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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Fev20

Petrobras

Talis Andrade

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3 - Tofolli está certo: a Lava Jato destruiu a indústria do Brasil

por Marlon de Souza

 

No que tange ao setor de petróleo, o escândalo envolvendo o suposto cartel entre a estatal e demais empresas se dá no mesmo cenario de uma forte queda no preço da commodity, afetando os resultados financeiros da Petrobrás, que apresentam graves prejuízos líquidos de R$ 26,6 bilhões no último trimestre de 2014 e de R$ 36,9 bilhões no último trimestre de 2015. A crise fez a empresa arrefecer seu volume de investimentos do montante aproximado de US$ 48,826 milhões em 2013 para US$ 15,084 milhões em 2017: uma retração de quase 70%. As inversões da estatal (repasses para outros fundos ) caem de 1,97% do PIB em 2013 para 0,73% do PIB em 2017 e de 9,44% do volume total de investimentos (FBKF) para 4,69% no mesmo recorte. Dentro do próprio conjunto de investimentos públicos, o volume responsável pela Petrobras também caiu de 49,3% em 2013 para 36,5% em 2017. Essa retração aguda da atuação da empresa reverberou no corpo de funcionários e em inúmeros projetos junto a outras firmas, contribuindo para uma redução dos trabalhadores empregados formalmente no Sistema Petrobras de 86.108 para 68.829 entre 2013 e 2016, e de 360.180 para 117.555 entre os terceirizados no período equivalente. Isto corresponde que em um intervalo de quatro anos a cadeia produtiva direta da empresa teve perda de quase 260 mil postos de trabalho formais e informais. A crise no setor de petróleo em função do escândalo da Petrobras, somada à nova inclinação programática neoliberal do governo Temer (mantida por Bolsonaro), levou a uma reversão radical da política para o setor e venda maciça de refinarias e ativos da estatal. A Petrobras se desfez de 90% de seus ativos relativos a uma rede de dutos do Sudeste – Nova Transportadora Sudeste (NTS) – para o grupo canadense Brookfield e da rede de gasodutos e transportes nas regiões Norte e Nordeste – TAG – para o grupo francês Engie. 

Em síntese, o segmento de petróleo e gás foi determinante do processo de desestruturação econômica e desmonte da engenharia e infraestrutura do Brasil; acentuando uma tendência grave de desnacionalização de nossas atividades produtivas no geral. De acordo com o Moura e Fernando de Paula a “desestruturação desses dois setores – construção civil e petróleo/gás – contribuiu sobremaneira, por um lado, para o aprofundamento da crise econômica a partir de 2015, da qual não nos recuperamos até momento; de outro, levou à desestruturação de alguns dos poucos setores em que o capital doméstico era forte e competitivo a nível internacional”.

A redução de investimentos da Petrobras produziu consequências drásticas sobre a cadeia de fornecedores. O setor naval, como resultado da política do governo Lula chegou a empregar aproximadamente 85 mil pessoas até 2014, tem hoje cerca de 23 mil funcionários, 30 estaleiros foram fechados ou ficaram sem encomenda alguma. Parte dos principais e mais modernos, tinham como sócios algumas das empreiteiras envolvidas na Lava Jato, o que provocou um efeito combinado de crise. Alguns eram responsáveis pela construção de cascos e módulos de plataformas e foram subsequentemente reduzindo suas atividades. A partir da política do governo Temer o Brasil de produtor de plataforma de petróleo e sonda de perfuração passou a importar. Os efeitos sobre esta cadeia produtiva como um todo teve ainda recentemente a aceleração por parte do governo as concessões, já com maior presença de petrolíferas estrangeiras.

O Clube de Engenharia do Brasil denuncia que o governo Bolsonaro como forma de driblar a lei que proíbe a privatização da Petrobras vende a estatal em partes por meio de negociação de seus ativos tal qual refinarias, gasodutos do Nordeste e do Norte, BR Distribuidora, Transportadora Associada de Gás (TAG). Com a venda da TAG o resultado é espetacular agora a Petrobras passa a depender de uma empresa estrangeira para produzir e transportar seu próprio petróleo e sua própria produção petrolífera depende do gás associado aquela produção.

Na lista de decisão de privatizações das refinarias da Petrobras é significativa; Refinaria Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco, Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na Bahia, Refinaria Gabriel Passos (REGAP) em Minas Gerais, Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) no Paraná, Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) no Amazonas, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) no Ceará e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) no Paraná.

A mais recente foi a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen/PR) que gerou somente nesta unidade a demissão de 144 trabalhadores. Hoje os petroleiros estão em greve e em 17 dias de paralisação. De acordo com a Federação única dos Petroleiros (FUP) 20 mil petroleiros estão mobilizados em 56 plataformas, 11 refinarias, 23 terminais, sete termelétricas, uma usina de biocombustível e uma de fertilizantes e outras unidades operacionais e administrativas espalhadas pelo Brasil; Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Ceará Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Professor em Teoria Econômica pela Unicamp José Augusto Gaspar Ruas afirma que a retirada da Petrobras como operadora subtraia do Brasil a principal fonte para o desenvolvimento nacional. O projeto de privatização da Petrobras derrotado nas eleições presidenciais e sendo executado agora desarticula todo uma cadeia industrial. Ainda segundo o Clube de Engenharia hoje há 5 mil empresas ligadas entorno da Petrobras.

Ruas explica que com o fim da “regra de conteúdo local, a autorização legal para venda de ativos da Cessão Onerosa e o fim da regra de operador único nos campos do Pré-Sal amplia o espaço para a entrada de empresas estrangeiras e a presença de múltiplos operadores por conseguinte dificulta a utilização das encomendas como instrumento de promoção de aprendizado e escala operacional em segmentos/empresas nacionais”.

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13
Jun19

Flávio Dino: é inaceitável ‘articulação clandestina’ entre Lava Jato e americanos

Talis Andrade

Ex-juiz federal e governador do Maranhão afirma que Sérgio Moro e Dallagnol comercializaram o país

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Jornal GGN – Um dos trechos expandidos da troca de conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o coordenador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, divulgados nesta quarta-feira (12) pelo site The Intercept Brasil revelam uma articulação não oficializada entre a força-tarefa da Lava Jato e órgãos dos Estados Unidos.

O trecho, de 31 de agosto de 2016, mostra que os procuradores pediram a cooperação das autoridades norte-americanas para prender o advogado brasileiro Tecla Duran. Dallagnol explica que todas as investigações da Lava Jato tinham sido postergadas, enquanto não saísse a denúncia contra o ex-presidente de Lula, menos a operação Dragão, relacionada a Tecla. Isso porque, dependiam de “articulação com os americanos”.

Trechos de troca de mensagens entre Moro e Dallagnol. Fonte: The Intercept

 

“Em processos judiciais não se pode fazer clandestinamente “articulação com os americanos”. Existe um processo legal para que essa “articulação” seja possível. Estamos diante de vendilhões da Pátria. Se fantasiam de verde-amarelo como disfarce para suas ações antinacionais”, escreveu Flávio Dino (PCdoB), ex-juiz federal e hoje governador do Maranhão, em uma rede social.

Flávio Dino 🇧🇷@FlavioDino
 

Em processos judiciais não se pode fazer clandestinamente “articulação com os americanos” . Existe um processo legal para que essa “articulação” seja possível. Estamos diante de vendilhões da Pátria. Se fantasiam de verde-amarelo como disfarce para suas ações antinacionais.

 

O ex-magistrado indica que existe um projeto de poder por trás das ações da operação Lava Jato. No artigo “Como foi montado o golpe do século contra a Petrobras“, publicado aqui no GGN, em 17 de março, o colunista Luis Nassif falou sobre os objetivos dessa cooperação entre a força-tarefa da Lava Jato e os Estados Unidos.

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A implicação da Petrobras em um esquema de corrupção gerou processos de acionistas nos Estados Unidos. A ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, é apontada como estrategista de um acordo entre a petroleira e os órgãos americanos Departamento de Justiça (DoJ) e a SEC (o órgão equivalente à nossa Comissão de Valores Mobiliários/CVM).

“[Enquanto isso, Rodrigo] Janot [ex-procurador-geral da República] e o grupo da Lava Jato foram pessoalmente aos Estados Unidos compartilhar provas e delatores contra a Petrobras. Com essa estratégia, a Petrobras deixou de ser tratada como vítima para se tornar ré: esta foi a chave do golpe. Por aí se entende, também, o desmonte implacável da imagem da Petrobras pela Lava Jato”, destaca Nassif.

 

A expectativa das multa a serem aplicadas pela SEC e pelo DoJ à Petrobras, somada a queda nas cotações internacionais de petróleo, que afetou todas as petroleiras, resultaram em uma derrubada tremenda das ações da companhia brasileira.

“Ou seja, parte da queda no valor das ações da Petrobras tem relação direta com a estratégia encampada pela PGR de Janot somada à campanha para apresentar a Petrobras como a empresa mais corrupta do planeta”, arremata Nassif. Logo, as propinas, em si, não tiveram peso nos resultados negativos das ações da Petrobras, uma vez que esse “custo” foi embutido nos preços dos contratos fechados.

“Tudo isso poderia ter sido demonstrado para rebater as pretensões dos escritórios que decidiram processar a Petrobras”, reflete Nassif.

“O acordo [com as autoridades americanas] abriu espaço para um enorme butim, acertado entre três partes: a Petrobras, através de seu presidente Pedro Parente, as autoridades norte-americanas, e a Lava Jato.” Clique aqui para ler a coluna de Luis Nassif na íntegra.

09
Mai19

SABE PARA ONDE OS ENTREGUISTAS, TEMER E BOLSONARO, MANDAM O LUCRO DA PETROBRÁS? PARA OS EUA E SEUS ALIADOS!

Talis Andrade

 

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por Emanuel Cancella

___

O lucro da Petrobrás caiu 42% e vai cair muito mais (1).
 
Quando o golpista Michel Temer colocou o tucano Pedro Parente, para presidir a Petrobrás, estranhou-se que a Lava Jato, que diz investigar corrupção na Petrobrás, tenha ficado calada, pois Pedro Parente é réu desde 2001, na venda de ativo na Petrobrás, quando dera um rombo de R$ 5 BI na companhia (3).
 
Assim Pedro Parente tirou da Petrobrás e entregou aos gringos as áreas mais estratégicas, empregatícias e lucrativas tais como  Petroquímica, Fertilizantes, gás e biocombustíveis. Olha para onde está indo o lucro agora (2)!
 
Bolsonaro, que dissera no programa do Jô que fuzilaria FHC porque ele estava vendendo as estatais e entregando nosso petróleo, está fazendo o mesmo agora. Precisamos não fuzilar Bolsonaro, mas detê-lo (4).
 
Bolsonaro, que já anunciou a venda dos Correios, anuncia também a venda da metade das refinarias da Petrobrás e da Cessão Onerosa do pré-sal (5,6,7).
 
A Cessão Onerosa do pré-sal possui mais de 15 Bi de barris de petróleo. O entreguismo de Bolsonaro tem lógica, pois se vai entregar o pré-sal para que refinarias?
 
Lula e Dilma queriam construir duas refinarias a do Maranhão e do Ceará, que nos dariam além da autossuficiência na produção do petróleo, teríamos também a do refino.
 
Pasmem! Pedro Parente, baseado em denúncia da Lava Jato em superfaturamento na construção das refinarias do Ceará e Maranhão, mandou cancelar as obras (8). Se a decisão fosse para beneficiar o país teria que mandar prender os corruptos, mantendo as obras.

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Pedro Parente e o casal Sergio Moro em um banquete em Nova Iorque

 
Com isso, sem as refinarias do Ceará e Maranhão, em apenas quatro meses, EUA lucram R$ 7 bi em vendas de diesel para o Brasil (9). E Bolsonaro ainda anuncia a venda da metade das refinarias da Petrobrás.
 
Diante disso deduz-se para onde está indo o lucro da Petrobrás. Imagine o lucro dos EUA com o Brasil vendendo a metade das suas refinarias?
 
Se na Venezuela estão ameaçando uma guerra para usurpar o petróleo, no Brasil Temer e Bolsonaro, sem qualquer ameaça,  entregam a Petrobrás aos EUA e seus aliados.  A submissão de Bolsonaro aos EUA consegue superar a de Temer.
 

Bolsonaro, além de entregar a Petrobrás, quer fazer guerra com a Venezuela para que os EUA, com a derrubada do presidente Nicolás Maduro, aproprie-se do petróleo venezuelano. Para quem não sabe, os EUA para derrubar Maduro usam o engodo da ajuda humanitária, mas o fato é que a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta (10).

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Fonte:

1https://www.infomoney.com.br/petrobras/noticia/8294924/lucro-da-petrobras-petr4-cai-42-e-fica-em-r-403-bilhoes-no-1-trimestre

2http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes

3https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

4https://www.esmaelmorais.com.br/2018/12/bolsonaro-defendeu-fuzilamento-para-quem-privatiza-estatais-assista/

5https://www.brasil247.com/pt/247/economia/391552/Bolsonaro-anuncia-privatiza%C3%A7%C3%A3o-dos-Correios-e-cita-'Foro-de-SP'-como-justificativa.htm

6https://exame.abril.com.br/economia/governo-quer-arrecadar-r-1065-bilhoes-com-leilao-da-cessao-onerosa/

7ttps://g1.globo.com/economia/blog/joao-borges/post/2019/04/16/petrobras-vendera-metade-das-refinarias-a-partir-de-junho.ghtml

8https://veja.abril.com.br/economia/no-maranhao-petrobras-deixa-esqueleto-de-uma-quase-pasadena/

9https://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/22709-em-apenas-quatro-meses-eua-lucram-r-7-bi-em-vendas-de-diesel-para-o-brasil

10https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_reservas_de_petr%C3%B3leo

 

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05
Mai19

Petrobras era responsável por mais de cinco mil empresas, e cerca de 800 mil empregos especializados, inclusive 60 mil engenheiros

Talis Andrade

 

Onde está o orgulho nacional?

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Por Pedro Celestino Pereira

O Brasil, desde os anos 30 do século passado, deixou de ser simples exportador de produtos primários para, graças à atuação de sucessivos governos em diferentes regimes, se tornar uma das maiores economias do Mundo.

Corre hoje o risco de voltar àquela situação, em decorrência do desmonte em curso, de instrumentos essenciais à geração de empregos e ao nosso desenvolvimento, tais como a Petrobrás, o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa.

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Tomemos o caso da Petrobrás, responsável até há pouco por uma cadeia de mais de 5.000 empresas, nacionais e estrangeiras, e por cerca de 800.000 empregos especializados, dentre os quais, de 60.000 engenheiros.

Nos últimos dias, a sua administração comunicou a privatização de todos os gasodutos das Regiões Nordeste e Norte, a decisão da venda da maioria de suas refinarias e a privatização da Petrobrás Distribuidora – BR.

A Transportadora Associada de Gás – TAG, subsidiária integral da Petrobrás e proprietária daqueles gasodutos, foi privatizada com base no Decreto nº 9.188/2017, que regulamenta a dispensa de licitação, afrontando a liminar do Ministro Ricardo Lewandowski do STF, que decidiu pela exigência prévia de licitação para se desfazer de ativos, no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI nº 5624.

A Petrobrás passa a depender de uma empresa estrangeira para produzir e transportar seu próprio petróleo, uma vez que a produção petrolífera depende do transporte do gás associado àquela produção.

A Petrobrás comunicou também a decisão de vender oito refinarias: Refinaria Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco, Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) no Paraná, Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na Bahia, Refinaria Gabriel Passos (REGAP) em Minas Gerais, Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) no Paraná, Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) no Amazonas e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) no Ceará.

Somente as refinarias dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro serão, por ora, mantidas sob seu controle.

Segundo o presidente da Petrobrás, "Nós estamos destruindo valor com o refino".

Ora, refinarias não destroem, mas agregam valor ao petróleo. Isso é ainda mais verdade no caso da Petrobrás, cujo custo de refino é de apenas US$ 2,50 por barril. Se o refino não agregasse valor, as grandes empresas do setor, estatais e privadas, não teriam capacidade de refino maior que a de produção de petróleo.

São justamente as refinarias que garantem a lucratividade das grandes empresas petrolíferas em momentos em que o preço do petróleo é baixo. Assim, as refinarias aumentam a resiliência financeira delas. Aqui, por exemplo, até a década de 1980, quando passou a ser significativa a produção nacional de petróleo, a Petrobrás foi, basicamente, uma empresa de refino, com a missão de abastecer o Brasil aos menores custos possíveis.

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A Petrobrás informou também sobre a venda adicional de participação na BR, permanecendo apenas como acionista. Deixará de ser o acionista controlador, o que significará a privatização daquela empresa.

Nenhuma grande empresa petrolífera prescinde do setor de distribuição.

O mundo conhece as grandes petrolíferas por causa das suas marcas e bandeiras, estampadas nos postos revendedores. Além disso, as distribuidoras, tal como a BR, são sempre muito rentáveis.

Em razão da inconsequente gestão da Petrobrás, a estatal continua a ser desintegrada e destruída, processo que teve início na administração Bendine, no governo de Dilma Rousseff.

Com seus baixos custos de produção e de refino de petróleo, a Petrobrás é a única empresa que, em razão de sua eficiente integração, pode garantir o fornecimento de combustíveis a preços justos para a sociedade brasileira.

Relegá-la à condição de mera produtora e exportadora de petróleo bruto, como ocorre em vários países do Terceiro Mundo, significará, para nós brasileiros, empregos apenas em transporte, segurança e alimentação.

Daremos adeus a empregos especializados, a empregos para engenheiros e ao desenvolvimento tecnológico.

Finalmente, registre-se que a lei nº 9.491/1997, que flexibilizou o monopólio estatal do petróleo, veda a privatização da Petrobrás. Dessa forma, a estatal somente pode ser privatizada por decisão do Congresso Nacional.

A administração da Petrobrás, no entanto, ignora a lei e promove a privatização fatiada da empresa.

Destruir a Petrobrás é destruir uma parte do Brasil, é pisotear o orgulho nacional.

O Clube de Engenharia conclama a sociedade a reagir ao desmonte, a se indignar diante de decisões que comprometem irremediavelmente o nosso futuro como nação soberana.

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29
Abr19

A PETROBRÁS JÁ ESTÁ SENDO PRIVATIZADA. AOS PEDAÇOS

Talis Andrade

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Sputinik Em meio a uma aura de privatizações e neoliberalismo em torno do governo de Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, a Petrobras se tornou foco de polêmica. Isso porque novas mudanças internas facilitam vendas de partes da empresa. A Sputnik Brasil conversou com um petroleiro e uma professora de Direito para explicar a questão.

 

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As mudanças foram propostas em Assembleia Geral Extraordinária na quinta-feira (25). Entre elas está a retirada da participação de acionistas minoritários em decisões como as de venda de ativos da empresa, como refinarias e empresas subsidiárias. A decisão agora cabe exclusivamente ao Conselho de Administração, órgão superior da empresa, e não será levada à assembleia de acionistas. Durante a reunião da quinta-feria (25), 25% dos votos foram contrários à medida.

Ao jornal Estadão, a empresa informou que "as propostas de alterações visam reforçar o caráter estratégico do conselho de administração e aumentar a eficiência do processo decisório".

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A Assembleia também foi marcada pela eleição do novo presidente da Petrobras, o almirante de Esquadra, Roberto Castello Branco. O governo federal também retirou nomes de candidatos ao Conselho da Petrobras, no caso, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal e o engenheiro mecânico Nivio Ziviani.

No entanto, três nomes indicados pelo Planalto passaram a fazer parte do conselho: o presidente-executivo da empresa, Castello Branco, o almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Ferreira e o economista João Cox.

O Conselho tem agora 8 membros, tendo como 11 membros o número limite, e passa a ter poder de decisão sobre a venda de ativos.

Na sexta-feira (26), dia seguinte da assembleia que estabeleceu as mudanças, a Petrobras anunciou que pretende vender 8 de suas 13 refinarias.

As refinarias vendidas estão nos estados de Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Ceará, além das duas unidade no Paraná. Restariam sob controle da empresa as unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a empresa também anunciou a venda de sua rede de postos no Uruguai e a participação adicional na BR distribuidora.

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"Dizer que a privatização vai diminuir o preço isso é balela, isso é para enganar as pessoas", afirma petroleiro

Em entrevista à Sputnik Brasil, José Maria Rangel, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), refuta a justificativa dada pela empresa para a venda de ativos, que diz que o preço do combustível pode baixar devido ao aumento da concorrência no setor de refino.

Dizer que a privatização vai diminuir o preço isso é balela, isso é para enganar as pessoas. O que o Castello Branco quer, que o Bolsonaro quer, que Paulo Guedes quer, eles querem sair do monopólio para um oligopólio", diz o petroleiro, que acredita que o oligopólio existiria mesmo em caso de as refinarias da Petrobras serem vendidas cada uma a uma empresa diferente.

O petroleiro também não se mostra contente com a mudança estatutária que dá maior poder de decisão ao Conselho de Administração da Petrobras e rebate a justificativa que ouviu sobre a decisão.

"O que é mais absurdo nessa tentativa de mudança do estatuto é que o principal argumento dele para fazer essa modificação é que o custo de uma reunião, de uma assembleia com os acionistas, beira na casa de 1 milhão de reais", afirma José Maria Rangel, que acredita que essa não é uma justificativa razoável, pois a Petrobras é uma empresa bilionária.

Em 2018, a estatal anunciou lucro de R$ 25,7 bilhões, o maior lucro dentre todas as empresas de capital aberto da América Latina.

Rangel conta que o novo presidente-executivo da empresa também justifica a decisão dizendo que o Conselho de Administração já espelha uma representatividade dos acionistas.

Primeiro que é uma decisão que vai na contramão de tudo isso que essas vozes que passaram os últimos anos atacando a Petrobras elas vem falando, que é a questão da transparência. Essa não é uma medida que dê transparência. Segundo, ela vai na contramão da decisão do ministro do STF, Lewandowski, de que todo e qualquer ativo de empresa pública que for vendido tem que passar pelo Congresso Nacional. E terceiro, como nós tivemos a oportunidade de questionar a Petrobras enquanto acionistas, não existe parecer de ninguém — e esse parecer está previsto no estatuto, de que essa é uma decisão razoável", diz o representante da FUP.

Rangel acredita que a decisão é "completamente estapafúrdia" e informa que a FUP entrou com uma ação contra ela no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na 2ª vara empresarial, para adiar a reunião do Conselho de Administração e ter acesso aos documentos que embasaram a decisão.

O petroleiro não vê razão para que a União, maior acionista da Petrobras, não participe da decisão de venda de setores da empresa. Para Rangel isso só é razoável "em uma cabeça doente igual à cabeça do atual presidente da Petrobras e também do atual presidente do país".

A estratégia do atual presidente da empresa de concentrar poder dentro do conselho de administração da estatal seria uma forma de preparar terreno para uma futura privatização da Petrobras, opina Rangel.

Ele também alerta contra uma possível venda das refinarias da estatal, o que concentraria as atividades da empresa em outras áreas.

"O que vai sobrar se nada for feito, se não houver uma reação popular, se o Congresso Nacional não se posicionar, se o poder Judiciário também não se posicionar, ela [a Petrobras] vai única e exclusivamente focar na atividade de exploração e produção, e mais especificamente ainda no Pré-Sal", afirma José Maria Rangel.

A advogada Adriana Pugliesi, especialista em direito comercial empresarial e professora da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, não vê nenhuma ilegalidade na ação do Conselho de Administração.

"O Conselho de Administração é o órgão da companhia que tem a atribuição de fixar a orientação geral da sociedade, é um órgão que é eleito pela Assembleia Geral de acionistas e portanto é um órgão que deve atender aos interesses da companhia e não aos interesses dos acionistas que o elegeram", explica.

Para a advogada, a mudança proposta pelo órgão superior da empresa não impede os acionistas de continuarem a fiscalizar a operação da empresa através da participação na Assembleia Geral da Petrobras.

"A sistemática da lei com essa mudança de atribuição estatutária está perfeitamente atendida dentro de uma lógica de pesos e contrapesos estabelecidos pela lei de SA para assegurar o interesse da companhia e das classes de acionistas interessados", aponta Pugliesi.

O que pode acontecer, e a gente não sabe ainda, é que essa modificação estatutária, que vai ser formalizada ainda nos próximos dias, que ainda é bastante recente, essa deliberação poderá ser objeto de disputa judicial [questionando] se a modificação é legítima, se atende os interesses da companhia ou se a modificação lesa algum interesse de acionistas que não sejam os controladores", diz a especialista, que acrescenta a informação de que 25% dos acionistas da Petrobras se opuseram à mudança estatutária.

Ao contrário do que pensa José Maria Rangel, a advogada Adriana Pugliesi não acredita que haja concentração de poder com a mudança estatutária da empresa, e que qualquer medida que extrapole os interesses da Petrobras poderá ser questionada judicialmente.

Em princípio não me parece uma concentração de poder, mas uma simples transferência de poder de uma mão para a outra, mas sempre dentro do mesmo interesse que vai ser o interesse superior da companhia", afirma.

O mesmo se aplica à possibilidade de a União, acionista majoritária da empresa, ser dispensada via Conselho de Administração de opinar sobre a venda de ativos da Petrobras. Segundo Pugliesi, essa é uma medida dentro da legalidade.

"Essa dispensa pode ocorrer seja com anuência da própria União, seja pela própria reforma estatutária que busca tentar liberar uma trava de alienação desses ativos. Então se o Estado hoje, como principal controlador ou acionista, tem determinados mecanismos de veto com a finalidade de proteger interesses nacionais, esses vetos precisam ser respeitados. Mas se esse caso de alienação de subsidiárias integrais não está especificamente ou expressamente previsto nesses vetos, então realmente a União não vai precisar ser consultada", explica a professora direito, que lembra que a União mesmo assim terá seu representante dentro do Conselho de Administração da Petrobras.

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27
Abr19

Lula: "A gente descobriu o pré-sal, para fazer esse país virar gigante"

Talis Andrade

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PREGÃO DO DIA. MANCHETES DO JORNAIS HOJE

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Na entrevista que concedeu ontem ao jornal El País, da Espanha, disse o presidente Lula:

Eu fico preocupado é com a situação do Brasil. Não consigo imaginar os sonhos que eu tive para esse país, quando a gente descobriu o pré-sal, para fazer esse país virar gigante. Eu tenho orgulho e sonhei grande, porque passei a ser um presidente muito respeitado. Aqui na América do Sul, o Brasil era referência

29
Mar19

BOLSONARO, QUE DISSE QUE FUZILARIA FHC PELA ENTREGA DAS NOSSAS RESERVAS PETROLÍFERAS, AGORA FAZ O MESMO!

Talis Andrade
por EMANUEL CANCELLA 
 
 
Bolsonaro questionado sobre a declaração de que fuzilaria o então presidente Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro riu e Jô Soares o repreendeu dizendo que “Isto é uma barbaridade”.
 
“Barbaridade é privatizar a Vale do Rio Doce, por exemplo, como ele [FHC] fez; barbaridade é privatizar as telecomunicações, é entregar as nossas reservas petrolíferas para o capital externo”, retrucou Bolsonaro (1).
 
E agora Paulo Guedes, ministro de Bolsonaro, defende a privatização de todas as estatais(2). E Bolsonaro não fala em fuzilá-lo, nem ao menos desautorizá-lo.
 
E o governo Bolsonaro tenta aprovar urgência para votar Cessão Onerosa do pré-sal (3,4,5). Para quem não sabe, a Cessão Onerosa é uma área do pré-sal que teria, no mínimo, 5 BI de barris de petróleo.  Mas já se sabe que possui,  mais de 15 BI de barris de petróleo.
 
A presidente Dilma passou essa área, sem licitação,  direto para a Petrobrás, com base na lei de Partilha (12.351/10) de Lula.
 
É que a Cessão onerosa tem a finalidade de financiar as operações no pré-sal, para que ninguém diga que a Petrobrás não tem dinheiro para financiar os projetos.
 
Se o governo Bolsonaro vai vender a Cessão Onerosa é porque está abrindo mão do pré-sal!
 
Depois da derrubada da presidenta Dilma, que não tenhamos dúvida foi principalmente para entregar nosso petróleo e a Petrobrás, o golpista Michel Temer colocou, para presidir a Empresa, o tucano Pedro Lalau Parente.
 
E a Lava Jato, que diz investigar corrupção na Petrobrás, ficou calada, mesmo Lalau sendo réu, desde 2001, quando deu um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (6).
 
Assim Pedro Lalau e a Lava Jato, com a anuência de Temer, destruíram a indústria naval (7). Navios e plataformas agora são construídos no estrangeiro gerando emprego e renda aos gringos. Para isso primeiro tiveram que substituir Dilma,  pois ela jamais concordaria com esse entreguismo.

Pedro Lalau Parente também tirou da Petrobrás e entregou aos gringos os setores mais estratégicos, lucrativos e empregatícios tais como Petroquímica, gás, fertilizantes e biocombustíveis (8).

 

Com base em suspeita de superfaturamento da Lava Jato, a Petrobrás cancelou a construção das refinarias do Ceará e Maranhão, que além da autossuficiência no refino do petróleo, daria ao país um excedente para exportação, gerando divisas ao Brasil (9).

 

Não seria mais sensato afastar os maus gestores e manter a obra, preservando assim  os investimentos e empregos?

 

Só para o cidadão comum ter ideia da importância do refino: depois dessas “medidas” do governo Temer, em apenas quatro meses, os EUA lucram R$ 7 bi em vendas de diesel para o Brasil (10).

 

Pasmem! E a Petrobrás de Bolsonaro ainda vai vender refinarias (11). Será que é só burrice ou aí tem maracutaia?

 

Quando o petróleo era um sonho, os brasileiros, nas décadas de 40 e 50, foram às ruas na campanha O Petróleo é Nosso! Agora que o petróleo é uma realidade, vamos permitir sua entrega aos gringos?

 

Fonte:

1https://www.esmaelmorais.com.br/2018/12/bolsonaro-defendeu-fuzilamento-para-quem-privatiza-estatais-assista/

2https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/08/24/economista-do-psl-paulo-guedes-defende-a-privatizacao-de-todas-as-estatais.ghtml

3https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2018/11/governo-tenta-aprovar-urgencia-para-votar-cessao-onerosa-do-pre-sal

4http://www.energyway.com.br/2016/12/19/sobre-a-cessao-onerosa/

5https://fgvenergia.fgv.br/noticias/pre-sal-qualquer-empresa-estrangeira-podera-explorar-areas-de-cessao-onerosa

6https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

7https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

8http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes

9https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/484441-PETROBRAS-CANCELOU-REFINARIAS-PORQUE-DENUNCIAS-DA-LAVA-JATO-DIFICULTARAM-CREDITO.html

10https://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/22709-em-apenas-quatro-meses-eua-lucram-r-7-bi-em-vendas-de-diesel-para-o-brasil

11https://fgvenergia.fgv.br/noticias/petrobras-vai-vender-60-de-quatro-refinarias

12https://outraspalavras.net/outrasmidias/o-jogo-pesado-contra-a-petrobras/

 

 
01
Out18

BOEING JÁ QUER TRANSFERIR PRODUÇÃO E EMPREGOS DA EMBRAER PARA OS EUA

Talis Andrade

embraer.jpg

 

A Lava Jato e o governo de Temer destruíram a infra-estrutura, a engenharia, privatizou estatais, desnacionalizou grandes empresas, transformando o Brasil no país das montadoras e oficinas. Remember os casos da Braskem, da Embraer,  da entrega das refinarias da Petrobras, dos estaleiros, da Base de Alcântara de lançamento de foguetes.

 

Escreve Rui Daher: "Estão entregando tudo, de forma descarada, inescrupulosa, assassina, por que tira a cidadania e a dignidade dos mais pobres. Enquanto Temer compra políticos, Meirelles vende patrimônios, e assim se fazem de putas". 

 

Escreve D. Aroeira: O Temer PMDB/PSDB e sua quadrilha anunciaram no dia 23 de agosto de 2017 um plano de realizar, imediatamente, 57 novas privatizações. Entre os itens colocados à sanha dos monopólios transnacionais neste último pregão, estão portos, aeroportos, rodovias e até mesmo a Casa da Moeda. Em setembro de 2016, menos de um mês após assumir o gerenciamento semicolonial do país, já havia anunciado outras 34 privatizações. Dentre os monopólios que se beneficiaram da privataria de Temer e sua quadrilha estão empresas alemãs, francesas e suíças."

 

 

Ribamar Fonseca: "E os traidores infiltrados nos três poderes estão transferindo para as mãos do Tio Sam a Petrobrás fatiada, o pré-sal, a Eletrobrás, a Embraer, a indústria de carne, a base espacial de Alcântara, parte da Amazônia e o nosso espaço aéreo, entre outras coisas. A dominação norte-americana, no entanto, é muito mais ambiciosa, pois pretende, também, o controle de nossas Forças Armadas. Há um antigo projeto do governo dos Estados Unidos de transformar as Forças Armadas dos países da América Latina, especialmente do Brasil, em milícias, deixando para o seu exército a defesa do território continental. O primeiro grande passo para isso já foi dado, com a intervenção no Rio de Janeiro, que transformou o nosso exército em policia."

 

Para Cerqueira Leite, a política internacional brasileira “tem reflexo na capacidade de pensarmos sobre a questão da ciência e tecnologia”. Hoje, segundo ele, essa política é de “submissão na aceitação do capital internacional como uma espécie de domínio no Brasil. O país, define, “já é meio colônia”. “Estamos acompanhando os países mais atrasados no mundo na questão da consciência da importância da ciência e tecnologia para o bem-estar do povo, para o desenvolvimento econômico, para tudo que é importante para o prestigio de um país. Atualmente os ministérios que mandam no Brasil são os que comandam o dinheiro e eles não perceberam importância da ciência e da tecnologia. Infelizmente os cortes do governo nos últimos dois anos foram muito significativos e comprometeram trabalhos já em andamento e novos possíveis ganhos em competência e qualidade”. Cerqueira Leite identifica nesse desleixo do governo com a ciência uma “psicologia de vira-lata”. “O Brasil acha que não tem o direito de concorrer, de se auto-afirmar”.

 

247 - Antes que o Brasil volte a ter um governo legítimo, a Boeing corre para acelerar a transferência de tecnologia e produção da Embraer para seu território. Já estão em andamento planos para a instalação nos Estados Unidos de uma linha de produção do cargueiro militar KC-390, uma das obras-primas da aviação mundial. O setor de aviões militares não fazia parte do acordo original de venda da Embraer, mas com com o governo golpista o Brasil perdeu a soberania e a empresa americana alastra seus tentáculos e tende a absorver a integralidade da empresa brasileira. Com isso, voam para os EUA empregos, produção e tecnologia.

 

O KC-390 é um dos projetos aeronáuticos mais elogiados do mundo. Ainda em fases de testes e certificação, ele atende a funções múltiplas em logística e pode ser usado para transporte de cargas, abastecimento, remoção de feridos e mais uma série de aplicações complexas.

 

A reportagem do jornal Valor destaca que o "relatório recente do Bank of America, assinado por Ronald Epstein, um dos mais respeitados analistas do setor aéreo, trazia a informação sobre o plano de levar o KC aos EUA. A Embraer não quis comentar. Mas o Valor apurou que, em conversas com analistas de ações fora do Brasil, os executivos da Embraer têm falado genericamente sobre essa negociação em curso".

 

 

 

10
Ago18

LAVA JATO DEVOLVE R$ 1 BI A PETROBRÁS E PERMITE CRIMINOSAMENTE O REPASSE DE UM TRILHÃO DE REAIS AS PETROLEIRAS ESTRANGEIRAS!

Talis Andrade

 

dd de tacla duran.jpg

Corriola de Curitiba, chefiada por DD, exibe um bi, e esconde um trilhão de reais perdidos para todo sempre 


por Emanuel Cancella

 

Na cerimonia de devolução de R$ 1 BI ao cofres da Petrobrás o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol discursou: "Que cada um vote de acordo com a sua preferência partidária. Não existe atalho contra a corrupção. Não adianta flertar contra soluções ditatoriais, a solução se dá por meio da democracia", avisou”... (1)

 

Enquanto Dallagnol comemora a vitória de pirro, as petroleiras estrangeiras, com a omissão criminosa da Lava Jato comemoram a vitória consagradora: Conseguiram isenção de R$ 1 trilhão em isenção de impostos a mais favorecida a Shell, graças ao golpista, MiShell Temer (2,3).

 

Fonte:

1https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/08/09/lava-jato-recupera-r-1-bilhao-para-petrobras-diz-forca-tarefa.htm

 

2https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/camara-envia-ao-senado-a-%E2%80%9Cmp-do-trilhao%E2%80%9D-que-isenta-de-impostos-petroliferas-estrangeiras/

 

3https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/11/camara-aprova-texto-base-da-mp-que-beneficia-petroliferas-estrangeiras-com-r-1-tri-em-isencoes-1

 

10
Ago18

A lava jato lava mais branco. Concedidas um mil e 63 delações super premiadas

Talis Andrade

delação .jpg

 

 

O Brasil do golpe de 2016.

 

O Brasil do golpe da lava jato e de Temer fez renascer das cinzas o corpo monstruoso da Polícia Federal que, nos tempos de chumbo da ditadura militar de 64, encarcerou, torturou presos políticos, e teve como diretor Romeu Tuma, que portava as chaves dos cemitérios clandestinos de São Paulo.



Os secretas e cachorros voltaram a perseguir, a espionar, a grampear Lula, a mando de Sergio Moro, e o líder operário revê seu carcereiro Tuma ressuscitado na juíza Carolina Lebbos, alcunhada pela revista Veja de "a algoz de Lula".

 

A lava jato de Moro acabou com a Petrobras, com a Braskem, entregou o pré-sal, as refinarias, e hoje o Brasil voltou a comprar gasolina dos Estados Unidos.

 

Moro desempregou milhões.

 

Já concedeu um mil 63 delações premiadas em troca da prisão de Lula. Repetindo: 1. 063 delações super premiadas.

 

Denunciou Tacla Durán que uma delação custa cinco milhões de dólares de propina.

 

Por que a ministra Carmem Lúcia Rocha Antunes, presidenta do Superior Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não investiga a denúncia?

 

Por que Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), não investiga a denúncia?

 

Por que Laurita Hilário Vaz, presidenta do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não investiga a denúncia?

 

Por que a procuradora da república de Temer, Raquel Elias Dodge, não investiga a denúncia de que uma delação custa cinco milhões? Cinco milhões de dólares?

 

Repetindo: 1 mil e 63 delações premiadas. 1 mil e 63 presos da lava jato soltos. E apenas um preso preso.

 

Um mil e 63 presos soltos, o nome livre e o dinheiro lavado. Que a lava jato, a lava jato da corriola de Curitiba, lava mais branco.

 

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