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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

19
Out21

Quem matou Leuvis Manuel Olivero que escreveu a "Memória Viva" de Marielle Franco

Talis Andrade

No livro o "Ódio Governava, a Rua Falava", a constatação: “Jair Bolsonaro é uma das figuras mais conhecidas e desprezadas do Brasil"

 

por Brian Mier / Brasil Wire

Em 2011, Leuvis Manuel Olivero, um imigrante dominicano nos Estados Unidos formado em Estudos Internacionais pelo Trinity College em Connecticut, fez uma viagem ao Rio de Janeiro. Nas suas próprias palavras, Lu, como se referia a si próprio, “mergulhou nas emergentes cenas de vandalismo da cidade. No processo de pesquisa de uma das culturas de arte de rua mais vibrantes da América do Sul, ele explorou vários elementos da vida cotidiana no Rio. ”

Ele decidiu ficar, apaixonou-se e teve uma filha. Em 2014 publicou seu primeiro livro, Graffiti City . Ele o descreveu como:

“Um mergulho no coração da cultura carioca através de seu prisma mais polêmico: as ruas. Percorrendo a linha entre arte e vandalismo, Graffiti City explora a relação entre Pixação e Graffiti (arte do graffiti), e como essas duas culturas distintamente carioca refletem o que significa ser carioca. Graffiti City examina as inúmeras formas de expressão visual que também lutam por espaço nas paredes do Rio e como as ruas se tornaram um verdadeiro espaço de diálogo. Graffiti City é o primeiro livro a apresentar uma linha do tempo histórica detalhada das artes urbanas do Rio e das culturas de vandalismo, e analisa as pressões sociais e políticas que ajudaram a moldar a arte e o vandalismo nas ruas do Rio. ”

Olivero continuou sua vida na Zona Norte do Rio, lutando para sobreviver em uma cidade que não é fácil para os estrangeiros. Ele se envolveu cada vez mais com o movimento da Capoeira. Então, em uma explosão de criatividade, ele publicou 8 livros por conta própria em 2021. Na contracapa de seu livro de 420 páginas em outubro de 2020, Black Spaces White Faces: Um Ensaio sobre o Branqueamento da Capoeira no Rio de Janeiro , diz:

“Neste ensaio, foco a arte da capoeira, na cidade do Rio de Janeiro, como uma análise de caso de como ocorre o processo de branqueamento, dividindo o ensaio em três partes. A primeira parte apresenta o projeto teórico de como o contexto para o branqueamento foi criado; apontando sua gênese para o tráfico atlântico de africanos, enquanto a segunda parte do ensaio explora o processo de branqueamento. Por fim, a terceira parte deste ensaio explora as manifestações do branqueamento no mundo da capoeira. ”

Pouco depois do aniversário de 2 anos do assassinato da vereadora carioca afro-brasileira socialista Marielle Franco, Olivero publicou Memoria Viva . Sua sinopse da contracapa diz:

“Era 14 de março de 2018. Tiros foram disparados naquela noite quente de verão. Só mais uma noite no Rio, se não fosse pela vítima, a vereadora Marielle Franco, baleada com violência, quando voltava para casa de um evento a apenas alguns quilômetros de distância. O perpetrador? Essa é a pergunta que ainda não tem resposta.

“Memória Viva” explora o legado da vereadora Franco através do prisma das ruas. Ele examina o vandalismo e a arte do graffiti que mantêm sua memória viva. À medida que as investigações continuam e mais um aniversário de sua morte se aproxima, as perguntas permanecem, mas as ruas não esquecem, e essa demonstração de amor e apoio reflete o impacto de Marielle nesta cidade ”.

memoria-viva-marielle-franco-livro.png

 

Em novembro de 2020, publicou o livro em língua portuguesa, Enquanto o Ódio Governava, a Rua Falava, que descreveu da seguinte forma:

“Jair Bolsonaro é uma das figuras mais conhecidas e desprezadas do Brasil. Sua ascensão à presidência, na onda trumpiana iniciada em 2016, inaugurou uma retórica política nunca ouvida publicamente no Brasil. Mas as ruas do Rio de Janeiro responderam com uma onda de pichações anti-Bolsonaro, representando a resistência anônima dos cariocas contra a ascensão do fascismo brasileiro. Este livro é uma extensão da exploração contínua do projeto Aerosol Carioca sobre o graffiti e o vandalismo no Rio de Janeiro. Seu objetivo é claro: servir como uma voz de resistência visual à violência e ao ódio que o Brasil sofre hoje. ”Em abril de 2021, ele escreveu seu último livro, uma homenagem a sua filha chamada 3085 Dias e Contagem .

“Nos primeiros 3.085 dias de minha filha”, disse ele, “escrevi centenas de anotações no diário sobre como era ser pai. Conforme os dias passavam, eu anotava as entradas em pedaços de papel soltos, páginas de cadernos, em conversas do WhatsApp e onde mais eu pudesse, para não perdê-los. À medida que as notas se acumulavam, percebi que, se não escrevesse este livro agora, as memórias que tanto desejava que Sophia carregasse com ela seriam esquecidas. Perdido no tempo. Durante uma sessão de escrita de duas semanas, sentei-me e tentei condensar aqueles oito anos de memórias nas entradas encontradas neste livro. ”

No dia 10 de outubro, Olivero saiu de um restaurante de classe média, bairro da Zona Norte da Tijuca. Segundo testemunhas oculares, enquanto ele caminhava pela rua Baltazar Lisboa , vários homens armados dentro de um Hyundai HB20 abriram fogo, atingindo-o na cabeça e no abdômen. Quando o corpo de bombeiros chegou ao local, ele já estava morto. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação de homicídio.

No dia 17 de outubro, um grupo de amigos protestou no local do crime, reiterando o mesmo que se fala em todo o mundo do assassinato ainda não resolvido de Marielle Franco: Quem mandou matar Leuvis Manuel Olivero?

bolsonaro o ódio governava.jpg

 

 
21
Dez20

Deus o maior general

Talis Andrade

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por Fernando Brito /Tijolaço

- - -

O Brasil vive uma situação que nem o pior dos pesadelos poderia figurar.

Somos um país governado por um psicopata, cercado de generais-anões, e que conta com uma súcia de alucinados e uma falange de marombados valentões para fazer arruaças.

Imaginem que agora, para “provar” as sandices de Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo de que o “vírus chinês” é uma conspiração comunista, aquele brutamontes que quebrou a placa com o nome de Marielle Franco está contando uma história destas que parece ter sido contada por alguém que cheirou proteinato e injetou açaí na veia, ou que virou jacaré depois de tomar anabolizante.

marielle placa .jpg

 

Diz o tal Daniel Silveira, cabo da PM e deputado federal, que, quando esteve na China, a convite do governo chinês, foi passear na Grande Muralha e um agente do Partido Comunista disse-lhe:

“Não permitiremos outras culturas no Brasil além da nossa, vamos dominar o Brasil e com isso, o mundo.”

Vejam que enredo: o governo comunista o convida a ir passear na China e manda um agente lhe contar o plano secreto para “dominar o mundo”.

E o pior é que tem gente que ainda escreve que não vai acontecer porque ”temos o maior general de todos, o que nunca dorme e sempre está apostos para guerrear por nós: Deus!”

ribis- marielle consciencia negra quebra placa car

10
Dez20

“Há muita impunidade em homicídios de negros, como Marielle”, diz diretora da Anistia Internacional

Talis Andrade

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, com camiseta da campanha que cobra a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, com camiseta da campanha que cobra a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes © Anistia Internacional Brasil
 
Por Cristiane Capuchinho /RFI
 

Em 14 de março de 2018 a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados.  "Marielle foi assassinada no centro de uma capital durante o período de intervenção das Forças Armadas. As autoridades precisam mandar uma mensagem clara de que o assassinato de pessoas que lutam por direitos humanos não serão tolerados. No entanto, temos mil dias sem resposta", constata Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil. Em entrevista à RFI, ela critica a falta de transparência das investigações e diz que o país deixa impune crimes contra negros.

Despertadores começaram a tocar às 8h da manhã desta terça-feira (8) em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o local em que a vereadora Marielle Franco, filiada ao PSOL, exercia seu mandato até seu brutal assassinato. A instalação, organizada pela Anistia Internacional Brasil, pretende despertar a Justiça após mais de dois anos sem resposta final para as perguntas: quem matou Marielle e Anderson? E quem mandou matá-los?

"Queremos despertar a Justiça para quebrar esse ciclo de silêncio que já dura tempo demais", afirma Jurema Werneck.

No começo de 2019, o PM expulso Élcio Queiroz e o PM reformado Ronnie Lessa foram presos preventivamente como suspeitos da emboscada e do assassinato na noite daquele 14 de março. Desde então, pouco se sabe sobre a continuação das investigações.

"Nós não sabemos em que ponto está a investigação porque as autoridades não são transparentes", afirma a diretora-executiva da ONG de direitos humanos. Segundo ela, a Polícia Civil, o governo do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público só se manifestam em datas específicas, como no aniversário de morte de Marielle e Anderson, “como se não tivessem obrigação de transparência o tempo todo. Nós queremos saber o que está acontecendo e é dever das autoridades informar”.A Anistia Internacional fez um ato em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro para cobrar transparência e justiça. O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes aconteceu há mil dias, em 14 de março de 2018, e ainda não teve solução.

A Anistia Internacional fez um ato em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro para cobrar transparência e justiça. O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes aconteceu há mil dias, em 14 de março de 2018, e ainda não teve solução.© Anistia Internacional Brasil

 

Apesar de a investigação estar em sigilo, Werneck reclama a transparência sobre os passos gerais do processo. "O sigilo das investigações precisa ser mantido, mas a gente precisa que as autoridades venham a público dizer quais dificuldades estão vivendo, quais barreiras estão encontrando e quais estão superando, e o que é que nós, como sociedade, podemos fazer para colaborar com o trabalho das autoridades", defende.

“Nós entendemos que não é simples investigar. Nós entendemos as dificuldades que as polícias do Brasil enfrentam para investigar casos de violência contra defensores dos direitos humanos. Há muita impunidade no Brasil em relação a homicídios cometidos principalmente contra pessoas negras, como Marielle era. Mas nós acreditamos que essa é uma oportunidade para o Rio de Janeiro e para o Brasil virarem uma página e mandarem uma resposta contundente contra a impunidade", argumenta a diretora-executiva da Anistia Internacional.

Para Jurema, o caso de Marielle é muito simbólico por ter atingido uma parlamentar eleita em uma das principais capitais do país que lutava por direitos humanos e foi morta durante a intervenção federal das Forças Armadas para garantir a segurança pública. 

2020 está sendo pior que 2019

No relatório da Anistia Internacional sobre 2019, a ONG afirmou que o ano foi marcado por retrocessos nos direitos humanos no Brasil e apontava que o discurso contra o meio ambiente, pela violência e contra a defesa de direitos humanos encampado por diversas autoridades no país tiveram grande impacto.

Questionada sobre como foi o ano de 2020, Jurema Werneck é taxativa: "se 2019 foi um momento de grandes retrocessos, 2020 está muito pior". 

Entre a negligência das autoridades no controle da pandemia de Covid-19, o pronunciamento de diferentes autoridades federais, como o presidente e ministros, contra medidas de proteção à saúde, a degradação do controle do desmatamento e o aumento dos casos de violência, ela destaca a operação policial em Duque de Caxias (RJ), que culminou na morte de duas primas que brincavam na porta de casa.

"Nós temos no Rio de Janeiro organizações comunitárias que foram ao Supremo Tribunal Federal pedir a suspensão de operações policiais em favelas nesse período porque essas operações estavam provocando mais violência e mais mortes. O STF concordou com a solicitação dessas associações, requisitou que as autoridades estaduais respeitassem essa determinação e o que estamos vendo agora é o aumento de operações", observa.  

"Nós acabamos de ver a presença da polícia no Barro Vermelho, uma favela em Duque de Caxias, em que duas meninas, uma de 4 e outra de 7 anos, foram mortas. Uma delas com o tiro na cabeça, outra com um tiro no peito. Duas meninas que estavam brincando. As taxas de homicídios no Rio de Janeiro aumentaram a padrões de anos atrás. A gente só vê retrocesso", conclui.

direitos humanos marielle.jpg

 

10
Dez20

“Há muita impunidade em homicídios de negros, como Marielle”, diz diretora da Anistia Internacional

Talis Andrade

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, com camiseta da campanha que cobra a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, com camiseta da campanha que cobra a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes © Anistia Internacional Brasil
 
Por Cristiane Capuchinho /RFI
 

Em 14 de março de 2018 a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados.  "Marielle foi assassinada no centro de uma capital durante o período de intervenção das Forças Armadas. As autoridades precisam mandar uma mensagem clara de que o assassinato de pessoas que lutam por direitos humanos não serão tolerados. No entanto, temos mil dias sem resposta", constata Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil. Em entrevista à RFI, ela critica a falta de transparência das investigações e diz que o país deixa impune crimes contra negros.

Despertadores começaram a tocar às 8h da manhã desta terça-feira (8) em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o local em que a vereadora Marielle Franco, filiada ao PSOL, exercia seu mandato até seu brutal assassinato. A instalação, organizada pela Anistia Internacional Brasil, pretende despertar a Justiça após mais de dois anos sem resposta final para as perguntas: quem matou Marielle e Anderson? E quem mandou matá-los?

"Queremos despertar a Justiça para quebrar esse ciclo de silêncio que já dura tempo demais", afirma Jurema Werneck.

No começo de 2019, o PM expulso Élcio Queiroz e o PM reformado Ronnie Lessa foram presos preventivamente como suspeitos da emboscada e do assassinato na noite daquele 14 de março. Desde então, pouco se sabe sobre a continuação das investigações.

"Nós não sabemos em que ponto está a investigação porque as autoridades não são transparentes", afirma a diretora-executiva da ONG de direitos humanos. Segundo ela, a Polícia Civil, o governo do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público só se manifestam em datas específicas, como no aniversário de morte de Marielle e Anderson, “como se não tivessem obrigação de transparência o tempo todo. Nós queremos saber o que está acontecendo e é dever das autoridades informar”.A Anistia Internacional fez um ato em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro para cobrar transparência e justiça. O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes aconteceu há mil dias, em 14 de março de 2018, e ainda não teve solução.

A Anistia Internacional fez um ato em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro para cobrar transparência e justiça. O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes aconteceu há mil dias, em 14 de março de 2018, e ainda não teve solução.© Anistia Internacional Brasil

 

Apesar de a investigação estar em sigilo, Werneck reclama a transparência sobre os passos gerais do processo. "O sigilo das investigações precisa ser mantido, mas a gente precisa que as autoridades venham a público dizer quais dificuldades estão vivendo, quais barreiras estão encontrando e quais estão superando, e o que é que nós, como sociedade, podemos fazer para colaborar com o trabalho das autoridades", defende.

“Nós entendemos que não é simples investigar. Nós entendemos as dificuldades que as polícias do Brasil enfrentam para investigar casos de violência contra defensores dos direitos humanos. Há muita impunidade no Brasil em relação a homicídios cometidos principalmente contra pessoas negras, como Marielle era. Mas nós acreditamos que essa é uma oportunidade para o Rio de Janeiro e para o Brasil virarem uma página e mandarem uma resposta contundente contra a impunidade", argumenta a diretora-executiva da Anistia Internacional.

Para Jurema, o caso de Marielle é muito simbólico por ter atingido uma parlamentar eleita em uma das principais capitais do país que lutava por direitos humanos e foi morta durante a intervenção federal das Forças Armadas para garantir a segurança pública. 

2020 está sendo pior que 2019

No relatório da Anistia Internacional sobre 2019, a ONG afirmou que o ano foi marcado por retrocessos nos direitos humanos no Brasil e apontava que o discurso contra o meio ambiente, pela violência e contra a defesa de direitos humanos encampado por diversas autoridades no país tiveram grande impacto.

Questionada sobre como foi o ano de 2020, Jurema Werneck é taxativa: "se 2019 foi um momento de grandes retrocessos, 2020 está muito pior". 

Entre a negligência das autoridades no controle da pandemia de Covid-19, o pronunciamento de diferentes autoridades federais, como o presidente e ministros, contra medidas de proteção à saúde, a degradação do controle do desmatamento e o aumento dos casos de violência, ela destaca a operação policial em Duque de Caxias (RJ), que culminou na morte de duas primas que brincavam na porta de casa.

"Nós temos no Rio de Janeiro organizações comunitárias que foram ao Supremo Tribunal Federal pedir a suspensão de operações policiais em favelas nesse período porque essas operações estavam provocando mais violência e mais mortes. O STF concordou com a solicitação dessas associações, requisitou que as autoridades estaduais respeitassem essa determinação e o que estamos vendo agora é o aumento de operações", observa.  

"Nós acabamos de ver a presença da polícia no Barro Vermelho, uma favela em Duque de Caxias, em que duas meninas, uma de 4 e outra de 7 anos, foram mortas. Uma delas com o tiro na cabeça, outra com um tiro no peito. Duas meninas que estavam brincando. As taxas de homicídios no Rio de Janeiro aumentaram a padrões de anos atrás. A gente só vê retrocesso", conclui.

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