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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

23
Abr23

As ligações do juiz Malucelli com a família Moro

Talis Andrade

Ficha cadastral de João Ediuardo Malucelli e seu pai, o juiz federal Marcelo Malucelli 

 

por Marcelo Auler

- - -

A decisão do juiz federal Marcelo Marucelli, atualmente na 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, revalidando o mandado de prisão de 2016 contra o advogado Rodrigo Tacla Duran – TRF-4 revalida prisão de Tacla Duran, que cancela viagem -, certamente vai gerar um debate em torno da imparcialidade do magistrado.

 
Luiz Carlos (@LuizCarlosDorn3) / Twitter
 
 

Marucelli é pai do advogado João Eduardo Barreto Malucelli, registrado na OAB do Paraná sob nº 113601, que aparece nos cadastros da mesma OAB como sócio do ex-juiz Sérgio Moro e da esposa dele, Rosangela Wolf Moro, no escritório Wolf & Moro Advogados Associados.

A decisão já estava sendo questionada diante da determinação do então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, em 14 de março passado, mandando suspender as duas ações em tramitação contra Tacla Duran na 13 Vara Federal de Curitiba. A partir dessa suspensão, o novo titular daquela vara, juiz Eduardo Appio, revogou o mandado de prisão preventiva decretado pelo ex-juiz Sérgio Moro, em 2016. Malucelli entendeu que Appio não poderia ter feito isso, e cancelou sua decisão.

Em conseqüência da decisão de Marucelli tomada na terça-feira (11/04), Tacla Duran suspendeu seu embarque para o Brasil onde deverá prestar depoimento tanto ao juiz Appio, como à Polícia Federal.  Ele, desde 2016, denuncia ser vítima de extorsões praticadas pelo advogado Carlos Zucoloto Júnior que não apenas trabalhou no mesmo escritório com Rosangela Moro, como ainda é padrinho de casamento do casal.

O parentesco foi denunciado por leitores

A extorsão, conforme tem insistentemente narrado Tacla Duran, seria para facilitar a sua situação nas ações penais em que foi denunciado por lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato de Curitiba. As acusações foram respaldadas em provas recolhidas de arquivos da Construtora Odebrecht, depois anuladas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante dessa decisão da Segunda Turma, o então ministro Ricardo Lewandowski, antes de se aposentar naquela corte, determinou a suspensão de cinco ações penais abertas a partir das provas consideradas imprestáveis. Duas delas têm Tacla Duran como réu e tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba.

A partir da suspensão das ações por Lewandowski, Appio, no dia 16 de março revogou os mandados de prisão contra Tacla Duran que perduraram por sete anos. Alegou que o advogado/réu tem direito de se defender em liberdade até o trânsito em julgado dos processos. Essa revogação foi suspensa pelo juiz Marucelli, na última terça-feira.

Nesta quinta-feira (13/04), a partir da divulgação da decisão do juiz Malucelli, alguns leitores do Blog nos remeteram o cadastro de registro da Wolf & Moro Sociedade de Advogados, na qual o filho do juiz, João Eduardo, aparece como sócio do casal Moro. O escritório funciona no bairro Juvevê, em Curitiba.

Em decorrência da eleição do casal Moro para o Congresso Nacional – Rosangela é deputada federal, por São Paulo, e ele é senador, pelo Paraná, ambos na legenda do União Brasil – o escritório de advocacia vem sendo tocado pelo jovem advogado, filho do juiz federal da 8ª Turma do TRF-4.

No cadastro da OAB, o registro da Sociedade dos Moros com João Eduardo Malucelli

Malucellis se calam

O Blog, através da assessoria de comunicação do TRF-4 questionou o juiz Malucelli sobre seu parentesco com João Eduardo e do possível impedimento de sua atuação no caso envolvendo um desafeto direto do casal Moro, de quem o filho é sócio. Além de um e-mail encaminhado às 16h00 à assessoria, também telefonamos cobrando uma posição. Até as 19h00 não recebemos nenhum retorno do tribunal.

Mais cedo, porém, o editor do Blog telefonou diretamente para João Eduardo que após confirmar sua identidade, recusou-se a responder se é realmente parente do juiz. Travamos um dialogo amistoso e respeitoso, mas ele não quis admitir o parentesco.

Depois de nos apresentarmos e explicarmos o motivo da ligação, ele tentou encerrar a conversa:

Eu peço desculpas, mas agora eu não estou podendo falar...”

Blog – Nem dizer se você é parente do desembargador?

“Não”.

Blog – Não?

“Não. Me abstenho de dizer…

Blog – Então é sinal de que tem algum parentesco, eu posso deduzir isso, certamente…

Não foi isso que eu falei. Não é, senhor Marcelo?”…

Blog – Não, não foi isso que o senhor falou. Nem estou dizendo que o senhor me falou isso… Estou dizendo que eu posso deduzir que algo existe.

“Não, mas daí é o senhor que está dizendo, não é? Dedução é uma coisa muito pessoal”.

Blog – Está bom, de qualquer forma eu agradeço a sua atenção, o meu celular está ai e caso você resolva esclarecer e eu agradeço o esclarecimento. Tenha uma boa tarde e me desculpe qualquer inconveniente.

Para bom entendedor, nem sempre é preciso uma confirmação direta. Meia palavra basta.

Abaixo a conversa com João Eduardo Malucelli

23
Abr23

"Moro com medo de Duran?"

Talis Andrade
 
 
 
 
Marcio Vaccari
Imagem
Luiz Carlos
Ministério público vai aceitar essa manobra ? Crime escancarado
Sapiência Pura
@sapiencia_pura
BOMBA "Marcelo Malucelli, desembargador do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4º Região), é pai do advogado João Eduardo Barreto Malucelli, sócio de Moro no escritório Wolff & Moro Sociedade de Advogados." É conflito de interesse? Algum jurista pode me responder?
 
 
Imagem
@LuizCarlos
Ministério público com a palavra
ZuRock Zu
@ZurockV
Vamos expor toda essa família do juiz ladrão!  Júlia - Filha do Moro  João - Filho do Marcelo Malucelli  Rosângela Moro - Conja do Moro  Marcelo Malucelli - Desembargador do TRF-4 que pediu a prisão de Tacla Duran em favor do Moro  Sérgio Moro - Juiz ladrão
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Entrega tacla DURAN
Que vergonha hein desembarga? Ordem de prisão de Tacla Duram foi expedida por pai do sócio de Moro.
Imagem

Luis Nassif entevistou a advogada Tânia Mandarino, Integrante do Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia, onde coordenou a organização do Tribunal Popular da lava jato, realizado em Curitiba. Tânia explica o imbróglio em volta do Caso Tacla Duran e se há necessidade dele voltar ao Brasil para apresentar provas nas denúncias que fez a Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

Luiz Carlos

Senador de santa Catarina vende peixe-conha ( Peixe com recheio de maconha)

Fala aí, camarada!
@falaaicamarada
Deus Pátria Família…e umas coisinhas a mais 
22
Jan22

Procurador admirador de Moro pede para atuar em ação contra ex-juiz no TCU

Talis Andrade

cobra de duas cabeças.jpeg

Júlio Marcelo de Oliveira costuma exaltar o ex-juiz  em redes sociais

 

ÓLEO DE PEROBA

 

por ConJur

O procurador do Ministério Público de Contas Júlio Marcelo de Oliveira, que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), entrou com uma representação na corte para reivindicar sua participação no processo que apura a relação de Sergio Moro com a consultoria Alvarez & Marsal.

Entusiasta da finada "lava jato", Oliveira coleciona postagens que exaltam o ex-juiz, agora político. Em uma delas, ele postou uma fotografia em que aparece ao lado de Moro; em outra, ele posa ao lado do ex-procurador Deltan Dallagnol. Em 2016, Oliveira se engajou na campanha a favor das "10 medidas contra corrupção", uma das principais bandeiras lavajatistas.Vem Pra Rua Brasil - Júlio Marcelo de Oliveira, Procurador do Ministério  Público junto ao Tribunal de Contas da União, sobre Deltan Dallagnol. |  FacebookAlvaro Dias - Procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do... | Facebook

No Twitter, chamou Moro de "exemplo de magistrado e homem público" e disse que o ex-juiz "merece todas as homenagens". Quando da saída de Moro do Ministério da Justiça, afirmou na mesma rede social que o já oficialmente político é "um gigante que sempre se colocou a serviço do Brasil".  

Na representação —  endereçada ao ministro Bruno Dantas, relator do processo —o procurador questiona a atuação do subprocurador-geral Lucas Furtado — do Ministério Público junto ao TCU — no caso e alega que a competência para atuar no processo contra Moro é dele próprio.

"Cumpre esclarecer que não se trata de interesse pessoal deste membro do MP de Contas, o que seria inadmissível, mas de interesse da instituição MP de Contas, cuja existência tem por finalidade exatamente dizer de direito em todos os processos sujeitos a apreciação do TCU", diz trecho do requerimento.

O ministro determinou em dezembro que a consultoria Alvarez & Marsal revele o quanto pagou ao ex-juiz da 13ª Vara de Curitiba após ele abandonar a magistratura e ingressar na política. Dantas levou em consideração os pedidos feitos pelo Ministério Público junto ao TCU, apresentados pelo subprocurador Lucas Furtado.

Segundo Furtado, é preciso investigar a possibilidade de conflito de interesses no fato de o ex-juiz Sergio Moro ter proferido decisões judiciais e orientado as condições para a celebração de acordos de leniência da Odebrecht e, logo em seguida, ter ido trabalhar para a consultoria que faz a administração da recuperação judicial da mesma empresa.

Após a decisão do TCU, Moro reagiu com virulência. "Não enriqueci no setor público nem no privado. Não atuei em casos de conflito de interesses. Repudio as insinuações levianas do procurador do TCU a meu respeito e lamento que o órgão seja utilizado dessa forma", escreveu o agora político em seu perfil no Twitter.

 

Impeachment de Dilma

 

A flagrante parcialidade Júlio Marcelo de Oliveira provavelmente resultará no indeferimento do seu pedido. Mas não é a primeira vez que ela é colocada em xeque. Em 2016, o procurador participou da instrução, no Senado, do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, a defesa da ex-presidente, feita pelo advogado José Eduardo Cardozo, pediu que Oliveira fosse declarado suspeito e impedido. O ministro do STF Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão, acabou retirando sua condição de testemunha, passando-a à de informante, o que o liberou do compromisso legal de declarar somente a verdade.

Naquela sessão, Cardozo apontou que "no plano fático", o procurador é "militante", pois convocou, pelo Facebook, manifestações contra a então presidente da República.

Clique aqui para ler o pedido
Processo TC 006.684/2021-1

ConJur - Procurador fã de Moro pede para atuar em ação contra ex-juiz no TCU

12
Jan22

Ministro do TCU nega pedido de procurador fã de Moro para atuar em ação

Talis Andrade

www.brasil247.com -

 

Júlio Marcelo de Oliveira lavajatista queria participar no processo que apura a relação de Sergio Moro com a consultoria Alvarez & Marsal

 

Conjur - O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, negou o pedido do procurador do Ministério Público de Contas, Júlio Marcelo de Oliveira, para participar como custos legis no processo que apura a relação de Sergio Moro com a consultoria Alvarez & Marsal.

O procurador apresentou representação ao ministro Bruno Dantas, relator do processo, questionando a atuação do subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, no caso e alegando que a competência para atuar no processo contra Moro é dele próprio.

Em sua decisão, Dantas lembrou que já tinha dito que apreciaria o requerimento de intervenção na qualidade de custos legis quando fosse oportuno, à luz de elementos que pudessem indicar interesse público que o justificassem.

Mas Júlio Marcelo de Oliveira protocolou uma segunda petição, sem que seu requerimento anterior tivesse sido apreciado. Por isso, o ministro chamou a atenção do procurador, dizendo que ele está tentando obstruir os trabalhos do TCU e causar tumulto processual, em processo que "nem de longe justifica a atuação de dois membros do MPTCU".

O ministro lembrou ainda que as razões apontadas por Marcelo são insuficientes para satisfazer os requisitos legais que justificariam a atuação de custos legis. "Enfatizo que simpatia pessoal ou convergência ideológica não se confundem com interesse público", concluiu.

Alvaro Dias - Frase do procurador do TCU, Julio Marcelo... | Facebook

Entusiasta da finada "lava jato", Oliveira coleciona postagens que exaltam o ex-juiz, agora político. Em uma delas, ele postou uma fotografia em que aparece ao lado de Moro; em outra, ele posa ao lado do ex-procurador Deltan Dallagnol. Em 2016, Oliveira se engajou na campanha a favor das "10 medidas contra corrupção", uma das principais bandeiras lavajatistas.

Alvaro Dias - Procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do... | Facebook

Vem Pra Rua Brasil - Júlio Marcelo de Oliveira, Procurador do Ministério  Público junto ao Tribunal de Contas da União, sobre Deltan Dallagnol. |  Facebook

Mensagem no Vem Pra Rua

No Twitter, chamou Moro de "exemplo de magistrado e homem público" e disse que o ex-juiz "merece todas as homenagens". Quando da saída de Moro do Ministério da Justiça, afirmou na mesma rede social que o já oficialmente político é "um gigante que sempre se colocou a serviço do Brasil".  

 

 
12
Jan22

Ratinho é grampeado em meio a investigação de corrupção contra aliado Pozzobom

Talis Andrade

celso pozzobom.jpeg

O governador do Paraná foi pego em operação de escuta telefônica oferecendo ajuda a aliado investigado por corrupção, o ex-prefeito de Umuarama Celso Pozzobom

 

A família Pozzobom ficou conhecida no Brasil inteiro pelas sabedorias na Lava Jato. Agora parece um entendido em negócios de prefeitura. Lá em Umuarama.

Publica o portal 247: O governador Ratinho, do Paraná, foi pego em uma operação de escuta telefônica oferecendo ajuda a um político investigado por corrupção, o ex-prefeito de Umuarama Celso Pozzobom, informou a jornalista Amanda Audi no The Brazilian Report.www.brasil247.com -

Pozzobom é do PSC, antigo partido de Ratinho Jr. — que o deixou em 2016, mas que continua aliado ao seu governo no Paraná.

O ex-prefeito foi afastado da prefeitura em setembro do ano passado após decisão da Subprocuradoria Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público do Paraná. Ele disse a Ratinho Jr. que sabia que o governador estava “agitando as coisas” para ajudar em seu caso.

Segundo a jornalista, duas pessoas identificadas como secretários de Infraestrutura e Desenvolvimento do estado também são mencionadas na conversa, que ocorreu em 25 de outubro do ano passado.

O ex-prefeito é suspeito de desviar R$ 19 milhões em fundos municipais, supostamente usados ​​para construir uma casa de veraneio no interior do estado do Paraná. Por isso é investigado pelo Ministério Público.

“O processo de impeachment contra Pozzobom está paralisado devido à inação dos legisladores e várias decisões judiciais — que os investigadores suspeitam que possam estar ligadas ao governador Ratinho Jr. ‘agitando as coisas’ para ajudar seu aliado”, destaca a jornalista Amanda Audi.

O governo do estado do Paraná comentou esta história na manhã desta quarta-feira, dizendo que as conversas em questão constituíram “um telefonema habitual de um governador do estado para um prefeito suspenso”.

“Como republicano, cabe a [Ratinho Jr.] lidar com todos os prefeitos e ex-prefeitos do município paranaense. Além disso, é de conhecimento público o bom relacionamento entre o governador e o prefeito Celso Pozzobom, da mesma forma que o governador mantém relações cordiais com vários políticos do estado.”
 
[Bote cordial nisso!]
 
 

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