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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Jul20

A corrupção tucana

Talis Andrade

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II - Lava Jato procura desviar a atenção dos crimes que cometeu contra a pátria 

por Umberto Martins

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Dono de contas opulentas no exterior, o senador tucano José Serra recebeu propinas no valor de pelo menos R$ 27,5 milhões da Odebrecht, em troca de favores em obras como a do Rodoanel Sul de São Paulo, e montou um sofisticado sistema de ocultação e administração da fortuna que usurpou na atividade política, segundo os procuradores. Ele e sua filha, Verônica Allende Serra, foram denunciadas pela prática de lavagem de dinheiro transnacional. O MPF obteve autorização na Justiça Federal para o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões em uma conta da dupla na Suíça.

“José Serra e Verônica Allende Serra, entre 2006 e, ao menos, 2014, ocultaram e dissimularam, por meio de numerosas operações bancárias, a natureza, a origem, a localização e a propriedade de valores sabidamente provenientes de crimes, notadamente de corrupção passiva e ativa, de fraudes à licitação e de cartel, praticando, assim, atos de lavagem de capitais tipificados no art. 1º da Lei nº 9.613/1998”, sustenta a denúncia do ministério público.  

Política externa

As falcatruas de Serra e Aécio Neves já eram de amplo conhecimento público bem antes de sexta-feira  e são um testemunho poderoso da hipocrisia do tucanato. O PSDB foi grande protagonista político no golpe de Estado de 2016, que derrubou uma presidenta honesta com a falsa bandeira do combate à corrupção. À época, o hoje senador tucano foi premiado por Temer com o Itamaraty. Lá, ele quem inaugurou a nova política externa marcada pela hostilidade com governos progressistas da América Latina e a submissão aos Estados Unidos, orientação radicalizada pelo governo Bolsonaro.

Quando os holofotes midiáticos se voltaram para os malfeitos de Serra o senador paulista pediu demissão (em fevereiro de 2017). Não é de se lamentar a sorte do corrupto tucano. A delação da Lava Jato sobre as propinas de R$ 27 milhões data de dezembro de 2016, quase quatro anos atrás. Lula foi indiciado, condenado e preso em abril de 2018 num processo relâmpago por reformas em um triplex em Guarujá que não era dele e foi vendido após o kafkiano julgamento. A operação conduzida pela República de Curitiba foi orientada por objetivos políticos.  

03
Jul20

Entre a fortuna, a Coca-Cola e o povo brasileiro

Talis Andrade

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III - Jereissati, PSDB, Cid, Ciro Gomes & CIA: devolvam a água para o Brasil

por Roberto Bueno

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O Senador Jereissati (1948-) é homem de provecta idade, o que desperta a curiosidade por refletir sobre a condição humana quando o umbral do além se aproxima: o que mais falta faz, bens de ordem moral ou bens de ordem econômica? Quando todos nós chegarmos ao momento em que divisarmos o horizonte assim de tão perto, teremos ciência da inevitabilidade do resultado do avanço dos dias, mas que juntamente à velhice não acompanha a velhacaria. Esta última sempre esteve mobilizada para a destruição aos instrumentos de efetivação dos interesses populares, a exemplo dos representantes que tentaram reduzir fortemente a taxa de juros, postos que atinge o mundo do rentismo, assim como a importante redução da margem de lucro da iniciativa privada nas parcerias com o setor público. Destituir do poder por vias golpistas foi sempre a resposta dos setores oligárquicos brasileiros casados ao militarismo.

O eixo das ocupações da oligarquia nacional a qual pertence o Sen. Jereissati e o seu PSDB nunca foi a corrupção, a qual, por certo, conhecem como poucos, pois se assim fosse, os holofotes e o protagonismo seriam integralmente da oligarquia demofóbica que controlou os cofres do Brasil desde a colônia até o recente advento do Rodoanel paulista. É a este círculo de homens que pertence com destaque o Sen. Jereissati, que entre a fortuna, a Coca-Cola e, por outro lado, o povo brasileiro, não hesitou em mobilizar as forças políticas auxiliares, como é o caso da família Gomes, Cid e Ciro, que correram em seu apoio com voto e silêncio obsequioso, respectivamente. E pensar que Ciro Gomes já encontrou tempo e espaço para repreender penosamente a Deputada Federal Tabata Amaral por sua posição política na reforma da previdência! O tempo, sempre o senhor da razão.

Ciro Gomes cavou espaço nas fileiras do histórico PDT herdeiro das tradições do melhor PTB, legenda negada pelo establishment através da estratégia da Golbery do Couto e Silva para interditar a retomada das melhores chances eleitorais de Brizola quando de seu regresso ao Brasil após longo período de exílio. Ciro Gomes realizou o movimento político orientado a cooptar o sólido eleitorado trabalhista cultivado por Brizola, mas pretendeu fazê-lo ao arrepio dos princípios partidários de defesa da ideia de que a propriedade privada deve vir acompanhada do condicionamento ao bem-estar social, sob o reconhecimento da importância da intervenção do Estado na economia e o desenho de uma sociedade socialista e democrática.

Justamente neste grave momento da vida nacional em que são acumulados cadáveres a cada dia os irmãos Cid e Ciro Gomes abraçaram irresolutamente os interesses do cacique Jereissati para projetar no futuro outros tantos mortos, estes, de sede e males outros derivados da insuficiência de água para higiene, além dos problemas energéticos. Após o fato, Ciro Gomes já não precisará preocupar-se com encontrar respostas para perguntas incômodas, não carecerá de disfarçar ou tergiversar, e já tampouco haverá espaço para fazer o famoso mea culpa, que a tantos exige, dedo em riste, aliás, assacando práticas corruptas, quando o realismo político indica com decisão que não há maior corrupção do que apoiar a entrega de bens públicos como foi o caso da Vale do Rio Doce, da privatização de tantas empresas à baixo preço, e agora, por fim, da entrega para a exploração da iniciativa privada de um bem de domínio público de importância existencial, como é o caso da água. Fossem todos os homens dotados de doses expressivas de vergonha como condição essencial para a sua sobrevivência e, temo, alguns talvez simplesmente evaporassem em face de suas opções políticas.

Brizola alertava aos jovens para evitar que cavassem a própria sepultura, enquanto aqueles que hoje mal trajam as honradas e honrosas vestes trabalhistas são os próprios coveiros desta juventude. Sinal dos tempos! Quanta mudança! Ciro Gomes supõe que poderá cavalgar sobre a imagem histórica e genuinamente popular de Brizola, mas não lhe bastará pronunciar “interésse” para ludibriar o povo. Brilho próprio, rica herança e trajetória singular e coerente, a memória política de Brizola dispõe da autonomia e independência à similaridade dos indomáveis cavalos selvagens, que não se prestam a subjugação. Ainda impacta no imaginário popular o legado intelectual e prático de Brizola, distanciado de qualquer relação com as opções políticas dos irmãos Gomes e seu patrocinador, o grande oligarca das terras cearenses, o Sen. Jereissati.

Para aproximar-se ao núcleo doutrinário do trabalhismo Ciro Gomes teria de adotar práticas compatíveis que neste momento implica proteção à água, notável bem de domínio comum. A privatização do saneamento básico e da água no bojo do PL 4.162/2019 representa duríssimo ataque ao povo e, por conseguinte, às tradições do trabalhismo. A herança de Brizola é de sincero esforço pela justiça social, tão bem expressa em seu constante combate de que apenas a “minoria, os filhos da fortuna, cercados de todas as garantias, possa[m] realizar as suas aspirações, e os filhos da pobreza somente o consigam, à custa de suas própria saúde, ou então, inexoravelmente morram na ignorância?” A posição assumida pela família Gomes é de tratar o poder com a deferência necessária, indiferente a primeira das aspirações dos filhos da pobreza mais profunda: a água.

Aos que sobreviverem das consequências detratoras da vida os Gomes implicitamente sugerem encarregar-se de ofertar algo para obter a legitimação política indispensável que se traduza nas urnas. A partir desta votação sobre o PL 4.162/2019 Ciro Gomes explicitou que já não dispõe de pretextos ou justificativas para encobrir posições nacionalistas, populares e em defesa da soberania, pois manifestou que está ao lado e defendendo os interesses da direita ultracapitalista, voraz e inescrupulosa. A ela Ciro Gomes denunciou em tantos discursos inflamados, alguns dos quais assisti pessoalmente, como se pretendesse, realmente, atacar tais interesses uma vez detentor do poder.

No momento da votação à sorrelfa de tão relevante matéria como a do PL 4.162/2019, sem mediar o devido aprofundamento e maturação dos debates, todos testemunhamos, sob a limpidez do céu de brigadeiro, que os irmãos Gomes são amigos da retórica e do capital tanto quanto adversários ferrenhos da mais genuína doutrina do trabalhismo pedetista-brizolista. Não há espaço para a convivência desta histórica doutrina trabalhista que a família Gomes brande em público e sua união indissolúvel com os interesses do Sen. Jereissati, disposto a cultivar a sede do povo brasileiro através da continuidade ao processo de expropriação de suas riquezas.

Esta oligarquia nacional não devolverá por vontade própria as riquezas que estão sendo celeremente retiradas do controle do povo brasileiro. Jereissati encarna a extrema-direita civil que está unida à extrema-direita que anda com fuzil ao ombro, unidas indissociavelmente pelo interesse econômico em que pontifica a política neofascista. Estão todos juntos nisto e a recuperação da água e demais riquezas passa pela reordenação do campo progressista e de intensa mobilização popular.

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17
Dez18

Bolsonaro e os truques de Dallagnol

Talis Andrade

 

 
Por Kiko Nogueira
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Malandro é malandro, mané é mané.

Deltan Dallagnol encontrou um jeito de comentar sem comentar as denúncias envolvendo os Bolsonaros e seus assessores.

Hiperativo nas redes sociais, o loquaz procurador deu pouca atenção, para seus padrões, ao escândalo político mais escabroso do momento.

Em uma semana, retuitou duas matérias.

No último dia 12, finalmente, seu parecer acaciano: “Toda movimentação suspeita envolvendo políticos e pessoas a eles vinculadas precisa ser apurada com agilidade. É o papel do MP no RJ investigar”.

Missão cumprida, não tocou mais no assunto, segue o baile com blablablá genérico moralista.

Deltan não se importa com a corrupção do governo de que Sergio Moro faz parte.

Muito diferente da campanha que empreendeu num episódio menor, mesquinho, idiota, da briga de Lewandowski com um advogado bolsominion num avião.

Para expor seus desafetos no Supremo, Dallagnol empreende tempo e energia. 








Enquanto ignora Fabrício Queiroz, exalta a “vitória dos paranaenses contra preços abusivos de pedágio”.

“A juíza federal de Curitiba Thais Sampaio da Silva Machado entendeu correta a decisão do juiz de Jacarezinho: cancelas devem ser abertas e tarifa reduzida. É uma vitória não só porque o consumidor vai pagar menos, mas pq é um recado claro no combate aos desvios e à corrupção”.

Quase ateando fogo às vestes, também pontuou que “se o presidente Temer reeditar o seu decreto de indulto neste ano, seu governo ficará conhecido como uma ‘ponte para a impunidade’.”

A conta no Twitter de Dallagnol é um microcosmo da hipocrisia da Lava Jato e de sua atuação seletiva.

Dallagnol tem uma agenda pessoal que se confundiu com a da polícia política brasileira. Sergio Moro se incumbiu de desmoralizar de vez a turma com sua migração para o ministério de Bolsonaro. 

O grande momento de menino Deltan foi o jejum pela prisão de Lula.

Aquele foi o ápice da militância descarada e da sua visão fundamentalista do mundo.

Agora ele finge que se importa com outras coisas e as pessoas fingem que acreditam. 

Como pontuou a cabeça oca Cássia Kiss: “Acho que é… olha, nem consigo achar um adjetivo para ele”. 

Impossível achar um adjetivo para DD.




 
26
Ago18

O processo ioiô de Sergio Moro quase parando de tão cansado, apesar de três meses de férias remuneradas

Talis Andrade

Juiz recua e se declara incompetente para julgar desvios em pedágios em "uma só rodovia" no Paraná de Luiz Fernando Wolff de Carvalho

 

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Esse processo ioiô, que vai e volta para as mãos de Sergio Moro, trata da corrupção das empresas Triunfo e Econorte, propriedades de parentes da esposa de Sergio Moro. O principal acionista, um corrupto envolvido no esquema de PC Farias, que foi chefe do tráfico de cocaína. A coca transportada no famoso avião "Morcego Negro". Esse mando de PC Farias teria sido substituído pelo paranaense Alberto Youssef, capo da máfia libanesa, hoje solto na buraqueira, e podre de rico, bote podre nisso. Youssef aparece na quadrilha "rodoviária". O processo de "uma só rodovia", mas com vários bandidos célebres. O principal sócio majoritário das empresas possui um grau de parentesco não definido com Rosangela Wolff Moro. Se tio ou primo-irmão. Se são duas pessoas ou uma. Se existe um Luiz Fernando Wolff Carvalho. E outro Júnior. Cousa que Moro não está nem aí. E há a convicção de que o sogro de Moro trabalhou para essas empresas como mestre de obras. 

 

Por Felipe Luchete

Depois de declarar que “não faria sentido” dispersar provas envolvendo operadores já investigados na operação “lava jato”, o juiz federal Sergio Moro voltou atrás nesta segunda-feira (11/6) e abriu mão de julgar processos sobre suposto esquema de propinas envolvendo uma rodovia do Paraná. Ele alegou excesso de trabalho e baseou-se em voto derrotado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

 

Assim, a chamada 48ª fase da “lava jato” — que fez buscas na sede do governo estadual e resultou na prisão de seis pessoas em fevereiro deste ano, mesmo sem ligação com denúncias na Petrobras —, deve passar agora para outra vara criminal de Curitiba, ainda indefinida.

 

O caso envolve a suspeita de que uma concessionária tenha superfaturado despesas e simulado contratos para esconder repasses de vantagem indevida, o que teria inclusive aumentado as tarifas de pedágio de forma artificial. A investigação chegou primeiro à Vara Federal de Jacarezinho (PR), mas o juízo preferiu encaminhar os autos a uma das varas especializadas em lavagem de dinheiro.

 

Moro quis assumir os processos em novembro de 2017, pois disse ter encontrado “pontos de conexões probatórias óbvios” no uso de atividades dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. [O Adir Assad assinou delação premiada. Para o Tacla Durán, ninguém ousa investigar, um sócio da esposa de Moro pediu uma propina de cinco milhões de dólares por uma delação. A corriola de Curitiba já fabricou mais de mil colaborações premiadas. Precisamente 1060 delações. Uma indústria. Tem dez vezes mais delatores soltos que presos presos. Se alguém ousar apresentar os nomes dos delatores é um catálogo. Mas nenhum santo roga por transparência. É "uma só rodovia" que atravessa a escuridão ] 

 

O juiz reconheceu na época que atividades em outros estados poderiam ser distribuídas a outros juízos pelo país, porém considerou insensato impedi-lo de analisar os indícios de crimes em Curitiba, com entregas de dinheiro por lá e em benefício de agentes públicos da própria cidade.

 

O advogado José Carlos Cal Garcia Filho, que representa um dos acusados, questionou no TRF-4 a competência de Moro, assim como a defesa de outro envolvido, representado por Rodrigo Muniz Santos. A maioria da 8ª Turma analisou os argumentos em maio deste ano, porém considerou inadequada a via eleita — pedido de Habeas Corpus, em vez de exceção de incompetência.

 

O relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, ficou vencido ao reconhecer que o inquérito originário não apresenta qualquer relação com a Petrobras.

 

Muito trabalho


Quase um mês depois do julgamento, foi Sergio Moro quem reconsiderou o próprio entendimento. Na decisão desta segunda, ele disse que já está sobrecarregado com “as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”. Cansado, mas não pára com as viagens para participar de eventos nacionais e internacionais.

 

Embora esteja desde 2015 sem receber outros processos, o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba disse que cuida de casos com muita complexidade, “gerando natural dificuldades para processamento em tempo razoável”. Afirmou ainda que, conforme “juízos de conveniência e oportunidade”, é mais recomendável acompanhar o voto do relator no TRF-4, apesar de vencido.

 

A medida, afirma, também encerrará qualquer novo questionamento das defesas sobre a prevenção. O julgador determinou a redistribuição de uma ação penal e processos conexos entre as varas criminais de Curitiba, excluindo-se a própria. Moro, entretanto, manteve válidos os atos processuais já praticados.

 

As defesas queriam que fossem derrubadas as decisões anteriores, mas ele disse que cabe ao próximo juízo decidir o que fazer com os atos antigos.

 

Clique aqui para ler a decisão.

 

 

07
Ago18

Beto Richa é condenado pela justiça estadual do Paraná. Pela federal ele passa todas

Talis Andrade

 

A justiça federal, notadamente a republica do Paraná, ou corriola de Curitiba, engaveta todos os processos contra Beto Richa.

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Escreve Renato Rovai: 

 

Beto Richa é delatado por corrupção de R$ 20 milhões. Mas não há de ser nada, ele é tucano


O governador do Paraná, Beto Richa, é o mesmo que colocou policias para espancar professores que lutavam por reajuste salarial. E o dinheiro roubado é da educação.

 

 

Consta de uma delação premiada do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, que o então diretor da Secretaria de Educação (Seed), Maurício Fanini, participou de uma reunião na casa do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), 45 dias antes da eleição de 2014, para discutir caixa dois. E que além deles estava o atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano, também do PSDB.

 

Eduardo Souza é investigado por fraudes em licitações na construção de escolas do estado que chegam a R$ 20 milhões.

 

O esquema foi desvendado pela Operação Quadro Negro, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O escândalo deixou em ruínas obras de seis escolas estaduais que atenderiam milhares de alunos em todo o estado.

 

O empresário foi preso na primeira fase da operação e ficou um ano e meio na cadeia.No acordo que vai liberá-lo da prisão, ele afirmou que Fanini sugeriu que seria bom ter alguém do Tribunal de Contas do Paraná “com eles”.

 

E que isso o fez procurar o conselheiro Durval Amaral e sugerir ajuda financeira para a campanha do filho de Durval, Tiago Amaral (PSB), então candidato ao cargo de deputado estadual.

 

Eduardo afirmou que combinou com uma pessoa ligada a Durval um pagamento de R$ 50 mil para o caixa dois da campanha do filho dele.

 

O pagamento, declarou o delator, foi feito a uma assessora no comitê de Tiago Amaral. Tiago Amaral foi eleito em 2014, e o pai dele é o atual presidente do Tribunal de Contas.

 

No acordo, o dono da Construtora Valor se comprometeu a apresentar provas de tudo o que disse e a abrir mãos de bens. Com isso, ganhou o benefício de não ser preso e usar tornozeleira eletrônica por dois anos.

 

Essa história está sendo contada aqui e ali em alguns portais. É uma bomba. Até porque o governador Beto Richa é o mesmo que colocou policias para espancar professores que lutavam por reajuste salarial. E o dinheiro roubado é da educação.

 

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Mas o assunto rapidamente sairá da pauta. E o governador, o presidente da Alep e o conselheiro do Tribunal de Contas e seu filho , Tiago Amaral, atualmente deputado, vão continuar por aí incentivando patos a baterem panelas contra a corrupção.

 

Se eles fossem de partidos como o PT, PCdoB ou PSoL o caso renderia horas de JN. Mas como se sabe, com tucanos é de outro jeito. Eles têm passe livre pra corruptar. Sim, corruptar vem de corruptês. É um neologismo de corrupção. Algo meio tucanês. Já que tucano não é corrupto, como se sabe.

 

Beto Richa é condenado em tribunal de 2ª instância no Paraná

 

Relata Esmael Morais:

 

O ex-governador Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, foi condenado nesta terça (7) por um tribunal de segunda instância — o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

 

Por 3 votos a 2, a 4ª Câmara Cível do TJPR manteve a condenação do tucano e da ex-primeira-dama Fernanda Richa para que devolvam aos cofres públicos diárias gastas durante uma viagem em Paris, em 2015.


Militantes do PSTU e PSOL ajuizaram a ação popular em 2015 contra o casal. Eles pediram que o ex-governador e a ex-primeira-dama, atual secretária de Estado da Ação Social, devolvessem R$ 24 mil ao erário.


O casal Richa é acusado de passear em Paris, na França, com dinheiro público durante uma viagem realizada à China em 2015. O TJPR entendeu que não era necessária a “parada técnica” em Paris, alegada pela defesa do ex-governador.

 

 

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