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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

15
Abr22

“Não falarás mal dos outros enquanto recebes diárias e passagens indevidamente”!

Talis Andrade

 

 

 

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Lenio Luiz Streck
TCU condenou Janot e Dallagnol pelo pagamento indevido de R$ 2 milhões em diárias e passagens a procuradores da Lava Jato. A farra das diárias! A Bíblia condena. Está em Moralisticus et Cuecas, 17,1: “Não falarás mal dos outros enquanto recebes diárias e passagens indevidamente”!Janot e Deltan devem R$ 2 mi ao MP. Haja vaquinha... - TIJOLAÇO
Reinaldo Azevedo
“Ai, que preguiça!”, como diria Macunaíma. E pensar que fez o estrago que fez no Brasil. Com o apoio cúmplice de boa parte da imprensa até outro dia.
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Dona Rosângela Moro se esforça pra provar que o casal mora em SP, novo domicílio eleitoral de quem tinha tanto orgulho da República de Curitiba…
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Que fique claro: a 2ª Câmara do TCU já considerou os pagamentos ILEGAIS. Agora vem a fase de atribuição de responsabilidades. Risco de Deltan se tornar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, q eles sempre defenderam, é enorme.

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TCU condenou Janot e Dallagnol pelo pagamento indevido de R$ 2 milhões em diárias e passagens a procuradores da Lava Jato. A farra das diárias! A Bíblia condena. Está em Moralisticus et Cuecas, 17,1: “Não falarás mal dos outros enquanto recebes diárias e
passagens indevidamente"!
 
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Correção: TCU abre processo. Ainda não condenou. Agora vi. Peço desculpas. Usei a palavra “condenou”. Acontece. Então. Em dois meses, voltamos a falar. Vamos fazer contagem regressiva. Amanhã restarão 59 dias para o término desse processo administrativo aberto contra Deltan. Concito-vos a fazer a vigilância. De olho no TCU!!
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15
Abr22

Forças Armadas licitaram R$ 37 mil para comprar gel lubrificante íntimo (vídeos e charges)

Talis Andrade

K-MED investe mais uma vez em anúncio voltado para o publico LGBTQIA+ –  PheenoMarca de lubrificantes íntimos aposta em casal gay em publicidade para web  – PheenoMensagem Oculta: Propaganda de Gel Lubrificante IntimoLubrificante intimo | +30 anúncios na OLX BrasilMagic + Perfeitinho Algodão Doce / KIT PPK APERTADINHA | PAPO ABERTO RP

Publicidade de lubrificantes íntimos no Google

 

Apesar do valor relativamente baixo, chamam a atenção a quantidade excessiva e a destinação para unidades sem relações com hospitais militares ou divisões de saúde

 

 

247 - O escândalo das compras de itens pelas Forças Armadas, que vão desde a aquisição de comprimidos de Viagra, próteses penianas e botox, ganha um novo contorno com a revelação de que os militares brasileiros licitaram R$ 37 mil para comprar centenas de bisnagas de gel lubrificante íntimo entre os anos de 2019 e 2020. 

Embora o gel lubrificante também seja utilizado em diversos procedimentos médicos, a quantidade excessiva e a destinação do item para unidades que não têm relação com os hospitais militares ou divisões de saúde das três forças chama a atenção. 

“O Centro de Intendência da Marinha em Manaus, por exemplo, requisitou mil bisnagas de 50g, ao custo de R$ 13.490, enquanto a 15ª Companhia de Infantaria Motorizada do Exército, sediada em Guaíra (PR), solicitou 10 tubos com o mesmo peso. O denominado Centro de Aquisições Específicas da Aeronáutica, localizado na Ilha do Governador, no Rio, também fez pedido de mil unidades do lubrificante, ao preço de R$ 19.990”, destaca reportagem da Revista Fórum.

Distopia Brazil
Aves de Rapina
Vivem de Propina
Mesmo pegos no Flagra
Na Farra do Viagra
 
O General Brocha
Ainda Debocha
O General e seu pupilo
Colocam tudo em sigilo
 
Não é normal
Pagar o pau do General
tá tudo muito caro
Fora Bolsonaro
 
É muita humilhação
Pagar o pau mole do Mourão

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08
Abr22

Tem a CPI do Mec... ou falta coragem

Talis Andrade

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Um pastor vale ouro.

O preço do senador ou senadora que retirou a assinatura da CPI do Mec:

Se esta rua fosse minha eu mandava ladrilhar de pedrinhas de brilhantes ...

 

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Izanildo@izanildo_sabino É Gravíssimo as denúncias de esquema de corrupção no Ministério da Educação. Dinheiro público da educação para construir igrejas e encher bolso de pastores, esquema de corrupção nunca visto na história do Brasil. #CPIdoMECImage

EDSON FILHO
@EdsonFilho74
Gravíssimo será se não houver uma #CPIdoMEC para apurar a conduta dos pastores ladrões que fizeram muita ouração$$$ por
Senador Veneziano 
@venezianovital
Acabamos de assinar o requerimento para a instalação da #CPIdoMEC. Com nossa assinatura, foi alcançado o número regimental para a instalação. Sempre fui um defensor de investigações, em casos como este, para que se obtenha a verdade dos fatos. Não poderia ser diferente agora.ImageImage
 
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Humberto Costa
@senadorhumberto
Todos os dias surgem novas e gravíssimas denúnicas sobre o grande esquema de corrupção que foi montado no governo Bolsonaro no MEC #CPIdoMECImage
Ana Júlia
O pior ministro da educação da história acaba de ser exonerado. Milton Ribeiro sucedeu o pior ministro da educação da História, Abraham Weintraub, que sucedeu o pior ministro da educação da história, Vélez, e deve dar lugar, mais uma vez, ao pior ministro da educação da história.
Milton Ribeiro correu e se escondeu pra evitar que o governo sangrasse com mais um escândalo. Mas e agora? Os atos do ex-ministro precisam ser investigados e punidos. A educação não pode ser um balcão de negociação pra gente salafrária!

04
Fev22

Farofafa!

Talis Andrade

 

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por Julier Sebastião /Isso é notícia

 

Coisa corriqueira nestes três últimos anos, o atual mandatário da Nação foi intérprete de mais uma cena dantesca. Gravou e disseminou um vídeo comendo frango com farofa. 

Até ai, nada digno de registro. Porém, a divulgação do vídeo nas redes sociais “causou”, como dizem os mais jovens. 

A intenção do protagonista, mal das pernas nas pesquisas eleitorais, foi mostrar-se como alguém “do povo”, simples, humilde e com hábitos alimentares singelos, diferente do Presidente que, cotidianamente, ataca mulheres, homossexuais, negros, pobres, as vacinas, o meio ambiente, a cultura e tudo que representa um mínimo de civilidade. Divulgou-se a imagem de pessoa com hábitos simples e sem qualquer “frescura de rico”. 

Como sempre, porém, a armação saiu pela culatra. O vídeo foi excluído das redes sociais pelo Ministro das Comunicações. As imagens divulgadas impressionam pela forma como o Presidente se mostra aos brasileiros, e mais ainda quando torna-se de conhecimento público o gasto do cartão corporativo presidencial de quase 30 milhões de reais durante o reinado do “acabou a mamata!”. 

Nas imagens, vê-se a presença de algo absolutamente desconcertante e desconectado daquilo que é vida dos brasileiros mais pobres e extremamente fragilizados pela pandemia e seus efeitos econômicos terríveis.

Apresenta-se como normal serem os mais pobres sujos, sem regras de convivência social e que sequer sabem comer com o mínimo de higiene e limpeza. 

No vídeo, o comensal se esforçou para parecer um bárbaro comendo, confundindo simplicidade com falta de educação.  

As ações de governo do Presidente comensal deixam claro suas preferências e, dentre elas, não se encontra o povo humilde. Seu governo é contrário a qualquer necessidade da imensa massa de brasileiros empobrecidos pela sua política econômica. 

O orçamento federal não contempla a população pobre, embora atenda o “Centrão”, secretamente, ou seja, às escondidas. 

A vida do brasileiro foi transformada em verdadeiro martírio. Para exemplificar, basta que se mencione as ações do Presidente e do Ministro da Saúde para não permitir, dificultar ou atrapalhar a vacinação das crianças contra a covid-19. 

Com o inicio do ano eleitoral, o Presidente-candidato busca, em desespero, desconstruir sua imagem real e se transformar em outra pessoa. Sabendo ser impossível desfazer toda a maldade já praticada e não querendo desfazê-la, teve a grande idéia de se mostrar aos olhos da população como uma pessoa desprovida de altivez, um sujeito com características modestas e que não se sente mais importante ou melhor que ninguém, apesar do cargo que ocupa. Se era essa a intenção, fracassou miseravelmente. 

Quando se assiste a patética cena, a concordância com Friedrich Nietzche é imediata, pois o filósofo definiu “a humildade como uma falsa virtude que dissimula as desilusões que uma pessoa esconde dentro de si”. 

Cada um tem o direito de agir na sua vida pessoal como quiser. Se escolher comer no chão suinamente, ninguém tem nada a ver com isso. Menos, é claro, tratando-se da conduta do Presidente da República! Todas as suas ações, omissões e rituais têm relevância e passam pelo escrutínio da Nação e do mundo, considerando a posição do Brasil globalmente.

Assim, quando se tem a coragem de gravar e divulgar para o mundo o “vídeo da farofa”, apresentando o Chefe do Executivo Federal como um glutão, desprovido de educação básica ao alimentar-se, ofende-se aos brasileiros, notadamente os mais pobres, e projeta-se uma imagem errônea do Brasil e de seu povo.

Reconheça-se que as ações e/ou omissões do Governo Federal, em especial, na pandemia e nos altíssimos e abusivos preços dos combustíveis, são muito mais importantes e nefastas do que a forma como o Presidente come frango com farofa. Ainda assim, apesar de o vídeo parecer de menor importância, revela-se algo muito cruel e que diz muito do atual governo, qual seja, a visão (negativa) que o Presidente tem sobre os brasileiros mais pobres e humildes.

É revelador, porque é uma peça de publicidade política/eleitoral desconectada do cotidiano do Presidente da República, que é mais afeito ao cartão corporativo, já estourado em quase 30 milhões de reais, e não aos hábitos higiênicos, educados e de boa mesa do povo pobre.

E, para finalizar, nenhum brasileiro, pobre ou rico, come frango com farofa como o Bolsonaro. Todos têm modos. “Farofafa!”.

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22
Jan22

Imprensa internacional repercute morte de Elza Soares: "uma das maiores vozes da música brasileira"

Talis Andrade

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Texto por RFI

Os principais jornais americanos e europeus desta sexta-feira (21) homenageiam a cantora e compositora Elza Soares. Ela faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos, de "causas naturais", informou um comunicado divulgado por sua assessoria na quinta-feira (20).

"Elza Soares ultrapassou as fronteiras da música brasileira", afirma o jornal New York Times em manchete. "Com uma voz rouca comparada a de Louis Armstrong, ela foi uma das poucas mulheres negras no Brasil a aparecer em filmes nos anos 1960 e na televisão nos anos 1970", diz a matéria. 

O New York Times também destaca que, em uma época que era considerado "deselegante" discutir questões raciais e a pobreza, a sambista "permaneceu fiel a suas raízes". O diário lembra que Elza dizia em suas entrevistas nunca ter saído da favela e que costumava agradecer ao público por financiar "as migalhas de pão" para alimentar seus filhos. 

O correspondente do jornal britânico The Guardian no Rio de Janeiro, Tom Philipps, lembra de Elza como "uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos". A matéria resgata a trágica infância da artista, forçada pelo pai a se casar aos 12 anos. Um ano depois, ela deu à luz sua primeira criança e perdeu a segunda para a fome, aos 15 anos. Mas, apesar de todas as dificuldades, Elza "floresceu para se tornar uma das artistas mais amadas do Brasil, gravando mais de 30 álbuns depois de sua carreira deslanchar no final dos anos 1950, no pico do movimento da Bossa Nova". 

 

Entre os fãs, a rainha Elizabeth IIImage

A admiração pela cantora não tinha fronteiras e quebrou protocolos. The Guardian lembra que sua base de fãs incluía até o Palácio de Buckingham. Quando a rainha Elizabeth II visitou o Brasil, em 1968, Elza se apresentou para a monarca que "até acompanhou o ritmo batendo o pé", contava a própria artista. 

O jornal português Público classifica a sambista como "a rainha insubmissa" e "a voz da liberdade". O diário resgata uma entrevista de Elza em 2019. “Nasci pobre, negra, mulher. É difícil, mas a gente vence”, disse ao Público na época. 

o jornal italiano La Reppublica salienta que a cantora foi considerada pela revista Rolling Stone como "uma das 100 maiores vozes do mundo". Apesar de ser lembrada por seu sucesso no samba, o diário ressalta que Elza era "uma artista de múltiplas facetas" e também fez sucesso com outros ritmos, como o jazz, funk, música eletrônica e hip-hop.

 

Homenagem da imprensa francesaImage

Quase toda a mídia francesa homenageia a cantora brasileira. Em uma longa matéria, a Franceinfo lembra que muito mais que uma artista, "Elza Gomes da Conceição Soares se tornou um símbolo de resistência e coragem até o final de sua vida". 

O texto destaca o sucesso que atravessou gerações e elogia "A Mulher do Fim do Mundo", álbum lançado em 2015. "O disco trata de racismo, machismo, da violência contra as mulheres, conhecendo um sucesso imenso e recompensado pelo Grammy latino do melhor álbum de música brasileira", afirma. 

O jornal Le Monde enfatiza a carreira de mais de 60 anos de Elza, "a diva da música brasileira". O diário francês lembra que o engajamento político da artista não diminuiu ao longo dos anos.

Nos últimos tempos, Elza criticava abertamente a ascensão do conservadorismo no Brasil, as igrejas neopentecostais e os graves problemas de racismo do qual o Brasil é palco. A morte da cantora, "símbolo de resistência e coragem", é "um triste dia para o Brasil", conclui a matéria. 

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10
Jan22

Cadê o machão muito macho?

Talis Andrade

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Por Eric Nepomuceno /Jornalistas pela Democracia 

O médico e contra-almirante da reserva da Marinha Antônio Barra Torres tem ao menos uma tremenda mancha em seu currículo que só o tempo mostrará se pode ou não ser apagada: foi muito próximo de Jair Messias. Mas dia desses mostrou que tem ao menos uma tremenda lucidez e um robusto punhado de hombridade.  

A maneira com que ele desafiou o Genocida a provar mais uma de suas boçalidades – insinuar que poderia haver interesses escusos por trás da decisão da Anvisa de aprovar a óbvia vacinação contra Covid em crianças entre cinco e onze anos – chamou a atenção de todo brasileiro com um mínimo de lucidez.

Muita gente – eu inclusive – ficou na espreita, aguardando a dimensão do estrondo da resposta do machão instalado na poltrona presidencial, que com certeza não deixaria semelhante desafio passar em branco.

Afinal, macho que é macho não leva desaforo para casa. E Jair Messias, dia sim e o outro também, vive exaltando a própria macheza.   

Pois bem: o que se ouviu durante dois dias foi um estrondoso silêncio. E, na segunda-feira dia 10, surgiu um fiapo de miado numa entrevista gravada ainda no sábado para uma emissora irremediavelmente bolsonarista. Tudo que o Genocida disse foi que a questão da vacina para crianças não deve servir para afastar as pessoas.

Barra Torres, aliás, aproveitou para, além de sacudir Jair Messias, esfregar nele uma humilhação. Recordou que, como contra-almirante, ocupa um generalato na Marinha.  

Cadê a humilhação? Ora, no Exército, Jair Messias jamais passou de tenente. E só virou capitão por ter, depois de encarar cadeia por atos de indisciplina, ido para a reserva.

Não é a primeira nem a décima vez que o Genocida deixa claro que, além de ser irremediavelmente vil e totalmente desequilibrado sem volta, é medroso. Ele se borra todo quando tem que enfrentar alguém grande.  

Foi assim quando aceitou assinar uma carta escrita pelo marqueteiro do golpista Michel Temer depois de ter ofendido o Supremo Tribunal Federal e ter tentado um golpe no dia 7 de setembro em São Paulo.

Claro que sobravam indícios de que a chance do golpe dar certo era a mesma da Cate Blanchett ou a Julia Roberts implorarem para jantar comigo. Mas Jair Messias, apesar de toda sua estupidez, sabe perfeitamente como atiçar aquele pequeno núcleo de seguidores mais bovinos e, por isso mesmo, absoluta e irremediavelmente fiéis. Daí ter virado machão e depois ter, de novo, se borrado todo.

Aliás, é justamente esse rebanho que ficará decepcionado com a covardia do macho muito macho diante da bordoada que levou de Barra Torres. E por isso que podemos esperar que Jair Messias parta para o ataque contra outros alvos.  

Já ensaiou o primeiro, contra o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Meio pífio, é verdade. Mas, como dizem os ibéricos, “algo es algo”.  

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18
Out21

Relatório da CPI da Covid já nasce histórico

Talis Andrade

 

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
 
Reinaldo Azevedo
Bolsonaro diz chorar no banheiro. P q não ri um pouco de satisfação com a queda de contaminações e mortes? Porque teria de admitir a efetividade das vacinas. Espinosa ficaria espantando: Bolsonaro é destituído de “afetos de alegria”.

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CPI não pode ter medo do que achou.

Os senadores responsáveis da CPI não podem se intimidar diante do que viram. Bolsonaro devia e podia ter tomado medidas contra a Covid-19 e se absteve. Não cumpriu a obrigação do "cuidado e da vigilância" e criou o risco do resultado que se vê.

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A CPI executou exemplarmente o seu trabalho. Agora, cabe ao Ministério Público fazer o que deve, muito particularmente à PGR nos casos com foro especial. A terra de experimentalismo e horror homicida em q se converteu o Brasil ficou plenamente caracterizada.

Bolsonaro chama Renan de bandido. Esperado. Dos 11 crimes apontados, o + evidente é o do Art. 267 do Cod.Penal: Bolsonaro CAUSOU epidemia a cada vez q estimulou pessoas - e o fez ele mesmo - a praticar atos pró-patógenos. Qdo. menos, dolo eventual. 10 a 15 anos a cada estímulo!

E, sim, Bolsonaro incidiu, praticamente todos os dias, no Art. 268: INFRINGIU DETERMINAÇÃO DO PODER PÚBLICO PARA IMPEDIR PROPAGAÇÃO DE DOENÇA CONTAGIOSA. Infringiu até lei que ele próprio sancionou. PENA: de um mês a um ano por infração. Só nesse caso, já somaria uns 30 anos.
 

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09
Set21

Frente ampla contra ataques golpistas de Bolsonaro pode desbloquear pedidos de impeachment

Talis Andrade

 

Analista diz que mobilização deve envolver instituições mas também a sociedade civil. No meio político, ataques do presidente contra o Supremo Tribunal Federal (STF) reacenderam o debate sobre o impeachment.

 

 

Raquel Miura /RFI 

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Os discursos de Bolsonaro nas manifestações de 7 de setembro geraram reações em diversos setores. Nos corredores de Brasília, a leitura é que o presidente mostrou que está cada vez mais isolado, que não tem capacidade de gerir um país com tantos desafios e reavivou o debate em torno do seu impeachment e até de sua inelegibilidade em 2022.

“O presidente não fez nenhum esforço em se dirigir à nação como um todo. O país passa por vários problemas, como desemprego, fome, pandemia, apagão elétrico, risco de falta de água e nada disso foi abordado por Bolsonaro. Ele falou apenas aos seus apoiadores, num isolamento evidente, mostrando que, na vida real, o país está sem rumo”, afirmou à RFI o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo.

Ministros do STF se reuniram ontem mesmo para analisar como vão se posicionar diante dos ataques a Alexandre de Moraes, chamado de canalha por Bolsonaro. O presidente da corte, Luiz Fux, deve fazer um pronunciamento sobre as ameaças reiteradas pelo presidente antes da sessão desta quarta-feira (8). No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os ministros discutem que ações poderiam inviabilizar a candidatura de Bolsonaro em 2022.

“Eu acredito que haverá uma ampla mobilização de partidos democráticos e instituições, como STF, Congresso, mas não só. Acredito que a reação virá também da sociedade civil, das pessoas, em defesa da democracia. Mais importante hoje do que ver quem serão os candidatos é assegurar a democracia no país. E o momento, por tudo que estamos acompanhando, é grave. Considero que o risco se mostrou mais forte a partir de agora”, disse Moisés.

 

Impeachment

Ainda que não houvesse até agora votos suficientes para cassar o presidente, a forma como Bolsonaro conduziu toda essa retórica golpista até o 7 de setembro trouxe o tema de novo à tona. Partidos que até aqui não tinham se manifestado, como PSDB e PSD, já marcaram reuniões para discutir internamente a questão. É como uma faca no pescoço, a depender dos próximos capítulos, pode se usar a arma.

“Eu não havia me posicionado sobre o impeachment, mas depois do que vimos neste dia, digo que nós, o PSDB, somos favoráveis ao impeachment. E que devemos ser um partido de oposição ao governo Bolsonaro”, disse o governador de São Paulo e presidenciável tucano, João Doria.

A oposição vai aproveitar para engrossar as críticas à atual gestão.

“Bolsonaro foi para o tudo ou nada e saiu de mãos vazias. Mostrou que não tem as mínimas condições de governar o país. Só lhe resta duas opções, o impeachment ou a renúncia. Como ele não faria tal gesto em favor da nação, caberá ao Congresso. E já passou da hora do Legislativo analisar os pedidos”, afirmou o senador petista Jean Paul Prates.

Enquanto vários políticos se manifestavam nas redes sociais contra a postura de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira, preferiu o silêncio, mas esteve em Brasília, no domingo, para discutir com líderes uma posição da Casa diante das declarações de ataque do presidente da República, especialmente ao STF.

Bolsonaro disse que não irá cumprir nenhuma decisão do ministro Alexandre de Mores, que conduz o inquérito das fake news, e tentou emparedar a Suprema Corte. “Ou o chefe desse poder enquadra o seu (ministro), ou esse poder poderá sofrer o que não queremos”, disse Bolsonaro em cima de um carro de som, ouvindo como resposta da multidão um coro de “Fora, Alexandre”. Entre os que acompanhavam o presidente estavam o vice Hamilton Mourão e o ministro da Defesa, general Braga Netto.

O Centrão foi afagado com cargos e emendas volumosas, mas, mesmo entre muitos parlamentares, a avaliação é de que há risco de ruptura e que isso não pode ficar no colo eleitoral do grupo.

“A Câmara precisa se posicionar urgentemente em favor da democracia. Acredito que há risco sim. Até entendo que pode haver uma ou outra decisão mais invasiva do STF, mas isso não justifica a postura do presidente”, avaliou à RFI o deputado Fausto Pinato, do Progressistas, mesmo partido de Arthur Lira. Pinato disse que a Câmara, além de posição firme contra o discurso golpista, deve atuar como conciliadora para o equilíbrio entre os poderes. Se isso não ocorrer e se o presidente insistir nessa retórica, Pinato disse que os pedidos de impeachment podem ganhar força.

O MDB discutirá se integrantes da sigla poderão continuar com Bolsonaro, a exemplo do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra.

29
Ago21

No idioma torto de Bolsonaro e dos militares, a democracia comporta um golpe

Talis Andrade

TOPSHOT - A man holds two signals in the shape of a gun during a pro-gun demonstration in support of Brazilian President Jair Bolsonaro in Brasilia, on July 9, 2021. (Photo by Sergio Lima / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Foto Sergio Lima

 

Temos dificuldade de entender que o bolsonarismo não fala nossa língua: ele a distorce para vender a ideia de que um eventual golpe seria constitucional

 

 

AS AMEAÇAS GOLPISTAS do Planalto se intensificaram nos últimos dias, e o coro a favor de um golpe também. Além de Bolsonaro e seus generais, agora temos agora um contingente de policiais militares dispostos a apoiar os delírios autoritários de Bolsonaro. As manifestações em apoio ao governo marcadas para o dia 7 de setembro têm sido encaradas pelos bolsonaristas como o estopim da “revolução” — que significa golpe na novilíngua dos bolsonaristas.

Aleksander Lacerda, um coronel que comanda tropas no interior do estado de São Paulo com 5 mil homens, usou as redes sociais para convocar a população para o ato golpista. “Liberdade não se ganha, se conquista. Dia 7/9 eu vou”, escreveu. Em outras postagens, afirmou: “Precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete. Nenhum liberal de talco no bumbum consegue derrubar a hegemonia esquerdista no Brasil.” O golpismo do coronel foi punido pelo governador João Doria, que o afastou do cargo.

Mas a punição sofrida pelo coronel não foi o suficiente para frear o ímpeto golpista. Muito pelo contrário, acirrou os ânimos. O ex-comandante da Rondas Ostensiva Tobias Aguiar, o Rotas, Alberto Sardilli, confirmou a alta adesão de policiais militares ao bolsonarismo. Segundo ele, pelo menos 80% da tropa é bolsonarista e está revoltada com o afastamento do coronel. “O presidente é militar, a tropa se identifica com essa questão. Ele preza valores que são os da PM há 200 anos”, afirmou Sardilli, que atualmente é chefe de gabinete de um deputado estadual do PSL.

Ricardo de Mello Araújo, outro ex-comandante da Rota, também gravou um vídeo convocando policiais militares veteranos para a manifestação. “Nós temos que ajudar o nosso presidente Bolsonaro no dia 7 de setembro”, afirmou. Segundo ele, o “comunismo está querendo entrar”. Na mesma publicação ele avisa que o ponto de encontro dos veteranos para a manifestação será o 1º Batalhão de Choque, a Rota. Apesar de ser um ex-comandante, Araújo ainda é bastante influente no meio. Ele é o atual diretor-presidente da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais em São Paulo), um órgão ligado ao governo federal.

Se em São Paulo o golpismo entre militares está nesse nível, não há porque se duvidar de que ele é forte dentro das polícias militares de outros estados. Não se deve subestimá-los. O autogolpe de Bolsonaro é uma possibilidade real e conta com o apoio de algumas milhares de pessoas armadas e dispostas a embarcar nos delírios golpistas do presidente. Segundo o deputado federal bolsonarista Coronel Tadeu, policiais do interior de São Paulo estão se organizando para comparecer à manifestação do dia 7 de setembro. Pelo menos 50 ônibus já teriam sido alugados para transportar os policiais golpistas para a avenida Paulista.

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No dia do soldado, o comandante do Exército brasileiro Paulo Sérgio Nogueira apareceu ao lado de Bolsonaro e fez um discurso aparentemente democrático e antigolpista. Afirmou que os militares devem ser “inspiradores de paz, liberdade e democracia”. Houve quem esqueceu da novilíngua bolsonarista e viu na declaração um balde de água fria nas pretensões golpistas do presidente.

Ocorre que, no idioma bolsonarista, as palavras “liberdade”, “paz” e “democracia” não refletem o que comumente se interpreta delas. Para os bolsonaristas, o autogolpe deverá ser feito justamente para assegurar a liberdade, a paz e a democracia — princípios que estariam sob ataque da “hegemonia esquerdista”, como declarou um dos coronéis golpistas de São Paulo.

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Nogueira destacou também que o exército age “sob a autoridade do presidente da República, o comandante supremo das Forças Armadas” e “mantém-se sempre pronto a cumprir a sua missão, delegada pelos brasileiros na Carta Magna”. O que seria essa “missão” presente na Constituição? Seria o famigerado artigo 142, tão evocado pelo bolsonarismo para dar legitimidade constitucional aos seus anseios golpistas? Tudo leva a crer que sim. Registre-se que foi Nogueira quem decidiu não punir o general Pazuello por participar de um ato golpista promovido pelo presidente.

Tanto as falas do presidente quanto as convocações de militares para o ato golpista do dia 7 falam em defesa da liberdade, da democracia e da Constituição. Bolsonaro tem repetido quase que diariamente que agirá dentro “das 4 linhas da Constituição”. É justamente aí que mora o perigo. Sob a ótica golpista, a interpretação do artigo 142 faz tudo parecer legal e democrático.

Em entrevista para a Folha, Sardilli, o ex-coronel da Rota, deixou isso claro: “Se [o artigo 142] for acionado e o Exército demandar, estaremos dentro da legislação. Não vai caber a nós questionamentos”. O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, afirmou que as Forças Armadas podem ser acionadas a qualquer momento: “O artigo 142 é bem claro, basta ler com imparcialidade. Se ele existe no texto constitucional, é sinal de que pode ser usado”

Vejamos então o que diz o artigo: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

Segundo constitucionalistas, a interpretação de que o artigo seria uma autorização para o presidente acionar uma intervenção militar é absurda. Em entrevista para a BBC, Roberto Dias, professor de direito constitucional da FGV-SP, explicou: “É como se a Constituição previsse sua própria ruptura, e logicamente é algo que não faz sentido. É uma interpretação jurídica, política e logicamente insustentável”.

Ministros do STF, em mais de uma oportunidade, já deixaram claro que o artigo não dá ao presidente poderes para romper com a ordem constitucional. O Supremo já se manifestou em uma decisão liminar em junho, afirmando que o artigo 142 não autoriza a intervenção das Forças Armadas sobre o Legislativo, o Judiciário ou o Executivo. Segundo o ministro Luiz Fux, a autoridade do presidente da República é “suprema em relação a todas as demais autoridades militares mas, naturalmente, não o é em relação à ordem constitucional”.

O golpe de Bolsonaro não conta com apoio maciço do alto empresariado, do mercado, das forças políticas ou da população. As condições materiais para um autogolpe, portanto, não existem e dificilmente os golpistas seriam capazes de sustentá-lo. Mas isso não significa que eles não vão tentar. O delírio coletivo é forte e há muitas pessoas dispostas  — e armadas — a lutar contra a delirante perseguição do “sistema” contra o presidente.

Uma tentativa de golpe, mesmo que fracassada, seria suficiente para causar um estrago gigantesco para o futuro das instituições democráticas do país. Haveria derramamento de sangue, arrasaria de vez a nossa já combalida economia e nos transformaria em pária internacional de maneira definitiva. A instalação do caos tem data marcada e é encarada pelo bolsonarismo como a etapa final do seu projeto de destruição da democracia. Veremos no dia de 7 de setembro o tamanho real das forças golpistas.

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Nota deste correspondente: Não se faz golpe sem lista de presos políticos, tortura, exílio e morte. 

Tortura nunca mais!

Ditadura nunca mais! 

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26
Ago21

O governador, e não o Exército, deve impor autoridade para evitar motins

Talis Andrade

 

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por Moisés Mendes /Jornalistas pela Democracia

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Está disseminada a tese de que o Exército deve intervir, não se sabe como, no processo de politização das polícias militares que fazem militância pró-golpe e ameaçam com motins.

Toda a argumentação nessa linha é um equívoco, se examinada sob o ponto de vista das obviedades constitucionais ou sob o olhar subjetivo da política.

Nesse caso, o que orienta atitudes e ações é o poder da política, estúpido. Tentar evitar motins é tarefa de quem tem representação determinada pela democracia.

Dizem alguns que as PMs, como são forças auxiliares do Exército para situações excepcionais em que são convocadas a intervir, precisam estar sob a vigilância dos militares.

Não podem e não devem. A Constituição, que permite tantas hermenêuticas, como diria o jurista da esquina, é muito clara. Está escrito no parágrafo sexto do artigo 144, que trata da segurança pública:

“As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”.

A abordagem profilática e informal, diante da ameaça de motins, pode até envolver os militares, pela natural interlocução entre fardados.

Mas a intervenção primeira, formal, legal e política, no sentido de conter a ameaça de motins e insubordinações, deve ser dos governadores.

Todos sabemos, inclusive o soldado e o cabo do jipe de Eduardo Bolsonaro, que Exército e PMs têm vínculos umbilicais pelo caráter das suas funções e por suas histórias. Mas nada mais além disso, no sentido de tentar enxergar atribuições nos militares na tutela das PMs.

Quem nomeia comandos, quem trata de orçamentos e prioridades e delibera sobre ações das PMs são os governadores.

Quem destitui um coronel de um posto de comando, como João Doria fez agora com o oficial de Sorocaba que sugeria apoio a manifestações golpistas, é o governador.

Nenhuma outra autoridade ou instituição pode usurpar da prerrogativa dos políticos que fazem a gestão dos Estados ou achar que essa é uma responsabilidade a ser terceirizada.

Quem tem convivência cotidiana com as polícias militares e conhece a realidade das atividades da segurança, inclusive as protegidas pelas sombras e até por arbitrariedades, é o governador.

O governador é quem tem autoridade para mandar frear desmandos, a partir da intervenção em comandos que passarão então a ser investigados por seus atos. É seu dever, mais do que um direito, como chefe das PMs.

Mas o Exército e as outras duas armas devem estar atentas aos movimentos das polícias porque pode acontecer aqui o que aconteceu na Bolívia. Lá, a Polícia Nacional, sob comando federal, passou a dar ordens aos generais antes do golpe de novembro de 2019.

golpe bolivia.png

bolívia nacionalismo entreguismo.jpg

 

Foram as polícias, com os civis golpistas, que empurraram generais acovardados a escrever e ler a nota com a advertência a Evo Morales, para que o presidente renunciasse. A Polícia Nacional impôs a desordem dos motins aos generais.

golpe pazu.jpg

 

Que se publique de novo aqui essa informação já muito repetida: todos estão presos, os chefes da polícia e os comandantes das três armas (o então chefe das Forças Armadas, general Williams Kaliman, está foragido).

Se fosse preciso fazer um resumo, essa seria uma síntese para o atual momento: que as Forças Armadas tentem contribuir para evitar o pior, se acham que devem, mas sem pretender substituir os governadores e sem nunca sugerir que poderão estar ao lado de quem incentiva e promove motins.  

Hoje, quem tem o poder de impor previamente a ordem e intervir para que depois os amotinados sejam punidos pela Justiça, mesmo em seus primeiros ensaios, é o governador.

Se eles têm autoridade real e moral, com histórico e coragem para essa tarefa, aí já é outra história.

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