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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

25
Dez21

Sociedade Brasileira de Pediatria defende em manifesto vacinação de crianças

Talis Andrade

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A entidade afirma ainda que as mortes da população pediátrica por covid-19 não estão "em patamares aceitáveis. Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”

 

Por Julinho Bittencourt /Revista Forum

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) defendeu, em manifesto divulgado nesta sexta-feira (24), a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Além disso, a entidade disse que as mortes da população pediátrica por covid-19 não estão “em patamares aceitáveis”

No texto, a SBP pede pela “urgente implementação de estratégias” para reduzir risco de complicações, hospitalizações e mortes do público infantojuvenil pela doença.    

“Ao contrário do que afirmou recentemente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o número de hospitalizações e de mortes motivadas pela covid-19 na população pediátrica, de forma geral, incluindo o grupo de crianças de 5-11 anos, não está em patamares aceitáveis”, diz o manifesto da SBP. “Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”, diz o texto.

 

Alto número de mortes

A instituição destacou ainda que, desde o início da pandemia, 2.500 pessoas de zero a 19 anos morreram por conta da doença, mais de 300 delas confirmadas no grupo de 5 a 11 anos. 

A sociedade também cita as sequelas do quadro. A SBP apontou que há mais de 1.400 casos confirmados de Síndrome Inflamatória Multissistêmica (quadro grave de tratamento hospitalar, que se manifesta semanas após a infecção) em crianças, com mediana de idade de 5 anos. Ao menos 85 morreram por complicações neurológicas, cardiovasculares e respiratórias da síndrome, indicou.

A vacinação se apresenta como alternativa, de acordo com a entidade, para “controle e prevenção destes desfechos da doença e que está ao alcance dos responsáveis pelas políticas públicas de saúde do nosso País”. O imunizante, continua o manifesto, apresentou “elevada eficácia” nos estudos clínicos e nos testes no mundo real. 

“O Brasil se encontra diante de hospitalizações, sequelas e mortes que são passíveis de prevenção em sua grande maioria”, destacou. “Ignorar este fato, minimizar sua importância e afirmar que elas são aceitáveis não são atitudes esperadas das autoridades. A sociedade espera e merece outro tipo de postura e de compromisso com a saúde das crianças e adolescentes do Brasil”, finalizou.

Com informações do Estadão

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24
Dez21

Herodes no Ministério da Saúde

Talis Andrade

La strage degli innocenti di Nicolas PoussinNicolas Poussin

 

por Antonio Carlos Prado /Istoé

 

Triste Brasil que tem Herodes no Ministério da Saúde.

Triste Brasil que tem Herodes como bajulador do capitão que preside o País.

Herodes age assim porque tem planos de se candidatar a governador da Paraíba ou senador. E precisa do apoio de um capitão.

Herodes despreza o fato de que dezesseis países já vacinam crianças entre cinco e onze anos.

Herodes desrespeita a recomendação da Anvisa e seus diretores.

Herodes não está nem aí para o número de crianças que já morreram de Covid no Brasil.

Herodes, em fato inédito, criou consulta pública sobre imunização infantil, como se leigos soubessem mais que especialistas.

Herodes montou uma comissão composta majoritariamente por técnicos e médicos que de antemão ele já sabe que são contra a vacinação, muitos indiciados pela CPI da Covid porque defendem a cloroquina.

Herodes é médico, sua obrigação é salvar vidas.

Mas é Herodes é Herodes. As crianças brasileiras lhe dirão francamente: o senhor não se importa com nossas vidas. Mas nós, crianças, somos mais fortes que Herodes. A história Biblíca já mostra isso.

Por isso nós temos Natal. O senhor, Herodes, não o tem. Herodes não tem Natal. Nem o merece.

24
Dez21

A médica chilena e o monstro infanticida brasileiro

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

No dia 25 de novembro de 2021 a médica chilena Izkia Siches renunciou à presidência do Colégio de Médicos – uma instituição respeitadíssima e influente no Chile. O Colégio de Médicos equivale ao Conselho Federal de Medicina do Brasil; no entanto, com funções de representação sindical, além das de regulamentação profissional.

Izkia renunciou a este importante cargo porque, como cidadã consciente da ameaça representada pelo ultradireitista José Antonio Kast à democracia e à sociedade, sentiu-se convocada a atuar pela vitória de Gabriel Boric.

Na carta de renúncia publicada quatro dias depois do 1º turno da eleição presidencial no Chile, Izkia escreveu estar “convencida de que necessitamos nos dedicar a melhorar nosso país […] e esperançosa de que no futuro próximo todas as novas gerações possam gozar, sem importar sua condição social, de uma saúde que lhes permita desenvolver seus projetos de vida e de uma medicina que os cuide e os trate em função de suas necessidades”.

Isto temos sonhado desde nossa formação como médicos e esse também segue sendo hoje meu sonho como médica, cidadã e mãe”, ela concluiu.

No dia seguinte, 26/11, Izkia foi apresentada por Gabriel Boric como coordenadora da sua campanha. A atuação da médica chilena nas três semanas decisivas no 2º turno da eleição foi fundamental. O trabalho que desempenhou junto com o comando de campanha é apontado como um dos fatores determinantes da vitória de Boric.

Enquanto no Chile a jovem médica Izkia faz uma escolha humanitária em defesa da vida, no Brasil um médico abjeto atua como engrenagem da fábrica macabra de mortes de crianças.

A oposição de Marcelo Queiroga à vacinação infantil é criminosa. À luz do direito internacional, pode inclusive ser caracterizado como mais um crime bolsonarista contra a humanidade que, todavia, é tolerado pelos tribunais brasileiros.

Queiroga não é exclusividade no gênero de médicos que traem o juramento de Hipócrates e se convertem em colaboracionistas do fascismo, como acontece hoje no Brasil – vide os experimentos nazistas da empresa Prevent Júnior, bem como o endosso e a cumplicidade de dirigentes inescrupulosos de entidades médicas às práticas notoriamente criminosas, anticientíficas e negacionistas.

Esta linhagem de médicos associados ao terror de Estado e ao fascismo não é novidade no Brasil. Na ditadura [1964/1985], enquanto muitos médicos entregavam-se à resistência democrática, alguns deles forneciam atestados de óbito falsos para ocultar as causas de mortes decorrentes de brutal tortura nos porões do regime.

Estes últimos – facínoras que maculam a medicina – ficaram impunes na justiça e preservaram o registro profissional no Conselho Federal de Medicina.

O exemplo da médica chilena Izkia Siches é um contraste ético, moral e humano de proporções galácticas em relação ao ministro bolsonarista da Morte, o monstro infanticida.

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24
Dez21

O Natal de Herodes

Talis Andrade

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Massacre dos inocentes vítimas de Covid

 

Lula foi às redes e criticou a declaração "absurda, que parece de Herodes", de Marcelo Queiroga. Segundo o ex-presidente, o ministro da saúde de Bolsonaro "cria obstáculos para a vacinação de crianças". 

Queiroga vinculou a vacina pediátrica à prescrição médica, e disse que mortes de crianças por Covid não pedem "decisões emergenciais".

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, cobrou explicações do Ministério da Saúde pela demora e falou em um número “macabro” de mortes na faixa etária de 5 a 11 anos.

"O presidente da Anvisa tem razão ao querer proteger a instituição, a ciência e as crianças na pandemia, respeitando o bom senso", escreveu Lula.

Bolsonaro nega pressa para vacinar

“Não tá havendo morte de criança que justifique algo emergencial?”, indagou Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (24), quando ofereceu um almoço a jornalistas no Palácio da Alvorada.

A declaração reforça o que já havia dito o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - que o número de óbitos de crianças na pandemia não pedia “decisões emergenciais”.

“Tá morrendo criança de 5 a 11 anos que justifique algo emergencial? É pai que decide, em primeiro lugar”, disse Bolsonaro.

Em seguida, tentando se esquivar, declarou que não quer determinar nada para o tema. “Se tem um problema na Saúde, vão me culpar. Quando quero dar uma opinião, estou interferindo. Situação minha é complicada”.

Anvisa cobra rapidez

O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, cobrou nesta quinta-feira (23) explicação do governo federal pela demora em vacinar crianças e falou - ao contrário de Queiroga e Bolsonaro - em um número “macabro” de mortes.

"Nós temos 301 crianças mortas na faixa de 5 a 11 anos desde que a covid-19 começou até o início de dezembro. Nestes 21 meses, numa matemática simples, nós temos um pouquinho mais de 14 mortes de crianças ao mês, praticamente uma a cada dois dias. Então acho que essa informação à sociedade se faz necessária", disse em entrevista ao jornal O Globo.

 
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