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O CORRESPONDENTE

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O CORRESPONDENTE

25
Jun23

Pós-Campos Neto: desafio do desenvolvimento

Talis Andrade

 

Charge: Clayton

 

por Luís Nassif, no Jornal GGN

Nos próximos meses, haverá dois eventos em maturação.

Evento 1 – a demissão de Roberto Campos Neto

Campos Neto tornou-se personagem político. Não se duvide que, nas próximas eleições, seja um dos braços do bolsonarismo educado. Só que seu tempo de vida útil acabou.

No começo do governo Lula, o Ministro da Fazenda Fernando Haddad ainda não tinha consolidado sua posição perante o mercado. Não conseguiria pressionar Campos Neto, nem trabalhar por sua demissão.

Optou por um processo gradativo, de atender às expectativas do mercado e ganhar a confiança com um discurso bastante racional. Com isso, mais o arcabouço fiscal, tirou os argumentos nos quais se escorava Campos Neto para não derrubar os juros.

Agora, inverteu o jogo. 

Os efeitos da Selic elevada espalharam-se por todo o país, afetando do setor financeiro ao varejo, pelo comprometimento do crédito e a multiplicação de processos de recuperação judicial.

Formou-se uma unanimidade contra Campos Neto, abrindo a possibilidade de um pacto político visando mudar essa inacreditável lei de autonomia do Banco Central, que torna o país inteiro refém de burocratas sem mandato.

Evento 2 – o pós-Campos Neto

Hoje em dia, há um objetivo central, que é o da redução da taxa Selic de forma acelerada. Alcançado o objetivo, entra-se no segundo tempo do jogo, em que haverá a necessidade de um projeto mais consistente de desenvolvimento.

Se Lula se conformar em meramente retomar o crescimento via melhoria do consumo, não conseguirá atingir seu objetivo, de marcar seu terceiro mandato como uma virada na economia.

Há um conjunto enorme de possibilidades pela frente, da transição energética às novas revoluções tecnológicas. 

O país dispõe de uma boa estrutura de ciência e tecnologia, organizações empresariais de abrangência nacional, bancos públicos, um banco de desenvolvimento modelo, uma grande empresa petrolífera, que já desempenhou papel significativo no desenvolvimento industrial e tecnológico nacional.

Falta o maestro, capaz de combinar todos esses instrumentos. Falta mais ainda, uma concertação com as forças produtivas, sindicatos e movimentos sociais, apontando para um norte. 

Essa visão de conjunto de todas as forças é fundamental para a geração de sinergia e para consolidar o grande pacto nacional pelo desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e responsabilidade social.

A primeira parte do trabalho já foi feita, com a retomada dos contatos internacionais. A segunda parte completa-se com a queda de Campos Neto e a redução da Selic. Mas são apenas ensaios para a grande apresentação final, da entrada do país definitivamente no rumo do desenvolvimento.

Para tanto, Lula precisará reviver o entusiasmo e o sentimento de grandeza de um JK. O período 2008-2010 mostrou que isso será possível.
 

Diminuição da Selic é pauta prioritária

 

"O governo tem de convocar o Conselho Monetário

e propor demissão de Campos Neto"

O ex-ministro do Trabalho, das Comunicações e da Previdência Social Ricardo Berzoini (PT-SP) revelou como pode se dar a demissão de Roberto Campos Neto da presidência do Banco Central. "O governo tem que convocar o Conselho Monetário Nacional [composto por três membros: o ministro da Economia como presidente do Conselho, o secretário Especial da Fazenda e o presidente do Banco Central] e, por 2 votos a 1, propor a demissão do presidente do Banco Central", afirmou o petista.  Berzoini defende demissão de Campos Neto

04
Abr22

O que um Will Smith faria com Eduardo Bolsonaro?

Talis Andrade

www.brasil247.com - { imgCaption }}www.brasil247.com - { imgCaption }}ImageImage

por Fernando Brito

- - -

Ainda bem (será?) que o ator Will Smith não é brasileiro nem deputado federal.

Porque o deboche de Eduardo Bolsonaro às torturas que a jornalista Miriam Leitão sofreu na ditadura (“boazinha”, segundo o general Braga Netto), sendo colocada dentro de uma cela, nua, com uma cobra jibóia para aterrorizá-la, não é uma piada de mau gosto e ofensiva de um idota, como a que aconteceu no Oscar, é a adesão tardia a uma agressão indigna de qualquer ser humano.

Míriam é uma adversária política da esquerda, hoje e há muito tempo, mas isso não é ser de esquerda ou de direita, é ser um monstro de vileza

E pior, desperta, como se pode observar no Twitter, a boçalidade das hordas bolsonaristas, que elogiam e naturalizam a tortura, um crime hediondo pela covardia e pelo sadismo.

Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso é crime, diz o Código Penal, e não há razão para que o Ministério Público permaneça inerte, porque a tipicidade, segundo pacífico entre os juristas, quando dá em relação a fato concreto, que tenha ocorrido e não a um possível crime futuro, como é o caso.

Não se está sugerindo que se dê uma bofetada em Eduardo Bolsonaro, mas que se dê a devida resposta legal, até pelo exemplo de que não se pode fazer isso com a dignidade de um ser humano.

Mas Augusto Aras, com certeza, não é “A lenda”. É é só um daqueles zumbis do filme de terror que estamos vivendo.

 

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