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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

28
Set23

Campos Neto consegue liminar e suspende apuração das offshores no Conselho de Ética Pública

Talis Andrade

 

Comissão de Ética Pública da Presidência investiga a denúncia de que o presidente do Banco Central e o ex-ministro da Economia Paulo Guedes mantêm offshores no exterior

 

 

247 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, conseguiu suspender pelas vias judiciais um processo em andamento na Comissão de Ética Pública da Presidência que investigava a denúncia de que ele e Paulo Guedes, ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro (PL), mantêm offshores em seus nomes no exterior. A informação é da coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Os casos remontam a 2019, quando veio à tona a existência dessas offshores em uma investigação internacional conhecida como Pandora Papers. A investigação, conduzida por um consórcio internacional de jornalistas, baseou-se em documentos vazados de 14 escritórios internacionais de abertura de empresas em paraísos fiscais no exterior. >>> Lindbergh aciona Comissão de Ética Pública da Presidência para investigar investimentos do presidente do BC

O material da investigação apontou que, em 2019, Paulo Guedes estava vinculado a uma empresa chamada Dreadnoughts International Group, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, onde sua filha, Paula, aparecia como acionista. Já a offshore de Roberto Campos Neto, denominada Cor Assets, está localizada no Panamá e foi fundada em 2004. >>> MP dos fundos exclusivos e PL das "offshores" podem ser votados juntos na próxima semana, diz Haddad

Ambos afirmaram que essas empresas haviam sido devidamente declaradas à Receita Federal, à Comissão de Ética Pública e a outras autoridades brasileiras competentes, e que estavam em conformidade com a legislação. Entretanto, acabaram se tornando alvos de denúncias no Conselho de Ética Pública, o que os levou a prestar esclarecimentos no Congresso. >>> Câmara quer votar PL da taxação das offshores na próxima semana

Nesta sexta-feira (28), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) disse pretender apresentar um novo questionamento à Comissão de Ética Pública da Presidência da República sobre as atividades de investimento de Campos Neto em fundos que são diretamente afetados pela política do Banco Central. 

 
21
Set23

Corte de juros não pode ser feito a conta-gotas, critica Gleisi após anúncio do Copom

Talis Andrade

 

Roberto Campos favorável aos altos juros para o povo e empresas offshore livres de impostos

 

Com empresas offshore nos paraísos fiscais, Roberto Campos Neto é contra impostos para os ricos, e favorável aos mais altos juros do planeta para os pobres do Brasil. 

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), cobrou nesta quarta-feira (20), pelo Twitter, mais redução da Selic, a taxa básica de juros, após o Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central (BC), diminuir o índice em 0,5 ponto percentual

"O processo de redução da maior taxa de juros do planeta começou tarde e não pode ser feito a conta-gotas, como indica o comunicado do Copom desta quarta-feira. O Brasil perdeu tempo demais com uma política monetária errada, imposta por um governo irresponsável e um BC sem compromisso com o País. O País tem pressa e precisa voltar urgentemente  à normalidade", afirmou a parlamentar.

Este ano, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vêm pressionando o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a baixar a taxa de juros, para facilitar o acesso da população ao crédito, aumentar o poder de consumo e ajudar no crescimento da economia.  

Hora do Senado cobrar do bolsonarista Roberto Campos um Banco Central alinhado com uma política econômica voltada para o povo em geral, e para o bem do Brasil, que deixou de ser pária, e parte do Terceiro Mundo, presidido por um corrupto que recebia joias como agrado, um país 'a venda. 

O Roberto Campos de Bolsonaro, que compra toneladas de ouro no Brasil do tráfico de ouro e de pedras preciosas, não pode ser o mesmo presidente do Banco Central de um Brasil do Primeiro Mundo, o Brasil de Lula. 

25
Jul23

Roberto Campos Neto contra limitar juros de 455% ao ano do cartão de crédito

Talis Andrade
 

Preciso Pagar Agiota

Preciso Pagar Agiota
 
 

Os bancos brasileiros, apoiados por Roberto Campos Neto, estão empenhados em conter o avanço de um projeto de lei que busca limitar os juros no rotativo do cartão de crédito, uma das modalidades mais onerosas de empréstimo no país. A proposta enfrenta resistência da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), mas o relator do projeto, deputado Alencar Santana (PT-SP), assegura que o dispositivo será mantido em seu texto. O tema está previsto para ser discutido na Câmara dos Deputados a partir de agosto.

De acordo com dados do Banco Central, a taxa média de juros cobrada pelos bancos no rotativo do cartão de crédito atingiu o patamar de 455,1% ao ano em maio, o maior registrado em mais de seis anos. A modalidade do rotativo é acionada quando o cliente não paga o valor total da fatura até a data de vencimento. No mesmo mês, a inadimplência no rotativo para pessoas físicas alcançou 54%, a maior agiotagem já registrada desde março de 2011.

O projeto de lei, idealizado pelo deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA), conta com o apoio de Santana, e visa instituir o Programa Nacional de Renegociação das Dívidas das Famílias (ReFamília), destinado a famílias com renda de até R$ 5.000, com crédito previsto de até R$ 20 mil por família. Além disso, o projeto estabelece que o CMN (Conselho Monetário Nacional) irá definir um limite para a cobrança de juros nos cartões de crédito.

O relator garante que esse ponto será mantido no texto, embora ainda não tenha uma definição técnica sobre como será tratado. "Esse é um tema que merece uma resposta do parlamento. Não dá para continuar com esse abuso, esses juros exorbitantes", diz Santana. "Fazer o Desenrola Brasil, garantindo dinheiro do governo para as famílias limparem os seus nomes, pagarem as suas dívidas e continuar com juros de cartão de crédito dessa maneira é tapar o sol com a peneira", completa.

Representantes da Febraban, da Abracs, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de São Paulo se reuniram com Santana para tratar do tema. Em abril, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) demonstrou preocupação com a ganancia, a especulaçao bancária, e ressaltou ser uma preocupação do presidente Lula. O presidente, por sua vez,  já criticou a cobrança de juros altos, chegando a classificá-la como um "roubo". O Banco Central nem aí.

 

24
Jul23

Lava Jato Lado B, uma série sobre a influência dos EUA e o traiçoeiro mando dos quinta-colunas

Talis Andrade

 

Como combater supostas corrupções roubando o Brasil e falindo as grandes empresas nacionais para a dominação do capital estrangeiro. Sergio Moro fez na justiça o que Roberto Campos Neto realiza no Banco Central. A indústria do compliance e a política dos juros nas alturas

 

Jornal GGN – A série “Lava Lado B – A influência dos EUA e a indústria do compliance”, produzida pela equipe do GGN com o financiamento coletivo do Catarse, expôs a sistemática influência dos Estados Unidos na Operação Lava Jato.

Desde a cooperação jurídica internacional entre as autoridades do Brasil com as norte-americanas para obter tal interferência; como a bandeira anticorrupção, tão aclamada e utilizada pela força-tarefa de Curitiba, foi também bandeira para uso político dos EUA; os interesses geopolíticos por trás da Operação; os processos a que a estatal brasileira Petrobras foi submetida no país, até o boom da indústria do compliance no Brasil.

A série completa “LAVA JATO LADO B” foi produzida com o financiamento coletivo pela plataforma Catarse e todos os episódios estão disponíveis na TV GGN.


LAVA JATO LADO B (2019)

Argumento: Luis Nassif
Roteiro, pesquisa e entrevistas: Cintia Alves e Luis Nassif
Imagens e edição: Nacho Lemus
Locução: Marco Aurélio Carvalho
Coordenação geral: Cintia Alves e Lourdes Nassif
Colaboradores: André Sampaio (entrevista Mark Weisbrot) e Zé Bernardes (imagens Pedro Serrano)
Agradecimento especial: Estúdio do Criar Brasil.

 

Acompanhe todos os episódios aqui

23
Jul23

A economia destroçada por quatro anos de gestão criminosa de Bolsonaro

Talis Andrade

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Banco Central ponta de lança dos interesses do capital financeiro

 

por Wellington Duarte

Saiu o dado do Banco Central (BC), sobre a atividade econômica, o IBC-BR, recuou 2,0% em maio, quando relacionado a abril. No ano acumula alta de 3,61% no ano e de 3,43% em 12 meses. A divulgação desse dado provocou reação diversa, na esquerda, que teve um surto de desespero, pois esperava que Lula tivesse uma varinha mágica, bastando dar um “pirlimpimpim” e a economia, destroçada por quatro anos de gestão criminosa de Bolsonaro, voltaria a se comportar como “uma China dos trópicos”; do outro a direita fascista, que comemorou o fato, apenas e tão somente por ser uma “derrota” de Lula.

Mas o que é real, nesse resultado, é o papel que o Banco Central, transformado em “entidade independente” a partir de 2021, tornou-se a ponta de lança dos interesses do capital financeiro já que manter uma taxa de juros em 13,75% estrangula qualquer tentativa de retomada de crescimento. Uma Lei Complementar tronou-se um dos principais instrumentos da luta de classe, que os incautos acreditam ter sido superada pelo fim da URSS, há mais de 30 anos, e o poder emanado dessa “entidade” agora se mostra claramente.

Os especialistas (ah os especialistas!) já afirmaram que o “mercado”, esse ente onipresente, projetou o crescimento do PIB em 2,24%, com base no crescimento de 1,9% no primeiro trimestre e é bom lembrar que no começo de 2023, a projeção era de 0,78%. Ora se esses mesmos especialistas estão (ou estavam) esperançosos de um crescimento superior ao de 2022, omitem que esse resultado é consequência direta da atividade predatória do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato, de acordo com o que foi aprovado em 2021, só terminará em 31 de dezembro de 2024, é o principal trunfo do mercado financeiro.

Obviamente que é necessário ponderar que acreditar que recuperar um país literalmente devastado por 6 anos de desmonte, e aqui eu coloco o governo Temer na conta, um apenas 6 meses de governo é um delírio, creditado aos ufanistas mais ousados, visto que a recuperação econômica se dá pela conjunção de vários elementos, endógenos e exógenos, que exigem uma condução de política econômica orientada para o desenvolvimento.

Se olharmos o ambiente externo, marcado pelas agruras de uma economia mundial marcada por uma guerra europeia, que afeta o mercado mundial de alimentos e de combustíveis; e o ambiente interno, caracterizada pela permanente busca do governo em ter condições de governabilidade, num ambiente hostil, visto que o parlamento eleito em 2022 é dominado pelas forças reacionárias e conservadoras, além de um conjunto de governadores nada simpáticos ao governo.

E é nesse contexto que a Luta de Classes se mostra claramente. A luta histórica entre as diversas frações da burguesia e os diversos segmentos que formam o proletariado, dessa vez utilizando uma instituição republica, o Banco Central, mostra que a burguesia, um nome que parecia démodé, mantém incólume seus interesses, defendendo-os com unhas e dentes, ora financiando políticos reacionários, para formar uma base parlamentar para resguardar seus ganhos; ora apoiando governos reacionários e fascistas, no caso os governos Temer e Bolsonaro; ora controlando diversos segmentos do aparelho de Estado. A burguesia não dorme.

O proletariado, enfraquecido devido ao fato de que suas representações sociais se debilitaram ao longo dos anos, quer aceitando o conceito falacioso de “conciliação de classes”, que asseverava ser possível construir uma sociedade “onde todos ganham”, uma pilhéria convenhamos; quer perdendo espaço no campo institucional, atropelado pela aliança entre a burguesia e a extrema-direita mundial, que destroçou a social-democracia e os pretensos “socialistas”. O encolhimento da esquerda foi funesto para o proletariado e este vem pagando caro por essa derrota histórica.

Não se espere, nos próximos meses, o arrefecimento das contradições que hoje estão presentes na economia e na sociedade brasileira, mas é necessário, acima de tudo, preservar o pouco ganho que foi conseguido até agora, graças a um governo centrista, mas que tem a pretensão de recuperar o próprio capitalismo no Brasil, e isso implica numa grande coalizão de forças que enfrentem os interesses do capital financeiro e das forças reacionárias que,  derrotadas momentaneamente, continuam muito fortes e influentes.

23
Jul23

Entreguista preresidente do BC cogita terceirizar gestão das reservas do país e gera revolta de deputados

Talis Andrade

 

Roberto Campos, o neto do economista da ditadura militar de 1964, deu entrevista 'a investidora BlackRock e disse estar aberto a delegar administração de recursos do Estado. Por falta de competência, de conhecimento, da ignorância dos funcionários do banco, mentiu o traíra

 

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou em uma entrevista concedida ao banco de investimentos estrangeiro BlackRock que está disposto a terceirizar a gestão das reservas cambiais brasileiras. O país tem US$ 380 bilhões em reservas – cerca de R$ 1,8 trilhão –, que são usadas para aliviar a alta do dólar, por exemplo.

Essas reservas são hoje administradas pelo BC, que tornou-se autônomo no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Campos Neto, indicado por Bolsonaro, cogita transferir essa responsabilidade a terceiros.

:: 'Presidente do BC não é dono do Brasil', diz Lula ao sancionar Minha Casa Minha Vida ::

"A gente está aberto a essa terceirização, gestão externa vamos dizer... Hoje a grande parte da gestão não é terceirizada, mas a gente está aberto a fazer isso nessa área, principalmente, porque a gente está olhando agora para novas classes de ativos", afirmou.

Nessa terceirização, uma empresa como a própria BlackRock definiria onde seriam investidas as reservas nacionais. Campos Neto disse que o BC poderia aprender com a gestora terceirizada.

"A gente entendeu que alguns programas de gestão terceirizada a gente podia fazer dentro do Banco Central, e isso ia gerar uma sinergia positiva, porque o pessoal da equipe operacional do Banco Central ia aprender sobre ativos e aprender sobre ativos ajuda muito a atividade do dia a dia do Banco Central", disse.

Leia mais: Dívida de países quintuplica em 20 anos e compromete orçamento de nações mais pobres

O presidente do BC ressaltou que a terceirização teria de levar em conta princípios hoje adotados pelo BC: preservação de capital, governança e sustentabilidade.

 

Protestos e críticas

 

A ideia de Campos Neto foi duramente criticada por parlamentares do PT. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do partido, questionou o que seria feito com os recursos que pertencem ao Estado.

"Campos Neto, responsável pelo Brasil ter o maior juro do planeta, agora quer terceirizar ativos do BC. É isso, tirar do Estado e deixar ao bel prazer do mercado. E o que acontece com as reservas de US$ 340 bilhões?", declarou Gleisi, numa postagem no twitter.

Campos Neto, responsável pelo Brasil ter o maior juro do planeta, agora quer terceirizar ativos do BC. É isso, tirar do Estado e deixar ao bel prazer do mercado. E o que acontece com as reservas de U$ 340 bilhões? Não explicou até agora o tal erro contábil de R$1 trilhão no banco… — Gleisi Hoffmann (@gleisi) July 21, 2023

Ela ainda pediu a saída de Campos Neto do BC.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também acusou Campos Neto de sabotagem. "Na mesma semana em que tentou censurar os diretores do BC, ele aparece em entrevista à BlackRock dizendo que planeja dar a gestores privados a administração das reservas internacionais do Brasil", postou, lembrando que um novo diretor do BC indicado por Lula não pôde conceder entrevistas por normas editadas por Campos Neto.

Chega de sabotagem! É FORA CAMPOS NETO já! Assine https://t.co/xjegPJhhZ4 pic.twitter.com/vkC6Epwgrz — Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 20, 2023

 

Embate com Lula

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado abertamente a gestão de Campos Neto no BC por conta da alta taxa básica de juros da economia. A Selic está hoje em 13,75% ao ano. Isso, segundo Lula, atrapalha o crescimento da economia.

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