em conta que o valor a ser ressarcido foi de R$15,8 milhões, mais de R$3 milhões ficariam com a 13ª Vara de Curitiba.

Mas a gula engole-se a si mesma quando trazemos à mesa o caso do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No caso deste acordo de delação, a cláusula é ainda mais ousada: não são acordados 80% à Petrobras, mas 20%. Como se a Transpetro e a Petrobrás fossem uma extensão da comarca do Paraná, a grande maioria da multa de R$ 75 milhões de Machado vai para a "União", mesmo termo usado pelos procuradores para tentar, posteriormente, repassar a quantia às equipes de investigação.

Isso equivale ao embolso de R$60 milhões pela 13ª Vara de Curitiba. Para uma casta já cumulada de benefícios (Moro recebe R$77 mil por mês) e que não é eleita ou controlada por ninguém (quando muito, por seus pares privilegiados) os métodos antidemocráticos da Lava Jato com centro na delação premiada são uma excelente fonte de negócios, muito parecida com a forma como as empresas carcerárias lucram com a administração privada de presídios nos Estados Unidos. Aliás, pode-se desconfiar de onde surgiu a “idéia iluminada” de Moro?

.

Um triângulo amoroso entre o Judiciário, o Ministério Público e o imperialismo

pre sal petroleo era nosso.jpg

 

Zavascki relata no documento que Janot pediu a restituição à Petrobras de 80% dos R$ 79 milhões repatriados de Paulo Roberto Costa "Quanto aos 20% remanescentes, a Procuradoria-Geral da República requer sejam destinados conforme previsto no artigo 7º, § 1º, da Lei n. 9.613, de 3 de março de 1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro)".

Rilke dizia que o destino não vem do exterior ao homem, ele emerge do próprio homem. Os cruzados da Lava Jato fizeram seu próprio destino no treinamento dado pelo Departamento de Estado norteamericano, como desenvolvemos aqui, cujo objetivo era efetivamente, investigar e combater a “lavagem de dinheiro”.

A Lava Jato usa a Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro para justificar a apropriação de parte da multa. Um trecho da norma diz que a União deve regulamentar a destinação de "bens, direitos e valores" alvo de apreensão judicial e assegurar sua utilização "pelos órgãos encarregados da prevenção, do combate, da ação penal e do julgamento de crimes”.

Mas o que dariam em troca os procuradores da Lava Jato do Paraná, Moro e Janot ao imperialismo norteamericano? Se por trás de toda grande fortuna há um crime, o da Lava Jato se faz passar por virtude. Embora tenha sido estritamente seletivo na busca pelos políticos ligados ao PT, não deixou de fora da cruzada apenas os políticos do PSDB (claramente vinculados à máfia da merenda com Alckmin; aos desvios do Rodoanel com Serra; ou ao escândalo de Furnas com Aécio, para não mencionar o “propinoduto” em São Paulo) mas também as empresas estrangeiras.

.

Os monopólios estrangeiros beneficiados pelas "investigações" de Moro & corriola de Curitiba

rafael guerra do petroleo venezuela pre sal.jpg

 

Basta observar os monopólios estrangeiros beneficiados pelas “investigações” de Moro. As petroleiras ianques Exxon Mobil, Chevron, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, a francesa Total, e as chinesas China National Petroleum Corporation (CNPC) e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), para citar as maiores, estão envolvidas não apenas nas negociações de entrega do pré-sal, mas na aquisição de porções da Petrobrás. Sérgio Moro não investigou qualquer uma das multinacionais que controlam a operação de navios-sonda ou as operações nas plataformas, como a Halliburton, Schlumberg e a Transocean. Dizer mais seria acender uma lanterna em plena luz do dia: trata-se da mais eminente política pró-imperialista de direita no país.

Este triângulo é completo com a própria continuidade da Lava Jato, uma das maiores exigências do imperialismo desde a votação do impeachment na Câmara. A Operação, uma das bases do golpe institucional, serve tanto à privatização dos recursos petrolíferos brasileiros, como ao controle por parte do Judiciário com mil laços com os Estados Unidos como árbitro da política nacional.

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Do questionamento dos juízes ao questionamento de todo o sistema

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A Lava Jato é uma operação pró-imperialista reacionária. Não busca “acabar com a corrupção”, mas apenas substituir um esquema de corrupção com rosto petista por um com a cara da direita. Ademais, tornou-se uma empresa altamente lucrativa para membros do Judiciário e do Ministério Público, que generalizam os métodos antidemocráticos utilizados todos os dias nas periferias contra a população negra para aumentar o poder de arbítrio da “República da Toga”.

Os juízes não são eleitos por ninguém. Pelo contrário, são escolhidos pelos donos do poder. Como muito, são funcionários de carreiras cheias de filtros sociais, para que seus cargos sejam ocupados só pela elite. Gozam dos mais altos privilégios da “república dos ricos”, alguns deles vitalícios.

É preciso questionar todos os privilégios do Poder Judiciário, exigir que cada juiz seja eleito por sufrágio universal e seja revogável, perdendo suas verbas de auxílio e exigindo que recebam o mesmo salário de uma professora. Nem o PT, que fortaleceu esta instituição durante todos os seus governos, nem a direita reacionária do PMDB e do PSDB, podem fazer isso.

Esta batalha contra os privilégios do Judiciário é parte do conteúdo de uma nova Constituinte imposta pela luta que combata pela raiz o regime político de 1988, levantando que todo político seja revogável e receba o mesmo salário de uma professora (com o aumento do salário de todos os trabalhadores segundo os cálculos do DIEESE, que hoje equivalem a 3.777,93). Junto a isso, a abertura dos livros de contabilidade das empreiteiras e confisco de todos bens de todos corruptos e seus familiares, investindo estas verbas num plano de obras públicas para acabar com o problema de moradia. Lutaríamos pela revogação da entrega dos recursos naturais (como o pré-sal ao imperialismo) e as privatizações que são responsáveis por desastres como o de Mariana; a abolição do pagamento da fraudulenta dívida pública e a reversão das verbas para a saúde e educação; a reestatização sem indenização de todas empresas privatizadas por Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, em primeiro lugar da Petrobras, sob controle dos trabalhadores que sabem quais as necessidades populares.

Estas consignas podem “perfurar” as instituições de sua democracia, preparando as condições de sua derrota e substituição por um governo dos trabalhadores em seu aspecto anticapitalista e antiburguês.

 

27
Mar19

Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato lucram milhões com delações premiadas

Talis Andrade

justiça dinheiro corrupção Osvaldo Gutierrez Go

 

 

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, homologou os acordos de delação premiada dos empresários Vinícius Veiga Borin, Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski. O que isso tem a ver com os negócios milionários que enriquecem a equipe da Lava Jato?

por André Acier

Conforme o acordo de colaboração, os sócios devem contar como funcionava o esquema, bem como outras atividades ilícitas sobre as quais possam ter participado. Eles terão ainda que pagar multa de R$ 1 milhão, cada. Uma porcentagem do que for devolvido pelos delatores irá para os "republicanos" de Curitiba (no sentido de quem se apropria do que é público).

Segundo a Constituição de 88, qualquer quantia de dinheiro recuperada durante investigações de corrupção deve ser reparada à parte lesada. Em decisão de 2008, o próprio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) entendeu que a destinação de montantes de acordos judiciais a órgãos de investigação configura “afronta ao princípio da impessoalidade” e pode gerar dúvidas sobre a atuação dos procuradores e delegados, diante dos resultados buscados, durante a apuração.

Não é o que entendem o Ministério Público e os procuradores da Lava Jato. Para estes cavalheiros, que estão em uma cruzada contra a corrupção, nem todo o dinheiro público ressarcido deve continuar sendo público. As cruzes e as espadas pesam e custam caro, não sendo de todo mal que haja ressarcimento aos próprios investigadores.

Segundo Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato ligado a Moro, "Os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes".

De fato, a força-tarefa da Lava Jato já incluiu em todos os acordos de leniência que está negociando uma cláusula que determina o repasse aos órgãos responsáveis pela investigação de até 20% do valor das multas pagas pelas empresas.

Como a inovação jurídica – de se destinar montantes ressarcidos aos órgãos de investigação que geraram a punição – não está prevista na Constituição, foi preciso um pedido da equipe da Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou o pedido. Na decisão, afirmou que "não há justificativa legal para limitar a 80% (oitenta por cento) desse valor a reparação devida à Petrobras", que foi a empresa lesada. Determinou que 100% dos recursos desviados da Petrobras deveriam ser retornados para a estatal.

Mas a equipe dos cruzados de Curitiba decidiu não aceitar a disposição do Supremo. O Ministério Público Federal do Paraná enviou à Folha de S. Paulo email assinado pelo procurador Carlos Fernando Lima, no qual ele reconhece que o “percentual de 10% está sendo aplicado nos acordos de maior valor".

"O critério foi muito simples. Definimos duas alíquotas, uma de 10% para acordos maiores e [outra de] 20% para acordos de menor valor. Não existe obviamente nenhum fundamento científico nisso, mas se trata da construção de uma prática do direito sancionador negocial."

Vejamos como já funciona este “critério simples” de Sérgio Moro: os acordos de leniência da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, multadas em R$ 1 bilhão e R$ 700 milhões, respectivamente, determinam 10% para a equipe de procuradores de Sergio Moro. Isso significa uma arrecadação total de R$ 170 milhões aos procuradores da Lava Jato.

Deltan Dallagnol, procurador-chefe da Lava Jato em Curitiba, que dá inúmeras entrevistas alertando o "risco de se conter a Lava Jato", tem interesses materiais profundos nas delações: foi o primeiro a atacar o arqui-corrupto Renan Calheiros quando este fez menção de discutir que a delação não podia ser exercida por pessoas presas. Janot, por sua parte, é chefe dos procuradores do MPF e eleito por seus pares, tendo interesse em que seja visto como peça chave do esquema das delações.

Segundo as contas do insigne matemático (e procurador da Lava Jato) Carlos Fernando Lima, naqueles últimos dias de junho, contabilizando os 20% "devidos" por Paulo Roberto Costa e outros delatores, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, em acordos de leniência fechados, a força-tarefa da Lava Jato receberia mais de R$ 300 milhões na conta da Vara Federal de Curitiba.

Tais critérios “simples e sem nenhum fundamento científico” são responsáveis, portanto, por encher os bolsos do herói do golpismo e da direita nacional, Sérgio Moro, Dallagnol e os procuradores de Janot, com a mesma verba que deveria ser restituída ao tesouro público e investida em saúde e educação, serviços básicos que estão sob corte de Temer e Meirelles.

Carlos Fernando admitiu que a equipe já recebeu "algo em torno de R$ 342 milhões" dos acordos fechados até agora. Mas que "sempre é bom observar que já foram devolvidos para a Petrobras cerca de R$ 159 milhões deste valor".

A Petrobrás, que deveria receber 100% dos ressarcimentos, ficou apenas com 46% da quantia total dos acordos de leniência.

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O exemplo de Paulo Roberto Costa e de Sérgio Machado: quanto lucram nossos “heróis”?

Paulo_Roberto_Costa- ladrão confesso.jpg

Paulo Roberto Costa 

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Sérgio Machado

 

Tudo o que foi arrecadado pelos investigadores até agora está sendo depositado em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, vinculadas à 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, comandada por ninguém menos que Moro.

No caso de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, o montante pedido pela equipe da Lava Jato é de 20%, “deixando os restantes 80% para a União”. Levando em conta que o valor a ser ressarcido foi de R$15,8 milhões, mais de R$3 milhões ficariam com a 13ª Vara de Curitiba.

Mas a gula engole-se a si mesma quando trazemos à mesa o caso do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No caso deste acordo de delação, a cláusula é ainda mais ousada: não são acordados 80% à Petrobras, mas 20%. Como se a Transpetro e a Petrobrás fossem uma extensão da comarca do Paraná, a grande maioria da multa de R$ 75 milhões de Machado vai para a "União", mesmo termo usado pelos procuradores para tentar, posteriormente, repassar a quantia às equipes de investigação.

Isso equivale ao embolso de R$60 milhões pela 13ª Vara de Curitiba. Para uma casta já cumulada de benefícios (Moro recebe R$77 mil por mês) e que não é eleita ou controlada por ninguém (quando muito, por seus pares privilegiados) os métodos antidemocráticos da Lava Jato com centro na delação premiada são uma excelente fonte de negócios, muito parecida com a forma como as empresas carcerárias lucram com a administração privada de presídios nos Estados Unidos. Aliás, pode-se desconfiar de onde surgiu a “idéia iluminada” de Moro?

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Um triângulo amoroso entre o Judiciário, o Ministério Público e o imperialismo

pode sair moro sobrinho do tio sam.jpeg

 

Zavascki relata no documento que Janot pediu a restituição à Petrobras de 80% dos R$ 79 milhões repatriados de Paulo Roberto Costa "Quanto aos 20% remanescentes, a Procuradoria-Geral da República requer sejam destinados conforme previsto no artigo 7º, § 1º, da Lei n. 9.613, de 3 de março de 1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro)".

Rilke dizia que o destino não vem do exterior ao homem, ele emerge do próprio homem. Os cruzados da Lava Jato fizeram seu próprio destino no treinamento dado pelo Departamento de Estado norteamericano, como desenvolvemos aqui, cujo objetivo era efetivamente, investigar e combater a “lavagem de dinheiro”.

A Lava Jato usa a Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro para justificar a apropriação de parte da multa. Um trecho da norma diz que a União deve regulamentar a destinação de "bens, direitos e valores" alvo de apreensão judicial e assegurar sua utilização "pelos órgãos encarregados da prevenção, do combate, da ação penal e do julgamento de crimes”.

Mas o que dariam em troca os procuradores da Lava Jato do Paraná, Moro e Janot ao imperialismo norteamericano? Se por trás de toda grande fortuna há um crime, o da Lava Jato se faz passar por virtude. Embora tenha sido estritamente seletivo na busca pelos políticos ligados ao PT, não deixou de fora da cruzada apenas os políticos do PSDB (claramente vinculados à máfia da merenda com Alckmin; aos desvios do Rodoanel com Serra; ou ao escândalo de Furnas com Aécio, para não mencionar o “propinoduto” em São Paulo) mas também as empresas estrangeiras.

Basta observar os monopólios estrangeiros beneficiados pelas “investigações” de Moro. As petroleiras ianques Exxon Mobil, Chevron, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, a francesa Total, e as chinesas China National Petroleum Corporation (CNPC) e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), para citar as maiores, estão envolvidas não apenas nas negociações de entrega do pré-sal, mas na aquisição de porções da Petrobrás. Sérgio Moro não investigou qualquer uma das multinacionais que controlam a operação de navios-sonda ou as operações nas plataformas, como a Halliburton, Schlumberg e a Transocean. Dizer mais seria acender uma lanterna em plena luz do dia: trata-se da mais eminente política pró-imperialista de direita no país.

Este triângulo é completo com a própria continuidade da Lava Jato, uma das maiores exigências do imperialismo desde a votação do impeachment na Câmara. A Operação, uma das bases do golpe institucional, serve tanto à privatização dos recursos petrolíferos brasileiros, como ao controle por parte do Judiciário com mil laços com os Estados Unidos como árbitro da política nacional.

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Do questionamento dos juízes ao questionamento de todo o sistema

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A Lava Jato é uma operação pró-imperialista reacionária. Não busca “acabar com a corrupção”, mas apenas substituir um esquema de corrupção com rosto petista por um com a cara da direita. Ademais, tornou-se uma empresa altamente lucrativa para membros do Judiciário e do Ministério Público, que generalizam os métodos antidemocráticos utilizados todos os dias nas periferias contra a população negra para aumentar o poder de arbítrio da “República da Toga”.

Os juízes não são eleitos por ninguém. Pelo contrário, são escolhidos pelos donos do poder. Como muito, são funcionários de carreiras cheias de filtros sociais, para que seus cargos sejam ocupados só pela elite. Gozam dos mais altos privilégios da “república dos ricos”, alguns deles vitalícios.

É preciso questionar todos os privilégios do Poder Judiciário, exigir que cada juiz seja eleito por sufrágio universal e seja revogável, perdendo suas verbas de auxílio e exigindo que recebam o mesmo salário de uma professora. Nem o PT, que fortaleceu esta instituição durante todos os seus governos, nem a direita reacionária do PMDB e do PSDB, podem fazer isso.

Esta batalha contra os privilégios do Judiciário é parte do conteúdo de uma nova Constituinte imposta pela luta que combata pela raiz o regime político de 1988, levantando que todo político seja revogável e receba o mesmo salário de uma professora (com o aumento do salário de todos os trabalhadores segundo os cálculos do DIEESE, que hoje equivalem a 3.777,93). Junto a isso, a abertura dos livros de contabilidade das empreiteiras e confisco de todos bens de todos corruptos e seus familiares, investindo estas verbas num plano de obras públicas para acabar com o problema de moradia. Lutaríamos pela revogação da entrega dos recursos naturais (como o pré-sal ao imperialismo) e as privatizações que são responsáveis por desastres como o de Mariana; a abolição do pagamento da fraudulenta dívida pública e a reversão das verbas para a saúde e educação; a reestatização sem indenização de todas empresas privatizadas por Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, em primeiro lugar da Petrobras, sob controle dos trabalhadores que sabem quais as necessidades populares.

Estas consignas podem “perfurar” as instituições de sua democracia, preparando as condições de sua derrota e substituição por um governo dos trabalhadores em seu aspecto anticapitalista e antiburguês.

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01
Mar19

O ROUBO DO PETRÓLEO NA VENEZUELA É ATRAVÉS DA GUERRA, JÁ NO BRASIL QUEM OPERA O ROUBO É A LAVA JATO

Talis Andrade

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Militares participaram ativamente da campanha O petróleo é nosso (11)!
 
Veja o vídeo que mostra como a lava Jato destruiu a economia em poucos meses (1).
 
A Lava Jato destruiu a indústria Naval brasileira (2).
 
A indústria Naval responde por milhares de empregos de qualidade. Também porque a União, estados e municípios, com os estaleiros brasileiros operando, principalmente na construção de navios e plataformas, gerariam bilhões de reais em impostos. Entretanto, em nome do combate à corrupção, navios e plataformas vão ser construídos no exterior, gerando emprego e renda para os gringos.
 
Além de destruir a indústria naval, o tucano Pedro Lalau Parente, cúmplice da Lava Jato, tirou a Petrobrás dos setores mais estratégicos, lucrativos e empregatícios, e os entregou aos gringos, tais como petroquímica, gás, fertilizantes e biocombustíveis (6).
 
Também, em nome do combate à corrupção, foi cancelada a construção das refinarias do Ceará e Maranhão: Denúncias de superfaturamento no valor da construção levaram a Petrobrás a cancelar os projetos (3). Essas refinarias nos daria a autossuficiência no refino e um excedente para exportação de derivados.
 
Resultado disso é que, em apenas quatro meses, EUA vendem quase R$ 7 bilhões em óleo diesel para o Brasil (4).
 
E ainda dizem que além de cancelarem a construção das refinarias do Nordeste, vão vender as existentes, pois o refino não daria lucro. Dá para acreditar?
 
A Lava Jato, uma operação que investiga corrupção na Petrobrás, jamais poderia permitir que Pedro Lalau Parente presidisse a Empresa, pois se o chamo de Pedro Lalau é  porque este senhor é réu desde 2001 por dar um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (7).

Parente em Nova Iorque com Moro.jpeg

 

 
A Lava Jato também fingiu que não viu a direção da Petrobrás pagar R$ 2 BI de reais ao banco JP Morgan, de um empréstimo que só venceria em 2022. Pasmem! Pedro Lalau é sócio do banco (8).
 
Mas os principais ladrões da Petrobrás estão presos pela Lava Jato, mentira!
 
O diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa; o presidente da Transpetro, Sérgio Machado; o caixa dois do PMDB, Fernando Baiano e o doleiro Alberto Youssef, entre outros, estão cumprindo pena em suas casas, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da roubalheira (9).
 

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Para conseguirem prisão domiciliar, não sabemos se esses principais ladrões da Petrobrás pagaram  algum “Por Fora” ou propina mesmo!
 
Pois o advogado da Odebrechet, Rodrigo Tacla Duran, disse que foi procurado pelo advogado oficial da Lava Jato, Carlos Zucoloto Junior, compadre de casamento do juiz Sergio Moro, e ex-sócio de sua esposa, Rosângela Moro, para fazer delação premiada.
 
Na proposta de Zucoloto,  com a delação, Duran, o advogado da Odebrechet, teria prisão doméstica e a Odebrechet o perdão de multa de US$ 10 milhões.
 
Mas para isso a Odebrecht teria que pagar US$ 5 milhões por fora, ou seja, de propina. Isso foi tema de uma entrevista na Folha com a jornalista Mônica Bergamo.
 
Moro, tomando conhecimento da entrevista da Folha, chamou Duran de falsário e fugitivo da lei. Na verdade é Moro que foge de Duran como o diabo da cruz.
 
E o mais grave, a revista Veja, com base em informação da Receita Federal, publicou que Duran fez depósito na conta da esposa de Moro, Rosangela Moro (5,12,13).

tacla duran moro.jpg

 

 
Então Moro, debochando de nossa inteligência, disse, sem a esposa abrir o sigilo bancário, que o depósito de Duran teria sido para pagar cópias de processo.
 
A esperança seria que os militares saíssem em defesa da Petrobrás.  Isso porque os  militares participaram ativamente da campanha o Petróleo é Nosso, na década de 40/50, o nosso maior movimento cívico, que uniu civis e militares, comunistas e conservadores e resultou na criação da Petrobrás.
 

Mas as preocupações dos militares hoje são outras: o general Hamilton Mourão está em plena campanha para derrubar Bolsonaro ou emplacar campanha para presidente em 2022, tudo com total apoio da Globo. Outra preocupação dos militares, a começar por Bolsonaro, é arrumar cargos na Petrobrás para o pessoal da caserna (10)!

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Na Venezuela o próprio Trump assume que a guerra é para surripiar o petróleo na Venezuela, como já fizeram no Iraque e Líbia, no Brasil não precisa de guerra basta a Lava Jato (5)!

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Fonte:

1http://politicadesmistificada.blogspot.com/2018/07/documentario-mostra-como-lava-jato.html

2https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

3https://news.portalbraganca.com.br/nacional/petrolao-petrobras-cancelou-refinarias-no-maranhao-e-ceara-porque-denuncias-da-lava-jato-dificultaram-credito.html

4https://www.ocafezinho.com/2018/05/22/em-apenas-4-meses-eua-vendem-quase-r-7-bilhoes-em-oleo-diesel-para-o-brasil/

5https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/315291/Tacla-Dur%C3%A1n-pagou-esposa-de-Moro-diz-Nassif.htm

6http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes

7https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

8https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356221/Banco-presidido-por-s%C3%B3cio-de-Pedro-Parente-recebeu-R$-2-bi-da-Petrobras.htm

9http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

10https://noticias.r7.com/brasil/bolsonaro-indica-outro-militar-para-gerencia-da-petrobras-11012019

11https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/campanha-petroleo-nosso-mobilizou-brasil-no-final-da-decada-de-40-10401791

12https://www1.folha.uol.com.br/paywall/signup.shtml?https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1913355-advogado-acusa-amigo-de-moro-de-intervir-em-acordo.shtml

13https://veja.abril.com.br/blog/radar/moro-poderia-ser-impedido-de-julgar-ex-advogado-da-odrebecht/

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19
Fev19

ALOYSIO RECEBEU CARTÃO DE CRÉDITO DE CONTA SUÍÇA EM HOTEL DE LUXO EM BARCELONA

Talis Andrade

 

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247 - As investigações da Operação Lava Jato [SEM MORO] que prendeu Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Departamento Rodoviário S.A. (Dersa), e que tem o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como alvo de mandado de busca e apreensão por um esquema de lavagem de dinheiro apontou que, "em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça".

"A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007", disse o MPF. Ou seja, o dinheiro da conta suíça, controlado por Paulo Preto, era usado pelo Aloysio Nunes.

"A operação aprofunda a investigação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017", afirmou o órgão.

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Leia a íntegra do texto publicado no site do MPF:

Foi deflagrada nesta terça-feira, 19 de fevereiro, a 60ª fase da Operação Lava Jato, a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), que cumpre 12 mandados de busca em diversos endereços ligados a Paulo Vieira de Souza e a Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-chanceler do governo Temer.

A operação aprofunda a investigação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017. As transações investigadas superam R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Preto na Suíça no início de 2017.

O esquema criminoso – As investigações realizadas pela força-tarefa Lava Jato no Paraná revelaram a atuação de Paulo Preto como operador financeiro com importante papel num complexo conjunto de operações de lavagem de dinheiro em favor da empreiteira Odebrecht.

De acordo com as provas colhidas ao longo da investigação, Paulo Preto disponibilizou, a partir do segundo semestre de 2010, R$ 100 milhões em espécie a Adir Assad no Brasil. Este, por sua vez, entregou os valores ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, aos cuidados do doleiro Álvaro Novis. O doleiro realizava pagamentos de propinas, a mando da empresa, para vários agentes públicos e políticos, inclusive da Petrobras.

De fato, as evidências revelaram que, no mesmo período que se seguiu à entrega dos valores em espécie por Paulo Preto para a Odebrecht, propinas foram pagas pela empreiteira, em espécie, para os seguintes gerentes e diretores da Petrobras: Djalma Rodrigues, Maurício Guedes, Roberto Gonçalves, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Sérgio Machado.

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Adir Assad

Em contraprestação à entrega de valores em espécie por Paulo Preto e Adir Assad ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht no Brasil, esse setor transferiu dezenas de milhões de dólares para as contas do doleiro Rodrigo Tacla Duran no exterior. Este último operador, depois de descontar as suas comissões e as de Adir Assad, devidas pela lavagem do dinheiro, ficava incumbido de fazer chegar às contas de Paulo Preto os recursos a ele devidos.

A investigação também revelou que existiram transações ilícitas entre os investigados em momento anterior, a partir de 2007. Por exemplo, em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça.

A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007.

Além disso, foram identificados depósitos efetuados, no ano de 2008, por contas controladas pela Andrade Gutierrez e Camargo Correa, em favor da mesma conta controlada por Paulo Preto na Suíça, no valor global aproximado de US$ 1 milhão.

O procurador da República Júlio Noronha salienta que “a Lava Jato, prestes a completar seu aniversário de cinco anos, ainda investiga várias caixas-pretas que precisam ser abertas. Para que essas caixas possam ser abertas é fundamental que as apurações sobre corrupção não sejam deslocadas para a Justiça Eleitoral e que a execução das penas pelos agentes corruptos não seja postergada indefinidamente. Isso dificultaria as investigações e promoveria a impunidade, desestimulando a colaboração com a justiça e favorecendo aqueles cujos crimes ainda são mantidos em segredo. É importante que a sociedade, por isso, participe do debate sobre essas questões que serão julgadas pelo STF nos próximos dois meses”.

Provas e cooperação internacional – As investigações são amparadas por documentos apreendidos em fases anteriores, provas fornecidas pela Odebrecht no seu acordo de leniência, incluindo mensagens trocadas entre os investigados na época dos fatos (registradas no sistema “Drousys”, usado pelo setor de propinas da empreiteira), depoimentos de colaboradores, relatórios de informação da Assessoria de Pesquisa e Análise da força-tarefa, extratos e documentos de transferências de contas estrangeiras e nacionais. Nesse contexto, foi fundamental a obtenção de evidências mediante a cooperação internacional entre o Brasil e quatro países: Suíça; Espanha, Bahamas e Singapura.

O procurador da República Roberson Pozzobon destaca, nesse sentido, que: “ao longo de quase cinco anos a Operação Lava Jato vem, fase após fase, montando quebra-cabeças de grandes esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro no país. A sexagésima operação Lava Jato investiga complexo esquema de lavagem da Odebrecht de mais de uma centena de milhões de reais, no Brasil e no exterior, por pelo menos cinco operadores financeiros, entre os quais Paulo Preto. Parte das peças desse grande quebra-cabeça foram obtidas pelo MPF a partir de acordos de leniência e de colaboração premiada, cooperações internacionais com quatro países, análise e relacionamento de provas obtidas em buscas e apreensões de fases anteriores da Lava Jato e afastamentos de sigilos fiscal e bancário. Os mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos hoje visam a obter outras peças dessa gigantesca figura criminosa”.

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Paulo Preto

Prisão – Há risco significativo e iminente, a um só tempo, para a ordem pública e para a aplicação da lei penal, o que torna a prisão de Paulo Preto imprescindível. De fato, sua custódia é necessária em razão da gravidade concreta dos crimes de lavagem de dinheiro relacionado à corrupção, que envolveram mais de uma centena de milhões de reais, da reiteração e habitualidade na prática de crimes por mais de uma década, na atualidade da lavagem de dinheiro e na sua atuação deliberada para impedir o bloqueio e confisco de valores ilícitos.

Em relação ao último aspecto, é relevante notar que, em dezembro de 2016, quando o acordo da Odebrecht se tornou público, Paulo Preto mantinha cerca de US$ 34 milhões na Suíça, país que notoriamente tem cooperado com a Lava Jato. Logo em seguida, no primeiro trimestre de 2017, Paulo Preto encerrou as contas suíças e remeteu os recursos para Bahamas, impedindo assim um iminente bloqueio de valores que são fruto de atividade criminosa.

Outras investigações – Tramitam contra Paulo Preto investigações e ações penais em outras jurisdições, com outro objeto. A apuração da força-tarefa Lava Jato no Paraná concentra-se na atuação de Paulo Preto como operador financeiro que atuou na cadeia de lavagem de dinheiro em favor da Odebrecht. Não é objeto da investigação no Paraná a sua atuação como ex-funcionário público do Estado de São Paulo, de responsabilidade de autoridades que atuam naquele Estado.

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09
Ago18

Quem solta mais investigados? Gilmar Mendes ou Moro?

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Se fosse para apostar, votaria no empate com a disputa indo para a prorrogação. Gilmar Mendes se especializou em soltar presos e Moro prende e solta.

 

Gilmar é acompanhado pela mídia, não por acaso, mas porque ele fez parte da turma do STF que soltou um petista, o ex-ministro, José Dirceu(1). Os golpistas morrem de medo de ele soltar Lula.

 

Aliás, Lula já foi solto pelo desembargador Rogério Favreto por algumas horas. Aí o arbitro de vídeo da Lava Jato, que é a Globo, entrou em ação. Acionou Moro de férias em Portugal que, de forma arbitrária, anulou o lance.  Favreto confirmou a validade e, mais uma vez, invalidaram o lance.

 

Já Moro se especializou em blindar tucanos. Não sei quantos, mas no escândalo do Banestado que Moro também chefiou, o senador Roberto Requião PMDB/PR deixou seu relato:

 

“Um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso. O maior escândalo do país não foi o mensalão, Petrolão foi o Banestado, que deu um rombo nos cofres públicos de meio trilhão de reais” (2).

 

Na Lava Jato chefiada por Moro, da mesma forma, nenhum tucano foi preso. E olha que a tucanalha faz força, mas Moro faz que nem os Três Macacos Sábios : “Não vê, não ouve e não fala!”.

 

Exemplo disso é o senador tucano Aécio Neves que, apesar de ser o mais delatado na Lava Jato, continua senador da República. Aécio, apesar das provas cabais contra ele, ainda pode ser candidato e cinicamente cobra arrependimento de Lula que foi preso sem qualquer prova e não pode se candidato (3).

 

Além do Aécio, na lista dos blindados da Lava Jato, temos também o ex-presidente, FHC, e os senadores Jose Serra, Antônio Anastasia  e o falecido Sergio Guerra.

 

E não podemos esquecer que os principais corruptos da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estão inexplicavelmente pagando suas penas em casa, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da corrupção. Entre eles: Paulo Roberto Costa, Fernando Baiano, Sérgio Machado, Alberto Youssef, etc. Este último condenado a mais de 80 anos de cadeia (4).  Moro também liberou a mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz.

 

Já Gilmar Mendes que tem acompanhamento online, pela imprensa, segundo a mídia já liberou 37 investigados no Rio (5).

 

Sabe-se que política assim como na justiça não tem almoço de graça, porém nunca vazou cobrança de pedágio de Gilmar Mendes em suas benevolências.

 

O mesmo não se pode dizer da Lava Jato. Isso porque o advogado Rodrigo Tacla Duran, da Odebrecht, fez acusações contra o também advogado Carlos Zucollotto Junior. Zucollotto é padrinho de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa e foi então acusado por Duran de cobrar, em nome da Lava Jato, da qual faz parte, US$ 5 milhões “Por Fora”   para uma delação premiada que, entre outras benesses, lhe daria a prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões em multas a Odebrecht (8).

 

A advogada da Lava Jato, Beatriz Catta Preta, em 8 delações premiadas arrecadou, segundo a imprensa, R$ 20 milhões. Catta Preta foi para os EUA se dizendo ameaçada de morte (6).

 

Outro caso envolvendo grana para HC foi do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, Aldemir Bendine. Amanda Bendine recebeu e-mail em que um criminoso, se passando por seu pai, pediu depósito de R$ 700.000 para 'garantir' habeas corpus no STF para libertar seu pai, preso pela Lava Jato. O caso é de agosto de 2017 e o juiz Sergio Moro disse que mandou investigar, mas  até hoje não houve resposta (7).

 

Enquanto o negócio de Gilmar Mendes é soltar investigados e presos, o negocio de Moro é prender petistas e blindar tucanos. Os interessados podem entrar em contato com a Lava Jato em Curitiba ou no escritório jurídico de Gilmar Mendes.

 

Pelos números apontados os negócios de ambos vão de vento em popa.

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Fonte:

1https://veja.abril.com.br/politica/stf-decide-soltar-ex-ministro-jose-dirceu/

2https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

3https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

4http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

5https://falandoverdades.com.br/gilmar-mendes-ja-soltou-37-investigados-da-lava-jato-no-rio/

6https://odia.ig.com.br/_conteudo/noticia/brasil/2015-07-31/advogada-se-diz-ameacada-e-deixa-clientes-da-lava-jato.html

7https://veja.abril.com.br/politica/moro-manda-investigar-estelionato-contra-filha-de-bendine/

8http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/11/30/amigo-de-moro-pediu-dinheiro-por-fora-para-reduzir-multa-da-odebrecht-diz-tacla-duran/

21
Jun18

Lava Jato acusada de destruir a Engenharia Nacional e a Indústria Naval

Talis Andrade

 

 

 

MORO, O JUIZ DAS MÃOS LIMPAS, INDO PARA A MERDA!

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Responsável pela maioria dos 13 milhões de desempregados

Cancelou as refinaria do Ceará e Maranhão. Paralisou Comperj

 

 

Eu sou admirador do poeta Gentileza e creio piamente que gentileza gera gentileza, mas não com Moro, que tem dado prejuízos imensuráveis a nossa justiça, economia, democracia. E não são poucos!

 

O juiz Sergio Moro, que ganhou fama empunhando a bandeira do combate à corrupção, cada vez mais chafurda. Seus cúmplices, como o STF, começam abandonar o “Moro-Mania”, timidamente.

 

O Supremo proibiu a “Condução Coercitiva” que Moro usou e abusou, inclusive contra o ex- presidente Lula. Nas vésperas da votação desse entulho autoritário, “Condução Coercitiva”, o jurista Técio Lins e Silva deu um show no plenário do STF.

 

Técio falou do constrangimento de levar à força um brasileiro inocente, como acontecia na ditadura militar, para depor como Moro fez com Lula, com o jornalista, Eduardo Guimarães, entre outros. Veja, na íntegra, Técio, no STF, denunciando a “Condução Coercitiva” (6).

 

Técio falou de famílias que lhe contataram profissionalmente buscando remédio para enfrentar este entulho autoritário, que Moro usou contra pessoas inocentes expondo-as ao ridículo, de serem levadas por uma condução coercitiva de suas casas pela policia.

 

A Lava Jato, chefiada por Moro, é acusada pelo Clube de Engenharia, Fiseng, Aepet, FUP e FNP de destruir a engenharia Nacional e a Indústria Naval (2 a 5). A Lava Jato, com o combate à corrupção, alegando superfaturamento, cancelou várias obras, entre elas as refinarias do Ceará e Maranhão e paralisou o Comperj.

 

Ora, quem quisesse realmente combater à corrupção, e não afundar o país, favorecendo a concorrência externa, tinha que punir os gestores, até prendê-los, mas que ficassem mantidas as obras, pois no final quem acabou pagando o pato foram os trabalhadores. Por isso a Lava Jato é responsável pela maioria dos 13 milhões de desempregados.

 

Além disso, Moro, chefiando a Lava Jato, foi cúmplice dos tucanos na Petrobrás. Em novembro de 2016, denunciei formalmente ao MPF a omissão da Lava Jato em relação à gestão criminosa de FHC e Pedro Parente na Petrobrás, até hoje sem resposta. Veja a denúncia na íntegra (7).

 

Além do apoio criminoso da mídia, principalmente a Globo, que inclusive até o premiou, Moro também foi premiado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Talvez por retribuição, já que a Lava Jato, chefiada por Moro, omitiu-se também quando o tucano Pedro Parente pagou R$ 10 milhões a acionistas americanos, mesmo sem a Petrobrás ter sido condenada (9,10).

 

Por decisão de Moro, os ladrões da Petrobrás estão cumprindo suas penas em casa, em verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira, entre outros: o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa; Fernando Baiano, lobista do PMDB; Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás e o doleiro Alberto Youssef. Pasmem! Youssef está em casa apesar de condenado a 82 anos e 8 meses de prisão (1).

 

Para favorecer ainda mais os ladrões presos pela Lava Jato, Moro:

 

“Proibiu o uso de provas obtidas pela Operação Lava Jato contra delatores e empresas que reconheceram crimes e passaram a colaborar com os procuradores à frente das investigações; a decisão atinge a AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco Central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de Contas da União)” (12)

 

Moro, além de colocar em descrédito a justiça em nosso país, suas práticas são criticadas até pelo papa Francisco, que disse em homilia:

 

“Criam-se condições obscuras p/ condenar uma pessoa. A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes; com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas. Depois chega a Justiça, as condena, e no final, se faz um golpe de Estado”(Francisco)” (13).

 

Para não deixar dúvida de sua insatisfação com a justiça no Brasil e com a prisão de Lula, o sumo sacerdote ainda mandou ao Brasil, o país de maior número de católicos no mundo, um emissário para visitar Lula, mas que foi barrado, sabe por quem? Pelo juiz Sergio Moro!

 

Encerro com o depoimento de Técio Lins e Silva, no STF, lembrando o advogado Sobral Pinto (6). Recordando, mesmo sendo conservador, Sobral Pinto defendeu o comunista senador Luis Carlos Prestes, preso pela ditadura militar. Segundo Técio, Sobral Pinto, num determinador momento em sessão no Superior Tribunal Militar, disse: “Vou denunciá-los à nação!” O presidente do Tribunal Militar mandou então prendê-lo.

 

E encerro com um recado do saudoso Sobral Pinto aos advogados: “A advocacia não é profissão para covardes!”.

 


Fonte:
1
https://www.youtube.com/watch?v=hAzFEQYt0cA

2
https://jornalggn.com.br/noticia/para-engenheiros-lava-jato-promovo-desmonte-da-industria-nacional
3
https://jornalggn.com.br/noticia/documentario-mostra-como-a-lava-jato-destruiu-a-economia-em-poucos-meses
4
https://jornalggn.com.br/noticia/para-engenheiros-lava-jato-promovo-desmonte-da-industria-nacional
5
http://www.aepet.org.br/w3/index.php/artigos/noticias-em-destaque/item/919-lava-jato-e-desmonte-do-pre-sal-a-combinacao-que-levou-o-rio-a-falencia
6
https://www.youtube.com/watch?v=VZWsBq4pvgo
7
http://www.fnpetroleiros.org.br/noticias/3901/petroleiro-denuncia-a-operacao-lava-jato-ao-mpf-veja-na-integra-teor-da-denuncia-protocolada-ontem
8
https://oglobo.globo.com/brasil/moro-ve-premio-como-reconhecimento-privado-anti-corrupcao-22686705
9
https://www.brasil247.com/pt/247/artigos/174167/Moro-e-o-pr%C3%AAmio-da-Globo.htm
10
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/parlamentares-vao-a-justica-contra-entrega-de-r-10-bi-por-presidente-da-petrobras
11
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml
12
https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/358196/Moro-usa-lei-dos-EUA-para-blindar-delatores.htm
13
https://jornalggn.com.br/noticia/criam-se-condicoes-obscuras-para-condenar-a-pessoa-disse-o-papa

 

14
Jun18

Moro, que prendeu Lula sem provas, protege os ladrões da Petrobrás!

Talis Andrade

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Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto



---

por Emanuel Cancella

 

Os principais ladrões da Petrobrás, que são delatores e réus confessos, estão inexplicavelmente em suas casas, em verdadeiros clubes de lazer construídos com o dinheiro da roubalheira.  

 

São eles, entre outros, o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa; Fernando Baiano, lobista do PMDB; Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás e o doleiro Alberto Youssef. Pasmem! Youssef está em casa apesar de condenado a  82 anos e 8 meses de prisão (1).  

 

Para proteger os ladrões da Petrobrás, Moro ainda:

 

 “Proibiu o uso de provas obtidas pela Operação Lava Jato contra delatores e empresas que reconheceram crimes e passaram a colaborar com os procuradores à frente das investigações; a decisão atinge a AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco Central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de Contas da União)” (2)

 

Essa decisão estapafúrdia de Moro protege, por exemplo, o dono da OAS, Leo Pinheiro, que armou, junto com Moro, uma reforma que nunca existiu no triplex de Guarujá e que resultou na prisão de Lula (3).

 

Hoje sabemos que a reforma do triplex foi inventada e teve a conivência do juiz Sergio Moro porque proibiu, pessoalmente, os advogados de Lula de vistoriarem a dita reforma e impediu também os advogados do ex-presidente de terem acesso às notas fiscais constantes no processo.

 

Hoje sabemos,  comprovadamente, que são notas frias e algumas com origem em Curitiba, terra do tribunal de Moro! Fotos e vídeos da pseudo- reforma não deixam dúvidas do engodo para incriminar Lula. Veja os vídeos e fotos (4).

 

Enquanto isso, a PGR Raquel Dodge, omite-se, ao invés de apurar, o depósito na conta da mulher de Moro, Rosângela Moro, feita pelo advogado da Odebrechet, Rodrigo Tacla Duran.  

 

Duran diz que o advogado Carlos Zucoloto Junior, compadre de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa, Rosângela Moro, falando oficialmente em nome da Lava Jato, pediu-lhe US$ 5 milhões “por fora”, para celebrar acordo de delação premiada. Esse “Por Fora” iria garantir a Duran, entre outras benesses, a prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões, em multa da Odebrechet.

 

 A denúncia do deposito na conta da mulher de Moro, Rosangela Moro, foi feita pela revista Veja, com base em informação da Receita Federal. Moro diz que o dinheiro, foi para pagar cópias do processo (5, 12 a 14).

 

Além disso, a advogada, Rosangela Moro, trabalha para o PSDB e para a Shell (6,7,8).  

 

Não por acaso, o PSDB é blindado pela Lava Jato, pois nenhum tucano foi preso pela operação. Como por exemplo, o tucano Aécio Neves, recordista em denúncias na Lava Jato,  continua livre leve e solto e com mandato de Senador da República (9). Moro agora para mostra fidelidade ao PSDB, abre mão de processo que apura irregularidades que envolvem tucanos no PR (18). Aliás essa fidelidade de Moro com os tucanos vem de longe: O Banestado, cuja investigação foi chefiada por Moro, que surrupiou meio trilhão de reais dos cofres públicos, um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso (20).  

 

A Shell, a outra contratante de Rosângela Moro, com a omissão da Lava Jato foi a grande aquinhoada na lei que isenta em hum trilhão de reais as petroleiras estrangeiras (10).   

 

Enquanto tudo é acobertado na Lava Jato, a PGR, Raquel Dodge, permite que o MPF, a pedido do juiz Sergio Moro, me intime por duas vezes, em ano, e julgue a ação penal, agora no dia 05/08/18, tudo com claro intuito de me calar. Veja a íntegra das intimações e a ação penal. Sou acusado pelo MPF por possíveis crimes contra a honra do juiz Sergio Moro (15 a 17).

 

No entanto a PGR, que responde pela Lava Jato e pelo MPF, ignora a minha denúncia, feita em novembro de 2016, onde mostro a omissão criminosa da Lava Jato em relação à gestão perniciosa dos tucanos, FHC e Pedro Parente na Petrobrás. Veja a denúncia na íntegra (11).  

 

Diz o ditado popular que quando se esgotam os recursos jurídicos, que vá reclamar com o Papa. Se nem o Papa resolveu a prisão de Lula sem provas, só resta ao povo, que aponta Lula como líder em todas as pesquisas, ir para as ruas para assim garantir sua liberdade e assim sua candidatura!   


Fonte: 1 - http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

2 - https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/358196/Moro-usa-lei-dos-EUA-para-blindar-delatores.htm

3 - https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/351698/Lula-foi-condenado-por-reforma-que-nunca-existiu.htm

4 -  https://www.apostagem.com.br/2018/04/17/farsa-contra-lula-comprovada-em-fotos-e-agora-stf/

5 - https://veja.abril.com.br/blog/radar/moro-poderia-ser-impedido-de-julgar-ex-advogado-da-odrebecht/

6 - https://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/12/06/mulher-de-moro-trabalha-para-o-psdb

7 - https://www.ocafezinho.com/2014/12/05/sergio-moro-e-casado-com-advogada-do-psdb/

8 - https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-mulher-do-juiz-do-lava-jato/

9 - https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

10 - http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/camara-aprova-medida-que-concede-isencao-de-impostos-para-petroliferas-estrangeiras/

11 - http://www.apn.org.br/w3/index.php/nacional/8685-petroleiro-protocola-denuncia-contra-operacao-lava-jato

12 - https://www.revistaforum.com.br/nassif-documento-da-receita-comprova-pagamentos-de-tacla-duran-rosangela-moro-e-complica-mais-o-juiz-da-lava-jato/

13- https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/330045/Zucolotto-ser%C3%A1-convidado-a-explicar-R$-5-mi-'por-fora'.htm

14 - https://jornalggn.com.br/comment/1136693

15 - http://www.viomundo.com.br/denuncias/moro-intima-petroleiro-por-possiveis-praticas-de-crime-contra-a-honra-de-servidor-publico-federal.html

16 - http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/12/mandado-de-citacao-e-intimacao-contra_6.html

17 - blob:https://web.whatsapp.com/a650e822-5c97-4785-a719-58f0fdc35e73

18 - https://falandoverdades.com.br/moro-abre-mao-de-processo-que-apura-irregularidades-que-envolvem-tucanos-no-pr/

19 - https://www.ocafezinho.com/2017/01/14/sim-moro-e-reu-na-onu/

20 - https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

 

 

Rio de Janeiro, 13 de junho de 2018.

 

 Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex- diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/07/a-outra-face-de-sergio-moro-pontos-de.html.

 

02
Jun18

Marcelo Miller milionário das delações premiadas faz concurso neste domingo para juiz

Talis Andrade

 

 

LEI NÃO É PARA TODOS! Impune, Marcelo Miller vai fazer concurso para ser juiz após “escândalo das delações”

 

 

Manchete do Estadão: Marcelo Miller recebeu R$ 450 mil de escritório de advocacia no caso JBS

 

Ex-procurador suspeito de ter feito "jogo duplo" ao beneficiar os colaboradores da JBS na Procuradoria-Geral da República (PGR)

 

Manchete d'O Globo: Inquérito contra Marcelo Miller está parado no Ministério Público 

 

Nota do PT: "Marcelo Miller foi acusado pela Polícia Federal por corrupção passiva, por interceder diretamente nas investigações sobre a JBS em favor do grupo, além de garantir condições 'especiais' ao grupo J&F no acordo de delação premiada junto à PGR. 

 

Em gravações entregues pelo escritório Trench, Rossi e Watanabe à CPMI da JBS, Marcelo Miller pode ser visto entrando cinco vezes no escritório, antes de ser contratado. A primeira vez, na manhã de 13 de fevereiro deste ano de 2017, ou seja, antes de pedir sua exoneração do MPF. Ele esteve lá mais uma vez antes da exoneração, no dia 20 de fevereiro, onde inclusive permaneceu no escritório por mais de 5 horas (leia aqui a notícia completa com todas as datas e horários).

 

Os fatos apresentados ilustram a clara articulação das delações e a negociação de vantagens. Infelizmente, não surpreende que venha à tona mais um caso que comprova a existência do 'mercado de delações' da Operação Lava-Jato (leia mais sobre isso aqui).

 

Este é o tipo de 'profissional' que escreve um documento acusando Lula. Dá pra confiar?"

MARCELO_MILLER.png

 

 

É isso aí. O Ministério Público teme pela CPI das Delações Premiadas no Congresso Nacional. Teme que sejam investigadas as negociações das delações comandadas por Marcello Miller e outros, que foi plantada na Lava Jato uma frondosa e frutífera árvore envenada. 

 

Do outro lado do balcão, como procurador criminal, Marcelo Miller teve participação decisiva nos acordos do lobista Fernando Soares, o Baiano, que está no luxo e na luxúria de uma prisão domiciliar, de Nestor Cerveró, do senador Delcídio do Amaral, e do intocável ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. 

 

Por que diabos Marcello Miller quer deixar uma milionária afortunada vida de advogado das delações premiadas, que fez a riquesa dos que levam vantagem em tudo, para ser funcionário público, com salário com teto fixado por lei?

 

Ser juiz a certeza de ter foro privilegiado, e anistia antecipada para todos os crimes. Notadamente o de abuso de autoridade, o exercício de poderes absolutistas.

 

Todo togado possui tribunal exclusivo: o CNJ - Conselho Nacional de Justiça, que não prende, apenas premia os culpados com uma aposentadoria precoce. O aposentado, se for do seu interesse, prontamente, monta uma banca de advocacia, com trânsito livre nos 91 tribunais do Brasil, para faturar de clientes que não precisam justificar a origem do dinheiro.

marcelo-miller.jpg

 

 

 

 

 

  

 

31
Mai18

Frutos de árvore envenenada as delações negociadas por Marcello Miller

Talis Andrade

ex-procurador MIller.jpg

 

 

"Tiveram participação decisiva de (Marcello) Miller os acordos do lobista Fernando Soares, o Baiano, do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Mas sua principal credencial de sucesso na PGR virou a negociação do acordo do ex-senador Delcídio do Amaral, escreve Daniel Haidar no jornal El País, da Espanha.

 

No balcão da indústria das delações, na mesma reportagem de Haidar está a informação: "Surgiram indícios de que Miller ajudou, enquanto procurador, na preparação do acordo de delação da JBS".

 

Diz mais Haidar: "Provada ou não, a possível interferência de Miller vai ser utilizada por advogados como motivo para evocar a chamada doutrina dos frutos da árvore envenenada, teoria jurídica que considera ilegais todas as provas produzidas a partir de uma iniciativa ilícita. Essa doutrina já conseguiu a anulação por inteiro da Operação Castelo de Areia, que liberou a empreiteira Camargo Corrêa para cometer novos crimes antes de voltar a ser pega pela Operação Lava Jato. Janot já se antecipou ao movimento e disse que, ainda que Miller tenha atuado indevidamente pela JBS, isso não afeta a validade das provas colhidas no acordo, mas, sim, os benefícios concedidos aos delatores".

 

Equipe-de-Janot1.jpg

 

Quais delatores, Janot? Quais? 

 

Fernando Soares, o Baiano? 

 

O lobista Fernando Soares, o Baiano, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), viabilizou o pagamento de propina para Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, por parte de Júlio Camargo, da empresa Toyo Setal. Segundo o MPF, a propina foi de 40 milhões de dólares. A quantia referia-se a contratação de um estaleiro sul-coreano.

 

Por corrupção e lavagem de dinheiro, baiano foi condenado a 16 anos e um mês de prisão, e recebeu multa de

R$ 2.074.370,00. Em 18 de novembro de 2015, após cumprir um ano de prisão, deixou a carceragem do Complexo Penal de Pinhais - PR. Cumpre pena, em regime domiciliar, em um apartamento de 800 m², avaliado em torno de 12 milhões de reais.

 

Quais delatores, Janot? Sérgio Machado? 

 

Sérgio Machado foi presidente da Transpetro por onze anos, e cantou para Sergio Moro que era vigente pagar propina para senadores do MDB.  Parece que essa deduragem lhe deu imunidades. Continua intocável. Ninguém sabe de Sérgio Machado. Deve ir bem, obrigado.

 

 A "principal credencial de sucesso de Miller, na PGR, a negociação do acordo do ex-senador Delcídio do Amaral. 'Ele ganhou pontos quando dobrou o Delcídio”.

muller marcelo.png

 

Apesar do sucesso como procurador criminal, Miller passou para o outro lado. "Aos 43 anos, abandonava um salário de cerca de R$ 30 mil por mês para ganhar, no total, R$ 110 mil mensalmente (R$ 1,4 milhão ao ano) como sócio do escritório de advocacia Trench Watanabe". 

 

Estreou, um mês depois, como advogado contra a PGR.  

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