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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

15
Dez21

General-nanico Augusto Heleno ameaça o STF

Talis Andrade

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Bolsonaro e o tributo ao facínora Major Curió

 

Por Altamiro Borges 

O general-nanico Augusto Heleno segue ameaçando a democracia brasileira. Em áudio vazado de um discurso seu durante a formatura de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ele disse que toma “dois Lexotan na veia” todos os dias para não levar o “capetão” Jair Bolsonaro a adotar "uma atitude mais drástica" contra o Supremo Tribunal Federal (STF). 

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As bravatas foram divulgadas pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, na terça-feira (14). No áudio vazado, o milico-gagá também revela estar “muito preocupado” com o risco de um novo atentado contra o presidente e confessa, em plena formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência da Abin, que reza para que ele sobreviva. 

"Esticar a corda até arrebentar"

 
“Temos um dos Poderes que resolveu assumir uma hegemonia que não lhe pertence, não pode fazer isso, está tentando esticar a corda até arrebentar. Nós estamos assistindo a isso diariamente, principalmente da parte de dois ou três ministros do STF”, afirma o general fascista em dos trechos do áudio obtido pelo site. Em outro, ele rosna: 

“Eu, particularmente, que sou o responsável, entre aspas, por manter o presidente informado, eu tenho que tomar dois Lexotan na veia por dia para não levar o presidente a tomar uma atitude mais drástica em relação às atitudes que são tomadas por esse STF que está aí”. O milico lunático ainda aterroriza os seus agentes da Abin: 

“Tenho uma preocupação muito grande com 2022, porque acho que tem uma medida muito simples para mudar, em dez segundos, 20 segundos, totalmente o panorama brasileiro. Um atentado ao presidente da República bem-sucedido modifica totalmente a história do Brasil. Tenho plena consciência disso”. 

Em seguida, o general ainda bravateia: “A partir da virada do ano, vou todo dia à Igreja rezar alguma coisa, vou ao Centro Espírita também, aos evangélicos, tudo o que tiver por aí, torcer para que ninguém adote essa solução como uma solução que é, é a solução mais rápida, mais viável, com mais resultado. É eliminar a figura do presidente da República”. 

Convocação do desequilibrado ministro-chefe do GSI
 
Diante dessas maluquices, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara Federal, decidiu pedir a convocação do desequilibrado ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para explicar as doses diárias remédios psiquiátricos. “Augusto Heleno deve explicações por mais esta ameaça ao STF e à independência dos Poderes. Em qualquer governo sério, que tenha compromisso com a democracia, o general já teria sido demitido há muito tempo”. 

Outros parlamentares também criticaram as declarações do chefão do GSI. “O ministro Heleno parece profundamente desequilibrado, considerando o teor das suas declarações”, afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Já o deputado mineiro Rogério Correia, vice-líder do PT na Câmara Federal, apontou o caráter golpista do discurso. 

“A declaração do general Heleno, em especial sendo ele responsável pelo gabinete de segurança institucional, é muito irresponsável. Ele retoma a ideia golpista de Jair Bolsonaro, que no dia 7 de Setembro por pouco não desfecha um golpe. Isso só não aconteceu porque não houve respaldo popular e também porque as instituições reagiram. Agora o general Heleno retoma isso em véspera de eleições. É claro que tem aí também o desespero”. 

"Gagá, lunático. Precisar ser interditado"

No mesmo rumo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) avalia que a ameaça de Augusto Heleno decore da “derrota previsível” de Jair Bolsonaro em 2022. “O único remédio para este governo é o banco de réus! É tanto blábláblá para justificar uma derrota previsível de Bolsonaro em 2022, que chega a dar dó. O povo dará a resposta nas urnas”, tuitou. 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também defendeu a convocação do general. “Considero essas declarações gravíssimas, especialmente porque se trata daquele que coordena o GSI, que é responsável pela segurança do presidente e pela Abin. Ele faz um discurso em que fica evidente que as ameaças e as acusações contra o STF não são coisas exclusivas de Bolsonaro apenas, e que há, entre seus assessores, aqueles que estimulam esse tipo de prática e de ação”. 

Até o vice-líder do DEM, o golpista Kim Kataguiri (SP), ironizou: “Heleno tornou-se um velho gagá, um lunático. O problema é que, apesar de já ter, junto de Bolsonaro, vendido a alma ao Centrão, ainda sente-se um bastião da moral, dotado de um poder capaz até de fechar outro Poder. Esse sujeito precisa ser interditado”.
 
 
Nenhuma descrição de foto disponível.

Bolsonaro e o tributo ao facínora Major Curió

 

'Curió', o herói da ditadura


O major do Araguaia sabe o que aconteceu há 40 anos naquele fim de mundo, tomara que conte. Texto de Elio Gaspari leia

 

09
Out21

Bolsonarista presidente do CFM reconhece que liberou cloroquina “sem evidência científica”

Mauro Ribeiro investigado pela CPI do Genocídio

Talis Andrade

Filme de terror - Nando Motta - Brasil 247

 

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, reconheceu num vídeo com o representante do Conselho Regional de Medicina de Goiás que liberou o uso da cloroquina mesmo “sem evidência científica”, e “fora das normas” do órgão (veja ao final). 

“Existem estudos observacionais para a hidroxicloroquina, mas não existe nenhuma evidência científica que comprove alguma eficácia da hidroxicloroquina” disse o presidente do CFM na conversa. Ele ainda completou: “Mas nós, numa decisão fora das nossas normas, acabamos liberando o uso da hidroxicloroquina. Fizemos uma análise grande do que existe na literatura e não tem nenhum trabalho que sustente a hidroxicloroquina como recomendável para o tratamento da Covid. No entanto, o Conselho Federal de Medicina liberou o uso”.

Na mesma conversa, atacou a ex-presidente Dilma Rousseff por abrir escolas de Medicina e disse que o órgão atua em parceria com Jair Bolsonaro. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ficou indignado com a divulgação do vídeo pelo site Metrópoles, uma conversa ocorrida em maio de 2020, e defendeu que Ribeiro seja julgado por um tribunal internacional. O CFM é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF).Image

No vídeo, Mauro Ribeiro atacou a ex-presidente e o deputado federal Alexandre Padilha, ministro da Saúde de 2011 a 2014 por abrirem escolas de Medicina. "Não vamos recuperar o dano da época do governo da (ex) presidente Dilma e do ministro Alexandre Padilha", disse o presidente do CFM. "Teremos aproximadamente 1,5 milhão de médicos no Brasil, é a popularização da Medicina”.

Em outro trecho, o presidente Bolsonaro afirmou, enfaticamente, ter sido recebido cinco vezes por Bolsonaro entre janeiro de 2019 e maio de 2020 e regozijou-se: “Todas as nossas reivindicações foram atendidas pelo presidente, todas as nossas reivindicações. Ele nunca falou ‘isso aqui eu não posso atender’”. E escancarou: “por isso, existe sim apoio do Conselho Federal de Medicina ao Ministério da Saúde e ao presidente Bolsonaro”.

Lafa
“Não sou de direita, nem de esquerda”
 

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De acordo com o ex-prefeito Fernando Haddad, as declarações do chefe do CFM significam que a instituição "liberou o governo para promover desinformação que causou a morte de milhares de brasileiros". Seiscentos mil mortos. 

"Isso é caso para tribunal internacional", escreveu o petista no Twitter.

A CPI da Covid, que terminou a fase de depoimentos e apresentará o relatório final ainda este mês, investigou, por exemplo, a defesa do tratamento precoce, com remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a cloroquina e a hidroxicloroquina. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, afirmou que a CPI vai pedir o indiciamento de 50 pessoas.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, confirmou que a comissão pedirá o indiciamento de Bolsonaro.

 

 

08
Out21

CPI mostra hino da Prevent Senior durante sessão

Talis Andrade

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por Renato Machado

Durante sessão da CPI da Covid, nesta quinta-feira (7), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu para reproduzirem o hino da Prevent Senior. Depoimentos recentes mostram que a operadora de saúde adota uma hierarquia rígida, baseada no lema "lealdade e obediência".

O médico Walter Corre de Souza Neto explicou em seu depoimento que o hino era tocado nas reuniões dos "guardiões", que eram chefes dos plantões e coordenadores de ambulatórios.

A letra afirma:

"Nascemos para trilhar, um caminho a desbravar,

Nascemos para viver, de lutas até morrer,

E juntos nós estaremos, e juntos nós venceremos,

Com espadas e com canhões, Nós somos os guardiões".

Eu participei de só uma reunião. E nessa reunião a gente teve que ficar de pé, colocar a mão no peito e cantar", afirmou.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) descreveu a ação como uma "prática nazista".

 

04
Out21

#PandoraPapers: "Guedes e Campos Neto fazem de conta que nada aconteceu"

Talis Andrade

 

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Deu no Twitter
 
Oliver Stuenkel 
"O artigo 5º do Código de Conduta da Alta Administração Federal, instituído em 2000, proíbe funcionários do alto escalão de manter aplicações financeiras, no Brasil ou no exterior, passíveis de ser afetadas por políticas governamentais."
Brasil de Fato
Enquanto a desvalorização do real pressiona a inflação e milhões no país passam fome, quase 2 mil brasileiros com contas em paraísos fiscais lucram com a alta do dólar. Um deles é Paulo Guedes, mas tem outros que você conheceImage
Fernanda da Escóssia
Ter dinheiro em paraísos fiscais é necessariamente ilegal? Não. A pessoa precisa declarar o negócio às autoridades. A questão é que, numa sociedade desigual como a brasileira, ter offshore é usar um privilégio - ser muito rico - para obter outro privilégio- pagar menos imposto
Reinaldo Azevedo
Guedes e Campos Neto tentam fazer de conta que nada aconteceu. Sabem que isso não é verdade.

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Poder360
#PandoraPapers: Augusto Aras vai “oficiar” Paulo Guedes para ter informações. Acredita este correspondente: Vai. Não vai. Pra começar já esqueceu o Neto que se parece cada vez mais com o avô Roberto Campos.Image
Marcelo Freixo
URGENTE! Eu e os demais líderes da oposição na Câmara vamos acionar o MPF para que Paulo Guedes e Roberto Campos Neto sejam investigados por manterem empresas num paraíso fiscal. A legislação brasileira proíbe que membros da cúpula do governo mantenham esse tipo de negócio.
Randolfe Rodrigues 
Para o povo, a alta do dólar representa tudo mais caro. Para Paulo Guedes, representa lucro milionário de sua empresa no exterior. Iremos convocar o Ministro e o Presidente do BC para se explicarem ao Senado, além de apresentar notícia-crime ao STF!Image
03
Out21

“Pacto da cloroquina” explica por que médicos bolsonaristas odeiam colegas cubanos

Talis Andrade

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por Cynara Menezes /Socialista Morena

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Médicos de Cuba fizeram um pacto secreto para promover um medicamento ineficaz contra o coronavírus e assim beneficiar o governo do país, gerando na população a falsa impressão de que a pandemia estava sob controle, às custas das mortes de centenas de milhares de pessoas. Isso te deixou indignado? Agora troque por “médicos do Brasil”, porque foi isso que aconteceu, segundo o depoimento à CPI do Genocídio da advogada Bruna Morato, que representa 12 profissionais da operadora de saúde Prevent Senior.

 

De acordo com Bruna, seus clientes foram constrangidos pela Prevent Senior a utilizarem nos pacientes o “kit Covid”, coquetel de remédios comprovadamente ineficazes para combater a doença, sob orientação do “gabinete paralelo” do governo.

Existia um conjunto de médicos assessorando o governo federal e esse conjunto de médicos estava totalmente alinhado com o ministério da Economia”, contou a advogada. “O que me explicaram foi que existe um interesse do ministério da Economia para que o país não pare. E se nós entrarmos nesse sistema de lockdown teremos um abalo econômico muito grande. Então existia um plano para que as pessoas pudessem sair às ruas sem medo.”

Os médicos envolvidos foram citados nominalmente por Bruna Morato: os bolsonaristas e negacionistas Anthony Wong (que teria morrido de Covid-19, mas a Prevent ocultou), Nise Yamaguchi e Paolo Zanotto, cada um deles com uma missão específica.

A “estratégia” que eles desenvolveram era “dar esperança para as pessoas irem às ruas, e essa esperança tinha um nome: hidroxicloroquina”, disse a advogada. “A Prevent Senior iria entrar para colaborar com essas pessoas, é como se fosse uma troca, o qual nós chamamos na denúncia de ‘pacto’, porque assim me foi dito. Alguns médicos descreveram como ‘aliança’, outros médicos descreveram como ‘pacto’.”

Randolfe Rodrigues 
ATENÇÃO! Informação importante: a advogada Bruna Morato, que representa os médicos da Prevent Senior, disse à CPI que a empresa fez “pacto” com médicos do gabinete paralelo que estariam alinhados com o Ministério da Economia. 

Bruna disse ainda que os médicos que se negavam a ministrar o “kit Covid” eram repreendidos publicamente, demitidos ou tinham seus plantões reduzidos. E os pacientes foram induzidos a assinar um termo que não era de consentimento quando recebiam os medicamentos, sem serem informados dos estudos desautorizando peremptoriamente o uso da hidroxicloroquina, da ivermectina e de outros remédios do “kit” para tratar a doença.

Traduzindo: por questões ideológicas e econômicas, médicos orientaram outros a utilizarem remédios que não funcionam em pacientes com Covid-19. Uau. Está explicado o ódio dos bolsonaristas pelos médicos cubanos. Elogiados pelo secretário-geral da ONU por seu trabalho humanitário, não há notícia de que os médicos cubanos tenham se curvado a um governo, rasgando o juramento de Hipócrates e deixando de salvar vidas, missão primordial da profissão.

Leonardo Rossatto
@nadanovonofront
A BRUNA MORATO EXPÔS UMA DENÚNCIA DE QUE A PREVENT SENIOR DIMINUIA DELIBERADAMENTE A OXIGENAÇÃO DOS PACIENTES APÓS 14 DIAS DE INTERNAÇÃO NA UTI PARA "LIBERAÇÃO DE LEITOS". ELES TRABALHAVAM COM O PRINCÍPIO DE QUE "ÓBITO TAMBÉM É ALTA". HOMICÍDIO SIMPLES ASSIM.
 
O ódio dos médicos de extrema direita aos colegas cubanos começou em 2013, quando a presidenta Dilma Rousseff lançou o programa Mais Médicos e importou profissionais da ilha para atuar nos lugares onde os brasileiros se recusavam a trabalhar (e depois que eles foram embora continuam a recusar, sobretudo nos distritos indígenas). Uma das cenas emblemáticas do período aconteceu em Fortaleza, na chegada do primeiro grupo de cubanos ao Brasil, quando médicos foram ao aeroporto hostilizar os colegas, com vaias e gritos de “volta pra senzala”.

 

Não por acaso, entre eles estava a médica Mayra Pinheiro, a “capitã cloroquina”, secretária de Gestão do Trabalho do ministério da Saúde de Jair Bolsonaro.

Lola Aronovich
@lolaescreva
Conheça a história da pediatra Mayra Pinheiro, a Capitã Cloroquina. Na foto de 2013, ela grita "Volta pra senzala" pra médico cubano q chegava ao aeroporto de Fortaleza. Ela foi candidata à dep fed (2014) e senadora pelo PSDB (2018), mas ñ se elegeu. Essa desgraça é do Ceará.
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Antes de assumir o cargo, Bolsonaro ofendeu tanto os médicos cubanos, duvidando inclusive de sua formação, que o governo da ilha decidiu, em novembro de 2018, chamar de volta os 8300 profissionais. O CFM (Conselho Federal de Medicina), bolsonarista de primeira hora e que tem apoiado todas as decisões absurdas do governo em relação à Covid-19, também combateu ferozmente o programa, uma das razões do ódio de classe ao PT que culminou no golpe contra Dilma, ao lado da PEC que garantiu direitos trabalhistas às empregadas domésticas. E sobre o “pacto da cloroquina”, o que dirá o CFM?

Se dedicar a salvar vidas deve mesmo gerar muito ódio em médicos que só pensam em ideologia, grana e poder. Ser um profissional de saúde comprometido com o bem estar e a vida das pessoas deve mesmo gerar muito ódio. Médico fazendo pacto para dar remédio que não funciona a paciente? Sem dúvida os cubanos jamais seriam cúmplices de atitudes criminosas assim.

 

21
Set21

Senador pede convocação de filho de Bolsonaro após menção à CPI em vídeo com armas

Talis Andrade

Jair Renan, filho do presidente Jair Bolsonaro, faz menção à CPI em vídeo com armas publicado em suas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

por Gustavo Garcia /G1

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O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou nesta segunda-feira (20) um pedido de convocação à CPI da Covid do filho 04 do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan.

O requerimento foi apresentado depois que Jair Renan postou um vídeo temporário em uma rede social no qual aparecem armas e a legenda "Aloooo CPI kkkkk". Na gravação, o filho de Bolsonaro afirma estar em uma loja de armas de propriedade de um amigo.Empresa contratada pelo governo atua de graça para Renan Bolsonaro, diz  jornal | Tribuna Online

Para Alessandro Vieira, as imagens acompanhadas da menção à CPI representam "ameaças" ao colegiado. O parlamentar também diz que o comparecimento de Jair Renan é necessário para que seja esclarecida a relação do filho do presidente com o lobista Marconny Ribeiro, já ouvido pela comissão.

"Para que seja possível esclarecer os vínculos que mantém com o lobista Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria, bem como para justificar as ameaças feitas a esta CPI através de vídeo em loja de armamentos, faz-se necessária a convocação do senhor Jair Renan Bolsonaro", afirma Vieira no requerimento.

Para Jair Renan ser convocado, o pedido do senador precisa ser aprovado pela CPI. Nesta terça-feira (21), o colegiado se reúne, mas não há previsão de votação de requerimentos.

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), manifestou apoio ao pedido formulado por Alessandro Vieira.

"Precisamos aprovar esse requerimento urgente. Estamos ansiosos para ouvir esse 'alô' pessoalmente", disse Randolfe.

 

Relação com lobistaCharge: Formação de Quadrinhos. Por Renato Aroeira

Documentos obtidos pela comissão mostram que Jair Renan Bolsonaro, um dos filhos do presidente, abriu uma empresa de eventos com ajuda de Marconny Ribeiro.

Conversas no telefone do lobista foram copiadas, a pedido do Ministério Público Federal no Pará e enviadas à CPI, entre elas, estão mensagens trocadas com Jair Renan.

Marconny Albernaz também seria próximo a Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan.

01
Set21

PF prende no aeroporto de Congonhas prefeito gaúcho com R$ 505 mil para financiar atos pró-golpe de 7 de setembro

Talis Andrade

Prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba, e o deputado federal Eduardo BolsonaroPrefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro 

 

247 - Falta seis dias para o golpe anunciado de Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) flagrou na última quinta-feira (26) o prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba (PSL), com R$ 505 mil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O dinheiro foi encontrado armazenado em caixas de papelão durante a inspeção por raio-x. A PF disse que, ao ser abordado, o prefeito, conhecido como "Gringo Loco", afirmou não saber o valor total transportado. Na sequência, teria dito que carregava R$ 1,4 milhão. A informação foi publicada pelo blog do Fausto Macedo. 

"Em virtude da dúvida sobre a origem lícita do numerário, o montante foi apreendido pela Polícia Federal, todavia, durante a contagem, foi constatado que a soma era de R$ 505.000,00 (quinhentos e cinco mil reais), contrariando as versões do passageiro", informou a corporação em nota.

A notícia ganhou repercussão na CPI da Covid, nesta quarta-feira (1). "Esse prefeito viria num avião fretado, imaginando que não houvesse controle da Polícia Federal", destacou o senador Humberto Costa (PT-PE). "Os indícios são de que os recursos viriam para financiar o ato contra a democracia o dia 7 de setembro", afirmou o parlamentar, que pediu ao presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), um encaminhamento da denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"Gostaria de pedir a Vossa Excelência que pudesse enviar ao ministro Alexandre de Moraes (do STF), para que ele possa tomar as medidas cabíveis", continuou.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), endossou o petista. "Essa informação dá conta do financiamento de crimes contra a ordem democrática, contra o Estado democrático de direito que deve acontecer nos próximos dias. É urgente um encaminhamento que a presidência da CPI encaminhe aos cuidados do ministro para a tomada de todas as providências. Essa denúncia pode dar conta de um esquema criminoso, de financiamento contra a democracia". 

Vários partidários da extrema direita, em diiferentes cidades, estão oferecendo passagem, alimentação e hospedagem (tudo gratis) para os eventos golpistas de Bolsonaro em Brasília e São Paulo. 

Bolsonaro pretente juntar 4 milhões de pessoas em Brasília.

Sobra dinheiro para as motociatas, para as festanças golpistas, parada de tanques e 7 de setembro da ditadura policial-militar. 

Falta comida na mesa do pobre. 

Milhões de brasileiros sem alimentos, água, luz, saneamento

 

26
Ago21

Depoimento de diretor do FIB Bank foi ‘escabroso’ na visão de senadores

Talis Andrade
Brasil de Fato@brasildefato

🔴🎥 AO VIVO I CPI da Covid ouve Roberto Pereira Ramos Júnior, presidente do FIB Bankhttps://youtu.be/fThjzwvypQkVer imagem no Twitter

 

“Escabroso”, “contraditório”, “demolidor” foram alguns dos adjetivos usados pelos senadores para qualificar o depoimento desta quarta-feira (25) na CPI da Pandemia. O depoente foi Roberto Pereira Ramos Júnior, diretor-presidente da FIB BanK — empresa apresentada como garantidora de crédito da Precisa Medicamentos na malograda compra da vacina indiana Covaxin. O depoente disse que a FIB BanK, apesar do nome, não é um banco, e apesar de ser uma pequena empresa, tem capital social de R$ 7,5 bilhões, na forma de terrenos em São Paulo e no Paraná.

Brasil de Fato
@brasildefato

Negociação teria acontecido durante viagem, conforme indica troca de emails revelada pela Revista IstoÉ.
Flávio Bolsonaro estava nos EUA acompanhando o ministro das Comunicações entre os dias 7 e 10 de junho deste ano, onde cumpriram agenda em Nova York. https://www.brasildefato.com.br/2021/08/26/flavio-bolsonaro-teria-participado-de-negociacao-para-compra-de-vacina-nos-eua-diz-revista 

Brasil de Fato@brasildefato

🔴🎥 AO VIVO I CPI da Covid ouve José Ricardo Santana, ex-secretário de Medicamentos da Anvisa >> https://youtu.be/j2-3dL2VZac .

ImageO senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou ter sido, “de longe, o depoimento mais contraditório desta comissão”. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator, qualificou o depoimento de “escabroso” e lembrou que o negócio foi paralisado graças à CPI. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que nenhum outro depoimento foi “carregado de tantas irregularidades”. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) enumerou as “artimanhas” e disse que o que Eduardo Pazuello, Elcio Franco e Roberto Dias têm de responder por assinarem pelo Ministério da Saúde um contrato sem as formalidade legais. O senador Jorginho Mello (PL-SC) qualificou a atuação da empresa de “golpe”, “tramoia” e “picaretagem”.

Apesar do nome, a FIB BanK não é banco ou instituição financeira. O questionamento da CPI concentrou-se na falta de credenciais da empresa para avalizar um negócio da ordem de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde, diante de várias possíveis ilegalidades em sua constituição e operação. Também indagou-se sobre o papel do advogado Marcos Tolentino, apontado como verdadeiro dono da FIB BanK e ligado ao líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). O nome de Barros foi citado em negociações de vacinas com o governo brasileiro suspeitas de irregularidades.

— O pior é que coloca o nome de banco e nem banco é! A fake news começa aí! — indignou-se o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Em diversos momentos, Roberto Pereira afirmou desconhecer pessoas envolvidas nos negócios da FIB Bank (como Francisco Maximiano, dono da Precisa), ou não dispor dos documentos necessários para responder as perguntas do relator, encaminhando as solicitações aos departamentos comercial e jurídico de sua empresa. Ao lhe perguntarem sua remuneração na empresa, o depoente pediu para prestar a informação por escrito após a reunião.

Roberto Pereira reconheceu que a FIB Bank nasceu como shelf company. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) explicou que o termo em inglês (que significa “empresa de prateleira”) designa empresas constituídas em cartório, mas sem atividade, criadas apenas para serem revendidas a quem queira possuir uma pessoa jurídica sem enfrentar a burocracia de criação de uma empresa.

Brasil de Fato@brasildefato

Acompanhe a CPI da Covid aqui com a gente!


Assista aqui: https://youtu.be/hkJvGLNOfDE 

A senadora Simone Tebet fez uma detalhada exposição das aparentes fraudes nas atividades da FIB Bank ao longo dos anos, a começar pelo uso de “laranjas” como sócios. Um dos momentos mais surpreendentes da reunião foi a exibição de um vídeo de Geraldo Rodrigues Machado, morador do município alagoano de Pão de Açúcar. No vídeo, Araújo contou que, ao tentar financiar uma moto em 2015, descobriu que era sócio da empresa.

— O contrato da Covaxin era fraudulento. Faltavam partes, [havia] valores para serem pagos em paraíso fiscal por quem não fazia parte da assinatura do contrato, e garantia de um banco que não era banco — afirmou Simone. — O Ministério da Saúde é tão ou mais responsável por isso.

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🎥🔴 AO VIVO I CPI da Covid ouve Emanuel Catori, sócio da farmacêutica BelcherVer imagem no Twitterhttps://youtu.be/3cXt-enkd2c 

Convocação

Foi aprovado requerimento de Randolfe Rodrigues, convocando a depor Ivanildo Gonçalves da Silva, motoboy para a empresa VTCLog, empresa de logística que atende o Ministério da Saúde na distribuição de vacinas e insumos para todo o país. Desde 2018 Ivanildo fez saques em espécie para a VTCLog num total superior a R$ 4 milhões.

 

Efeitos da CPI

O relator Renan Calheiros fez um balanço dos quatro meses da CPI. Ressaltou que, desde o início das investigações, o governo federal mudou a postura em relação à pandemia de coronavírus.

— Graças à luz colocada pela CPI, o governo cancelou o contrato fraudulento da Covaxin; demitiu servidores que pediam propinas; cancelou negociações com atravessadores; comprou vacinas; parou de alardear sobre a fraude do tratamento precoce; fez influenciadores e sites de fake news apagarem posts que agravaram a pandemia; e fez até o filho negacionista do presidente se vacinar e postar nas redes sociais! — afirmou, referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

O relator anunciou que mais três depoentes passarão da condição de testemunhas para a de investigados pela CPI: Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde; Francisco Maximiano, dono da empresa Precisa Medicamentos; e Emanuel Catori, sócio da empresa Belcher Farmacêutica.

Renan confirmou ainda que deve entregar o relatório final na segunda quinzena de setembro.

  1. Brasil de Fato@brasildefato

    🔴🎥 AO VIVO I CPI da Covid ouve Francisco Maximiano, dono da Precisa https://youtu.be/9LJ8iykrhVQ 

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26
Ago21

‘Bolsonaro sabe como um cão feroz que a eleição está perdida’

Talis Andrade

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por Paulo Donizetti de Souza

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Bolsonaro, acuado por suspeitas na Justiça e virtual derrota na eleição, aposta na ruptura, dizem juristas em live do Prerrogativas. Mas a sociedade reage

Os últimos dias foram de efervescência da crise que se arrasta pela falta de rumo do governo de Jair Bolsonaro na pandemia e na economia. E diante da queda de sua popularidade, a sua insubordinação à Constituição e ao Estado democrático de direito. Desse modo, enquanto o Executivo entrega os anéis ao Centrão para manter o Congresso Nacional omisso, Bolsonaro resolveu partir para cima da Justiça e de toda forma de oposição. Se há uma lei que está borbulhante nos últimos dias é aquela da física segundo a qual toda ação resulta em uma reação. Isso porque, segundo especialistas, no plano institucional Bolsonaro tem pela frente uma eleição perdida. Ou seja, aposta no caos, porque, como disse no sábado o senador Randolfe Rodrigues, a não reeleição de Bolsonaro será também a sua prisão.

Na sexta (20), Bolsonaro enviou um emissário ao Senado para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro reagiu, dessa maneira, ao fato de Moraes ser o relator do inquérito das fake news que assombra seu clã, e como se não bastasse, mandou prender Roberto Jefferson. No mesmo dia, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), condenou a ação, mas prometeu cumprir o papel de analisar e responder. Fora dali, 10 ex-ministros de mais de duas décadas de governo, de Fernando Henrique a Michel Temer, passando por Lula e Dilma, divulgaram manifesto pela democracia. Isso porque viram-se no dever de condenar a tremedeira golpista expressa no gesto de Bolsonaro de intentar contra o Supremo.

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Assim, a trama autoritária assanhou oficiais militares dos estados a jogar querosene no fogo da insubordinação. E foi por isso que o governador de São Paulo João Doria (PSDB) afastou um comandante golpista. O coronel Aleksander Toaldo Lacerda publicou mensagens de apoio a Bolsonaro em suas redes sociais, convocando para a manifestação de 7 de setembro contra o STF.

Doria, que como Bolsonaro tem interesses e faz cálculos para a eleição de 2022, demorou, dizem especialistas. “A adoção de comportamento político partidário por parte de militares só tem um caminho: a prisão desses militares por razão disciplinar. E não estou aqui nem falando de Direito Penal, estou falando do direito disciplinar militar mesmo”. A aula é do professor de Direito Pedro Serrano, que continua: “O que estamos vivendo neste país é uma tentativa de criação do caos e de ruptura com a democracia e com a Constituição. Não podemos tolerar isso”. No Ceará, um coronel da reserva da PM local convocou manifestantes e milicianos armados a invadir o Congresso e o STF no 7 de setembro.

Depois da reação de Pacheco e dos ex-ministros, 10 partidos da esquerda à direita se manifestaram em defesa da Constituição. Governadores resolveram se reunir e pedir uma conversa com o presidente para avisar que é melhor conversar e se entender do que apostar sem ter as cartas. Juristas foram ao prestigiado coletivo Prerrogativas e fizeram, por escrito e ao vivo, mais um manifesto convocando a sociedade brasileira a prestar atenção no que está acontecendo.

Na live do “Prerrô”, como é chamado o grupo de juristas, o criminalista Roberto Tardelli, procurador aposentado do Ministério Público de São Paulo, lembrou que Bolsonaro não tem compromisso com judicialidades. “Ele investe nas PMs dos estados para apostar no caos. Estruturação de milícias. Vimos hoje a comunidade de segurança no que ela tem de mais assustador. Não são as Forças Armadas, mas as milícias. É a destruição de qualquer padrão de civilidade. Com esses apoios ele acha que consegue se estabelecer como ditador amado pelo povo. Ele é delirante, não tem contato com a realidade, a não ser a que ele imagina existir”, avalia.

Para Tardelli, Bolsonaro sabe “como um cão feroz” que a eleição está absolutamente perdida. “Consegue perder para Ciro Gomes, o que é uma façanha eleitoral”, ironiza. “Ele sabe e não quer disputar. Ele vai com as milícias estaduais impor o caos. Por isso, hoje, Doria sentiu o abalo sísmico. Vamos viver período grave nos próximos dias. Vamos ver milicianos de baixa patente, soldados que completam renda com essa participação (atividade paramilitar)”, destaca o advogado, para quem bolsonaristas incautos que ainda acreditam no golpismo também deveriam se preocupar. “Não pensem que o crocodilo não vai morder você. O país vai se tornar um caos.”

O recado serve também para autoridades como o presidente da Câmara, Arthur Lira (DEM-MG), que impede o andamento de mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro. O jurista Mauro Menezes, um dos elaboradores de pedidos de afastamento, inclusive o superpedido entregue em 30 de junho, alerta que é preciso agir rapidamente.

Ovo da serpente

“Estamos sob um governo de índole fascista que tem objetivo de corroer autoridade dos poderes democráticos. Crimes de responsabilidade já deveriam ter levado à instauração de um impeachment”, diz.

O jurista Lenio Streck lembra da insubordinação “inaugurada” durante o motim da polícia do Ceará, no início do ano passado. “O ovo da serpente estava ali. O ministro da Justiça era Sergio Moro. Chamou aquilo de ‘greve’. Mas era um motim e foi deixado assim. E agora vemos o presidente que queimou todas as caravelas atirando mais e mais contra a institucionalidade. Estamos vigilantes. O Brasil todo se voltou contra a questão do Sérgio Reis. Temos de continuar escrevendo, denunciando. Até o dia 7 pode acontecer muita coisa. Esse é o perigo do ovo da serpente do golpismo e do autoritarismo.”

Para o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, a preocupação vai além. “Só lembrar que quatro governadores não quiserem assinar (hoje) uma nota em defesa do STF. Houve tensão sobre a reação do Doria à sua PM. A polícia e a sociedade que tem mais armas do que policias do Estado exigem preocupação. Ele está tensionando. É hora de fazer o enfrentamento. Hoje ocorreu uma ousadia enorme: um empresário foi ser ouvido na Polícia Federal com uma carreata de tratores fazendo intimidação à PF.”

O professor Pedro Serrano, também especialista em direito criminal, reforça que toda esse caos criado por Bolsonaro é intolerável: “temos de apoiar o Supremo em defesa da Constituição, mesmo que ocasionalmente divirjamos da decisão dele”.

A live-manifesto do Grupo Prerrogativas

 

Sem medo de cara feia

Uma das autoridades participantes da live do Prerrô, o ouvidor da PM de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, lembrou de outros episódio de insubordinação, além do Ceará. Citou, entre eles, a greve dos bombeiros do Rio de Janeiro, o cerco da PM da Bahia ao miliciano Adriano da Nóbrega. E que culminou com a execução do ex-militar, aquele que já foi homenageado mais de uma vez por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Mas que jamais poderá ser ouvido, nem sobre o assassinato de Marielle Franco, nem sobre o funcionamento das milícias de Rio das Pedras.

“Aqui em São Paulo tenho percebido mudança do governador, que iniciou aliado ao Bolsonaro. Doria sinalizou recrudescimento das forças policiais (chegou a dar declarações estimulando a violência da PM). Depois Doria percebeu que essa toada não era interessante, advertido inclusive pelos policiais. Esse episódio visto hoje é único e muito pessoal. Do ponto de vista militar significa dizer que a atuação dele está sub judice. Não podemos ver e ficar calados. Temos de apoiar essas iniciativas”, avaliou o ouvidor.

Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, acredita que o bolsonarismo aposta em bravatas que não vão dar em nada, mas que é preciso deixar claro: “Não temos medo de cara feia. E portanto, não vamos deixar esse estado de permanente alerta em defesa das instituições.”

Com reportagem de Cláudia Motta

Artigo publicado originalmente na Rede Brasil Atual.

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18
Ago21

Associação de procuradores manda recado para negocionista Lindôra Araújo

Talis Andrade

Charge do mês - Uso de máscara

 

Lindôra disse, nesta terça-feira (18/08), que não via crime nas aglomerações sem máscara de Bolsonaro

 

 

Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) mandou um recado para a subprocuradora negacionista Lindôra Araújo. Em um post no Twitter, a ANPR ressaltou dados que comprovam a eficácia de máscaras de proteção e orientações para o uso.

Araújo disse, nesta terça-feira (18/08), que não via crime nas aglomerações sem máscara de Bolsonaro e que “não é possível comprovar a eficácia da máscara de proteção”.
 

As manifestações foram assinadas pela subprocuradora e enviadas ao STF em resposta a dois pedidos de investigação a Bolsonaro por não usar máscaras em aglomerações.

Randolfe representará contra Lindôra Araújo no Conselho do MPFCharge do Zé Dassilva: máscara funciona? | NSC Total

O vice-presidente da CPI da Covid-19, senador Randolfe Rodrigues(Rede-AP), afirmou, nesta quarta-feira (18/8), que vai encaminhar representação no Conselho Nacional do Ministério Público Federal (MPF) contra a subprocuradora Lindôra Araújo, após a representante do órgão defender não ser possível comprovar “exata eficácia” da máscara de proteção contra o novo coronavírus

Em decisão proferida pela PGR, a procuradora entendeu que o presidente Jair Bolsonaro não cometeu crime ao aparecer sem máscara e gerar aglomeração em eventos públicos, como as motociatas realizadas pelo país.

Na avaliação de Randolfe, trata-se de “decisão totalmente contrária à ciência”. “É uma decisão contrária a toda lógica da ciência. É um ato que, para além de deseducar, anistia um crime gravíssimo”, enfatizou o parlamentar.

O senador lembrou que a decisão expedida nessa terça (17/8) contraria outra sentença anterior da própria subprocuradora. “A posição contradiz decisão anterior quando esta pediu que o desembargador Eduardo Almeida Barros fosse investigado por passear em uma praia em Santos (SP) sem máscara. Bom seria se tivesse mantido sua conduta”, criticou.

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