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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

12
Abr22

As instituições... cadê elas?

Talis Andrade

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por Eric Nepomuceno

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Supõe-se que a democracia brasileira está amparada por instituições e pelos três poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Supõe-se. Mas o que estamos vendo na prática é a falência do poder Legislativo e de várias instituições.

Senão, vejamos: o que Jair Messias e o bando estacionado à sua volta estão fazendo com o país supera qualquer antecedente.  

Já não se trata apenas de nos afogar nessa maré de corrupção deslavada que supera, e muito, as práticas da família presidencial. E ninguém faz nada para tentar impedir as duas únicas práticas do pior governo da história da República – destroçar tudo, absolutamente tudo que foi erguido ao longo de décadas, e roubar com apetite leonino.

A estas alturas, é imperdoável e impossível de aceitar que no Congresso não se faça absolutamente nada. Mas não há saída à vista: para sobreviver, Jair Messias alugou o que há de pior na política brasileira, o tal de Centrão, e foi engolido.  

Cadê os mais de cem pedidos de impeachment que cochilam na gaveta de um abutre chamado Arthur Lira? Como é que um caipira bonachão que atende pelo nome de Rodrigo Pacheco e preside o Senado continua fazendo cara de paisagem?   

Sim, sim, o Congresso eleito em 2018 na rabeira de Jair Messias é tenebrosamente coalhado de pilantras de diferentes calibres. Mas será que ninguém lá dentro consegue impedir o que está sendo feito – tanto no ato de destroçar como no de roubar?

Como é que uma empresa misteriosa chamada Engefort se entope de dinheiro sem que ninguém, absolutamente ninguém faça nada para impedir esse absurdo?  

Perguntar cadê a Procuradoria Geral da República é perder tempo. Afinal, Jair Messias instalou lá um deboche que atende pelo nome de Augusto Aras. Seu sentido de decência tem a solidez de uma gota de orvalho. É um dos raríssimos casos da nossa história em que a Advocacia Geral da União tem dois chefes prontos para defender, a qualquer preço, o presidente da República: o advogado-geral e o procurador-geral.

Jair Messias continua incólume. Isso, até o dia 31 de dezembro deste ano de breu.  

Depois terá à sua frente dois caminhos. Ou se exila numa das ditaduras que andou visitando, ou vai primeiro para um tribunal e depois para o xilindró.

E quem vier para o seu lugar terá mais uma missão, além de tentar reconstruir um país destroçado: restaurar as instituições.

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Gilmar Fraga: sujeito oculto na oração... | GZHPode ser uma ilustração

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24
Ago20

"Quanta Asneira!": jogo criado por jornalista carioca satiriza Bolsonaro e faz sucesso no exterior

Talis Andrade

bozo e filhos.jpg

Bozo (Bolsonaro) e 01, 02, 03 (filhos de Bolsonaro), ilustrados por Renato Machado

 

por Marcio Rezende/ RFI

"Quanta Asneira!" é um jogo de tabuleiro criado pelo jornalista carioca Luiz André Alzer durante a quarentena, que reúne 240 bobagens pronunciadas por Jair Bolsonaro para, com ironia e diversão, protestar contra o governo brasileiro. Também é um documento jornalístico. Sem muita propaganda, para evitar chamar a atenção dos fanáticos adeptos do presidente brasileiro, o jogo é um best-seller e desperta interesse fora do Brasil.

Há dois meses, silenciosamente e sem publicidade, foi lançado no Rio de Janeiro um jogo satírico que usa o humor como crítica política. "Quanta Asneira!" nasceu pensado para a quarentena, quando Jair Bolsonaro ganhou ainda mais projeção internacional por sua irresponsabilidade na gestão da pandemia.

O jogo reúne 240 bobagens que o presidente do Brasil disse ao longo de sua carreira. É um jogo brasileiro, mas também internacional, porque aborda um líder polêmico, cujas declarações deram a volta ao mundo.

Além de Bolsonaro, estão presentes no jogo seus três filhos, seu guru filósofo Olavo de Carvalho e alguns de seus ministros fanáticos e pouco apresentáveis.

São 48 cartas com perguntas, além de quatro cartas com consequências e 20 cartas com os personagens. No total, são 240 pérolas da política brasileira, muitas delas com repercussão internacional.

No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar sua prole, formada por um senador, um deputado e um vereador (04, Renan, o mais novo, não participa desta versão de "Quanta Asneira").

No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar seus filhos (senador, deputado e vereador) . Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o guru filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe Bolsominions.

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No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar seus filhos (senador, deputado e vereador) . Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o guru filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe Bolsominions. © Facebook/Quanta Asneira

Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o Guru-Filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe do Bolsominions.

Além das frases absurdas, aparecem cartas que confundem e complicam o jogo e também a sociedade brasileira: "fritar o ministro", "tweets apagados" e "panelaços".

O desafio do jogo é acertar ao máximo as perguntas sobre as afirmações mais incríveis e livrar-se do Bolsonaro e dos bolsonaristas, conhecidos como bolsominions.

Criar consciência

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A Equipe Bolsominions (seus ministros e secretários) e o Guru-Filósofo (Olavo de Carvalho)

Nas cartas, há declarações que envolvem episódios de projeção internacional, como os incêndios na Amazônia, os ataques pessoais ao presidente francês Emmanuel Macron, críticas a Angela Merkel, ameaças à Venezuela, desprezo por Greta Thunberg e atritos diplomáticos com Argentina e China.

A ausência de publicidade para o lançamento do jogo é para evitar cair na polarização das redes sociais, campo minado de bolsonaristas. No entanto, o sucesso do jogo já está no boca a boca. Entre os compradores estão aqueles que querem enviar o jogo a um amigo seguidor do Bolsonaro como presente, para tentar conscientizá-lo.

Em três meses, as primeiras 500 cópias estão quase esgotadas e espera-se uma nova impressão. E há encomendas do exterior.

Além de um exercício de memória, o jogo ajuda a não passar em branco algumas atrocidades. Também funciona como arquivo jornalístico de forma lúdica.

Seu autor, Luiz André Alzer, tem 25 anos de carreira como jornalista nas principais redações do Rio de Janeiro. Há três anos, ele deixou o jornalismo para fundar uma editora dedicada ao lançamento de livros de não-ficção.

 

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